Ligações rápidas

Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

Programação de Março de 2011

28 de Fevereiro de 2011

Março 11

Domingo e segunda: Músicas com História(s), leitura de A Paleta e o Mundo e cinema, O sol do marmeleiro

26 de Fevereiro de 2011

DSC_0006- DSC_0008-

Após uma sessão bastante participada sobre Fernando Lopes-Graça, no domingo, 27 de Fevereiro às 15h30, é o último dia da Oficina Músicas com História(s). Desta vez Manuel Videira pediu aos participantes para trazerem uma música com uma história das suas vidas.

Oficina Músicas

No dia seguinte, segunda-feira, 28 de Fevereiro há duas sessões. Às 18h30 continua a leitura do capítulo «A omnipotência do sonho» de A Paleta e o Mundo por Paulo Andringa e Nuno Leão. Mais tarde, pelas 21h30, projectamos o filme, inserido no Ciclo Cinema e Pintura, O sol do marmeleiro (1992, 133 min.) de Victor Erice. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

SEG 28 FEV 11

Uma nova edição de Mário Dionísio

24 de Fevereiro de 2011

verissimo

Na passada terça-feira foi apresentada uma nova edição de Mário Dionísio: [Érico Veríssimo] Um romancista brasileiro, a sua segunda dissertação de licenciatura em 1939, até agora inédita. A primeira, em 1938, tinha sido sobre a «Ode Marítima» de Álvaro de Campos, quando Fernando Pessoa não tinha entrada na Faculdade de Letras… e Mário Dionísio ficou reprovado…

Uma edição do CLEPUL – Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, com o apoio da Fundação para a Ciência e Desenvolvimento e com colaboração da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. O livro conta com apresentação, edição e revisão de Vania Pinheiro Chaves e com uma introdução de João Marques Lopes.

A sessão contou com a presença de Vania Pinheiro Chaves, João Marques Lopes e Eduarda Dionísio.

«…Esta tese insere-se na atmosfera literário-intelectual que acabámos de descrever e parece-nos relevante por três razões: Primo: provavelmente, foi durante décadas o trabalho português que mais aprofundou o tema do posteriormente chamado romance brasileiro de 30, sobretudo na sua feição de denúncia social regionalista. Secundo: desenvolveu a superação de certos binómios e equações para marcar a abertura de uma nova posição no campo intelectual de então. Tértio: abordou os romances de Érico Veríssimo com uma invulgar profundidade em questões de ordem narratológica e “sociológica”…»
João Marques Lopes

A edição encontra-se à venda na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio por 10€.

Sexta e sábado: A morte é para os outros com Eugénia Leal e uma sessão sobre Lopes-Graça

24 de Fevereiro de 2011

Na sexta-feira e no sábado vão acontecer duas sessões relacionadas com Mário Dionísio, uma sobre um livro e outra sobre um amigo.

No dia 25 de Fevereiro, às 18h, Eugénia Leal vem falar-nos – em mais uma sessão de Mário Dionísio, escritor – sobre A morte é para os outros, último livro de contos de Mário Dionísio publicado em 1988.

MD escritor Fev 11

No sábado, 26 de Fevereiro, às 16h, acontece a 2ª sessão de Amigos de Mário Dionísio. Vamos conversar e ouvir Fernando Lopes-Graça numa sessão organizada pelo musicólogo Manuel Deniz Silva.

Fernando-Lopes Graça

19 a 22 de Fevereiro: Oficina Músicas com História(s), leitura de ‘A Paleta e o Mundo’, cinema com ‘L’hypothèse du tableau volé’, lançamento de ‘Érico Veríssimo – um romancista brasileiro’ de Mário Dionísio

17 de Fevereiro de 2011

No domingo voltamos às actividades organizadas pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Manuel Videira continua a Oficina Músicas com História(s), o assunto da próxima sessão é «Paixão e género» e vamos ver por que caminhos, músicas e conversas esse tema nos vai levar.

