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Segunda, Quinta e Sexta
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Áreas Principais

Hoje a Casa da Achada fecha às 13h porque vamos para a Glória do Ribatejo

16 de Junho de 2012

DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias, conversas, teatro e música
Sábado, 16 de Junho, 15h
Casa do Povo, Glória do Ribatejo

Após ter estado à mostra na Casa da Achada, apresentamos, em colaboração com a Companhia de Teatro Paulo Claro – Rapazes d’Aldeia e a Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, pode ser visitada na Casa do Povo da Glória do Ribatejo (conselho de Salvaterra de Magos).

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

No dia de abertura da exposição, 16 de Junho, a partir das 15h, vão acontecer muitas actividades diferentes:
16h00: Conversa sobre a exposição com Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio;
17h00: Leitura e interpretação de Jorge Silva Melo de Num país onde não querem defender os meus direitos, eu não quero viver de Jorge Silva Melo, a partir de «Michael Kolhaas» de Heinrich von Kleist.
A peça foi estreada em 1997 e interpretada por Paulo Claro, que é homenageado nesta sessão.
18h00: Actuação do Coro da Achada.

Por este motivo a Casa da Achada só terá as portas abertas das 11h às 13h.

Cortaram a árvore do Largo da Achada

15 de Junho de 2012

Numa manhã, a de hoje, foi cortada a única árvore que existia no Largo da Achada. Cheia de folhas verdes, fazia sombra e era a paisagem das casas. Liga-se tão pouco às árvores como às associações.

Encontrámos numa página da CML esta imagem de projecto da chamada «renovação da Mouraria», que nos tinha deixado um pouco mais sossegados, pois ainda se vê lá a antiga árvore:

É possível que plantem outras árvores – laranjeiras, por sinal -, mas não é bem a mesma coisa. O cenário desta manhã era este:

Última hora!

9 de Junho de 2012

Os Presidentes visitaram na véspera do dia de Portugal, de Camões e das Comunidades os melhoramentos das mourarias.

Legenda: Zona envolvente da Casa da Achada – Largo da Achada, Rua da Achada, Escadinhas da Achada, Beco das flores.

 

Os grupos musicais da zona foram convidados. Ouvir, aqui, com atenção a prestação do Coro da Achada:
Legenda
: O silêncio é de ouro.

 

Amanhã será um novo dia – de Portugal, de Camões e das Comunidades. Há uma oficina de fotografia na Casa da Achada – inquérito ao bairro.

9 a 11 de Junho: Itinerário de Jerónimo Franco; oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Esta terra é minha’ de Renoir

7 de Junho de 2012

ITINERÁRIOS:
continuação duma conversa com Jerónimo Franco
Sábado, 9 de Junho, 16h

Em Abril já tínhamos conversado com Jerónimo Franco, onde nos contou muitas coisas interessantes. Como ficou muito por contar, Jerónimo Franco regressa neste mês à Casa da Achada.

Como foi vir duma aldeia para Lisboa aos 11 anos, andar na escola e trabalhar. Como foi fazer a tropa em Moçambique. Como foi trabalhar na TAP e ser presidente do Sindicato dos Metalúrgicos antes do 25 de Abril. Como foi discursar a uma multidão no 1º de Maio de 1974. Como foi fundar o MES – Movimento de Esquerda Socialista e dele sair. Como é ir aprendendo com as pessoas e também nos livros. Como é estar reformado e dividir o tempo entre Lisboa e uma aldeia.

A sessão conta com a projecção de um pequeno documentário sobre a luta dos trabalhadores da TAP nos anos 70.

 

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 10 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  11 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lopes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 11 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Esta terra é minha (1943, 103 min.) de Jean Renoir. Um professor tímido e inseguro, Albert Lory, acaba por revelar coragem quando é julgado por homicídio na França ocupada pelos nazis.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

3 e 4 de Junho: Oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Um dia inesquecível’ de Ettore Scola

2 de Junho de 2012

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 3 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Nesta primeira sessão vamos ver o que já foi feito na fotografia e depois vamos andar, ver e fotografar.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Um dia inesquecível (Una Giornata Particolare, 1977, 110 min.) de Ettore Scola, que é apresentado por Gabriel Bonito. Em Roma, no dia 6 de Maio de 1938, Mussolini e Hitler assinalam a sua união política, ao mesmo tempo dois estranhos vizinhos se conhecem: Antonietta (Sophia Loren) – uma esposa e mãe infeliz, entusiasta do ditador italiano – e Gabriele (Marcello Matroianni) – um ex-locutor de rádio que tinha sido obrigado a demitir-se por ser homossexual. Desconfianças e conversas, partilhas e confidências.

1 de Junho: Inauguração da exposição «Ver agora melhor o mais distante», textos de Regina Guimarães a partir da pintura de Mário Dionísio; 2 de Junho: Rui-Mário Gonçalves fala sobre a pintura de Mário Dionísio

28 de Maio de 2012

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: «VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE»
textos de Regina Guimarães a partir da pinturas de Mário Dionísio
Sexta-feira, 1 de Junho, 18h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio apresenta uma nova exposição que junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.
Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

Na inauguração será lançado o livro-catálogo, Ver agora melhor o mais distante, que reproduz os mais de 100 textos de Regina Guimarães sobre quadros de Mário Dionísio, assim como os quadros que lhes deram origem. Esta publicação inclui um texto do crítico de artes plásticas Rui-Mário Gonçalves (que no dia seguinte nos vem falar sobre a pintura de Mário Dionísio), que se tem ocupado das relações entre pintura e literatura.

