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Arquivo para a categoria ‘Oficinas’

 

27 a 29 de Outubro: Itinerários com Padre Mário da Lixa; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘São Bernardo’

22 de Outubro de 2012

ITINERÁRIOS: MÁRIO DE OLIVEIRA
Sábado, 27 de Outubro, 16h

Nesta 14ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Mário de Oliveira, conhecido por Padre Mário da Lixa, que já participou numa sessão sobre as «aparições» de Fátima em Maio.

Como foi nascer no campo há mais de sete décadas. Como se vai parar a padre. Como foi ser professor, ser capelão na Guerra Colonial e voltar depois a Macieira da Lixa. O que é ser preso. O que é ser padre sem paróquia. O que é manter um jornal chamado Fraternizar e uma página na internet. O que o Barracão da Cultura. O que tem sido pensar por si e ir publicando dezenas de livros. Pela vida fora e pela estrada fora. Em que deus se pode crer no meio disto tudo.

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 28 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 29 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 29 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos São Bernardo (1972, 113 min.) de Leon Hirzman, a partir do romance de Graciliano Ramos.
Quem apresenta é António Rodrigues.

Sinopse: No interior de Alagoas, um filho de camponeses, Paulo Honório, é um vendedor ambulante que anda pelo sertão a negociar redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Fica com uma obsessão: arrancar a fazenda São Bernardo das mãos do dono, o endividado Luiz Padilha, fazendo dele seu empregado. Paulo Honório alcança finalmente o seu objectivo e faz prosperar a fazenda. Sente então que tem de constituir uma família e pensa na professora Madalena, que convida a visitar a fazenda. Casam-se, mas o humanismo e a sensibilidade da professora entra em choque com a rudeza de Paulo Honório. Nasce a suspeita que ela o trai. Paulo Honório tem ciúmes, que vêm da sua imaginação. Um dia, descobre uma folha de papel em que reconhece a letra de Madalena. Pensa que é parte de uma carta para um amante. Discutem e Madalena suicida-se. Honório passa a ser um homem arrasado, torturado pela dúvida, solitário. E escreve as suas memórias.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

 

13 a 15 de Outubro: ‘Le feu qui dort’ e ‘Terceira idade’ de MD; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘Uma abelha na chuva’

11 de Outubro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Sábado, 13 de Outubro, 16h / ADIADO PARA SÁBADO, 20 DE OUTUBRO, 16H

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», António Carlos Cortez vem falar-nos sobre os dois últimos livros de poemas de Mário Dionísio: Le feu qui dort e Terceira idade.

Une pluie de taureaux est tombée sur la ville
Comme les autres peu à peu j’ai accepté mon sort
en creusant dans la chair 1’ennui de mon asile

Tout est tranquille enfin chez moi   Enfin tout dort
Les souvenirs et les désirs et les remords
tout doucement s’étiolent

Adieu les rêves et les colères qui s’envolent
sans amertume et sans regret

Mais sous la peau de tout mon corps
dans les replis les plus caches comment le taire
le feu qui dort est éveillé

Mário Dionísio, Le feu qui dort

 

Acaso interessa
a data do nascimento
ou a de agora?

A nossa idade é a do mundo
A dele a nossa

Ao longe lenta uma carroça
leva-nos mortos para o
fundo do tempo

E ele ali mesmo recomeça a
toda a hora

Mário Dionísio, Terceira idade

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 14 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 15 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 15 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos Uma abelha na chuva (1972, 75 min.) de Fernando Lopes, a partir do romance de Carlos de Oliveira.
Quem apresenta é Nuno Júdice.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

MONÓLOGO A DUAS VOZES

O livro de contos Monólogo a duas vozes (1986) de Mário Dionísio, que se encontra esgotado, está disponível para leitura na nossa página.

 

5 a 8 de Outubro: leitura de sonetos de Antero de Quental; oficina «Inventar fabricando»; leitura de Georg Schmidt; cinema com ‘À luz do sol’ de Clément

4 de Outubro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Sonetos de Antero de Quental lidos por Antonino Solmer
Sexta-feira, 5 de Outubro, 18h

No dia da República acontece a leitura de sonetos escolhidos, acompanhados por projecção de imagens, de Antero de Quental por Antonino Solmer, com introdução de Eduarda Dionísio, e composições musicais de Pedro Rodrigues.

