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Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

23 a 27 de Agosto: ‘O som e a fúria’ de Faulkner; ‘Silêncio’ de Loja Neves; Mário Dionísio, social e político; oficina inventar fabricando; leitura de Lhote; cinema ao ar livre ‘A flauta mágica’

20 de Agosto de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS – O som e a fúria de Faulkner
Quinta-feira, 23 de Agosto, 18h

Nesta sessão Maria João Brilhante vem falar-nos de O som e a fúria de William Faulkner.

27.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

SILÊNCIO – um documentário de António Loja Neves
Sexta-feira, 24 de Agosto, 18h

Na sequência da sessão do ciclo «histórias da História» do mês de Julho, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira no norte de Portugal e na Galiza, em que contámos com a participação de Paula Godinho, projectamos O Silêncio, documentário de António Loja Neves, proposto pelo próprio durante a sessão.

Na sessão participam António Loja Neves e Paula Godinho.

«No comovente filme de António Loja Neves e José Manuel Alves O Silêncio, enrolado em si mesmo, numa posição quase fetal, um homem desfia um sofrimento longo, a partir dum acontecimento que viveu com 16 anos e que lhe mudou a vida, tornando-lhe os sonhos improváveis. Trata-se de Arlindo Espírito Santo, que viu grande parte da sua família ser presa em Dezembro de 1946, na aldeia de Cambedo da Raia, no concelho de Chaves, encostada à Galiza. Ali decorreu um episódio sangrento e tardio, ainda em resultado do golpe franquista em 18 de Julho de 1936.»
Paula Godinho, «Cambedo da Raia, 1946»

MÁRIO DIONÍSIO, SOCIAL E POLÍTICO
Sábado, 25 de Agosto,  16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

«Ouço o grande silêncio. Vejo-o. Toco-lhe quase. Estou sentado, no meio da cozinha lajeada, olhando lá para fora pela janela alta e estreita. A manifestação (com tiros!) em S. Pedro de Alcântara, éramos todos estudantes. Encontros nocturnos na cerca da Faculdade de Ciências, falava-se em voz baixa, muito baixa, com o portão fechado, quem é que tinha a chave? Um grito alegre na praia da Ericeira, alguém correndo, um abraço tão forte que nos deita ao chão, é o Ramos da Costa muito novo, que eu julgava ainda preso, «saí ontem!». E o Zé Gomes, o Carlos, o Cochofel, ainda antes da tertúlia do «Bocage». E as massas transbordantes do dia da Vitória: bandeirinhas dos aliados nas ruas, nas varandas, nas lapelas, excepto a da URSS, é claro, e por isso se gritava: «Todas! Todas! Todas!» E novamente a marcha cautelosa sob as águas. Sempre outra vez a marcha cautelosa sob as águas. Sacões de esperança: o Norton, o «Santa Maria» navegando envolto em lenda, apelando em vão ao mundo inteiro, o Humberto Delgado antes de lhe arrancarem as estrelas. Anos e anos de crime, digamos o que dissermos, consentido. Até ao tal amanhecer: Aqui, posto de comando das Forças Armadas. Escancarado o portão de Caxias. O regresso dos exilados perante mares de gente gritante e confiante, até parecia um povo. O primeiro 1.° de Maio em liberdade, nas ruas, nas janelas, nos andaimes dos prédios em construção. Seria mesmo um povo?

E outros momentos. Soltos. Deslumbrantes na opaca escuridão do que não volta mais. Cada um terá os seus, a sua história privada, a sua respiração. A última reunião da Comissão de Escritores do MUD, a que tinha pertencido toda a gente (faltavam às vezes cadeiras) e a que, por fim, já só compareciam, inutilmente renitentes, três pessoas: a Manuela Porto, o Flausino Torres, eu. Que coordenava o sector desde a própria ideia de o formar. Como o dos artistas (arquitectos, pintores, escultores, desenhadores, fotógrafos, publicitários) que, a partir de 46, fizeram juntos as suas Exposições num clima de entusiasmo e unidade como nunca houvera no país nem sei se, exactamente assim, terá voltado a haver.»
Mário Dionísio, Autobiografia (1987)

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 26 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de objectos com forma de animais, personagens humanas. Na terceira sessão foram-se preparando os cenários para estas personagens. Nesta quarta sessão vamos acabar os cenários para inventar uma história para cada uma delas.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 27 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 27 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos A fláuta mágica (1975, 135 min.) de Ingmar Bergman.
Quem apresenta é João Paulo Esteves da Silva.

 

Como foi a IV Feira da Achada

23 de Julho de 2012

Foi no sábado 14 de Julho, dia da tomada da bastilha, que se realizou a Feira da Achada. Entre as 10h e as 20h, a Rua da Achada encheu-se de objectos, livros, quadros, pregões, canções, malabarismo, comes, bebes e convívio. A Feira da Achada, que aconteceu pela quarta vez com muitas ajudas e vontades, tem como objectivo principal a angariação de fundos para a continuação da existência e da actividade da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, onde todas as actividades e sessões se querem de entrada livre. Este ano, a falta de apoios e as dificuldades financeiras da associação tornaram a feira mais importante ainda.

