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Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

Agosto 2020

28 de Agosto de 2020

As sessões da Casa da Achada não foram de férias em Agosto…

No sábado passado, dia 22, continuaram os jogos de escrita online propostos por Regina Guimarães e, à tarde, tivemos uma sessão de Ouvido de Tísico onde cada palavra puxava uma canção e fazia um caminho de canções.

Ilse Losa – escritora Foto:arquivo jn 01/04/1983

No domingo, a comunidade de leitura dos Leitores Achados reuniu-se no quintal para ler dois contos de Ilse Losa, falando também da sua amizade com Mário Dionísio e fazendo algumas incursões na sua correspondência.

Segunda-feira voltou o cinema ao ar livre com uma sessão de curtas à volta da Casa da Achada…

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

22 de Agosto de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

8 de Agosto de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:

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Julho na Achada

4 de Agosto de 2020

Cada vez mais desconfinados, tivemos um mês de Julho cheio!

No dia 11 de Julho Pedro Rodrigues apresentou-nos a sua pessoalíssima leitura do livro Memórias dum pintor desconhecido de Mário Dionísio, numa sessão cheia de música e poesia que proporcionou, no fim, um bom debate no quintal da Casa da Achada.

No dia do aniversário de Mário Dionísio, 16 de Julho, ouvimos, ainda online, o conto «Assobiando à vontade» na voz de Inês Nogueira e som de Artur Pispalhas. Um conto sobre liberdade em tempos semi-confinados.

No domingo 19 a comunidade de leitura da nossa Biblioteca Pública leu, numa sessão virtual e presencial ao mesmo tempo, um conto de Fernanda Botelho incluído no livro As contadoras de histórias.

No sábado 25 tivemos o Ouvido de Tísico n.º17 em que Diana Dionísio nos propôs um rol de muitas das coisas que as pessoas se puseram a fazer durante o confinamento. E na tarde de domingo, Saguenail veio apresentar, no quintal da Casa, a nova edição Sobre Van Gogh com dois textos de Mário Dionísio que se encontravam esgotados.
Sessões muito participadas que ocuparam todos os lugares disponíveis!

Acompanharam todo o mês os desafios poéticos de Regina Guimarães publicados aqui na nossa página. Jogos de escrita que se podem fazer em casa ou no quintal, sozinhos ou acompanhados, em que somos convidados a inventar a partir de um poema-matriz de Mário Dionísio.

Na segunda-feira 27 voltou o cinema ao ar livre numa sessão com filmes rodados na Casa e no bairro onde pudemos ver muito do que aqui mudou. Uma sessão com a presença de Regina Guimarães, realizadora do filme «Idade Terceira», com quem ficámos à conversa no final sobre questões de habitação e não só.

O Coro da Achada, que tem estado a cantar no Largo da Achada, interromperá os ensaios em Agosto e voltará à carga na quarta-feira, dia 2 de Setembro às 21h.
A Casa da Achada (exposição, mediateca, biblioteca, livraria e cafezinho) continua, para já, aberta às sextas-feiras das 15h às 20h e aos sábados das 11h às 18h. Apareçam!

 

Ouvido de Tísico nº 17

2 de Agosto de 2020

Acabámos de pôr online o Ouvido de Tísico nº 17, que ouvimos no quintal da Casa da Achada no passado 25 de Julho e, ao mesmo tempo, na Rádio Paralelo: A QUEBRA DO RAMERRAME E DA LUFA-LUFA E AQUILO QUE AS PESSOAS, ENTRE OUTRAS COISAS, SE PUSERAM A FAZER.

https://archive.org/details/ot17

«Um dia vou compor uma música sobre o romper do dia no Alabama…» «Sim, sim, depois falamos disso melhor, mas agora não posso…» «Gosto tanto de pintar, mas nunca tenho tempo…» «Se eu soubesse fazer um vídeo, mas não sei como se faz…»

Em Março e Abril deste ano, para muitas pessoas (não todas…) aconteceu o impensável: os seus obrigatórios, inquestionáveis, imprescindíveis trabalhos pararam. E fecharam as lojas, acabaram os grandes espectáculos, fomos aconselhados a nem sair à rua. E de repente, nasceram rádios amadoras, multiplicaram-se na internet vídeos com pessoas a fazer leituras, a dar aulas de italiano ou a partilhar receitas recém-descobertas, colectivos descobriram como fazer música ou teatro, em conjunto, à distância. Em pessoas que eu julgava que conhecia, descobria agora surpreendentes actores, músicos videastas, radialistas, poetas, pintores… E adormeci várias noites a pensar na frase do Marx tantas vezes citada por Mário Dionísio: «Numa sociedade sem exploradores nem explorados não haverá pintores, mas pessoas que, entre outras coisas, pintam».

