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Áreas Principais

13 a 16 de Maio: António Carlos Cortez fala sobre a poesia de Mário Dionísio; oficina de Gravura; leitura de A Paleta e o Mundo; cinema com ‘Os malucos de Maio’ de Louis Malle

11 de Maio de 2011

Na sexta-feira, 13 de Maio, às 18h, há mais uma sessão de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Após duas sessões de leitura da poesia de Mário Dionísio – por José Manuel Mendes em Março e por Manuel Cintra em Abril -, em Maio é António Carlos Cortez que nos vem falar sobre a poesia de Mário Dionísio reunida em Poesia Incompleta (1ª edição 1966, 2ª edição 1982), acrescida de Le feu qui dort (1967) e Terceira Idade (1982).

MD ESCRITOR MAIO 11

No domingo, 15 de Maio, das 15h30 às 17h30, acontece a 1ª sessão da oficina ‹‹Gravar Maio››, que continua nos restantes domingos do mês, dias 22 e 29 de Maio. Esta oficina de gravura e impressão é orientada por Carla Mota e é para todos com mais de 6 anos. No mês de Junho as oficinas serão de barro com Zé d’Almeida.

OFICINA MAIO 11

Na segunda-feira, 16 de Maio, às 18h30, continua a leitura do 1º capítulo da 1ª parte de A Paleta e o Mundo, ‹‹Chamemos-lhe divórcio››, de Mário Dionísio. Quem lê, com projecção de imagens das obras citadas no livro, é Inês Dourado. Às 21h30 projectamos mais um filme do ciclo ‹‹Revoltas e Revoluções››: Os malucos de Maio (1999, 107 min.) de Louis Malle. Quem apresenta este filme sobre o Maio de 68 é Amarante Abramovici.

SEGUNDA 16 DE MAIO 11

Descontos para os Amigos da Achada: ‘Esta noite improvisa-se’ do teatroàparte

9 de Maio de 2011
Na próxima sexta-feira, 13 de Maio, às 21h30, estreia a peça Esta noite improvisa-se, de Luigi Pirandello, pelo teatroàparte no Auditório da Biblioteca Municipal Orlando Ribeiro, em Telheiras (Lisboa). O preço do bilhete para os Amigos da Achada que apresentem cartão, com as quotas em dia, é de 5€, sendo que o preço do bilhete normal é 6€. O espectáculo, que tem encenação de Sandra Faleiro, estará em cena até ao dia 28 de Maio.

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Lembramos, também, que podem ter descontos com o cartão de Amigo da Achada nas entradas de:
Castelo de São Jorge – desconto de 50% relativamente ao preço de ingresso normal.
Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva – 50% na entrada do museu.
Museu do Fado – desconto de 50% relativamente ao preço de ingresso normal.
Museu da Marioneta – bilhete de ingresso no valor de 2€.
Padrão dos Descobrimentos – desconto de 40% relativamente ao preço de ingresso normal.
Teatro o Bando – 5€ o bilhete.
Teatro Municipal Maria Matos – desconto de 20% relativamente ao preço de ingresso normal.
Teatro Municipal São Luiz – desconto de 20% relativamente ao preço de ingresso normal.
Teatro da Trindade – 20% de desconto no bilhete individual (excepto às quartas-feiras, em que o bilhete no TT tem o preço único de 5€); grupos acima de 10 pax – 30% de desconto; grupos iguais ou superiores a 50 pax – 50% de desconto.

Como foi a Leitura Furiosa

9 de Maio de 2011

É a terceira vez que há Leitura Furiosa na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Nos dias 6, 7 e 8 de Maio, a Leitura Furiosa realizou-se aqui, ao mesmo tempo que no Porto e em Amiens (França).

Na sexta-feira, 6 de Maio, os escritores Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires, Jaime Rocha, José Mário Silva, Margarida Vale de Gato e Nuno Milagre encontraram-se com grupos de pessoas do Centro de Dia do Socorro, do Centro Social da Sé, do Conselho Português para os Refugiados, da Escola Primária nº 10 do Castelo, e da Escola Secundária Gil Vicente.

À noite, cada escritor escreveu um texto a partir do encontro que teve com o seu grupo.

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No sábado de manhã, os grupos voltaram a reunir-se com os escritores na Casa da Achada e leram os textos escritos na noite anterior. Ao mesmo tempo, os ilustradores Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas, Nadine Rodrigues, Nuno Saraiva, Pierre Pratt e Zé d’Almeida leram também os textos e ilustraram-nos.

Depois de almoço, cada escritor foi com o seu grupo a um sítio com livros: uns foram visitar as livrarias Fabula Urbis e Letra Livre, outros foram à Feira do Livro.

Enquanto isto se passava, foram chegando a Lisboa os textos que foram escritos nas Leituras Furiosas em Amiens e no Porto, e foram traduzidos alguns dos textos franceses para português. Foi editada uma brochura com os textos.

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No domingo, houve uma sessão pública, em que os textos de Lisboa e alguns do Porto e de Amiens foram lidos e musicados por Antonino Solmer, Diana Dionísio, Diogo Dória, Elisabete Piecho, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, Joana Craveiro, Maria Gil, Pedro Rodrigues, Simon Frankel e Tânia Guerreiro.

