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Áreas Principais

3 a 5 de Março: um encontro sobre João José Cochofel; oficina de stop motion; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘O mundo é um manicómio’

1 de Março de 2012

No sábado, 3 de Março, às 16h, acontece o sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio». Nesta sessão vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Começa no domingo, 4 de Março, às 15h30, a oficina de stop motion, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva. Inventando uma pequena história na Casa da Achada, com pessoas e objectos, vamos construir um pequeno filme juntando fotografias. E ainda vamos ver cinema feito desta maneira.

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Na segunda-feira, 5 de Março, às 18h30, continua a leitura de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

No mesmo dia, à noite, pelas 21h30, projectamos um filme inserido no ciclo «Rir uma vez por semana»: O mundo é um manicómio (1944, 118 min.) de Frank Capra. Quem apresenta é Luís Miguel Oliveira.

Zumbidos da Mouraria: dois documentários onde entra a Casa da Achada

1 de Março de 2012

Zumbidos da Mouraria (Português) from Ubiqarama on Vimeo.

Já podem ser vistos os documentários que resultaram do projecto identibuzz na Mouraria, que envolveu o bairro do Socorro e de São Cristóvão em Lisboa, e o bairro de San Francisco em Bilbau, no País Basco.

O documentário Zumbidos da Mouraria, para além de várias participações de pessoas e associações do bairro, conta com excertos de uma entrevista a Eduarda Dionísio e com a banda sonora do Coro da Achada. Também pode ser visto o documentário Zumbidos da Mouraria e San Francisco.

Os documentários foram apresentados na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio no passado sábado, 25 de Fevereiro.

24 a 27 de Fevereiro: Encontro de leitores; oficina de desenho; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘Gangsters falhados’; Coro da Achada em encontro sobre José Afonso

23 de Fevereiro de 2012

ENCONTRO DE LEITORES

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 15h

Na sequência da sessão «Contar, escrever e ler» que teve lugar na Casa da Achada no dia 10 de Fevereiro, um grupo de alunos da Escola do Castelo, por proposta da professora Ariana Furtado, irá ler um texto de Miguel Castro Caldas, escrito com eles.

Estarão presentes escritores que têm animado os vários grupos de leitura e também ilustradores. Quem requisitou livros – grandes e pequenos – na biblioteca há 15 dias virá devolvê-los e, se possível, falar sobre o que leu. E veremos também como continuarão os grupos até à próxima Leitura Furiosa que se realiza em Maio.

É também mais uma possibilidade de conhecer a Biblioteca Pública da Casa da Achada, onde o serviço de empréstimos começou a funcionar (consultar aqui as condições de empréstimo).

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 26 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

Para confirmação da participação na oficina contactar a Casa da Achada nos dias anteriores (218 877 090 ou casadaachada@centromariodionisio.org).

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos. Por esse motivo já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça. Quem lê a conferência deste último autor, «A cultura integral do indivíduo», com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos Gangsters falhados (1958, 106 min.) de Mario Monicelli. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

ZECA – 25 ANOS DEPOIS

Quinta-feira, 23 de Fevereiro, 21h
Academia de Santo Amaro, Lisboa

A Associação José Afonso organiza uma sessão de homenagem a Zeca Afonso, 25 anos após a sua morte. A sessão, que é apresentada por Hélder Costa, conta com a participação do Coro da Achada, entre vários outros músicos e grupos musicais: Carlos Carranca, Coro do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música, Couple Coffee Duo, Grupo de Cavaquinhos da Junta de Freguesia da Charneca da Caparica, Francisco Fanhais, Francisco Naia, Jorge Jordan, Jorge Mendes, José Manuel Ésse, José Manuel Santos e Teresa Bispo, Pedro Branco, Quarteto Sons de Gente, Rogério Charraz, Vítor Sarmento, Zeca Medeiros. A entrada é de 3€.

Mais informações aqui.

ZUMBIDOS E IDENTIDADES HÍBRIDAS

Sábado, 25 de Fevereiro, 15h30

A identibuzz organiza a projecção de dois documentários desenvolvidos nos bairros de São Cristóvão e do Socorro e no bairro de San Francisco (Bilbau), em que a Casa da Achada também colaborou:
Zumbidos da Mouraria: realizado com imagens gravadas pelos participantes no Workshop da Mouraria (30 min.);
Zumbidos da Mouraria e San Francisco: este video é um exercício por parte de Úbiqa que se constrói por um lado como um olhar externo sobre a temática das identidades híbridas nos bairros da Mouraria (Lisboa) e San Francisco (Bilbau), e por outro de documentação do desenvolvimento do próprio projecto identibuzz (56 min.).

Mais sobre os documentários aqui.

