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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

11 a 13 de Novembro

11 de Novembro de 2013

CARTAZ SEGUNDA 11 NOVEMBRO 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
O amor da pintura
de Claude Roy

Segunda-feira, 11 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Carla Mota continua a leitura comentada, com projecção de imagens, do capítulo sobre Lurçat na obra O amor da pintura de Claude Roy.

CICLO DE CINEMA
VIVENDO E APRENDENDO
O despertar de Clarence Brown
Segunda-feira, 11 de Novembro, 21h30

Na segunda-feira continua o ciclo de cinema «Vivendo e aprendendo», onde as aprendizagens, o ensino e a escola estão representadas. Nesta sessão projectamos O despertar (1946, 128 min.) de Clarence Brown. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

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IMAGENS DA REVOLUÇÃO – ANOS 20 E 30
Ciclo de cinema
Quarta-feira, 13 de Novembro, 18h
Organização: Grupo de Trabalho do Instituto de História Contemporânea (FCSH-UNL)

Tema: Depressão de 1929
Misère au borinage
(1934)
de Joris Ivens
apresentação por Giulia Strippoli

 

Oficina de Novembro

7 de Novembro de 2013

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Todas as quartas-feiras de Novembro

4 de Novembro de 2013

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3 e 4 de Novembro

3 de Novembro de 2013

Oficina Nov 13

DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS – 2
Oficina
Domingo, 3 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegarmos à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CARTAZ SEGUNDA 4 NOVEMBRO 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
O amor da pintura de Claude Roy
Segunda-feira, 4 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Novembro continuamos a leitura, com projecção de imagens, de O amor da pintura de Claude Roy. Nesta sessão, José Smith Vargas lê o capítulo sobre Daumier.

CICLO DE CINEMA
VIVENDO E APRENDENDO
Segunda-feira, 4 de Novembro, 21h30

Na segunda-feira continua o ciclo de cinema «Vivendo e aprendendo», onde as aprendizagens, o ensino e a escola estão representadas. Nesta sessão projectamos Zero em comportamento (1933, 41 min.) de Jean Vigo e Um passo, outro passo e depois… (1989, 58 min.) de Manuel Mozos. Quem apresenta é Manuel Mozos.

 

28 a 30 de Outubro

27 de Outubro de 2013

Colóquio Cardan

PENSAMENTOS E ACHADOS NA ACHADA – 2
Colóquio popular
Segunda-feira, dia 28, a quarta-feira, 30 de Outubro
das 14h às 18h
Organização: Casa da Achada e Associação Cardan (Amiens, França)

Programa:
28 de Outubro – A mobilidade e a cidadania;
29 de Outubro – O emprego e as aprendizagens;
30 de Outubro – A oferta cultural e a «recherche-action» (pesquisa-acção).

Realiza-se na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio um 2º colóquio popular, cuja iniciativa pertence à Associação Cardan de Amiens. Chama-se, como o anterior, «Pensamentos & Achados na Achada» e acontece nos dias 28, 29 e 30 de Outubro.

Vêm a Lisboa cerca de 30 franceses, grande parte deles com pouca formação escolar e desempregados, que a Associação Cardan empregou durante 6 meses como «pensadores», para investigarem, reflectirem e fazerem propostas sobre temas que lhes dizem respeito, dentro do projecto «Investigação-Acção». Querem saber o que se passa noutros lugares e trocar ideias com pessoas de outro país. Foram convidados a participar neste colóquio pessoas de cá em situação semelhante e gente vária especializada nestas matérias.

O colóquio é público. Convidamos quem esteja interessado a aparecer nos plenários, que se realizam das 14h às 18h na segunda, terça e quarta-feira. Para trocar informações e fazer nascer ideias.

CARTAZ 28 OUTUBRO 13

CICLO DE CINEMA
VIVENDO E APRENDENDO
As crianças de Duras
Segunda-feira, 28 de Outubro, 21h30

Na segunda-feira continua o ciclo de cinema «Vivendo e aprendendo», onde as aprendizagens, o ensino e a escola estão representadas. Nesta sessão projectamos As crianças (Les enfants, 1985, 94 min.) de Marguerite Duras. Quem apresenta é Regina Guimarães.

As sessões de leitura do ciclo «A Paleta e o Mundo III» voltarão na próxima semana, nesta segunda-feira estamos ocupados com o colóquio.

 

 

20 de Outubro

17 de Outubro de 2013

EXPO MD 50 anos pintura

EXPOSIÇÃO: MÁRIO DIONÍSIO – 50 ANOS DE PINTURA
Inauguração: Domingo, 20 de Outubro, 17h

Trata-se de uma exposição de dezenas de obras de Mário Dionísio que mostra o seu percurso como pintor, de 1943 (primeiras pinturas) a 1993 (data da sua morte).
Mário Dionísio foi pintor figurativo nos anos 40 e 50 e pintor abstracto a partir de 1963.
Tendo participado em diversas exposições colectivas, nomeadamente nas Exposições Gerais de Artes Plásticas, na Sociedade Nacional de Belas Artes, nos anos 40-50, foi aos 73 anos que aceitou realizar, na Galeria Nasoni, a sua primeira exposição individual.
Muitas das suas obras são ainda desconhecidas, nomeadamente as primeiras, anteriores às EGAPs (1943-1946), que pela primeira vez figuram numa exposição.

Na quinta-feira, 24 de Outubro, pelas 18h, acontece uma visita guiada por Eduarda Dionísio.

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e aproveitamos este dia para falar sobre um amigo de Mário Dionísio:
BENTO DE JESUS CARAÇA
Domingo, 20 de Outubro, 18h

Nesta 11ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Bento de Jesus Caraça com António Pedro Pita e João Caraça. E acompanhamos a conversa com uma pequena exposição documental.

«Ser-me-ia impossível esquecer ou calar o estímulo que para mim representou o interesse, nunca paternalista mas sempre discreto e fraternal, de Caraça pelos meus incipientes trabalhos ou pela simples intenção de fazê-los. Mais que isso: a insistência amiga em que os fizesse. Não por serem meus, é evidente. Só por serem de mais um, onde eram precisos tantos na mesma batalha.»
Mário Dionísio

mas não é por este motivo que não temos oficina:
OFICINA DE GRAVURA
Domingo, 20 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Neste mês vamos, com Carla Mota, aprender a fazer gravura.

Para todos a partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

 

4º ANIVERSÁRIO DA CASA DA ACHADA

26 de Setembro de 2013

Apresentação 1

No dia 29 de Setembro faz 4 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu as portas a toda a gente, e faz 5 anos que se formou como associação. É um dia como os outros, mas também um dia especial, e por isso será um dia – e uma semana! – preenchido com coisas novas para ver, ler e ouvir.

