Ligações rápidas

Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

»

«

 

 

27 a 29 de Outubro: Itinerários com Padre Mário da Lixa; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘São Bernardo’

ITINERÁRIOS: MÁRIO DE OLIVEIRA
Sábado, 27 de Outubro, 16h

Nesta 14ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Mário de Oliveira, conhecido por Padre Mário da Lixa, que já participou numa sessão sobre as «aparições» de Fátima em Maio.

Como foi nascer no campo há mais de sete décadas. Como se vai parar a padre. Como foi ser professor, ser capelão na Guerra Colonial e voltar depois a Macieira da Lixa. O que é ser preso. O que é ser padre sem paróquia. O que é manter um jornal chamado Fraternizar e uma página na internet. O que o Barracão da Cultura. O que tem sido pensar por si e ir publicando dezenas de livros. Pela vida fora e pela estrada fora. Em que deus se pode crer no meio disto tudo.

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 28 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 29 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 29 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos São Bernardo (1972, 113 min.) de Leon Hirzman, a partir do romance de Graciliano Ramos.
Quem apresenta é António Rodrigues.

Sinopse: No interior de Alagoas, um filho de camponeses, Paulo Honório, é um vendedor ambulante que anda pelo sertão a negociar redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Fica com uma obsessão: arrancar a fazenda São Bernardo das mãos do dono, o endividado Luiz Padilha, fazendo dele seu empregado. Paulo Honório alcança finalmente o seu objectivo e faz prosperar a fazenda. Sente então que tem de constituir uma família e pensa na professora Madalena, que convida a visitar a fazenda. Casam-se, mas o humanismo e a sensibilidade da professora entra em choque com a rudeza de Paulo Honório. Nasce a suspeita que ela o trai. Paulo Honório tem ciúmes, que vêm da sua imaginação. Um dia, descobre uma folha de papel em que reconhece a letra de Madalena. Pensa que é parte de uma carta para um amante. Discutem e Madalena suicida-se. Honório passa a ser um homem arrasado, torturado pela dúvida, solitário. E escreve as suas memórias.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Deixe um comentário

 

voltar às notícias

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017