29.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Uma das minhas primeiras paixões poéticas, era então muito novo, foi Antero de Quental. Fiz sonetos aos milhares, até que cheguei à conclusão de que não era poeta: na altura não conhecia Pessoa. Nem a Presença (em cuja fase final, aliás, ainda colaborei). Coimbra era longe. E foi sobretudo a redescoberta dos espanhóis, Emilia Prados, Altolaguirre, e em especial Rafael Alberti e a antologia de José Bergamin (mas não Lorca, é curioso!) que marcou muito o meu regresso à poesia.»
Mário Dionísio, «Mário Dionísio: Memória da “Terceira idade”» (entrevista para o Jornal de Letras em 1982)

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 7 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», que aconteceu em Agosto, com Pierre Pratt e Filomena Marona Beja.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar, com Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 8 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia nos anos 30, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 8 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos À luz do sol (1960, 118 min.) de René Clément, a partir do romance de Patricia Highsmith.
Quem apresenta é João Rodrigues.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

 

30 de Setembro a 1 de Outubro: Oficina de castelhano, cinema com ‘A ilha de Arturo’

30 de Setembro de 2012

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 30 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como sobremesa, vamos tratar de «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 1 de Outubro, 21h30

Neste dia voltamos a projectar cinema dentro da Casa da Achada, após três meses de projecção na rua. Começa, também, um novo ciclo, «Literatura e cinema». Vamos projectar A ilha de Arturo (L’isola di Arturo, 1962, 90 min.) de Damiano Damiani, a partir do romance de Elsa Morante.

Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros (sobretudo romances de todos os tempos, daqueles tempos em que houve – ou há – romances) transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas. Os filmes estão ordenados por ordem cronológica dos livros donde partiram e não da realização dos filmes. Dos mais recentes para os mais antigos. Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Recordamos que Mário Dionísio, homem de literatura, se interessou muito pelo cinema. Escreveu sobre filmes. Daí termos feito um ciclo que se chamou «Filmes de que Mário Dionísio falou». Entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

 

20 a 24 de Setembro: A independência da Guiné; oficina de castelhano; cinema ao ar livre com ‘Sweeney Todd’; últimos dias da exposição «Ver agora melhor o mais distante»

18 de Setembro de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A independência da Guiné
Quinta-feira, 20 de Setembro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a independência da Guiné a 24 de Setembro de 1973 com Jorge Golias

Jorge Golias foi membro do MFA e estava na Guiné quando a indepêndencia foi declarada. Aqui poderão ler a sua intervenção numa mesa redonda no Centro de Documentação 25 de Abril sobre a descolonização da Guiné-Bissau.

Serão lidos textos publicados na revista ZOE (1972-1973), dirigida por Jorge Golias.

Neste ciclo, «histórias da História», conversamos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima e sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira.

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 23 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como segundo prato, vamos tratar de «Traduttore traditore», os problemas da tradução. Na sessão seguinte, a sobremesa será «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Na passada segunda-feira, dia 17, terminámos a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. As leituras deste ciclo recomeçam em Outubro com a leitura de «Lições do passado» de Georg Schmidt sobre o nascimento da arte contemporânea.

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 24 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta última sessão deste ciclo projectamos Sweeney Todd – O terrível barbeiro de Fleet Street (2007, 116 min.) de Tim Burton.

Sinopse: Depois de quinze anos de prisão na Austrália, Benjamin Barker foge e chega a Londres com uma ideia na cabeça : vingar-se do juiz Turpin que o condenou para ficar com a sua mulher e o seu bebé Johanna. Adoptando o nome de Sweeney Todd, retoma a sua barbearia, situada por cima da padaria da Sr.ª Nellie Lovett que o informa do suicídio da sua mulher, depois de ter sido violada por Turpin. Quando o seu rival Pirelli lhe diz que o vai desmacarar, Sweeney mata-o e a Sr.ª Lovett propõe-lhe a forma de se desembaraçar do cadáver: aproveitar a carne para paté. Sweeney descobre que Turpin quer agora apoderar-se de Johanna, que mantém em sequestro, com a cumplicidade de Bamford. Mas Anthony, o jovem marinheiro que salvou a vida a Sweedey durante a fuga, apaixona-se por ela, liberta-a e promete casar com ela. Entretanto, o bairro de Fleet Street foi-se deliciando com as tortas muito especiais da Sr.ª Lovett, que se põe a sonhar com uma nova vida, respeitável e burguesa: casada com Sweeney e tendo como filho adoptivo o antigo assistente de Pi-relli. Mas Sweeney continua deci-dido a levar até ao fim a sua vin-gança, custe o que custar… Começa então uma carnificina.