Oficina Músicas

Na segunda-feira, 21 de Fevereiro, às 18h30 começa a leitura de mais um capítulo de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Vamos na 5ª parte da obra e é Paulo Andringa que lê «Recusa e intervenção» («A omnipotência do sonho»). Mais tarde, pelas 21h30, há mais uma sessão do ciclo Cinema e Pintura: projectamos L’hypothèse du tableau volé (1979, 66 min.) de Raoul Riz. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

Cartaz 2ª 21 Fev

Na terça-feira a Casa da Achada abre às 18h30 para receber o lançamento de Érico Veríssimo – um romancista brasileiro, a dissertação de licenciatura de Mário Dionísio em 1939. Uma edição do CLEPUL e do Centro Mário Dionísio que será apresentada por Vania Chaves, João Marques Lopes e Eduarda Dionísio.

Lançamento Veríssimo

No dia 19 de Fevereiro, sábado, às 15h a UNIPOP e a revista imprópria organizam uma mesa-redonda que tem como tema «Dos motins às revoluções e vice-versa».

Nos próximos dias há Itinerários: Rui Canário, Oficina: Músicas com História(s), Leitura: A Paleta e o Mundo, Cinema: Goya em Bordéus

10 de Fevereiro de 2011

Vão ser mais uns dias preenchidos de actividades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado às 16h, na 6ª sessão de Itinerários recebemos Rui Canário para uma conversa sobre o seu percurso de vida pouco vulgar. Como se pode chegar à Faculdade de Letras para estudar História. Como se luta contra a ditadura fora dos grandes partidos. O que foi o serviço militar. O que foi ser professor do ensino preparatório e sindicalista depois do 25 de Abril. Das organizações ao trabalho «solto». Como se descobrem as «ciências da educação» e o que se pode fazer delas. Como se chega à pintura. Haverá também uma pequena exposição de pinturas de Rui Canário.

Cartaz Itinerários 6

No dia seguinte à tarde, domingo 13 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30, Manuel Videira continua a Oficina Música com História(s). Depois de se ter passado por José Afonso, por Charlie Haden, pelo canto gregoriano, por canções de escravos hebreus e pelos Deolinda, vamos ver o que Manuel Videira nos traz para esta sessão.

Oficina Músicas

Na segunda-feira, 14 de Fevereiro, às 18h30 continua a leitura, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Estamos já na 5ª parte da obra, no capítulo «A paz a preto e branco», lido por Cláudia Oliveira e Levina Valentim. À noite, pelas 21h30, projectamos o filme Goya em Bordéus de Carlos Saura (1999, 107 min.), inserido no Ciclo Cinema e Cultura. Quem apresenta é Eugénio Castro Caldas.

14 FEV

Há ainda uma sessão no sábado à noite, a partir das 21h30, «O caso Battisti é o caso de todos nós» organizado pelo Grupo de Intervenção nas Prisões. Participam João Bernardo que falará do caso de Cesare Battisti, Rui Mendes que recordará o caso de Mumia Abu-Jamal e António Pedro Dores que falará sobre a situação das prisões portuguesas. Seguir-se-á um debate. Antes e depois das intervenções haverá um concerto com Amélia Muge, José Mário Branco, Pedro & Diana e Coro da Achada.

Livros das Nossas Vidas e uma sessão sobre Luiz Pacheco

7 de Fevereiro de 2011

Na quinta-feira, 10 de Fevereiro, pelas 18h há mais uma sessão dos Livros das nossas vidas. Desta vez é Joaquim Beja que nos vem falar de A Peste de Albert Camus.

LNV FEv 11

Na sexta-feira acontecem duas sessões sobre Luiz Pacheco propostas e organizadas por Tânia Pinto. Às 19h há a leitura de «A Comunidade» por Isabel da Nóbrega. Mais tarde, às 21h30, é a vez de uma tertúlia sobre a vida e a obra de Luiz Pacheco com alguns convidados. Por curiosidade, fica aqui um texto de Luiz Pacheco sobre Mário Dionísio.

Como foi o fim-de-semana na Casa da Achada

7 de Fevereiro de 2011

O passado sábado, 5 de Fevereiro, foi um dia cheio cá na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Começou logo na hora de abertura, às 11h, com uma visita-guiada por Eduarda Dionísio à exposição «50 anos de pintura e desenho – 2» a um grupo de visitantes do Atrium – Grupo Cultural.

DSC_0104 DSC_0113

Às 15h houve um encontro dos participantes de vários grupos de leitura com escritores e pessoas «zangadas com a leitura» na sequência da Leitura Furiosa de 2010. Miguel Castro Caldas com as crianças da Escola nº 10 do Castelo, Filomena Marona Beja com as utentes Centro Social da Sé e Raul Malaquias Marques com as crianças da Escola nº 75 da Madalena. Houve trocas de ideias e impressões, leituras e histórias. No fim as crianças da Escola do Castelo cantaram três canções de poemas de Mário Dionísio. Seguiu-se um pequeno lanche.