Neste Ouvido de Tísico vamos dar um passeio por algumas destas coisas que as pessoas, entre outras coisas, se puseram a fazer durante a quarentena.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Por Diana Dionísio.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

18 de Julho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
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ASSOBIANDO À VONTADE, por Inês Nogueira e Artur Pispalhas

16 de Julho de 2020

No dia do aniversário do autor, vamos ouvir o conto de Mário Dionísio «Assobiando à vontade», escrito em 1944 e re-escrito em 1965, na voz de Inês Nogueira e som de Artur Pispalhas. Nestes tempos confinados, um conto sobre liberdade.

A ilustração usada no vídeo é de Catarina Sobral.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

4 de Julho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
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Enunciado:
(clica na imagem para ficar maior)

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Em Julho…

1 de Julho de 2020

Para estar a par das nossas actividades e saber mais informações, o melhor é pedir para receber a newsletter por email ou consultar a secção Programação da nossa página.

 

Os poemas de Mário Dionísio a tantas vozes – Ouvido de Tísico 16

20 de Junho de 2020

Hoje é dia de Ouvido de Tísico. Aqui fica a sessão:

https://archive.org/details/ot16_20200620

OS POEMAS DE MÁRIO DIONÍSIO A TANTAS VOZES
Ouvido de Tísico nº 16

Em tempos de confinamento, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio lançou um desafio. Quem quis leu um poema de Mário Dionísio, gravou-o e enviou-nos. Uns fizeram vídeos, outros só gravaram som. Alguns fizeram músicas. Fomos publicando estas leituras diariamente na nossa página, mais de cinquenta vozes diferentes, e agora queremos ouvi-las outra vez e todas juntas. Só ouvir, ou não fosse esta uma sessão «Ouvido de Tísico».

Enviaram-nos leituras (e canções e …): Afonso Theias, Alfredo Pereira Nunes, Alice Carvalho, Amir Abbara, Ana Baltazar, Ana Queijo, Ana Reis, Aníbal Raposo, Ariana Furtado, B.Vol.T., Bertran Romero Sala, Carmo Gelpi, Catarina Vieira, Catherine Dumas, Clara Agapito, Clara Boléo, Cláudia Oliveira e Cristina Mora, Conceição Lopes, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Foco Litus, Francisco Raposo, Frederico Mira George, Ilda Feteira, Inês Fraga, Inês Nogueira e Carlos Zíngaro, Jacinto Lucas Pires, João Cabaço e Susana Baeta, João Luís Lisboa, João Tito Basto, Judite Canha Fernandes, Kate Falcão, Liziane Mangili, Luca Argel, Luís Caminha, Madalena Ávila, Maria João Brilhante, Mónica Amaral Santos, nat, Natércia Coimbra, Olga Germano, Patrícia Milhanas Machado, Paula Loura Batista, Paula Montez, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Rubina Oliveira, Rui Teigão, Sara Barbosa, Sara Silva, Serena Cacchioli, Morgane Mastermann e Dorothée Betz, Sofia Lisboa, Sónia Gabriel, Susana Baeta, Toni, Vanda Rodrigues, Viviane Ascensão, Xantão e Yorgen. Para ver os vídeos de todas as leituras de poemas, clicar aqui.


Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.
Por Diana Dionísio

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

20 de Junho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
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ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:
(clica na imagem para ficar maior)

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Variações d’Uma mulher quase nova

19 de Junho de 2020

Desde 2 de Maio que temos andado a praticar reginástica. «Na mesa do poeta: jogos de escrita» é uma proposta de Regina Guimarães para nos pormos a escrever, partindo de poemas de Mário Dionísio.

A primeira proposta foi reescrever o poema «Uma mulher quase nova», trocando algumas palavras previamente marcadas e mantendo a métrica dos versos. Podem ver aqui o enunciado.