A inauguração conta com a presença de Regina Guimarães e serão lidos alguns dos textos da autora.

A exposição pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

«Qual a fronteira entre a abstracção e a figuração? Eis uma verdadeira falsa questão. Quer entendamos por abstracção a operação pela qual conseguimos separar uma parte do todo, quer prefiramos ver nela o processo mental pelo qual as ideias se distanciam dos objectos, quer nos contentemos com o enlevo próprio do sujeito absorto, estado algo próximo da (amiúde proveitosa) distracção, toda a pintura contém forçosamente todos esses modos do pensamento. Seja ela muito discretamente racional ou muito descaradamente sensual – de resto, este tipo de oposições não resistem a um curto exercício de cepticismo… É isto que subtilmente nos diz (entre outras coisas) esta tela, em que um camponês – que não havia mas passa a haver – se mostra em armas – que não existiam e o pintor começou a inventar. A este camponês que não existe, Mário Dionísio oferece a tensão das cores e formas, pelo que, armado, ele logo tende a existir, sob um modo provocatório que não deixa de evocar aquilo que José Gomes Ferreira dizia da/à camponesa Dulcineia, companheira de Quixote. A saber: “Dulcineia, Dulcineia, deixe de ser ideia…”.»
Regina Guimarães, sobre a pintura «Camponês armado»

CONVERSA SOBRE A PINTURA DE MÁRIO DIONÍSIO
com Rui-Mário Gonçalves
Sábado, 2 de Junho, 16h

Nesta sessão de «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Rui-Mário Gonçalves vem falar sobre a pintura na obra de Mário Dionísio.

«Muitas vezes, certamente, Dionísio se terá aproximado da tela convencido de que iria servir o realismo; e afinal servia o abstraccionismo. Até que, em 1963, lhe apareceu “A Visita Inesperada“, o seu primeiro quadro abstracto. É uma tela subdividida em numerosas áreas de formato semi-regular, todas sensivelmente com a mesma escala e dispostas ortogonalmente. Esta estrutura anima-se com os contrastes de cores e de valores luminosos, e com um ou outro elemento discordante, um círculo, uma diagonal, uma forma curva, surpreendendo os nossos olhos.»
Rui-Mário Gonçalves, «Presença de Mário Dionísio», catálogo da exposição de Mário Dionísio na galeria Nasoni (1989)

24 a 28 de Maio: Oficina de tradução; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Stavisky, o grande jogador’; fim da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; Mário Dionísio, social e político, em Alhos Vedros; lançamento da AJA

21 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 27 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Depois das sessões orientadas por Miguel Serras Pereira e João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir com Regina Guimarães.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Stavisky – O grande jogador (1974, 120 min.) de Alain Resnais. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»

Na segunda-feira, 28 de Maio, é o último dia em que poderá ser visitada a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

OUTRAS ACTIVIDADES:

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
Mário Dionísio – Social e Político
com Eduarda Dionísio
Quinta-feira, 24 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta última conferência Eduarda Dionísio fala sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

APRESENTAÇÃO: DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO
Sábado, 26 de Maio, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

O núcleo de Lisboa da AJA – Associação José Afonso organiza o lançamento do catálogo Desta canção que apeteço, sobre a obra discográfica de José Afonso entre 1953 e 1985, já apresentado em Grândola com a participação do Coro da Achada. Esta edição é apresentada por Miguel Gouveia e conta com um momento musical pelo Coro da Achada.

Donativos para o funcionamento da Casa da Achada

21 de Maio de 2012

Realizou-se no passado sábado 19 de Maio a Assembleia Geral ordinária da Associação para aprovação do relatório e contas de 2011 e debate da situação financeira que, a não ser alterada, porá em causa num futuro muito próximo o funcionamento da Casa da Achada tal como neste momento existe.

O pagamento de quotas por parte dos Sócios e dos Amigos da Casa da Achada e o reforço de donativos por parte daqueles que, tendo possibilidade de o fazer, estão interessados na continuação da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio foram considerados importantes para a sua sobrevivência nos moldes actuais.

Neste sentido, foi sugerido que o NIB da Associação passasse a figurar nesta página.
Aqui fica: 0036 0000 9910 5869 2830 8

20 a 21 de Maio: Oficina de tradução; leitura de Abel Salazar; cinema com ‘A linha geral’ de Eisenstein

19 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 20 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Na anterior sessão, Miguel Serras Pereira pôs os participantes a traduzir, do francês, um livro de Diderot, e comparar as suas traduções com uma tradução editada em português. Nesta sessão, com João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir a partir do hebraico.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos. Não é necessário conhecer a língua da qual se vai traduzir.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 21 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Maio começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro Que é arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 21 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos A linha geral (1929, 121 min.) de Sergei Eisenstein, sobre a colectivização da agricultura na URSS. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Sinopse:

Há muito tempo que não chove. Com barómetros escondidos nas mangas, os sacerdotes ortodoxos decidem organizar uma procissão para «chamar a chuva». Em vão. Perante a miséria do mundo camponês, submetido à autoridade dos sacerdotes, à estupidez dos costumes e à superstição, Marfa e alguns outros decidem agir. Graças ao dinheiro poupado colectivamente (portanto, dificilmente) pelos camponeses, Marfa compra um touro para a reproução de vitelos. Grande cena de acasalamento em que as vitelas se encontram com o touro. Mas o touro é envenenado pelos ricos kulaks. Marfa vai então à cidade, para pedir ajuda. Da fábrica, parte um grupo de operários desejosos de desenvolver a agricultura; um sovhoze próximo entrega-lhe uma desnatadeira e um conjunto de tractores. Primeiro, a desnatadeira e os tractores não funcionam, mas tudo acaba por se resolver: longas sequências que glorificam as máquinas. A fábrica e o sovkhoze deram provas aos camponeses do interesse geral pela entreajuda colectiva e a mecanização. Marfa pode finalmente sorrir.

17 a 19 de Maio: As «aparições» de Fátima com Padre Mário de Oliveira; Luís Miguel Cintra lê ‘Lusíadas’; venda de obras de arte; «Mário Dionísio – O Pintor» em Alhos Vedros

16 de Maio de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: AS APARIÇÕES DE FÁTIMA
com Padre Mário de Oliveira
Sexta-feira, 18 de Maio, 18h

Desta vez vamos fala com Padre Mário de Oliveira sobre as aparições de Fátima em 13 de Maio de 1917.

Mário de Oliveira, conhecido como Mário da Lixa, foi ordenado padre em 1962, foi professor de Religião e Moral. Preso pela PIDE/DGS em 1970 e em 1973. Afastado, por motivos políticos, do ensino e das paróquias. Jornalista no República, Página Um e Correio do Minho. Fundou a associação Padre Maximino, em São Pedro da Cova. Editou mais de 30 livros, entre os quais alguns dedicados a Fátima: Fátima nunca mais e Fátimamente.

Neste ciclo, «histórias da História», conversamos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder e sobre a Comuna de Paris.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
OS LUSÍADAS LIDO POR LUÍS MIGUEL CINTRA
Sábado, 19 de Maio, 16h

Luís Miguel Cintra vem ler extractos de Os Lusíadas de Luís de Camões.

24.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

VENDA DE OBRAS DE ARTE
para angariação de fundos
Sábado, 19 de Maio, a partir das 11h

Para a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio continuar com as suas actividades, sempre de entrada e participação livre, é preciso a ajuda de todos os que possam e queiram – que os subsídios, pequenos, não chegam.

Por isso, organizamos uma venda de obras de arte que vários autores ofereceram à Casa da Achada para angariação de fundos – de preços e tipos muito diferentes. As obras de arte disponíveis podem ser consultadas nesta página.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
«Mário Dionísio – O Pintor» com Rui-Mário Gonçalves
Quinta-feira, 17 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta conferência o crítico de arte Rui-Mário Gonçalves fala sobre a pintura na obra de Mário Dionísio.

Como foi a Leitura Furiosa

14 de Maio de 2012

Aconteceu no passado fim-de-semana, de 11 a 13 de Maio, mais uma edição da Leitura Furiosa – um acontecimento anual de encontro de pessoas «zangadas com a leitura» com escritores, que este ano decorreu ao mesmo tempo em Lisboa (Casa da Achada), no Porto (Fundação Serralves), Beja (Biblioteca Municipal José Afonso) e Amiens (Cardan, França).

No primeiro dia, sexta-feira, 11 de Maio, um escritor encontra-se com o grupo de «zangados com a leitura» no seu sítio, almoçam juntos e conversam. Depois o escritor escreve um texto sobre esse encontro. Juntou-se um grupo do Recolhimento da Encarnação com a escritora Filomena Marona Beja, do Recolhimento de São Cristóvão com Jacinto Lucas Pires, do Centro Social Polivalente de São Cristóvão São Lourenço com Jaime Rocha, da Escola n.º 10 do Castelo com José Mário Silva, do Centro Social da Sé com Margarida Vale de Gato, da Escola Secundária Gil Vicente com Miguel Castro Caldas, do Centro de Apoio Social dos Anjos com Nuno Milagre, do Centro de Acolhimento para Refugiados do CPR com Rosa Alice Branco.

Na manhã de sábado os grupos voltam a encontrar-se com o escritor na Casa da Achada. Discutem o texto e fazem alterações. Os textos foram ilustrados por Bárbara Assis PachecoJosé Smith VargasNadine RodriguesNuno SaraivaPierre Pratt e Zé d’Almeida. Durante a tarde cada escritor leva o seu grupo para uma livraria ou biblioteca – visitaram-se as livrarias Fabula Urbis, Letra Livre, na biblioteca pública da  Casa da Achada e na biblioteca Camões, e a Feira do Livro.

O domingo foi o dia da apresentação pública dos textos e das ilustrações – não só os de Lisboa, mas também das Leituras Furiosas de outras cidades. Nessa tarde os actores Antonino Solmer, Diogo DóriaF. Pedro OliveiraInês NogueiraJoana CraveiroSuzana Borges leram os textos; alguns deles musicados por Diana Dionísio e Pedro Rodrigues. No fim houve tempo para um lanche no quintal para toda a gente poder conversar mais um pouco. Foi, também, editada uma brochura com todos os textos e ilustrações da Leitura Furiosa, que pode ser adquirida na Casa da Achada.