LF2 1 DSC_0124

DSC_0130 DSC_0136

Ao final da tarde, pelas 17h30, aconteceu a 2ª parte do debate «Para que serve o canto popular», proposto pela Lega di Cultura di Piadena aos participantes da sua festa anual. O Coro da Achada vai participar, como no ano passado, na festa que acontecerá no final de Março. Nesta sessão convidámos para se juntar a nós o músico Carlos Guerreiro.

DSC_0004 DSC_0010

No domingo começou a Oficina Músicas com História(s) com Manuel Videira. Começando com «Grândola, Vila Morena» de José Afonso, passando por Charlie Haden, canto gregoriano, canções de escravos hebreus, terminou discutindo-se «Que parva que eu sou» dos Deolinda. Muito se conversou sobre música e outras coisas que apareceram pelo caminho. No próximo domingo, às 15h30, continua a oficina aberta a toda a gente com mais de 14 anos.

DSC_0002 DSC_0003

De sábado a segunda na Casa da Achada

3 de Fevereiro de 2011

Vão acontecer coisas variadas de sábado a segunda-feira na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado, 5 de Fevereiro, às 17h30, continua o debate «Para que serve o canto popular» proposto pela Lega di Cultura di Piadena aos participantes da sua festa anual. Como no ano passado, o Coro da Achada irá participar na festa de 2011 que se vai realizar no final de Março. Para continuar o debate que começou no passado dia de 15 de Janeiro, convidámos para se juntar a nós o músico Carlos Guerreiro, que desde 1974 tem participado em vários trabalhos de recolha de música portuguesa.

No domingo, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: Músicas com História(s). Manuel Videira mostra músicas – ditas clássicas e ditas menos clássicas – para se ouvir e conversar. Para toda a gente a partir dos 14 anos.

Oficina Músicas

Na segunda-feira, 7 de Fevereiro, inicia-se a leitura, com comentários e projecção de imagens, de um novo capítulo de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Cláudia Oliveira e Levina Valentim começam, às 18h30, a leitura de «A paz a preto e branco» da 5ª parte da obra. Às 21h30 projectamos mais um filme do Ciclo Cinema e Pintura: Cinco mulheres à volta de Utamaro (1946, 106 min.) de Kenzo Mizoguchi. Quem apresenta é Seixas Santos.

cartaz_segunda_7_Fev_11

Programação de Fevereiro

29 de Janeiro de 2011

FEV11-1

Fim de Janeiro: Oficina de Encadernação, Ciclo A Paleta e o Mundo e Ciclo Cinema e Pintura

28 de Janeiro de 2011

Nos últimos dias de Janeiro termina a Oficina de Encadernação e continuam o Ciclo A Paleta e o Mundo e o Ciclo Cinema e Pintura.

Cartaz of. EncadernaçãoSEG 31 JAN

No domingo há a última sessão da Oficina de Encadernação orientada por Sónia Gabriel e Pedro Oliveira. A oficina encontra-se lotada.

Na segunda-feira 31 de Janeiro às 18h30, Miguel Castro Caldas continua a leitura do capítulo «Enquanto os canhões troam» da obra A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. À noite, às 21h30, projectamos o filme Decameron (1971, 112 min.) de Pier Paolo Pasolini. Quem apresenta é António Rodrigues.

A entrada em todas as actividades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio é livre.

Nos próximos dias há oficina, cinema, leituras e conversas

20 de Janeiro de 2011

A próxima semana na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio será uma semana preenchida.

No domingo continua a Oficina de Encadernação orientada por Sónia Gabriel e Pedro Oliveira. A oficina encontra-se lotada.

Cartaz of. EncadernaçãoOficina Encadernação

No dia seguinte, segunda-feira 24 de Janeiro, acontecem dois ciclos: às 18h30 continua o Ciclo A Paleta e o Mundo, dedicado à leitura – com projecção de imagens das obras citadas – de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Carla Mota termina a leitura do capítulo «Abstrair» e Nuno Leão inicia a leitura de «Enquanto os canhões troam». À noite projectamos mais um filme inserido no Ciclo Cinema e Pintura, F for Fake (1974, 80 min.) de Orson Welles. Quem apresenta o filme é João Pedro Bénard.

