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20 a 22 de Outubro: ‘Le feu qui dort’ e ‘Terceira idade’ de Mário Dionísio; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘Pagos a dobrar’

15 de Outubro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Sábado, 20 de Outubro, 16h

Por motivos alheios a sessão de «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», programada para o sábado passado, foi adiada para este sábado, dia 20 de Outubro.

Nesta sessão António Carlos Cortez vem falar-nos sobre os dois últimos livros de poemas de Mário Dionísio: Le feu qui dort e Terceira idade.

Une pluie de taureaux est tombée sur la ville
Comme les autres peu à peu j’ai accepté mon sort
en creusant dans la chair 1’ennui de mon asile

Tout est tranquille enfin chez moi   Enfin tout dort
Les souvenirs et les désirs et les remords
tout doucement s’étiolent

Adieu les rêves et les colères qui s’envolent
sans amertume et sans regret

Mais sous la peau de tout mon corps
dans les replis les plus caches comment le taire
le feu qui dort est éveillé

Mário Dionísio, Le feu qui dort

 

Acaso interessa
a data do nascimento
ou a de agora?

A nossa idade é a do mundo
A dele a nossa

Ao longe lenta uma carroça
leva-nos mortos para o
fundo do tempo

E ele ali mesmo recomeça a
toda a hora

Mário Dionísio, Terceira idade

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 21 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 22 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 22 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos Pagos a dobrar (1944, 107 min.) de Billy Wilder, a partir do romance de James M. Cain.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

13 a 15 de Outubro: ‘Le feu qui dort’ e ‘Terceira idade’ de MD; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘Uma abelha na chuva’

11 de Outubro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Sábado, 13 de Outubro, 16h / ADIADO PARA SÁBADO, 20 DE OUTUBRO, 16H

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», António Carlos Cortez vem falar-nos sobre os dois últimos livros de poemas de Mário Dionísio: Le feu qui dort e Terceira idade.

Une pluie de taureaux est tombée sur la ville
Comme les autres peu à peu j’ai accepté mon sort
en creusant dans la chair 1’ennui de mon asile

Tout est tranquille enfin chez moi   Enfin tout dort
Les souvenirs et les désirs et les remords
tout doucement s’étiolent

Adieu les rêves et les colères qui s’envolent
sans amertume et sans regret

Mais sous la peau de tout mon corps
dans les replis les plus caches comment le taire
le feu qui dort est éveillé

Mário Dionísio, Le feu qui dort

 

Acaso interessa
a data do nascimento
ou a de agora?

A nossa idade é a do mundo
A dele a nossa

Ao longe lenta uma carroça
leva-nos mortos para o
fundo do tempo

E ele ali mesmo recomeça a
toda a hora

Mário Dionísio, Terceira idade

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 14 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 15 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 15 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos Uma abelha na chuva (1972, 75 min.) de Fernando Lopes, a partir do romance de Carlos de Oliveira.
Quem apresenta é Nuno Júdice.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

MONÓLOGO A DUAS VOZES

O livro de contos Monólogo a duas vozes (1986) de Mário Dionísio, que se encontra esgotado, está disponível para leitura na nossa página.

Como foi o 3º aniversário da Casa da Achada

11 de Outubro de 2012

Para o 3º aniversário da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio preparámos um dia com muita coisa: uma maratona de intervenções sobre a sociedade, a cultura e a arte hoje; a inauguração de uma nova exposição e os cantos do Coro da Achada. (em actualização)

No início da tarde, pelas 15h30, começou a maratona de intervenções, a que chamámos «Máscaras, prisões, liberdades e cifrões». Para esta maratona, desafiámos duas dezenas de fundadores e colaboradores da Casa da Achada a fazerem cada um uma intervenção de cerca de dez minutos sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.

Falaram Ariana Furtado, António Loja Neves, Diana Dionísio, João Rodrigues, Luís Miguel Cintra, Luiz Rosas, Miguel Castro Caldas, Miguel Serras Pereira, Natércia Coimbra, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Pitum Keil do Amaral, Regina Guimarães, Rui Canário, Rui-Mário Gonçalves, Serge Abramovici (Saguenail), Vítor Silva Tavares, Youri Paiva. Maria Alzira Seixo e Maria João Brilhante, que não puderam estar presentes, enviaram as suas intervenções escritas, que foram lidas por Inês Nogueira.

Como as pessoas eram de diferentes idades, profissões, afazeres e percursos, as intervenções também foram bastante diversas, o que tornou a sessão rica e interessante. Durante as quatro horas que durou a maratona, muitos não descolaram das cadeiras e, com o avançar da hora, a Casa da Achada foi enchendo cada vez mais, vindas bastantes pessoas da manifestação marcada para esse dia. Falou-se de dinheiro e da falta dele –  um problema que atinge agora o Centro Mário Dionísio – mas sobretudo dos caminhos que se querem e não querem para a arte e a cultura, nesta sociedade. As intervenções serão em breve editadas numa brochura.

Às 19h30 inaugurou-se a exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa», com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva. Também se projectou Memória duma casa, que mostra estas mesmas obras expostas na casa de Mário Dionísio e Maria Letícia.

Antes do convívio com comes e bebes, o Coro da Achada cantou duas canções: «Mãos», um poema escrito por Regina Guimarães que foi dedicado a todo o trabalho a várias mãos feito na Casa da Achada nestes 3 anos; e «Papoilas», um poema de José Gomes Ferreira musicado por Fernando Lopes-Graça.

Abriram-se as portas do jardim para dar acesso às comidas e bebidas (quase todas oferecidas por amigos à Casa da Achada), onde toda a gente pôde conversar, discutir e cantar. Ao mesmo tempo, outras pessoas foram vendo a exposição com maior atenção. No terraço, foram também expostos os cartazes de todas as actividades realizadas na Casa da Achada neste último ano.

À noite, pelas 21h, o Coro da Achada voltou para cantar mais algumas canções do seu repertório. Canções a partir de poemas de Mário Dionísio, de Carlos de Oliveira e de outros. Cantou-se «En el pozo María Luisa» em solidariedade com as lutas dos mineiros no Estado Espanhol e na África do Sul.

E depois continuou o convívio até apetecer.

