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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Amigos de Mário Dionísio’

 

JÚLIO POMAR

23 de Maio de 2018

Faltam-nos as palavras para deixar aqui uma nota sobre partida do sócio fundador Júlio Pomar, que já em 1945 Mário Dionísio adivinhava vir a ser um grande pintor. Um abraço aos mais próximos.

 

3 a 5 de Maio: José Júlio Andrade dos Santos; Oficina de Tapeçaria Tecida; Feira de Auto-Gestão e Cooperativismo; Coro da Achada em Vila Franca de Xira

2 de Maio de 2013

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JOSÉ JÚLIO ANDRADE DOS SANTOS
Amigos de Mário Dionísio
Sábado, 4 de Maio, 16h

Nesta 10ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» aproveitamos a exposição inaugurada no passado 25 de Abril, «José Júlio – pintura e gravura», para conversar sobre José Júlio Andrade dos Santos. Recebemos familiares, ex-alunos, críticos de arte e conhecedores da sua obra, entre os quais Filomena Marona Beja, José-Augusto França, Rui-Mário Gonçalves, António Rebelo.
«Ora é em 49, aos trinta e três anos, que José Júlio, apaixonado professor de Matemática, que nunca deixou de ser, descobre as artes plásticas. Pintando, com um afinco que nada tinha do do simples amador. Mas, simultaneamente, desenvolvimento uma actividade pedagógica sobre arte e artistas que logo deixou a minha a perder de vista.»Mário Dionísio

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TAPEÇARIA TECIDA
Oficina
Domingo, 5 de Maio, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina em Maio, que se prolonga até Junho, com Carla Mota, vamos fazer tapeçaria com tecidos.

Para todos a partir dos 12 anos.

Feira de Auto

FEIRA DE AUTO-GESTÃO E COOPERATIVISMO
Sábado, 4 de Maio, das 15h às 21h
Organização: Tertúlia Liberdade

No terreno em frente à Casa da Achada acontece esta feira com bancas de associações e cooperativas em auto-gestão, música ao vivo e gastronomia diversa.

A feira continua nos sábados 11 de Maio, 1 e 15 de Junho.

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CORO DA ACHADA EM VILA FRANCA DE XIRA
Ateneu Artístico Vilafranquense
3 de Maio, 21h30

O Coro da Achada canta nesta noite no encontro de coros organizado pela associação, por ocasião do seu 122º aniversário. A entrada é 3€ para sócios da AAV e 5€ para o público em geral.

 

2 a 4 de Fevereiro: Francisco Castro Rodrigues entrevistado por Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares; Oficina de aproveitar materiais; leitura de ‘A arte de pintar’ de Klingsor; cinema com ‘Aves de rapina’ de von Stroheim.

30 de Janeiro de 2013

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FRANCISCO CASTRO RODRIGUES
Amigos de Mário Dionísio
Sábado, 2 de Fevereiro, 16h

É a 9ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio», e a 2ª com a participação do próprio amigo, Francisco Castro Rodrigues, que será entrevistado por Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares.

Castro Rodrigues, arquitecto nascido em Lisboa em 1920. Pertenceu ao MUD Juvenil. Esteve preso no Aljube. Viveu no Lubito mais de 30 anos, antes e depois da Independência de Angola, onde está grande parte da sua obra.

Autor do livro Um cesto de cerejas, editado pela Casa da Achada em 2009, em que conta a sua longa vida, de onde retirámos estes excertos:

«Agora há doutoramentos em Arquitectura. Tenho um colega que assinou um trabalho assim: Professor Doutor Arquitecto Fulano de tal…
Eu cá tenho muita honra em ser arquitecto só. Já cega para o trabalhinho que tenho…»