LANÇAMENTO/DEBATE
DO LIVRO O PASSADO, MODOS DE USAR

Sábado, 25 de Fevereiro, 18h30

A UNIPOP organiza o lançamento do livro O passado, modos de usar do historiador Enzo Traverso, com a presença do autor, Elisa Silva e Manuel Deniz Silva.

16 a 21 de Fevereiro: ‘Peregrinação’ visto por Maria Alzira Seixo; o desenho na obra de Mário Dionísio por Paula Lobo; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O homem da manivela’; Ó Prima – encontro de teatro do oprimido

13 de Fevereiro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS

Quinta-feira, 16 de Fevereiro, 18h

Nesta 21.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida», Maria Alzira Seixo fala de Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS

Sábado, 18 de Fevereiro, 16h

Após uma primeira sessão desta rubrica – em que foram lidos, a várias vozes, textos autobiográficos -, nesta 2ª sessão vamos saber mais sobre uma faceta pouco conhecida da obra de Mário Dionísio: o desenho.

Quem vem falar sobre o desenho na obra de Mário Dionísio é Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição ‹‹Sonhar com as mãos››, patente na Casa da Achada até ao dia 20 de Abril.

      ‹‹Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.››

Paula Ribeiro Lobo, ‹‹A necessidade de ver claro››, Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 19 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 20 de Fevereiro, 18h30

Depois da leitura de ‹‹Conflito e unidade da arte contemporânea›› de Mário Dionísio, agora seguimos para a leitura de um autor seu contemporâneo – e seu conhecido -, Bento de Jesus Caraça. Quem lê e comenta a conferência ‹‹A arte e cultura popular›› (1936), com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 20 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite temos uma sessão especial para novos e menos novos em férias escolares: projectamos O homem da manivela (1928, 69 min.) de Edward Sedgwick, com Buster Keaton. Quem apresenta é António Rodrigues.

Ó PRIMA!

De 16 a 21 de Fevereiro

O Ó Prima! – Encontro de Teatro do Oprimido e Activismo, organizado por várias associações e grupos diferentes, decorre em vários locais de Lisboa, um deles é na Casa da Achada. Durante estes dias haverá formação em teatro do oprimido, sendo as noites e o último dia dedicados à projecção de filmes, peças de teatro e debates. Deixamos aqui a programação que vai passar na Casa da Achada:

Quinta-feira, 16 de Fevereiro, 21h
Projecção do documentário Metaxis

Sexta-feira, 17 de Fevereiro, 21h
Sessão de Teatro-Fórum: Estudantes por Empréstimo

Sábado, 18 de Fevereiro, 21h
Projecção do documentário Jana Sanskriti, um Teatro em Campanha

Domingo, 19 de Fevereiro, 21h
Sessão de Teatro-Fórum: Quem decide as tempestades?

Terça-feira, 21 de Fevereiro, a partir das 15h
Apresentação da peça resultante da formação Ó Prima! 2012
Mesa redonda: Teatro do Oprimido e movimentos sociais

A programação completa pode ser consultada aqui: http://oprima.wordpress.com/programa/

10 a 13 de Fevereiro: Encontro de grupos de leitura e inauguração do serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘A missa acabou’

6 de Fevereiro de 2012

Vai haver uma tarde muito especial na Casa da Achada. É na sexta-feira, dia 10 de Fevereiro, às 15h.

Será lançada a brochura Escrever devagar, haverá leituras, conversas, canções, uns petiscos e a inauguração dos empréstimos da biblioteca pública da Casa da Achada.

Escrever devagar reúne os textos e ilustrações que resultaram dos encontros regulares de três grupos de leitura ao longo dos últimos meses. Foi na sequência da «Leitura Furiosa», em Maio passado, que se formaram estes grupos com pessoas «zangadas com a leitura», escritores e ilustradores.

Na sexta-feira, os participantes desta aventura contarão como foi a sua experiência, ler-se-ão os textos e será lançada a brochura. Ouviremos os escritores Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires e Miguel Castro Caldas, os grupos de leitura do Centro Polivalente de S. Cristóvão, do Centro Social da Sé e do Recolhimento de São Cristóvão e os ilustradores Pierre Pratt, Bárbara Assis Pacheco e José Smith Vargas.

A sessão vai também contar com outros participantes da «Leitura Furiosa», como as crianças da Escola do Castelo, que nos trazem umas surpresas ditas e cantadas.

Depois, será inaugurado o sistema de empréstimos da Biblioteca Pública da Casa da Achada – com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas centenas de publicações periódicas. Visitaremos as duas mezzanines e poderão ser requisitados os primeiros livros.

No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a 2ª sessão da oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

No dia seguinte há leitura e cinema à tarde e à noite na Casa da Achada.

