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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Exposição’

 

15 a 17 de Setembro: Mário Dionísio, escritor com Maria Alzira Seixo; oficina de castelhano; leitura de Lhote; cinema ao ar livre com ‘É sempre a mesma cantiga’ de Resnais

12 de Setembro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR
Sábado, 15 de Setembro, 16h

Inicialmente marcada em Julho, foi adiada para esta data a sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (1996)

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 16 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como primeiro prato, vamos tratar de «Falsos amigos». Nas sessões seguintes, o segundo prato será «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 17 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 17 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos É sempre a mesma cantiga (On connaît La Chanson, 1997, 120 min.) de Alain Resnais.
Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Sinopse: Simon está secretamente apaixonado por Camille. Na sequência de um mal entendido, Camille apaixona-se por Marc. Marc, um charmoso agente imobiliário, e o patrão de Simon, tenta vender um apartamento a Odile, a irmã de Camille. Odile está determinada a comprar o apartamento, apesar da desaprovação do seu marido, Claude. Claude, um homem aparentemente insignificante, não vê com bons olhos o regresso de Nicolas, depois de muitos e longos anos. Nicolas, velho amigo de Odile, torna-se confidente de Simon…

ÚLTIMOS DIAS DA EXPOSIÇÃO
VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE
Até 24 de Setembro, durante o horário de abertura

Lembramos que a exposição «Ver agora melhor o mais distante», de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.

Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

 

5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

4 de Julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

 

1 de Junho: Inauguração da exposição «Ver agora melhor o mais distante», textos de Regina Guimarães a partir da pintura de Mário Dionísio; 2 de Junho: Rui-Mário Gonçalves fala sobre a pintura de Mário Dionísio

28 de Maio de 2012

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: «VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE»
textos de Regina Guimarães a partir da pinturas de Mário Dionísio
Sexta-feira, 1 de Junho, 18h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio apresenta uma nova exposição que junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.
Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

Na inauguração será lançado o livro-catálogo, Ver agora melhor o mais distante, que reproduz os mais de 100 textos de Regina Guimarães sobre quadros de Mário Dionísio, assim como os quadros que lhes deram origem. Esta publicação inclui um texto do crítico de artes plásticas Rui-Mário Gonçalves (que no dia seguinte nos vem falar sobre a pintura de Mário Dionísio), que se tem ocupado das relações entre pintura e literatura.

A inauguração conta com a presença de Regina Guimarães e serão lidos alguns dos textos da autora.

A exposição pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

«Qual a fronteira entre a abstracção e a figuração? Eis uma verdadeira falsa questão. Quer entendamos por abstracção a operação pela qual conseguimos separar uma parte do todo, quer prefiramos ver nela o processo mental pelo qual as ideias se distanciam dos objectos, quer nos contentemos com o enlevo próprio do sujeito absorto, estado algo próximo da (amiúde proveitosa) distracção, toda a pintura contém forçosamente todos esses modos do pensamento. Seja ela muito discretamente racional ou muito descaradamente sensual – de resto, este tipo de oposições não resistem a um curto exercício de cepticismo… É isto que subtilmente nos diz (entre outras coisas) esta tela, em que um camponês – que não havia mas passa a haver – se mostra em armas – que não existiam e o pintor começou a inventar. A este camponês que não existe, Mário Dionísio oferece a tensão das cores e formas, pelo que, armado, ele logo tende a existir, sob um modo provocatório que não deixa de evocar aquilo que José Gomes Ferreira dizia da/à camponesa Dulcineia, companheira de Quixote. A saber: “Dulcineia, Dulcineia, deixe de ser ideia…”.»
Regina Guimarães, sobre a pintura «Camponês armado»

CONVERSA SOBRE A PINTURA DE MÁRIO DIONÍSIO
com Rui-Mário Gonçalves
Sábado, 2 de Junho, 16h

Nesta sessão de «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Rui-Mário Gonçalves vem falar sobre a pintura na obra de Mário Dionísio.

«Muitas vezes, certamente, Dionísio se terá aproximado da tela convencido de que iria servir o realismo; e afinal servia o abstraccionismo. Até que, em 1963, lhe apareceu “A Visita Inesperada“, o seu primeiro quadro abstracto. É uma tela subdividida em numerosas áreas de formato semi-regular, todas sensivelmente com a mesma escala e dispostas ortogonalmente. Esta estrutura anima-se com os contrastes de cores e de valores luminosos, e com um ou outro elemento discordante, um círculo, uma diagonal, uma forma curva, surpreendendo os nossos olhos.»
Rui-Mário Gonçalves, «Presença de Mário Dionísio», catálogo da exposição de Mário Dionísio na galeria Nasoni (1989)

 

24 a 28 de Maio: Oficina de tradução; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Stavisky, o grande jogador’; fim da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; Mário Dionísio, social e político, em Alhos Vedros; lançamento da AJA

21 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 27 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Depois das sessões orientadas por Miguel Serras Pereira e João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir com Regina Guimarães.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Stavisky – O grande jogador (1974, 120 min.) de Alain Resnais. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»

Na segunda-feira, 28 de Maio, é o último dia em que poderá ser visitada a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

OUTRAS ACTIVIDADES:

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
Mário Dionísio – Social e Político
com Eduarda Dionísio
Quinta-feira, 24 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta última conferência Eduarda Dionísio fala sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

APRESENTAÇÃO: DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO
Sábado, 26 de Maio, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

O núcleo de Lisboa da AJA – Associação José Afonso organiza o lançamento do catálogo Desta canção que apeteço, sobre a obra discográfica de José Afonso entre 1953 e 1985, já apresentado em Grândola com a participação do Coro da Achada. Esta edição é apresentada por Miguel Gouveia e conta com um momento musical pelo Coro da Achada.

