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O coro da Achada cantou na greve geral

Na quarta-feira 14 de Novembro, dia de greve geral em Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre, Malta, o coro da Achada cantou pelas ruas de Lisboa e entrou em algumas catedrais da exploração laboral e do consumo. Para além de Encontrei um banqueiro, o coro não se cansou desta:

Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Na segunda, corte nas pensões
Na terça, adeus subsídio

Na quarta, aumento do horário
E já sou supranumerário
Na quinta, trabalho a mais
Na sexta, marioneta
É ver no sábado os preços a subir
E no domingo é de fugir!

O coro saiu do Largo da Achada e as primeiras músicas ouviram-se na Rua de São Cristóvão. Seguiu depois rumo ao supermercado onde sabe bem pagar tão pouco aos empregados e onde se fazem promoções em primeiros de maios. Quando foi expulso do lado de lá das caixas, o coro continuou a cantar do lado de cá.

  

Depois de passar pelo Largo do Caldas, onde se ouviram as últimas estrofes de Semana sangrenta, o coro desceu a Rua da Madalena e seguiu pela Rua da Conceição, entoando «Paguem, paguem, paguem, eles que paguem a crise, eles que paguem a crise deles» e chegou à Rua Augusta, onde cantou o mais recente êxito, Bardamerkel, na esquina com a Rua de São Nicolau.

En la plaza de mi pueblo ecoou dentro da sucursal de uma cadeia de lojas de roupa cujos trabalhadores, segundo se soube, foram intimidados para não fazerem esta greve.

 

Na esquina com a Rua da Assunção, novos transeuntes foram mais uma vez presenteados com Bardamerkel.

O coro da Achada resolveu depois entrar no centro comercial do Chiado. Percorreu todos os andares, desde o rés-do-chão ao andar da restauração, cantando «Hoje eu não vou trabalhar…», Encontrei um banqueiro, etc. Um dos seguranças, quiçá apaixonado pelas músicas, acompanhou o coro a partir de certa altura, mas não cantou, ia apenas falando pelo intercomunicador…

  

Bardamerkel e outras ouviram-se outra vez à porta do centro comercial, já do lado de fora, na Rua do Carmo. E outras tantas subindo a Rua Garrett e em frente à Brasileira. Fernando Pessoa não aplaudiu nem pateou. Já outras pessoas, faladores de várias línguas, perguntavam ao coro onde era a manifestação.

Quando chegámos ao Rossio, já lá estava muita gente. Ao mesmo tempo chegava a manifestação que vinha do Cais do Sodré. As pessoas do coro continuaram na manifestação, que rumou até à Assembleia da República, e várias ficaram até à carga policial, mas chegaram todas inteiras ao ensaio da noite.

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017