Às 18h30, na segunda-feira, 13 de Fevereiro, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserida no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, vamos ao cinema. Projectamos o filme A missa acabou (1985, 94 min.) de Nanni Moretti. Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

5 e 6 de Fevereiro: Oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘E não se pode exterminá-lo?’

3 de Fevereiro de 2012

No domingo, 5 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina. Continuando a 1ª oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››, realizada em Novembro, regressamos agora este mês com técnicas mistas de desenho. Nesta primeira sessão, por impossibilidade da presença da orientadora Carla Mota, esta sessão será com Emanuel Faustino.

Na segunda-feira, à tarde, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserida no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Nessa noite, às 21h30, temos uma sessão especial, inserida no ciclo ‹‹Rir uma vez por semana››, de um filme difícil de encontrar e nunca estreado no circuito comercial: E não se pode exterminá-lo? (1979, 135 min.) de Solveig Nordlund e Jorge Silva Melo. Este filme, realizado a partir do espectáculo com o mesmo nome do Teatro da Cornucópia, com texto de Karl Valentim, foi estreado em cinco episódios, em 1979, na televisão. Quem apresenta é Jacinto Lucas Pires.

Informamos, também, que já se encontra disponível a totalidade do historial de actividades, desde 2008 até ao fim de 2011, da Casa da Achada na nossa página: http://centromariodionisio.org/historia.php

26 a 30 de Janeiro: Conversa sobre ‘O processo’ de Kafka; 1ª sessão de ‹‹histórias da História›› sobre a ascensão de Hitler ao poder; oficina de teatro comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O ABC do Amor’ de Woody Allen

23 de Janeiro de 2012

Os próximos dias na Casa da Achada serão bastante preenchidos. De 26 a 30 de Janeiro haverá conversas, leitura, oficina e cinema.

Na quinta-feira, 26 de Janeiro, às 18h, voltamos à nossa série ‹‹Livros das nossas vidas›› – a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio como os da sua predilecção ou que mais o marcaram. Nesta sessão Pedro Rodrigues vem conversar sobre O processo de Franz Kafka.

No dia seguinte, sexta-feira, 27 de Janeiro, às 18h, começa um novo ciclo a que chamamos ‹‹histórias da História››. Vamos conversar sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Nesta 1ª sessão Sebastião Lima Rego fala sobre a ascensão de Hitler ao poder, a 30 de Janeiro de 1933.

No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a última sessão da oficina de Teatro Comunitário, orientada por Amélia Videira (Teatro Umano). Após três sessões muito variadas e muito participadas, desta vez a oficina é sobre a palavra.

Na segunda-feira, 30 de Janeiro, prosseguem os nossos ciclos de leitura e de cinema. À tarde, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Às 21h30, temos a projecção de um filme inserido no ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››. Nesta noite, mostramos O ABC do amor (1972, 88 min.) de Woody Allen. Quem apresenta é Youri Paiva.

21 a 23 de Janeiro: Visita guiada à exposição; oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O meu tio’ de Tati

16 de Janeiro de 2012

No sábado, 21 de Janeiro, pelas 16h, acontece uma visita guiada à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››. Desta vez a visita fica a cargo de Rui-Mário Gonçalves, crítico e historiador de arte. Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc. Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

Após a visita guiada, às 18h, Maria Teresa Oliveira apresenta o seu livro de poemas, A minha lua.

No domingo, das 15h30 às 17h30, continua a oficina de Teatro Comunitário, orientada por Rita Wengorovius e pelo Teatro Umano. Depois de se ter feito um estendal de poesia e se ter bebido chá comunitário, esta sessão é com pedras, pessoas palavras: expressão dramÁTICA e jogo. Vamos procurar nas pessoas as pedras para através das palavras lavar a alma pelo jogo teatral.

Logo no início da semana, na segunda-feira, 23 de Janeiro, continuam os nossos ciclos de leitura e de cinema. Às 18h30 prossegue a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

‹‹Sobre o problema que levanto, é talvez cedo para a crítica (a histórica, naturalmente) se poder pronunciar. São hipóteses, são sonhos, que precisam daquela margem muito grande de liberdade que geralmente nos repugna conceder ao crítico.

Falo principalmente para os artistas, que sentirão decerto — e decerto com muito mais acuidade — as mesmas dúvidas e os mesmos desejos de experiência que me inquietam e entusiasmam. E para aquele público que — em vez de avaliara obra pela cotação do mercado ou de exclamar diante de certas obras «Isto também eu fazia» — compreendeu há muito, ou está compreenden­do, que o que se passa nas telas está intimamente rela­cionado com o seu comportamento perante elas, e que é sem dúvida aquele público que se encontra nesta sala.››

Mário Dionísio, Conflito e unidade da arte contemporânea

À noite, pelas 21h30, acontece a 4ª sessão do ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››, com um filme de Jacques Tati: O meu tio (1958, 117 min.). Quem apresenta é João Rodrigues.

