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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

«Quem dera separar o que é e o que está», lido por Inês Fraga

9 de Abril de 2020

Hoje publicamos a leitura de Inês Fraga do poema «Quem dera separar o que é e o que está». O exemplar de onde foi lido este poema (e que aparece na imagem) tem uma dedicatória de Mário Dionísio a Maria Judite de Carvalho, avó de Inês Fraga.

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova», «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto», «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa», «Branco de Neve», «Para ser lido mais tarde», «Obceco-me de ti», «Discreta a alegria do mundo».

 

«Para ser lido mais tarde», lido por Liziane Mangili

6 de Abril de 2020

Hoje publicamos uma leitura que nos chega do Atlântico, do Brasil! Liziane Mangili lê o poema «Para ser lido mais tarde».

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova», «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto», «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa», «Branco de Neve».

 

«Branco de neve», lido por Jacinto Lucas Pires

5 de Abril de 2020

Hoje publicamos a leitura de Jacinto Lucas Pires do poema «Branco de neve».

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova», «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto», «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa».

 

«Quando as palavras abrem canais de transparência», lido por Bertran Romero

1 de Abril de 2020

D’além fronteiras, agora cortadas, chega-nos a leitura de Bertran Romero Sala de «Quando as palavras abrem canais de transparência», que, para além de português, lê também em catalão, numa tradução sua.

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org ou para centromariodionisio@gmail.com

Podem ver aqui outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova», «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto», «Pode-se pintar com óleo».

 

«Silenciosa música do cosmos», lido por Olga Germano

29 de Março de 2020

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org .

Hoje publicamos a leitura de Olga Germano do poema «Silenciosa música do cosmos». E podem ver aqui outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova», «A palavra que falta». Mais se seguirão. Fiquem atentos a esta página.

 

«A palavra que falta», lido por Ilda Feteira

28 de Março de 2020

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org .

Aqui publicamos a leitura de Ilda Feteira do poema «A palavra que falta». E podem ver aqui outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova». Mais se seguirão. Fiquem atentos a esta página.

 

«Uma mulher quase nova», lido por Carmen Gelpi

27 de Março de 2020

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org .

Aqui publicamos a leitura de Carmen Gelpi do poema «Uma mulher quase nova». E podem ver aqui outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2). Mais se seguirão. Fiquem atentos a esta página.

 

«Cidade» (parte 2), lido por Ana Baltazar

26 de Março de 2020

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org .

Aqui publicamos a leitura de Ana Baltazar, a segunda parte do poema «Cidade», que tanto nos diz nos dias que hoje vivemos. E podem ver aqui outra leitura de outro poema: «Que tu es fort». Mais se seguirão. Fiquem atentos a esta página.

 

«Que tu es fort» lido por Rui Teigão

25 de Março de 2020

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org .

A primeira contribuição foi esta, enviada pelo Rui Teigão. Mais se seguirão. Fiquem atentos a esta página.

 

«Ouvido de Tísico»: CANÇÕES POR UM CAMINHO DE PALAVRAS

21 de Março de 2020

No sábado 21 de Março às 15h30, dia em que mais uma sessão de escuta da rubrica «Ouvido de Tísico» prometia dar as boas vindas à Primavera com convívio no quintal da Casa da Achada, publicamos online a sessão – «canções por um caminho de palavras» – para convivermos perto ao longe.

https://archive.org/details/ouvidotisico13

OUVIDO DE TÍSICO Nº 13: CANÇÕES POR UM CAMINHO DE PALAVRAS

As palavras puxam palavras e fazem um caminho de palavras. Cada palavra puxa uma canção e fazem um caminho de canções. Vamos ouvir esse caminho. Podem trazer pedrinhas: de pão, de chocolate, de cenoura, de queijo… a ver se a prima Vera chega e se nos deixa apanhar o sol e a sombra do quintal.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Por Diana Dionísio.

 

«Estes livros por alguma razão»: A OESTE NADA DE NOVO

20 de Março de 2020

Esta sexta-feira 20 de Março, às 18h30, data prevista para uma sessão da rubrica «Estes livros por alguma razão» em que o Toni nos ia falar de A OESTE NADA DE NOVO de Erich Maria Remarque, publicamos aqui uma sessão filmada, que não será a mesma, pois não terá cheiros nem conversa, mas é o que podemos fazer neste momento.

