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Arquivo para a categoria ‘histórias da História’

 

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: A escola de moderna de Francesc Ferrer, a propósito da sua morte a 13 de Outubro de 1909

15 de Outubro de 2015

ManifestacioaparisperlamortdeFerrer

No passado dia 9 de Outubro realizou-se a primeira sessão do ciclo «Escola, para que te quero?», a decorrer até Dezembro na Casa da Achada. Integrada na rubrica «histórias da História», a sessão lembrou desta vez a data do fuzilamento do pensador anarquista catalão Francesc Ferrer que consternou o mundo em 1909 e gerou uma onda de revolta e solidariedade. A data foi aqui pretexto para uma apresentação de Eupremio Scarpa, licenciado em Ciências Políticas em Itália, investigador e educador.

Eupremio Scarpa começou por explicar como se apaixonou pelo pensamento de Ferrer, ideias «que estava a praticar no seu trabalho educativo e social e que utilizava sem conhecer», como disse. Eupremio contou a história da «Semana trágica» em que Ferrer é preso, sumariamente julgado e assassinado, bem como o contexto das revoltas sociais entre finais do século XIX e os inícios do século XX. A conversa continuou com uma revisão das principais ideias de Ferrer relativamente à educação e como ele fundou a Escola Moderna em 1901, uma experiência pedagógica libertária que durou poucos anos mas teve importantes consequências até aos nossos dias. Para Eupremio Scarpa «muito do pensamento de Ferrer ficou vivo» e é ainda hoje actual.

Em 1901 Ferrer criou uma escola baseada em princípios opostos aos que dominavam a educação (ele queria fazer «o contrário do que lhe foi ensinado»), e imaginou uma pedagogia «científica», numa escola mista (com rapazes e raparigas), onde havia coeducação de classes (não para catequizar e criar revolucionários mas pessoas que pensam livremente e que «naturalmente» se tornariam rebeldes, pensava Ferrer). Uma escola onde o lugar do jogo e da criatividade era central, onde não havia notas, nem prémios, nem castigos. Uma escola «para a emancipação», onde a criança está no centro do processo educativo. Uma escola contra o autoritarismo. Uma escola onde o trabalho intelectual e manual vêm a par e passo. Uma escola com jardim, com janelas grandes, com uma preocupação grande com a higiene. A escola moderna organizava também palestras para educação de adultos.

Eupremio Scarpa explicou ainda como as ideias da Escola Moderna se espalharam em Itália (e em Portugal também, na experiência da Escola oficina n.º 1). O orador trouxe ainda um pequeno vídeo com uma entrevista a José Pacheco, fundador da Escola da Ponte, em Portugal, que tem muitos pontos em comum com os princípios da Escola Moderna de Ferrer.

Francisco Ferrer i Guardia

Depois da exposição de Eupremio Scarpa houve ainda tempo para um vivo debate sobre alguns «princípios» pedagógicos, onde se passou pelo papel dos professores hoje, a importância de questionar e escutar, o individual e o colectivo, a reprodução de modelos sociais através da escola, a educação para a liberdade, a ideia de «formação integral», a formação de professores, os problemas reais e a importância das utopias…

Uma abertura deste ciclo «Escola, para que te quero?» extremamente estimulante, que deixou muitas ideias e práticas para discutir, aprofundar, interrogar.

Continuamos o ciclo em Outubro, Novembro e Dezembro. A próxima sessão é já esta sexta-feira, 16 de Outubro, às 18h30: «As escolas onde estudamos – espaços e edifícios», uma conversa com Filomena Marona Beja e João Barroso.

 

18 a 23 de Janeiro

17 de Janeiro de 2014

Microsoft Word - 18-24 Jan 14

 

10 a 14 de Outubro

7 de Outubro de 2013

História 11

A CARBONÁRIA PORTUGUESA
histórias da História
Quinta-feira, 10 de Outubro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a Carbonária Portuguesa, a 5 de Outubro de 1910, com Firmino Mendes.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a Independência da Guiné, sobre o golpe em Espanha em 1981, sobre os derrotados no 25 de Abril de 1974, sobre os tiros de Sarajevo e sobre as primeiras férias dos operários franceses.

CARTAZ SEGUNDA 14 OUTUBRO 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
O amor da pintura de Claude Roy
Segunda-feira, 14 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Manuela Torres continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de O amor da pintura de Claude Roy.

CICLO DE CINEMA
VIVENDO E APRENDENDO
O menino selvagem de Truffaut
Segunda-feira, 14 de Outubro, 21h30

Na segunda-feira continua o ciclo de cinema «Vivendo e aprendendo», onde as aprendizagens, o ensino e a escola estão representadas. Nesta sessão projectamos O menino selvagem (1970, 83 min.) de François Truffaut. Quem apresenta é João Rodrigues.

OBRAS À VENDA
para angariação de fundos

Na sequência do leilão de 5 de Outubro, continuam em exposição, nos próximos dias, as obras que não foram vendidas, que se encontram à venda pelo preço base de licitação. O catálogo pode ser consultado aqui.