Hoje publicamos aqui alguns dos resultados:

Um tempo quase novo
Uma nuvem quase cinza
Uma terra quase seca

Chega e quase inunda o rio
Os sonhos quase flutuam
Quase molhados se despregam
Da rotina quase morta

Quase harmónico leito
Enche o espaço ausente
De ondas quase soltas
Claras quase revoltas

Margem quase bastante
Quase músculo embrutecido
Breve instante quase futuro
Quase presente embora outrora

Ana Baltazar

uma colher quase nova
com o cabo quase preto
numa mesa quase posta
com uns figos quase secos

cai e quase prova um pouco
do sonho quase queimado
quase presa se vê deste
peru quente quase morto

quase harmónica descida
enche o espaço quase quadro
de reflexos quase soltos
queda livre quase a tempo

a deixa quase bastante
quase músculo guloso
é o instante quase nada
quase tinta do poema

Diana Dionísio

uma imagem quase nova
o seu brilho quase azul
numa ilha quase ali
de caminhos quase secos

saltando quase penetra
no sonho quase perfeito
quase sombra se desfaz
no ideal quase morto

quase harmónica desperta
enche o espaço quase todo
com acordes quase soltos
de uma nota quase solta

soando quase bastante
quase músculo rasgado
num instante quase quase
quase agora quase aqui

Ilda Fèteira

uma canção quase nova
grita o medo quase pardo
numa noite quase tensa
com as unhas quase duras

salta e quase se transforma
num sonho quase pesado
quase muda se recalca
no juízo quase morto

quase harmónica aldrabice
enche o espaço quase nulo
de badalos quase soltos
inútil quase ofensiva

chicote quase bastante
quase músculo violento
no instante quase torpe
quase império em ruína

Pedro Rodrigues

uma virose quase nova
com uma roupa quase vermelha
numa época quase cara
com os bolsos quase vazios

Surge e quase toca as narinas
do sonho quase pesadelo
quase fria se alastra
no desprezo quase morto

quase harmónica polícia
enche o espaço quase preso
de banqueiros quase soltos
opaca quase fascista

o grito quase constante
quase músculo dorido
dum instante quase igual
quase morto quase logo

Toni

uma mulher quase nova
com um vestido quase branco
numa tarde quase clara
com os olhos quase secos

vem e quase estende os dedos
ao sonho quase possível
quase fresca se liberta
do desespero quase morto

quase harmónica corrida
enche o espaço quase alegre
de cabelos quase soltos
transparente quase solta

o riso quase bastante
quase músculo florido
deste instante quase novo
quase vivo quase agora

Mário Dionísio

Amanhã, às 11h, publicamos um novo enunciado. Para ver os desafios já feitos, clicar aqui, aqui e aqui.

 

Memória duma Kantata…

14 de Junho de 2020

A partir de agora está disponível na internet o vídeo feito por Margarida Rodrigues para os 10 anos da Casa da Achada, lembrando a Kantata d’Algibeira, essa incrível caminhada que fizemos em 2013 com a Margarida Guia, e tantos mais, e que teve como uma de várias consequências o nascimento do Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada.

Vídeo realizado a partir de registos sonoros e imagens de arquivo.
Registos vídeo de Paulo B. Menezes(e também de Youri Paiva, F. Pedro Oliveira, David Deboudt e Rémi Gelin) e registos sonoros de Margarida Guia.
Montagem: Margarida Rodrigues; Pós-produção áudio: Artur Moura.
(2019)

Kantata de Algibeira (2013)
Texto de Regina Guimarães
Música de João Paulo Esteves da Silva
Direcção de voz e sonoplastia de Margarida Guia
Assistência de direcção de F. Pedro Oliveira
Produção Casa da Achada e Pedro Soares

Vozes em palco: Adeline Silva, Amália Rodrigues, Ana Paula Silva, Ana Paula Sousa, Anália Gomes, André Cristiano Silva, Ângelo Teixeira, Antero Almeida, Catarina Letria, Cláudia Oliveira, Conceição Lopes, Conceição Rodrigues, Daniel Vieira, Diana Dionísio, Ema Palácios, Ermelinda Rodrigues, Francisco d’Oliveira Raposo, Françoise Bourchenin, Gracinda Gregório, Hélder Gomes de Pina, Helena Barradas, Humberto Delgado, Irene van Es, Isabel Cardoso, Isabel Pinto, José Costa, José Daniel Caldeira, José Fava Fernandes, Leonel Limão, Leonilde Oliveira, Leonor Duarte, Luísa Mendonça, Manuel Beirão, Manuela Sacarrão, Margarida Rodrigues, Maria Batista Bastos, Maria Beatriz, Maria Clara Carvalho, Maria de Lourdes Correia, Mariana Oliveira, Nazaré Silva, Rubina Oliveira, Rui Carvalho, Sónia Gabriel, Susana Baeta, Teresa Caldas, Vera Baeta.