SEG 24 JAN 11 Cartaz cinema e pintura

Na terça-feira há a última sessão do ciclo de documentários As Cidades e a Construção Informal organizado pelo CIES. Serão projectados Op Bêlo de João Ramos de Almeida (às 18h30) e Dia de Festa de Toni Venturi e Paulo Georgieff (às 21h30). Na quinta-feira, 27 de Janeiro às 21h, O Beco propõe um debate sobre A Crise e a Crítica do Valor.

Fica aqui também a ligação para uma reportagem feita pelas Boas Notícias sobre a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: «Casa da Achada: a cultura é para todos».

Como foi a tarde de 15 de Janeiro

18 de Janeiro de 2011
No sábado passado, 15 de Janeiro, foi uma tarde preenchida na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
A tarde começou com a chegada de várias pessoas para a reunião de Amigos da Casa da Achada. Falou-se aí da necessidade de os Amigos ajudarem mais na divulgação das actividades do Centro, de proporem formas de financiamento e de incentivarem a realização de trabalhos de investigação em torno da vida e da obra de Mário Dionísio ou de assuntos com ele relacionados, uma vez que o Centro de Documentação da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio é rico em documentos que podem servir para variadas investigações e trabalhos.

DSC_0112

Seguiu-se a projecção do filme A Terra Treme, onde aparece a participação do Coro da Achada na Greve Geral. Depois da sua projecção, gerou-se um amplo debate, que teve de ser interrompido pois já estava na hora da próxima conversa. Em cima da mesa estava a questão «Para que serve o canto popular» – o tema deste ano da festa da Lega di Cultura di Piadena, que se realiza em Março e em que participará o Coro da Achada. O debate foi animado e ficou a sensação de que muito ainda ficou por dizer. Provavelmente, portanto, continuaremos este debate nos próximos meses.

DSC_0116

Leitura de A Paleta e o Mundo e Cinema

16 de Janeiro de 2011

Nos próximos dois dias, segunda e terça-feira, há três ciclos diferentes. Enquanto que na 2ª feira o cinema e a pintura se ligam, na 3ª feira o CIES apresenta-nos dois documentários.

Cartaz segunda 17 Jan 11

Na segunda-feira continua, pelas 18h30, o Ciclo A Paleta e o Mundo. Carla Mota continua a leitura, com projecção de imagens, do capítulo «Abstrair» da 5ª parte de A Paleta e o Mundo. À noite, às 21h30, acontece a 3ª sessão do Ciclo Cinema e Pintura: projectamos o filme Andrei Rublev (1966, 165 min.) de Andrei Tarkovski.
CartazCicloDocumentarios-2
O dia seguinte, terça-feira 18 de Janeiro, é o 3º dia de documentários organizados pelo CIES, As Cidades e a Construção Informal: Vizinhos de Tiago Figueiredo (às 18h30) e Via de Acesso de Nathalie Mansoux (às 21h30).

15 de Janeiro, um dia diferente

13 de Janeiro de 2011

SAB 15 JAN 11

15 de Janeiro é um dia especial na Casa da Achada. Às 15h acontece a 1ª reunião dos Amigos da Achada. Depois, a partir das 17h, há duas actividades ligadas: primeiro a projecção do vídeo A Terra Treme sobre a participação do Coro da Achada na Greve Geral, depois dá-se o início do debate «Para que serve o canto popular?», tema da festa anual da Lega di Cultura di Piadena onde o Coro da Achada vai participar.

Livros das nossas vidas

10 de Janeiro de 2011

Cartaz LNV JAN

8.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros referidos num depoimento de Mário Dionísio sobre «Os livros da minha vida».

Mário de Carvalho fala de A Condição Humana de André Malraux.

Nos próximos dias…

7 de Janeiro de 2011

Os próximos dias na Casa da Achada serão bem preenchidos.

Cartaz of. Encadernação

No domingo acontece a 1ª sessão da Oficina de Encadernação orientada por Sónia Gabriel e Pedro Oliveira. A oficina encontra-se lotada.