   

Às 10h, a feira, quase toda montada, ia já recebendo as primeiras pessoas. Bancas de objectos variados, artesanatos, livros, brinquedos, tecidos, roupas… Este ano, lembrando a árvore que foi cortada há semanas no largo da Achada, houve uma banca de venda de árvores, arbustos, cactos e outras plantas. E, feitos com frutos de árvores dos quintais de várias pessoas, os doces de limão e ameixa foram um sucesso. A banca das rifas, também uma novidade na Feira da Achada, começou a vender os primeiros papéis para desenrolar: «Olhá rifa! Meia dúzia, um euro!» – os prémios saíam, diferentes, bugigangas para todos os gostos, bebidas, brinquedos, malas, etc & etc.

Na rua que chega ao Largo da Achada, foram expostas 40 fotografias, resultantes da oficina de fotografia do mês passado, orientada por Youri Paiva: «Inquérito ao bairro». Depois das 11h, Eduarda Dionísio fez uma visita guiada à exposição «Ver agora melhor o mais distante – textos de Regina Guimarães a partir de desenhos e pinturas de Mário Dionísio». Várias pessoas interessadas juntaram-se às conversas e leituras de textos sobre as pinturas expostas de Mário Dionísio. Pouco depois, o bar abria com os seus primeiros comes e bebes para enganar a fome e a sede – que bem enganadas foram durante toda a tarde.

O megafone da banca das rifas foi animando as pessoas – ora informando das coisas mais variadas que iam saindo como prémios (uma caneca de congelar cerveja, um soutien cor-de-rosa, uma estatueta, um livro…), ora anunciando as diversas actividades programadas para a tarde feirante.

 

Às 15h, dentro da Casa da Achada, os alunos do 1º ano da Escola do Castelo e da professora Ariana, contaram-nos com vozes e gestos «A marcha almadanim» de Carlos de Oliveira. Por volta das 17h, Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta apresentaram uma colagem de textos com apontamentos musicais: «Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda».

   

Na rua da Achada, entre o bar e as bancas, fomos ouvindo o acordeão de Rini Luyks, que ainda fez saltar uns pezinhos para a dança. E mais música com alguns elementos das dUAS sEMICOLCHEIAS iNVERTIDAS, que também montaram uma banca. A oficina de marcadores de livros, orientada por Marta Raposo, foi muito concorrida e miúdos e graúdos puderam aprender e jogar xadrez com Ricardo Alves. E como era dia da tomada da bastilha, Manuel Deniz Silva e Pedro Rodrigues ensinaram músicas da revolução francesa para cantar em conjunto.

Ao fim da tarde foi a vez do Coro da Achada cantar pelas ruas do bairro, até chegar à feira, na Rua da Achada. Ouviram-se composições para poemas e palavras de Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira e outros, e também En el pozo Maria Luisa, que o coro cantou em solidariedade com a luta dos mineiros.

 

IV Feira da Achada

8 de Julho de 2012

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio organiza a IV Feira da Achada para angariação de fundos da associação. Onde, desde há três anos, a entrada e tudo o que é feito é gratuito para todos. Os tempos vão maus e os apoios também. Por isso, a participação nesta feira é importante.

Na feira há venda de livros de várias alturas e assuntos, de objectos com marca de época, de ontem e de hoje, de brinquedos, de plantas, e de outras coisas variadas. Neste ano vamos ter, também, uma animada banca de rifasA partir das 12h há comes e bebes para todos os gostos.

Também estarão à venda, no terraço da Casa da Achada, obras de arte. Para além das obras de arte que temos disponíveis a preços especiais, foram-nos há pouco oferecidos cinco desenhos de Alice Jorge.

Como as ideias da Casa da Achada, e as ideias de Mário Dionísio sobre cultura, não são as da compra e da venda, esta feira tem várias actividades organizadas para o dia:

11hVisita guiada pela exposição, de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, «Ver agora melhor o mais distante», por Eduarda Dionísio, com leituras de textos;

A partir das 15h – actividades de animação e de fabrico:
«A marcha almadanim»
de Manuel da Fonseca pelos alunos do 1º ano da Escola do Castelo;
Momentos musicais com Rini Luyks e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS;
Espectáculo «Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda» com Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta;
Oficina de marcadores com Marta Raposo;
e outras coisas mais…

18h – Canta o Coro da Achada.

– e a partir das 11h, há ainda a exposição de 40 fotografias tiradas durante a oficina de fotografia «Inquérito ao bairro» no mês de Junho.

 

15 a 18 de Junho: Paula Morão fala de ‘Só’ de António Nobre; oficina de fotografia; leitura de textos da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Um rei em Nova Iorque’ de Chaplin; exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ com conversas, teatro e música na Glória do Ribatejo

18 de Junho de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS:
de António Nobre
Sexta-feira, 15 de Junho, 18h

Nesta sessão Paula Morão vem falar sobre de António Nobre.