PROGRAMA:
DOM. 29 SET. 16H

Obras de arte em leilão – Inauguração da exposição das obras que estarão em leilão (pintura, desenho, gravura, cerâmica e fotografia do século XX e XXI). Catálogo disponível aqui.
Ficha 7 – Lançamento do boletim da Casa da Achada.
Coro da Achada – O Coro da Achada nasceu antes da abertura ao público da Casa da Achada. Ensaia semanalmente e tem actuado um pouco por todo o lado, incluindo no estrangeiro. Tem inventado canções. Preparou para este aniversário «Como uma seta de fogo disparada na noite».

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SEG. 30 SET. 18H30
A Paleta e o Mundo III – Início da leitura comentada, com projecção de imagens, de O amor da pintura de Claude Roy por Manuela Torres.

SEG. 30 SET. 21H30
Férias na Achada – Cinema ao ar livre com Sophia de Mello Breyner Andresen de João César Monteiro e Passeio ao campo de Jean Renoir.

Kantata

TER. 1 OUT. 18H30 – TEATRO SÃO LUIZ
Kantata de Algibeira – Não é uma cantata nem uma opereta, nem uma ópera dos pobres. É um coro falado de gente variada, são vozes e sons que andam pelas ruas de Lisboa, pelos centros sociais, pelos recolhimentos, por ATLs, por escolas, pelo Coro da Achada. Ponto de partida: um texto de Regina Guimarães sobre o dinheiro, com música de João Paulo Esteves da Silva. Três meses de trabalho com Margarida Guia, acompanhada por F. Pedro Oliveira, e muitos mais. O dia da música será assinalado com este espectáculo no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz, em Lisboa.

QUA. 2 OUT. 16H
— O arquivo de Mário Dionísio
– É um arquivo vivo. Há informações que só aqui se encontram. Do seu conhecimento podem nascer ideias de trabalhos. Como procurar e encontrar o que se quer ou o que não se sabe. Uma conversa para estudantes de literatura, de artes visuais, de educação, professores e curiosos. Com a participação de quem está a trabalhar no arquivo e de quem o tem utilizado.

QUA. 2 OUT. 18H
— Mediateca da Achada
– Além de livros poder-se-ão agora requisitar e levar para casa CDs e DVDs. Começaremos pelos filmes que foram constituindo os ciclos de cinema da Casa da Achada. E continuaremos.

QUI. 3 OUT. 18H
— O público e o privado – Não é um colóquio nem um debate. É um tema que nos aflige e tem a ver com as nossas vidas, a política, a economia, as artes, o ensino. Uns perguntam, outros respondem. Pensar primeiro em perguntas, depois em respostas. E juntaremos tudo, para começar.

SEX. 4 OUT. 18H30LARGO DA ACHADA
Kantata de Algibeira – Nova apresentação que não será repetição.

SAB. 5 OUT. 16H
— Leilão d’arte
– Dezenas de obras oferecidas pelos autores e por outros à Casa da Achada serão leiloadas neste dia, estando em exposição a partir de 29 de Setembro. É uma forma de mostrar obras de arte que nem toda a gente conhece e tentar garantir a sobrevivência da Casa da Achada. O catálogo estará brevemente disponível. Consultar aqui o catálogo.

 

14 a 16 de Setembro

12 de Setembro de 2013

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CASCAIS, UM LUGAR DE MÁRIO DIONÍSIO
Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais
Sabado, 14 de Setembro, 16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», recebemos Paula Oleiro que nos vem falar sobre a relação de Mário Dionísio com Cascais.

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VOZES QUE O VENTO NÃO LEVARÁ
Oficina
Domingo, 15 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina continuamos, com Margarida Guia, a falar em voz bem alta, falar em voz bem baixa para toda gente ouvir e entender o que se diz e o que se quer dizer.

Para todos a partir dos 6 anos.

CARTAZ SEGUNDA 16 SETEMBRO 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Iniciação estética de Cochofel
Segunda-feira, 16 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Eduarda Dionísio lê e comenta, com projecção de imagens, o capítulo IV de Iniciação estética de João José Cochofel.

«Diante de um quadro, ao escutarmos um trecho musical, quando lemos um livro ou nos alheamos na simples contemplação de uma paisagem, se embora de um modo obscuro pressentimos que tais exercícios vieram, eficazmente, convincentemente, acrescentar algo de novo, de inesperado, de estimulante, à nossa experiência da vida, se alvoroçadamente descobrimos no nosso íntimo que vieram alargar ao mesmo tempo as nossas faculdades de sentir e de compreender, é à palavra belo que recorremos para classificar o objecto que de tão singular maneira se impôs à nossa atenção. Um objecto do qual nada esperávamos que servisse o nosso conhecimento do mundo ou ajudasse a resolver as nossas mais instantes dificuldades quotidianas, cujo valor útil e prático ignorávamos, e que no entanto ali nos retém presos nas invisíveis malhas que todavia o ligam à condição humana de conhecer e agir.»
José João Cochofel, na introdução de Iniciação estética

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
FÉRIAS NA ACHADA
O verão de Kikurijo de Takeshi Kitano
Segunda-feira, 16 de Setembro, 21h30

Nesta segunda-feira projectamos, ao ar livre, O verão de Kikurijo (1999, 121 min.) de Takeshi Kitano. Quem apresenta é Paulo Guilherme.

 

Urbano Tavares Rodrigues

9 de Agosto de 2013

Morreu hoje Urbano Tavares Rodrigues, um dos fundadores da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

É com muita tristeza que o dizemos.

No dia 29 de Setembro de 2009, primeiro dia de abertura da Casa da Achada ao público, na impossibilidade de aqui se deslocar, Urbano Tavares Rodrigues enviou o seguinte texto, que foi lido na sessão:

«Quanto saiu o meu romance Os Insubmissos, que teve excelente recepção nas páginas literárias, uma crítica entusiástica do Piteira Santos e os enxovalhos habituais da direita, o Mário Dionísio fez-me algumas reservas e, quando nos encontrámos, amigavelmente disse-me:
– Urbano, as personagens do seu livro são muito generosas. Os homens não são assim.
Depois, batendo-me nas costas, acrescentou:
– Mas talvez seja bom sonhar.»

 

Solidariedade com a Livraria Sá da Costa

19 de Julho de 2013

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A Casa da Achada-Centro Mário Dionísio convida fundadores, colaboradores, amigos e frequentadores a estarem presentes amanhã, sábado 20 de Julho, às 21h, na Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, ao Chiado, metro Baixa-Chiado), mandada encerrar pelo Tribunal de Comércio de Lisboa, depois de 100 anos de funcionamento.

Será lançado o «Manifesto contra o desastroso encerramento das livrarias de Lisboa no centenário da Livraria Sá da Costa».

 

Como foi o 25 de Abril na Casa da Achada

2 de Maio de 2013

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O 25 de Abril foi bem passado na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Ao fim da tarde, depois do fim do desfile, onde o Coro da Achada também cantou, abrimos as portas para inaugurar a exposição «José Júlio – pintura e gravura». Eduarda Dionísio foi quem falou primeiro, para dar as boas-vindas a toda a gente, que era muita; Rui-Mário Gonçalves falou da obra do pintor e das sessões que seguirão nos próximos meses sobre a sua vida e obra; João Carlos Andrade dos Santos, filho de José Júlio, referiu a diversidade das suas áreas de intervenção. A exposição, com cerca de 30 obras, constitui uma homenagem a um grande pintor português, infelizmente bastante esquecido, amigo de Mário Dionísio e sobre o qual este escreveu vários textos, chamando a atenção para a importância e originalidade da sua obra.