Em Outubro começa um novo ciclo de cinema dentro da Casa da Achada: «Cinema e Literatura».

 

ÚLTIMOS DIAS DA EXPOSIÇÃO
VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE
Até 24 de Setembro, durante o horário de abertura

Lembramos que a exposição «Ver agora melhor o mais distante», de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.

Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

 

15 a 17 de Setembro: Mário Dionísio, escritor com Maria Alzira Seixo; oficina de castelhano; leitura de Lhote; cinema ao ar livre com ‘É sempre a mesma cantiga’ de Resnais

12 de Setembro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR
Sábado, 15 de Setembro, 16h

Inicialmente marcada em Julho, foi adiada para esta data a sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (1996)

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 16 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como primeiro prato, vamos tratar de «Falsos amigos». Nas sessões seguintes, o segundo prato será «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 17 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 17 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos É sempre a mesma cantiga (On connaît La Chanson, 1997, 120 min.) de Alain Resnais.
Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Sinopse: Simon está secretamente apaixonado por Camille. Na sequência de um mal entendido, Camille apaixona-se por Marc. Marc, um charmoso agente imobiliário, e o patrão de Simon, tenta vender um apartamento a Odile, a irmã de Camille. Odile está determinada a comprar o apartamento, apesar da desaprovação do seu marido, Claude. Claude, um homem aparentemente insignificante, não vê com bons olhos o regresso de Nicolas, depois de muitos e longos anos. Nicolas, velho amigo de Odile, torna-se confidente de Simon…

ÚLTIMOS DIAS DA EXPOSIÇÃO
VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE
Até 24 de Setembro, durante o horário de abertura

Lembramos que a exposição «Ver agora melhor o mais distante», de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.

Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

 

6 a 10 de Setembro: ‘As borrachas’ de Robbe-Grillet, oficina de castelhano, leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote, cinema ao ar livre com ‘Os canibais’

5 de Setembro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 6 de Setembro, 18h

Nesta sessão Eduarda Dionísio vem falar-nos de As borrachas de Alain Robbe-Grillet.

28.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 9 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como entrada, vamos tratar de «Acentuação, pontuação e pronúncia». Nas sessões seguintes, o primeiro prato será sobre «Falsos amigos»; o segundo prato «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 10 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

Segunda-feira, 10 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos Os canibais (1988, 98 min.) de Manoel de Oliveira.
Quem apresenta é Diogo Dória, que participa no filme.

 

23 a 27 de Agosto: ‘O som e a fúria’ de Faulkner; ‘Silêncio’ de Loja Neves; Mário Dionísio, social e político; oficina inventar fabricando; leitura de Lhote; cinema ao ar livre ‘A flauta mágica’

20 de Agosto de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS – O som e a fúria de Faulkner
Quinta-feira, 23 de Agosto, 18h

Nesta sessão Maria João Brilhante vem falar-nos de O som e a fúria de William Faulkner.

27.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

SILÊNCIO – um documentário de António Loja Neves
Sexta-feira, 24 de Agosto, 18h

Na sequência da sessão do ciclo «histórias da História» do mês de Julho, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira no norte de Portugal e na Galiza, em que contámos com a participação de Paula Godinho, projectamos O Silêncio, documentário de António Loja Neves, proposto pelo próprio durante a sessão.

Na sessão participam António Loja Neves e Paula Godinho.

«No comovente filme de António Loja Neves e José Manuel Alves O Silêncio, enrolado em si mesmo, numa posição quase fetal, um homem desfia um sofrimento longo, a partir dum acontecimento que viveu com 16 anos e que lhe mudou a vida, tornando-lhe os sonhos improváveis. Trata-se de Arlindo Espírito Santo, que viu grande parte da sua família ser presa em Dezembro de 1946, na aldeia de Cambedo da Raia, no concelho de Chaves, encostada à Galiza. Ali decorreu um episódio sangrento e tardio, ainda em resultado do golpe franquista em 18 de Julho de 1936.»
Paula Godinho, «Cambedo da Raia, 1946»

