Arquivo para a categoria ‘Feira da Achada’

 

Notícia: La llibertat passa per la Mouraria

25 de Julho de 2010

Casa da Achada - dBalears

Foi publicado um artigo sobre a Feira da Achada no jornal catalão Diari de Balears. Deixamos aqui o texto:

«Els carrers són estrets, petits, molt sovint estan amagats i costen de trobar, com si amb aquestes trampes els habitants volguessin preservar-ne la intimitat, el secret dels llocs ombrívols de la ciutat en aquests dies de canícula que està fent estralls sobre cossos, flors, geranis, rosers, ànimes. La Mouraria ja ho té això, sap resguardar-se sovint dels ulls cruels i massa carnívors dels turistes que han convertit determinats carrers de l’Alfama en un parc temàtic que genera diners però que en molts de casos ha perdut autenticitat. A la Mouraria, el més enigmàtic dels barris històrics de Lisboa, encara es poden trobar vestigis de puresa, un carrer amagat, unes plantes al mig d’unes escales, unes dones a la fresca que conversen, adolescents que criden amb veus agudes altres adolescents perquè surtin, les finestres estan obertes captant les fresques que davallen pel pendís del castell fins a perdre’s en la plana deserta de Martin Moniz o en els barris foscos d’Intendente. A la Mouraria la vida és el renou del vent en passar pel mig d’un llençol blanc estès a la façana sense rastres ja de nits passades, només olor de suavitzant i sabó escampada per l’aire.

Aquests són els territoris, els vorals, on es troba la Casa da Achada, en el Largo da Achada, una placeta que té fins i tot una espècie de minúscul amfiteatre on permetre els espectacles com el del cant del Coro da Achada del passat 10 de juliol. Ara anirem a aquest conjunt de veus que proclamen la revolució sempre necessària, però entrem primer a la casa, gran, espaiosa, una gran nau que comunica amb un petit pati i on els llibres i l’art presideixen aquesta sala. La Casa da Achada és el centre Mário Dionísio i està destinada a difondre l’obra i el llegat d’aquest poeta pintor o d’aquest pintor poeta, tant li fa l’ordre dels factors, perquè si s’alteren els productes segur que és perquè sorgeixi una nova màgia plàstica i textual. Mário Dionísio va néixer el 1916 al barri d’Anjos i va morir el 1993 i la seva trajectòria literària, periodística i pictòrica és de les que valen la pena, amb una primera introducció a la qual es pot arribar a través d’aquesta pàgina del mateix centre: http://www.centromariodionisio.org/biografia_mariodionisio.php. El 2008 va començar el miracle de la creació de l’associació i del centre que han de servir per difondre la seva obra i posar-la a l’abast dels historiadors i investigadors. I així, des del bell centre de la Mouraria, des d’un dels indrets més locals del món, més estretament arrelats a una realitat física, arribar al món a través de l’art i les paraules.

El món, les paraules, la música. Les veus que són una veu. Una veu que són les veus i que duen les paraules al món, tal volta per canviar el món, com a mínim per alterar que aquest món no és l’únic món possible. El Coro da Achada és això, és la veu de la consciència. Subvertiu tots els conceptes que tengueu al cap sobre una coral. Cap d’ells serveix per definir aquesta nova proposta, aquesta creació, excepte que fan música amb la veu. El Coro da Acahada va sorgir amb la idea de cantar alguns dels poemes de Mário Dionísio. I els canten i molt bé, però s’ha convertit a més a més en una gran família que canta la revolució o les revolucions. En el seu repertori hi ha peces en portuguès, en espanyol, en francès, en anglès, en italià. I des del 10 de juliol en català. 10 de juliol. Cal no oblidar la data. En una plaça de Lisboa, al bell cor de la Mouraria, unes dues-centes persones estaven veient un grup humà de les procedències geogràfiques més diverses i de les edats més variades cantar una cançó en català per primera vegada. Era L’estaca, de Lluís Llach. Mentre 1,5 milions de persones es manifestaven al carrer per reclamar la llibertat de Catalunya, a Lisboa ens incitaven a estirar fort, tots junts, perquè així segur que tomba, tomba, tomba i ens podrem alliberar. El Coro da Achada és això. És la constatació que encara hi ha molt per fer i que tot és possible.»

Aqui o artigo em PDF para download.

 

Como foi a Feira da Achada

22 de Julho de 2010

Feira da Achada Feira da Achada

A Feira da Achada realizou-se no passado 10 de Julho. Passaram por cá muitas pessoas para ver o que havia na feira, levaram livros, discos e objectos antigos (e outros menos antigos).

Feira da Achada - Visita Guiada Feira da Achada - Direis que não é poesia

Durante a Feira houve uma visita guiada à exposição «50 anos de pintura e de desenho» de Mário Dionísio e outros artistas com Eduarda Dionísio; e a 2ª sessão de «Direis que não é poesia» com Elisabete Piecho, que pôs toda a gente a reconstruir e a ler poemas de Mário Dionísio.