 

25 de Abril na Casa da Achada – Inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»

28 de Abril de 2012

No final da tarde de 25 de Abril a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, abriu as suas portas para mostrar uma nova exposição, «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

Neste dia chuvoso as pessoas iam chegando da manifestação do 25 de Abril, que terminava no Rossio, e de outros lados. Enquanto se esperava pela as hora anunciada para a inauguração, às 19h, as pessoas iam conversando e vendo a nova exposição de fotografia.

Pouco passava da hora marcada quando o Coro da Achada cantou duas canções para iniciar a festa: «Coro da Primavera» de José Afonso e «La lega», canção popular italiana. Com a sala da exposição cheia houve uma pequena conversa para receber os visitantesEduarda Dionísio explicou os motivos que levam a Casa da Achada a mostrar uma exposição diferente das anteriores e nesta data (no 25 de Abril, em Itália, comemora-se o fim da II Guerra Mundial e o fim do regime fascista); Giuseppe Morandi falou da emoção que sentiu quando viu a manifestação no Rossio; e ainda falaram Gianfranco Azzali e Paolo Barbaro.

O Coro da Achada voltou a cantar: «Mãos», «Pior que não cantar», «As papoilas», «Tiro-no-liro», «E o asfalto é tão largo», «Canto de esperança», «Encontrei um banqueiro…» e «A semana sangrenta». E, assim, abriram-se as portas do jardim e do terraço para toda a gente poder comer e beber, conversar o que apetecer, ou ver melhor a exposição. A festa ainda durou umas horas, com mais cantos, gaitadas e danças.

Foi também lançada a Ficha 4, o boletim da Casa da Achada, que nesta edição, entre outros, conta com um conjunto de textos sobre a exposição inaugurada, um texto sobre a festa da Lega di Cultura di Piadena de 2012, um texto de Filomena Marona Beja («Uma biblioteca ao virar da esquina»), e dá ainda uma mirada sobre a próxima edição da Casa da Achada – «Ver agora melhor o mais distante – A partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio» de Regina Guimarães. A Ficha 4 traz ainda um suplemento, «Mário Dionísio e o desenho como processo revelador» de Paula Ribeiro Lobo. Também está disponível o catálogo da exposição que inclui textos de Peter Kammerer, Paolo Barbaro e outras informações sobre a exposição, o autor e a Lega di Cultura di Piadena.

No dia seguinte, 26 de Abril, houve uma conversa sobre a exposição – «Olhares sobre os novos anjos» -, que juntou o autor, Giuseppe Morandi, Gianfranco Azzali da Lega di Cultura di Piadena, Paolo Barbaro, Peter Kammerer, Jorge Silva Melo e os fotógrafos André Beja, Camilla Watson, Catarina Botelho e Luís Rocha. Entre histórias das fotografias e dos fotografados, conversas sobre a fotografia social e o retrato de trabalhadores e imigrantes, ficámos a perceber o que move Giuseppe Morandi a fotografar aqueles que conhece bem. André Beja sobre a fotografia de Morandi escreveu um texto no seu blogue, metrografismos.

A exposição pode ser visitada até ao dia 28 de Maio.

 

25 de Abril – Inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; 26 de Abril – conversa sobre a exposição; 28 de Abril – uma conversa com Jerónimo Franco

23 de Abril de 2012

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»
Quarta-feira, 25 de Abril, 19h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. Há comes e bebes, mas tragam um farnel para ajudar.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, «que, ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, exclama «é um deus!».

Mas não é por acaso que escolhemos esta data para a inauguração:

«Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)»
Mário Dionísio, Passageiro Clandestino

NO DIA SEGUINTE, VAMOS CONVERSAR SOBRE A NOVA EXPOSIÇÃO: OLHARES SOBRE OS NOVOS ANJOS
Quinta-feira, 26 de Abril, 18h

Após a inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, acontece uma conversa que olha para esta exposição e que junta muita gente de muitos sítios e áreas diferentes. Para além da presença do autor, juntam-se Gianfranco Azzali,Peter Kammerer,Paolo Barbaro, Jorge Silva Melo; e os fotógrafos André Beja, Camila Watson, Catarina Botelho e Luís Rocha.

«Tal como na famosa canção dos partisans, alguém acorda de manhã e vê. Neste caso, não vê o invasor, mas um deus no telhado. Ele desce ao pátio e dá a boa nova. As fotografias de 1985 mostram Emilio Bosio, pedreiro, incarnação de uma beleza antiga, semelhante às obras-primas da arte italiana. A seu lado, Antonio, deus negro vindo do Níger. Morandi viu-o passar de bicicleta, com aquele estranho chapéu na cabeça. Aproveitou esse instante, pediu-lhe autorização para o fotografar e travou conhecimento com ele. Não se rouba a fotografia a alguém. Até os indianos do campo desportivo conhecem Morandi e aceitam a sua curiosidade como um acto de solidariedade.»
Peter Kammerer (2011)

E ENTRE O 25 DE ABRIL E O 1º DE MAIO, UM ITINERÁRIO POUCO COMUM:
UMA CONVERSA COM JERÓNIMO FRANCO
Sábado, 28 de Abril, 16h

Nesta 13ª sessão de «Itinerários», onde uma pessoa conta o seu percurso pouco comum, vamos conversar com Jerónimo Franco.

Como foi vir duma aldeia para Lisboa aos 11 anos, andar na escola e trabalhar. Como foi fazer a tropa em Moçambique. Como foi trabalhar na TAP e ser presidente do Sindicato dos Metalúrgicos antes do 25 de Abril . Como foi discursar a uma multidão no 1º de Maio de 1974. Como foi fundar o Movimento de Esquerda Socialista e dele sair. Como é ir aprendendo com as pessoas e também nos livros. Como é estar reformado e dividir o tempo entre Lisboa e uma aldeia.

A sessão conta com a projecção de um documentário sobre a luta dos trabalhadores da TAP nos anos 70.

 

19 a 25 de Abril: Quem é Maria Letícia; projecção de ‘Zumbidos da Mouraria’ e ‘Ouvir (ou)ver’; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘A coisa’ de Nanni Moretti; inauguração da exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ de Giuseppe Morandi

19 de Abril de 2012

QUEM É MARIA LETÍCIA
Sábado, 21 de Abril, 16h

Neste sábado organizamos uma sessão sobre Maria Letícia Clemente da Silva (1915 – 2010), companheira de sempre de Mário Dionísio.

