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CICLO DE CINEMA – TRIBUNAIS

10 de Outubro de 2014

Ciclo tribunais

Os tribunais aparecem-nos hoje como a «solução» para o que a política é incapaz de resolver. Transformaram-se (para quem não tem poder) numa «sede de esperança»: os OGEs (e não só) vão parar ao tribunal (constitucional); os «corruptos» importantes são às vezes julgados; é nos tribunais que os sindicatos passaram a tratar de despedimentos, carreiras, encerramentos de empresas; abundam as «providências cautelares». E as mesmas «queixas» têm resultados diferentes conforme o tribunal que as «atende».

Que a injustiça continua a imperar por esse mundo fora é uma evidência. Sobre isso toda a gente está de acordo. Justiça económica, social, política, doméstica, «privada»…
Mas há quem acredite que ela pode ser combatida em «sede própria» – os tribunais. Regidos por leis, comportamentos, relações dos regimes que os criam e onde a injustiça vive. Castigando ou ilibando. Prendendo, multando, indemnizando…
São muitos os que, por vontade própria ou alheia, pagando ou sem pagar, têm passado por tribunais e também muitos os que trabalham neles ou para eles – «profissionais da justiça» se chamam.
É natural que esses tribunais – os seus ambientes, a sua encenação, os seus dramas – sejam um tema recorrente do cinema, sobretudo do ocidental. E que os muitos filmes onde eles aparecem falem mais de injustiça do que de justiça. Com excepções.
Os 13 filmes deste ciclo tentam variar épocas, países, situações, maneiras de filmar. Muitos outros caberiam nele, nomeadamente dois que já passámos noutros ciclos: Julgamento em Nuremberga e Liberdade para José Diogo.
E se falássemos a sério depois de cada filme? Sobre cinema e o resto.

Segunda-feira, 6 de Outubro, 21h30
O juiz Roy Bean
(1972, 120 min.)
de John Huston
apresentação por João Rodrigues

Segunda-feira, 13 de Outubro, 21h30
O processo de Joana d’Arc (1962, 65 min.)
de Robert Bresson
apresentação por António Rodrigues

Segunda-feira, 20 de Outubro, 21h30
Anatomia de um crime (1960, 160 min.)
de Otto Preminger
apresentação por João Pedro Bénard

Segunda-feira, 27 de Outubro, 21h30
O processo (1962, 118 min.)
de Orson Welles
apresentação por Gabriel Bonito

Segunda-feira, 3 de Novembro, 21h30
O caso Paradine
(1947, 112 min.)
de Alfred Hitchcock

Segunda-feira, 10 de Novembro, 21h30
Caso de vida ou de morte (1946, 104 min.)
de Michel Powell

Segunda-feira, 17 de Novembro, 21h30
Doze homens em fúria (1957, 96 min.)
de Sidney Lumet

Segunda-feira, 24 de Novembro, 21h30
Close-up (1990, 98 min.)
de Abbas Kiarostami

Segunda-feira, 1 de Dezembro, 21h30
Testemunha de acusação
(1957, 118 min.)
de Billy Wilder

Segunda-feira, 8 de Dezembro, 21h30
Sacco e Vanzetti (1971, 120 min.)
de Giuliano Montaldo

Segunda-feira, 15 de Dezembro, 21h30
O sol nasce para todos (1953, 90 min.)
de John Ford

Segunda-feira, 22 de Dezembro, 21h30
1871 (1990, 100 min.)
de Ken McMullen

Segunda-feira, 29 de Dezembro, 21h30
La poison (1951, 85 min.)
de Sacha Guiltry

 

A CASA DA ACHADA FAZ 5 ANOS

10 de Setembro de 2014

5º-Aniversário-

Sexta-feira, 26 de Setembro

– às 21h30:

AS MÃOS OU AS INQUIETAÇÕES. É mais um momento em que o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada mostra um pouco do seu percurso, do seu fazer.
Desta vez um trabalho à volta de dois poemas de Mário Dionísio («Pior que não cantar» e «Solidariedade») e de um texto («Mãos cheias») de Conceição Lopes com um apontamento do texto «A Mãe» da Comuna Teatro de Pesquisa, de 1977 (a partir de Bertolt Brecht), tudo isto pautado pela música do Balanescu Quartet.
Trabalho colectivo que vive das presenças e das ausências daqueles que lhe dão corpo, das suas necessidades e dificuldades, das suas raivas e angústias, das suas alegrias e tristezas, mas sobretudo da sua vontade de querer fazer.
Falamos e mostramos as nossas mãos como quem dá e interroga. Tudo podemos fazer e desfazer com as nossas mãos.
Escolhemos fazer, dando as mãos!