14 a 16 de Janeiro: Mário Dionísio contado por Mário Dionísio; reunião dos Amigos da Achada; oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Polícias e ladrões’

9 de Janeiro de 2012

No próximo sábado, 14 de Janeiro, pelas 16h, damos início a uma nova rubrica: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta primeira sessão vamos pôr Mário Dionísio a contar-se a si próprio com a leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos, acompanhados por projecção de imagens. Este conjunto de textos e imagens foi já apresentado numa sessão sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros.

Nessa tarde, às 18h, acontece o encontro anual dos Amigos da Casa da Achada. Este encontro serve para ter ideias, críticas, sugestões vindas daqueles que a frequentam ou nela trabalham ou que simplesmente vão seguindo, mesmo de longe, o que se vai fazendo. E que ajudam a manter a casa, até do ponto de vista financeiro.

No domingo, das 15h30 às 17h30, voltamos à oficina de Teatro Comunitário. Nesta 2ª sessão, orientada por Rita Wengorovius e pelo Teatro Umano, vamos fazer um chá comunitário: beber palavras, engolir pontos de exclamação, procurar vírgulas, adoçar frases, ritmar parágrafos, ouvir o que as chávenas nos contam dos seus habitantes, escrever as nossas histórias na toalha, rodeados de hortelã e ervas doces. Tragam uma chávena.

Na segunda-feira, 16 de Janeiro, às 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957) de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, projectamos o segundo filme inserido no ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››. Nesta sessão projectamos Polícias e ladrões (1951, 109 min.) de Mario Monicelli e Sceno. Quem apresenta é Sónia Gabriel.

7 a 9 de Janeiro: Itinerários com Jacinto Rego de Almeida; Oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Boudu querido’ de Renoir

2 de Janeiro de 2012

O primeiro fim-de-semana do ano será de actividades várias na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado, 7 de Janeiro, pelas 16h, acontece a 12ª sessão de ‹‹Itinerários›› – uma rubrica onde convidamos alguém com um percurso de vida invulgar que nos conta a sua história. Desta vez é Jacinto Rego de Almeida que nos explica como foi desertar da guerra colonial em Moçambique, sendo oficial da Armada de carreira; o que foi ser exilado, antes do 25 de Abril, em Paris e no Brasil e, depois do 25 de Abril, Conselheiro Económico da Embaixada de Portugal no Brasil; e como se escolhe ser escritor, publicar livros e escrever sobre literatura, vivendo em Alcanhões.

No dia seguinte, domingo, 8 de Janeiro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: Teatro Comunitário. Todos os domingos de Janeiro serão ocupados por esta oficina de teatro, orientada por Rita Wengorovius, pelo Teatro Umano, e outros mais. Nesta primeira sessão vamos fazer um estendal de poesia do bairro: partilhar poemas que os participantes trouxerem, estender ideias e ensaiar formas de dizer e intervir. Tragam um poema de que gostem muito. Para todos a partir dos 10 anos.

Na segunda-feira, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Nessa noite, às 21h30, acontece a 2ª noite de cinema do ciclo ‹‹Rir uma vez por semana››. Projectamos Boudu querido (1932, 85 min.) de Jean Renoir. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Programação: Janeiro de 2012

30 de Dezembro de 2011

2 de Janeiro: leitura de ‘Conflito e unidade da arte contemporânea’; ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››: ‘A quimera do ouro’ de Chaplin

29 de Dezembro de 2011

O ano de 2012 começa com duas novidades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Na segunda-feira, 2 de Janeiro, pelas 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III›› com novas leituras. Depois de termos lido O elogio da mão e A vida das formas de Henri Focillon, vamos começar a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea de Mário Dionísio. Esta intervenção na conferência da Sociedade Nacional de Belas Artes, durante a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957, é posterior à edição de A Paleta e o Mundo; mas vem no seguimento da mesma e por esse motivo considerámos pertinente a sua leitura. Quem lê e comenta, com projecção de imagens, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, começa um novo ciclo de cinema: ‹‹Rir uma vez por semana››. Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Dá vontade, às vezes. Servirá para alguma coisa? Há várias maneiras de rir. E os filmes cómicos não fazem todos rir da mesma maneira. Por isso, começamos o ciclo com A quimera do ouro (1925/1942, 74 min.) de Charles Chaplin, complementado com a projecção de uma curta-metragem do mesmo realizador, O imigrante (1917, 20 min.). Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

 

O Coro da Achada vai cantar na exposição «A voz das vítimas»

20 de Dezembro de 2011

Na próxima quinta-feira, dia 22 de Dezembro, às 19h, o Coro da Achada vai cantar na exposição A voz das vítimas, na antiga cadeia do Aljube (Rua Augusto Rosa, 42, ao pé da Sé de Lisboa).