5 a 8 de Outubro: leitura de sonetos de Antero de Quental; oficina «Inventar fabricando»; leitura de Georg Schmidt; cinema com ‘À luz do sol’ de Clément

4 de Outubro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Sonetos de Antero de Quental lidos por Antonino Solmer
Sexta-feira, 5 de Outubro, 18h

No dia da República acontece a leitura de sonetos escolhidos, acompanhados por projecção de imagens, de Antero de Quental por Antonino Solmer, com introdução de Eduarda Dionísio, e composições musicais de Pedro Rodrigues.

29.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Uma das minhas primeiras paixões poéticas, era então muito novo, foi Antero de Quental. Fiz sonetos aos milhares, até que cheguei à conclusão de que não era poeta: na altura não conhecia Pessoa. Nem a Presença (em cuja fase final, aliás, ainda colaborei). Coimbra era longe. E foi sobretudo a redescoberta dos espanhóis, Emilia Prados, Altolaguirre, e em especial Rafael Alberti e a antologia de José Bergamin (mas não Lorca, é curioso!) que marcou muito o meu regresso à poesia.»
Mário Dionísio, «Mário Dionísio: Memória da “Terceira idade”» (entrevista para o Jornal de Letras em 1982)

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 7 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», que aconteceu em Agosto, com Pierre Pratt e Filomena Marona Beja.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar, com Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 8 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia nos anos 30, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 8 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos À luz do sol (1960, 118 min.) de René Clément, a partir do romance de Patricia Highsmith.
Quem apresenta é João Rodrigues.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

30 de Setembro a 1 de Outubro: Oficina de castelhano, cinema com ‘A ilha de Arturo’

30 de Setembro de 2012

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 30 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como sobremesa, vamos tratar de «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 1 de Outubro, 21h30

Neste dia voltamos a projectar cinema dentro da Casa da Achada, após três meses de projecção na rua. Começa, também, um novo ciclo, «Literatura e cinema». Vamos projectar A ilha de Arturo (L’isola di Arturo, 1962, 90 min.) de Damiano Damiani, a partir do romance de Elsa Morante.

Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros (sobretudo romances de todos os tempos, daqueles tempos em que houve – ou há – romances) transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas. Os filmes estão ordenados por ordem cronológica dos livros donde partiram e não da realização dos filmes. Dos mais recentes para os mais antigos. Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Recordamos que Mário Dionísio, homem de literatura, se interessou muito pelo cinema. Escreveu sobre filmes. Daí termos feito um ciclo que se chamou «Filmes de que Mário Dionísio falou». Entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

3º Aniversário da Casa da Achada

25 de Setembro de 2012

3º ANIVERSÁRIO DA CASA DA ACHADA
Sábado, 29 de Setembro, a partir das 15h

Nesta data faz 3 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu as portas a toda a gente, e faz 4 anos que se formou como associação. É um dia como os outros, mas também um dia especial, e por isso será um dia preenchido com discussões, coisas novas para ver e ouvir.

Às 15h começa uma maratona de intervenções de amigos e colaboradores da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos, a que chamámos «Máscaras, prisões, liberdades e cifrões».

Quem vai tomar a palavra: Ariana Furtado, António Loja Neves, Diana Dionísio, João Rodrigues, Jorge Silva Melo, Luis Miguel Cintra, Luiz Rosas, Maria Alzira Seixo, Maria João Brilhante, Miguel Castro Caldas, Miguel Serras Pereira, Natércia Coimbra, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Pitum Keil do Amaral, Regina Guimarães, Rui Canário, Rui-Mário Gonçalves, Serge Abramovici (Saguenail), Vítor Silva Tavares, Youri Paiva.

Depois das discussões é altura, pelas 19h, de olhar com maior atenção para a exposição que vamos inaugurar neste dia: «Artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa». Nesta exposição mostramos obras de artistas de várias correntes, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio e que lhe foram oferecidas-

A exposição conta com obras de Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

À noite, às 21h, vamos ouvir o Coro da Achada cantar, incluíndo algumas canções novas a partir de poemas de Mário Dionísio.

MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
Sábado, 29 de Setembro, às 15h

Maratona de intervenções de amigos e colaboradores da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.

Ponto de partida:
No dia 29 de Setembro a Casa da Achada vai fazer 3 Anos. Em torno do espólio de Mário Dionísio, partindo da sua obra de escritor, pintor, professor, da sua atitude perante a vida e da sua relação com o mundo e com os outros, da obra de outros artistas seus amigos, da quantidade de temas de toda a ordem e de questões que a sua obra convida a pensar e repensar, muita coisa se passou na Casa da Achada com mais ou menos gente presente, mais ou menos interesse, sempre com esforço, mas com muita alegria de trabalhar e de juntar pessoas. É com algum orgulho e até alguma surpresa que nos damos conta do que se fez em 3 anos e da quantidade de gente de áreas diferentes que por aqui passou, participou, se conheceu.

Independentemente da natureza de cada uma das realizações e sem pensar muito nisso, a própria Casa acaba por definir uma «personalidade própria», uma maneira de estar na chamada Cultura que é afinal aquilo que reúne tanta gente diferente e que em tudo se opõe ao «mercado cultural» que, com crise ou sem crise, vai minando a própria ideia, função e lugar da arte, do conhecimento, do pensamento, do prazer, na vida das pessoas, tudo englobando na lógica do dinheiro ou da falta dele. Sentimos que uma das razões principais por que as pessoas gostam de cá vir é justamente por este espaço ser uma ilha de «civilização» no supermercado cultural, e corresponder de forma espontânea e natural afinal a um sentimento político comum a tanta gente, que aqui se sente bem, a uma verdadeira necessidade de encontrar cúmplices de oposição à lógica tecnocrática, inculta, mercantilista, desumana, em que o sistema político em que vivemos nos quer prender.

A «crise» está a tornar em fatalidade uma barbárie que muita gente recusa, e que é decorrente do próprio sistema de valores sobre o qual a sociedade agora se rege; o tema da própria progressiva desresponsabilização do Estado pela actividade cultural muitas vezes encobre a interiorização na vida artística dos critérios de mercado ou a ignorância a que os sistemas educativos condenam a actividade intelectual.