É a 25.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Creio difícil um português, muito particularmente de hoje, despegar-se em absoluto da atmosfera afectiva inconfundível que Nobre exprimiu e não encontrar nela muito de si mesmo, apesar das diferenças de época, de ideologia, de atitude que o separem dele. Há uma voz mais funda que ali fala. E tudo o que esse poeta trouxe à nossa linguagem poética, desde a irreverência perante a métrica tradicional à ousadia vocabular – anúncio de prosificação – foi importante de mais para que o consideremos definitivamente alheio ao que ainda buscamos.»
Resposta de Mário Dionísio a um inquérito no Centenário de António Nobre, publicado na Seara Nova nº 1465 em Novembro de 1967.

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 17 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A polémica do neo-realismo
Segunda-feira,  18 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente chamada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lopes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA
«POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 18 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Um rei em Nova Iorque (1957, 110 min.) de Charles Chaplin. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias, conversas, teatro e música

Sábado, 16 de Junho, 15h
Casa do Povo, Glória do Ribatejo

Após ter estado à mostra na Casa da Achada, apresentamos, em colaboração com a Companhia de Teatro Paulo Claro – Rapazes d’Aldeia e a Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, pode ser visitada na Casa do Povo da Glória do Ribatejo (conselho de Salvaterra de Magos).

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

No dia de abertura da exposição, 16 de Junho, a partir das 15h, vão acontecer muitas actividades diferentes:
16h00: Conversa sobre a exposição com Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio;
17h00: Leitura e interpretação de Jorge Silva Melo de Num país onde não querem defender os meus direitos, eu não quero viver de Jorge Silva Melo, a partir de «Michael Kolhaas» de Heinrich von Kleist.
A peça foi estreada em 1997 e interpretada por Paulo Claro, que é homenageado nesta sessão.
18h00: Actuação do Coro da Achada.

Por este motivo a Casa da Achada só terá as portas abertas das 11h às 13h.

 

Cortaram a árvore do Largo da Achada

15 de Junho de 2012

Numa manhã, a de hoje, foi cortada a única árvore que existia no Largo da Achada. Cheia de folhas verdes, fazia sombra e era a paisagem das casas. Liga-se tão pouco às árvores como às associações.

Encontrámos numa página da CML esta imagem de projecto da chamada «renovação da Mouraria», que nos tinha deixado um pouco mais sossegados, pois ainda se vê lá a antiga árvore:

É possível que plantem outras árvores – laranjeiras, por sinal -, mas não é bem a mesma coisa. O cenário desta manhã era este:

 

Última hora!

9 de Junho de 2012

Os Presidentes visitaram na véspera do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades os melhoramentos das mourarias.

Legenda: Zona envolvente da Casa da Achada – Largo da Achada, Rua da Achada, Escadinhas da Achada, Beco das flores.

 

Os grupos musicais da zona foram convidados. Ouvir, aqui, com atenção a prestação do Coro da Achada:
Legenda
: O silêncio é de ouro.

 

Amanhã será um novo dia – de Portugal, de Camões e das Comunidades. Há uma oficina de fotografia na Casa da Achada – inquérito ao bairro.

 

24 a 28 de Maio: Oficina de tradução; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Stavisky, o grande jogador’; fim da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; Mário Dionísio, social e político, em Alhos Vedros; lançamento da AJA

21 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 27 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Depois das sessões orientadas por Miguel Serras Pereira e João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir com Regina Guimarães.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Stavisky – O grande jogador (1974, 120 min.) de Alain Resnais. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»

Na segunda-feira, 28 de Maio, é o último dia em que poderá ser visitada a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

OUTRAS ACTIVIDADES:

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
Mário Dionísio – Social e Político
com Eduarda Dionísio
Quinta-feira, 24 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta última conferência Eduarda Dionísio fala sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

APRESENTAÇÃO: DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO
Sábado, 26 de Maio, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

O núcleo de Lisboa da AJA – Associação José Afonso organiza o lançamento do catálogo Desta canção que apeteço, sobre a obra discográfica de José Afonso entre 1953 e 1985, já apresentado em Grândola com a participação do Coro da Achada. Esta edição é apresentada por Miguel Gouveia e conta com um momento musical pelo Coro da Achada.

 

Donativos para o funcionamento da Casa da Achada

21 de Maio de 2012

Realizou-se no passado sábado 19 de Maio a Assembleia Geral ordinária da Associação para aprovação do relatório e contas de 2011 e debate da situação financeira que, a não ser alterada, porá em causa num futuro muito próximo o funcionamento da Casa da Achada tal como neste momento existe.

O pagamento de quotas por parte dos Sócios e dos Amigos da Casa da Achada e o reforço de donativos por parte daqueles que, tendo possibilidade de o fazer, estão interessados na continuação da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio foram considerados importantes para a sua sobrevivência nos moldes actuais.

Neste sentido, foi sugerido que o NIB da Associação passasse a figurar nesta página.
Aqui fica: 0036 0000 9910 5869 2830 8

 

17 a 19 de Maio: As «aparições» de Fátima com Padre Mário de Oliveira; Luís Miguel Cintra lê ‘Lusíadas’; venda de obras de arte; «Mário Dionísio – O Pintor» em Alhos Vedros

16 de Maio de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: AS APARIÇÕES DE FÁTIMA
com Padre Mário de Oliveira
Sexta-feira, 18 de Maio, 18h

Desta vez vamos fala com Padre Mário de Oliveira sobre as aparições de Fátima em 13 de Maio de 1917.