Maria Letícia Clemente da Silva foi professora de Português e Latim no ensino secundário, tradutora, autora de livros escolares, trabalhou na Comissão para a Reforma do Ensino, logo a seguir ao 25 de Abril. Em 1947 foi expulsa, por razões políticas, do ensino – afastamento que durou oito anos. Pertenceu a organizações de mulheres, como o Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas (encerrado pelo Estado Novo em 1947) e a Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Depois da morte de Mário Dionísio, iniciou, com a arquivista Natércia Coimbra, o inventário do seu espólio, actualmente acessível na Casa da Achada.

Participam na sessão quatro fundadoras da Casa da Achada que conheceram e trabalharam com Maria Letícia: Diana Dionísio (neta de Maria Letícia), Natércia Coimbra (arquivista que organizou o espólio de Mário Dionísio e Maria Letícia), Maria Helena Carvalho e Maria Emília Dinis (professoras, amigas de Maria Letícia) e todos os que a conheceram, principalmente ex-alunos e ex-alunas, que quiserem dar o seu contributo.

A conversa é acompanhada por uma exposição de livros e documentos.

à Maria Letícia

chapelinho de quadrados
de vagar pela rua frenética
com uma fímbria de sol no laço
e uma saudade solta

desce um ar de natal sobre os passeios
sobre as pessoas sobre os carros
e um olhar sem palavras que flutua
põe-se a dizer de manso
antigamente

sinto surpreso que há momentos
em que as próprias rugas sabem bem
a ao nosso lado
numa alegria de cabelos soltos
o passado e o futuro correm de mãos dadas

Mário Dionísio, O riso dissonante, 1950

 

UMA TARDE DE PROJECÇÕES NA ACHADA
Domingo, 22 de Abril, 17h

Esta tarde será diferente no Centro Mário Dionísio: vamos projectar dois vídeos que estão relacionados com a Casa da Achada e com a zona envolvente: São Cristóvão, Socorro, Martim Moniz, Baixa.

Voltamos a mostrar o documentário Zumbidos da Mouraria, montado pelo projecto identibuzz e filmado com telemóveis por pessoas que vivem na Mouraria. O filme conta com uma entrevista a Eduarda Dionísio e com banda sonora do Coro da Achada.

O outro filme apresentado, Ouvir (ou)ver, acompanha o Coro da Achada a cantar pelas ruas da Mouraria e da Baixa e as reacções – muito variadas – das pessoas que passam.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 23 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 23 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos A coisa (1990, 59 min.) de Nanni Moretti. O filme é apresentado por Peter Kammerer, seguido de debate com Gianfranco Azzali e Giuseppe Morandi.

 

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias de Giuseppe Morandi
Quarta-feira, 25 de Abril, 19h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. Há comes e bebes, mas tragam um farnel para ajudar.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, «que, ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, exclama «é um deus!».

A actual exposição, «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», pode ser vista até ao dia 22 de Abril.

OUTRAS ACTIVIDADES

CICLO DE CONFERÊNCIAS E EXPOSIÇÃO: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Quinta-feira, 19 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

Continua o ciclo de conferências sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros, organizado em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta sessão Maria Alzira Seixo fala sobre Mário Dionísio, o escritor.

Este ciclo de conferências é acompanhado pela exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», que se tem encontrado em itinerância desde que foi mostrada na Casa da Achada.

O CORO DA ACHADA CANTA NO CONCERTO DE HOMENAGEM A ZECA AFONSO E A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
Sábado, 21 de Abril, 22h
Jardim de São Pedro de Alcântara, Lisboa

O Coro da Achada canta no Festival dos Cravos de Abril, organizado pela Associação Abril, na noite de homenagem a José Afonso e a Adriano Correia de Oliveira, no Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa. Esta sessão está inserida no projecto «Amigos maiores que o pensamento».

Participam, também, a partir das 20h, Couple Coffee, Helena Sarmento e Ana Ribeiro, João Nogueira, Jorge Jordan, Jorge Mendes, Tiago Fernandes e Vítor Sarmento.

 

12 a 16 de Abril: ‘A casa grande de Romarigães’ de Aquilino Ribeiro; encontro de leitores; visita guiada à exposição; oficina de ilustração; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Reds’

9 de Abril de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 12 de Abril, 18h

Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.

Esta é a 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

 

ENCONTRO DE GRUPO DE LEITORES
Sexta-feira, 13 de Abril, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação do escritor Miguel Castro Caldas.

ÚLTIMA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
SONHAR COM AS MÃOS – O DESENHO NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 14 de Abril, 16h

É a última oportunidade de participar numa visita guiada à exposição «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», que termina no dia 21 de Abril.

Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc.

Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO: OFICINA DE ILUSTRAÇÃO
Domingo, 15 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril há três oficinas de fabricos diferentes. Na primeira sessão montámos missangas com a ajuda de Irene van Es.

Neste domingo, com Pierre Pratt, vamos fazer ilustrações.

Número máximo de participantes: 10. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 16 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos Reds (1981, 194 min.) de Warren Beatty. Quem apresenta é João Rodrigues.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Sexta-feira, 13 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta primeira sessão Rui Canário vai falar sobre Mário Dionísio, o professor.

 

21 a 26 de Março: Encontro de leitores; a Casa da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Escola Secundária José Gomes Ferreira

19 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 23 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritor Jacinto Lucas Pires.

A CASA DA ACHADA NA FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

Nestes dias, de 23 a 25 de Março, a Casa da Achada vai para Itália, participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

Por esse motivo a Casa da Achada encerra no domingo, 25 de Março. Nos restantes dias a porta estará aberta para receber quem vier ver a exposição ou consultar a biblioteca. A projecção do filme Os grandes aldrabões e a leitura semanal foram adiadas de 26 de Março para 2 de Abril.