SOBRE A KANTATA DE ALGIBEIRA

Mas porque é que livros, canetas, vozes, palcos, telas, lugares com histórias das cidades estão confinados a uns quantos? E tantos, tantos outros nem se atrevem? E a muitos nem lhes passa pela cabeça que a sua palavra possa não ser levada pelo vento…

Um projecto chamado palavras que o vento não levará pôs a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio (com apoio do PDCM) a ver se seria possível contrariar esta lei que dizem ser obra do «destino». Será?

Nessas Palavras que o vento não levará este coro de vozes faladas e também cantadas que hoje está aqui tem ocupado um lugar central.

A ideia nasceu dum espectáculo que inaugurou em 2010 o Festival de Música de Saint-Riquier (norte da França), posto de pé pelo Cardan, associação contra a iliteracia que trabalha em Amiens, com muitos «zangados com a leitura» dentro. Chamou-se Philharmonique des mots – texto da escritora Marie Desplechin, música do compositor Nicolas Frize, que dirigiu o espectáculo, feito com vozes de toda a gente e dois instrumentos.

Kantata de algibeira não é uma cópia de Philharmonique des mots. Será antes uma continuação a uns quilómetros de distância. Práticas de lá, práticas de cá, práticas de todos os que aqui dão aos outros o que é seu.

Um assunto «universal» e preocupante para (quase) toda a gente – o dinheiro – que Regina Guimarães transformou em escrita, pensada e fabricada para se tornar som.

Um trabalho bem concreto, a partir do texto e das pessoas que quiseram entrar nesta (e das suas vozes), que um músico que sabe e quer, chamado João Paulo Esteves da Silva foi fazendo à vista das pessoas.

Mil ciclópicos trabalhos de Margarida Guia, vinda de Bruxelas e radicada em Lisboa durante mais de três meses para conseguir o que mais ninguém conseguiria, se calhar: horas de gravações de sons da cidade e sua montagem, conversas pelas ruas e pelas leitarias, muitas dezenas de sessões em centros sociais e de dia, ATLs e escolas dos arredores da Casa da Achada e na Casa da Achada, misturando vozes graves e agudas, abertas e fechadas, longas e breves, solos e coros, mais a música nascida num piano. Com as ajudas inestimáveis de F. Pedro Oliveira e de Pedro Soares.

Estão agora aqui gentes de muitas idades e formações, de vidas várias, que se quiseram juntar para que estas palavras sonoras fossem suas, pelo menos no Dia Mundial da Música. E para que outros as ouvissem. E pensassem. Ou seja, para que o vento não as levasse. Pelo menos para já.

Casa da Achada-Centro Mário Dionísio
2013

 

A CORRIDA, um conto de Mário Dionísio, na voz Pompeu José

11 de Junho de 2020

Em tempos de pandemia, lembramos outros tempos: os da tuberculose. Tempos igualmente de desemprego. Um conto de Mário Dionísio – que teve tuberculose durante 4 anos no início dos anos 40, interrompendo a sua carreira de professor – lido pelo actor Pompeu José.

«Uma voz conhecida não lhe saía dos ouvidos: “Milhões, bi­liões de bacilos, andam em toda a parte à solta sem que ninguém lhes barre o caminho. No pau de fósforo em que seguras para acender o ci­garro, no bilhete que te estendem no eléctrico, na chávena que te trazem no café com um aspecto irrepreensível, em qualquer móvel da tua própria casa, nas tuas mãos. É bonito evitares contagiar os outros à custa da tua própria vida. Mas quem se interessará por ti? Quem beneficiará do teu sacrifício?” Quando o outro lhe perguntasse pela saúde, deveria dizer: boa. Quando o outro lhe per­guntasse: inteiramente curado?, deveria respon­der: inteiramente. Qualquer ameaço de tosse es­tragaria tudo.»

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

6 de Junho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Primeiro enunciado e seus exemplos (clicar na imagem para ficar maior):

Segundo enunciado e seus exemplos (clicar na imagem para ficar maior):

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui e aqui.

 

Em Junho…

5 de Junho de 2020

 

 

«Tanta gente sentada nesta sala deserta», lido por Kate Falcão

4 de Junho de 2020

Hoje partilhamos a leitura de Kate Falcão do poema «Tanta gente sentada nesta sala deserta».