«Quando eu ia visitá-lo [Mário Dionísio], ele costumava mostrar-me as suas últimas obras, que tinha lá no seu atelier.
E eu, ao olhar para este quadro: “Olha, as Azenhas do Mar!” E ele: “Azenhas do mar? Não tem nada a ver com as Azenhas do Mar.”
E até deve ter ficado melindrado, “então este tipo não sabe que eu não sou naturalista nem gostaria de o ter sido?”
Chamei a Lourdes: “Anda cá ver!” E ela: “Olha as Azenhas do Mar!” Ele ficou um bocado atrapalhado.
Mais tarde telefona-me: “Gostava de ir aí ter consigo. Queria oferecer-lhe um quadro.” “Então porquê?” “Esteve aqui há uns tempos o Pomar e, ao ver os quadros, olha para um e diz: ‘Olha, as Azenhas do Mar…’ Então vou-lhe oferecer esse quadro.”»

«E comecei assim: “Eu nasci em 1947; quando entrei para os cárceres da PIDE, onde contactei com uma série de rapaziada, o Mário Soares, aquela malta toda…”
Nascer, nascer, eu nasci “por favor”… Nasci foi em 47, quando estive no Aljube e em Caxias.»

«Há quem diga: “Se é para pobre, o terreno é mais pequenino…” Eu digo: “Não, não. O terreno é o que for essencial para uma família, quer ela seja pobre ou rica.” Se ela quer comprar um terreno ao lado, que o faça, se o regulamento da câmara permitir. Agora, no tecido da cidade que o urbanista faz, não tem de estar preocupado com a riqueza ou não riqueza de cada um. A célula inicial é “uma casa, uma família” – ou um homem. Aqui é família.»

«Lá em Angola é que nunca [pus o chapéu colonial]. O sol é para todos e é a fonte da vida, de acordo com o meu pai…
Também fui controntado, logo à chegada, com outras realidades. Por exemplo: ao ouvir insólitos “ais”, ritmados e pungentes cuja origem descobri partirem da esquadra da polícia, a cívica, onde um agente, beata ao canto da boca, displicente e metodicamente assentava fortes palmatoadas na mão empolada de um… “indígena”.
As donas de casa, para se “distraírem”, mandavam à esquadra o “criado” com um recado para lhe darem palmatoadas…
Logo ali virei “angolano”.»

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APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS
Oficina
Domingos, das 15h30 às 17h30

Nos domingos de Fevereiro vamos, com Irene van Es, aproveitar objectos e materiais à volta de tecidos. «A vida é feita de pequenos nadas» e «quem tem duas mãos tem tudo. E ter uma é mais que nada».

Para todos a partir dos 6 anos.

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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 4 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 4 de Fevereiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Aves de rapina (1924, 140 min.) de Erich von Stroheim. Quem apresenta é António Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

 

7 a 10 de Dezembro: Joaquim Namorado por António Pedro Pita; oficina «o natal está nas nossas mãos»; leitura de Schmidt; cinema com ‘Os irmãos Karamazov’, lançamento ‘Capicua’

3 de Dezembro de 2012

LANÇAMENTO DE CAPICUA SOBRE MÁRIO DIONÍSIO
Sexta-feira, 7 de Dezembro, 18h

A associação cultural Catalunyapresenta faz a apresentação do quarto número da revista Capicua – uma ponte entre as letras catalãs e portuguesas.

Este quarto número da revista foca com destaque especial os autores Mário Dionísio e Montserrat Roig. Conta, também, com narrativas breves, poesia e ensaio de jovens autores e de outros mais clássicos.

A apresentação estará a cargo de Eduarda Dionísio e Sebastià Bennasar. Ler-se-ão, nas duas línguas, alguns dos textos editados na revista, o Coro da Achada cantará poemas de Mário Dionísio, e para terminar faremos un brinde à literatura com cava (espumante) da Catalunha.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Joaquim Namorado
Sabádo, 8 de Dezembro, 16h

Nesta 8ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Joaquim Namorado com António Pedro Pita.