A Leitura Furiosa, uma iniciativa que quer pôr em contacto gente «zangada com a leitura» e escritores, é promovida anualmente pela Associação Cardan, de Amiens, desde há cerca de 20 anos. Em Lisboa, existiu entre 2000 e 2004 organizada pela Associação Cultural Abril em Maio e a partir de 2009 organizada pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. No Porto, a Leitura Furiosa tem-se realizado desde 2008 na Fundação Serralves.

Deixamos também algumas fotografias da Leitura Furiosa em Amiens:

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Ver aqui mais fotografias da Leitura Furiosa em Lisboa e em Amiens.

9 de Maio: Regresso à 1ª parte de ‘A Paleta e o Mundo’; cinema com ‘Gestos e fragmentos’ de Seixas Santos, apresentado pelo realizador

8 de Maio de 2011

Na segunda-feira, 9 de Maio, há dois ciclos a decorrer na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

SEGUNDA 9 DE MAIO 11

<Às 18h30 continua a leitura de A Paleta e o Mundo. Depois de termos lido, na última sessão, a conclusão da obra, voltamos agora à 1ª parte. Esta 1ª parte, que a introduz, foi debatida anteriormente em 11 sessões, uma para cada capítulo, por 11 fundadores da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Como nessas sessões apenas foram lidos excertos, agora será lida integralmente. Quem lê o capítulo ‹‹Chamemos-lhe o divórcio›› é Inês Dourado.

Mais tarde, às 21h30, continua o Ciclo Revoltas e Revoluções com a projecção de Gestos e fragmentos (1982, 90 min.) de Alberto Seixas Santos. Quem apresenta é o próprio realizador.

Leitura Furiosa – Leitura de textos escritos com e para gente zangada com a leitura

5 de Maio de 2011

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Gente zangada com a leitura encontra-se com escritores. Os escritores escrevem textos. Desenhadores ilustram-nos. Actores e músicos lêem-nos e cantam-nos na sessão pública, no dia 8 de Maio às 15h.

Antonino Solmer, Diana Dionísio, Diogo Dória, Elisabete Piecho, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, Joana Craveiro, Maria Gil, Pedro Rodrigues, Simon Frankel, Tânia Guerreiro lêem e cantam os textos que Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires, Jaime Rocha, José Mário Silva, Margarida Vale de Gato, Nuno Milagre escreveram com grupos de zangados com a leitura de Centro de Dia do Socorro, Centro Social da Sé, Conselho Português para os Refugiados, Escola do Castelo, Escola Gil Vicente e que foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas, Nadine Rodrigues, Nuno Saraiva, Pierre Pratt, Zé d’Almeida.

E serão lidos muitos mais textos escritos por muitos mais escritores com muitos mais zangados com a leitura e ilustrados por muitos mais desenhadores no Porto, em Amiens, em Kinshasa.

Leitura Furiosa

3 de Maio de 2011

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Programação de Maio de 2011

30 de Abril de 2011

MAIO 11

2 e 9 de Maio: Ciclo Revoltas e Revoluções mostra o 25 de Abril e o PREC

29 de Abril de 2011

Já se passaram três filmes do ciclo de cinema Revoltas e Revoluções no mês de Abril: A Greve de Eisenstein, que retrata a greve russa de 1912; A Marselhesa de Renoir, sobre a Revolução Francesa; e Os carrascos também morrem de Fritz Lang, que mostra a resistência checa contra os nazis. Nas duas primeiras segundas-feiras de Maio abordamos o 25 de Abril de 1974 e o PREC.

Cartaz Revoltas e Revoluções SEGUNA 2 DE MAIO 11

Na próxima segunda-feira, 2 de Maio, às 21h30, projectamos Cenas da luta de classes (1977, 90 min.) de Robert Kramer. Quem apresenta é António Loja Neves. Na semana seguinte, a 9 de Maio à mesma hora, projectamos Gestos e fragmentos (1982, 90 min.) de Alberto Seixas Santos. O filme é apresentado pelo próprio realizador.

Como foi o 25 de Abril na Casa da Achada

29 de Abril de 2011

Foi no final de tarde de 25 de Abril que inaugurou a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››.

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Pouco faltava para as 19h e abriram-se as portas da zona pública da Casa da Achada. Já muita gente esperava na rua para poder ver a exposição, pessoas que vieram do desfile da Avenida da Liberdade, pessoas que souberam da inauguração pelos jornais ou pela nossa página, pessoas que vieram conhecer um pouco mais da vida e da obra de Mário Dionísio, conversar com outros e ouvir o Coro da Achada.

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Enquanto ainda chegava gente, o Coro da Achada começou a actuação no Largo da Achada – onde cantou várias canções com letras de poemas de Mário Dionísio: ‹‹Que tu es fort››, ‹‹Pior que não cantar››, ‹‹Limões››, para além de outras -, seguindo depois para o terreno em frente à Casa onde se cantou ‹‹La bande à Riquiqui›› e ‹‹A Semana Sangrenta›› (ambas da Comuna de Paris) e poemas de José Gomes Ferreira (‹‹Dulcineia››), Carlos de Oliveira (‹‹Canção da Jorna››) e Mário Dionísio (‹‹Canto de Esperança››, musicado por Fernando Lopes-Graça). Despediram-se com ‹‹Tiro-no-liro›› de José Mário Branco e ‹‹De não saber o que me espera›› de José Afonso.