ESTES LIVROS POR ALGUMA RAZÃO
«Queremos livros que nos afectem como um desastre»
Franz Kafka

Toni fala de
A OESTE NADA DE NOVO de Erich-Maria Remarque

A Casa da Achada- Centro Mário Dionísio tem uma nova rubrica dedicada à leitura e ao diálogo sobre livros. Há livros que lemos ao longo da vida e que nos marcaram por alguma razão. Porque não partilhar com outra gente interessada o que se descobriu naquele livro?

Em 2020 a ideia era encontrarmo-nos uma vez por mês na Casa da Achada para uma conversa de cerca de uma hora.

Nesta sessão, feita em vídeo dadas as actuais circunstâncias, Toni fala de A OESTE NADA DE NOVO de Erich-Maria Remarque.

 

Algumas sessões, apesar do vírus

19 de Março de 2020

Caros amigos, anunciámos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio estará com as portas fechadas até melhores dias e que as sessões serão adiadas. Mas… nem todas!

Esta sexta-feira 20 de Março, às 18h30, data prevista para uma sessão da rubrica «Estes livros por alguma razão» em que o Toni nos ia falar de A OESTE NADA DE NOVO de Erich Maria Remarque, vamos publicar na nossa página (na secção «Notícias») e no facebook uma sessão filmada, que não será a mesma, pois não terá cheiros nem conversa, mas é o que podemos fazer neste momento.

Também no sábado 21 de Março às 15h30, dia em que mais uma sessão de escuta da rubrica «Ouvido de Tísico» prometia dar as boas vindas à Primavera com convívio no quintal da Casa da Achada, tentaremos publicar online a sessão – «canções por um caminho de palavras» – para convivermos perto ao longe.

tu supunhas-me longe
eu supunha-me longe
longe é o mais perto
quando o hoje é baço

passos pela escada
vozes pela rua
vou com esses passos
vou com essas vozes

aqui é longe
hoje é outrora
vida outra coisa
no andar suspenso
longe é o mais perto longe
é o mais perto

MÁRIO DIONÍSIO, in O riso dissonante, 1950

 

Informação sobre a suspensão de actividades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio:

13 de Março de 2020

Perante a situação actual e as restrições recomendadas, vamos suspender, adiar ou cancelar várias das actividades da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio até início de Abril, altura em que voltaremos a avaliar a situação.

A preocupação com o vírus tem óbvias implicações também no trabalho na Achada, incluindo o trabalho de colaboradores, amigos e voluntários de que a Associação depende. Continuaremos as actividades de edição e arquivo do Centro Mário Dionísio, cujo arquivo continua aberto à consulta e ao estudo. Preparamos neste momento, entre outras coisas, uma nova edição de textos de Mário Dionísio sobre Van Gogh, para lançar brevemente.

Suspendemos as actividades que implicam muito “contacto social” (cinema, oficinas, debates). A direcção, o grupo de actividades e outros grupos da Casa da Achada continuarão a reunir e a preparar actividades futuras. Mas a Casa da Achada não estará aberta no seu habitual horário de abertura.

Iremos informando sócios, amigos e frequentadores da Casa sobre o desenrolar da situação. Actualizaremos a informação no nosso facebook (facebook.com/centromariodionisio) e é sempre possível contactar-nos por email para casadaachada@centromariodionisio.org para a utilização da zona pública, para qualquer actividade ou reunião específica, para utilização da biblioteca, da mediateca, do centro de documentação ou para visitar a casa, combinando um horário possível.

Seguiremos as recomendações da Direcção Geral de Saúde, sem nenhuma espécie de pânico infundado, mas com todos os cuidados de higiene e segurança. Em solidariedade com toda a gente que, por estar em situação de precariedade (laboral, social, de saúde ou de habitação), vai ver agora a sua situação ainda mais complicada. Cultura é também solidariedade, apoio mútuo e luta por condições de vida dignas para toda a gente.