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Depois destas intervenções em torno da exposição, o Coro da Achada cantou várias canções, mais antigas e mais recentes, sobre poemas de Mário Dionísio e de outros, e em várias línguas. Abriram-se então as portas do jardim para as pessoas comerem e beberem, conviverem e cantarem, debaixo da nespereira.

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Mas não foi só – e não foi pouco! – neste dia que aconteceram coisas na Casa da Achada. Durante as oficinas deste mês, «O 25 de Abril que tenho na cabeça», construímos 15 grandes amigos de papel e arame, que o Coro da Achada colocou em casa esquina do bairro, na noite de 24 para 25, enquanto ensaiava pelas ruas.

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No sábado recebemos o militar de Abril Carlos Matos Gomes para conversar sobre os derrotados no 25 de Abril. E no domingo fomos fotografar os amigos que ainda estavam nas esquinas, resistentes ao vento.

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27 de Abril: leitura de ‘Modos de ver’ de John Berger; cinema com ‘O Tónio e a Toninhas’ de Jacques Becker

28 de Abril de 2013

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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 29 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O Tónio e a Toninhas de Jacques Becker
Segunda-feira, 29 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos O Tónio e a Toninhas (Antoine et Antoinette, 1947, 127 min.) de Jacques Becker. Quem apresenta é Filomena Marona Beja.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

 

‘Bichos, bichinhos e bicharocos’ na Escola do Castelo

23 de Fevereiro de 2013

A turma do 2º ano da professora Ariana, da Escola n.º 10 do Castelo, em colaboração com a Casa da Achada e com a Biblioteca do Castelo pela mão da professora Teresa Aurora, tem andado à volta do livro Bichos, bichinhos e bicharocos de Sidónio Muralha, ilustrado por Júlio Pomar. Podem saber mais aqui!

As crianças da turma têm ensaiado com Pedro Rodrigues e Susana Baeta as canções de Francine Benoit a partir dos textos do livrinho, e fizeram vários desenhos dos bichos, bichinhos e bicharocos, até construíram um cão em madeira. E se o papagaio é como muitas pessoas, como são as pessoas? Os meninos e meninas respondem.

A exposição dos desenhos foi inaugurada na quarta-feira, na Biblioteca da Escola do Castelo, onde Eduarda Dionísio leu o seu texto sobre o livro.

Queridos meninos da Escola do Castelo,

O sapo sapinho doutor, o papagaio que faz banzé, o grilo da perna torta, a menina da estrelinha miudinha a luzir, e mais uns quantos que vocês agora conhecem, ficaram meus amigos para toda a vida. E trago-os muitas vezes dentro da cabeça, mesmo quando não dou muito por isso. E outras vezes aparecem-me uns versos do Sidónio Muralha na ponta da língua. E os desenhos do Pomar na ponta das pestanas. E foi há tantos, tantos anos que fiz estes amigos. E muitos outros meninos também.

Tive a sorte que nem todos tiveram de conhecer quem escreveu, quem desenhou e quem inventou as músicas que estão neste livro. A Francine Benoit ainda me ensinou um bocadinho de piano… Vejam lá…

Quando a minha filha já lia, passei-lhe o livro e aconteceu-lhe, parece-me, uma coisa parecida. Até lhe comprei uma nova edição, acabada de sair – mas infelizmente muito mais feia – a ver se não se estragava ainda mais o belíssimo livro com que eu tinha andado para trás e para diante, e que até tem uma dedicatória do Sidónio Muralha e do Júlio Pomar …

Um livro cheio de verdes, vermelhos, azuis e amarelos e traços do Pomar que não coincidem com as cores – e era a isso que eu achava graça. E ainda acho. Vejam lá…

Lembro-me muito mais do livro, que me foi acompanhando, do que do Sidónio Muralha, que o escreveu, e que depois escreveu muitos outros livros para crianças. Eu era muito pequena quando ele foi para fora de Portugal – primeiro para África, depois para o Brasil, onde passou a viver e onde morreu. Só cá vinha às vezes.

O Sidónio Muralha saiu de cá porque não conseguia viver e escrever num país sem liberdade, como foi esta nossa terra até ao 25 de Abril de 1974. Eram perseguidos e mesmo presos aqueles que queriam que o mundo fosse de outra maneira e faziam coisas para isso acontecer.

Foi por quererem um mundo em que todos pudessem dizer o que pensavam e onde não houvesse pobres e ricos – os pobres a sofrerem e os ricos de perna estendida – que Mário Dionísio, o meu pai, e Sidónio Muralha (e muitos outros, como o Pomar e a Francine) se tornaram amigos para a vida inteira e fizeram coisas juntos.

Por exemplo, ainda antes de eu ter nascido, no sítio onde hoje é a Casa do Alentejo, ali em baixo, Mário Dionísio com muitos amigos (o Sidónio Muralha e a Francine Benoit estavam neste grupo), organizaram uma série de sessões sobre assuntos a que nem toda a gente ligava e de que as pessoas sabiam pouco, para elas ficarem a saber mais (arte, literatura, música, pintura…). Pois olhem, fez-se a primeira e a segunda foi interrompida pela polícia. E não pôde haver mais. E as pessoas ficaram sem saber o que podiam ter aprendido.

Alguns deles eram poetas. Também isso juntava Mário Dionísio a Sidónio Muralha. Muito novos ainda, pouco tempo antes dessas sessões na Casa do Alentejo, publicaram quase ao mesmo tempo, os seus segundos livros de poemas numa mesma colecção chamada «Novo Cancioneiro» que juntou muitos mais poetas além deles. Todos queriam escrever de uma maneira nova, para mais gente do que aqueles que costumavam de ler, e falar nos seus versos de coisas que então apareciam pouco na poesia.

«Poemas» chama-se o livro de Mário Dionísio que saiu nesta colecção, quando ele tinha 25 anos. «Passagem de Nível» era o nome do livro do Sidónio Muralha, tinha ele 22.

Foi aqui que começaram novas maneiras de escrever. A isso se chamou «Neo-realismo», de que uns gostam e outros não, e que mais tarde vocês virão a saber o que foi. Hoje digo só que, para todos eles, o povo era muito importante. E mudar o mundo ainda mais.

Grande abraço da
Eduarda Dionísio
Fevereiro de 2013

E a turma ainda cantou umas canções!

A Escola do Castelo tem colaborado várias vezes com a Casa da Achada, nomeadamente na «Leitura Furiosa» e, mais recentemente, no projecto «Palavras que o vento não levará».