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‹‹Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)››
Mário Dionísio, Passageiro Clandestino (inédito)

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Na Casa da Achada começava então a apresentação da exposição e de dois novos lançamentos: do livro-catálogo Mário Dionísio – Vida e Obra e do boletim Ficha 2. Eduarda Dionísio deu a primeira razão para ser nesse dia que se inaugurava esta exposição: o 25 de Abril cortou a meio, em duas metades ‹‹desiguais››, a vida de Mário Dionísio. E por isso vale a pena notar a ‹‹pobreza›› daquela zona entre 1974-1979: poucas fotografias (não havia tempo para isso), nem um livro (não havia vontade para isso). ‹‹Pobreza›› se compararmos com os seus 58 anos anteriores de luta contra o fascismo ou os 13/14 anos seguintes (painéis, vitrinas e tantos quadros nas paredes). A segunda razão por se ter escolhido esta data é a situação de hoje não ser muito diferente desta anotada por Mário Dionísio:

‹‹3.12.76
Comecei a evitar as palavras “democracia” e “democraticamente”. Acabarei talvez por riscá-las do meu vocabulário. Em todas as reuniões em que tenho participado, no liceu, verifico que o emprego dessas palavras é cada vez mais frequente por pessoas ineludivelmente reaccionárias, para as quais ainda há pouco tinham o diabo no corpo. Quando alguém se levanta e, em tom protestativo, clama “em qualquer assembleia democrática”, “isto assim não é democracia”, etc., digo para comigo: “já sei quem és”. Porque se trata de reivindicar na prática a adopção da alteração que pouco a pouco se tem dado no conceito de Democracia: regime em que a liberdade seja total para os que não querema liberdade e crescentes as restrições aos que sempre se bateram por ela. Democraticamente, devem deixar-se os seus lugares aos fascistas, por mais notórios que sejam, e permitir que se primam tão amplamente quanto o desejarem. Pelo contrário, deve-se manter a rédea curta a todos os que querem efectivamente transformar a sociedade, acabando com exploradores e explorados, o que seria evidentemente cortar a liberdade aos pobres dos exploradores, com tanto direito a existirem como aqueles que exploram…
É uma comédia sem dúvida, que se tinge de tragédia quando se verifica que a isto veio dar o 25 de Abril. Tenhamos, pelo menos, o cuidado de não participar nela, usando palavras que provocam, aumentam, generalizam despuridamente a confusão em curso, que só aproveita, como todas as confusões, aos pescadores de águas mais que turvas››
Mário Dionísio, Diário (inédito)

Esta exposição decorre dos estatutos da associação cultural Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: divulgar a obra de Mário Dionísio. Também por isso foi concebida para ser itinerante. A sua concepção , execução e montagem não foi feita por técnicos, mas por pessoas que ‹‹prepararam e montaram esta exposição com os saberes e os prazeres que trouxeram das suas variadas artes e ciências, ofícios e militâncias, vidas e saberes. (E espero que tenham aprendido mais enquanto foram fazendo para poderem fazer outras coisas depois – aqui ou noutros lados.) – É para isto que serve a Casa da Achada››, disse Eduarda.

Mas talvez a maior razão para se ter inaugurado a exposição no 25 de Abril é por continuar a haver pessoas que gostam de estar umas com as outras nessa data.

No fim abriu-se o jardim ao público e começou o convívio com comes e bebes, continuaram os cantos, e muito se foi conversando e estando.

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Lembramos que no dia 30 de Abril, sábado, às 16h haverá uma visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.

Ver aqui as fotografias da actuação do coro e da inauguração.

27 a 30 de Abril: Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio, com acompanhamento musical; visita guiada à exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››; o Coro da Achada canta no Liceu Camões; Catalunyapresenta projecta ‘El Mar’; e um colóquio organizado por O Beco

27 de Abril de 2011

Os próximos dias serão preenchidos na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Na sexta-feira, 29 de Abril às 18h, inserido na rúbrica ‹‹Mário Dionísio, um escritor››, Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio escolhidos por si. A leitura tem o acompanhamento musical de Bruno Brôa.

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No dia seguinte, 30 de Abril às 16h, haverá uma visita guiada por Eduarda Dionísio à exposição inaugurada no passado 25 de Abril, ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É a primeira visita guiada a esta exposição que para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens, vídeos e outros objectos.

Cartaz expo MD

O Coro da Achada, após ter cantado na inauguração da nova exposição, irá participar nas comemorações do 25 de Abril na Escola Secundária Camões, onde Mário Dionísio leccionou. Será na quinta-feira, 28 de Abril às 17h, e também conta com uma apresentação do coro de professores e alunos da escola.