Obras de vários autores portugueses: Alberto Péssimo, Alice Geirinhas, Alice Jorge, Ana Jotta, André Alves, Ângelo de Sousa, António Sena, Armando Alves, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Calvet, Charrua, Cipriano Dourado, Costa Pinheiro, Cruzeiro Seixas, Emerenciano, Espiga Pinto, Eurico Gonçalves, Fernando Calhau, Fernando José Pereira, Frederico Mira, Germano Santo, Guilherme Parente, Hansi Stäel, Henrique do Vale, Henrique Ruivo, Inês Dourado, João Abel Manta, João Cutileiro, João Queiroz, Jorge Barradas, Jorge Martins, José Cândido, José Freitas, LOBO, Manuel Baptista, Manuel Pinto, Manuel Ribeiro de Pavia, Manuel Sampaio, Manuela Bacelar, Margarida Alfacinha, Maria Gabriel, Maria José Oliveira, Maria Keil, Martins Correia, Miguel Horta, Mily Possoz, Natacha Antão, Nikias Skapinakis, Pedro Avelar, Pedro Chorão, Querubim Lapa, Rocha de Sousa, Rogério Ribeiro, Rui Mendonça, Rui Paiva, Rui Pimentel, Rui Sanches, Sá Nogueira, Sérgio Pombo, Silva Chicó, Sílvia Hestnes, Sofia Areal, Teresa Magalhães, Vespeira, Zé Viana, Zulmiro de Carvalho.

Canções Heróicas - castanho

AS HERÓICAS DE FERNANDO LOPES-GRAÇA
Sábado, 12 de Outubro, 16h
Organização: Coro da ART

O Coro da Associação de Residentes de Telheiras propôs uma sessão de conversa e canto sobre as canções heróicas de Fernando Lopes-Graça, compositor amigo de Mário Dionísio. A conversa será com Luísa Tiago de Oliveira e Manuel Deniz Silva. E cantam o Coro da ART e o Coro da Achada.

 

16 a 19 de Agosto

12 de Agosto de 2013

(HIST323RIAS AGO 13_Layout 1)

AS PRIMEIRAS FÉRIAS DOS OPERÁRIOS FRANCESES
histórias da História
Sexta-feira, 16 de Agosto, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre as primeiras férias dos operários franceses, em Agosto de 1936, com Jorge Silva Melo.

Na sessão será projectado o documentário francês de 2006, Été 36 – les premières vacances des français (Verão de 1936- as primeiras férias dos franceses), com tradução simultânea em português.
O filme, que fala também das primeiras férias na neve, uns meses depois, e do desenvolvimento do campismo e das colónias de férias, tudo isso ligado à Frente Popular de Léon Blum, durante a qual se realizou a Exposição Universal de Paris de 1937, inclui numerosos depoimentos de quem viveu essas primeiras férias – trabalhadores (nomeadamente operários e operárias), estudantes e outros  – e de Pascal Ory, historiador.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a Independência da Guiné, sobre o golpe em Espanha em 1981, sobre os derrotados no 25 de Abril de 1974 e sobre os tiros de Sarajevo.

Cartaz Oficina JUL-AGO13_cartaz paleta

VOZES QUE O VENTO NÃO LEVARÁ
Oficina
Domingo, 17 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina vamos, com Margarida Guia, falar em voz bem alta, falar em voz bem baixa para toda gente ouvir e entender o que se diz e o que se quer dizer.

Para todos a partir dos 6 anos.
Continua todos os domingos de Agosto.

Segunda 19 AGosto

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Iniciação estética de Cochofel
Segunda-feira, 19 de Agosto, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Eduarda Dionísio lê e comenta, com projecção de imagens, o capítulo IV de Iniciação estética de João José Cochofel.

«Diante de um quadro, ao escutarmos um trecho musical, quando lemos um livro ou nos alheamos na simples contemplação de uma paisagem, se embora de um modo obscuro pressentimos que tais exercícios vieram, eficazmente, convincentemente, acrescentar algo de novo, de inesperado, de estimulante, à nossa experiência da vida, se alvoroçadamente descobrimos no nosso íntimo que vieram alargar ao mesmo tempo as nossas faculdades de sentir e de compreender, é à palavra belo que recorremos para classificar o objecto que de tão singular maneira se impôs à nossa atenção. Um objecto do qual nada esperávamos que servisse o nosso conhecimento do mundo ou ajudasse a resolver as nossas mais instantes dificuldades quotidianas, cujo valor útil e prático ignorávamos, e que no entanto ali nos retém presos nas invisíveis malhas que todavia o ligam à condição humana de conhecer e agir»
José João Cochofel, na introdução de Iniciação estética

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
FÉRIAS NA ACHADA
Verão de 42 de Robert Mulligan

Segunda-feira, 19 de Agosto, 21h30

Nesta segunda-feira projectamos, ao ar livre, Verão de 42 (1971, 103 min.) de Robert Mulligan. Quem apresenta é António Rodrigues.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017