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5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017