Mário de Oliveira, conhecido como Mário da Lixa, foi ordenado padre em 1962, foi professor de Religião e Moral. Preso pela PIDE/DGS em 1970 e em 1973. Afastado, por motivos políticos, do ensino e das paróquias. Jornalista no República, Página Um e Correio do Minho. Fundou a associação Padre Maximino, em São Pedro da Cova. Editou mais de 30 livros, entre os quais alguns dedicados a Fátima: Fátima nunca mais e Fátimamente.

Neste ciclo, «histórias da História», conversamos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder e sobre a Comuna de Paris.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
OS LUSÍADAS LIDO POR LUÍS MIGUEL CINTRA
Sábado, 19 de Maio, 16h

Luís Miguel Cintra vem ler extractos de Os Lusíadas de Luís de Camões.

24.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

VENDA DE OBRAS DE ARTE
para angariação de fundos
Sábado, 19 de Maio, a partir das 11h

Para a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio continuar com as suas actividades, sempre de entrada e participação livre, é preciso a ajuda de todos os que possam e queiram – que os subsídios, pequenos, não chegam.

Por isso, organizamos uma venda de obras de arte que vários autores ofereceram à Casa da Achada para angariação de fundos – de preços e tipos muito diferentes. As obras de arte disponíveis podem ser consultadas nesta página.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
«Mário Dionísio – O Pintor» com Rui-Mário Gonçalves
Quinta-feira, 17 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta conferência o crítico de arte Rui-Mário Gonçalves fala sobre a pintura na obra de Mário Dionísio.

 

25 de Abril na Casa da Achada – Inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»

28 de Abril de 2012

No final da tarde de 25 de Abril a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, abriu as suas portas para mostrar uma nova exposição, «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

Neste dia chuvoso as pessoas iam chegando da manifestação do 25 de Abril, que terminava no Rossio, e de outros lados. Enquanto se esperava pela as hora anunciada para a inauguração, às 19h, as pessoas iam conversando e vendo a nova exposição de fotografia.

Pouco passava da hora marcada quando o Coro da Achada cantou duas canções para iniciar a festa: «Coro da Primavera» de José Afonso e «La lega», canção popular italiana. Com a sala da exposição cheia houve uma pequena conversa para receber os visitantesEduarda Dionísio explicou os motivos que levam a Casa da Achada a mostrar uma exposição diferente das anteriores e nesta data (no 25 de Abril, em Itália, comemora-se o fim da II Guerra Mundial e o fim do regime fascista); Giuseppe Morandi falou da emoção que sentiu quando viu a manifestação no Rossio; e ainda falaram Gianfranco Azzali e Paolo Barbaro.

O Coro da Achada voltou a cantar: «Mãos», «Pior que não cantar», «As papoilas», «Tiro-no-liro», «E o asfalto é tão largo», «Canto de esperança», «Encontrei um banqueiro…» e «A semana sangrenta». E, assim, abriram-se as portas do jardim e do terraço para toda a gente poder comer e beber, conversar o que apetecer, ou ver melhor a exposição. A festa ainda durou umas horas, com mais cantos, gaitadas e danças.

Foi também lançada a Ficha 4, o boletim da Casa da Achada, que nesta edição, entre outros, conta com um conjunto de textos sobre a exposição inaugurada, um texto sobre a festa da Lega di Cultura di Piadena de 2012, um texto de Filomena Marona Beja («Uma biblioteca ao virar da esquina»), e dá ainda uma mirada sobre a próxima edição da Casa da Achada – «Ver agora melhor o mais distante – A partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio» de Regina Guimarães. A Ficha 4 traz ainda um suplemento, «Mário Dionísio e o desenho como processo revelador» de Paula Ribeiro Lobo. Também está disponível o catálogo da exposição que inclui textos de Peter Kammerer, Paolo Barbaro e outras informações sobre a exposição, o autor e a Lega di Cultura di Piadena.

No dia seguinte, 26 de Abril, houve uma conversa sobre a exposição – «Olhares sobre os novos anjos» -, que juntou o autor, Giuseppe Morandi, Gianfranco Azzali da Lega di Cultura di Piadena, Paolo Barbaro, Peter Kammerer, Jorge Silva Melo e os fotógrafos André Beja, Camilla Watson, Catarina Botelho e Luís Rocha. Entre histórias das fotografias e dos fotografados, conversas sobre a fotografia social e o retrato de trabalhadores e imigrantes, ficámos a perceber o que move Giuseppe Morandi a fotografar aqueles que conhece bem. André Beja sobre a fotografia de Morandi escreveu um texto no seu blogue, metrografismos.

A exposição pode ser visitada até ao dia 28 de Maio.

 

Quem é Maria Letícia?

27 de Abril de 2012

Realizou-se no sábado 21 de Abril uma sessão sobre Maria Letícia Clemete da Silva (1951-2010), mulher de características invulgares, sem a qual não existiria a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Professora antifascista, foi a companheira de toda a vida de Mário Dionísio.