A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade no norte de Itália. A Casa da Achada e o Coro da Achada têm participado na sua festa anual desde 2010. O tema da festa deste ano são os 50 anos do novo cancioneiro italiano.

Na Casa da Achada, no dia 25 de Abril, inaugura, com a colaboração da Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Quarta-feira, 21 de Março, 13h
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficos, vários documentos e livros, desta vez passa pela Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Inaugura a 21 de Março, dia em que cantará o Coro da Achada, às 13h.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de Abril.

 

9 a 12 de Março: Encontro de leitores; ‘O vermelho e negro’ de Stendhal por Saguenail; oficina de stop motion; leitura de Fernando Lopes Graça; cinema com ‘O quinteto era de cordas’; leituras e Coro da Achada em Coimbra

6 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 9 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritora Filomena Marona Beja.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O vermelho e o negro de Stendhal
Sexta-feira, 9 de Março, 18h

O vermelho e o negro, de Stendhal, é o livro de que nos vem falar Saguenail. É 22ª sessão sobre livros que Mário Dionísio referiu em depoimentos como sendo os da sua predilecção, pelos mais diversos motivos.

OFICINA DE STOP MOTION
com fotografias fazer um filme
Domingo, 11 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme. Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos». Nesta 2ª sessão vamos continuar a filmar na zona pública da Casa da Achada.

Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 12 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Pedro Rodrigues lê e comenta, com projecção de imagens e audição de peças musicais, Introdução à música moderna (1942) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 12 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos O quinteto era de cordas (1955, 91 min.) de Alexander Mackendric. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

 

NA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» EM COIMBRA
NAVEGANDO À BOLINA PELA VIDA E PELA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 10 de Março, 16h
Biblioteca Municipal de Coimbra

Mário Dionísio contado por Mário Dionísio
Trata-se de uma leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos de Mário Dionísio – boa parte da sua Autobiografia (1987) -, com projecção de imagens. Esta leitura já foi feita em em Alhos Vedros e na Casa da Achada.

Canta o Coro da Achada
Depois da leitura, o Coro da Achada fará a sua intervenção, cantando várias canções do seu reportório – umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Coimbra até ao dia 15 de Março.

Organização: Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Apoios: Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Biblioteca Municipal de Coimbra.

Por este motivo a Casa da Achada estará encerrada nesta data, sábado, 10 de Março.

 

15 a 17 de Outubro: Itinerários com Filomena Marona Beja; oficina de fazer um livro; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Ninotchka’; o Coro da Achada canta em Grândola

13 de Outubro de 2011

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No dia 15 de Outubro, sábado, pelas 16h, acontece a 11ª sessão de ‹‹Itinerários››, uma série que se realiza de dois em dois meses onde uma pessoa com um itinerário pouco vulgar conta a sua história. Para esta sessão convidámos Filomena Marona Beja.

Como se escolhe fazer estudos de biologia. Como da biologia se vai parar à função pública como documentalista e o que se pode ter aprendido sobre construções escolares. O que é investigar. O que faz começar a publicar romances e contos quando já se tem mais de 50 anos. O que é ser escritora. O que é ser premiada. E participar há mais de 10 anos na Leitura Furiosa com «zangados com a leitura». Haverá uma exposição de livros e leitura de textos de Filomena Marona Beja.

2011-10 Fazer um livro

No domingo, 16 de Outubro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina ‹‹Fazer um livro››. Depois de Vítor Silva Tavares ter contado como se faziam livros à mão, nesta sessão Pedro Serpa vai ensinar-nos como se pagina um livro num computador.

SEGUNDA 17 out 11

No dia 17, segunda-feira, às 18h30 continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, onde se analisam textos e obras que foram citadas por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Eduarda Dionísio continua leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de O Elogio da Mão de Henri Focillon.

Nessa noite, acontece a 3ª sessão do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Pelas 21h30 projectamos o filme Ninotchka de Ernst Lubitsch, com Greta Garbo (1939, 110 min.). Quem apresenta é António Rodrigues.

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OUTRAS ACTIVIDADES:

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Está patente a exposição ‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes›› na Escola Secundária Camões, em Lisboa, de 13 a 27 de Outubro, com várias actividades relacionadas com Mário Dionísio e com a Casa da Achada. Pode consultar aqui o programa.

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No dia 15 de Outubro, pelas 21h30, o Coro da Achada canta em Grândola, no Cineteatro Grandolense, no lançamento do catálogo da exposição ‹‹Desta canção que apeteço, obra discográfica de José Afonso 1953/1985››, a convite da AJA – Associação José Afonso.

 

‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes›› no Liceu Camões

10 de Outubro de 2011

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Inaugura na próxima quinta-feira, 13 de Outubro, pelas 18h00, na Biblioteca da Escola Secundária Camões, a exposição ‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes››. A exposição é composta pelos 13 painéis biográficos da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››, por documentação do espólio do Centro Mário Dionísio e dos arquivos da escola onde Mário Dionísio foi professor..

A acompanhar estas duas semanas em que a exposição estará patente, de 13 a 27 de Outubro, existe uma vasta programação composta por conversas e espectáculos variados. A inauguração tem um momento musical com Pedro e Diana; mais tarde, às 20h, nas Caves, acontece o espectáculo ‹‹Negro em chão de sangue verde››, a partir da poesia de Mário Dionísio, de Inês Nogueira (voz) e Carlos “Zíngaro” (violino, electrónica), já apresentado na Casa da Achada e no Teatro Maria Matos. O espectáculo tem a entrada de 3€.

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Na quarta-feira, 19 de Outubro, com início às 10h, há a conferência ‹‹Mário Dionísio, Professor de Artes e Letras›› com Rui Canário. No dia 24 de Outubro, segunda-feira, pelas 15h, acontece uma mesa-redonda com alunos e professores contemporâneos de Mário Dionísio no Liceu Camões, conduzida pela jornalista e escritora Sarah Adamapoulus (também autora de um artigo sobre a Casa da Achada para o Notícias Magazine).