 

26 a 29 de Janeiro: Obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo; Oficina de BD; Leitura de ‘A arte de pintar’; Cinema com ‘Tráfico’; Caso República; revista Golpe d’Asa

24 de Janeiro de 2013

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A OBRA LITERÁRIA DE MÁRIO DIONÍSIO
por Maria Alzira Seixo
Sábado, 26 de Janeiro, 16h

É neste sábado que acontece a primeira sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão, «Autobiografia, crítica e ensaio», vamos falar sobre as Fichas, o estudo sobre Guilherme de Azevedo (1946), o caso Redol, os prefácios (anos 50 a 70), e a Autobiografia (1986).

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Nos outros meses trataremos a poesia, o conto, o conhecimento da arte, o romance; e por fim, em Junho, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

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OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 27 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. Última sessão desta oficina.

Segunda 28

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 28 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 28 de Janeiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Tráfico (1998, 112 min.) de João Botelho, que vem apresentar o filme.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

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PROJECÇÃO E DEBATE
CASO REPÚBLICA
Terça-feira, 29 de Janeiro, 21h30

Nesta noite projectamos o documentário Caso República (República: journal du peuple, 1998, 55 min.) de Ginette Lavigne. Após a projecção há debate com a presença da realizadora e dos jornalistas Adelino Gomes e Margarida Silva Dias.

Sinopse: Portugal 1975. Há um ano que a «revolução dos cravos» faz sonhar. Em nome do poder popular, fábricas, terras e casas são ocupadas. Em Maio de 1975, o jornal diário República é ocupado pela comissão de trabalhadores. Este acontecimento cristaliza de súbito tudo o que está em jogo na revolução portuguesa: a luta já não é entre a direita e a esquerda, mas entre a esquerda revolucionária e a esquerda parlamentar. Os media internacionais percebem claramente o que está em causa: durante dois meses, o «caso República» está nas primeiras páginas. Portugal 1998. Alguns actores desta história: administrativos, jornalistas, tipógrafos, recordam o sucedido.

«O lugar do espectador só pode ser o do mal-estar: o que lhe é dado a ver é precisamente o que historicamente foi riscado como presença, olhar, escuta, desejo, amor, revolta. Mas acontece que o povo ausente hoje, cuja ausência as nossas três personagens marcam, esse povo estava presente ontem – foi filmado, os arquivos mostram-no, a despedir os patrões, a ocupar as mansões, a tomar conta dos jornais… a fazer a revolução. O cinema rasga o tempo. A presença tornou-se ausência: a ausência, presença. Como diz um dos senhores, um jornalista socialista, o caso República é inimaginável hoje. Ele seria impossível, impensável. Pensemos nisso.»
Jean-Louis Comolli

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APRESENTAÇÃO DA REVISTA
GOLPE D’ASA nº 2
Sábado, 26 de Janeiro, 18h30

A Casa da Achada recebe a apresentação do nº 2 da revista de poesia Golpe d’Asa, proposta pela sua direcção.

O poeta convidado do caderno central, José-Alberto Marques (autor do 1.º poema concreto português), fará uma performance com hino pessoal.

 

6 a 7 de Janeiro: Oficina de BD; leitura de Klingsor; cinema com ‘O dinheiro’

6 de Janeiro de 2013

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OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 6 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. Continua nos domingos 13, 20 e 27 de Janeiro.

 CICLO

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 7 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Janeiro começa a leitura comentada de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 7 de Janeiro, 21h30

Na primeira segunda-feira deste ano damos início a este novo ciclo de cinema sobre o dinheiro. Começamos com O dinheiro (1983, 85 min.) de Robert Bresson. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

Abre-se um jornal – quando ainda se faz esse gesto antigo – e parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora. Créditos e débitos. Dívidas. Bolsas, subsídios, descontos, taxas, impostos.
Greves e manifestações até pertencem agora às páginas de «economia». O preço pelo qual se compra e vende o quadro mais ou menos célebre – ou então o seu roubo – pode ser manchete, assim como o vencedor da lotaria, do totobola, do totoloto, do euromilhões.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
Muitos – pobres e ricos – vivem para ter dinheiro, para o dividir ou multiplicar – e, os mesmos ou outros, para o gastar. Não se pode viver sem dinheiro. Pelo menos nesta nossa sociedade.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores. E não veremos tudo o que valeria a pena ver. Alguns filmes que neste ciclo caberiam (por exemplo, A quimera do ouro, O quintero era de cordas, Stavisky) não os passamos agora porque entraram em ciclos anteriores.
Era impossível a 7.ª arte (a literatura, o teatro, antes dela…) não se ocupar do dinheiro. O dinheiro está no centro do mundo e no centro de muitas tragédias e de muitas comédias. Este ciclo vai, assim, percorrer quase um século de cinema: Aves de rapina de Erich von Stroheim é de 1924, Capitalismo – uma história de amor de Michael Moore e Erro do banco a vosso favor de Gérard Bitton e Michel Munz (não passou nos cinemas em Portugal) são de 2009. Do mudo ao sonoro, do preto e branco à cor. São 24 filmes de 24 realizadores, produzidos em países vários: EUA, França, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal…
E que, aliás, preciaram de dinheiro para serem feitos, distribuídos, vistos, transformados em DVD – independentemente dos seus maiores ou menores orçamentos e das muitas ou poucas receitas de bilheteira.
Chamados à atenção para uma sessão difícil de que não podíamos prescindir: um filme mudo de mais de três hors – Dinheiro de Marcel L’Herbier. E para todos os outros filmes, evidetemente, que nos farão (re)descobrir cinematografias sempre a (re)descobrir e nos farão pensar sobre aquilo em que vale a pena pensar.
Filmes que, ao longo de seis meses, nos farão rir e chorar.

Ver aqui o restante programa do ciclo de cinema.

 

IV FIM-DE-SEMANA DIFERENTE – 3 dias de vendas e não só – LIXO NA COZINHA; MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES; BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?; 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO; O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS; CORO DA ACHADA; ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA

10 de Dezembro de 2012

FIM-DE-SEMANA DIFERENTE
3 dias de vendas e não só
Sexta-feira, 14 de Dezembro, das 15h às 20h

Sábado, 15 de Dezembro, das 11h às 20h
Domingo, 16 de Dezembro, das 11h às 20h

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 14 e 16 de Dezembro, o IV Fim-de-semana diferente: três dias de vendas (obras de arte, livros, discos, objectos) para angariação de fundos para a continuidade da Casa da Achada. E é diferente porque comprar e vender é, neste fim-de-semana, importante.

São três dias com muitas coisas diferentes a acontecer: lançamentos, conversas, visitas e oficinas.

Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

Programa (ver abaixo programa detalhado):
Sexta-feira, 14 de Dezembro
18h: LIXO NA COZINHA
– Lançamento do livro O lixo da cozinha, resultado da oficina «Inventar fabricando ou as mãos sujas», orientada por Pierre Pratt, com textos de Filomena Marona Beja.