Cartaz segunda 10 Jan 11

Na segunda-feira, 10 de Janeiro, às 18h30 prossegue a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Marta Caldas e Pedro Soares terminam a leitura do capítulo «Analisar, reconstruir» e Carla Mota irá iniciar a leitura de «Abstrair». Pelas 21h30 projectamos o segundo filme do ciclo Cinema e Pintura: Paixão de Jean-Luc Godard (1982,  88 min.). Seixas Santos apresenta o filme.

Mas ainda há mais para fazer nestes próximos dias. No sábado, 8 de Janeiro, às 15h a UNIPOP organiza uma mesa-redonda com o tema «O Espectro da Anarquia». No domingo, às 17h30 há a apresentação do livro Contos da Biodiversidade proposta pela Quercus. Na terça-feira, 11 de Janeiro, continua o Ciclo de Documentários As Cidades e a Construção Informal organizado pelo CIES: Paredes Meias de Pedro Mesquita (às 18h30) e Operações SAAL de João Dias (às 21h30).

Programa de 2ª feira: A Paleta e o Mundo e a primeira projecção do Ciclo Cinema e Pintura

2 de Janeiro de 2011

Em Janeiro há coisas que continuam e outras que começam.

SEG 3 JAN 11

Amanhã, 2ª feira, 3 de Janeiro, continua o ciclo A Paleta e o Mundo. Marta Caldas lê o capítulo «Analisar, reconstruir», do livro A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, às 18h30. À noite, pelas 21h30, inicia o novo ciclo de cinema: Cinema e Pintura. Começamos com o filme A vida apaixonada de van Gogh de Vicente Minelli (1956, 122 min.). Quem apresenta é João Rodrigues.

Um novo ciclo de cinema: Cinema e Pintura

31 de Dezembro de 2010

Cartaz cinema e pintura

Há relações estreitas entre Cinema e Pintura, mesmo que não pensemos muito nelas. Fazer um quadro e fazer um plano têm coisas em comum.
E, além disso, muitos filmes (e muito variados) pegam no pintar, em pintores, em pinturas – no seu fabrico, na sua circulação e utilização – como assunto.
Era impossível na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio não se organizar um ciclo sobre Cinema e Pintura, quando Mário Dionísio foi pintor, escreveu sobre pintura e viu muito cinema, quando a sala onde se projectam os filmes está cobertura de pinturas, quando todas as semanas há no mesmo espaço sessões de leitura de A Paleta e o Mundo, obra muito extensa sobre pintura, escrita por Mário Dionísio.
Neste primeiro ciclo (haverá outros) apresentaremos apenas filmes (e poderiam ser outros) com narração e ficção, feitas das mais diversas maneiras, ao longo de meio século, uns com a pintura (e os pintores) muito à vista e outros menos. Para mais tarde ficarão os documentários.
Por acaso ou talvez não, começamos com van Gogh e terminaremos com ele, filmado mais de trinta anos depois e noutras terras. Van Gogh que Mário Dionísio descobriu nos anos 40 e sobre o qual muito escreveu.

Como sempre todos os filmes são apresentados e é distribuída uma folha de sala.

Programa:

Programa Cinema e Pintura

Segunda-feira, 3 de Janeiro às 21h30
A vida apaixonada de van Gogh

de Vicente Minelli (1956, 122 min.)

Segunda-feira, 10 de Janeiro às 21h30
Paixão

de Jean-Luc Godard (1982, 88 min.)

Segunda-feira, 17 de Janeiro às 21h30
Andrei Rublev

de Andrei Tarkovski (1966, 165 min.)

Segunda-feira, 24 de Janeiro às 21h30
F for fake

de Orson Welles (Verdades e mentiras, 1974, 80 min.)

Segunda-feira, 31 de Janeiro às 21h30
Decameron
de Pier Paolo Pasolini (1974, 80 min.)

Segunda-feira, 7 de Fevereiro às 21h30
Cinco mulheres à volta de Utamaro
de Kenzo Mizoguchi (1946, 106 min.)

Segunda-feira, 14 de Fevereiro às 21h30
Goya
de Carlos Saura (1999, 107 min.)

Segunda-feira, 21 de Fevereiro às 21h30
L’hypothèse du tableau volé
de Raoul Riz (1979, 66 min.)

Segunda-feira, 28 de Fevereiro às 21h30
O sol do marmeleiro

de Victor Erice (1992, 133 min.)

Segunda-feira, 7 de Março às 21h30
A bela impertinente

de Jacques Rivette (1991, 236 min.)