«Este Joaquim Namorado que aqui temos de onde veio? Ele mesmo disse na “Invenção do poeta”. Veio da luta: “E, pouco a pouco, surgi / da luta / um outro que agora sou”. A sua vida e o sentimento dela foram para sempre transformados, enformados, recriados pela luta a que para sempre se entregou. Mas acaso esse outro, que a luta redimensionou, deixou de ser um poeta e um escritor? Acaso esse outro poderá furtar-se, sem mutilação indesejável, às responsabilidades que a poesia implica, as quais, se não devem abafar as do homem comum, não devem também por este ser abafadas?»
Mário Dionísio

 

OFICINA O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Domingo, 9 de Dezembro, das 15h30 às 17h30

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…
Nesta segunda sessão, com Irene van Es e Lena Bragança Gil, vamos continuar a fabricar prendas.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 16 e 23 de Dezembro.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 10 de Dezembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Após os comentários de Rui-Mário Gonçalves, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, Helena Barradas conclui a sua leitura.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 10 de Dezembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Os irmãos Karamazov (1958, 145 min.) de Richard Brooks, a partir da obra de Fiódor Dostoiévski. Quem apresenta é Manuel Wiborg

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros (sobretudo romances de todos os tempos, daqueles tempos em que houve – ou há – romances) transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.

Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas. Os filmes estão ordenados por ordem cronológica dos livros donde partiram e não da realização dos filmes. Dos mais recentes para os mais antigos. Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.

Recordamos que Mário Dionísio, homem de literatura, se interessou muito pelo cinema. Escreveu sobre filmes. Daí termos feito um ciclo que se chamou «Filmes de que Mário Dionísio falou». Entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Ver aqui a programação completa do ciclo.

 

5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

4 de Julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

 

3 a 5 de Março: um encontro sobre João José Cochofel; oficina de stop motion; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘O mundo é um manicómio’

1 de Março de 2012

No sábado, 3 de Março, às 16h, acontece o sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio». Nesta sessão vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Começa no domingo, 4 de Março, às 15h30, a oficina de stop motion, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva. Inventando uma pequena história na Casa da Achada, com pessoas e objectos, vamos construir um pequeno filme juntando fotografias. E ainda vamos ver cinema feito desta maneira.

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Na segunda-feira, 5 de Março, às 18h30, continua a leitura de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

No mesmo dia, à noite, pelas 21h30, projectamos um filme inserido no ciclo «Rir uma vez por semana»: O mundo é um manicómio (1944, 118 min.) de Frank Capra. Quem apresenta é Luís Miguel Oliveira.

 

Como foi a sessão sobre Manuel da Fonseca

11 de Dezembro de 2011

No passado sábado, 10 de Dezembro, aconteceu a 5ª sessão de ‹‹Amigos de Mário Dionísio››, desta vez sobre Manuel da Fonseca.

A tarde começou com o canto alentejano do Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de São Domingos, seguindo-se a visualização e audição de excertos de entrevistas feitas a Manuel da Fonseca. Artur da Fonseca falou sobre o seu irmão e os actores Antonino Solmer, Diogo Dória, Inês Nogueira e os alunos da Escola n.º 10 do Castelo com a professora Ariana leram poemas.

No intervalo ouviu-se poemas de Manuel da Fonseca cantados por Adriano Correia de Oliveira enquanto se comia pão, azeitonas e bebia vinho do Alentejo. Voltámos à sessão com novas projecções e com mais cantos do coro alentejano. F. Pedro Oliveira e Fernanda Neves leram dois contos e, no fim, Vítor Silva Tavares – amigo de Manuel da Fonseca – e Artur da Fonseca contaram-nos histórias da sua vivência com Manuel da Fonseca.

 

10 a 12 de Dezembro: Manuel da Fonseca, amigo de Mário Dionísio; oficina «Prendas sou eu que as faço»; leitura de ‘A vida das formas’ de Focillon; cinema com ‘Os inadaptados’

5 de Dezembro de 2011

No sábado, 10 de Dezembro, às 15h, acontece a 5ª sessão sobre amigos de Mário Dioníso, desta vez sobre Manuel da Fonseca (cujo centenário de comemora este ano). A sessão, realizada com a colaboração da Casa do Alentejo, conta com a participação do irmão, Artur da Fonseca, e do amigo, Vítor Silva Tavares.