O coro da Achada interpretou o ‹‹Hino de Caxias›› expressamente para ser reproduzido na exposição, que foi prolongada até 31 de Dezembro.

Até ao fim do ano na Casa da Achada…

19 de Dezembro de 2011

Até ao fim do ano ainda há um dia de actividades na Casa da Achada, mas nos restantes dias de abertura – com excepção dos próximos domingos 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, em que estaremos encerrados -, é possível visitar a exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› e consultar a nossa biblioteca pública.

Na próxima segunda-feira, 26 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Nesta sessão Manuela Torres concluí a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de A vida das formas de Henri Focillon. Nos próximos meses, de Janeiro a Março, vamos ler, entre outros, Mário Dionísio, Bento de Jesus Caraça, Fernando Lopes-Graça e João José Cochofel.

À noite, pelas 21h30, termina o ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood›› com a projecção de Reflexos num olho dourado (1967, 108 min.) de John Huston, com Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Quem apresenta é Jorge Silva Melo. Em Janeiro começa um novo ciclo de cinema: ‹‹Rir uma vez por semana››.

Mário Dionísio sobre José Dias Coelho

19 de Dezembro de 2011

Faz hoje 50 anos que o pintor José Dias Coelho foi assassinado pela PIDE.

Aqui fica um artigo de Mário Dionísio sobre Dias Coelho, publicado no Diário de Lisboa, em 7 de Janeiro de 1977.

FIM DE SEMANA DIFERENTE

15 de Dezembro de 2011

Chamamos ‹‹Fim de semana diferente›› a estes três dias porque comprar e vender é importante, ao contrário do que costuma acontecer aqui, para angariarmos fundos para podermos continuar sem grandes ‹‹sobressaltos››. Estarão à venda desenhos e cartoons, fotografias, material de papelaria e cadernos que já não se encontram, livros novos e usados, alguns raros ou difíceis de encontrar. E os preços não serão os normais do mercado.

Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

E há um programa a acompanhar tudo isto:

Todos os dias:
Exposição-venda de desenhos e cartoons
Exposição ‹‹Estrelas de Hollywood››

Sábado, 17 de Dezembro:
16h – Visita guiada
à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› por Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição.
17h
Ante-estreia do vídeo de André Spencer, Entre sons, palavras e cores, sobre Mário Dionísio e a Casa da Achada.
18h
Canções cantadas pelo Coro da Achada.

Domingo, 18 de Dezembro:
16hOficina ‹‹Prendas sou eu que as faço – 3››. De sacos de plástico fazer tapetes com Regina Guimarães.
Tragam sacos de plástico de cores lisas.

O horário para estes dias também será diferente:
Sexta-feira, 16 de Dezembro, das 15h às 20h
Sábado, 17 de Dezembro, das 11h às 20h
Domingo, 18 de Dezembro, das 11h às 20h

15 a 19 de Dezembro: Fim de Semana Diferente; ‘Dr. Jivago’ por João Rodrigues; leitura de Focillon; cinema com ‘Que teria acontecido a Baby Jane’

12 de Dezembro de 2011

O próximo fim de semana na Casa da Achada será diferente – terá vendas e actividades várias -, mas antes disso, na quinta-feira, 15 de Dezembro, às 18h, acontece a 19ª sessão de ‹‹Livros das nossas vidas››. Nesta sessão João Rodrigues vem falar-nos sobre O Doutor Jivago de Boris Pasternak.

Chamamos ‹‹Fim de semana diferente›› a estes três dias, sexta-feira, 16, sábado, 17 e domingo, 18 de Dezembro, porque porque comprar e vender é importante, ao contrário do que costuma acontecer aqui, para angariarmos fundos para podermos continuar sem grandes ‹‹sobressaltos››. Estarão à venda livros, CDs, vinis, e outros objectos, alguns raros ou difíceis de encontrar. Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

  • Programa:Todos os dias:
    Exposição-venda de desenhos e cartoons
    Exposição ‹‹Estrelas de Hollywood››
  • Sábado, 17 de Dezembro:
    16h – Visita guiada
    à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› por Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição.
    17h – Ante-estreia do vídeo de André Spencer, Entre sons, palavras e cores, sobre Mário Dionísio e a Casa da Achada.
    18h – Canções cantadas pelo Coro da Achada
  • Domingo, 18 de Dezembro:
    16h – Oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço – 3››. De sacos de plástico fazer tapetes.