Segunda-feira, 14 de Março às 21h30
O vagabundo de Montparnasse

de Jacques Becker (1958, 108 min.)

Segunda-feira, 21 de Março às 21h30
Moulin Rouge

de John Huston (1952, 119 min.)

Segunda-feira, 28 de Março às 21h30
Life Lessons

de Martin Scorsese (episódio de Histórias de Nova Iorque, 1989, 45 min.)
Corvos
de Akira Kurosawa (episódio de Sonhos, 1989, 10 min.)

Uma nova oficina: Aprender a Encadernar

31 de Dezembro de 2010

Cartaz of. Encadernação

Domingos, 9, 16, 23 e 30 de Janeiro das 15h30 às 17h30

Desta vez, para maiores de 15 anos. Gente mais nova só se acompanhada por um adulto.

Como quase sempre, para um máximo de 10 participantes. E vai ser necessária inscrição até 3 dias antes. Que os materiais são mais exigentes do que é costume.

Orientada por Sónia Gabriel e Pedro Oliveira.

Inscrições: casadaachada@centromariodionisio.org ou 218877090.

Programação de Janeiro

31 de Dezembro de 2010

JANEIRO

Morreu Maria Letícia

29 de Dezembro de 2010

FOT1-ML-R-24 recortada

No passado dia 27 de Dezembro morreu, aos 95 anos, Maria Letícia Clemente da Silva, companheira de toda a vida de Mário Dionísio.

Maria Letícia nasceu em 12 de Setembro de 1915, em Beja. Ainda criança, mudou-se com a família para Lisboa, onde sempre viveu. Na Semana de Abertura da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, Eduarda Dionísio contou-nos esta história:

«Era uma vez um miúdo, nascido no século XIX, de «mãe incógnita» segundo ouvi dizer, criado na Casa Pia, depois ferroviário, republicano e maçon (o que só soube depois da sua morte), que tirou o curso de Direito enquanto a filha fazia o liceu no Camões (uma das poucas raparigas que por lá andaram ao mesmo tempo que Álvaro Cunhal, nos anos 20 do século XX). A mulher desse ferroviário tinha o curso do magistério primário (tirado nos anos 10 do mesmo século), mas nunca teve profissão porque se casou com ele. Aplicou os saberes a preparar a filha para tirar a 4ª classe, a fazer fotografia em casa e na economia doméstica. Mal contada, esta é a história da pequena ascensão dos pais de Maria Letícia.»

Para além de ter concluído o Curso Superior de Piano do Conservatório Nacional, tendo sido aluna de música de Oliva Guerra e Francine Benoît, Maria Letícia terminou em 1937 o curso de Filologia Clássica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde conheceu Mário Dionísio, com quem casou em 1940. Fez o estágio do ensino liceal em Lisboa, no Liceu Pedro Nunes, e foi professora de Português e de Latim no Liceu de Santarém, no Liceu Camões, no Liceu D. Filipa de Lencastre e no Liceu Rainha D. Leonor. Deu também aulas particulares. 

16_1945_MD_ML_Ferias

Em 1947, foi afastada do ensino durante oito anos (até 1955) pelo regime salazarista «por razões de ordem política», nunca explicadas. Julga-se que por ter assinado as listas para a constituição do MUD (Movimento de Unidade Democrática) em 1945.

Também em 1945, depois do fim da guerra, altura em que nasceu uma nova esperança de mudança política em Portugal – que como sabemos não se veio a verificar… –, Maria Letícia fez parte do numeroso grupo de mulheres que aderiu ao Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas, encerrado pelo Estado Novo em 1947. Pertenceu também à Associação Feminina Portuguesa para a Paz, de que foi Presidente, Vice-Presidente e Secretária da Assembleia Geral, entre 1945 e 1951, quando a associação foi encerrada pelo Estado Novo.

Maria Letícia Clemente da Silva e Maria Emília Coutinho Diniz foram colaboradoras de A Capital (de Março de 1968 a Julho de 1969) com o pseudónimo de Dinis da Silva, uma vez que os professores do ensino oficial só podiam nesta época escrever nos jornais sobre ensino depois de superiormente autorizados. Manteve com este pseudónimo a secção «Consultório Escolar». 