Serão lidos contos e poemas de Manuel da Fonseca por Antonino Solmer, Diogo Dória, Fernanda Neves, Inês Nogueira, F. Pedro Oliveira e pelos alunos da Escola Nº 10 do Castelo. A abrir e a fechar canta o Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de S. Domingos. Vão ser projectados imagens e sons de Manuel da Fonseca e canções com letras suas, haverá pão, azeitonas e vinho do Alentejo e mostraremos uma pequena exposição de livros e documentos.

No dia seguinte, domingo, 11 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina «Prendas sou eu que as faço». Depois de termos pintado azulejos na passada sessão, nesta vamos pintar e colar em sacos e cartuchos.

Na segunda-feira12 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo «A Paleta e o Mundo III», que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Miguel Castro Caldas que continua a leitura comentada, com projecção das imagens citadas, do 4º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: «As formas no espírito».

Nessa noite, pelas 21h30, projectamos mais um filme inserido no ciclo «Estrelas de Hollywood»: Os inadaptados (1961, 124 min.) de John Huston, com Clark Gable e Marilyn Monroe. Quem apresenta o filme é Miguel Castro Caldas.

Aqui pode consultar a restante programação de Dezembro.

 

Constantino na Achada

19 de Setembro de 2011

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Com a participação de Maria Alzira Seixo, que numa primeira parte da tarde nos falou sobre a obra e a escrita de Alves Redol, e de António Mota Redol, filho de Alves Redol que nos trouxe o vídeo «Alves Redol – vida e obra», realizou-se no sábado passado a 4ª sessão da série «Amigos de Mário Dionísio» sobre este importante escritor cujo centenário se está a comemorar.

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Várias crianças, ex-alunos de Ariana Furtado, professora na Escola do Castelo, a uns passos daqui, tinham lido em conjunto com a professora Ariana Furtado, que as desafiou para isto, ainda durante as férias, aqui mesmo, na Casa da Achada, um livro de Alves Redol que marcou muitas infâncias, pelo menos até há uns tempos atrás: «Constantino guardador de vacas e de sonhos».

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O que estava previsto era conversarem com o Constantino, durante esta sessão, umas boas décadas depois de ele ter começado a ser uma personagem famosa, e depois de ter mudado de lugar, de vida e talvez de sonhos…

Mas Constantino não pôde estar. Então, foi encontrada a solução: as crianças escreveram a Constantino – e leram-nos a carta). Fizeram perguntas por escrito a Constantino – e  leram-nas as nós e os pedacinhos da obra donde partiram para as fazer.

Talvez se consiga fazer chegar ao Constantino… Talvez ele tenha tempo para responder.

E aqui fica o que ouvimos por aqui no sábado, de cabeças e bocas muito novas:

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CARTA AO CONSTANTINO

Lisboa, 17 de Setembro de 2011

Num dia de Sol

Caro Constantino do Freixial


Somos um grupo de meninos da cidade de Lisboa. Aquela cidade com que muito sonhou na infância.

Durante vários dias, não queremos contar quantos, encontrámo-nos na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, para conhecer a sua história e o seu sonho mais bonito.
Ficámos felizes por saber que hoje está nas vindimas. A Alice contou-nos que um dia trincou umas uvas e delas saíram umas «coisas de uvas…». Como não conseguimos compreender o que eram ficámos todos a desejar que cá estivesse para nos explicar.

Sentimos a sua falta, mas compreendemos a sua ausência e ainda mais a sua causa: cuidar das terras, ser feliz no campo.

Somos crianças da cidade, mas adoramos o campo. Você, menino do campo, que sonhava com a nossa cidade…
Ao lermos a história da sua infância escrita por Alves Redol, muitas vezes pensámos se ele não teria vivido consigo. Foi tudo real? É tudo verdadeiro? Viveu assim a sua infância? É verdade que agora trabalha com aviões? Temos tantas depois de termos lido parte das suas aventuras.

