Maria Alzira Seixo (1941-2026)

Maria Alzira Seixo, sócia-fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, deixou-nos no dia 20 de Janeiro. Foi aluna de Mário Dionísio e escreveu sobre a sua obra literária, tendo participado em várias conversas e sessões na Casa da Achada.
Participou activamente na associação desde o seu início, integrando o primeiro Conselho Consultivo e dando apoio no arquivo do espólio literário depositado no Centro de Documentação Mário Dionísio – Maria Letícia Clemente da Silva.
Foram várias as sessões públicas na Casa da Achada em que marcou presença. Na rubrica «Mário Dionísio, escritor», falou sobre Monólogo a duas vozes, e, no primeiro semestre de 2013, organizou seis sessões sobre as várias facetas da obra literária de Mário Dionísio. Noutras conversas da Casa da Achada, falou sobre Alves Redol, Augusto Abelaira e Vitorino Nemésio.
Integrou, ainda, as comissões organizadora e editorial do Congresso Internacional Mário Dionísio – «Como uma pedra no silêncio…», em 2016, do qual foi uma das principais impulsionadoras. Fora da Casa da Achada, organizou ainda o curso «Mãos que constroem sonhos» sobre Mário Dionísio, no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira.
Nas edições da CACMD, escreveu a introdução da reedição de Conflito e unidade da arte contemporânea, de Mário Dionísio, contribuiu com os textos «Pensar A Paleta e o Mundo – Notas para um estudo», em Mário Dionísio – Vida e obra, e «Pela Arte é que vamos! Uma palavra sobre Educação», em Máscaras, prisões, liberdades e cifrões.
Sobre Mário Dionísio ainda escreveu «Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.» («Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio, Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)
O contributo que Maria Alzira Seixo nos deixa, principalmente nos primeiros dez anos da Casa da Achada, está disponível e voltaremos a ele.