Sábado, 15 de Dezembro
15h: MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
– Lançamento e debate das intervenções no 3º aniversário da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.
18h: BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?
– Reunião anual dos Amigos da Casa da Achada, aberta ao público.

Domingo, 16 de Dezembro
11h: 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– Visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.
15h30: O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Oficina orientada por Irene van Es e Lena Bragança Gil.
18h: CORO DA ACHADA
– actuação com novas e menos novas canções.

Exposições:
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX, contemporâneos de Mário Dionísio.
ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA
(últimos dias), exposição de fotografia documental organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

Programa detalhado:

Sexta-feira, 14 de Dezembro
18h: LIXO NA COZINHA – Lançamento do livro O lixo da cozinha, resultado da oficina «Inventar fabricando ou as mãos sujas», orientada por Pierre Pratt, com textos de Filomena Marona Beja.

E diz o Pierre, sobre o livro: As imagens e os textos deste livro foram criados num atelier dominical dirigido por Pierre Pratt na Casa da Achada durante os meses de Agosto e Outubro de 2012.
O encontro da tarde chamou-se «Sujar as mãos» e todos sujaram todas as mãos como devia ser para chegar a este resultado inspirado, bonito e nada sujo.
Pierre agradece a todos os participantes que passaram por lá sem medo, e especialmente a Filomena Marona Beja que aceitou logo sujar também as teclas do seu computador. Obrigado também ao Youri que também sujou as lentes da sua máquina com com muito talento.

para crianças e não só, 36pp. preço: 5€

Sábado, 15 de Dezembro
15h: MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
– Lançamento da brochura e debate das intervenções no 3º aniversário da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.

Os textos aqui reunidos correspondem a 20 intervenções feitas no dia 29 de Setembro de 2012, numa sessão a que muita gente assistiu e que assinalou o 3º ano de abertura ao público da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Durou das três e meia às sete e meia da tarde. A ordem em que aparecem aqui é a mesma que aconteceu na sessão. Cada um dos convidados foi pedindo a palavra.
Estava prevista a publicação das intervenções. A tentativa de um «primeiro manifesto». A várias vozes.
Os textos são agora ponto de partida para um debate de questões que nos afligem e que se estenderá a todos os que quiserem entrar nele, tenham ou não intervindo na «maratona» de 29 de Setembro.

Participaram: Ariana Furtado, João Rodrigues, Miguel Serras Pereira, Pedro Rodrigues, Regina Guimarães, Luís Miguel Cintra, Miguel Castro Caldas, Luiz Rosas, António Loja Neves, Rui Canário, Maria Alzira Seixo, Pitum Keil do Amaral, Diana Dionísio, Pedro Soares, Youri Paiva, Saguenail, Rui-Mário Gonçalves, Natércia Coimbra, Maria João Brilhante, Vítor Silva Tavares.

para continuar a pensar e a falar pelos meses fora
preço: o que cada comprador entender que deve dar

Sábado, 15 de Dezembro
18h: BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?
– Reunião anual dos Amigos da Casa da Achada, aberta ao público.

A reunião de Amigos está convocada – e é aberta a todos, mesmo aos que não se fizeram (ainda) Amigos da Casa da Achada mas que por cá apareçam.
É importante para a sobrevivência da Casa da Achada, falarem e proporem os que estão mais ligados a ela: sobre o que se fez (e não fez) e sobre o que se poderá continuar a fazer com os poucos meios que temos. E são também importantes, é claro, as ajudas.
Por isso, apelamos às vossas (boas) vontades, e saberes, e experiências, e desejos.
Gostaríamos muito que todos os Amigos da Casa da Achada pudessem aparecer no Fim-de-Semana Diferente, pelo menos para participar nesta reunião anual, com ideias, com críticas, com sugestões, com opiniões.

Ler aqui o texto completo da convocatória.

Domingo, 16 de Dezembro
11h: 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– Visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.

A exposição reconstitui as paredes da casa de Mário Dionísio e Maria Letícia, com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

 

 

 


Domingo, 16 de Dezembro
15h30: O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Oficina orientada por Irene van Es e Lena Bragança Gil.

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…


 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 16 de Dezembro
18h: CORO DA ACHADA
– actuação com novas e menos novas canções.

O Coro da Achada nasceu em Junho de 2009. Quando se pensava em convidar um coro para cantar na abertura da Casa da Achada, alguém provocou «Porque não fazemos nós um coro?». E fizemos mesmo. Começou a funcionar todas as quartas-feiras às 21h30.

Avançámos com a ideia de um coro que cantasse canções com textos do Mário Dionísio e outras: canções de luta de todo o mundo e de épocas diferentes (na língua original ou traduzidas), algumas canções populares portuguesas, canções pouco cantadas, canções que por alguma razão nos entusiasmam e nos libertam.

Exposições:
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX, contemporâneos de Mário Dionísio.

ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA (últimos dias), exposição de fotografia documental organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

 

1 a 3 de Dezembro: Oficina «O natal está nas nossas mãos»; leitura de Georg Schmidt; cinema com

29 de Novembro de 2012

OFICINA O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Domingo, 2 de Dezembro, das 15h30 às 17h30

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…
Nesta primeira sessão, com Irene van Es e Lena Bragança Gil, vamos pintar pequenos objectos de gesso.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 9, 16 e 23 de Dezembro.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 3 de Dezembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia. Quem lê é Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 3 de Dezembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Morte em Veneza (1978, 117 min.) de Luchino Visconti, a partir da obra de Thomas Mann.
Quem apresenta é Gabriel Bonito.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» NO PORTO
de 1 a 15 de Dezembro | inauguração: 1 de Dezembro, 16h
Duas de Letra, Porto

A Casa da Achada vai pela primeira vez ao Porto! Na galeria café Duas de Letra apresenta a exposição itinerante «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficas com reprodução de documentos, obras de arte e várias informações. Na inauguração canta o Coro da Achada.

 

23 a 26 de Novembro: O 25 de Novembro; Mário Dionísio e o ensino; oficina da música às palavras; leitura de «Lições do passado» de Schmidt; cinema com ‘Gente de Dublin’

21 de Novembro de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
O 25 de Novembro
Sexta-feira, 23 de Novembro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a o 25 de Novembro de 1975 com Duran Clemente.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a independência da Guiné.

MÁRIO DIONÍSIO E O ENSINO
Sábado, 24 de Novembro, 16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Maria Emília Diniz vem falar-nos de Mário Dionísio e o ensino, em particular sobre o seu papel na reforma educativa de 1974.