Já que a Casa da Achada tem juntado tanta gente solidária neste sentimento de oposição, pensámos que seria oportuno celebrar os seus 3 anos de existência com uma tomada de posição, uma tentativa de primeiro manifesto. Pensámos que podíamos programar uma maratona de pequenas intervenções de 10 minutos de colaboradores da Achada, pessoas de muitas áreas diferentes e de diferentes idades, em que, cada um à sua maneira desse conta do mal-estar que sente na vida cultural, fizesse um diagnóstico de erros, desse sugestões, falasse das relações do dinheiro com a prática, das aspirações, dos problemas de formação artística, de cultura e educação, cultura e escola, desencantos e alegrias, formas de organização. Gostaríamos de reunir testemunhos pessoais ou colectivos, pequenos textos que no seu conjunto acabassem por dar conta de como a vida política afecta a actividade cultural e como a vida cultural pode ou não influenciar a vida política nesta já segunda década do século XXI e ser ela própria actividade política prioritária. Com o mesmo carácter livre e espontâneo com que tanta gente tem colaborado nas actividades da Casa, seria uma tentativa de prestar testemunho de como na Casa da Achada existe, em cada momento de trabalho, em cada conversa, em cada sessão em que participamos, um ideal de vida que é contrário ao que as democracias europeias estão a querer solidificar mas que gostaríamos que cada vez mais recusassem.

A Casa da Achada não corresponde a nenhum dos modelos culturais previstos. Em vez de isso nos empurrar para uma atitude defensiva, gostaríamos de a afirmar como vontade de criação de um espaço de combate ou de afirmação de alternativas. Desafiamo-lo a ser um dos que na tarde de dia 29 tomasse a palavra. A ideia seria dedicar a tarde a essa sequência de intervenções e conseguir depois editar como livrinho esse conjunto de textos. Jantaríamos por lá e ainda cantaria o Coro da Achada.

EXPOSIÇÃO: ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
pintura e desenho do século XX
Sábado, 29 de Setembro, inauguração às 19h

Com esta exposição quisemos continuar a pôr à disposição das pessoas o espólio de Mário Dionísio.
Desta vez, obras de arte que lhe foram oferecidas, quase todas por quem as fez.
Juntam-se, assim, 28 artistas, todos do século xx, de características muito diferentes. O que têm em comum é terem vindo das paredes (poucos das gavetas) de uma mesma casa: a de Mário Dionísio e de Maria Letícia, na Av. Elias Garcia, em Lisboa. E quase todas ficaram emolduradas como estavam lá.
Por isso, chamámos a esta mostra reconstituição das paredes duma casa. O que não é bem verdade: algumas (poucas) obras têm molduras novas; havia nessa casa muitas outras peças nas paredes, nomeadamente quadros de Mário Dionísio; não estavam dispostas lá como nos pareceu interessante fazer aqui.

É que, além de disponibilizar uma «fatia» da arte portuguesa (e não só) do século xx, nem toda bem conhecida e parte dela esquecida, quisemos organizá-la de forma a que se entendessem as (diferentes) relações de Mário Dionísio com os seus autores. Ou seja, porque é que teriam ido parar àquela casa e porque é que Mário Dionísio as teria tido sempre diante dos olhos, nalguns casos a vida inteira.
– Os três diabos em pessoa(s) são, como lhes chama Mário Dionísio, os responsáveis por esse «novo amor» (a pintura) que nasceu nele nos primeiros anos 40: Álvaro Cunhal, José Huertas Lobo e António Augusto de Oliveira, cabo-verdiano (havemos de conseguir mais informações sobre ele).
– As Exposições Gerais de Artes Plásticas – uma luta contra a ditadura é a secção maior: reúne obras (de características muito diversas) de companheiros (de várias idades, de várias estéticas») dessas exposições de que Mário Dionísio foi em 1946 um dos principais responsáveis e que abandonou antes do fim, em 1954. E dois deles faltam aqui: foram parar à secção «Os quatro júlios» (José Júlio e Júlio Pomar).
– Encontros em Paris – que realismos? só inclui estrangeiros, encontrados «fora de portas», todos eles entrevistados por Mário Dionísio (as entrevistas com Portinari não estão editadas em Encontros em Paris), pouco tempo antes de a «polémica do neo-realismo» rebentar nas páginas da Vértice.
– Os quatro júlios junta quatro pintores sobre os quais Mário Dionísio escreveu mais do que sobre muitos outros, mesmo quando as coincidências de linguagem e os itinerários políticos não pareciam grandes (Júlio, Júlio Resende). Nos quatro casos, interesse e admiração bem à vista, da sua parte.
– Encontros vários é o conjunto mais ecléctico e talvez invulgar: nasceu da multiplicidade de encontros de que as vidas se fazem. Quase nenhum de «acaso» – cumplicidades literárias e/ou artísticas totais, ou prolongadas ou ocasionais, encontros de férias, familiares, de trabalho, editoriais…
Destes aqui reunidos Mário Dionísio só não terá conhecido António Cunhal.

Muitos dos artistas presentes nestas paredes são «amadores». Os tais que «entre outras coisas, pintam». Como Mário Dionísio.
Foi para a Casa da Achada um desafio bem grande pôr lado a lado obras dessas gentes várias (maravilhadas com o mundo e maravilhosas nas suas vidas e nas suas artes) e obras de pintores «profissionais», alguns deles com lugar na História da Arte (até mundial) e outros que poderão vir a tê-lo – em breve ou daqui a muito tempo. Sabe-se lá.

CANÇÕES PELO CORO DA ACHADA
Sábado, 29 de Setembro, às 21h

O Coro da Achada nasceu em Junho de 2009. Pensou-se convidar um coro para cantar na Semana de Abertura do Centro Mário Dionísio (entre 29 Setembro e 5 de Outubro de 2009). Alguém provocou: «Porque é que não fazemos nós um coro?» E fizemos mesmo. Começou a funcionar todas as quartas-feiras às 21h30. O Centro Mário Dionísio ainda não estava aberto ao público, começámos a ensaiar ainda com as obras a decorrer.

Avançámos com a ideia de um coro que cantasse canções com textos do Mário Dionísio e outras: canções de luta de todo o mundo e de épocas diferentes (na língua original ou traduzidas), algumas canções populares portuguesas, canções pouco cantadas, canções que por alguma razão nos entusiasmam e nos libertam.