Cada um de nós escolheu um excerto do livro e formulou uma pergunta para o mesmo. Quem sabe um dia talvez nos possamos encontrar para ouvir as suas respostas.

Despedimo-nos com muito carinho a desejar boa vindima!


Beijinhos e abraços,

Teresa

Francisco

Vicente

Inês

Salomé

Alice

PERGUNTAS AO CONSTANTINO

Alice Gato:

«Também um rapaz precisa de grandes caminhadas e preocupações para dizer aos outros: “vai aí um ano de pássaros…só eu à minha conta tenho quase cinquenta ninhos”. Mesmo que a fantasia o leve a acrescentar o número, o que não espanta quando se aprendem na escola contas de multiplicar e a professora marca com reguadas na palma das mãos os erros que se cometem.»

Constantino, era feliz na escola?

Francisco Duarte:

«Mas já é sorte ter amigos…amigos dos bons, entenda-se, sem falar nos da família; essa ninguém a escolhe, por mais voltas e contravoltas que dê a vida.»

Constantino, os seus amigos de infância
foram os melhores do mundo?

Inês Pinheiro:

«À noite o Constantino escuta o canto de uma aventura que sonha começar um dia destes.

Não, já não demora muito. Nem ele já pode aguentar aquela ânsia por mais tempo. Precisa de convencer o Manel a partir do seu plano, mesmo que tenha de lhe mentir. Se ele lhe perguntar até onde vão responderá simplesmente: até Lisboa. Lisboa é coisa boa, pois é!»

Constantino, como imaginava Lisboa na sua infância?

Inês:

«Nessa tarde de Glória o Constantino foi para o Rossio da aldeia gozar o sucesso. E, como um déspota que ordenasse festas em sua honra, resolveu começar o jogo do pião umas semanas mais cedo do que estabelece o calendário das jogatinas»

Constantino, desse calendário das jogatinas
que brincadeiras faziam parte?
Ainda hoje brinca com esses brinquedos?

Salomé Nunes:

«A gente crescida nunca se dá por contente e não há maneira também de perceber as tristezas ou alegrias dos mais novos. Esquecem depressa o que já foram!…»

Constantino, realizou todos os seus sonhos
de menino e de adulto?

Teresa Caldas:

«O rio é a sua paixão talvez por sonhar que um dia chegará a serralheiro de barcos. Por sinal sabe ele mais coisas do que vêm nos livros»

Gosta mais de barcos ou de aviões?
Do mar ou do céu?
Pés assentes na terra ou cabeça no ar?

Vicente Gerner:

«Os animais precisam de verde, resmunga-lhe a avó. Constantino percebe o que ela quer dizer, mas entrega-se à fantasia de admitir que as vacas e as burras necessitam de comer cores, agora um bocado de verde e depois outro de amarelo ou de vermelho. E enquanto as desamarra da manjedoura, dá-se ao gosto de pensar como seria divertido levá-las a pastar no arco-íris, podendo cada uma delas escolher a cor que mais lhe apetecesse ou misturá-las e fazer cores diferentes.»

Constantino, foi feliz enquanto guardador de vacas e de sonhos?

 

17 a 19 de Setembro: uma sessão sobre Alves Redol; oficina de arte postal; leitura de ‘A Paleta e o Mundo’ e cinema ao ar livre com ‘Outro país’

15 de Setembro de 2011

No sábado, 17 de Setembro, às 16h, acontece a 4ª sessão de ‹‹Amigos de Mário Dionísio››. Depois de Manuela Porto, Fernando Lopes-Graça e de Maria Keil, nesta quarta edição vamos conversar sobre Alves Redol.

Alves Redol nasceu em Vila Franca de Xira há cem anos. Escritor neo-realista, publicou dezenas de romances, vários deles marcantes. E fez muitas coisas mais. Da sua vida nos falará o filho, António Mota Redol. De livro para livro e de edição para edição, a sua escrita foi evoluindo. Disso nos falará Maria Alzira Seixo, professora de literatura e crítica literária. Também escreveu para crianças. Constantino, o guardador de vacas e de sonhos, que entretanto cresceu, estará connosco. Um grupo de crianças da Escola do Castelo vai perguntar-lhe como foi.