MÁRIO DIONÍSIO, SOCIAL E POLÍTICO
Sábado, 25 de Agosto,  16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

«Ouço o grande silêncio. Vejo-o. Toco-lhe quase. Estou sentado, no meio da cozinha lajeada, olhando lá para fora pela janela alta e estreita. A manifestação (com tiros!) em S. Pedro de Alcântara, éramos todos estudantes. Encontros nocturnos na cerca da Faculdade de Ciências, falava-se em voz baixa, muito baixa, com o portão fechado, quem é que tinha a chave? Um grito alegre na praia da Ericeira, alguém correndo, um abraço tão forte que nos deita ao chão, é o Ramos da Costa muito novo, que eu julgava ainda preso, «saí ontem!». E o Zé Gomes, o Carlos, o Cochofel, ainda antes da tertúlia do «Bocage». E as massas transbordantes do dia da Vitória: bandeirinhas dos aliados nas ruas, nas varandas, nas lapelas, excepto a da URSS, é claro, e por isso se gritava: «Todas! Todas! Todas!» E novamente a marcha cautelosa sob as águas. Sempre outra vez a marcha cautelosa sob as águas. Sacões de esperança: o Norton, o «Santa Maria» navegando envolto em lenda, apelando em vão ao mundo inteiro, o Humberto Delgado antes de lhe arrancarem as estrelas. Anos e anos de crime, digamos o que dissermos, consentido. Até ao tal amanhecer: Aqui, posto de comando das Forças Armadas. Escancarado o portão de Caxias. O regresso dos exilados perante mares de gente gritante e confiante, até parecia um povo. O primeiro 1.° de Maio em liberdade, nas ruas, nas janelas, nos andaimes dos prédios em construção. Seria mesmo um povo?

E outros momentos. Soltos. Deslumbrantes na opaca escuridão do que não volta mais. Cada um terá os seus, a sua história privada, a sua respiração. A última reunião da Comissão de Escritores do MUD, a que tinha pertencido toda a gente (faltavam às vezes cadeiras) e a que, por fim, já só compareciam, inutilmente renitentes, três pessoas: a Manuela Porto, o Flausino Torres, eu. Que coordenava o sector desde a própria ideia de o formar. Como o dos artistas (arquitectos, pintores, escultores, desenhadores, fotógrafos, publicitários) que, a partir de 46, fizeram juntos as suas Exposições num clima de entusiasmo e unidade como nunca houvera no país nem sei se, exactamente assim, terá voltado a haver.»
Mário Dionísio, Autobiografia (1987)

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 26 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de objectos com forma de animais, personagens humanas. Na terceira sessão foram-se preparando os cenários para estas personagens. Nesta quarta sessão vamos acabar os cenários para inventar uma história para cada uma delas.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 27 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 27 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos A fláuta mágica (1975, 135 min.) de Ingmar Bergman.
Quem apresenta é João Paulo Esteves da Silva.

 

18 a 20 de Agosto: Oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote; cinema ao ar livre com ‘O submarino amarelo’ com música dos Beatles; sessão «Itinerários» adiada

16 de Agosto de 2012

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 19 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de vários objectos, personagens humanas. Nesta terceira sessão vamos construir cenários com colagens e pinturas.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 20 de Agosto, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. Hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 20 de Agosto, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta sessão projectamos O submarino amarelo (1968, 90 min.) de George Dunning, com banda sonora dos Beatles. Quem apresenta é Youri Paiva.

Sinopse: Era uma vez um paraíso sobrenatural chamado Peperland – um lugar onde a música e a felicidade eram rainhas supremas. Mas foi ameaçado quando o terrível Blue Meanies declarou guerra e enviou a sua armada, liderada pelo ameaçador Flying Glove, para destruir tudo o que de bom houvesse. E é aí John, Paul, George e Ringo entram para salvar o dia! Armados com pouco mais do que o seu humor, a sua música e, claro, o seu submarino amarelo, os Fab Four enfrentam corajosamente os perigosos mares na esperança de aniquilar as forças maléficas do reino invasor.

 

ITINERÁRIOS COM CARLOS CARVALHO
Em virtude de Carlos Carvalho se encontrar fora de Portugal, a sessão «Itinerários 14», que se iria realizar no sábado, foi adiada para data a anunciar.