Para o 3º aniversário da Casa da Achada, o Coro da Achada preparou novas canções, para além das que já existem no seu repertório, a partir de poemas de Mário Dionísio, Carlos de Oliveira e José Gomes Ferreira.

20 a 24 de Setembro: A independência da Guiné; oficina de castelhano; cinema ao ar livre com ‘Sweeney Todd’; últimos dias da exposição «Ver agora melhor o mais distante»

18 de Setembro de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A independência da Guiné
Quinta-feira, 20 de Setembro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a independência da Guiné a 24 de Setembro de 1973 com Jorge Golias

Jorge Golias foi membro do MFA e estava na Guiné quando a indepêndencia foi declarada. Aqui poderão ler a sua intervenção numa mesa redonda no Centro de Documentação 25 de Abril sobre a descolonização da Guiné-Bissau.

Serão lidos textos publicados na revista ZOE (1972-1973), dirigida por Jorge Golias.

Neste ciclo, «histórias da História», conversamos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima e sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira.

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 23 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como segundo prato, vamos tratar de «Traduttore traditore», os problemas da tradução. Na sessão seguinte, a sobremesa será «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Na passada segunda-feira, dia 17, terminámos a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. As leituras deste ciclo recomeçam em Outubro com a leitura de «Lições do passado» de Georg Schmidt sobre o nascimento da arte contemporânea.

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 24 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta última sessão deste ciclo projectamos Sweeney Todd – O terrível barbeiro de Fleet Street (2007, 116 min.) de Tim Burton.

Sinopse: Depois de quinze anos de prisão na Austrália, Benjamin Barker foge e chega a Londres com uma ideia na cabeça : vingar-se do juiz Turpin que o condenou para ficar com a sua mulher e o seu bebé Johanna. Adoptando o nome de Sweeney Todd, retoma a sua barbearia, situada por cima da padaria da Sr.ª Nellie Lovett que o informa do suicídio da sua mulher, depois de ter sido violada por Turpin. Quando o seu rival Pirelli lhe diz que o vai desmacarar, Sweeney mata-o e a Sr.ª Lovett propõe-lhe a forma de se desembaraçar do cadáver: aproveitar a carne para paté. Sweeney descobre que Turpin quer agora apoderar-se de Johanna, que mantém em sequestro, com a cumplicidade de Bamford. Mas Anthony, o jovem marinheiro que salvou a vida a Sweedey durante a fuga, apaixona-se por ela, liberta-a e promete casar com ela. Entretanto, o bairro de Fleet Street foi-se deliciando com as tortas muito especiais da Sr.ª Lovett, que se põe a sonhar com uma nova vida, respeitável e burguesa: casada com Sweeney e tendo como filho adoptivo o antigo assistente de Pi-relli. Mas Sweeney continua deci-dido a levar até ao fim a sua vin-gança, custe o que custar… Começa então uma carnificina.

Em Outubro começa um novo ciclo de cinema dentro da Casa da Achada: «Cinema e Literatura».

 

ÚLTIMOS DIAS DA EXPOSIÇÃO
VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE
Até 24 de Setembro, durante o horário de abertura

Lembramos que a exposição «Ver agora melhor o mais distante», de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.

Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

15 a 17 de Setembro: Mário Dionísio, escritor com Maria Alzira Seixo; oficina de castelhano; leitura de Lhote; cinema ao ar livre com ‘É sempre a mesma cantiga’ de Resnais

12 de Setembro de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR
Sábado, 15 de Setembro, 16h

Inicialmente marcada em Julho, foi adiada para esta data a sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (1996)

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 16 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como primeiro prato, vamos tratar de «Falsos amigos». Nas sessões seguintes, o segundo prato será «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 17 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 17 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos É sempre a mesma cantiga (On connaît La Chanson, 1997, 120 min.) de Alain Resnais.
Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Sinopse: Simon está secretamente apaixonado por Camille. Na sequência de um mal entendido, Camille apaixona-se por Marc. Marc, um charmoso agente imobiliário, e o patrão de Simon, tenta vender um apartamento a Odile, a irmã de Camille. Odile está determinada a comprar o apartamento, apesar da desaprovação do seu marido, Claude. Claude, um homem aparentemente insignificante, não vê com bons olhos o regresso de Nicolas, depois de muitos e longos anos. Nicolas, velho amigo de Odile, torna-se confidente de Simon…

ÚLTIMOS DIAS DA EXPOSIÇÃO
VER AGORA MELHOR O MAIS DISTANTE
Até 24 de Setembro, durante o horário de abertura

Lembramos que a exposição «Ver agora melhor o mais distante», de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, pode ser visitada até ao dia 24 de Setembro.

A exposição junta cerca de trinta obras plásticas de Mário Dionísio (pintura, alguns desenhos e uma tapeçaria) e os textos que Regina Guimarães escreveu a partir deles.

Alguns dos textos podem ser lidos aqui.

6 a 10 de Setembro: ‘As borrachas’ de Robbe-Grillet, oficina de castelhano, leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote, cinema ao ar livre com ‘Os canibais’

5 de Setembro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 6 de Setembro, 18h

Nesta sessão Eduarda Dionísio vem falar-nos de As borrachas de Alain Robbe-Grillet.

28.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 9 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta sessão, como entrada, vamos tratar de «Acentuação, pontuação e pronúncia». Nas sessões seguintes, o primeiro prato será sobre «Falsos amigos»; o segundo prato «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 10 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA

Segunda-feira, 10 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos Os canibais (1988, 98 min.) de Manoel de Oliveira.
Quem apresenta é Diogo Dória, que participa no filme.

2 a 3 de Setembro: Oficina de castelhano; leitura de Lhote; cinema ao ar livre com ‘A última valsa’ de Scorsese

29 de Agosto de 2012

OFICINA DE CASTELHANO
Domingo, 2 de Setembro, das 15h30 às 17h30

Em Setembro temos uma nova oficina. Em cinco domingos vamos aprender a falar, ler e escrever melhor castelhano com Ana Rita Laureano.