Sobre a Leitura Furiosa no Porto: O fio de Ariadne (Zilda Cardoso)

Sobre a Leitura Furiosa em Beja: Funcionária pública (Cristina Taquelim)

14 de Maio: Leitura de ‘Que é arte?’ de Abel Salazar, cinema com ‘LIP – Imaginação ao poder’

14 de Maio de 2012

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 14 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura de «Determinação de (R)», 2º capítulo do livro Que é arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 14 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, a propósito de Maio de 68 – e o que se passou a seguir -, projectamos LIP – Imaginação ao poder (2007, 118 min.) Christian Rouaud, sobre as greves operárias na LIP. Quem apresenta é João Rodrigues.

Leitura Furiosa 2012

7 de Maio de 2012

A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento de encontro de pessoas «zangadas com a leitura» com escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho. E isto acontece ao mesmo tempo em Lisboa (na Casa da Achada), no Porto (em Serralves), em Beja (na Biblioteca Municipal) e em Amiens (França).

Vários pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor, como entenderem fazê-lo. À noite, o escritor escreve um pequeno texto que oferecerá ao grupo quando, no dia seguinte, voltar a encontrar-se com ele. Passarão todos por uma livraria, por uma biblioteca. Os textos são ilustrados, paginados e os que vêm de França traduzidos. No domingo, terceiro dia do encontro, são tornados públicos numa sessão de leitura feita por actores e não-actores, alguns deles musicados e cantados, e publicados numa brochura.

Neste ano, juntámos um grupo do Recolhimento da Encarnação com a escritora Filomena Marona Beja, do Recolhimento de São Cristóvão com Jacinto Lucas Pires, do Centro Social Polivalente de São Cristóvão São Lourenço com Jaime Rocha, da Escola n.º 10 do Castelo com José Mário Silva, do Centro Social da Sé com Margarida Vale de Gato, da Escola Secundária Gil Vicente com Miguel Castro Caldas, do Centro de Apoio Social dos Anjos com Nuno Milagre, do Centro de Acolhimento para Refugiados do CPR com Rosa Alice Branco.

Os textos serão ilustrados por Bárbara Assis PachecoJosé Smith VargasNadine RodriguesNuno SaraivaPierre Pratt e Zé d’Almeida.

Na sessão pública, no domingo, 13 de Maio, na Casa da Achada, os textos serão lidos pelos actores e cantores Antonino SolmerDiana DionísioDiogo DóriaF. Pedro OliveiraInês NogueiraJoana CraveiroPedro Rodrigues e Suzana Borges

Quem imaginou, há quase 20 anos, a Leitura Furiosa foi a associação Cardan, duma cidade do norte da França, Amiens, que trabalha para tornar o saber acessível àqueles que dele são excluídos, para quem o saber e a cultura devem nascer de uma ligação com o conjunto da sociedade, para quem a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que não a praticam.

5 a 7 de Maio: Mário Dionísio, professor; oficina de tradução; leitura de Abel Salazar; cinema com ‘Até breve, espero’ e ‘Um filme como os outros’

3 de Maio de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, PROFESSOR
Sábado, 5 de Maio, 16h

Nesta 4ª sessão sobre as várias facetas da obra de Mário Dionísio, acontece um encontro sobre o seu papel como professor, e quem nos vem falar disso é Rui Canário, também professor e investigador na área das ciências da educação. Rui Canário realizou uma palestra sobre Mário Dionísio e a Educação, «Criar e viver», na abertura da Casa da Achada, em 2009, que pode ser consultada aqui.

«As linhas gerais da reforma da educação portuguesa só podem ser as que conduzam à real democratização da sociedade portuguesa e a consolidem. Não há democratização possível sem que se dêem a todos os portugueses (sublinhar bem todos) condições iguais de acesso à cultura, visando, simultaneamente, o processo de descoberta e realização das tendências e aptidões de cada um e a sua integração num plano geral de desenvolvimento de todo o povo português. E nada disto é possível sem que as medidas de carácter pedagógico e didáctico, que urge tomar, se articulem com profundas alterações de carácter económico, social e político. Falar em reforma da educação é falar em reforma de todas as estruturas, ou, mais honestamente, em revolução.»
Mário Dionísio, «”Sinais & circunstâncias”: Depoimento de Mário Dionísio» (Junho de 1974), Entrevistas (1945-1991).

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 6 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes – Miguel Serras Pereira (6 de Maio), João Paulo Esteves da Silva (20 de Maio) e Regina Guimarães (27 de Maio) – vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores.

Para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 7 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro O que é a arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 7 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, a propósito de Maio de 68 – e o que lhe antecedeu -, projectamos Até breve, espero (1967, 44 min.) Chris Marker e Um filme como os outros (1968, 100 min.) de Jean-Luc Godard. Quem apresenta é António Rodrigues.