Quatro fundadoras da Casa da Achada, que a conheceram bem, asseguraram as intervenções iniciais. Diana Dionísio traçou-lhe resumidamente uma biografia com a ajuda de imagens projectadas; Maria Helena Carvalho e Maria Emília Diniz, amigas e colegas de muitos anos, abordaram o seu trabalho de professora, a sua participação na Comissão para a Reforma Educativa depois do 25 de Abril (1974-1975) e também a colaboração (com Maria Emília Diniz) no jornal A Capital, no «Consultório Escolar» (1968-1969) assinada com o pseudónimo Diniz da Silva; Natércia Coimbra falou do trabalho de inventariação do Espólio Literário de Mário Dionísio que realizou, em 1994-1996, com a importante ajuda de Maria Letícia.

Estiveram em exposição algumas fotografias, documentos relacionados com a sua expulsão do ensino (que durou 8 anos) e a sua carreira de professora, dedicatórias de Mário Dionísio, livros escolares, edições e traduções por ela realizadas, e ainda um dossier com os recortes do «Consultório Escolar».

Ficou a conhecer-se melhor esta pessoa especial e, através dela, o século XX português, nomeadamente aspectos por vezes esquecidos da opressão salazarista do viver quotidiano e da luta das mulheres, no ensino e fora dele.

O arquivo pessoal de Maria Letícia encontra-se na Casa da Achada e merecia, merece, ser estudado. Esta sessão terá sido um incentivo.

 

9 de Abril: leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘A tomada do poder por Luís XIV’ de Rossellini

5 de Abril de 2012

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA
POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 9 de Abril, 21h30

Depois de três meses em que o mote cinematográfico era rir uma vez por semana, de Abril a Junho o tema é política. «Política uma vez por semana».

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta primeira sessão projectamos A tomada do poder por Luís XIV (1966, 90 min.) de Roberto Rossellini. Quem apresenta é Maria Emília Diniz.

O restante programa do ciclo de cinema «Política uma vez por semana» está disponível nesta página.

 

21 a 26 de Março: Encontro de leitores; a Casa da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Escola Secundária José Gomes Ferreira

19 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 23 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritor Jacinto Lucas Pires.

A CASA DA ACHADA NA FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

Nestes dias, de 23 a 25 de Março, a Casa da Achada vai para Itália, participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

Por esse motivo a Casa da Achada encerra no domingo, 25 de Março. Nos restantes dias a porta estará aberta para receber quem vier ver a exposição ou consultar a biblioteca. A projecção do filme Os grandes aldrabões e a leitura semanal foram adiadas de 26 de Março para 2 de Abril.

A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade no norte de Itália. A Casa da Achada e o Coro da Achada têm participado na sua festa anual desde 2010. O tema da festa deste ano são os 50 anos do novo cancioneiro italiano.

Na Casa da Achada, no dia 25 de Abril, inaugura, com a colaboração da Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Quarta-feira, 21 de Março, 13h
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficos, vários documentos e livros, desta vez passa pela Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Inaugura a 21 de Março, dia em que cantará o Coro da Achada, às 13h.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de Abril.

 

16 a 19 de Março: A Comuna de Paris vista por Maria Emília Dinis; oficina de stop motion; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘As noites loucas do dr. Jerryll’; a Casa da Achada na Livraria Sá da Costa

12 de Março de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: A COMUNA DE PARIS
Sexta-feira, 16 de Março, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes.

Em Janeiro falámos, com Sebastião Lima Rego, sobre a ascensão de Hitler ao poder – agora vamos falar sobre a Comuna de Paris, em Março de 1871, com Maria Emília Dinis.

OFICINA DE STOP MOTION – com fotografias fazer um filme
Domingo, 18 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme.

Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos»; na 2ª sessão demos vida aos livros e objectos da Biblioteca da Achada; nesta 3ª e última sessão vamos montar os filmes, dar-lhes música e falar sobre o que correu bem e o que correu mal.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 19 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos As noites loucas do dr. Jerryll (1963, 107 min.) de Jerry Lewis. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

 

A CASA DA ACHADA NA LIVRARIA SÁ DA COSTA
Sábado, 17 de Março, das 16h às 19h
Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, 100 – Lisboa)

O que é a Casa da Achada? Quem é Mário Dionísio?
Conversa sobre a Casa da Achada – o que se pode ver e consultar, as nossas actividades – e sobre Mário Dionísio – a sua obra e vida, no ensino, na escrita, na pintura, sempre ligada ao mundo que o rodeia.

Leitura de poemas e música
Depois da conversa, lêem-se poemas de Mário Dionísio e canta o Coro da Achada – cantando várias canções do seu reportório, umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

Por este motivo a Casa da Achada encerra às 15h.

 

3 a 5 de Março: um encontro sobre João José Cochofel; oficina de stop motion; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘O mundo é um manicómio’

1 de Março de 2012

No sábado, 3 de Março, às 16h, acontece o sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio». Nesta sessão vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Começa no domingo, 4 de Março, às 15h30, a oficina de stop motion, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva. Inventando uma pequena história na Casa da Achada, com pessoas e objectos, vamos construir um pequeno filme juntando fotografias. E ainda vamos ver cinema feito desta maneira.

