A Feira da Achada realizou-se no passado 10 de Julho. Passaram por cá muitas pessoas para ver o que havia na feira, levaram livros, discos e objectos antigos (e outros menos antigos).
Durante a Feira houve uma visita guiada à exposição «50 anos de pintura e de desenho» de Mário Dionísio e outros artistas com Eduarda Dionísio; e a 2ª sessão de «Direis que não é poesia» com Elisabete Piecho, que pôs toda a gente a reconstruir e a ler poemas de Mário Dionísio.
No fim da Feira cantou o Coro da Achada.
Podem ver as restantes fotografias da Feira da Achada aqui:
.
Veio de longe e foi para muito longe a conversa com Cláudio Torres, um dos fundadores da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Histórias sem fim que não couberam nas três horas de conversa e hão-de continuar um dia destes. Quem estava (infelizmente poucos) também contou e completou, perguntou. Não foi difícil perceber porque é que o Campo Arqueológico de Mértola (de que Cláudio Torres ainda falou pouco na Casa da Achada) é o que é.
E um pedido de desculpa: no último e-mail enviado dizíamos que a conversa era às 19h. Mas não era. Foi às 16h, como o cartaz e a outras informações anteriores indicavam. Talvez também por isso ter havido menos presenças do que esta espantosa sessão merecia.
.
No sábado de manhã, a visita inesperada de uma dúzia de pessoas que andavam a conhecer melhor Lisboa: pararam, entraram pela mão de quem já tinha entrado, olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
No domingo à tarde, a visita de cerca de 20 pessoas vindas do Porto, frequentadoras da Universidade do Autodidacta e Terceira Idade, acompanhadas por Irene Ferreira. Foi a ultima etapa de uma visita que passou pelo Museu Irene Lisboa, pelo Museu do Neo-Realismo e pelo Parque dos Poetas. Também olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
.
Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia, terminou a oficina de Fotografia. O trabalho foi montar a exposição do trabalho realizado nas duas sessões anteriores. Assim se achou a Achada, assim mostrou a quem quis ver, o achamento da Achada.
.
Vários elementos do Coro da Achada foram a Coimbra participar na festa da pintura do mural da história do Bairro da Relvinha, na Cooperativa Semear Relvinhas.
.
Quem vier amanhã (segunda 21 de Junho) ao fim da tarde à leitura colectiva de A Paleta e o Mundo – é João Paulo Esteves da Silva que continua a ler o o capítulo «Nos umbrais da solidão», sobre os inícios da pintura moderna – e quem vier à noite ver ou rever Jules et Jim de François Truffaut, apresentado por Saguenail. Poderá ainda ver algumas imagens pelas portas e jardim: caricaturas de Salazar feitas por Cláudio Torres em 1966 (e recentemente editadas num pequeno álbum), assim como os resultados da oficina de fotografia.
Quinta-feira, dia 15 de Abril, às 18:00h
Quem hoje se interessa pela Leitura Pública não se limita a conservar livros nas estantes e a pôr-lhes as referências nas bases de dados. Muito menos a emprestá-los, exigindo boletins de requisição correctamente preenchidos.
Os livros partilham-se. E de preferência, com um sorriso.
O Clube de Leitura da Achada é o encontro regular de pessoas que se irão tornando leitores/utilizadores da Biblioteca da Achada.
Os encontros, abertos a toda a gente, são destinados principalmente à população que mora perto, a crianças não muito pequenas, a estrangeiros com algum conhecimento da língua portuguesa.
Sábado, dia 17 de Abril, às 15:00h
Continuação do ciclo A Paleta e o Mundo. Leitura e debate do capítulo «Não se pode copiar» da obra de Mário Dionísio com Jorge Silva Melo.
«Entre a natureza e a arte há o homem e a sua permanente recusa a renunciar. Entre o homem e a obra há a força indomável e transformadora que o caracteriza. O mundo é para ele uma realidade maravilhosa que ele próprio sente, ele próprio interpreta, ele próprio transforma. Mesmo que em certos momentos passageiros de dolorosa depressão e aparente abulia o queira ou julgue querê-lo, o homem não pode submeter-se nunca à desumana condição de reflexo mecânico. Está aí a sua força. O seu itinerário é de luta e de risco. Esta limitação é um sinal de glória. O homem não pode copiar. O homem cria.»
Desta obra que levou mais de dez anos a escrever e que, publicada em fascículos, deu origem a dois grossos volumes ilustrados, com arranjo gráfico de Maria Keil, cuja publicação acabou em 1962, disse o autor: «não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa».
De A Paleta e o Mundo disse José-Augusto França: «é uma proposta de cultura no domínio das artes picturais em que a crítica das obras e os factos biográficos se encadeiam com abundantes referências e citações de crónica especializada, revelando vastíssima bagagem de leitura. Trabalho de largo fôlego, de uma envergadura ensaística nunca antes pretendida nas suas quase mil páginas, a obra de Mário Dionísio marca uma época».
A primeira parte do livro coloca e discute um conjunto de questões sobre a Arte e a sua relação com a Sociedade. Foi mais tarde publicada separadamente com o título Introdução à pintura.
As segunda, terceira e quarta partes percorrem a pintura ocidental desde o século XVIII até meados do século XX, altura em que o livro foi escrito.
Existe ainda no mercado uma edição em cinco volumes sem ilustrações, publicada no início dos anos 70, também pelas Publicações Europa-América.
Domingo, dia 18 de Abril, das 15:30h às 17:30h
Partilhar o gosto e experimentar as possibilidades do cartaz como forma de comunicar no espaço público. Por José Smith Vargas e Nadine Rodrigues.
Para crianças a partir dos 6 anos e famílias. Número máximo de participantes: 20. Entrada livre.
Segunda-feira, dia 19 de Abril, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Os sortilégios da luz», sobre o Impressionismo, por Margarida Lélis.
Segunda-feira, dia 19 de Abril, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Viridiana de Luis Buñuel (1961, 90 min.). Quem apresenta é João Pedro Bernard. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Abril de 2010.
Quarta-feira, dia 14 de Abril, às 18:00h no Largo da Achada
Apresentação por Francisco Louçã.
Organização: Sextante Editora
Sexta-feira, dia 16 de Abril, às 18:00h

A fronteira entre Trás-os-Montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. Existia entre estes dois territórios uma terra autónoma, pequena mas muito próspera: o Couto Misto. Actualmente, a prosperidade do Couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação.
Organização: Centro de Estudos Galegos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
Muitos apareceram neste Fim de Semana Diferente na Casa da Achada, onde estiveram à venda, a partir de 1€, livros, discos e obras de arte (novos, usados e difíceis de encontrar) para angariação de fundos para o Centro Mário Dionísio.
Para além das vendas, houve várias actividades. No sábado, às 15h30, Eduarda Dionísio fez uma visita guiada à exposição 50 anos de pintura e desenho, com obras de Mário Dionísio e de outros. Às 17h30 houve canções pelo Coro da Achada.
A oficina de vídeo para crianças «O que é que o meu bairro tem», marcada para sábado às 15h, acabou por se realizar no dia seguinte às 11h30, visto que mais crianças podiam participar no domingo. Daí resultou um pequeno vídeo chamado «Bairro». Também no domingo, às 15h, Regina Guimarães orientou a oficina de vídeo para jovens e adultos «Filme que falamos, filme que nos fala», a partir de uma curta-metragem de Samira Makhmalbaf.