«Não chegou a ser [um papel] na reforma [do ensino após o 25 de Abril]. Eu presidia a uma grande comissão de estudo da reforma educativa, isto é, nós – eu com os meus cem colegas, deviam ser aproximadamente cem professores – conseguimos, num curto prazo de dois ou três meses, remendar – não foi mais do que remendar – os programas e introduzir já algumas alterações. Mas não chegou a ser uma reforma… Depois, eu saí do Ministério, os ministros mudaram, seguiu-se por outros caminhos. De facto, não tenho qualquer responsabilidade no que se passa hoje no ensino, excepto no ter contribuído para a criação de uma cadeira, como por exemplo Educação Visual, e doutra, Música, que infelizmente me parece que continua a não existir no ponto com que sonhavam os meus colaboradores. Mas o problema é realmente muito complicado, muito complexo, e eu, que na faculdade fui professor de pessoas que já estão a ser professores – muitos deles, uma grande quantidade deles… Apavora-me um pouco e dá-me um pouco a impressão de que é quase irreversível.»
Mário Dionísio, numa entrevista no programa «De mãos dadas» de Maria Júlia Guerra, na RDP, emitida a 1 de Maio de 1986 (disponível em Entrevistas (1945-1991))

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS
Domingo, 25 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 26 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia. Quem lê é Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 26 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Gente de Dublin (1987, 83 min.) de John Huston, a partir da obra de James Joyce.
Quem apresenta é João Rodrigues.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

 

O coro da Achada cantou na greve geral

18 de Novembro de 2012

Na quarta-feira 14 de Novembro, dia de greve geral em Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre, Malta, o coro da Achada cantou pelas ruas de Lisboa e entrou em algumas catedrais da exploração laboral e do consumo. Para além de Encontrei um banqueiro, o coro não se cansou desta:

Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Na segunda, corte nas pensões
Na terça, adeus subsídio

Na quarta, aumento do horário
E já sou supranumerário
Na quinta, trabalho a mais
Na sexta, marioneta
É ver no sábado os preços a subir
E no domingo é de fugir!

O coro saiu do Largo da Achada e as primeiras músicas ouviram-se na Rua de São Cristóvão. Seguiu depois rumo ao supermercado onde sabe bem pagar tão pouco aos empregados e onde se fazem promoções em primeiros de maios. Quando foi expulso do lado de lá das caixas, o coro continuou a cantar do lado de cá.

  

Depois de passar pelo Largo do Caldas, onde se ouviram as últimas estrofes de Semana sangrenta, o coro desceu a Rua da Madalena e seguiu pela Rua da Conceição, entoando «Paguem, paguem, paguem, eles que paguem a crise, eles que paguem a crise deles» e chegou à Rua Augusta, onde cantou o mais recente êxito, Bardamerkel, na esquina com a Rua de São Nicolau.

En la plaza de mi pueblo ecoou dentro da sucursal de uma cadeia de lojas de roupa cujos trabalhadores, segundo se soube, foram intimidados para não fazerem esta greve.

 

Na esquina com a Rua da Assunção, novos transeuntes foram mais uma vez presenteados com Bardamerkel.

O coro da Achada resolveu depois entrar no centro comercial do Chiado. Percorreu todos os andares, desde o rés-do-chão ao andar da restauração, cantando «Hoje eu não vou trabalhar…», Encontrei um banqueiro, etc. Um dos seguranças, quiçá apaixonado pelas músicas, acompanhou o coro a partir de certa altura, mas não cantou, ia apenas falando pelo intercomunicador…

  

Bardamerkel e outras ouviram-se outra vez à porta do centro comercial, já do lado de fora, na Rua do Carmo. E outras tantas subindo a Rua Garrett e em frente à Brasileira. Fernando Pessoa não aplaudiu nem pateou. Já outras pessoas, faladores de várias línguas, perguntavam ao coro onde era a manifestação.

Quando chegámos ao Rossio, já lá estava muita gente. Ao mesmo tempo chegava a manifestação que vinha do Cais do Sodré. As pessoas do coro continuaram na manifestação, que rumou até à Assembleia da República, e várias ficaram até à carga policial, mas chegaram todas inteiras ao ensaio da noite.

 

15 a 19 de Novembro: «Direis que não é poesia» com Nuno Moura e João Manso; oficina da música às palavras; leitura de «Lições do passado» de Schmidt; cinema com ‘Assassinos’; exposição de fotografia «Encontro com uma cidade quase esquecida»; UNIPOP na Achada

16 de Novembro de 2012

DIREIS QUE NÃO É POESIA
um improviso à volta de Mário Dionísio
Sexta-feira, 16 de Novembro, 18h

Neste improviso à volta de Mário Dionísio vamos contar com as leituras de Nuno Moura acompanhadas pelo baixo de João Manso.

«Direis que não é poesia» é uma rubrica de espectáculos que já teve seis sessões na Casa da Achada. Desafiámos e desafiaremos pessoas e grupos de pessoas para não fazerem, a partir da poesia de Mário Dionísio, simples recitais mas sim criarem novos objectos: música, dança, vídeo, leituras encenadas, pintura…

O meu galope é em frente

Direis que não é poesia
e a mim que importa?

Eu canto porque a voz nasce e tem de libertar-se.
E grito porque respondo
às lanças que me espetam
e aos braços que me chamam
E porque, dia e noite, minhas mãos e meus olhos,
por estranhas telegrafias,
dos cantos mais ignotos
e das ilhas perdidas
e dos campos esquecidos
e dos lagos remotos,
e dos montes,
recebem longas mensagens e comunicações:
para que grite e cante.

O meu grito e meu canto é a voz de milhões.

Por isso que me importa?
Eu canto e cantarei o que tiver a cantar
e grito e gritarei o que tiver a gritar
e falo e falarei o que tiver a falar.

Direis que não é poesia.
E a mim que importa
se eu estou aqui apenas para escancarar a porta
e derrubar os muros?
E a mim que importa
se vós sois afinal o que hei-de ultrapassar
e esmigalhar
em nome
de todos os futuros?

Eu sigo e seguirei.
como um doido ou um anjo,
obstinado e heróico a caminho de nós
em palavras e acções
Por todos os vendavais
e temporais
e multidões
nos cantos mais ignotos
e nas ilhas perdidas
e nos campos esquecidos
e nos lagos remotos
e nos montes
– por terra, mar e ar.

Direis que não é poesia
e a mim que importa!
Convosco ou não, meu galope é em frente.
Pertenço a outra raça, a outro mundo, a outra gente.

É andar, é andar!

Mário Dionísio, 1943

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS
Domingo, 18 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 19 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Assassinos (1946, 103 min.) de Robert Siodmak, a partir da obra de Ernest Hemingway.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

e nesta semana também recebemos duas actividades organizadas por duas associações:

 

EXPOSIÇÃO «ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA»
12 de Novembro a 15 de Dezembro

O terraço da Casa da Achada recebe esta exposição de fotografia documental, organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, com fotografias do bairro da Mouraria. Participam os fotógrafos Luís Rocha, Anna de Amorim, Tânia Araújo, Bitina Santos, João Carlos Neves, Nuno Morais e Rute Martins.