Perceber o porquê da expressão «no te entiendo» e desmontar ideias rápidas que temos da língua. Dar ferramentas para os participantes aprenderem a língua falando e fazendo. E descobrir e não repetir os vícios do «portunhol».

Nesta primeira sessão, como aperitivo, vamos tratar de «Portugal & Espanha». Nas sessões seguintes, as entradas serão «Acentuação, pontuação e pronúncia»; o primeiro prato «Falsos amigos», O segundo prato «Traduttore traditore»; e a sobremesa «Parceiros».

Para quem tiver algum conhecimento na língua. A partir dos 16 anos. Quem quiser pode trazer textos para serem trabalhados.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 3 de Setembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é José Smith Vargas.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 3 de Setembro, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos A última valsa (1978, 117 min.) de Martin Scorsese, com música dos The Band.
Quem apresenta é Miguel Castro Caldas.

23 a 27 de Agosto: ‘O som e a fúria’ de Faulkner; ‘Silêncio’ de Loja Neves; Mário Dionísio, social e político; oficina inventar fabricando; leitura de Lhote; cinema ao ar livre ‘A flauta mágica’

20 de Agosto de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS – O som e a fúria de Faulkner
Quinta-feira, 23 de Agosto, 18h

Nesta sessão Maria João Brilhante vem falar-nos de O som e a fúria de William Faulkner.

27.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

SILÊNCIO – um documentário de António Loja Neves
Sexta-feira, 24 de Agosto, 18h

Na sequência da sessão do ciclo «histórias da História» do mês de Julho, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira no norte de Portugal e na Galiza, em que contámos com a participação de Paula Godinho, projectamos O Silêncio, documentário de António Loja Neves, proposto pelo próprio durante a sessão.

Na sessão participam António Loja Neves e Paula Godinho.

«No comovente filme de António Loja Neves e José Manuel Alves O Silêncio, enrolado em si mesmo, numa posição quase fetal, um homem desfia um sofrimento longo, a partir dum acontecimento que viveu com 16 anos e que lhe mudou a vida, tornando-lhe os sonhos improváveis. Trata-se de Arlindo Espírito Santo, que viu grande parte da sua família ser presa em Dezembro de 1946, na aldeia de Cambedo da Raia, no concelho de Chaves, encostada à Galiza. Ali decorreu um episódio sangrento e tardio, ainda em resultado do golpe franquista em 18 de Julho de 1936.»
Paula Godinho, «Cambedo da Raia, 1946»

MÁRIO DIONÍSIO, SOCIAL E POLÍTICO
Sábado, 25 de Agosto,  16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

«Ouço o grande silêncio. Vejo-o. Toco-lhe quase. Estou sentado, no meio da cozinha lajeada, olhando lá para fora pela janela alta e estreita. A manifestação (com tiros!) em S. Pedro de Alcântara, éramos todos estudantes. Encontros nocturnos na cerca da Faculdade de Ciências, falava-se em voz baixa, muito baixa, com o portão fechado, quem é que tinha a chave? Um grito alegre na praia da Ericeira, alguém correndo, um abraço tão forte que nos deita ao chão, é o Ramos da Costa muito novo, que eu julgava ainda preso, «saí ontem!». E o Zé Gomes, o Carlos, o Cochofel, ainda antes da tertúlia do «Bocage». E as massas transbordantes do dia da Vitória: bandeirinhas dos aliados nas ruas, nas varandas, nas lapelas, excepto a da URSS, é claro, e por isso se gritava: «Todas! Todas! Todas!» E novamente a marcha cautelosa sob as águas. Sempre outra vez a marcha cautelosa sob as águas. Sacões de esperança: o Norton, o «Santa Maria» navegando envolto em lenda, apelando em vão ao mundo inteiro, o Humberto Delgado antes de lhe arrancarem as estrelas. Anos e anos de crime, digamos o que dissermos, consentido. Até ao tal amanhecer: Aqui, posto de comando das Forças Armadas. Escancarado o portão de Caxias. O regresso dos exilados perante mares de gente gritante e confiante, até parecia um povo. O primeiro 1.° de Maio em liberdade, nas ruas, nas janelas, nos andaimes dos prédios em construção. Seria mesmo um povo?

E outros momentos. Soltos. Deslumbrantes na opaca escuridão do que não volta mais. Cada um terá os seus, a sua história privada, a sua respiração. A última reunião da Comissão de Escritores do MUD, a que tinha pertencido toda a gente (faltavam às vezes cadeiras) e a que, por fim, já só compareciam, inutilmente renitentes, três pessoas: a Manuela Porto, o Flausino Torres, eu. Que coordenava o sector desde a própria ideia de o formar. Como o dos artistas (arquitectos, pintores, escultores, desenhadores, fotógrafos, publicitários) que, a partir de 46, fizeram juntos as suas Exposições num clima de entusiasmo e unidade como nunca houvera no país nem sei se, exactamente assim, terá voltado a haver.»
Mário Dionísio, Autobiografia (1987)

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 26 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de objectos com forma de animais, personagens humanas. Na terceira sessão foram-se preparando os cenários para estas personagens. Nesta quarta sessão vamos acabar os cenários para inventar uma história para cada uma delas.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 27 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 27 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta sessão projectamos A fláuta mágica (1975, 135 min.) de Ingmar Bergman.
Quem apresenta é João Paulo Esteves da Silva.

18 a 20 de Agosto: Oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote; cinema ao ar livre com ‘O submarino amarelo’ com música dos Beatles; sessão «Itinerários» adiada

16 de Agosto de 2012

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 19 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, em que se fabricaram animais a partir de objectos de cozinha; na segunda sessão fabricaram-se, a partir de vários objectos, personagens humanas. Nesta terceira sessão vamos construir cenários com colagens e pinturas.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 20 de Agosto, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem lê é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. Hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 20 de Agosto, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta sessão projectamos O submarino amarelo (1968, 90 min.) de George Dunning, com banda sonora dos Beatles. Quem apresenta é Youri Paiva.