A direcção da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
13 de Março de 2020

 

Foi Fevereiro na Achada

2 de Março de 2020

Há livros que nos marcam para a vida toda. Na Casa da Achada, onde há uma biblioteca pública recheadinha de livros, inaugurámos há pouco tempo uma rubrica assim chamada: «Estes livros por alguma razão». No dia 22 de Fevereiro, Ariana Furtado – amiga da Casa da Achada há muito tempo – veio apresentar-nos o livro: Cabo-Verde, notas atlânticas de Jean-Yves Loude e explicar como e porquê este livro foi tão importante para ela. Contou-nos que conheceu o escritor mesmo na Casa da Achada e descobriu até que uma das personagens do ensaio era um familiar seu. Foi uma sessão com poucas pessoas mas que deu uma conversa bem animada.

No dia seguinte, 23 de Fevereiro, estivemos a ler e discutir um conto de Italo Calvino, «A aventura de uma banhista» que nos pôs a falar de “vergonhas” e pudores da nossa sociedade ontem e hoje.

No dia 28 houve mais uma sessão do Ouvido de Tísico, sessão à escuta de Memória de um pintor desconhecido (1965), um livro de poesia de Mário Dionísio lido integralmente (!) por Diana Dionísio. Houve quem dissesse que não sabe ler poesia, mas assim… “que maravilha!”

Às segundas, como de costume, andámos a ler A Paleta e o Mundo – ensaio de Mário Dionísio sobre arte e sociedade – ao fim da tarde, às 18h30, com a ajuda de Lena Bragança Gil e José Smith Vargas. E à noite há sempre cinema com apresentação e às vezes debate. O ciclo Mudo continua até final de Março com filmes raros e ruidosamente silenciosos.

Na sequência de um trabalho de pesquisa no arquivo do Centro de Documentação encontramos uma coisa curiosa: uma peça de teatro de Mário Dionísio escrita quando ele estava no sanatório do Caramulo a tratar uma tubercolose. Antonino Solmer veio ajudar-nos a pensar que teatro se pode fazer com um texto assim, uma “brincadeira” supreendentemente cómica e rica, num tom revisteiro. Será que dá para fazermos um teatro?

 

Atenção: a sessão da nossa rubrica «Estes livros por alguma razão» prevista para dia 8 foi adiada para sábado 22 de Fevereiro de 2020. Sempre às 15h30.

7 de Fevereiro de 2020

 

CRUZAR MUNDOS, BUSCAR FUNDOS

19 de Dezembro de 2019

Todos os anos, na altura das festas natalícias, há um fim-de-semana «diferente» na Casa da Achada. Estes dias especiais servem para reunir os amigos e os desconhecidos à volta de temas para pensarmos em conjunto, conversar, cantar, conviver e angariar fundos para que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio possa prosseguir a sua actividade. Este ano chamámos a estes cinco dias «Cruzar mundos, buscar fundos» e não foi por acaso. O que para nós era e é urgente, neste final de Dezembro, é de facto pensar em como continuar a viver e funcionar para outros muitos anos, apesar das dificuldades e da precariedade da vida de cada um de nós e da nossa vida em colectivo.

Assim, enchemos a Casa de objectos que os amigos artistas que nos rodeiam fizeram especialmente para a ocasião: um calendário para 2020 com design de Cristina Reis, um poster especial feito por Bárbara Assis Pacheco, sacos com frases de Mário Dionísio desenhados por Diana Dionísio, José Smith Vargas, Marta Caldas, Nadine Rodrigues, Olga Pavlovska, Pedro Rodrigues, Pierre Pratt e Regina Guimarães, cadernos, crachás, frascos de doce feitos na Madeira e amêndoas da Beira Alta, brincos e penduricalhos feitos em madeira a partir de quadros de Mário Dionísio, etc…

Também enchemos a Casa de obras de arte, serigrafias, gravuras, de livros em segunda mão e, claro, das nossas próprias edições, com um destaque particular para a mais recente: Contos completos, que reúne todos os contos de Mário Dionísio, incluindo os que estavam esgotados há muito tempo, e que tem um interessante prefácio de Paula Morão.

Ainda sobraram algumas coisas que, nos próximos tempos, continuarão à venda na Casa da Achada. Venham ver!

Além disso, houve coisas a acontecer. Na quinta-feira, acolhemos uma sessão proposta pela Associação Atrevida: a apresentação do livro Novas vozes para um mundo novo, com textos de autores entre os 10 e os 14 anos dos quatro cantos do mundo. Foi uma sessão muito simpática e participada.