Maria Letícia dedicou também muito do seu tempo à tradução, tendo traduzido e introduzido várias obras e apoiado o trabalho de outros tradutores. Foi ainda autora, com Eduarda Dionísio, de livros escolares para o ensino do Português, publicados entre 1972 e 1975 e adoptados pelas escolas durante alguns anos.

Alb-Fot3-8 recortada

O espólio de Maria Letícia Clemente da Silva, ainda não estudado, que inclui a sua biblioteca (a mesma de Mário Dionísio), está disponível ao público no Centro de Documentação do Centro Mário Dionísio desde a abertura da Casa da Achada.

Não é demais repetir que sem a memória (rigorosa e crítica) e o trabalho de Maria Letícia – que começou, com Natércia Coimbra, a organização e catalogação do espólio de Mário Dionísio logo em 1994 –, sem as suas economias – que foram suficientes para adquirir o prédio em que se instalou a Casa da Achada – e sem a sua vida dedicada a Mário Dionísio, à educação e ao conhecimento, e à luta por um mundo diferente, não existiria esta casa.

 ML 48

                                     

                                   à Maria Letícia

chapelinho de quadrados
de vagar pela rua frenética
com uma fímbria de sol no laço
e uma saudade solta
 
desce um ar de natal sobre os passeios
sobre as pessoas sobre os carros
e um olhar sem palavras que flutua
põe-se a dizer de manso
antigamente
 
sinto surpreso que há momentos
em que as próprias rugas sabem bem
a ao nosso lado
numa alegria de cabelos soltos
o passado e o futuro correm de mãos dadas

 

MÁRIO DIONÍSIO, O riso dissonante, 1950

A Paleta e o Mundo | Cinema

27 de Dezembro de 2010

SEG 27 DEZ

Como foi o Fim de Semana Diferente e o que se vai passar até ao fim do ano

23 de Dezembro de 2010

No Fim de Semana Diferente, 17 a 19 de Dezembro, muita gente passou pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Foram três dias diferentes, ao contrário do que é costume, vender e comprar foi algo importante aqui – as vendas reverteram para a continuidade das actividades, sempre de entrada livre, da Casa da Achada.

Claro que existiram ainda várias actividades nestes três dias e por isso deixamos aqui várias fotografias dos acontecimentos.

Sexta-feira, 17 de Dezembro:
Tallinn: cores, imagens, sentimentos | Projecção de
Baile de Outono

DSC_0204 DSC_0211

DSC_0226 DSC_0286

Sábado, 18 de Dezembro
Visita Guiada à exposição por Sílvia Chicó | Coro da Achada

DSC_0236 DSC_0268

DSC_0274 Fim-de-semanadiferenteDez.2010 018

Fim-de-semanadiferenteDez.2010 022 Fim-de-semanadiferenteDez.2010 021

Domingo, 19 de Dezembro
Oficina Prendas sou eu que as faço | Fantoches: excertos da peça Guignol de Jacques Prévert | Movimento Diplomático do Outono

DSC_0277 DSC_0292

DSC_0312 DSC_0314

DSC_0316 DSC_0347

Informamos que na sexta-feira, 24 de Dezembro, a Casa da Achada estará aberta ao público das 15h às 18h, estando encerrada no sábado, 25 de Dezembro.

Na segunda-feira, 27 de Dezembro, continua a programação habitual. Às 18h30 acontece a leitura, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Marta Caldas continua a leitura do capítulo «Analisar, reconstruir». Às 21h30 projectamos o último filme do ciclo de cinema de realizadores de uma só longa-metragem: Déjà s’envole la fleur maigre (1960, 87min.) de Paul Meyer. Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

SEG 27 DEZ

E após o fim de semana diferente, há uma segunda-feira com actividades

19 de Dezembro de 2010

SEG 20 DEZ

Após o Fim de Semana Diferente na Casa da Achada, regressamos na segunda-feira a dois ciclos que nos têm acompanhado. Às 18h30 acontece o Ciclo A Paleta e o Mundo II com a leitura, acompanhada com a projecção de imagens das obras referidas, do livro A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Fernando Nunes inicia a leitura do capítulo «Analisar, reconstruir». Mais tarde, às 21h30, a penúltima sessão do Ciclo Realizadores de uma só longa-metragem. Projectamos O Polícia na Estrada (Electra Glide in Blue, 1973, 114 min.) de James William Guercio. Fernando Nunes também apresenta o filme.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020