O dia de encerramento, quinta-feira, 27 de Outubro, terá espectáculos de poesia e música a partir das 17h. O Grupo de Teatro e Coral da Escola Secundária Camões lerá poemas e cantará canções; seguindo-se João Caldas e Mariana Nunes com o seu espectáculo apresentado numa sessão na Casa da Achada (ver aqui como foi), com poemas musicados do primeiro livro de poesia de Mário Dionísio, Poemas (escrito entre 1936 e 1938, editado em 1941); terminando com uma actuação do Coro da Achada que cantará várias canções do seu reportório, com poemas de Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira, José Afonso, entre outros.

 

Como foi a inauguração da exposição ‹‹Sonhar com as mãos››

6 de Outubro de 2011

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Na passada quinta-feira, dia 29 de Setembro, assinalámos os 2 anos de abertura ao público da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio com a inauguração de uma nova exposição: Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio.

Às 18h30, piscando o olho ao título da exposição, o coro da Achada cantou «Mãos», uma canção com música de Pedro Rodrigues e letra de Regina Guimarães, que a fez há uns meses propositadamente para o coro.

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Falou depois Eduarda Dionísio, que contou um pouco do caminho que trilhámos nestes dois anos – um caminho tão cheio de actividades e questões que não pode ser resumido nuns minutos. Anunciou que a página electrónica do Centro Mário Dionísio foi alterada para mais facilmente se encontrarem as informações acerca da casa e das sessões programadas. Por fim, apresentou a nova exposição e o seu catálogo e passou a palavra à curadora, Paula Ribeiro Lobo.

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O coro voltou depois a cantar várias canções, umas com letra de Mário Dionísio, outras com letras de outros e em várias línguas. No fim, houve petiscos e bebidas e puderam todos ver com mais calma as duas exposições – a de desenhos (na Zona Pública) e a que dava conta de tudo o que o centro Mário Dionísio fez durante este último ano (na varanda) – e as três edições lançadas no dia – o catálogo Sonhar com as mãos, a Ficha nº 3 (boletim da Casa da Achada) e o primeiro disco do coro da Achada.
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1 a 3 de Outubro: Visita guiada à exposição ‹‹Sonhar com as mãos››; oficina de caça texturas com Miguel Horta; ciclo A Paleta e o Mundo III›› e um novo ciclo de cinema: ‹‹Estrelas de Hollywood›› com ‘Crepúsculo dos deuses››

1 de Outubro de 2011

Estes próximos dias serão cheios de coisas na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: há uma visita guiada à nova exposição, uma nova oficina, começa um novo ciclo de leitura e um novo ciclo de cinema.

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Hoje, sábado, pelas 16h, acontece a primeira visita guiada à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› pela curadora Paula Ribeiro Lobo. A exposição inaugurada no dia 29 de Setembro é composta por dezenas de desenhos de Mário Dionísio, na maioria dos anos 40 e 50, de dimensões, técnicas e suportes variados e com temáticas diferentes (retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros).

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No domingo, dia 2 de Outubro, das 15h30 às 17h30, vamos caçar texturas na Achada numa oficina orientada por Miguel Horta. Partir à procura de texturas pelas ruas, jardins e praças, no chão e nas paredes, levando grandes folhas de papel e barras de grafite. Reunir a colecção que se conseguiu ‹‹caçar›› nas folhas de papel. Falar sobre a origem e função desses objectos. Encontrar uma cidade invisível que passa por baixo dos nossos passos.

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Na segunda-feira, 3 de Outubro, começam dois novos ciclos. Pelas 18h30 começa o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Após a análise de todos os capítulos da 1ª parte de A Paleta e o Mundo e da leitura de todos os capítulos que compõem as cinco partes da obra, vamos começar a analisar textos e obras que foram citadas por Mário Dionísio. Eduarda Dionísio lê e comenta, com projecção de imagens, O Elogio da Mão de Henri Focillon.

À noite, pelas 21h30, começa um novo ciclo de cinema, desta vez dentro de portas: ‹‹Estrelas de Hollywood››. O primeiro filme deste ciclo é Crepúsculo dos deuses (1950, 110 min.) de Billy Wilder, com Gloria Swanson. Quem apresenta o filme é Vítor Silva Tavares.

 

Inauguração de uma nova exposição: ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››. Mas antes há ainda outras actividades…

22 de Setembro de 2011

cartaz 2º aniversárioConvite

Assinalando 2º aniversário da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, inaugura no próximo dia 29 de Setembro às 18h30 uma exposição de desenhos de Mário Dionísio, na sua quase totalidade desconhecidos, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, da Universidade Nova de Lisboa. A exposição «Sonhar com as mãos: o desenho na obra de Mário Dionísio» estará patente ao público até Abril de 2012.

Trata-se de um conjunto de 90 desenhos a carvão, grafite, tinta-da-china, lápis de cera, de diversas dimensões, realizados por Mário Dionísio entre os inícios dos anos 40 e os anos 60 do século passado, escolhidos entre cerca de 300 obras gráficas que fazem parte do seu espólio artístico, que se encontra reunido na Casa da Achada.

Todos os desenhos de Mário Dionísio foram previamente tratados por uma equipa de conservadoras da FCT/UNL, com apoio da Fundação do Montepio e também do AHU, onde o trabalho foi realizado.

No dia da inauguração acontece também o lançamento do catálogo da exposição, que para além da reprodução de mais de 30 desenhos de Mário Dionísio, inclui uma introdução por Paula Ribeiro Lobo, ‹‹A necessidade de ver claro››, e vários textos de Mário Dionísio sobre desenho e pintura. Será também lançada a terceira edição do boletim da Casa da Achada, a Ficha 3 (pode consultar aqui a e a edição do boletim). Por fim, o Coro da Achada cantará para toda a gente canções do seu reportório.