Na sexta-feira, Diana Dionísio propôs a audição de um programa sonoro de duas horas e meia, com textos e música, em torno do tema «O absurdo do Natal». Foi a nona sessão da rubrica «Ouvido de Tísico», em que a ideia é mesmo ficarmos a ouvir colectivamente alguma coisa. Não faltou o bolo rei e o vinho, para ajudar.

No fim-de-semana propriamente dito, organizámos conversas sobre várias questões relativas às nossas urgências. Era urgente falar de poesia e de pintura à sombra da exposição intitulada «(pintura sem assunto dirão os visitantes)», que põe em diálogo o poema «Pinto» de Mário Dionísio e alguns quadros da sua fase abstracta, e que pode ser vista na Casa da Achada até Abril de 2020. Na tarde de sábado, alguns escritores e pintores, como Augusto Meneghin, Filomena Marona Beja, Hélia Correia, João Paulo Esteves da Silva, Judite Canha Fernandes, Sofia Areal, Regina Guimarães ajudaram-nos a pensar na relação entre poesia e pintura e no acto de criar. O resultado foi um debate sobre a «verdade e a mentira» na arte e na vida, sobre a ficção e o acto de pintar, sobre a relação do artista com o mundo, com a caneta e com a tela. E, naturalmente, sobre a poesia e a pintura de Mário Dionísio, de onde tudo partiu.

No mesmo dia assistimos ainda à leitura de Diogo Dória do conto «A morte é para os outros», de Mário Dionísio, e ouvimos um concerto «itinerante» de Pedro e Diana que foi por vezes lírico e divertido e que também dialogava com a exposição, com a poesia. O Coro da Achada, como não podia deixar de ser, fechou a noite com um concerto muito participado e explosivo.

No domingo, tivemos ocasião de falar, com o economista José Maria Castro Caldas e o arquitecto desenhador Pitum Keil do Amaral, de outra coisa que tanto nos preocupa neste momento: o dinheiro. O resultado foi uma conversa entre o sério e o surreal sobre a origem, a existência e a inexistência do dinheiro, e também sobre como se pode ultrapassar a sua insuficiência com soluções imaginativas, como as que nos mostrou o Pitum, numa divertida projecção de postais de natal, feitos por ele e pela sua companheira Lira, ao longo de dezenas de anos.

Ao final da tarde voltámos à pintura e à poesia, vendo três belíssimas curtas-metragens do realizador holandês Johan Van Der Keuken: LucebertTempos e AdeusVoltámos a falar do processo de criar, de pintar, voltámos a lembrar-nos do poema «Pinto» de Mário Dionísio.

Para acabar o dia, sorteámos um cabaz cheio de alimentos para a cabeça, o coração e o estômago (a Autobiografia e os Contos completos de Mário Dionísio, um calendário 2020, o DVD Kantata de Algibeira, postais e cadernos da Casa da Achada, amêndoas, doces, uma abóbora, um presunto…), a que estavam habilitados todos os Amigos da Achada que tivessem as quotas pagas até Dezembro de 2020. Foi a nossa Amiga nº 485, Cecília Morgadinho, a feliz contemplada!

No último destes dias, segunda-feira, 16 de Dezembro, passou-se o que se costuma passar na Casa da Achada às segundas-feiras: leitura colectiva d’A paleta e o mundo ao fim da tarde e sessão de cinema à noite, com o filme Mergulho no passado de F. Perry e S. Pollack.

Obrigada a todos os que vieram fazer estes dias connosco e que deram a sua contribuição para que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio possa continuar a disponibilizar um Centro de Documentação e uma Biblioteca Pública, e a fazer exposições e sessões com conversas, leituras, filmes, oficinas, etc.

 

CRUZAR MUNDOS, BUSCAR FUNDOS

9 de Dezembro de 2019

De 12 a 16 de Dezembro na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

5 dias de actividades e prendas, com conversas, músicas, leituras, debates e filmes.

Nestes dias, as nossas edições mais recentes, novas edições que dão boas prendas de Natal, um livro de contos de Mário Dionísio, um calendário para 2020, um poster especial, outras edições mais antigas, livros usados, obras de arte em papel e pinturas, sacos pintados por várias mãos, saem das prateleiras e gavetas, de trás do balcão, e saltam para a entrada, lembrando a quem entra que a Casa da Achada precisa de apoio para viver e fazer o que faz.