Os horários no sábado e no domingo também serão diferentes: abrimos às 11h e fechamos as portas às 20h.

Na segunda-feira, 19 de Dezembro, pelas 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Manuela Torres que lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o 5.º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: ‹‹As formas no tempo››.

À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: Que teria acontecido a Baby Jane (1962, 134 min.) de Robert Aldrich, com Bette Davis e Joan Crawford. Quem apresenta o filme é Amarante Abramovici.

 

Como foi a sessão sobre Manuel da Fonseca

11 de Dezembro de 2011

No passado sábado, 10 de Dezembro, aconteceu a 5ª sessão de ‹‹Amigos de Mário Dionísio››, desta vez sobre Manuel da Fonseca.

A tarde começou com o canto alentejano do Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de São Domingos, seguindo-se a visualização e audição de excertos de entrevistas feitas a Manuel da Fonseca. Artur da Fonseca falou sobre o seu irmão e os actores Antonino Solmer, Diogo Dória, Inês Nogueira e os alunos da Escola n.º 10 do Castelo com a professora Ariana leram poemas.

No intervalo ouviu-se poemas de Manuel da Fonseca cantados por Adriano Correia de Oliveira enquanto se comia pão, azeitonas e bebia vinho do Alentejo. Voltámos à sessão com novas projecções e com mais cantos do coro alentejano. F. Pedro Oliveira e Fernanda Neves leram dois contos e, no fim, Vítor Silva Tavares – amigo de Manuel da Fonseca – e Artur da Fonseca contaram-nos histórias da sua vivência com Manuel da Fonseca.

A Casa da Achada em Alhos Vedros

11 de Dezembro de 2011

No passado 6 de Dezembro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio viajou até Alhos Vedros, a convite do CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Depois de um convívio na Casa Amarela, sede do CACAV, seguimos para o Moinho de Maré, onde iria decorrer a sessão ‹‹Mário Dionísio – Dedicatória››. A sessão começou com a leitura a várias vozes de textos de Mário Dionísio, na sua maioria retirados da Autobiografia (1987), com projecção de fotografias, pinturas e documentos.

‹‹Caminhamos para onde? Para a destruição total, aqui e no Planeta inteiro? Ou, computadorizadamente, para um mundo inteiramente novo (novas linguagens, novos sentimentos) que não posso, e isso me desespera, prever sequer como será?

Desprezível, entretanto, me parece o sorriso fe­liz dos que, no meio da tempestade e das matas em chamas, fingem não dar por elas. Há os que igno­ram (a fome, a poluição, a droga, a sida, o trabalho de menores à vista de toda a gente, a subversão da democracia democraticamente feita por dentro em nome dela, a agressividade, a ameaça nuclear), há os que simulam ignorar. Em qualquer dos casos: desprezível. Nisto insisto. É preciso insistir. Um antiquíssimo espelho põe-se-me na frente: É preci­so? Essa é boa! É preciso? Ou serás mesmo incu­rável?

E, no entanto, tímidas esperanças se aproximam (sou incurável, sim, não deixarei de sê-lo!): certos aspectos do poder local, um alegre formigar de ac­tividades culturais de jovens que se alarga, de den­tro, por esse país fora e que era impossível antes, não esquecer: e que era impossível antes.››

Após a leitura, foi a vez do Coro da Achada cantar várias canções do seu reportório, entre as quais algumas com letra de Mário Dionísio.

10 a 12 de Dezembro: Manuel da Fonseca, amigo de Mário Dionísio; oficina «Prendas sou eu que as faço»; leitura de ‘A vida das formas’ de Focillon; cinema com ‘Os inadaptados’

5 de Dezembro de 2011

No sábado, 10 de Dezembro, às 15h, acontece a 5ª sessão sobre amigos de Mário Dioníso, desta vez sobre Manuel da Fonseca (cujo centenário de comemora este ano). A sessão, realizada com a colaboração da Casa do Alentejo, conta com a participação do irmão, Artur da Fonseca, e do amigo, Vítor Silva Tavares.

Serão lidos contos e poemas de Manuel da Fonseca por Antonino Solmer, Diogo Dória, Fernanda Neves, Inês Nogueira, F. Pedro Oliveira e pelos alunos da Escola Nº 10 do Castelo. A abrir e a fechar canta o Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de S. Domingos. Vão ser projectados imagens e sons de Manuel da Fonseca e canções com letras suas, haverá pão, azeitonas e vinho do Alentejo e mostraremos uma pequena exposição de livros e documentos.

No dia seguinte, domingo, 11 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina «Prendas sou eu que as faço». Depois de termos pintado azulejos na passada sessão, nesta vamos pintar e colar em sacos e cartuchos.