29 a 30 de Abril: Oficina de berimbaus; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Torre bela’ e ‘Nós operárias da Sogantal’

28 de Abril de 2012

UMA OFICINA MUSICAL – CONSTRUIR E TOCAR BERIMBAUS
Domingo, 29 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril temos oficinas onde «quem tem duas mãos tem tudo» . Com Irene van Es, fizémos pequenos objectos com missangas; e iniciámos ilustrações com Pierre Pratt. Nesta última sessão, com João Rodrigues, vamos construir berimbaus e aprender a usá-los e a dar-lhes música.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO «A PALETA E O MUNDO III»
Segunda-feira, 30 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues conclui a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 30 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, entre o 25 de Abril e o 1º de Maio, projectamos Torre bela (1977, 88 min.) – documentário sobre a ocupação, por camponeses, desta propriedade ribatejana de exploração agrícola em 1975 – de Thomas Harlen e Nós operárias da Sogantal (2008, 58 min.) – onde são entrevistadas, 30 anos depois, as operárias que participaram nas lutas da Sogantal – de Nadejna Tilhou. Quem apresenta é Sérgio Tréfaut.

 

25 de Abril na Casa da Achada – Inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»

28 de Abril de 2012

No final da tarde de 25 de Abril a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, abriu as suas portas para mostrar uma nova exposição, «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

Neste dia chuvoso as pessoas iam chegando da manifestação do 25 de Abril, que terminava no Rossio, e de outros lados. Enquanto se esperava pela as hora anunciada para a inauguração, às 19h, as pessoas iam conversando e vendo a nova exposição de fotografia.

Pouco passava da hora marcada quando o Coro da Achada cantou duas canções para iniciar a festa: «Coro da Primavera» de José Afonso e «La lega», canção popular italiana. Com a sala da exposição cheia houve uma pequena conversa para receber os visitantesEduarda Dionísio explicou os motivos que levam a Casa da Achada a mostrar uma exposição diferente das anteriores e nesta data (no 25 de Abril, em Itália, comemora-se o fim da II Guerra Mundial e o fim do regime fascista); Giuseppe Morandi falou da emoção que sentiu quando viu a manifestação no Rossio; e ainda falaram Gianfranco Azzali e Paolo Barbaro.

O Coro da Achada voltou a cantar: «Mãos», «Pior que não cantar», «As papoilas», «Tiro-no-liro», «E o asfalto é tão largo», «Canto de esperança», «Encontrei um banqueiro…» e «A semana sangrenta». E, assim, abriram-se as portas do jardim e do terraço para toda a gente poder comer e beber, conversar o que apetecer, ou ver melhor a exposição. A festa ainda durou umas horas, com mais cantos, gaitadas e danças.

Foi também lançada a Ficha 4, o boletim da Casa da Achada, que nesta edição, entre outros, conta com um conjunto de textos sobre a exposição inaugurada, um texto sobre a festa da Lega di Cultura di Piadena de 2012, um texto de Filomena Marona Beja («Uma biblioteca ao virar da esquina»), e dá ainda uma mirada sobre a próxima edição da Casa da Achada – «Ver agora melhor o mais distante – A partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio» de Regina Guimarães. A Ficha 4 traz ainda um suplemento, «Mário Dionísio e o desenho como processo revelador» de Paula Ribeiro Lobo. Também está disponível o catálogo da exposição que inclui textos de Peter Kammerer, Paolo Barbaro e outras informações sobre a exposição, o autor e a Lega di Cultura di Piadena.

No dia seguinte, 26 de Abril, houve uma conversa sobre a exposição – «Olhares sobre os novos anjos» -, que juntou o autor, Giuseppe Morandi, Gianfranco Azzali da Lega di Cultura di Piadena, Paolo Barbaro, Peter Kammerer, Jorge Silva Melo e os fotógrafos André Beja, Camilla Watson, Catarina Botelho e Luís Rocha. Entre histórias das fotografias e dos fotografados, conversas sobre a fotografia social e o retrato de trabalhadores e imigrantes, ficámos a perceber o que move Giuseppe Morandi a fotografar aqueles que conhece bem. André Beja sobre a fotografia de Morandi escreveu um texto no seu blogue, metrografismos.

A exposição pode ser visitada até ao dia 28 de Maio.

Quem é Maria Letícia?

27 de Abril de 2012

Realizou-se no sábado 21 de Abril uma sessão sobre Maria Letícia Clemete da Silva (1951-2010), mulher de características invulgares, sem a qual não existiria a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Professora antifascista, foi a companheira de toda a vida de Mário Dionísio.

Quatro fundadoras da Casa da Achada, que a conheceram bem, asseguraram as intervenções iniciais. Diana Dionísio traçou-lhe resumidamente uma biografia com a ajuda de imagens projectadas; Maria Helena Carvalho e Maria Emília Diniz, amigas e colegas de muitos anos, abordaram o seu trabalho de professora, a sua participação na Comissão para a Reforma Educativa depois do 25 de Abril (1974-1975) e também a colaboração (com Maria Emília Diniz) no jornal A Capital, no «Consultório Escolar» (1968-1969) assinada com o pseudónimo Diniz da Silva; Natércia Coimbra falou do trabalho de inventariação do Espólio Literário de Mário Dionísio que realizou, em 1994-1996, com a importante ajuda de Maria Letícia.

Estiveram em exposição algumas fotografias, documentos relacionados com a sua expulsão do ensino (que durou 8 anos) e a sua carreira de professora, dedicatórias de Mário Dionísio, livros escolares, edições e traduções por ela realizadas, e ainda um dossier com os recortes do «Consultório Escolar».