Na quinta-feira 12 abrimos as portas e na sexta-feira 13 estamos à escuta do programa sonoro «O absurdo do Natal», em mais uma sessão da rubrica «Ouvido de Tísico».

No sábado 14 as artes cruzam-se numa conversa sobre criação artística, poesia e pintura, com pintores e poetas (Hélia Correia, Augusto Meneghin, João Paulo Esteves da Silva, Regina Guimarães, Saguenail, Sofia Areal e outros) a partir de «Pinto», um poema de Mário Dionísio do livro Memória dum pintor desconhecido que dá mote à exposição que até Abril se pode ver na Casa da Achada: (pintura sem assunto dirão os visitantes).

A meio da tarde, Diogo Dória lê um conto de Mário Dionísio, e depois há música e poesia com Pedro e Diana e o coro da Achada.

No domingo 15 enfrentamos, com sentido de humor (mas a sério!), os problemas de carcanhol dos tempos que correm numa conversa natalícia: afinal, «o que é o dinheiro?», perguntamos a gente que intervém na cultura e a economistas, enquanto tentamos angariar fundos para ajudar a Casa da Achada a manter-se aberta e viva por mais um ano. Sorteamos um cabaz de livros e diversas iguarias, a que estão habilitados todos os Amigos que tiverem paga a quota de 2020. Depois, tempo ainda para um belo filme do holandês Johan van der Keuken.

Na segunda 16 temos a programação habitual, com leitura d’A paleta e o mundo de Mário Dionísio ao fim da tarde e cinema à noite, com um filme do ciclo «Quem conta um conto…», e ainda dá para vir comprar uma daquelas prendinhas de última hora.

Para continuar a cruzar mundos, artes, pessoas, fazeres e ideias.

programa:

Sexta-feira, 13 de Dezembro, às 18h30

Ouvido de Tísico nº 9: O absurdo do Natal -um programa sonoro-musical adequado à época

Na Galileia está um menino deitado nas palhas da miséria, adoptado por um carpinteiro e aquecido por um burro e uma vaca, e é por isso que um velho bem alimentado com pinta de norte da Europa, vestido pela coca cola, vem por esta altura a Lisboa, que está cheia de neve e trenós puxados por renas, tentar esgueirar-se pelas casas que têm chaminé para deixar prendas de última geração a quem se portou bem. Ouvem-se, ao longe e ao perto, as missas e as moedas, os anjos e os pecados, os jingles e os bells. Tornamo-nos agora surdos e absurdos.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Com Diana Dionísio


Sábado, 14 de Dezembro às 15h30

Eu e a tela frente a frente nos medimos

Conversa com pintores e poetas a partir do poema «Pinto» de Mário Dionísio. Com João Paulo Esteves da Silva, Regina Guimarães, Saguenail, Augusto Meneghin, Sofia Areal e outros.


Às 17h30

A morte é para os outros

Leitura do conto de Mário Dionísio por Diogo Dória.


Às 18h30

Concerto de Pedro e Diana

com música e poesia

e canções do Coro da Achada

Domingo, 15 de Dezembro, às 15h30

O que é o dinheiro?

Conversa de Natal a brincar e a sério sobre problemas de carcanhol. 

Com Pitum Keil do Amaral, Luiz Rosas e outros.


Às 18h30

Lucebert, tempo e adeus

de J. Van Der Keuken. (52’)

Documentário holandês da autoria de Johan Van der Keuken acerca do poeta e pintor do grupo COBRA. Trata-se um tríptico, composto de três curtas metragens, rodadas em 1962, 1966 e 1994.

 

MARIA EMÍLIA DINIZ

5 de Novembro de 2019

No passado dia 1 de Novembro de 2019, faleceu, aos 85 anos, Maria Emília Diniz, fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora de História, em vários liceus de Lisboa, como o Pedro Nunes, Rainha Dona Leonor e Maria Amália Vaz de Carvalho. Foi também metodóloga e orientadora de estágios e autora de manuais escolares.

