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Arquivo para a categoria ‘Leitura Furiosa’

 

Leitura Furiosa 2016

20 de Junho de 2016

A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, estão zangados com a leitura – crianças e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, portugueses e estrangeiros.

Podem ler os textos feitos em Lisboa:

E uma excepção, fora de Lisboa, por motivo de férias da escritora:

  • «A Bica do Povo» de Filomena Marona Beja com um grupo da Bica do Povo, em Caldas de Arêgos, ilustrado por Pierre Pratt.

A sessão pública, no dia 12 de Junho, contou a leitura de textos de Lisboa, Caldas de Arêgos, Porto e Amiens pelos actores Andresa Soares, Bruno Humberto, F Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Cabral e Sofia Ortolá. Fotografias da sessão por David Lopes.

 

 

Leitura Furiosa duma cidade

8 de Junho de 2016

LF2016

A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, estão zangados com a leitura – crianças e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, portugueses e estrangeiros.

A Leitura Furiosa é um acontecimento especial que acontece anualmente há vários anos em Lisboa e, ao mesmo tempo, noutras cidades. Uma dela é Amiens, em França, onde nasceu.

Para a Associação Cardan, de Amiens, que imaginou a Leitura Furiosa e a trouxe até Lisboa, e para a Casa da Achada o saber deve ser acessível àqueles que dele normalmente são excluídos, o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade e a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que habitualmente não a praticam ou pouco se ocupam dela. Por aí passa uma outra integração na sociedade daqueles que vivem com mais dificuldades e problemas vários que os afastam dessa cultura. Que pode ser menos aborrecida do que às vezes parece.

A Leitura Furiosa dura três dias. É um momento especial: quem é (ou que a vida tornou) zangado com a leitura, a escrita (e até o mundo) encontra-se com escritores! É um momento único que permite a um não-leitor aproximar-se da magia da escrita, por intermédio de uma pessoa que escreve literatura. Cada um faz ouvir a sua voz e até pode seguir depois um novo caminho, ao descobrir pessoas, coisas, frases, palavras que têm a ver com a sua vida e podem fazer pensar. Em si e nos outros. E na cidade, como propomos este ano na Casa da Achada, por estarmos no ciclo «Estas cidades»: Leitura Furiosa de uma cidade.

Alguns pequenos grupos de gente zangada com a leitura (entre 4 e 6 pessoas) convivem durante um dia (sexta-feira 10 de Junho), com um escritor, convidando-o para um passeio pelo bairro onde se encontram e conversando, de pé ou sentados. Pelo caminho, almoçam. E continuam a conversar.

À noite, o escritor escreverá em casa um pequeno texto, a partir do encontro, que oferecerá ao grupo com quem esteve, quando, no dia seguinte (sábado 11 de Junho), voltarem a encontrar-se, desta vez na Casa da Achada. Lê-se o texto, fala-se do texto, muda-se o texto. E os textos dos vários grupos são ilustrados por desenhadores convidados, à vista de toda a gente.
Depois do almoço, em que zangados com a leitura, escritores e ilustradores se reúnem, todos os grupos visitarão, com o seu escritor, a Casa da Achada e a sua biblioteca e a exposição «Lisboa acima Lisboa abaixo / Lisbonne, lecture d’une ville».

No domingo (12 de Junho, às 15h), os textos são tornados públicos (os que vêm de França são traduzidos para português) numa sessão de leitura em voz alta feita por actore. Será distribuída uma brochura ilustrada, com os textos escritos nas várias cidades, onde cada um, de uma maneira ou de outra, estará: mesmo quem está zangado com a leitura pode entrar, querendo ou não querendo, na literatura que os leitores costumam ler e que os zangados com ela poderão ler também.

Em Lisboa, os escritores João Paulo Esteves da Silva, Miguel Cardoso, Miguel Castro Caldas e Nuno Milagre encontram-se com grupos de pessoas da Associação Espaço Mundo, do Centro Social de São Bento, do Conselho Português para os Refugiados e da Escola n.º 10 do Castelo e escrevem textos que serão ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Marta Caldas, Nadine Rodrigues, Pierre Pratt e Zé d’Almeida e lidos por Andresa Soares, Bruno Humberto, F. Pedro Oliveira, João Cabral, Sofia Ortolá e outros.

E mais tarde nascerá disto tudo um livro, de dezenas de grupos, de escritores e ilustradores que às mesmas horas falaram, ouviram, contaram, perguntaram, responderam, leram, desenharam, em várias partes do país e do mundo. Coisas iguais e coisas diferentes.

 

LEITURA FURIOSA 2015 – domingo, 24 de Maio

1 de Junho de 2015

Nos dias 22, 23 e 24 de Maio aconteceu a Leitura Furiosa em Lisboa, Porto, Beja e Amiens.

Na sexta-feira, 23, os escritores Filomena Marona Beja, João Paulo Esteves da Silva, José Mário Silva, Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas encontraram-se com os grupos de pessoas do Centro de Apoio Social de S. Bento, Conselho Português para os Refugiados, Escola do Castelo, Escola Gil Vicente e Serviço Jesuíta aos Refugiados e escreveram os textos que foram discutidos no sábado, dia 24. Nesse mesmo dia esses textos foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Marta Caldas, Nadine Rodrigues, Pierre Pratt e Zé d’Almeida. Podem ver aqui fotografias deste dia e ouvir aqui a entrevista de Luís Caetano a Diana Dionísio e Luiz Rosas sobre a Leitura Furiosa, no programa «Ronda da noite» na Antena 2.

No domingo foi a sessão pública, onde os textos de Lisboa, Porto, Beja e Amiens foram lidos e cantados por Antonino Solmer, Diogo Dória, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Caldas, Luís Lucas, Mariana Nunes, Nuno Moura, Pedro Rodrigues e Sofia Ortolá. Foi editada uma brochura que pode ser descarregada aqui.

 

LEITURA FURIOSA 2015 – sábado, 23 de Maio

23 de Maio de 2015

Na sexta-feira, os escritores Filomena Marona Beja, João Paulo Esteves da Silva, José Mário Silva, Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas encontraram-se com os grupos de pessoas do Centro de Apoio Social de S. Bento, Conselho Português para os Refugiados, Escola do Castelo, Escola Gil Vicente e Serviço Jesuíta aos Refugiados e escreveram os textos que foram discutidos no sábado. Nesse mesmo dia esses textos foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Marta Caldas, Nadine Rodrigues, Pierre Pratt e Zé d’Almeida.

Na sessão de domingo, os textos de Lisboa, Porto, Beja e Amiens serão lidos e cantados por Antonino Solmer, Diogo Dória, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Caldas, Luís Lucas, Nuno Moura, Pedro Rodrigues e Sofia Ortolá.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017