Sábado, 27 de Setembro

– das 11h às 15h:

FILMES DA ACHADA. Projecção de diversos filmes que foram sendo feitos ao longo destes cinco anos, por várias mãos, sobre Mário Dionísio e sobre a Casa da Achada e as suas actividades.

– a partir das 15h:

MÁRIO DIONÍSIO – PREFÁCIOS. Lançamento do livro que reúne 14 textos de Mário Dionísio: 6 prefácios a obras literárias de Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Alves Redol, José Gomes Ferreira e José Cardoso Pires; 3 introduções a álbuns de arte de Júlio Pomar e Cândido Portinari; 5 textos introdutórios a catálogos de exposições de Portinari, José Júlio, Júlio Resende, Manuel Filipe e Sá-Nogueira.
Este é o 7º volume da Colecção Mário Dionísio, editada pela Casa da Achada.

EXPOSIÇÃO «10 ARTISTAS DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU». Inauguração da exposição que reúne obras (grande parte delas pertencentes ao acervo da Casa da Achada) de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira (um grande escritor que também pintou), Abel Salazar (um grande cientista que também pintou), Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.

COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO. Quando o recuperado é irrecuperável, quando o possível nos esmaga, que sonho se solta em nós? Que sobressaltos desejamos? Que possíveis mundos novos impossíveis?
Uma espécie de speakers corner. Série de intervenções a muitas vozes, em todos os cantos da casa.

o irrecuperável
recuperado ei-lo aqui sorrindo
com a boca torcida mas feliz

com os braços esmagados mas feliz
o que não volta eis volta
por ignoradas mãos
numa hora esquecida
entre as horas marcadas

possível  o recomeço
possível  o sobressalto
possível  o sonho solto
possível  um mundo novo
possível  o impossível

outro é o destino do homem

Mário Dionísio

CORO DA ACHADA. O coro da Achada participa no quinto aniversário da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio com uma série de novas canções e textos zangados com a exploração e o desemprego, denunciando as guerras que têm a cor do dinheiro e os racismos do ano inteiro. Juntamos criações originais e outras canções mais antigas, que vão regressando quando precisamos delas, porque «não há machado que corte a raiz ao pensamento». E porque, como faz a Casa da Achada, queremos trocar palavras e ideias, artes e saberes, histórias e resistências. Neste caso, com vozes e música.

Domingo, 28 de Setembro

– das 11h às 18h:

OFICINAS – COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO. Uma série de oficinas de diversas áreas, materiais e fabricos, com gente variada, para fazer o mundo que sonhamos. Fabricar um texto com Regina Guimarães, fotografia com Youri Paiva, fazer uma canção com Pedro Rodrigues, pintura com Pierre Pratt, colagens com José Smith Vargas.

Segunda-feira, 29 de Setembro

– das 16h às 18h30:

FILMES DA ACHADA. Projecção de diversos filmes que foram sendo feitos ao longo destes cinco anos, por várias mãos, sobre Mário Dionísio e sobre a Casa da Achada e as suas actividades.

às 18h30:

CICLO A PALETA E O MUNDO III. Leitura comentada, com projecção de imagens, de O drama de Vicente van Gogh de Mário Dionísio por Lena Bragança Gil.

– às 21h30:

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – CIDADES DE CERTAS MANEIRAS. Projecção do filme Alphaville (1965, 99 min.) de Jean-Luc Godard. Quem apresenta é Saguenail.