Sinopse: Era uma vez um paraíso sobrenatural chamado Peperland – um lugar onde a música e a felicidade eram rainhas supremas. Mas foi ameaçado quando o terrível Blue Meanies declarou guerra e enviou a sua armada, liderada pelo ameaçador Flying Glove, para destruir tudo o que de bom houvesse. E é aí John, Paul, George e Ringo entram para salvar o dia! Armados com pouco mais do que o seu humor, a sua música e, claro, o seu submarino amarelo, os Fab Four enfrentam corajosamente os perigosos mares na esperança de aniquilar as forças maléficas do reino invasor.

 

ITINERÁRIOS COM CARLOS CARVALHO
Em virtude de Carlos Carvalho se encontrar fora de Portugal, a sessão «Itinerários 14», que se iria realizar no sábado, foi adiada para data a anunciar.

12 e 13 de Agosto: Oficina inventar fabricando; leitura de ‘Tratado da paisagem’ de Lhote; cinema ao ar livre com ‘Mary Poppins’

9 de Agosto de 2012

OFICINA INVENTAR FABRICANDO
Domingo, 12 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Em Agosto há uma oficina diferente: «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Aqui podem ver como foi a primeira sessão desta oficina, no passado dia 6 de Agosto.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 13 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Terminada a leitura de textos da polémica do neo-realismo, publicada na revista Vértice, vamos iniciar uma nova leitura neste ciclo: Tratado da paisagem (1939) de André Lhote. Quem começa a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, é Manuela Torres.

«(…) O pintor aprendiz saberá finalmente que quanto mais tentar ser ele próprio mais se afastará da simpatia do público e da crítica, porque o público está sempre a falar da personalidade do artista, no fundo só gosta das fórmulas cuja chave já possui. Tem as suas manias: ontem só enaltecia a exactidão do desenho, a pureza do modelo, o respeito pela cor local, etc. hoje, o que encanta é a liberdade de feitura, o simulacro da improvisação. Ora, apesar do que se poderia imaginar, o registo das sensações, se por um lado é gerador de espontaneidade nos trabalhos preparatórios, desenhos ou esboços, acaba quando se trata de os colocar à escala de trabalhos monumentais, descamba em inabilidade, rigidez e arrependimento onde se vislumbra o debate interior que tentei desajeitadamente descrever. Quando mais se fala em humanizar a arte mais se fica cego diante desses traços autênticos do mais humano dos dramas da arte. Não há nada a fazer: tudo o que autentifica o génio tal como ele surge nas obras de Cézanne, Van Gogh e Seurat, mestres da sensação directa, será hostil para a maioria, e a regra é morrer, como esses “três grandes”, perfeitamente desconhecido.
Com isto espero dissuadir bastantes jovens da ideia que a pintura é uma distracção ou um ganha-pão.»
André Lhote, excerto do prefácio de Tratado da paisagem (edição de 1946).

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE
QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 13 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta sessão projectamos Mary Poppins (1964, 139 min.) de Robert Stevenson.
Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

Sinopse: Londres, 1910. Bert, homem-orquestra e limpa-chaminés, diverte quem passa diante da casa da família Banks. O Sr. Banks é um bancário cheio de trabalho. A esposa é uma sufragista activa. As ocupações afastam-nos da vida dos filhos, Jane e Michael, que fazem disparates para chamar a atenção dos pais. Depois de mais uma fuga das crianças, a ama, Katie Nounou, despede-se. É um polícia que leva as crianças a casa. Discussão na família sobre as qualidades da nova ama que vai ser contratada. O Sr. Banks tem ideias claras, as crianças também, mas ao contrário. O Sr. Banks redige um anúncio, as crianças também… É então que, descendo das nuvens se apresenta uma nova candidata: Mary Poppins. Vai trazer sonho às crianças e consciência aos pais, uma consciência que não altera nada ao sonho, antes pelo contrário.

 

Inventar fabricando – sujando as mãos

9 de Agosto de 2012

Os domingos de Agosto serão ocupados por uma oficina diferente, «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Nesta primeira sessão o Pierre trouxe vários objectos que podemos encontrar numa cozinha e convidou os participantes, pintando os objectos, a fabricar animais. A escritora Filomena Marona Beja foi acompanhando a tarde para depois construir uma história sobre estes objectos-personagens e as pessoas que as fabricaram.

A oficina continua todos os domingos de Agosto, às 15h30, e vamos inventar e fabricar outras coisas – sujando as mãos.

5 e 6 de Agosto: Oficina inventar fabricando; leituras de Lopes-Graça; cinema ao ar livre com ‘Os chapéus de chuva de Cherburgo’

2 de Agosto de 2012

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 5 de Agosto, das 15h30 às 17h30

Os domingos de Agosto serão ocupados por uma oficina diferente, «Inventar fabricando» ou «As mãos sujas», com Pierre Pratt.

Desta vez, o Pierre convida vossas excelências a sujar as mãos, e talvez um bocadinho da vossa roupa e por isso convinha trazer uma camisola que só espera ficar mais suja de tintas (laváveis, claro, mas nunca se sabe se se pode realmente confiar no rótulo do frasco das tintas, e também do detergente).
Vamos, a partir de objectos do nosso dia-a-dia, ou do dia-a-dia dos outros, dar-lhes outras vidas, e eles até vão gostar!
Venham todos, porque en août, plus on est de fous, plus on rit (em Agosto, quanto mais louco se é, mais se ri), como se diz na minha terra!

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 30 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão concluímos a leitura comentada de textos da polémica do neo-realismo. Pedro Rodrigues lê textos escolhidos de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 30 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Os chapéus de chuva de Cherburgo (Les parapluies de Cherbourg, 1964, 91 min.) de Jacques Demy. Quem apresenta é Jorge Silva Melo.

26 a 30 de Julho: ‘A modificação’ de Butor por Eugénia Leal; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Carmen Jones’

26 de Julho de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS: A modificação de Michel Butor
Quinta-feira, 26 de Julho, 18h

Nesta sessão Eugénia Leal vem falar-nos de A modificação de Michel Butor.

26.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 29 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 30 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva, e da leitura de «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, nesta sessão continuamos a leitura de «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal).