Na segunda-feira12 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo «A Paleta e o Mundo III», que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Miguel Castro Caldas que continua a leitura comentada, com projecção das imagens citadas, do 4º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: «As formas no espírito».

Nessa noite, pelas 21h30, projectamos mais um filme inserido no ciclo «Estrelas de Hollywood»: Os inadaptados (1961, 124 min.) de John Huston, com Clark Gable e Marilyn Monroe. Quem apresenta o filme é Miguel Castro Caldas.

Aqui pode consultar a restante programação de Dezembro.

2 a 5 de Dezembro: ‘Memória dum pintor desconhecido’ com Morgane Masterman; Casa da Achada em Alhos Vedros; oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço››; leitura de Focillon; cinema com ‘O homem do braço de ferro’

30 de Novembro de 2011

Na sexta-feira, 2 de Dezembro, pelas 18h, acontece a 18ª e última sessão de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Em Janeiro começa uma rubrica nova: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta sessão Morgane Masterman fala sobre Memória dum pintor desconhecido (1965), o 4º livro de poesia de Mário Dionísio. A escolha dos poemas lidos também é de Morgane Masterman, que escreveu recentemente a sua tese de mestrado sobre Le feu qui dort. Quem lê é Rafael Martins.

Num pingo de verniz
o mundo inteiro cabe

O que se sabe e não sabe
o que se diz e não diz
luz um momento só

que enquanto o brilho escorre
e se cobre de pó
o encanto desfaz-se
dir-se-ia que morre

Mas o que ali floresce
não mais se apaga ou esquece

E o que se diz e não diz
o que se sabe e não sabe
na baça luz do verniz
enquanto morre renasce

Mário Dionísio

No sábado a Casa da Achada sai do bairro de São Cristóvão para visitar Alhos Vedros, a convite da CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros. Às 21h30, no Moinho da Maré, no Cais do Descarregador, em Alhos Vedros, acontece uma sessão em duas partes: a primeira parte, ‹‹Mário Dionísio sobre Mário Dionísio››, consiste na leitura de textos autobiográficos com projecção de imagens; seguindo-se a actuação do Coro da Achada.

No domingo, 4 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: ‹‹Prendas sou eu que as faço››. A partir do que não presta vamos fazer o que presta, e nesta sessão, com Eduarda Dionísio, vamos pintar azulejos.

Na segunda-feira, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, a partir de textos e referidos em A Paleta e o Mundo  de Mário Dionísio. Miguel Castro Caldas lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o capítulo ‹‹As formas no espírito››, de A vida das formas de Henri Focillon.

À noite, pelas 21h30, continua o ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Desta vez projectamos O homem do braço de ouro (1955, 119 min.) de Otto Preminger, com Frank Sinatra e Kim Novak. Quem apresenta é João Paulo Boléo.

O Coro da Achada na Greve Geral

28 de Novembro de 2011

O Coro da Achada cantou pelas ruas de Lisboa no dia da greve geral, a 24 de Outubro. Começou às 11h nas Amoreiras, passando pelo Rato, até ao Chiado. No início da tarde cantou pelas ruas da Baixa, juntando-se às manifestações no Rossio até São Bento. Aqui ficam algumas fotografias.

24 a 29 de Novembro: Greve Geral; ‘O riso dissonante’ de Mário Dionísio por Anna Cortils; oficina de desenho; leitura de Focillon; cinema com ‘A condessa descalça’; lançamento ‘Na Escada de Ferro’

21 de Novembro de 2011

Na quinta-feira, 24 de Novembro, dia da Greve Geral, a Casa da Achada estará encerrada até às 18h. O Coro da Achada irá cantar pelas ruas de Lisboa pela manhã e a tarde, e às 18h abrimos portas para a 17ª sessão de «Mário Dionísio, um escritor».

Nesta sessão Anna Cortils apresenta e lê poemas de O riso dissonante (1950), n.º 4 da colecção do Cancioneiro Geral.

Sobre a obra, Óscar Lopes escreveu: «No Riso Dissonante sente-se […] uma compenetração que só muita luta e muita experiência permitem, num mundo que, pela sua desarticulação, nos abre constantes hiatos na nossa sinceridade e nos forma segundo vários estratos, despegados, de reacções psicológicas.»

o irrecuperável
recuperado ei-lo aqui sorrindo
com a boca torcida mas feliz

com os braços esmagados mas feliz

o que não volta eis volta
por ignoradas mãos
numa hora esquecida
entre as horas marcadas

possível  o recomeço
possível  o sobressalto
possível  o sonho solto
possível  um mundo novo
possível  o impossível

outro é o destino do homem

Mário Dionísio, O riso dissonante

No domingo, 27 de Novembro, das 15h30 às 17h30, acontece a última sessão da oficina de desenho a partir da exposição «Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio». Nesta sessão, orientada por Carla Mota, vamos utilizar técnicas mistas para fazer desenhos.