 

CIDADES DE CERTAS MANEIRAS – CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE

27 de Junho de 2014

Ciclo cinema Cidades(2)Durante os 3 meses de Verão, o Cinema da Casa da Achada volta ao ar livre. Eram os meses em que, quando havia «férias grandes», aqueles que as tinham partiam das cidades para as praias e para os campos e às vezes também aproveitavam para visitar cidades de outros países.
Este ciclo propõe, sobretudo aos que ficam em Lisboa durante o Verão, viagens semanais, através do cinema, a várias cidades do mundo, vistas de certas maneiras, onde acontece o esperado e também o inesperado.
Melhor, uma longa viagem, com partida de uma cidade imaginada por Fritz Lang (Metropolis) e chegada a outra cidade imaginada, esta por Godard (Alphaville).
Não é um percurso linear e nalguns filmes ou sessões passaremos por mais do que uma cidade. Começaremos por algumas mais distantes (Los Angeles, Nova Iorque, Tóquio, Rio de Janeiro…) e só em fins de Setembro, quando as escolas já começaram, chegaremos a Lisboa, depois de espreitar Alexandria e terras de Europas várias.
Percorreremos assim, além dumas partes do mundo, setenta e cinco anos de cinema e muitas maneiras de o fazer: do cinema mudo dos anos 20 (do século xx) aos primeiros anos do século que estamos a viver.
Pelo menos, 15 cidades existentes (além de 2 imaginadas), que conhecemos ou não conhecemos, que reconheceremos ou não, vistas por 20 olhares de gente que usa a câmara de filmar para olhar, para ver, para descobrir, para inventar, para dizer que sim, para dizer que não. Para existir. Para fazer viver.

Segunda-feira, 7 de Julho, 21h30
Metropolis (1927, 145 min.)
de Fritz Lang
apresentação por António Rodrigues

Segunda-feira, 14 de Julho, 21h30
Fuga de Los Angeles
(1996, 101 min, em Los Angeles)
de John Carpenter
apresentação por João Pedro Bénard

Segunda-feira, 21 de Julho, 21h30
Viagem a Tóquio (1953, 136 min., em Tóquio)
de Yasujiro Ozu

Segunda-feira, 28 de Julho, 21h30
Alexandria… Porquê? (1979, 133 min., em Alexandria)
de Youssef Chahine
quem apresenta é João Rodrigues

Segunda-feira, 4 de Agosto, 21h30
Nova Iorque fora de horas (1985, 97 min., em Nova Iorque)
de Martin Scorsese
apresentação por Youri Paiva

Segunda-feira, 11 de Agosto, 21h30
Cidade de Deus
(2002, 130 min., no Rio de Janeiro)
de Fernando Meirelles

Segunda-feira, 18 de Agosto, 21h30
A sinfonia de uma capital (1927, 65 min., em Berlim)
de Walter Ruttmann
O homem da câmara de filmar (1929, 68 min., em Leningrado)
de Dziga Vertov

Segunda-feira, 25 de Agosto, 21h30
Perigo na noite (1972, 116 min., em Londres)
de Alfred Hitchcock

Segunda-feira, 1 de Setembro, 21h30
Roma (1972, 128 min., em Roma)
de Federico Fellini

Segunda-feira, 8 de Setembro, 21h30
Paris mange son pain (1958, 17 min., em Paris)
de Pierre Prévert
Paris visto por… (1965, 95 min., em Paris)
de Chabrol, Godard, Rohmer, Rouch, Douchet e Pollet

Segunda-feira, 15 de Setembro, 21h30
A propósito de Nice (1930, 25 min., em Nice)
de Jean Vigo
Um quarto na cidade(1982, 90 min., em Nantes)
de Jacques Demy

Segunda-feira, 22 de Setembro, 21h30
António, um rapaz de Lisboa
(2002, 116 min., em Lisboa)
de Jorge Silva Melo

Segunda-feira, 29 de Setembro, 21h30
Alphaville (1965, 99 min.)
de Jean-Luc Godard

 

20 a 24 de Fevereiro

18 de Fevereiro de 2014

 

Microsoft Word - 20-24 FEV 14

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017