 

12 e 13 de Agosto: Oficina inventar fabricando; leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote; cinema ao ar livre com ‘Mary Poppins’

9 de Agosto de 2012

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 12 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, no passado dia 6 de Agosto.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 13 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Terminada a leitura de textos da polémica do neo-realismo, publicada na revista Vértice, vamos iniciar uma nova leitura neste ciclo: Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem começa a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 13 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta sessão projectamos Mary Poppins (1964, 139 min.) de Robert Stevenson.
Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

Sinopse: Londres, 1910. Bert, homem-orquestra e limpa-chaminés, diverte quem passa diante da casa da família Banks. O Sr. Banks é um bancário cheio de trabalho. A esposa é uma sufragista activa. As ocupações afastam-nos da vida dos filhos, Jane e Michael, que fazem disparates para chamar a atenção dos pais. Depois de mais uma fuga das crianças, a ama, Katie Nounou, despede-se. É um polícia que leva as crianças a casa. Discussão na família sobre as qualidades da nova ama que vai ser contratada. O Sr. Banks tem ideias claras, as crianças também, mas ao contrário. O Sr. Banks redige um anúncio, as crianças também… É então que, descendo das nuvens se apresenta uma nova candidata: Mary Poppins. Vai trazer sonho às crianças e consciência aos pais, uma consciência que não altera nada ao sonho, antes pelo contrário.

 

 

Inventar fabricando – sujando as mãos

9 de Agosto de 2012

Os domingos de Agosto serão ocupados por uma oficina diferente, «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Nesta primeira sessão o Pierre trouxe vários objectos que podemos encontrar numa cozinha e convidou os participantes, pintando os objectos, a fabricar animais. A escritora Filomena Marona Beja foi acompanhando a tarde para depois construir uma história sobre estes objectos-personagens e as pessoas que as fabricaram.

A oficina continua todos os domingos de Agosto, às 15h30, e vamos inventar e fabricar outras coisas – sujando as mãos.

 

5 e 6 de Agosto: Oficina inventar fabricando; leituras de Lopes-Graça; cinema ao ar livre com ‘Os chapéus de chuva de Cherburgo’

2 de Agosto de 2012

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 5 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Os domingos de Agosto serão ocupados por uma oficina diferente, «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 30 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão concluímos a leitura comentada de textos da polémica do neo-realismo. Pedro Rodrigues lê textos escolhidos de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 30 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Os chapéus de chuva de Cherburgo (Les parapluies de Cherbourg, 1964, 91 min.) de Jacques Demy. Quem apresenta é Jorge Silva Melo.

 

26 a 30 de Julho: ‘A modificação’ de Butor por Eugénia Leal; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Carmen Jones’

26 de Julho de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS: A modificação de Michel Butor
Quinta-feira, 26 de Julho, 18h

Nesta sessão Eugénia Leal vem falar-nos de A modificação de Michel Butor.

26.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 29 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 30 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva, e da leitura de «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, nesta sessão continuamos a leitura de «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal).

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 30 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Infelizmente não poderemos projectar Porgy e Bess, o filme previsto para esta sessão. Por isso, mostramos um filme do mesmo realizador, Carmen Jones (1954, 105 min.) de Otto Preminger. Este musical é uma versão contemporânea da ópera de Bizet, com actores afro-americanos. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

 

 

22 e 23 de Julho: Oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘A roda da fortuna’

19 de Julho de 2012

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 22 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 23 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva, e da leitura de «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, nesta sessão continuamos a leitura de «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal).

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 23 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos A roda da fortuna (The band wagon, 1953, 112 min.) de Vicente Minelli.
Quem apresenta é Gabriel Bonito.

INFORMAMOS QUE…

A sessão «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», que iria decorrer no sábado, 21 de Julho, sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo, foi, por motivos alheios, adiada para data a definir.

 

5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

4 de Julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

 

1 e 2 de Julho: Oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘A ópera dos três vinténs’

28 de Junho de 2012

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 1 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  2 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já parti mos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da cria ção do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brin quedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos», (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segundas-feira, 2 de Julho, 21h30
na Rua da Achada

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam.
Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas.
É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta primeira sessão ao ar livre projectamos A ópera dos três vinténs (1931, 112 min.) de Georg Wilhelm Pabst, com argumento de Bertold Brecht e música de Kurt Weill. Em Londres, o bandido Mackie Messer é o rei dos ladrões. Conhece Polly Peachum na rua, convida-a para beber um copo num bar, e terminam a noite casados num armazém abandonado. Quando o pai de Polly, Jonathan Jeremiah Peachum, o rei dos mendigos, sabe do casamento da filha, pressiona o chefe de polícia Jackie “Tiger” Brown, que é amigo de Mackie, a prender o criminoso; caso contrário ele ameaça com uma grande manifestação de mendigos no dia da coroação da rainha.