Mas antes ainda há outras actividades…

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Na sexta-feira, dia 23 de Setembro, às 18h, acontece uma sessão diferente de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Tendo como base o primeiro livro de poesia de Mário Dionísio, Poemas (1941), João Caldas escolheu e musicou alguns dos poemas da obra. Serão cantados por Mariana Nunes e lidos por várias vozes.

Cartaz expo MD

No dia seguinte, sábado, pelas 16h, acontece a última visita guiada à exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra›› por Eduarda Dionísio. A exposição, que poderá ser visitada até domingo, apresenta várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, e é constituída por 13 painéis biográficos, por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

OFICINA ARTE POSTAL

O domingo é dia de oficina. Neste mês já fizemos envelopes e postais para mandar pelo correio com José Smith Vargas e Diana Dionísio. Em cada uma das sessões houve recortes, colagens e desenhos. No dia 25 de Setembro, das 15h30 às 17h30, vamos ver o que nos preparou Marta Caldas, que orienta esta sessão.

CARTAZ 26  SET 11

Na segunda-feira, 26 de Setembro, pelas 18h30, termina o ciclo A Paleta e o Mundo II. Manuela Torres conclui a leitura da obra com o último capítulo da 1ª parte, ‹‹Olhar e ver››. A leitura terá a projecção das obras citadas no livro. No fim haverá tempo para uma conversa sobre a obra e o ciclo de leitura seguinte.

Nessa noite acontece também a última sessão de cinema ao ar livre do ciclo ‹‹Filmes das nossas vidas››. Projectamos o filme O homem sem passado (2002, 97 min.) de Aki Kaurismäki, proposto por Manuel Mozos, que apresenta o filme. Em Outubro o cinema regressa para dentro da Casa da Achada.



 

13 a 15 de Agosto: visita guiada à exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra»; oficina de fazer coisas de papel; leitura de ‘A Paleta e o Mundo’; cinema ao ar livre com ‘Casa de chá do luar de Agosto’

11 de Agosto de 2011

De sábado a segunda-feira há sempre coisas a acontecer na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Cartaz expo MD

No dia 13 de Agosto, sábado, pelas 15h30 temos uma visita guiada à exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» por Eduarda Dionísio. A exposição, que foi inaugurada no passado 25 de Abril e que estará patente até o dia 25 de Setembro, apresenta várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, e é constituída por 13 painéis biográficos, por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

Oficinas Agosto 11

No dia seguinte, domingo, 14 de Agosto, das 15h30 às 17h30, continuam as oficinas «cada semana um fabrico». Nesta semana vamos fazer coisas de papel com Emanuel Faustino.

SEGUNDA 15 AGO 11

Na segunda-feira, 15 de Agosto, às 18h30, lê-se, com comentários e visualização das obras citadas, A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Sónia Gabriel conclui a leitura do oitavo capítulo da 1ª parte, «A beleza é difícil».

No mesmo dia, pelas 21h30, continua o ciclo de cinema ao ar livre «Filmes das nossas vidas», onde projectamos 13 filmes de 13 pessoas ligadas à Casa da Achada. Nesta noite mostramos o filme Casa de chá do luar de Agosto (1956, 123 min.) de Daniel Mann. A sugestão é de Filomena Marona Beja, que apresenta o filme.

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Agora já podem descarregar a ‘Ficha 2’ e o catálogo da exposição ‘Mário Dionísio – Vida e Obra’

18 de Maio de 2011

No passado 25 de Abril, quando se inaugurou a exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››, também foi lançado o nº 2 do boletim da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: a Ficha 2.

No boletim podem consultar tudo o que se tem passado na Casa da Achada desde o lançamento da Ficha 1, no final de Setembro de 2010, para além de um texto inédito de Mário Dionísio,‹‹Conversa com o censor››, um texto sobre Maria Letícia e as suas respostas ao ‹‹Inquérito às Mulheres Portuguesas›› (O Diário, 1936), um artigo de Pedro Rodrigues sobre o Coro da Achada e a sua ida à festa da Lega di Cultura di Piadena, outro artigo de Miguel Castro Caldas sobre a oficina ‹‹Música com História(s)›› e uma saudação a Francisco Castro Rodrigues.

A Ficha 2 pode agora ser descarregada em PDF clicando aqui ou sobre a imagem. Para consultar em papel e com melhor qualidade a brochura está disponível (por uma moeda ou gratuitamente para os Amigos e Fundadores da Achada) na Casa da Achada.

Ficha 2_Page_01

Deixamos também para descarregar o catálogo da exposição recentemente inaugurada (clicar nas imagens):

MD-vida e obra - frente MD - vida e obra - verso

 

Como foi o 25 de Abril na Casa da Achada

29 de Abril de 2011

Foi no final de tarde de 25 de Abril que inaugurou a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››.

Cartaz expo MD

Pouco faltava para as 19h e abriram-se as portas da zona pública da Casa da Achada. Já muita gente esperava na rua para poder ver a exposição, pessoas que vieram do desfile da Avenida da Liberdade, pessoas que souberam da inauguração pelos jornais ou pela nossa página, pessoas que vieram conhecer um pouco mais da vida e da obra de Mário Dionísio, conversar com outros e ouvir o Coro da Achada.

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Enquanto ainda chegava gente, o Coro da Achada começou a actuação no Largo da Achada – onde cantou várias canções com letras de poemas de Mário Dionísio: ‹‹Que tu es fort››, ‹‹Pior que não cantar››, ‹‹Limões››, para além de outras -, seguindo depois para o terreno em frente à Casa onde se cantou ‹‹La bande à Riquiqui›› e ‹‹A Semana Sangrenta›› (ambas da Comuna de Paris) e poemas de José Gomes Ferreira (‹‹Dulcineia››), Carlos de Oliveira (‹‹Canção da Jorna››) e Mário Dionísio (‹‹Canto de Esperança››, musicado por Fernando Lopes-Graça). Despediram-se com ‹‹Tiro-no-liro›› de José Mário Branco e ‹‹De não saber o que me espera›› de José Afonso.