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Na segunda-feira, 5 de Março, às 18h30, continua a leitura de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

No mesmo dia, à noite, pelas 21h30, projectamos um filme inserido no ciclo «Rir uma vez por semana»: O mundo é um manicómio (1944, 118 min.) de Frank Capra. Quem apresenta é Luís Miguel Oliveira.

 

Zumbidos da Mouraria: dois documentários onde entra a Casa da Achada

1 de Março de 2012

Zumbidos da Mouraria (Português) from Ubiqarama on Vimeo.

Já podem ser vistos os documentários que resultaram do projecto identibuzz na Mouraria, que envolveu o bairro do Socorro e de São Cristóvão em Lisboa, e o bairro de San Francisco em Bilbau, no País Basco.

O documentário Zumbidos da Mouraria, para além de várias participações de pessoas e associações do bairro, conta com excertos de uma entrevista a Eduarda Dionísio e com a banda sonora do Coro da Achada. Também pode ser visto o documentário Zumbidos da Mouraria e San Francisco.

Os documentários foram apresentados na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio no passado sábado, 25 de Fevereiro.

 

24 a 27 de Fevereiro: Encontro de leitores; oficina de desenho; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘Gangsters falhados’; Coro da Achada em encontro sobre José Afonso

23 de Fevereiro de 2012

ENCONTRO DE LEITORES

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 15h

Na sequência da sessão «Contar, escrever e ler» que teve lugar na Casa da Achada no dia 10 de Fevereiro, um grupo de alunos da Escola do Castelo, por proposta da professora Ariana Furtado, irá ler um texto de Miguel Castro Caldas, escrito com eles.

Estarão presentes escritores que têm animado os vários grupos de leitura e também ilustradores. Quem requisitou livros – grandes e pequenos – na biblioteca há 15 dias virá devolvê-los e, se possível, falar sobre o que leu. E veremos também como continuarão os grupos até à próxima Leitura Furiosa que se realiza em Maio.

É também mais uma possibilidade de conhecer a Biblioteca Pública da Casa da Achada, onde o serviço de empréstimos começou a funcionar (consultar aqui as condições de empréstimo).

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 26 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

Para confirmação da participação na oficina contactar a Casa da Achada nos dias anteriores (218 877 090 ou casadaachada@centromariodionisio.org).

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos. Por esse motivo já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça. Quem lê a conferência deste último autor, «A cultura integral do indivíduo», com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos Gangsters falhados (1958, 106 min.) de Mario Monicelli. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

ZECA – 25 ANOS DEPOIS

Quinta-feira, 23 de Fevereiro, 21h
Academia de Santo Amaro, Lisboa

A Associação José Afonso organiza uma sessão de homenagem a Zeca Afonso, 25 anos após a sua morte. A sessão, que é apresentada por Hélder Costa, conta com a participação do Coro da Achada, entre vários outros músicos e grupos musicais: Carlos Carranca, Coro do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música, Couple Coffee Duo, Grupo de Cavaquinhos da Junta de Freguesia da Charneca da Caparica, Francisco Fanhais, Francisco Naia, Jorge Jordan, Jorge Mendes, José Manuel Ésse, José Manuel Santos e Teresa Bispo, Pedro Branco, Quarteto Sons de Gente, Rogério Charraz, Vítor Sarmento, Zeca Medeiros. A entrada é de 3€.

Mais informações aqui.

ZUMBIDOS E IDENTIDADES HÍBRIDAS

Sábado, 25 de Fevereiro, 15h30

A identibuzz organiza a projecção de dois documentários desenvolvidos nos bairros de São Cristóvão e do Socorro e no bairro de San Francisco (Bilbau), em que a Casa da Achada também colaborou:
Zumbidos da Mouraria: realizado com imagens gravadas pelos participantes no Workshop da Mouraria (30 min.);
Zumbidos da Mouraria e San Francisco: este video é um exercício por parte de Úbiqa que se constrói por um lado como um olhar externo sobre a temática das identidades híbridas nos bairros da Mouraria (Lisboa) e San Francisco (Bilbau), e por outro de documentação do desenvolvimento do próprio projecto identibuzz (56 min.).

Mais sobre os documentários aqui.

LANÇAMENTO/DEBATE
DO LIVRO O PASSADO, MODOS DE USAR

Sábado, 25 de Fevereiro, 18h30

A UNIPOP organiza o lançamento do livro O passado, modos de usar do historiador Enzo Traverso, com a presença do autor, Elisa Silva e Manuel Deniz Silva.

 

26 a 30 de Janeiro: Conversa sobre ‘O processo’ de Kafka; 1ª sessão de ‹‹histórias da História›› sobre a ascensão de Hitler ao poder; oficina de teatro comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O ABC do Amor’ de Woody Allen

23 de Janeiro de 2012

Os próximos dias na Casa da Achada serão bastante preenchidos. De 26 a 30 de Janeiro haverá conversas, leitura, oficina e cinema.

Na quinta-feira, 26 de Janeiro, às 18h, voltamos à nossa série ‹‹Livros das nossas vidas›› – a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio como os da sua predilecção ou que mais o marcaram. Nesta sessão Pedro Rodrigues vem conversar sobre O processo de Franz Kafka.