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova» (versão 1, versão 2, versão 3), «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto» (versão 1, versão 2), «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa», «Branco de Neve», «Para ser lido mais tarde», «Obceco-me de ti», «Discreta a alegria do mundo» (versão 1, versão 2), «Quem dera separar o que é e o que está», «Un panier avec trois oranges», «Tu supunhas-me longe», «Pinto» (excertos), «O maior poema» (versão 1, versão 2), «O irrecuperável», «Nos despojos da cidade» (versão 1, versão 2), «Caminho», «Enterro», «Balada dos amigos separados» (versão 1, versão 2), «Um sorriso velado», «De entre o tanto que esquece», «Não me deixes conhecer-te muito bem», «Vida interior», «Lamento na hora incerta», «Pergunto as horas na rua para ver», «Já não há horas disponíveis», «Utilidade», «Neste silêncio branco» (versão 1, versão 2), «Complicação», «Vulgar melodia», «Saber apagar e apagar-se», «Pintura fácil poesia fácil», «O eterno retorno», «Meu galope é em frente», «Como é bom caminhar devagar e sem cuidados», «Casa deserta», «Sangue impetuoso», «Num banco de jardim ao sol», «Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente», «Pior que não cantar» (versão 1, versão 2), «Tanta gente sentada nesta sala deserta» (versão 1, versão 2), «Arte poética» (versão 1, versão 2), «Estamos agora em paz», «Nós seremos amor», «Ó frescura».

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

30 de Maio de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
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Primeiro enunciado e seus exemplos (clicar na imagem para ficar maior):

Segundo enunciado e seus exemplos (clicar na imagem para ficar maior):

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui e aqui.

 

«Ouvido de Tísico»: A troca de cartas entre Mário Dionísio e Ilse Losa

24 de Maio de 2020

Hoje é dia de Ouvido de Tísico. Aqui fica a sessão:

https://archive.org/details/ot15_20200524

A TROCA DE CARTAS ENTRE MÁRIO DIONÍSIO E ILSE LOSA
Ouvido de Tísico nº 15

Esta sessão é coscuvilheira: vamos ouvir uma deliciosa troca de cartas, aproveitando o balanço do precioso trabalho de Karina Marques, que, embrenhando-se no espólio de Mário Dionísio e no de Ilse Losa, reuniu e tratou a correspondência entre os dois, publicando grande parte em ILSE LOSA – ESTREITANDO LAÇOS – CORRESPONDÊNCIA COM OS PARES LUSÓFONOS (1948-1999).

Os assuntos são muitos, dignos da curiosidade de qualquer pessoa que goste de ler cartas alheias, ainda por cima tratando-se de duas extraordinárias pessoas, dois pares com vidas cheias e inquieta produção de palavras e pensamento sobre um mundo que queriam ver mudado. Muito sobre literatura, a começar pela própria obra dos dois autores (incluindo as questões de língua que se levantam a uma refugiada judia alemã que quer escrever em português) e a constante colaboração de ambos em jornais e revistas. Foram os 300km que os separavam (um vivia em Lisboa, outro no Porto) que tornaram possível hoje podermos ler estas cartas que, não fosse essa distância geográfica, podiam ter sido conversas de café.


Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Por: Diana Dionísio

 

«Estamos agora em paz», lido por Alfredo Pereira Nunes

24 de Maio de 2020

Hoje partilhamos a leitura de Alfredo Nunes do poema «Estamos agora em paz».

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova» (versão 1, versão 2, versão 3), «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto» (versão 1, versão 2), «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa», «Branco de Neve», «Para ser lido mais tarde», «Obceco-me de ti», «Discreta a alegria do mundo», «Quem dera separar o que é e o que está», «Un panier avec trois oranges», «Tu supunhas-me longe», «Pinto» (excertos), «O maior poema» (versão 1, versão 2), «O irrecuperável», «Nos despojos da cidade» (versão 1, versão 2), «Caminho», «Enterro», «Balada dos amigos separados» (versão 1, versão 2), «Um sorriso velado», «De entre o tanto que esquece», «Não me deixes conhecer-te muito bem», «Vida interior», «Lamento na hora incerta», «Pergunto as horas na rua para ver», «Já não há horas disponíveis», «Utilidade», «Neste silêncio branco», «Complicação», «Vulgar melodia», «Saber apagar e apagar-se», «Pintura fácil poesia fácil», «O eterno retorno», «Meu galope é em frente», «Como é bom caminhar devagar e sem cuidados», «Casa deserta», «Sangue impetuoso», «Num banco de jardim ao sol», «Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente», «Pior que não cantar» (versão 1, versão 2), «Tanta gente sentada nesta sala deserta» (versão 1, versão 2), «Arte poética».