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‹‹Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)››
Mário Dionísio, Passageiro Clandestino (inédito)

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Na Casa da Achada começava então a apresentação da exposição e de dois novos lançamentos: do livro-catálogo Mário Dionísio – Vida e Obra e do boletim Ficha 2. Eduarda Dionísio deu a primeira razão para ser nesse dia que se inaugurava esta exposição: o 25 de Abril cortou a meio, em duas metades ‹‹desiguais››, a vida de Mário Dionísio. E por isso vale a pena notar a ‹‹pobreza›› daquela zona entre 1974-1979: poucas fotografias (não havia tempo para isso), nem um livro (não havia vontade para isso). ‹‹Pobreza›› se compararmos com os seus 58 anos anteriores de luta contra o fascismo ou os 13/14 anos seguintes (painéis, vitrinas e tantos quadros nas paredes). A segunda razão por se ter escolhido esta data é a situação de hoje não ser muito diferente desta anotada por Mário Dionísio:

‹‹3.12.76
Comecei a evitar as palavras “democracia” e “democraticamente”. Acabarei talvez por riscá-las do meu vocabulário. Em todas as reuniões em que tenho participado, no liceu, verifico que o emprego dessas palavras é cada vez mais frequente por pessoas ineludivelmente reaccionárias, para as quais ainda há pouco tinham o diabo no corpo. Quando alguém se levanta e, em tom protestativo, clama “em qualquer assembleia democrática”, “isto assim não é democracia”, etc., digo para comigo: “já sei quem és”. Porque se trata de reivindicar na prática a adopção da alteração que pouco a pouco se tem dado no conceito de Democracia: regime em que a liberdade seja total para os que não querema liberdade e crescentes as restrições aos que sempre se bateram por ela. Democraticamente, devem deixar-se os seus lugares aos fascistas, por mais notórios que sejam, e permitir que se primam tão amplamente quanto o desejarem. Pelo contrário, deve-se manter a rédea curta a todos os que querem efectivamente transformar a sociedade, acabando com exploradores e explorados, o que seria evidentemente cortar a liberdade aos pobres dos exploradores, com tanto direito a existirem como aqueles que exploram…
É uma comédia sem dúvida, que se tinge de tragédia quando se verifica que a isto veio dar o 25 de Abril. Tenhamos, pelo menos, o cuidado de não participar nela, usando palavras que provocam, aumentam, generalizam despuridamente a confusão em curso, que só aproveita, como todas as confusões, aos pescadores de águas mais que turvas››
Mário Dionísio, Diário (inédito)

Esta exposição decorre dos estatutos da associação cultural Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: divulgar a obra de Mário Dionísio. Também por isso foi concebida para ser itinerante. A sua concepção , execução e montagem não foi feita por técnicos, mas por pessoas que ‹‹prepararam e montaram esta exposição com os saberes e os prazeres que trouxeram das suas variadas artes e ciências, ofícios e militâncias, vidas e saberes. (E espero que tenham aprendido mais enquanto foram fazendo para poderem fazer outras coisas depois – aqui ou noutros lados.) – É para isto que serve a Casa da Achada››, disse Eduarda.

Mas talvez a maior razão para se ter inaugurado a exposição no 25 de Abril é por continuar a haver pessoas que gostam de estar umas com as outras nessa data.

No fim abriu-se o jardim ao público e começou o convívio com comes e bebes, continuaram os cantos, e muito se foi conversando e estando.

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Lembramos que no dia 30 de Abril, sábado, às 16h haverá uma visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.

Ver aqui as fotografias da actuação do coro e da inauguração.

 

27 a 30 de Abril: Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio, com acompanhamento musical; visita guiada à exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››; o Coro da Achada canta no Liceu Camões; Catalunyapresenta projecta ‘El Mar’; e um colóquio organizado por O Beco

27 de Abril de 2011

Os próximos dias serão preenchidos na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Na sexta-feira, 29 de Abril às 18h, inserido na rúbrica ‹‹Mário Dionísio, um escritor››, Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio escolhidos por si. A leitura tem o acompanhamento musical de Bruno Brôa.

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No dia seguinte, 30 de Abril às 16h, haverá uma visita guiada por Eduarda Dionísio à exposição inaugurada no passado 25 de Abril, ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É a primeira visita guiada a esta exposição que para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens, vídeos e outros objectos.

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O Coro da Achada, após ter cantado na inauguração da nova exposição, irá participar nas comemorações do 25 de Abril na Escola Secundária Camões, onde Mário Dionísio leccionou. Será na quinta-feira, 28 de Abril às 17h, e também conta com uma apresentação do coro de professores e alunos da escola.

Há também duas actividades organizadas por outras associações:
A associação Catalunyapresenta projecta hoje, 27 de Abril, às 18h30 o filme El Mar de Agustí Villaronga. A projecção será seguida de debate com a escritora maiorquina Antònia Vicens que vai falar sobre a obra de Blai Bonet e vai analisar o universo narrativo de El Mar.

No sábado à noite, pelas 21h30, há um colóquio, organizado por O Beco, a partir dos textos de Robert Kurtz numa entrevista à revista Shift e ‹‹A teoria de Marx, a crise e abolição do capitalismo››.

 

Convite: Inauguração da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››

23 de Abril de 2011

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Convidamos todos para a inauguração, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, no dia 25 de Abril às 19h, da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É uma exposição diferente das duas que existiram neste ano e meio de abertura, ‹‹50 anos de pintura e desenho›› 1 e 2, porque, para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

Para assinalar esta inauguração há dois lançamentos: do livro e catálogo da exposição, Mário Dionísio – Vida e Obra, que reproduz os 13 painéis e que inclui estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio; e da Ficha 2 – o nº 2 do boletim da Casa da Achada.

O Coro da Achada também canta várias canções do seu repertório.