No dia seguinte, sexta-feira, 27 de Janeiro, às 18h, começa um novo ciclo a que chamamos ‹‹histórias da História››. Vamos conversar sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Nesta 1ª sessão Sebastião Lima Rego fala sobre a ascensão de Hitler ao poder, a 30 de Janeiro de 1933.

No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a última sessão da oficina de Teatro Comunitário, orientada por Amélia Videira (Teatro Umano). Após três sessões muito variadas e muito participadas, desta vez a oficina é sobre a palavra.

Na segunda-feira, 30 de Janeiro, prosseguem os nossos ciclos de leitura e de cinema. À tarde, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Às 21h30, temos a projecção de um filme inserido no ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››. Nesta noite, mostramos O ABC do amor (1972, 88 min.) de Woody Allen. Quem apresenta é Youri Paiva.

 

21 a 23 de Janeiro: Visita guiada à exposição; oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O meu tio’ de Tati

16 de Janeiro de 2012

No sábado, 21 de Janeiro, pelas 16h, acontece uma visita guiada à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››. Desta vez a visita fica a cargo de Rui-Mário Gonçalves, crítico e historiador de arte. Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc. Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

Após a visita guiada, às 18h, Maria Teresa Oliveira apresenta o seu livro de poemas, A minha lua.

No domingo, das 15h30 às 17h30, continua a oficina de Teatro Comunitário, orientada por Rita Wengorovius e pelo Teatro Umano. Depois de se ter feito um estendal de poesia e se ter bebido chá comunitário, esta sessão é com pedras, pessoas palavras: expressão dramÁTICA e jogo. Vamos procurar nas pessoas as pedras para através das palavras lavar a alma pelo jogo teatral.

Logo no início da semana, na segunda-feira, 23 de Janeiro, continuam os nossos ciclos de leitura e de cinema. Às 18h30 prossegue a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

‹‹Sobre o problema que levanto, é talvez cedo para a crítica (a histórica, naturalmente) se poder pronunciar. São hipóteses, são sonhos, que precisam daquela margem muito grande de liberdade que geralmente nos repugna conceder ao crítico.

Falo principalmente para os artistas, que sentirão decerto — e decerto com muito mais acuidade — as mesmas dúvidas e os mesmos desejos de experiência que me inquietam e entusiasmam. E para aquele público que — em vez de avaliara obra pela cotação do mercado ou de exclamar diante de certas obras «Isto também eu fazia» — compreendeu há muito, ou está compreenden­do, que o que se passa nas telas está intimamente rela­cionado com o seu comportamento perante elas, e que é sem dúvida aquele público que se encontra nesta sala.››

Mário Dionísio, Conflito e unidade da arte contemporânea

À noite, pelas 21h30, acontece a 4ª sessão do ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››, com um filme de Jacques Tati: O meu tio (1958, 117 min.). Quem apresenta é João Rodrigues.

 

14 a 16 de Janeiro: Mário Dionísio contado por Mário Dionísio; reunião dos Amigos da Achada; oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Polícias e ladrões’

9 de Janeiro de 2012

No próximo sábado, 14 de Janeiro, pelas 16h, damos início a uma nova rubrica: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta primeira sessão vamos pôr Mário Dionísio a contar-se a si próprio com a leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos, acompanhados por projecção de imagens. Este conjunto de textos e imagens foi já apresentado numa sessão sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros.

Nessa tarde, às 18h, acontece o encontro anual dos Amigos da Casa da Achada. Este encontro serve para ter ideias, críticas, sugestões vindas daqueles que a frequentam ou nela trabalham ou que simplesmente vão seguindo, mesmo de longe, o que se vai fazendo. E que ajudam a manter a casa, até do ponto de vista financeiro.

No domingo, das 15h30 às 17h30, voltamos à oficina de Teatro Comunitário. Nesta 2ª sessão, orientada por Rita Wengorovius e pelo Teatro Umano, vamos fazer um chá comunitário: beber palavras, engolir pontos de exclamação, procurar vírgulas, adoçar frases, ritmar parágrafos, ouvir o que as chávenas nos contam dos seus habitantes, escrever as nossas histórias na toalha, rodeados de hortelã e ervas doces. Tragam uma chávena.

Na segunda-feira, 16 de Janeiro, às 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957) de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, projectamos o segundo filme inserido no ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››. Nesta sessão projectamos Polícias e ladrões (1951, 109 min.) de Mario Monicelli e Sceno. Quem apresenta é Sónia Gabriel.

 

7 a 9 de Janeiro: Itinerários com Jacinto Rego de Almeida; Oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Boudu querido’ de Renoir

2 de Janeiro de 2012

O primeiro fim-de-semana do ano será de actividades várias na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado, 7 de Janeiro, pelas 16h, acontece a 12ª sessão de ‹‹Itinerários›› – uma rubrica onde convidamos alguém com um percurso de vida invulgar que nos conta a sua história. Desta vez é Jacinto Rego de Almeida que nos explica como foi desertar da guerra colonial em Moçambique, sendo oficial da Armada de carreira; o que foi ser exilado, antes do 25 de Abril, em Paris e no Brasil e, depois do 25 de Abril, Conselheiro Económico da Embaixada de Portugal no Brasil; e como se escolhe ser escritor, publicar livros e escrever sobre literatura, vivendo em Alcanhões.