Ficou a conhecer-se melhor esta pessoa especial e, através dela, o século XX português, nomeadamente aspectos por vezes esquecidos da opressão salazarista do viver quotidiano e da luta das mulheres, no ensino e fora dele.

O arquivo pessoal de Maria Letícia encontra-se na Casa da Achada e merecia, merece, ser estudado. Esta sessão terá sido um incentivo.

25 de Abril – Inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; 26 de Abril – conversa sobre a exposição; 28 de Abril – uma conversa com Jerónimo Franco

23 de Abril de 2012

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»
Quarta-feira, 25 de Abril, 19h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. Há comes e bebes, mas tragam um farnel para ajudar.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, «que, ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, exclama «é um deus!».

Mas não é por acaso que escolhemos esta data para a inauguração:

«Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)»
Mário Dionísio, Passageiro Clandestino

NO DIA SEGUINTE, VAMOS CONVERSAR SOBRE A NOVA EXPOSIÇÃO: OLHARES SOBRE OS NOVOS ANJOS
Quinta-feira, 26 de Abril, 18h

Após a inauguração da exposição «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, acontece uma conversa que olha para esta exposição e que junta muita gente de muitos sítios e áreas diferentes. Para além da presença do autor, juntam-se Gianfranco Azzali,Peter Kammerer,Paolo Barbaro, Jorge Silva Melo; e os fotógrafos André Beja, Camila Watson, Catarina Botelho e Luís Rocha.

«Tal como na famosa canção dos partisans, alguém acorda de manhã e vê. Neste caso, não vê o invasor, mas um deus no telhado. Ele desce ao pátio e dá a boa nova. As fotografias de 1985 mostram Emilio Bosio, pedreiro, incarnação de uma beleza antiga, semelhante às obras-primas da arte italiana. A seu lado, Antonio, deus negro vindo do Níger. Morandi viu-o passar de bicicleta, com aquele estranho chapéu na cabeça. Aproveitou esse instante, pediu-lhe autorização para o fotografar e travou conhecimento com ele. Não se rouba a fotografia a alguém. Até os indianos do campo desportivo conhecem Morandi e aceitam a sua curiosidade como um acto de solidariedade.»
Peter Kammerer (2011)

E ENTRE O 25 DE ABRIL E O 1º DE MAIO, UM ITINERÁRIO POUCO COMUM:
UMA CONVERSA COM JERÓNIMO FRANCO
Sábado, 28 de Abril, 16h

Nesta 13ª sessão de «Itinerários», onde uma pessoa conta o seu percurso pouco comum, vamos conversar com Jerónimo Franco.

Como foi vir duma aldeia para Lisboa aos 11 anos, andar na escola e trabalhar. Como foi fazer a tropa em Moçambique. Como foi trabalhar na TAP e ser presidente do Sindicato dos Metalúrgicos antes do 25 de Abril . Como foi discursar a uma multidão no 1º de Maio de 1974. Como foi fundar o Movimento de Esquerda Socialista e dele sair. Como é ir aprendendo com as pessoas e também nos livros. Como é estar reformado e dividir o tempo entre Lisboa e uma aldeia.

A sessão conta com a projecção de um documentário sobre a luta dos trabalhadores da TAP nos anos 70.

19 a 25 de Abril: Quem é Maria Letícia; projecção de ‘Zumbidos da Mouraria’ e ‘Ouvir (ou)ver’; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘A coisa’ de Nanni Moretti; inauguração da exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ de Giuseppe Morandi

19 de Abril de 2012

QUEM É MARIA LETÍCIA
Sábado, 21 de Abril, 16h

Neste sábado organizamos uma sessão sobre Maria Letícia Clemente da Silva (1915 – 2010), companheira de sempre de Mário Dionísio.

Maria Letícia Clemente da Silva foi professora de Português e Latim no ensino secundário, tradutora, autora de livros escolares, trabalhou na Comissão para a Reforma do Ensino, logo a seguir ao 25 de Abril. Em 1947 foi expulsa, por razões políticas, do ensino – afastamento que durou oito anos. Pertenceu a organizações de mulheres, como o Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas (encerrado pelo Estado Novo em 1947) e a Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Depois da morte de Mário Dionísio, iniciou, com a arquivista Natércia Coimbra, o inventário do seu espólio, actualmente acessível na Casa da Achada.

Participam na sessão quatro fundadoras da Casa da Achada que conheceram e trabalharam com Maria Letícia: Diana Dionísio (neta de Maria Letícia), Natércia Coimbra (arquivista que organizou o espólio de Mário Dionísio e Maria Letícia), Maria Helena Carvalho e Maria Emília Dinis (professoras, amigas de Maria Letícia) e todos os que a conheceram, principalmente ex-alunos e ex-alunas, que quiserem dar o seu contributo.

A conversa é acompanhada por uma exposição de livros e documentos.