 

No 25 de Abril inaugura uma nova exposição: Mário Dionísio – Vida e Obra

18 de Abril de 2011

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No 25 de Abril pelas 19h inaugura a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: Mário Dionísio – Vida e Obra. A exposição é constituída por 13 painéis biográficos, documentos do espólio do autor, livros, fotografias, pinturas e desenhos de Mário Dionísio e de outros autores.

Na inauguração será lançado do Catálogo da Exposição (colecção Mário Dionísio nº 4), que, além de reproduzir os painéis cronológicos da exposição, inclui uma bibliografia sumária do Autor e um conjunto de estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio – o artista (poeta, romancista, pintor), o pedagogo e, em tudo, o intelectual interventivo, ética e politicamente. São autores dos textos: Isabel da Nóbrega, Jorge Silva Melo, João Madeira, Luís Trindade, António Pedro Pita, Rui Canário, Maria Alzira Seixo, Rocha de Sousa, Regina Guimarães, Cristina Almeida Ribeiro, Nuno Júdice, Saguenail, Manuel Gusmão e Eugénia Leal.

Será ainda distribuído o 2º número do Boletim da Casa da Achada, Ficha 2, que apresenta, além de textos, o historial da Casa da Achada desde a publicação da Ficha 1, em Setembro 2010.

O Coro da Achada cantará várias canções, algumas das quais com letras de Mário Dionísio (musicadas por Fernando Lopes-Graça ou por elementos do coro), para além de outras canções de luta e resistência de vários sítios do mundo.

 

Visita guiada do grupo cultural Atrium

19 de Março de 2011

O Atrium – Grupo Cultural pediu à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para vir visitar a exposição 50 anos de pintura e desenho – 2. No passado dia 5 de Fevereiro, um grupo de cerca de 20 pessoas passou cá a manhã numa visita guiada por Eduarda Dionísio.

No seu blogue deixaram um texto e algumas fotografias dessa manhã:

«O dia nasceu com um céu azul e um sol caloroso. Finalmente Lisboa retomava a sua luz que há tantos dias andava arredia, tudo se conjugava para um excelente dia na cidade à beira Tejo.
Após o encontro na velha Praça da Figueira, embrenhámo-nos na malha fechada das ruas da Mouraria e fomos ter ao Beco das Farinhas, onde a fotógrafa escocesa Camilla Watson dedicou aos velhos moradores uma interessante exposição ao ar livre, denominada Tributo, colocando as suas fotografias impressas nas paredes das suas casas, identificando assim a cidade com os seus habitantes.
Chegados à Casa da Achada, sede do Centro Mário Dionísio, fomos recebidos pela simpatia da Eduarda Dionísio, que durante toda a manhã nos acompanhou numa fascinante viagem pelo mundo do Mário Dinísio. Tomámos contacto com a sua vida, com a sua obra multifacetada de escritor, poeta, pintor, ensaísta, e ficámos a conhecer melhor o cidadão sempre atento aos problemas do seu tempo e da sua gente.»

Ler o resto aqui.

 

Fim-de-Semana Diferente, Sábado, 18 de Dezembro

17 de Dezembro de 2010

SAB 18

11h-20h: Venda de obras de arte, livros, discos e objectos. Coisas diferentes e pouco comuns.

16h: Visita Guiada à exposição 50 anos de pintura e desenho – 2 por Sílvia Chicó.

18h: O Coro da Achada canta uma dúzia de canções, algumas com letra de Mário Dionísio. Entre as canções pequenos textos do livro Entrevistas de Mário Dionísio.

 

Lembramos o fim de semana diferente na Casa da Achada

14 de Dezembro de 2010

É para a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio muito importante, para a sua existência, actividade e continuidade, a difusão das suas edições:
– Livros: Entre Palavras e Cores – alguns dispersos (1937-1990) de Mário Dionísio; Mário Dionísio Pintor de Rui-Mário Gonçalves; Um Cesto de Cerejas – conversas, memórias, uma vida sobre Francisco Castro Rodrigues organizada por Eduarda Dionísio; Entrevistas (1945-1991) feitas a e por Mário Dionísio;
– Serigrafias: a partir de 5 desenhos de Mário Dionísio, realizadas pela Cooperativa Gesto;
– Postais, pins, marcadores de livros, etc.

E também é importante a venda  das obras de arte oferecidas por vários artistas para os leilões organizados na Casa da Achada (ver catálogo do leilão de 2008 e de 2010).

Durante estes três dias, também estarão à venda livros, discos e objectos de vários preços e difíceis de encontrar no mercado, que mudam de dia para dia.

Haverá conversas e outras coisas para ver e ouvir, descobrir e até aprender:

SExta 17SAB 18DOM 19
(clicar nas imagens para aumentar)

Em breve enviaremos informações mais pormenorizadas sobre o que irá acontecendo neste Fim-de-Semana Diferente.

 

Um fim de semana diferente na Casa da Achada

6 de Dezembro de 2010

FIM de semana DEZ 10 (3)

Chamámos diferente a este fim-de-semana alargado – sexta 17, sábado 18 e domingo 19 de Dezembro – que acontecerá na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio porque será um fim-de-semana onde comprar e vender é importante, ao contrário do que é costume aqui.

Mas é preciso angariar fundos para podermos continuar, sem grandes sobressaltos e sem dependermos exclusivamente da «boa vontade» dos que distribuem «bens», dentro da tal «crise», «apesar da crise», que é, como se sabe, mais de uns e menos de outros…

Diferente também porque nele se concentram actividades que costumam ser mais espaçadas. E porque incluímos nestes três dias de diversidades mais propostas do exterior que, de algum modo, se relacionam com as nossas e que nos pareceram caber neste «fim-de-semana diferente».

Apesar de não irmos fazer uma «feira da ladra», mudaremos todos os dias obras de arte, discos, livros, objectos escolhidos, que podem até aparecer uma só vez.

Mas atenção: não é preciso vir comprar para aparecer. Haverá mais coisas para ver e ouvir, descobrir, do que em tempo normal, mais tempo e espaço para falarmos e estarmos uns com os outros, trocando saberes.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020