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No domingo, das 15h30 às 17h30, continua a oficina de arte postal. Na semana passada, com orientação de José Smith Vargas, fizeram-se vários postais e envelopes com colagens diferentes. Neste domingo vamos ver o que a Diana Dionísio pensou para esta oficina…

OFICINA ARTE POSTAL

Na segunda-feira, 19 de Setembro, prosseguem dois ciclos, um de leitura e outro de cinema. Pelas 18h30 continua a leitura comentada, com projecção das obras citadas, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Inês Dourado conclui o décimo capítulo da primeira parte, ‹‹Visita à oficina››.

À noite, às 21h30, temos a projecção de mais um filme inserido no ciclo de cinema ao ar livre ‹‹Filmes das nossas vidas››: Outro país – Memórias, sonhos, ilusões… Portugal 1974/1975 (2000, 52 min.) de Sérgio Tréfaut. A escolha foi de António Loja Neves, que impossibilitado de vir apresentar o filme a mesma ficará a cargo do realizador.

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Notícias frescas: Itinerários de Micio e Giuseppe Morandi; Maria Keil; direitos de autor

20 de Junho de 2011

Nos dois últimos sábados recebemos pessoas que, com percursos diferentes, nos contaram várias coisas importantes das suas vidas e obras.

No dia 11 de Junho, aconteceu mais uma sessão de «Itinerários» em que conversámos com Gianfranco Azzali – Micio – e Giuseppe Morandi. Após convívios vários e a sessão em si, tiveram que regressar rapidamente para Itália para votarem nos referendos e, no dia seguinte, telefonaram-nos a dar as boas notícias de que as pessoas foram votar em grande número contra a privatização da água, contra a energia nuclear e contra a imunidade dos políticos em tribunal. Na conversa falou-se de muitas coisas: o trabalho no campo e na fábrica, as relações entre as pessoas e também com os animais, as mudanças significativas dos últimos anos, a formação da Lega di Cultura di Piadena e a sua evolução, a festa por eles organizada, a importância do canto popular, a fotografia e a relação do fotógrafo com quem fotografa, a participação no movimento de 68 em Itália. Nesse dia houve também uma exposição de fotografia de Giuseppe Morandi e a projecção de três filmes seus: El Pasturin, El Calderon e Il colore della Bassa.

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No passado sábado, dia 18, recebemos Maria Keil para a 3ª edição de «Amigos de Mário Dionísio». Maria Keil, 96 anos, artista e amiga de Mário Dionísio, foi ela quem paginou a A Paleta e o Mundo. Na sessão, Pitum Keil do Amaral falou da sua vida e da sua obra, enquanto iam sendo projectadas imagens de obras e fotografias. A sessão ainda contou com a participação de Miguel Horta. Também no mesmo dia montou-se, enquanto as nossas vizinhas estendiam a roupa, uma pequena exposição de Maria Keil, «Roupa a secar no Bairro Alto».

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Chegou-nos a notícia da publicação livre de Imaginem um mundo sem direitos de autor nem monopólios (Imagine there’s no copyright and no cultural conglomerates too…) de Joost Smiers e de Marieke van Schijndel. Esta edição foi traduzida por vários colaboradores da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e incide nas incongruências dos direitos de autor e da propriedade privada que nos têm afectado. A publicação pode ser consultada nesta página e aconselhamos a sua leitura.

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18, 19 e 20 de Junho: «Amigos de Mário Dionísio» com Maria Keil, Oficina de Barro, leitura de ‘A Paleta e o Mundo’, cinema com ‘Os inconfidentes’ de Joaquim Pedro Andrade

16 de Junho de 2011

No sábado, dia 18 de Junho, às 16h, acontece a 3ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» sobre Maria Keil. Para além da participação anunciada de Pitum Keil do Amaral, participará também a própria Maria Keil, e de outras pessoas que a conhecem.