 

«Pior que não cantar», lido por Luca Argel

17 de Maio de 2020

Hoje partilhamos a leitura de Luca Argel do poema «Pior que não cantar».

O desafio está lançado. Em tempos de reclusão obrigatória, a proposta é escolher um poema de Mário Dionísio e fazer um vídeo. Depois, é só enviar-nos por email para centromariodionisio@gmail.com ou casadaachada@centromariodionisio.org

Aqui podem ver outras leituras de outros poemas: «Que tu es fort», «Cidade» (parte 2), «Uma mulher quase nova» (versão 1, versão 2, versão 3), «A palavra que falta», «Silenciosa música do cosmos», «Elegia ao companheiro morto» (versão 1, versão 2), «Pode-se pintar com óleo», «Quando as palavras abrem canais de transparência», «Como uma pedra no silêncio», «Móvel move-se o imóvel», «Acaso interessa», «Branco de Neve», «Para ser lido mais tarde», «Obceco-me de ti», «Discreta a alegria do mundo», «Quem dera separar o que é e o que está», «Un panier avec trois oranges», «Tu supunhas-me longe», «Pinto» (excertos), «O maior poema» (versão 1, versão 2), «O irrecuperável», «Nos despojos da cidade» (versão 1, versão 2), «Caminho», «Enterro», «Balada dos amigos separados» (versão 1, versão 2), «Um sorriso velado», «De entre o tanto que esquece», «Não me deixes conhecer-te muito bem», «Vida interior», «Lamento na hora incerta», «Pergunto as horas na rua para ver», «Já não há horas disponíveis», «Utilidade», «Neste silêncio branco», «Complicação», «Vulgar melodia», «Saber apagar e apagar-se», «Pintura fácil poesia fácil», «O eterno retorno», «Meu galope é em frente», «Como é bom caminhar devagar e sem cuidados», «Casa deserta», «Sangue impetuoso», «Num banco de jardim ao sol», «Não queiras pôr a nuvem numa caixa transparente».

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

16 de Maio de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

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Segundo enunciado e seus exemplos (clicar na imagem para ficar maior):

 

Este fim-de-semana

15 de Maio de 2020

No próximo sábado 16 de Maio, às 11h, publicamos aqui uma proposta de jogos de escrita feita pela Regina Guimarães, partindo de poemas de Mário Dionísio.

Depois, ficamos à espera dos vossos resultados.

No domingo 17 de Maio às 16h é dia de encontro de Leitores Achados. Vamos ler e conversar sobre os contos de Caio Fernando Abreu «Os cavalos brancos de Napoleão» e «Uma história de borboletas».

Quem quiser participar, envie-nos um email para casadaachada@centromariodionisio.org.

 

Obrigado a quem leu, olá a quem lerá

9 de Maio de 2020

Que bom perceber que tanta gente sentiu desejo de ler poemas de Mário Dionísio em voz alta! Até ao dia 8 de Maio foram 43 leituras que publicámos, a um ritmo diário, nestes dois últimos meses. Poemas em vozes variadas, em tons tão ricos e tão singulares… Vê-se que a poesia pode mesmo entrar pelas nossas vidas adentro. E que nos toca, nos interroga, nos põe atentos e bem vivos.

O desafio continua: se ainda não leste e queres ler um poema, gravá-lo (só em áudio ou também em vídeo, como queiras) e enviá-lo por email, a gente agradece! Se não tens nenhum livro de poesia (em breve já poderás de novo ir lê-lo ou comprá-lo à Casa da Achada…), podes encontrar vários poemas de Mário Dionísio na nossa página ou noutros sítios da internet.

Entretanto podem ouvir e ver aqui os 43 vídeos que já publicámos e que já têm, no conjunto, mais de 4250 visualizações.

 

Vitória dos Aliados

8 de Maio de 2020

desenho de Mário Dionísio
datado de 7 de Maio de 1945

(desenho a tinta da china; 21,5 x 20; EA-OMD-D-11)

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020