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 30 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Infelizmente não poderemos projectar Porgy e Bess, o filme previsto para esta sessão. Por isso, mostramos um filme do mesmo realizador, Carmen Jones (1954, 105 min.) de Otto Preminger. Este musical é uma versão contemporânea da ópera de Bizet, com actores afro-americanos. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

 

Como foi a IV Feira da Achada

23 de Julho de 2012

Foi no sábado 14 de Julho, dia da tomada da bastilha, que se realizou a Feira da Achada. Entre as 10h e as 20h, a Rua da Achada encheu-se de objectos, livros, quadros, pregões, canções, malabarismo, comes, bebes e convívio. A Feira da Achada, que aconteceu pela quarta vez com muitas ajudas e vontades, tem como objectivo principal a angariação de fundos para a continuação da existência e da actividade da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, onde todas as actividades e sessões se querem de entrada livre. Este ano, a falta de apoios e as dificuldades financeiras da associação tornaram a feira mais importante ainda.

   

Às 10h, a feira, quase toda montada, ia já recebendo as primeiras pessoas. Bancas de objectos variados, artesanatos, livros, brinquedos, tecidos, roupas… Este ano, lembrando a árvore que foi cortada há semanas no largo da Achada, houve uma banca de venda de árvores, arbustos, cactos e outras plantas. E, feitos com frutos de árvores dos quintais de várias pessoas, os doces de limão e ameixa foram um sucesso. A banca das rifas, também uma novidade na Feira da Achada, começou a vender os primeiros papéis para desenrolar: «Olhá rifa! Meia dúzia, um euro!» – os prémios saíam, diferentes, bugigangas para todos os gostos, bebidas, brinquedos, malas, etc & etc.

Na rua que chega ao Largo da Achada, foram expostas 40 fotografias, resultantes da oficina de fotografia do mês passado, orientada por Youri Paiva: «Inquérito ao bairro». Depois das 11h, Eduarda Dionísio fez uma visita guiada à exposição «Ver agora melhor o mais distante – textos de Regina Guimarães a partir de desenhos e pinturas de Mário Dionísio». Várias pessoas interessadas juntaram-se às conversas e leituras de textos sobre as pinturas expostas de Mário Dionísio. Pouco depois, o bar abria com os seus primeiros comes e bebes para enganar a fome e a sede – que bem enganadas foram durante toda a tarde.

O megafone da banca das rifas foi animando as pessoas – ora informando das coisas mais variadas que iam saindo como prémios (uma caneca de congelar cerveja, um soutien cor-de-rosa, uma estatueta, um livro…), ora anunciando as diversas actividades programadas para a tarde feirante.

 

Às 15h, dentro da Casa da Achada, os alunos do 1º ano da Escola do Castelo e da professora Ariana, contaram-nos com vozes e gestos «A marcha almadanim» de Carlos de Oliveira. Por volta das 17h, Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta apresentaram uma colagem de textos com apontamentos musicais: «Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda».

   

Na rua da Achada, entre o bar e as bancas, fomos ouvindo o acordeão de Rini Luyks, que ainda fez saltar uns pezinhos para a dança. E mais música com alguns elementos das dUAS sEMICOLCHEIAS iNVERTIDAS, que também montaram uma banca. A oficina de marcadores de livros, orientada por Marta Raposo, foi muito concorrida e miúdos e graúdos puderam aprender e jogar xadrez com Ricardo Alves. E como era dia da tomada da bastilha, Manuel Deniz Silva e Pedro Rodrigues ensinaram músicas da revolução francesa para cantar em conjunto.

Ao fim da tarde foi a vez do Coro da Achada cantar pelas ruas do bairro, até chegar à feira, na Rua da Achada. Ouviram-se composições para poemas e palavras de Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira e outros, e também En el pozo Maria Luisa, que o coro cantou em solidariedade com a luta dos mineiros.

22 e 23 de Julho: Oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘A roda da fortuna’

19 de Julho de 2012

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 22 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 23 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva, e da leitura de «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, nesta sessão continuamos a leitura de «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal).

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 23 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos A roda da fortuna (The band wagon, 1953, 112 min.) de Vicente Minelli.
Quem apresenta é Gabriel Bonito.

INFORMAMOS QUE…

A sessão «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», que iria decorrer no sábado, 21 de Julho, sobre a obra literária de Mário Dionísio, com Maria Alzira Seixo, foi, por motivos alheios, adiada para data a definir.

16 Julho: leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Serenata à chuva’

15 de Julho de 2012

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 16 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva, e da leitura de «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, nesta sessão vamos ler «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal)

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE «QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA»
Segunda-feira, 16 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Serenata à chuva (Singin’ in the rain, 1952, 103 min.) de Stanley Donen e Gene Kelly. Quem apresenta é João Rodrigues.

Sinopse: Hollywood, 1927. Don Lockwood e Lina Lamont são a dupla mais famosa do cinema mudo. Os seus filmes são um sucesso e as revistas apostam numa relação íntima entre os dois, o que não existe na realidade. Com a chegada do cinema sonoro, que se torna a nova moda, o par romântico é confrontado com a realiação de um musical, onde é necessário ter um bom desempenho vocal. Mas Lina tem um problema grave: a sua voz é demasiado aguda para os filmes sonoros. Kathy Selden, uma corista que se cruza na vida de Don, é então contratada para dobrar a voz da popular actriz.
Depois da saída triunfal do filme, Don quer fazer de Kathy a sua parceira, mas Lina, ciumenta, obriga o estúdio a deixar a rapariga na sombra. No dia da estreia, o público pede a Lina que cante. Kathy, escondida atrás da cortina, canta em vez dela, enquanto Lina faz movimentos com os lábios. Sobe a cortina, levantada por Don, Cosmo e Simpson: Lina fica atónita. Don confessa o seu amor a Kathy. E juntos serão felizes.

 

IV FEIRA DA ACHADA

13 de Julho de 2012

IV Feira da Achada

8 de Julho de 2012

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio organiza a IV Feira da Achada para angariação de fundos da associação. Onde, desde há três anos, a entrada e tudo o que é feito é gratuito para todos. Os tempos vão maus e os apoios também. Por isso, a participação nesta feira é importante.

Na feira há venda de livros de várias alturas e assuntos, de objectos com marca de época, de ontem e de hoje, de brinquedos, de plantas, e de outras coisas variadas. Neste ano vamos ter, também, uma animada banca de rifasA partir das 12h há comes e bebes para todos os gostos.