De Silves para Lisboa, sozinha, aos 15 anos, para estudar Belas-Artes. A Exposição Universal de Paris de 1937. Pintar e desenhar na ditadura: a Exposição do Mundo Português, as Exposições Gerais de Artes Plásticas. A II EGAP. Ilustrar, decorar. As paredes, os livros, os jornais. O azulejo e o papel. Trabalhar com arquitectos, trabalhar com escritores. As crianças. E o resto.

Haverá também a projecção de um vídeo e uma pequena exposição-relâmpago: roupa a secar no Bairro Alto.

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No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a 2ª sessão da Oficina de Barro com Zé d’Almeida. Na 1ª sessão fizeram-se várias girafas em barro e no próximo domingo serão pintadas. Como nem todos os inscritos puderam vir à sessão, pode aparecer quem quiser.

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A segunda-feira, dia 20 de Junho, começa com a leitura, com comentários e projecção das imagens dos quadros citados, de A Paleta e o Mundo às 18h30. Miguel Castro Caldas inicia a leitura do 4º capítulo da 1ª parte, «Um mundo dentro do mundo».

Na noite do mesmo dia, às 21h30, acontece a penúltima sessão do ciclo de cinema «Revoltas e Revoluções». Projectamos o filme Os inconfidentes (1972, 100 min.) de Joaquim Pedro Andrade, sobre a Inconfidência Mineira no Brasil. Quem apresenta é António Rodrigues.

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16 a 19 de Junho: Mário Tomé fala de ‘Escorpião e Félix’ de Marx; conversa sobre Maria Keil com Pitum Keil do Amaral e outros; oficina de barro com Zé d’Almeida

13 de Junho de 2011

Na quinta-feira, 16 de Junho, às 18h acontece mais uma sessão mensal de «Livros das nossas vidas». Depois de no mês passado se ter conversado sobre o Manifesto do Partido Comunista, Mário Tomé vem falar-nos do conto Escorpião e Félix de Karl Marx. O conto foi escrito por Marx na sua juventude e está editado em português pela Arca das Letras.

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No sábado, 18 de Junho, às 16h voltamos à rubrica «Amigos de Mário Dionísio». Depois de duas sessões sobre Manuela Porto e Fernando Lopes-Graça, vamos conversar sobre Maria Keil com Pitum Keil do Amaral e outros que a conhecem. Também vai ser projectado um vídeo e mostraremos uma pequena exposição-relâmpago: «Roupa a secar no Bairro Alto».

De Silves para Lisboa, sozinha, aos 15 anos, para estudar Belas-Artes. A Exposição Universal de Paris de 1937. Pintar e desenhar na ditadura: a Exposição do Mundo Português, as Exposições Gerais de Artes Plásticas. A II EGAP. Ilustrar, decorar. As paredes, os livros, os jornais. O azulejo e o papel. Trabalhar com arquitectos, trabalhar com escritores. As crianças. E o resto.

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No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a 2ª sessão da Oficina de Barro com Zé d’Almeida. Na 1ª sessão fizeram-se várias girafas em barro e no próximo domingo serão pintadas. Como nem todos os inscritos puderam vir à sessão, pode aparecer quem quiser.

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Sexta e sábado: A morte é para os outros com Eugénia Leal e uma sessão sobre Lopes-Graça

24 de Fevereiro de 2011

Na sexta-feira e no sábado vão acontecer duas sessões relacionadas com Mário Dionísio, uma sobre um livro e outra sobre um amigo.

No dia 25 de Fevereiro, às 18h, Eugénia Leal vem falar-nos – em mais uma sessão de Mário Dionísio, escritor – sobre A morte é para os outros, último livro de contos de Mário Dionísio publicado em 1988.

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No sábado, 26 de Fevereiro, às 16h, acontece a 2ª sessão de Amigos de Mário Dionísio. Vamos conversar e ouvir Fernando Lopes-Graça numa sessão organizada pelo musicólogo Manuel Deniz Silva.

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020