Ver aqui a programação completa.

 

 

 

24 a 25 de Junho: Oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘América, relação de classes’ de Jean-Marie Straub

18 de Junho de 2012

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro

Domingo, 24 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês fotografámos o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apeteceu.

Nesta sessão, com Emanuel Faustino e Youri Paiva, vamos escolher as fotografias – e editá-las – para serem expostas na Feira da Achada, a 14 de Julho.

 

 

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  25 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já parti mos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da cria ção do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brin quedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos», (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 25 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta última sessão deste ciclo projectamos América, Relações de classes (Klassenverhältnisse, 1984, 127 min.) de Jean-Marie Straub, adaptado do romance Amerika de Franz Kafka. Neste filme um jovem burguês alemão emigra para os EUA e, ao fazer vários trabalhos rasos mantendo a honestidade, é confrontado com as relações de classe na sociedade capitalista.
Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

De Julho a Setembro começa um novo ciclo de cinema, desta vez ao ar livre na Rua da Achada: «Quem canta seus males espanta».

 

15 a 18 de Junho: Paula Morão fala de ‘Só’ de António Nobre; oficina de fotografia; leitura de textos da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Um rei em Nova Iorque’ de Chaplin; exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ com conversas, teatro e música na Glória do Ribatejo

18 de Junho de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS:
de António Nobre
Sexta-feira, 15 de Junho, 18h

Nesta sessão Paula Morão vem falar sobre de António Nobre.

É a 25.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Creio difícil um português, muito particularmente de hoje, despegar-se em absoluto da atmosfera afectiva inconfundível que Nobre exprimiu e não encontrar nela muito de si mesmo, apesar das diferenças de época, de ideologia, de atitude que o separem dele. Há uma voz mais funda que ali fala. E tudo o que esse poeta trouxe à nossa linguagem poética, desde a irreverência perante a métrica tradicional à ousadia vocabular – anúncio de prosificação – foi importante de mais para que o consideremos definitivamente alheio ao que ainda buscamos.»
Resposta de Mário Dionísio a um inquérito no Centenário de António Nobre, publicado na Seara Nova nº 1465 em Novembro de 1967.

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 17 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A polémica do neo-realismo
Segunda-feira,  18 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente chamada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lopes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA
«POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 18 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Um rei em Nova Iorque (1957, 110 min.) de Charles Chaplin. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias, conversas, teatro e música

Sábado, 16 de Junho, 15h
Casa do Povo, Glória do Ribatejo

Após ter estado à mostra na Casa da Achada, apresentamos, em colaboração com a Companhia de Teatro Paulo Claro – Rapazes d’Aldeia e a Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, pode ser visitada na Casa do Povo da Glória do Ribatejo (conselho de Salvaterra de Magos).

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

No dia de abertura da exposição, 16 de Junho, a partir das 15h, vão acontecer muitas actividades diferentes:
16h00: Conversa sobre a exposição com Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio;
17h00: Leitura e interpretação de Jorge Silva Melo de Num país onde não querem defender os meus direitos, eu não quero viver de Jorge Silva Melo, a partir de «Michael Kolhaas» de Heinrich von Kleist.
A peça foi estreada em 1997 e interpretada por Paulo Claro, que é homenageado nesta sessão.
18h00: Actuação do Coro da Achada.

Por este motivo a Casa da Achada só terá as portas abertas das 11h às 13h.

 

9 a 11 de Junho: Itinerário de Jerónimo Franco; oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Esta terra é minha’ de Renoir

7 de Junho de 2012

ITINERÁRIOS:
continuação duma conversa com Jerónimo Franco
Sábado, 9 de Junho, 16h

Em Abril já tínhamos conversado com Jerónimo Franco, onde nos contou muitas coisas interessantes. Como ficou muito por contar, Jerónimo Franco regressa neste mês à Casa da Achada.