Foi colega e amiga de Mário Dionísio e de Maria Letícia e colaborou com eles em questões relacionadas com o ensino e a pedagogia. Entre Março de 1968 e Julho de 1969, Maria Emília Diniz e Maria Letícia mantiveram no jornal A capital a coluna «Consultório Escolar», em que respondiam a questões postas pelos leitores. Assinavam com o pseudónimo Dinis da Silva, uma vez que os professores do ensino oficial só podiam, nesta época, escrever nos jornais sobre ensino depois de superiormente autorizados. Imediatamente a seguir ao 25 de Abril, Maria Emília Diniz pertenceu, com Mário Dionísio e Maria Letícia, à Comissão de docentes encarregada de rever e actualizar os programas do Ensino Básico e Secundário e de elaborar os respectivos materiais de apoio.

Foi sócia fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e participou em várias sessões de vários tipos. Por exemplo, conversou connosco sobre a Comuna de Paris (na rubrica «histórias da História»), apresentou o filme A tomada do poder por Luís XIV, de Rossellini, participou em sessões sobre Mário Dionísio e a reforma do ensino em 1974 e também sobre Maria Letícia.

 

SEBASTIÃO LIMA REGO – MAIS UMA GRANDE FALTA

24 de Outubro de 2019

Sebastião Lima Rego – mais uma grande falta

na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio

no nosso país e (porque não dizer) no mundo, que é grande e pequeno, como as coisas que lhe interessavam, diziam.

Formado em direito, habituado a associações e organizações, à intervenção ali onde estava, e também poeta, morreu.

Desde 2012, por proposta sua, manteve na Casa da Achada, uma rubrica que começou em 2012, a que se chamou «histórias da História» – e as minúsculas e maiúsculas na mesma palavra fazem todo o sentido. Efemérides do mês em que se estava, tratadas no tempo de hoje, raramente por historiadores encartados, mas por quem sabia disso (com ou sem diplomas) ou por quem tinha vivido o que aconteceu.

Que é o futuro sem uma certa memória? – voltou a repetir-se por vozes várias nos «10 anos da Casa da Achada», em Setembro 2019, onde ele infelizmente não esteve.

Em 7 anos, raríssimas sessões desta rubrica falharam e nunca por culpa de Sebastião Lima Rego.

Foram mais de 40 sessões. Ver aqui.

Agora, sem ele não se repetirão nem poderão continuar.

Sebastião Lima Rego fez ele próprio uma dúzia sessões – todas sobre as 1ª e 2ª guerras mundiais, de que sabia tanto, associando coisas que quase não nos passam pela cabeça. E a gente que quis aprendeu. Quem não quis perdeu. Há gravações que podem ser editadas.

Isto começou quando, em 2010, Sebastião Lima Rego veio apresentar na Casa da Achada a sua poesia, sessão que foi a primeira de uma rubrica a que chamámos «Itinerários» e que durou até 2015. Nessa sessão ele falou desse tempo em que estava preso em Peniche quando o 25 de Abril aconteceu. Ver aqui.

Ao centro destes «Itinerários», a vida de pessoas que começaram por uma ponta e descobriram outra, desfazendo pela vida que viveram ,as «caixinhas» de que o saber de hoje se faz.

Por isso, e muitas outras coisas, obrigada, Sebastião (já não podes ouvir) e até sempre.

Casa da Achada- Centro Mário Dionísio

 

10 anos da Casa da Achada!

12 de Setembro de 2019

Entre 26 de Setembro e 1 de Outubro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai comemorar 10 anos de abertura. Este ano a festa prolonga-se por seis dias com um programa intenso cheio de actividades. Venham todos!

É verdade. Foi há 10 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu ao público, em Lisboa, em 29 de Setembro de 2009. Desde essa data, tem feito conversas, edições, exposições, oficinas, discussões sobre filmes, livros, quadros, sobre a cidade e a vida, a paleta e o mundo, mantém uma Biblioteca e Mediateca Públicas com um largo horário de abertura e tem tratado e disponibilizado o arquivo de Mário Dionísio e Maria Letícia, composto por milhares de documentos. Ainda antes de a Casa abrir nascia o Coro da Achada, uns anos depois o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, que ensaiam semanalmente e têm feito inúmeras apresentações.

Para assinalar os 10 anos, porque não estamos sozinhos e isto anda tudo ligado, convidámos vários amigos de outras associações e terras para virem discutir o fazer das artes, a política e a vida, as palavras, os arquivos, as associações.

Inaugura uma nova exposição de pintura de Mário Dionísio, lançamos uma edição que reúne todos os seus contos, haverá leituras e convívio, o Coro da Achada apresenta um espectáculo sobre os porquês de cantar.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020