Na segunda-feira, 28 de Novembro, às 18h30, acontece mais uma sessão de leitura inserida no ciclo «A Paleta e o Mundo III». Continua a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de A vida das formas de Henri Focillon. Quem lê o capítulo «As formas na matéria» é José Smith Vargas.

À noite, pelas 21h30, projectamos o filme A condessa descalça (1954, 128 min.), inserido no ciclo de cinema «Estrelas de Hollywood». O filme realizado por J. L. Mankiewicz, conta com a participação de Humphrey Bogart e Ava Gardner​, e será apresentado por Gabriel Bonito.

No dia seguinte, terça-feira, 29 de Novembro, abrimos excepcionalmente às 18h30 para uma apresentação de um livro, Na Escada de Ferro de Paulo Madeira Rodrigues, organizado pela Zeugma Edições.

Lisboa, dos anos 30 a 50, surge inesperada, vista pelos olhos de um menino a crescer numa rua habitada por alta burguesia. Na Escada de Ferro reporta para uma realidade, aparentemente tranquila, onde a ingenuidade dos dias que passam se alimenta de apontamentos políticos, sociais e económicos, bem mais duros.
Consciência de um grupo sem nome o menino é o guardião de experiências, cumplicidades, brincadeiras, de medos e afastamentos.
É impossível ler Na Escada de Ferro sem iniciar uma viagem ao que há de semelhante em cada um.

Chamamos a atenção para o colóquio, que tem lugar nos dias 25 e 26 de Novembro, organizado pelo CES, sobre João Martins Pereira, sobre quem foi realizada na Casa da Achada um sessão evocativa, um ano depois da sua morte. Ver programa em: http://www.ces.uc.pt/eventos/jmp/pages/pt/apresentacao.php.

19 a 21 de Novembro: apresentação de ‘O Caracol’ de Renato Roque; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O comboio apitou três vezes’

17 de Novembro de 2011

No sábado, 19 de Novembro, pelas 16h, acontece uma sessão diferente: é apresentado o livro O Caracol, escrito por Renato Roque e ilustrado por Sérgio Ribeiro, das Edições Afrontamento. A apresentação e conversa é feita por Eduarda Dionísio e conta com a presença do autor. Há também uma leitura de um diálogo entre o caracol e um leitor do livro, por Daniela Gama e Youri Paiva.

No domingo, das 15h30 às 17h30, continua a oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio››. Depois de já se terem experimentado vários materiais e técnicas, nesta sessão vamos desenhar a tinta da china com a orientação de Emanuel Faustino.

Na segunda-feira à tarde, 21 de Novembro, pelas 18h30, continuamos as leituras comentadas, com projecção de imagens das obras citadas, de textos referidos por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão, Inês Dourado termina a leitura do 2º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon, ‹‹As formas no espaço››.

À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: O comboio apitou três vezes (1952, 85 min.) de Fred Zinnemann, com Gary Cooper e Grace Kelly. Quem apresenta o filme é João Rodrigues.

Informamos que a Ficha 3 e o suplemento sobre Maria Keil já estão disponíveis para descarregar em PDF. Quem quiser uma versão em papel mais bonita, é passar cá na Casa da Achada.

Ficha 3 – a terceira edição do boletim da Casa da Achada disponível para descarregamento

14 de Novembro de 2011

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio publica duas vezes por ano um boletim a que chamou Ficha. O título escolhido é uma referência aos artigos de Mário Dionísio na revista Seara Nova, nos anos 40, que terminaram numa importante polémica, editada pelo autor, com ajuda de amigos, no livro intitulado Ficha 14.

No dia do 2º aniversário da abertura ao público da Casa da Achada, 29 de Setembro de 2011, em que se inaugurou a exposição de desenho «Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio», saiu a Ficha 3 que agora disponibilizamos na nossa página.

Dá conta do que se foi fazendo desde a publicação da Ficha 2 (que saiu em 25 de Abril deste ano) e, como os números anteriores, publica textos (e imagens) inéditos ou pouco conhecidos. Desta vez, acrescentámos-lhe uma separata: o texto que Pitum Keil Amaral aqui leu na sessão sobre Maria Keil, que esteve presente, incluída na rubrica trimestral «Amigos de Mário Dionísio».

A Ficha 3 impressa está disponível na Casa da Achada. Bem mais bonita e legível do que no «ecrã»… É só virem cá e pegarem nela.

Descarregar:
Ficha 3
Maria Keil – uma biografia acelerada para uso na casa da achada

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020