Há também duas actividades organizadas por outras associações:
A associação Catalunyapresenta projecta hoje, 27 de Abril, às 18h30 o filme El Mar de Agustí Villaronga. A projecção será seguida de debate com a escritora maiorquina Antònia Vicens que vai falar sobre a obra de Blai Bonet e vai analisar o universo narrativo de El Mar.

No sábado à noite, pelas 21h30, há um colóquio, organizado por O Beco, a partir dos textos de Robert Kurtz numa entrevista à revista Shift e ‹‹A teoria de Marx, a crise e abolição do capitalismo››.

Convite: Inauguração da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››

23 de Abril de 2011

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Convidamos todos para a inauguração, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, no dia 25 de Abril às 19h, da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É uma exposição diferente das duas que existiram neste ano e meio de abertura, ‹‹50 anos de pintura e desenho›› 1 e 2, porque, para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

Para assinalar esta inauguração há dois lançamentos: do livro e catálogo da exposição, Mário Dionísio – Vida e Obra, que reproduz os 13 painéis e que inclui estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio; e da Ficha 2 – o nº 2 do boletim da Casa da Achada.

O Coro da Achada também canta várias canções do seu repertório.

22 de Abril: Cristina Almeida Ribeiro fala sobre ‹‹Arranjo em preto e branco›› de Dorothy Parker; encerramento dias 23 e 24 de Abril

21 de Abril de 2011

Na sexta-feira, 22 de Abril, às 18h, acontece mais uma sessão de Livros das nossas vidas, um ciclo mensal de sessões sobre livros, contos ou autores que Mário Dionísio levaria para a lua ou que seriam os da sua vida, se ele soubesse o que isso era. Cristina Almeida Ribeiro lê e fala do conto ‹‹Arranjo a preto e branco›› de Dorothy Parker.

Cartaz LNV

Informamos que por estarmos a montar a exposição Mário Dionísio – Vida e Obra, que inaugura no 25 de Abril às 19h, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio estará encerrada no sábado, 23 de Abril e no domingo, 24 de Abril. Por este motivo a última sessão da Oficina ‹‹Juntar folhas em cadernos›› não se irá realizar.

No 25 de Abril inaugura uma nova exposição: Mário Dionísio – Vida e Obra

18 de Abril de 2011

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No 25 de Abril pelas 19h inaugura a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: Mário Dionísio – Vida e Obra. A exposição é constituída por 13 painéis biográficos, documentos do espólio do autor, livros, fotografias, pinturas e desenhos de Mário Dionísio e de outros autores.

Na inauguração será lançado do Catálogo da Exposição (colecção Mário Dionísio nº 4), que, além de reproduzir os painéis cronológicos da exposição, inclui uma bibliografia sumária do Autor e um conjunto de estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio – o artista (poeta, romancista, pintor), o pedagogo e, em tudo, o intelectual interventivo, ética e politicamente. São autores dos textos: Isabel da Nóbrega, Jorge Silva Melo, João Madeira, Luís Trindade, António Pedro Pita, Rui Canário, Maria Alzira Seixo, Rocha de Sousa, Regina Guimarães, Cristina Almeida Ribeiro, Nuno Júdice, Saguenail, Manuel Gusmão e Eugénia Leal.

Será ainda distribuído o 2º número do Boletim da Casa da Achada, Ficha 2, que apresenta, além de textos, o historial da Casa da Achada desde a publicação da Ficha 1, em Setembro 2010.

O Coro da Achada cantará várias canções, algumas das quais com letras de Mário Dionísio (musicadas por Fernando Lopes-Graça ou por elementos do coro), para além de outras canções de luta e resistência de vários sítios do mundo.

16 a 18 de Abril: Itinerários com Alípio de Freitas, oficina de cadernos, apresentação de ‘HHhH – Operação Antropóide’ e projecção de ‘Os carrascos também morrem’ de Fritz Lang

14 de Abril de 2011

No sábado, 16 de Abril, às 16h acontece a 7ª sessão de Itinerários, uma série de conversas com pessoas com percursos invulgares. Desta vez a conversa será com Alípio de Freitas: De Trás-os-Montes para o Brasil, do Brasil para o Alentejo, com várias terras pelo meio. O que foi «perder» o 25 de Abril. Liberdade – prisão, prisão – liberdade. Como uma canção pode salvar vidas. Ser padre e deixar de ser. O que é um movimento camponês. O que é uma arma. O que é um partido. Como se faz um golpe militar. O que é a tortura. O que é o exílio. O que é a justiça. Ensinar e aprender.

No fim será projectado o filme À procura do socialismo de Alípio de Freitas e Mário Lindolfo.

Cartaz Itinerários

No domingo continua a oficina de ‹‹Juntar folhas em cadernos›› com Sónia Gabriel e Pedro Oliveira às 15h30. Para todos a partir dos 6 anos, nesta oficina juntam-se folhas, brancas ou com desenhos, imagens, fotografias…

Cartaz Oficina

Na segunda-feira, 18 de Abril, às 18h30 é apresentado o livro HHhH – Operação Antropóide de Laurent Binet, editado pela Sextante. Conta com a presença do autor e do editor João Rodrigues.