No dia seguinte, domingo, 8 de Janeiro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: Teatro Comunitário. Todos os domingos de Janeiro serão ocupados por esta oficina de teatro, orientada por Rita Wengorovius, pelo Teatro Umano, e outros mais. Nesta primeira sessão vamos fazer um estendal de poesia do bairro: partilhar poemas que os participantes trouxerem, estender ideias e ensaiar formas de dizer e intervir. Tragam um poema de que gostem muito. Para todos a partir dos 10 anos.

Na segunda-feira, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Nessa noite, às 21h30, acontece a 2ª noite de cinema do ciclo ‹‹Rir uma vez por semana››. Projectamos Boudu querido (1932, 85 min.) de Jean Renoir. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

 

Programação: Janeiro de 2012

30 de Dezembro de 2011

 

Mário Dionísio sobre José Dias Coelho

19 de Dezembro de 2011

Faz hoje 50 anos que o pintor José Dias Coelho foi assassinado pela PIDE.

Aqui fica um artigo de Mário Dionísio sobre Dias Coelho, publicado no Diário de Lisboa, em 7 de Janeiro de 1977.

 

15 a 19 de Dezembro: Fim de Semana Diferente; ‘Dr. Jivago’ por João Rodrigues; leitura de Focillon; cinema com ‘Que teria acontecido a Baby Jane’

12 de Dezembro de 2011

O próximo fim de semana na Casa da Achada será diferente – terá vendas e actividades várias -, mas antes disso, na quinta-feira, 15 de Dezembro, às 18h, acontece a 19ª sessão de ‹‹Livros das nossas vidas››. Nesta sessão João Rodrigues vem falar-nos sobre O Doutor Jivago de Boris Pasternak.

Chamamos ‹‹Fim de semana diferente›› a estes três dias, sexta-feira, 16, sábado, 17 e domingo, 18 de Dezembro, porque porque comprar e vender é importante, ao contrário do que costuma acontecer aqui, para angariarmos fundos para podermos continuar sem grandes ‹‹sobressaltos››. Estarão à venda livros, CDs, vinis, e outros objectos, alguns raros ou difíceis de encontrar. Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

  • Programa:Todos os dias:
    Exposição-venda de desenhos e cartoons
    Exposição ‹‹Estrelas de Hollywood››
  • Sábado, 17 de Dezembro:
    16h – Visita guiada
    à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› por Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição.
    17h – Ante-estreia do vídeo de André Spencer, Entre sons, palavras e cores, sobre Mário Dionísio e a Casa da Achada.
    18h – Canções cantadas pelo Coro da Achada
  • Domingo, 18 de Dezembro:
    16h – Oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço – 3››. De sacos de plástico fazer tapetes.

Os horários no sábado e no domingo também serão diferentes: abrimos às 11h e fechamos as portas às 20h.

Na segunda-feira, 19 de Dezembro, pelas 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Manuela Torres que lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o 5.º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: ‹‹As formas no tempo››.

À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: Que teria acontecido a Baby Jane (1962, 134 min.) de Robert Aldrich, com Bette Davis e Joan Crawford. Quem apresenta o filme é Amarante Abramovici.

 

 

A Casa da Achada em Alhos Vedros

11 de Dezembro de 2011

No passado 6 de Dezembro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio viajou até Alhos Vedros, a convite do CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Depois de um convívio na Casa Amarela, sede do CACAV, seguimos para o Moinho de Maré, onde iria decorrer a sessão ‹‹Mário Dionísio – Dedicatória››. A sessão começou com a leitura a várias vozes de textos de Mário Dionísio, na sua maioria retirados da Autobiografia (1987), com projecção de fotografias, pinturas e documentos.

‹‹Caminhamos para onde? Para a destruição total, aqui e no Planeta inteiro? Ou, computadorizadamente, para um mundo inteiramente novo (novas linguagens, novos sentimentos) que não posso, e isso me desespera, prever sequer como será?

Desprezível, entretanto, me parece o sorriso fe­liz dos que, no meio da tempestade e das matas em chamas, fingem não dar por elas. Há os que igno­ram (a fome, a poluição, a droga, a sida, o trabalho de menores à vista de toda a gente, a subversão da democracia democraticamente feita por dentro em nome dela, a agressividade, a ameaça nuclear), há os que simulam ignorar. Em qualquer dos casos: desprezível. Nisto insisto. É preciso insistir. Um antiquíssimo espelho põe-se-me na frente: É preci­so? Essa é boa! É preciso? Ou serás mesmo incu­rável?

E, no entanto, tímidas esperanças se aproximam (sou incurável, sim, não deixarei de sê-lo!): certos aspectos do poder local, um alegre formigar de ac­tividades culturais de jovens que se alarga, de den­tro, por esse país fora e que era impossível antes, não esquecer: e que era impossível antes.››

Após a leitura, foi a vez do Coro da Achada cantar várias canções do seu reportório, entre as quais algumas com letra de Mário Dionísio.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020