Pode-se considerar fotografia documental a que constitui uma relação com a realidade, a que documenta as condições e o meio em que se desenvolve o homem, tanto de uma forma individual como social.
Através da realização de um workshop de fotografia documental, o Movimento de Expressão Fotográfica lançou o desafio para uma interpretação de um bairro de Lisboa, o Bairro da Mouraria foi o eleito. Este desafio surge com a intenção de construir uma equipa de fotógrafos para realizarem um documentário fotográfico sobre o bairro e constituírem a apresentação final do trabalho, realizada em local público, devolvendo desta forma as imagens à população que foi registada.
A exploração fotográfica em que consiste «Encontro Com Uma Cidade Quase Esquecida» aponta directamente para um documentário sócio-cultural ilustrando o modo de vida da população local.

A exposição está integrada 12ª Bienal de Vila Franca de Xira.

 

UNIPOP NA ACHADA
Sábado, 17 de Novembro, a partir das 15h

Durante a tarde e a noite deste sábado recebemos várias sessões organizadas pela UNIPOP.

Programa:
15h-16h45: Conversa sobre Memória e Historiografia, em torno do livro O passado, modos de usar, de Enzo Traverso (edições Unipop, 2012)
Com Sérgio Campos Matos, Ângela Cardoso, Mariana Pinto dos Santos e moderação de José Neves

16h45: Apresentação do novo website da Unipop

17h-18h45: Conversa sobre Globalização, Migrações e Estado-nação, em torno dos livros Direito de fuga, de Sandro Mezzadra (edições Unipop, 2012), e Quem canta o Estado-nação?, de Judith Butler e Gayatri Spivak (edições Unipop, 2012)
Com Nuno Dias, Manuela Ribeiro Sanches, Nuno Nabais e moderação de Bruno Peixe Dias

21h30: Debate sobre «Futuro», pela ocasião do lançamento do n.º 2 da revista Imprópria (Unipop + Tinta-da-China)
Com Golgona Anghel, António Guerreiro, Nuno Ramos de Almeida, José Bragança de Miranda, Tiago Carvalho, José Luís Garcia e moderação de Miguel Cardoso

Ver aqui mais informações.

 

Como foi o encontro «Pensamentos & Achados na Achada»

12 de Novembro de 2012

Foram 5 DIAS de CONVERSAS, INFORMAÇÕES, PEGUNTAS, RESPOSTAS e DEBATES na Casa da Achada sobre 5 TEMAS:
● EMPREGO
● MOBILIDADE
● OFERTA CULTURAL
● CIDADANIA
● APRENDIZAGENS.

Em cada dia um tema, temas sempre difíceis de separar uns dos outros. Duas sessões de duas horas em cada dia. 

Pontos de partida de cada sessão: os textos colectivos escritos por três grupos duma «Recherche-Action» («Pesquisa-Acção»), organizada pelo Cardan de Amiens, associação com a qual todos os anos a Casa da Achada faz a Leitura Furiosa.

Títulos dos textos:
● A oferta cultural pela mobilidade
● A cidadania pelo emprego
● As aprendizagens pela oferta cultural
● Associação-empregador
● O dia cidadão
● O emprego pelas aprendizagens
● A oferta cultural pelo emprego
● A mobilidade do ponto de vista do emprego
● O emprego pela aprendizagem

 Os três grupos, constituídos por gente (sobretudo mulheres) sem trabalho e com uma formação escolar muito reduzida, foram empregados (com salário) durante seis meses pelo Cardan. Para pensar. Pesquisaram, reuniram, discutiram, escreveram.

E até visitaram uma exposição do pintor Manessier (da região de Amiens) e sobre quadros escolhidos também escreveram textos – estes individuais.

E porque começaram a pensar (20 horas por semana) sobre estes temas que escolheram, com o acompanhamento de outros (que incluem um professor de filosofia), aconteceu-lhes sentirem que ficaram com muita coisa por saber. E dúvidas. E curiosidade sobre quem é diferente deles – outras situações, outros países. E vontade de ir mais longe.

Foi assim que chegaram a Lisboa, à Casa da Achada, 14 elementos destes grupos com conclusões e perguntas e desejo de conhecer o que não conheciam. Com eles vieram mais 11 pessoas (acompanhantes, reguladores, outros elementos do Cardan) que têm seguido este projecto, que é para continuar.

Participaram nas sessões convidados que vivem cá e que responderam a perguntas, deram informações baseadas nas suas experiências e expuseram o que pensavam sobre as questões postas – além de elementos da assistência:
● Sobre EMPREGO: Cláudio Torres, Joana Louçã, Joana Veloso e Manuel Brandão Alves
● Sobre MOBILIDADE: Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Jorge Falcato e Raul Moura
● Sobre OFERTA CULTURAL: António Loja Neves, Joaquim Pais de Brito e Miguel Honrado
● Sobre CIDADANIA: António Pedro Dores, Diana Andringa, Helena Roseta e Mirna Montenegro
● Sobre APRENDIZAGENS: Ariana Furtado, David Rodrigues, Isabel Galvão

Ao fim de cada dia, sínteses feitas pelos grupos. No dia seguinte, textos de Regina Guimarães (com a qual mantiveram correspondência antes de chegar) sobre a sessão do dia anterior. Saguenail sempre a fazer circular a palavra entre quem estava e queria falar.

Do programa constaram outras actividades, para além das conversas, facultativas mas que quase todos seguiram:
Visita ao espólio artístico de Mário Dionísio, que deu origem a produção de textos sobre quadros escolhidos
Visitas a museus com escritores, que acabaram também com produção de textos: ao Museu do Azulejo com Filomena Marona Beja, ao Museu do Teatro Romano e ao Museu de Arte Antiga com Miguel Castro Caldas
Participação nas actividades habituais da Casa da Achada: sessão de cinema, ensaio do Coro da Achada, Livros das Nossas Vidas (Condessa de Ségur), e também a apresentação de livros e de vídeos de Regina Guimarães e Saguenail.
Prova de Vinhos do Porto, acompanhadas por explicações sobre o seu fabrico, dadas por João Rodrigues.

Infelizmente tudo teve de se passar em francês por não ter havido meios financeiros para o aluguer do equipamento necessário à tradução simultânea. O que reduziu a assistência.

Em breve sairá um livro resultante deste encontro. Em francês também.

 

6 a 9 de Novembro: Pensamentos & Achados na Achada; lançamentos da Hélastre; Condessa de Ségur por Saguenail

5 de Novembro de 2012

PENSAMENTOS & ACHADOS NA ACHADA
de Amiens para Lisboa, um colóquio popular em francês
5 a 9 de Novembro

consultar programa completo

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 5 e 9 de Novembro, um encontro, promovido pela Associação Cardan (Amiens, França), de pessoas com dificuldades sociais, desempregados e de reduzida formação escolar, com a participação de pessoas que vivem em Portugal.

Em cada dia será abordado um tema diferente, com diversos participantes.

PROGRAMA:

– 2ª feira, 5 Novembro
tema: Emprego
10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Cláudio Torres, Joana Louçã, Joana Veloso, Manuel Brandão Alves.

– 3ª feira, 6 de Novembro
tema: Mobilidade
14h – Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Jorge Falcato, Raul Moura.