Feira da Achada - Coro da Achada Feira da Achada - Coro da Achada

No fim da Feira cantou o Coro da Achada.

Podem ver as restantes fotografias da Feira da Achada aqui:

 

Já está a decorrer a Feira da Achada

10 de Julho de 2010

DSC_0002 Feira da Achada

Começou hoje, às 10h, a II Feira da Achada. Podem cá encontrar livros, discos e outras coisas várias. Há comidas e bebidas e ainda outras coisas para se fazer. Às 16h haverá uma visita guiada à exposição da Casa da Achada por Eduarda Dionísio, às 17:30h será a 2ª sessão de Direis que não é poesia com Elisabete Piecho. Cá estaremos até às 19h, hora em que canta o Coro da Achada.

Feira da Achada

 

II Feira da Achada

5 de Julho de 2010

Enquanto decorre a participada projecção de Citizen Kane ao ar livre, na Rua da Achada, aproveitamos para anunciar que no próximo sábado, dia 10 de Julho, irá decorrer a II Feira da Achada, das 10h às 19h.

A Feira da Achada tem como principal objectivo a angariação de fundos para a manutenção da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e das suas actividades. Terá várias bancas de discos, livros, objectos com marca de tempo, comidas e bebidas. À tarde, pelas 16h irá haver uma visita guiada à exposição de pintura e de desenho por Eduarda Dionísio; às 17:30h a segunda sessão de Direis que não é poesia com Elisabete Piecho. O Coro da Achada canta no encerramento da feira, às 19h no Largo da Achada.

Cartaz II Feira

 

Programação de Julho

28 de Junho de 2010

Calendário Julho

 

Como foi a primeira feira da Achada

14 de Julho de 2009

As vendas desta feira

Passou muita gente pela Primeira Feira da Achada. Gente simpática que mora por ali. Fundadores, colaboradores e amigos do Centro Mário Dionísio, e alguns deles moram longe. Curiosos. Turistas em rota para o Castelo. Até passou o Presidente da Câmara de Lisboa, a Presidente da Junta de Freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço e acompanhantes seus.

O Largo da Achada animou-se de uma maneira bastante especial durante uma manhã e uma tarde de Julho.

banca livros

edições MD

Venderam-se livros, discos, objectos datados e obras de arte. Tudo oferecido à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para angariar fundos, a pensar sobretudo na sua abertura em 29 de Setembro. Que os apoios não são muitos…

dadores

quadros

Houve jogos a funcionar: matraquilhos, jogo do burro, damas, xadrez e cartas, debaixo da grande árvore que resta no largo. O Coro Dissonante ensaiou à vista de quem por lá andava.

jogo do burro

Coro na FEIRA DA ACHADA

Fizeram-se pins e aprendeu-se com quem sabe fazer como se fazem, desenhando primeiro. Houve fotos à la minute. Pintou-se uma figura dum mural de Mário Dionísio num muro sujo e abandonado do Largo.

pins

cantor buraco

stencil

E quem quis comeu e bebeu. Conversou. Soube que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está em construção e abrirá ao público em finais de Setembro.

morada net

 

Feira da Achada

5 de Julho de 2009

Na sequência do Leilão d’Arte de Novembro de 2008 (ver http://leilaodartecmd.blogspot.com/), realiza-se no dia 11 de Julho próximo a primeira Feira da Achada, no Largo da Achada, um largo lisboeta que nem todos conhecem e que merece ser visitado. Fica atrás da Igreja de S. Cristóvão, a uns passos da Rua da Madalena e do ex-mercado do Chão do Loureiro, na encosta do Castelo.  (ver localização)

O produto das vendas destina-se à Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, em fase de instalação, cuja sede aí se situa e que é quem organiza esta Feira.
É uma feira de obras de arte, de edições difíceis de encontrar e de velharias.
As obras de arte – serigrafias, desenhos e pinturas – foram quase todas oferecidas pelos seus autores à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para angariação de fundos. Estarão à venda neste dia obras de Ângelo de Sousa, Armando Alves, Carlos Calvet, Emerenciano, Eurico Gonçalves, Henrique Ruivo, João Vieira, Júlio Resende, Nikias Skapinakis, Raul Perez, Teresa Magalhães, entre outros. Os preços vão de 200 € a 3 600 €.
Também estarão à venda gravuras de Manuel Ribeiro de Pavia.
As edições e as velharias são igualmente ofertas de fundadores, colaboradores e amigos do Centro Mário Dionísio.
Durante a Feira, haverá música ao vivo, jogos (do burro ao dominó), fabricos (da fotografia aos pins), iniciação ao vídeo para os mais pequenos, comes e bebes e também uma banca de troca de brinquedos.

cartazFeiraAchada1

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009