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À noite, pelas 21h30, projectamos o terceiro filme do Ciclo Revoltas e Revoluções: Os carrascos também morrem (1943, 134 min.) de Fritz Lang. Quem apresenta é Laurent Binet.

Cartaz Revoltas e Revoluções

O Coro da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena

12 de Abril de 2011

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«Para que serve o canto popular?
A che cosa serve il canto popolare?

– Não sei.
– Não sabes?
– Não.
– Mas há-de server para alguma coisa, não?
– Queres dizer… a função que tem…
– Sim, há-de ter uma função, ou várias.
– Foi usado por compositores de músicas “clássicas”, por exemplo, a partir de recolhas… século XIX e XX… e ainda hoje
– Não, não é isso.
– Então o que é?
– Isso é indirectamente. Eu quero saber para que serve hoje, directamente.
– Canto?
– Canta.
– Popular?
– Isso eu sei o que é – é do povo.
– Então canto popular é o canto que o povo canta.
– Mas o povo canta tanta coisa diferente…
– Eu acho que não anda a cantar muito. O que queres dizer com isso?
– O povo canta música pop da moda. O povo assobia enquanto trabalha. O povo entoa cânticos de futebol, e de outras religiões… O povo canta nas festas por cima da aparelhagem…
– Eu quando penso em canto popular, penso em canto colectivo, principalmente. Mas o canto popular também pode server para controlar, disciplinar. Olha o canto da Mocidade Portuguesa…
– Pois, tivemos em Portugal 48 anos de fascismo.
– Havia o folklore do regime – “contrafacção folclórica”, como lhe chamava o Fernando Lopes Graça.
– E o que não é contrafacção?
– É folklore autêntico.
– Mas isso é assim fácil de distinguir?
– Hmmm… pois… na altura era, não sei, talvez… Havia a ideia de restituir ao povo (doutra maneira, é claro) aquilo que lhe tinha sido roubado.
– Há-de haver critérios, alguma maneira de separar o trigo do joio.
– Mas não é só uma questão de qualidade… de distinção.
– Pois, eu percebo.
– Por que é que te calaste?
– Estava a pensar melhor…
– Em quê?
– Estava a pensar nos conceitos de «povo» e «popular». Na verdade podem ser de tal modo amplos que não servem para nada. O de «povo» não tem mesmo salvação…
– Não tem salvação?!
– Mas o de «popular», se entendermos por isso (com todas as dificuldades que estes conceitos adjectivos também possam encerrar) o que tem raízes genuinas na história social regional ou nacional, o que encerra uma tradição experimentada e que teve sentido, função social e política, o que se conexiona com uma autoria colectiva (mesmo que inicialmente de um só criador) do povo «trabalhador» (acho que este adjectivo ainda faz sentido apesar de haver não-povo que trabalha, sem dúvida, creio que será o caso do Ricardo Espírito Santo, um banqueiro português), talvez possa ser usado. Quando se canta «popular» neste sentido age-se contra o gosto e as expectativas da maioria do «povo», que tem preferência pela coisa «popular» que vem de cima, da cultura dominante. Isso é outro canto, aí é que entram os que enchem o Pavilhão Atlântico.
– Canto popular junta gente de outra maneira.
– Isso também junta uma viagem de metro.
– Canto popular implica emissão vocal…
– Isso também um grande falatório…
– Oh, pá! É canto colectivo, participativo!
– E não devia ser libertador, cantar?
– Não sei. Acho que sim. Não é só para consumir, é para produzir!
– Se calhar não é cantado por especialistas…
– Sim, e passa oralmente…
– E em mp3… hahaha!
– Hahaha!
– Bom, então e o canto popular não serve para lutar?
– Lutar como?
– Lutar – cantar em manifestações, greves, contra a injustice (entoa el pueblo unido jamás sera vencido)
– Já serviu mais.
– Tens a certeza?
– Em Itália parece que sim.
– Mas eu não estou a falar só de Itália!
– Então mas isto não é uma pergunta italiana?
– É, mas toda a gente canta no mundo todo – há canto popular no mundo inteiro.
– “Nostra patria e il mondo intero…”
– Bem, queres converser ou só pores-te a gozar?
– Mas tu também estavas a cantar!… Vá está bem. Conversa lá então.
– Eu acho que o canto popular não são as modas e a música pop. Não é uma coisa toda produzida, arranjadinha. É produção voluntária, necessária, autónoma. Acho que tem um lado emancipador quando é dissonante.
– Dissonante?
– Rugosa, não limada, espontânea, crua, dura, não apoiada em almofadas, No disco das «Seeger Sessions» do Bruce Springsteen, em que canta canções do Pete Seeger, ele diz que estas canções que vão cantar vêm de muito longe, de cantos rudes de homens e mulheres rudes: «initially these were raw and wild songs sung by raw and wild people». Creio que o respeito por esta estética não-redondinha também faz parte do conceito positivo de «popular». Depois, claro, vem o de que lado estás e o cantar com. Tudo isto e mais uma pitada de sal dá provavelmente sentido ao canto «popular» hoje.
– Mas isto é uma grande caldeirada!
– Pois é, mas a caldeirada é um prato muito saudável, cheio de ómega 3!
– Eu acho é que tem de ser sentida, tem de ser sentida para ter sentido…
– És uma romântica!
– Sou?
– És.
– Porque dizes isso?
– Achas que o canto popular é puro e selvage, lalalalala…
– Não foi isso que eu disse. Eu disse dissonante.
– Hmmm, está bem. O melhor é ficarmos por aqui.
– Ficar por aqui?! Logo agora que isto estava a aquecer?!!»