– 4ª feira, 7 de Novembro
tema: Cultura

10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: António Loja Neves, Joaquim Pais de Brito, Miguel Honrado.

– 5ª feira, 8 de Novembro
tema: Cidadania

14h – Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: António Pedro Dores, Diana Andringa, Helena Roseta, Mirna Montenegro.

– 6ª feira, 9 de Novembro
tema: Aprendizagens

10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Ariana Furtado, David Rodrigues, Isabel Galvão, Manuel Arnaut.

Este encontro é a continuação do projecto «Recherche-Action» que aconteceu durante seis meses em territórios vizinhos da cidade de Amiens: 16 pessoas desempregadas ou que nunca tiveram emprego foram contratadas (20 horas semanais) para pensar, com o acompanhamento de animadores culturais e um filósofo, sobre emprego, mobilidade, oferta cultural, aprendizagens, cidadania.

Estas pessoas chegaram a conclusões que querem expor a outros. Querem confrontá-las com as ideias de outros, uns mais institucionais e outros menos. Querem fazer perguntas, umas mais concretas e outras menos, e ter respostas. Por exemplo: em que medida tivemos nós experiências semelhantes? Quais os meios de mobilidade dos portugueses? Quais os preços dos passes sociais? Como são processadas as ofertas de emprego? Há pólos de emprego como em França? A segurança social é extensível a todas as pessoas? Como se passam as visitas a museus e a edifícios históricos? Quantos monumentos estão inscritos na UNESCO? Como vivem os jovens detidos em centros de reabilitação? Porque é que foram detidos? Que ajudas lhes poderão ser dadas? Como é que se produz o vinho do Porto?

Durante o Encontro serão produzidos textos, quer pelos trabalhadores-pensadores da «Recherche-Action», quer por Regina Guimarães, «relatora» das sessões.

As sessões são abertas ao público. A língua do encontro será só o francês, dado que não há meios financeiros para a tradução simultânea.

MEIO CAMINHO ANDADO
A Hélastre marca encontro na Casa da Achada
Quarta-feira, 7 de Novembro, 18h

Nesta sessão a Hélastre vem apresentar vários livros recentemente editados:

da autoria de Saguenail:
Chatteries appuyées (com ilustrações de Regina Guimarães);
(Se) debattre (com ilustrações de JAS e João Alves);
Se trahir (com capa de Regina Guimarães);
Un cantique des cantiques (com ilustrações de Alberto Péssimo);
Ce que l’arbre cache (com ilustrações de Sandra Neves);
Mots couverts (com ilustrações de JAS, João Alves, Abi Feijó e Regina Guimarães).

da autoria de Regina Guimarães:
Caderno do poço e da gaveta (com ilustrações de Maio Afonso e João Alves).

Serão também projectados estes filmes produzidos pela Hélastre:
Grand teint e Sans tain; ambos de Regina Guimarães.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Os romances da Condessa de Ségur
Sexta-feira, 9 de Novembro, 18h

Nesta sessão Saguenail vem falar-nos dos romances da Condessa de Ségur.

30.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

 

Pensamentos & Achados na Achada

22 de Outubro de 2012

Um encontro diferente com gente curiosa de Amiens, em que se vai conversar sobre emprego, mobilidade, cultura, cidadania e aprendizagens.

Ver aqui o programa deste colóquio popular em francês.

 

Como foi o 3º aniversário da Casa da Achada

11 de Outubro de 2012

Para o 3º aniversário da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio preparámos um dia com muita coisa: uma maratona de intervenções sobre a sociedade, a cultura e a arte hoje; a inauguração de uma nova exposição e os cantos do Coro da Achada. (em actualização)

No início da tarde, pelas 15h30, começou a maratona de intervenções, a que chamámos «Máscaras, prisões, liberdades e cifrões». Para esta maratona, desafiámos duas dezenas de fundadores e colaboradores da Casa da Achada a fazerem cada um uma intervenção de cerca de dez minutos sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.

Falaram Ariana Furtado, António Loja Neves, Diana Dionísio, João Rodrigues, Luís Miguel Cintra, Luiz Rosas, Miguel Castro Caldas, Miguel Serras Pereira, Natércia Coimbra, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Pitum Keil do Amaral, Regina Guimarães, Rui Canário, Rui-Mário Gonçalves, Serge Abramovici (Saguenail), Vítor Silva Tavares, Youri Paiva. Maria Alzira Seixo e Maria João Brilhante, que não puderam estar presentes, enviaram as suas intervenções escritas, que foram lidas por Inês Nogueira.

Como as pessoas eram de diferentes idades, profissões, afazeres e percursos, as intervenções também foram bastante diversas, o que tornou a sessão rica e interessante. Durante as quatro horas que durou a maratona, muitos não descolaram das cadeiras e, com o avançar da hora, a Casa da Achada foi enchendo cada vez mais, vindas bastantes pessoas da manifestação marcada para esse dia. Falou-se de dinheiro e da falta dele –  um problema que atinge agora o Centro Mário Dionísio – mas sobretudo dos caminhos que se querem e não querem para a arte e a cultura, nesta sociedade. As intervenções serão em breve editadas numa brochura.

Às 19h30 inaugurou-se a exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa», com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva. Também se projectou Memória duma casa, que mostra estas mesmas obras expostas na casa de Mário Dionísio e Maria Letícia.

Antes do convívio com comes e bebes, o Coro da Achada cantou duas canções: «Mãos», um poema escrito por Regina Guimarães que foi dedicado a todo o trabalho a várias mãos feito na Casa da Achada nestes 3 anos; e «Papoilas», um poema de José Gomes Ferreira musicado por Fernando Lopes-Graça.

Abriram-se as portas do jardim para dar acesso às comidas e bebidas (quase todas oferecidas por amigos à Casa da Achada), onde toda a gente pôde conversar, discutir e cantar. Ao mesmo tempo, outras pessoas foram vendo a exposição com maior atenção. No terraço, foram também expostos os cartazes de todas as actividades realizadas na Casa da Achada neste último ano.

À noite, pelas 21h, o Coro da Achada voltou para cantar mais algumas canções do seu repertório. Canções a partir de poemas de Mário Dionísio, de Carlos de Oliveira e de outros. Cantou-se «En el pozo María Luisa» em solidariedade com as lutas dos mineiros no Estado Espanhol e na África do Sul.

E depois continuou o convívio até apetecer.

 

2 a 3 de Setembro: Oficina de castelhano; leitura de Lhote; cinema ao ar livre com ‘A última valsa’ de Scorsese

29 de Agosto de 2012

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 2 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta primeira sessão, como aperitivo, vamos tratar de «Portugal & Espanha». Nas sessões seguintes, as entradas serão «Acentuação, pontuação e pronúncia»; o primeiro prato «Falsos amigos», O segundo prato «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 3 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 3 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos A última valsa (1978, 117 min.) de Martin Scorsese, com música dos The Band.
Quem apresenta é Miguel Castro Caldas.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020