Como foi vir duma aldeia para Lisboa aos 11 anos, andar na escola e trabalhar. Como foi fazer a tropa em Moçambique. Como foi trabalhar na TAP e ser presidente do Sindicato dos Metalúrgicos antes do 25 de Abril. Como foi discursar a uma multidão no 1º de Maio de 1974. Como foi fundar o MES – Movimento de Esquerda Socialista e dele sair. Como é ir aprendendo com as pessoas e também nos livros. Como é estar reformado e dividir o tempo entre Lisboa e uma aldeia.

A sessão conta com a projecção de um pequeno documentário sobre a luta dos trabalhadores da TAP nos anos 70.

 

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 10 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  11 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lopes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 11 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Esta terra é minha (1943, 103 min.) de Jean Renoir. Um professor tímido e inseguro, Albert Lory, acaba por revelar coragem quando é julgado por homicídio na França ocupada pelos nazis.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

 

3 e 4 de Junho: Oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Um dia inesquecível’ de Ettore Scola

2 de Junho de 2012

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 3 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Nesta primeira sessão vamos ver o que já foi feito na fotografia e depois vamos andar, ver e fotografar.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Um dia inesquecível (Una Giornata Particolare, 1977, 110 min.) de Ettore Scola, que é apresentado por Gabriel Bonito. Em Roma, no dia 6 de Maio de 1938, Mussolini e Hitler assinalam a sua união política, ao mesmo tempo dois estranhos vizinhos se conhecem: Antonietta (Sophia Loren) – uma esposa e mãe infeliz, entusiasta do ditador italiano – e Gabriele (Marcello Matroianni) – um ex-locutor de rádio que tinha sido obrigado a demitir-se por ser homossexual. Desconfianças e conversas, partilhas e confidências.

 

24 a 28 de Maio: Oficina de tradução; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Stavisky, o grande jogador’; fim da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; Mário Dionísio, social e político, em Alhos Vedros; lançamento da AJA

21 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 27 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Depois das sessões orientadas por Miguel Serras Pereira e João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir com Regina Guimarães.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Stavisky – O grande jogador (1974, 120 min.) de Alain Resnais. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»

Na segunda-feira, 28 de Maio, é o último dia em que poderá ser visitada a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

OUTRAS ACTIVIDADES:

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
Mário Dionísio – Social e Político
com Eduarda Dionísio
Quinta-feira, 24 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta última conferência Eduarda Dionísio fala sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

APRESENTAÇÃO: DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO
Sábado, 26 de Maio, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

O núcleo de Lisboa da AJA – Associação José Afonso organiza o lançamento do catálogo Desta canção que apeteço, sobre a obra discográfica de José Afonso entre 1953 e 1985, já apresentado em Grândola com a participação do Coro da Achada. Esta edição é apresentada por Miguel Gouveia e conta com um momento musical pelo Coro da Achada.

 

20 a 21 de Maio: Oficina de tradução; leitura de Abel Salazar; cinema com ‘A linha geral’ de Eisenstein

19 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 20 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Na anterior sessão, Miguel Serras Pereira pôs os participantes a traduzir, do francês, um livro de Diderot, e comparar as suas traduções com uma tradução editada em português. Nesta sessão, com João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir a partir do hebraico.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos. Não é necessário conhecer a língua da qual se vai traduzir.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 21 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Maio começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro Que é arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 21 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos A linha geral (1929, 121 min.) de Sergei Eisenstein, sobre a colectivização da agricultura na URSS. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Sinopse:

Há muito tempo que não chove. Com barómetros escondidos nas mangas, os sacerdotes ortodoxos decidem organizar uma procissão para «chamar a chuva». Em vão. Perante a miséria do mundo camponês, submetido à autoridade dos sacerdotes, à estupidez dos costumes e à superstição, Marfa e alguns outros decidem agir. Graças ao dinheiro poupado colectivamente (portanto, dificilmente) pelos camponeses, Marfa compra um touro para a reproução de vitelos. Grande cena de acasalamento em que as vitelas se encontram com o touro. Mas o touro é envenenado pelos ricos kulaks. Marfa vai então à cidade, para pedir ajuda. Da fábrica, parte um grupo de operários desejosos de desenvolver a agricultura; um sovhoze próximo entrega-lhe uma desnatadeira e um conjunto de tractores. Primeiro, a desnatadeira e os tractores não funcionam, mas tudo acaba por se resolver: longas sequências que glorificam as máquinas. A fábrica e o sovkhoze deram provas aos camponeses do interesse geral pela entreajuda colectiva e a mecanização. Marfa pode finalmente sorrir.