Diálogo que resultou das discussões do coro em três sessões públicas na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio sobre o tema da festa da Lega di Cultura di Piadena. Nestas ligações podem ver vídeos e imagens (em actualização).

10 e 11 de Abril: Oficina de cadernos, fim da leitura de A Paleta e o Mundo e projecção de A Marselhesa

7 de Abril de 2011

No domingo, 10 de Abril, das 15h30 às 17h30 continua a oficina ‹‹Juntar folhas em cadernos›› orientada por Sónia Gabriel e Pedro Oliveira. Para todos a partir dos 6 anos. Quem quiser participar que traga folhas com desenhos, fotografias, palavras – sem esquecer que estamos em Abril.

Cartaz Oficina

Na segunda-feira há uma alteração de programa. Estava agendado o 1º balanço da leitura de A Paleta e o Mundo, mas ainda há que ler o fim do último capítulo – que não ficou concluído na passada semana. No dia 11 de Abril, às 18h30, Rui-Mário Gonçalves termina a leitura do capítulo ‹‹Na hora do abstracto››.

À noite, pelas 21h30, acontece a 2ª sessão do ciclo de cinema Revoltas e Revoluções. Projectamos A Marselhesa (1938, 135 min.) de Jean Renoir. Quem apresenta é João Rodrigues.

Segunda 11 Abril

2ª feira, 4 de Abril, termina a leitura de A Paleta e o Mundo, mas começa um novo ciclo de cinema

4 de Abril de 2011

Na segunda-feira, 4 de Abril, às 18h30 termina a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. É Rui-Mário Gonçalves que nos vem ler o último capítulo, ‹‹Na hora do abstracto››. Mas não é aqui que termina o Ciclo A Paleta e o Mundo II, na próxima segunda-feira, 11 de Abril, há o primeiro balanço destas leituras e no mês de Maio voltaremos à 1ª parte da obra.

À noite, pelas 21h30, acontece a 1ª sessão do ciclo de cinema Revoltas e Revoluções, que se prolongará até Junho, com a projecção do filme A Greve (1925, 82 min.) de Sergei Eisenstein. Quem apresenta é Regina Guimarães e Saguenail.

Cartaz Revoltas e Revoluções

Amanhã: Direis que não é poesia com Carlos “Zíngaro” e Inês Nogueira; no domingo: Oficina de juntar folhas em cadernos

1 de Abril de 2011

Cartaz Direis

NEGRO EM CHÃO DE SANGUE VERDE
a partir da poesia de Mário Dionísio

CARLOS “ZÍNGARO”
violino, electrónica

INÊS NOGUEIRA
voz

«Direis que não é poesia» é uma rubrica de espectáculos que já teve quatro sessões na Casa da Achada. Desafiámos e desafiaremos pessoas e grupos de pessoas para não fazerem, a partir da poesia de Mário Dionísio, simples recitais mas sim criarem novos objectos: música, dança, vídeo, leituras encenadas, pintura…

Cartaz Oficina

Com Sónia Gabriel e Pedro Oliveira.

Traz folhas escritas por ti, desenhos, imagens, fotografias que queiras juntar e não te esqueças que estamos em Abril.

A partir dos 6 anos.

Em Abril um novo ciclo de cinema: Revoltas e Revoluções

31 de Março de 2011

Cartaz Revoltas e Revoluções

REVOLUÇÃO e REVOLTA são palavras difíceis de definir. Não são ‹‹estáveis››. E cada vez menos o são. E cada vez menos as usamos. E cada vez menos moram nas nossas cabeças. Como se o nosso tempo as dispensasse.
Talvez o cinema ajude a perceber o seu sentido. E o que foram aquelas REVOLUÇÕES e REVOLTAS que foi havendo pelos tempos fora. Ou algumas delas. Sem as quais não seríamos o que somos hoje:
Na nossa terra, em Abril, desde 1974, a palavra REVOLUÇÃO vai voltando, mais do que no resto do ano, aos discursos e às conversas, provocando por vezes algumas controvérsias. Por isso, iniciamos este ciclo em Abril. E continuamos por Maio – Maio do 1º de Maio, do Maio 68, do fim da Comuna de Paris… E por Junho, sem conseguirmos, mesmo assim, mostrar tudo o que nos apetecia.
Os filmes sobre REVOLTAS e REVOLUÇÕES que vale a pena ver (ou rever) são muitos. Grande parte, documentários. Mas escolhemos para este ciclo, sobretudo ficções (ou perto disso) a partir de acontecimentos. Abrimos ma excepção para Portugal 1974-1975. Ou mais ou menos clássicos, ou mais ou menos experimentais, ou mais ou menos conhecidos, todos têm, de uma maneira ou de outra, a História dentro. E tentámos aqui aumentar a ‹‹nossa›› História, diversificando continentes, países, épocas, classes sociais, derrotas e vitórias, autores, formas e locais de produção.
E por tudo isto e sobretudo pelo que são que, ainda mais do que nos outros ciclos, estes filmes são debatidos.