Também estarão à venda, no terraço da Casa da Achada, obras de arte. Para além das obras de arte que temos disponíveis a preços especiais, foram-nos há pouco oferecidos cinco desenhos de Alice Jorge.

Como as ideias da Casa da Achada, e as ideias de Mário Dionísio sobre cultura, não são as da compra e da venda, esta feira tem várias actividades organizadas para o dia:

11hVisita guiada pela exposição, de textos de Regina Guimarães a partir de pinturas e desenhos de Mário Dionísio, «Ver agora melhor o mais distante», por Eduarda Dionísio, com leituras de textos;

A partir das 15h – actividades de animação e de fabrico:
«A marcha almadanim»
de Manuel da Fonseca pelos alunos do 1º ano da Escola do Castelo;
Momentos musicais com Rini Luyks e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS;
Espectáculo «Máquina reprodutora, borralheira, princesa e secretária tiram férias e roem a corda» com Daniela Gama, Diana Dionísio e Susana Baeta;
Oficina de marcadores com Marta Raposo;
e outras coisas mais…

18h – Canta o Coro da Achada.

– e a partir das 11h, há ainda a exposição de 40 fotografias tiradas durante a oficina de fotografia «Inquérito ao bairro» no mês de Junho.

5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

4 de Julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

1 e 2 de Julho: Oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘A ópera dos três vinténs’

28 de Junho de 2012

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 1 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  2 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já parti mos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da cria ção do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brin quedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos», (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segundas-feira, 2 de Julho, 21h30
na Rua da Achada

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam.
Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas.
É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande.

Nesta primeira sessão ao ar livre projectamos A ópera dos três vinténs (1931, 112 min.) de Georg Wilhelm Pabst, com argumento de Bertold Brecht e música de Kurt Weill. Em Londres, o bandido Mackie Messer é o rei dos ladrões. Conhece Polly Peachum na rua, convida-a para beber um copo num bar, e terminam a noite casados num armazém abandonado. Quando o pai de Polly, Jonathan Jeremiah Peachum, o rei dos mendigos, sabe do casamento da filha, pressiona o chefe de polícia Jackie “Tiger” Brown, que é amigo de Mackie, a prender o criminoso; caso contrário ele ameaça com uma grande manifestação de mendigos no dia da coroação da rainha.

Ver aqui a programação completa.

 

 

24 a 25 de Junho: Oficina de fotografia; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘América, relação de classes’ de Jean-Marie Straub

18 de Junho de 2012

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro

Domingo, 24 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês fotografámos o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apeteceu.

Nesta sessão, com Emanuel Faustino e Youri Paiva, vamos escolher as fotografias – e editá-las – para serem expostas na Feira da Achada, a 14 de Julho.

 

 

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  25 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já parti mos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da cria ção do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brin quedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos», (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 25 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta última sessão deste ciclo projectamos América, Relações de classes (Klassenverhältnisse, 1984, 127 min.) de Jean-Marie Straub, adaptado do romance Amerika de Franz Kafka. Neste filme um jovem burguês alemão emigra para os EUA e, ao fazer vários trabalhos rasos mantendo a honestidade, é confrontado com as relações de classe na sociedade capitalista.
Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

De Julho a Setembro começa um novo ciclo de cinema, desta vez ao ar livre na Rua da Achada: «Quem canta seus males espanta».

15 a 18 de Junho: Paula Morão fala de ‘Só’ de António Nobre; oficina de fotografia; leitura de textos da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Um rei em Nova Iorque’ de Chaplin; exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ com conversas, teatro e música na Glória do Ribatejo

18 de Junho de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS:
de António Nobre
Sexta-feira, 15 de Junho, 18h

Nesta sessão Paula Morão vem falar sobre de António Nobre.

É a 25.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

«Creio difícil um português, muito particularmente de hoje, despegar-se em absoluto da atmosfera afectiva inconfundível que Nobre exprimiu e não encontrar nela muito de si mesmo, apesar das diferenças de época, de ideologia, de atitude que o separem dele. Há uma voz mais funda que ali fala. E tudo o que esse poeta trouxe à nossa linguagem poética, desde a irreverência perante a métrica tradicional à ousadia vocabular – anúncio de prosificação – foi importante de mais para que o consideremos definitivamente alheio ao que ainda buscamos.»
Resposta de Mário Dionísio a um inquérito no Centenário de António Nobre, publicado na Seara Nova nº 1465 em Novembro de 1967.

OFICINA DE FOTOGRAFIA
Inquérito ao bairro
Domingo, 17 de Junho, das 15h30 às 17h30

Na oficina deste mês, com Youri Paiva e outros, vamos fotografar o bairro onde fica a Casa da Achada – São Cristóvão – e as redondezas. As pessoas, as casas, as obras, o que apetecer pode ser fotografado.

Para todos a partir dos 10 anos. Quem tiver uma máquina fotográfica – seja ela qual for – que a traga, mas quem não tiver pode fotografar com a máquina que cá temos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A polémica do neo-realismo
Segunda-feira,  18 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente chamada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lopes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA
«POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 18 de Junho, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Um rei em Nova Iorque (1957, 110 min.) de Charles Chaplin. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias, conversas, teatro e música

Sábado, 16 de Junho, 15h
Casa do Povo, Glória do Ribatejo

Após ter estado à mostra na Casa da Achada, apresentamos, em colaboração com a Companhia de Teatro Paulo Claro – Rapazes d’Aldeia e a Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi, pode ser visitada na Casa do Povo da Glória do Ribatejo (conselho de Salvaterra de Magos).

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

No dia de abertura da exposição, 16 de Junho, a partir das 15h, vão acontecer muitas actividades diferentes:
16h00: Conversa sobre a exposição com Jorge Silva Melo e Eduarda Dionísio;
17h00: Leitura e interpretação de Jorge Silva Melo de Num país onde não querem defender os meus direitos, eu não quero viver de Jorge Silva Melo, a partir de «Michael Kolhaas» de Heinrich von Kleist.
A peça foi estreada em 1997 e interpretada por Paulo Claro, que é homenageado nesta sessão.
18h00: Actuação do Coro da Achada.

Por este motivo a Casa da Achada só terá as portas abertas das 11h às 13h.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020