à Maria Letícia

chapelinho de quadrados
de vagar pela rua frenética
com uma fímbria de sol no laço
e uma saudade solta

desce um ar de natal sobre os passeios
sobre as pessoas sobre os carros
e um olhar sem palavras que flutua
põe-se a dizer de manso
antigamente

sinto surpreso que há momentos
em que as próprias rugas sabem bem
a ao nosso lado
numa alegria de cabelos soltos
o passado e o futuro correm de mãos dadas

Mário Dionísio, O riso dissonante, 1950

 

UMA TARDE DE PROJECÇÕES NA ACHADA
Domingo, 22 de Abril, 17h

Esta tarde será diferente no Centro Mário Dionísio: vamos projectar dois vídeos que estão relacionados com a Casa da Achada e com a zona envolvente: São Cristóvão, Socorro, Martim Moniz, Baixa.

Voltamos a mostrar o documentário Zumbidos da Mouraria, montado pelo projecto identibuzz e filmado com telemóveis por pessoas que vivem na Mouraria. O filme conta com uma entrevista a Eduarda Dionísio e com banda sonora do Coro da Achada.

O outro filme apresentado, Ouvir (ou)ver, acompanha o Coro da Achada a cantar pelas ruas da Mouraria e da Baixa e as reacções – muito variadas – das pessoas que passam.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 23 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 23 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos A coisa (1990, 59 min.) de Nanni Moretti. O filme é apresentado por Peter Kammerer, seguido de debate com Gianfranco Azzali e Giuseppe Morandi.

 

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias de Giuseppe Morandi
Quarta-feira, 25 de Abril, 19h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. Há comes e bebes, mas tragam um farnel para ajudar.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, «que, ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, exclama «é um deus!».

A actual exposição, «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», pode ser vista até ao dia 22 de Abril.

OUTRAS ACTIVIDADES

CICLO DE CONFERÊNCIAS E EXPOSIÇÃO: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Quinta-feira, 19 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

Continua o ciclo de conferências sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros, organizado em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta sessão Maria Alzira Seixo fala sobre Mário Dionísio, o escritor.

Este ciclo de conferências é acompanhado pela exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», que se tem encontrado em itinerância desde que foi mostrada na Casa da Achada.

O CORO DA ACHADA CANTA NO CONCERTO DE HOMENAGEM A ZECA AFONSO E A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
Sábado, 21 de Abril, 22h
Jardim de São Pedro de Alcântara, Lisboa

O Coro da Achada canta no Festival dos Cravos de Abril, organizado pela Associação Abril, na noite de homenagem a José Afonso e a Adriano Correia de Oliveira, no Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa. Esta sessão está inserida no projecto «Amigos maiores que o pensamento».

Participam, também, a partir das 20h, Couple Coffee, Helena Sarmento e Ana Ribeiro, João Nogueira, Jorge Jordan, Jorge Mendes, Tiago Fernandes e Vítor Sarmento.

12 a 16 de Abril: ‘A casa grande de Romarigães’ de Aquilino Ribeiro; encontro de leitores; visita guiada à exposição; oficina de ilustração; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Reds’

9 de Abril de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 12 de Abril, 18h

Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.

Esta é a 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

 

ENCONTRO DE GRUPO DE LEITORES
Sexta-feira, 13 de Abril, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação do escritor Miguel Castro Caldas.

ÚLTIMA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
SONHAR COM AS MÃOS – O DESENHO NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 14 de Abril, 16h

É a última oportunidade de participar numa visita guiada à exposição «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», que termina no dia 21 de Abril.

Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc.

Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO: OFICINA DE ILUSTRAÇÃO
Domingo, 15 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril há três oficinas de fabricos diferentes. Na primeira sessão montámos missangas com a ajuda de Irene van Es.

Neste domingo, com Pierre Pratt, vamos fazer ilustrações.

Número máximo de participantes: 10. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 16 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos Reds (1981, 194 min.) de Warren Beatty. Quem apresenta é João Rodrigues.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Sexta-feira, 13 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta primeira sessão Rui Canário vai falar sobre Mário Dionísio, o professor.

9 de Abril: leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘A tomada do poder por Luís XIV’ de Rossellini

5 de Abril de 2012

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA
POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 9 de Abril, 21h30

Depois de três meses em que o mote cinematográfico era rir uma vez por semana, de Abril a Junho o tema é política. «Política uma vez por semana».

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta primeira sessão projectamos A tomada do poder por Luís XIV (1966, 90 min.) de Roberto Rossellini. Quem apresenta é Maria Emília Diniz.

O restante programa do ciclo de cinema «Política uma vez por semana» está disponível nesta página.

31 de Março a 2 de Abril: Entrelinhas – o desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos; oficina de missangas; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Os grandes aldrabões’

29 de Março de 2012

ENTRELINHAS
O desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos
Sábado, 31 de Março, 16h

Neste encontro, da série «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», vamos falar sobre o desenho na obra de Mário Dionísio e de outros artistas seus contemporâneos, incidindo sobre vários aspectos do desenho dos anos 30 a 50 do século XX.

Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição «Sonhar com as mãos», e organizadora desta sessão, vem falar-nos sobre o desenho na obra de Mário Dionísio. Sobre o desenho neo-realista fala David Santos, director do Museu do Neo-Realismo. O desenho surrealista em Portugal será tratado por Bruno Marques. Também analisaremos o desenho em dois artistas em particular: Almada Negreiros por Filomena Serra, e Maria Helena Vieira da Silva por Marina Bairrão Ruivo.

«Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.»
Paula Ribeiro Lobo, «A necessidade de ver claro», Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio (2011)

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO
Oficinas de fabricos vários
Domingo, 1 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril as oficinas serão diferentes em cada domingo. Nesta primeira sessão, com Irene van Es, vamos construir objectos com missangas: brincos, colares e outras coisas que se tenha vontade de fazer.

Nos domingos seguintes vamos fazer ilustrações e construir berimbaus.

Para todos a partir dos 6 anos.
Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 2 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA
RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 2 de Abril, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite, a última deste ciclo de cinema, projectamos Os grandes aldrabões (1933, 68 min.) de Leo McCarey com os Irmãos Marx. Quem apresenta é João Rodrigues.

 

 

Na segunda-feira seguinte, 9 de Abril, começa um novo ciclo de cinema: «Política uma vez por semana».

21 a 26 de Março: Encontro de leitores; a Casa da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Escola Secundária José Gomes Ferreira

19 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 23 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritor Jacinto Lucas Pires.

A CASA DA ACHADA NA FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

Nestes dias, de 23 a 25 de Março, a Casa da Achada vai para Itália, participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

Por esse motivo a Casa da Achada encerra no domingo, 25 de Março. Nos restantes dias a porta estará aberta para receber quem vier ver a exposição ou consultar a biblioteca. A projecção do filme Os grandes aldrabões e a leitura semanal foram adiadas de 26 de Março para 2 de Abril.

A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade no norte de Itália. A Casa da Achada e o Coro da Achada têm participado na sua festa anual desde 2010. O tema da festa deste ano são os 50 anos do novo cancioneiro italiano.

Na Casa da Achada, no dia 25 de Abril, inaugura, com a colaboração da Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Quarta-feira, 21 de Março, 13h
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficos, vários documentos e livros, desta vez passa pela Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Inaugura a 21 de Março, dia em que cantará o Coro da Achada, às 13h.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de Abril.

16 a 19 de Março: A Comuna de Paris vista por Maria Emília Dinis; oficina de stop motion; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘As noites loucas do dr. Jerryll’; a Casa da Achada na Livraria Sá da Costa

12 de Março de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: A COMUNA DE PARIS
Sexta-feira, 16 de Março, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes.

Em Janeiro falámos, com Sebastião Lima Rego, sobre a ascensão de Hitler ao poder – agora vamos falar sobre a Comuna de Paris, em Março de 1871, com Maria Emília Dinis.

OFICINA DE STOP MOTION – com fotografias fazer um filme
Domingo, 18 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme.

Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos»; na 2ª sessão demos vida aos livros e objectos da Biblioteca da Achada; nesta 3ª e última sessão vamos montar os filmes, dar-lhes música e falar sobre o que correu bem e o que correu mal.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 19 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos As noites loucas do dr. Jerryll (1963, 107 min.) de Jerry Lewis. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

 

A CASA DA ACHADA NA LIVRARIA SÁ DA COSTA
Sábado, 17 de Março, das 16h às 19h
Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, 100 – Lisboa)

O que é a Casa da Achada? Quem é Mário Dionísio?
Conversa sobre a Casa da Achada – o que se pode ver e consultar, as nossas actividades – e sobre Mário Dionísio – a sua obra e vida, no ensino, na escrita, na pintura, sempre ligada ao mundo que o rodeia.

Leitura de poemas e música
Depois da conversa, lêem-se poemas de Mário Dionísio e canta o Coro da Achada – cantando várias canções do seu reportório, umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

Por este motivo a Casa da Achada encerra às 15h.

9 a 12 de Março: Encontro de leitores; ‘O vermelho e negro’ de Stendhal por Saguenail; oficina de stop motion; leitura de Fernando Lopes Graça; cinema com ‘O quinteto era de cordas’; leituras e Coro da Achada em Coimbra

6 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 9 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritora Filomena Marona Beja.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O vermelho e o negro de Stendhal
Sexta-feira, 9 de Março, 18h

O vermelho e o negro, de Stendhal, é o livro de que nos vem falar Saguenail. É 22ª sessão sobre livros que Mário Dionísio referiu em depoimentos como sendo os da sua predilecção, pelos mais diversos motivos.

OFICINA DE STOP MOTION
com fotografias fazer um filme
Domingo, 11 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme. Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos». Nesta 2ª sessão vamos continuar a filmar na zona pública da Casa da Achada.

Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 12 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Pedro Rodrigues lê e comenta, com projecção de imagens e audição de peças musicais, Introdução à música moderna (1942) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 12 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos O quinteto era de cordas (1955, 91 min.) de Alexander Mackendric. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

 

NA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» EM COIMBRA
NAVEGANDO À BOLINA PELA VIDA E PELA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 10 de Março, 16h
Biblioteca Municipal de Coimbra

Mário Dionísio contado por Mário Dionísio
Trata-se de uma leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos de Mário Dionísio – boa parte da sua Autobiografia (1987) -, com projecção de imagens. Esta leitura já foi feita em em Alhos Vedros e na Casa da Achada.

Canta o Coro da Achada
Depois da leitura, o Coro da Achada fará a sua intervenção, cantando várias canções do seu reportório – umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Coimbra até ao dia 15 de Março.

Organização: Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Apoios: Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Biblioteca Municipal de Coimbra.

Por este motivo a Casa da Achada estará encerrada nesta data, sábado, 10 de Março.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020