Segunda-feira, 4 de Abril, às 21h30
A Greve

de Sergei Eisenstein (1925, 82 min.)

Segunda-feira, 11 de Abril, às 21h30
A Marselhesa

de Jean Renoir (1938, 135 min.)

Segunda-feira, 18 de Abril, às 21h30
Os carrascos também morrem

de Fritz Lang (1943, 134 min.)

Segunda-feira, 2 de Maio, às 21h30
Cenas da luta de classes

de Robert Kramer (1977, 90 min.)

Segunda-feira, 9 de Maio, às 21h30
Gestos e fragmentos

de Alberto Seixas Santos (1982, 90 min.)

Segunda-feira, 16 de Maio, às 21h30
Os malucos de Maio

de Louis Malle (1999, 107 min.)

Segunda-feira, 23 de Maio, às 21h30
A nova Babilónia

de Grigori Kozintsev e Leonid Trauberg (1929, 120 min.)

Segunda-feira, 30 de Maio, às 21h30
Histórias da Revolução

de Tomaz Gutierrez Alea (1960, 81 min.)

Segunda-feira, 6 de Junho, às 21h30
Os Camisardos

de René Allio (1972, 100 min.)

Segunda-feira, 13 de Junho, às 21h30
S. Miguel tinha um galo

dos Irmãos Taviani (1972, 90 min.)

Segunda-feira, 20 de Junho, às 21h30
Os Inconfidentes

de Joaquim Pedro Andrade (1972, 100 min.)

Segunda-feira, 27 de Junho, às 21h30
Juarez

de William Dieterle (1939, 125 min.)

Programação de Abril

31 de Março de 2011

Programa Abril 11

25 a 28 de Março: Oficina de fantoches, cinema e pintura com Life Lessons e Corvos, leitura de A Paleta e o Mundo, Lega di Cultura di Piadena e Panorama

24 de Março de 2011

Este fim-de-semana a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio encerra dois ciclos.

No domingo, 27 de Março, às 15h30, haverá a última sessão da Oficina ‹‹Montar uma cena com fantoches›› orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas. Depois de se ter escrito a cena, ter montado o cenário e ter encenado a peça, é altura de a apresentar ao público.

OFICINA MAR 11

Na segunda-feira continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio às 18h30. Eduarda Dionísio termina a leitura do capítulo ‹‹Ao serviço de››. À noite, pelas 21h30, acontece a última sessão do ciclo Cinema e Pintura com a projecção de «Life Lessons» (episódio de Histórias de Nova Iorque, 1989, 45 min.) de Martin Scorsese e de «Corvos» (episódio de Sonhos, 1989, 10 min.) de Akira Kurosawa. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

SEGUNDA 28 MAR 11

Há ainda um debate de bloggers na sexta-feira, 25 de Março, às 19h30, inserida no festival Panorama organizado pela Apordoc, que tem como tema ‹‹O PREC e a actualidade››. Participam Tiago Mota Saraiva, Daniel Oliveira, Rodrigo Moita de Deus e João Villalobos com moderação de Pedro Mexia.

Durante o fim-de-semana o Coro da Achada canta em Itália, na festa da Lega di Cultura de Piadena, associação que colabora com a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. O tema da festa deste ano é ‹‹Para que serve o canto popular›› e foi discutido em três sessões públicas mensais por membros do Coro da Achada e várias outras pessoas que se quiseram juntar.

cartolina2011

Visita guiada do grupo cultural Atrium

19 de Março de 2011

O Atrium – Grupo Cultural pediu à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para vir visitar a exposição 50 anos de pintura e desenho – 2. No passado dia 5 de Fevereiro, um grupo de cerca de 20 pessoas passou cá a manhã numa visita guiada por Eduarda Dionísio.

No seu blogue deixaram um texto e algumas fotografias dessa manhã:

«O dia nasceu com um céu azul e um sol caloroso. Finalmente Lisboa retomava a sua luz que há tantos dias andava arredia, tudo se conjugava para um excelente dia na cidade à beira Tejo.
Após o encontro na velha Praça da Figueira, embrenhámo-nos na malha fechada das ruas da Mouraria e fomos ter ao Beco das Farinhas, onde a fotógrafa escocesa Camilla Watson dedicou aos velhos moradores uma interessante exposição ao ar livre, denominada Tributo, colocando as suas fotografias impressas nas paredes das suas casas, identificando assim a cidade com os seus habitantes.
Chegados à Casa da Achada, sede do Centro Mário Dionísio, fomos recebidos pela simpatia da Eduarda Dionísio, que durante toda a manhã nos acompanhou numa fascinante viagem pelo mundo do Mário Dinísio. Tomámos contacto com a sua vida, com a sua obra multifacetada de escritor, poeta, pintor, ensaísta, e ficámos a conhecer melhor o cidadão sempre atento aos problemas do seu tempo e da sua gente.»