 

29 a 30 de Abril: Oficina de berimbaus; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Torre bela’ e ‘Nós operárias da Sogantal’

28 de Abril de 2012

UMA OFICINA MUSICAL – CONSTRUIR E TOCAR BERIMBAUS
Domingo, 29 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril temos oficinas onde «quem tem duas mãos tem tudo» . Com Irene van Es, fizémos pequenos objectos com missangas; e iniciámos ilustrações com Pierre Pratt. Nesta última sessão, com João Rodrigues, vamos construir berimbaus e aprender a usá-los e a dar-lhes música.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO «A PALETA E O MUNDO III»
Segunda-feira, 30 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues conclui a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 30 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, entre o 25 de Abril e o 1º de Maio, projectamos Torre bela (1977, 88 min.) – documentário sobre a ocupação, por camponeses, desta propriedade ribatejana de exploração agrícola em 1975 – de Thomas Harlen e Nós operárias da Sogantal (2008, 58 min.) – onde são entrevistadas, 30 anos depois, as operárias que participaram nas lutas da Sogantal – de Nadejna Tilhou. Quem apresenta é Sérgio Tréfaut.

 

 

12 a 16 de Abril: ‘A casa grande de Romarigães’ de Aquilino Ribeiro; encontro de leitores; visita guiada à exposição; oficina de ilustração; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Reds’

9 de Abril de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 12 de Abril, 18h

Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.

Esta é a 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

 

ENCONTRO DE GRUPO DE LEITORES
Sexta-feira, 13 de Abril, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação do escritor Miguel Castro Caldas.

ÚLTIMA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
SONHAR COM AS MÃOS – O DESENHO NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 14 de Abril, 16h

É a última oportunidade de participar numa visita guiada à exposição «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», que termina no dia 21 de Abril.

Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc.

Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO: OFICINA DE ILUSTRAÇÃO
Domingo, 15 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril há três oficinas de fabricos diferentes. Na primeira sessão montámos missangas com a ajuda de Irene van Es.

Neste domingo, com Pierre Pratt, vamos fazer ilustrações.

Número máximo de participantes: 10. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 16 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos Reds (1981, 194 min.) de Warren Beatty. Quem apresenta é João Rodrigues.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Sexta-feira, 13 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta primeira sessão Rui Canário vai falar sobre Mário Dionísio, o professor.

 

31 de Março a 2 de Abril: Entrelinhas – o desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos; oficina de missangas; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Os grandes aldrabões’

29 de Março de 2012

ENTRELINHAS
O desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos
Sábado, 31 de Março, 16h

Neste encontro, da série «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», vamos falar sobre o desenho na obra de Mário Dionísio e de outros artistas seus contemporâneos, incidindo sobre vários aspectos do desenho dos anos 30 a 50 do século XX.

Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição «Sonhar com as mãos», e organizadora desta sessão, vem falar-nos sobre o desenho na obra de Mário Dionísio. Sobre o desenho neo-realista fala David Santos, director do Museu do Neo-Realismo. O desenho surrealista em Portugal será tratado por Bruno Marques. Também analisaremos o desenho em dois artistas em particular: Almada Negreiros por Filomena Serra, e Maria Helena Vieira da Silva por Marina Bairrão Ruivo.

«Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.»
Paula Ribeiro Lobo, «A necessidade de ver claro», Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio (2011)

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO
Oficinas de fabricos vários
Domingo, 1 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril as oficinas serão diferentes em cada domingo. Nesta primeira sessão, com Irene van Es, vamos construir objectos com missangas: brincos, colares e outras coisas que se tenha vontade de fazer.

Nos domingos seguintes vamos fazer ilustrações e construir berimbaus.

Para todos a partir dos 6 anos.
Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 2 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA
RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 2 de Abril, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite, a última deste ciclo de cinema, projectamos Os grandes aldrabões (1933, 68 min.) de Leo McCarey com os Irmãos Marx. Quem apresenta é João Rodrigues.

 

 

Na segunda-feira seguinte, 9 de Abril, começa um novo ciclo de cinema: «Política uma vez por semana».

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020