Ler o resto aqui.

Domingo e segunda: Encenação na oficina de fantoches, leitura de A Paleta e o Mundo e há cinema com Moulin Rouge

17 de Março de 2011

No dia 20 de Março, domingo, às 15h30, acontece a 3ª sessão da Oficina «Montar uma cena com fantoches» orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas. Depois de se ter escrito a peça na 1ª sessão, a 2ª foi dedicada à montagem do cenário. Agora é vez de se encenar a peça com os fantoches e ainda é possível que se junte mais gente para fazer a cena.

OFICINA MAR 11

No dia seguinte, 2ª feira, às 18h30, lê-se A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. É Eduarda Dionísio que lê, com projecção das obras referenciadas, o capítulo «Ao serviço de». Mais tarde, pelas 21h30, projectamos Moulin Rouge (1952, 119 min) de John Huston. Quem apresenta o filme é Gabriel Bonito.

SEGUNDA 21 MAR 11

Há ainda um colóquio no sábado, 19 de Março, às 21h, organizado por O Beco: A Crise e o Duplo Marx, a partir do texto de Robert Kurz, «O duplo Marx».

10 a 14 de Março: Júlio Verne e Simenon com Filomena Marona Beja, José Manuel Mendes lê Mário Dionísio, oficina montar uma cena com fantoches, leitura de A Paleta e o Mundo e cinema: O vagabundo de Montparnasse

8 de Março de 2011

De quinta-feira a segunda-feira há várias actividades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Começamos na quinta-feira, às 18h, com uma sessão de Livros das nossas vidas – uma série a partir dos livros que Mário Dionísio referiu num depoimento sobre «Os livros da minha vida». Esta sessão não é sobre um livro específico, mas sobre dois autores. Filomena Marona Beja vem falar-nos de Júlio Verne e Simenon, que foram para Mário Dionísio descobertas tardias.

LNV 10 MAR 11

No dia 12 de Março, sábado, às 16h, há mais uma sessão de Mário Dionísio, um escritor. José Manuel Mendes, actor do Teatro da Cornucópia, lê poemas de Mário Dionísio, escolhidos por si, de entre os que foram publicados em Poemas (1941), As solicitações e emboscadas (1945), O riso dissonante (1950), Memória dum pintor desconhecido (1965), Le feu qui dort (1967), Terceira idade (1982).

MD ESCRITOR 12 MAR 11

Na tarde de domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a 2ª parte da Oficina «Montar uma cena com fantoches» orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas. Já se começou a pensar e a escrever uma peça na última sessão, e há ainda lugar para outros se juntarem. A oficina destina-se a maiores de 6 anos e continua todos os domingos do mês.

OFICINA MAR 11

A segunda-feira é o dia dedicado a dois ciclos que se ligam. Às 18h30 continua a leitura colectiva de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, com visualização das obras citadas no livro. Eduarda Dionísio lê o capítulo «Ao serviço de». À noite, pelas 21h30, projectamos mais um filme inserido no Ciclo Cinema e Pintura, O vagabundo de Montparnasse (1958, 108 min.) de Jacques Becker. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

SEG 14 MAR

Há ainda uma sessão organizada pela Associação Cultural Catalunyapresenta na sexta-feira, 11 de Março, às 18h30. Será o lançamento do nº 2 da revista Capicua – uma ponte entre as letras catalãs e portuguesas e participam a poeta, crítica literária e ensaísta Ana Marques Gastão, o crítico literário Ricardo Marques e o tradutor Àlex Tarradellas. Haverá ainda a projecção de um filme sobre Manuel de Pedrolo e algumas leituras de textos.

5 a 7 de Março: Para que serve o canto popular, oficina para montar uma cena com fantoches, leitura de A Paleta e o Mundo e cinema, A bela impertinente

4 de Março de 2011

Mais três dias preenchidos e variados cá na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Já no sábado, 5 de Março, às 15h30 acontece a terceira e última parte do debate «Para que serve o canto popular», tema da festa deste ano da Lega di Cultura di Piadena onde o Coro da Achada irá cantar (25 a 27 de Março). Após um primeiro debate a 15 de Janeiro, houve uma conversa a 5 de Fevereiro que contou com a presença de Carlos Guerreiro.

cartolina2011

No domingo começa uma nova oficina às 15h30: Montar uma cena com fantoches. Aproveitando os vários fantoches fabricados na oficina de Novembro, vai-se imaginar uma cena, escrevê-la, fazer o cenário e pôr os bonecos a funcionar. Esta oficina orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas destina-se a todos a partir dos 6 anos e tem um máximo de 10 participantes.

OFICINA MAR 11

Na segunda-feira, 7 de Março, às 18h30, inicia-se a leitura de mais um capítulo de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Eduarda Dionísio lê e comenta, acompanhada por projecção de imagens, o capítulo «Ao serviço de». À noite, pelas 21h30, aproveitando ser véspera de Carnaval, projectamos um filme de grande duração, A bela impertinente (1991, 236 min) de Jacques Rivette. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

7 MAR 11

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020