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Áreas Principais

23 a 27 de Fevereiro: Poesia de Mário Dionísio com Maria Alzira Seixo; Oficina de materiais; leitura de Klingsor; Cinema com ‘Benvindo Mr. Marshall’; Encontro de leitores

20 de Fevereiro de 2013

MD poesia

A POESIA DE MÁRIO DIONÍSIO
COM MARIA ALZIRA SEIXO
A obra de Mário Dionísio apresentada em 6 sessões mensais
Sábado, 23 de Fevereiro, 16h

Continuam estas sessões mensais, inseridas no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão vamos falar sobre poesia e intervenção (Poemas, 1941; As solicitações e emboscadas, 1950), poesia e construção da arte (O riso dissonante, 1950; Memória dum pintor desconhecido, 1965), e poesia e experiência (Terceira idade, 1982).

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Depois de em Janeiro termos falado sobre a Autobiografia, a crítica e o ensaio, nos meses seguintes abordaremos o conto, o conhecimento da arte, o romance; e por fim, em Junho, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

Uma das participantes da sessão anterior, Manuela Degerine, escreveu um texto sobre o que aconteceu. Pode ser lido aqui, no blogue A viagem dos argonautas.

Cartaz Oficina FEV 13_cartaz paleta

APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS
Oficina
Domingo, 24 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos de Fevereiro vamos, com Irene van Es, aproveitar objectos e materiais à volta de tecidos. «A vida é feita de pequenos nadas» e «quem tem duas mãos tem tudo. E ter uma é mais que nada».

Depois de nas sessões passadas termos construído móbils a partir de feltro e pequenos bonecos a partir de tecidos e outros materiais, nesta sessão novos bonecos vamos fabricar.

Para todos a partir dos 6 anos.

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 25 FEV  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 25 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 25 de Fevereiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Benvindo, Mr. Marshall (1953, 78 min.) de Luis Garcia Berlanga. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

Cartaz Encontros de Leitores_Layout 1

ENCONTRO DE LEITORES
Quarta-feira, 27 de Fevereiro, 14h30

Depois de, no dia 6, um grupo da Escola do Castelo e outro do Conselho Português para os Refugiados terem feito as primeiras visitas do Novo Guia de Lisboa, vimos lembrar que, no próximo dia 27 de Fevereiro, vamos inaugurar os Encontros de Leitores do Palavras que o vento não levará, aqui na Casa da Achada, com a escritora Margarida Vale de Gato.

Ler e falar, ouvir, ler e contar, dizer da sua justiça. Procurar nas estantes, livros para ler em casa. Passar aos outros o que sim, o que não.

16 a 18 de Fevereiro: Golpe em Espanha em 1981; Oficina «Aproveitar objectos e materiais»; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘Bonnie e Clyde’

14 de Fevereiro de 2013

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GOLPE EM ESPANHA
histórias da História
Sábado, 16 de Fevereiro, 16h

Nesta sessão vamos falar sobre o golpe em Espanha a 23 de Fevereiro de 1981 com Miguel Perez.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a Independência da Guiné.

Cartaz Oficina FEV 13_cartaz paleta

APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS
Oficina
Domingo, 17 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos de Fevereiro vamos, com Irene van Es, aproveitar objectos e materiais à volta de tecidos. «A vida é feita de pequenos nadas» e «quem tem duas mãos tem tudo. E ter uma é mais que nada».

Depois de nas sessões passadas termos construído móbils a partir de feltro e pequenos bonecos a partir de tecidos e outros materiais, nesta sessão novos bonecos vamos fabricar.

Para todos a partir dos 6 anos.

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 18 FEV  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 18 de Fevereiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Bonnie e Clyde (1967, 111 min.) de Arthur Penn. Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

PALAVRAS QUE O VENTO NÃO LEVARÁ – Primeiras visitas para o Novo Guia de Lisboa

11 de Fevereiro de 2013

Na quarta-feira passada, 6 de Fevereiro, arrancou o novo projecto «Palavras que o vento não levará», com as primeiras visitas do Novo Guia de Lisboa.

Para esta componente do projecto, pequenos grupos provenientes de Centros Sociais e Escolas, visitam lugares culturais e turísticos de Lisboa que, em princípio, não conhecem ou viram há muito tempo, na companhia de um escritor. Após a visita organizam textos sobre esses lugares, na perspectiva de quem não sendo «culto» nem turista habita a cidade. No fim os textos serão ilustrados e publicados.

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Nestas duas primeiras visitas, um grupo do Conselho Português para os Refugiados, acompanhado pelo escritor Miguel Castro Caldas, visitou a Igreja de São Roque; ao mesmo tempo que uma turma da Escola N.º 10 do Castelo, acompanhada por Filomena Marona Beja, visitou a Fundação Calouste Gulbenkian, em particular a exposição «Um chá para Alice». Após essa visita almoçaram todos juntos no restaurante O Eurico, aqui ao pé da Casa da Achada, para onde depois se dirigiram para passar a tarde a escrever, com apoio dos escritores, sobre o que viram na manhã.

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Estas visitas são mensais, e vão continuar todos os meses até Novembro. Neste projecto ainda há mais três componentes: Encontros de Leitores mensais, na Casa da Achada, com leitura de textos e visita à biblioteca; um espectáculo encenado com vozes de não-artistas; e Idade Terceira, a realização de um filme sobre a velhice.

9 a 11 de Fevereiro: Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio»; Oficina para aproveitar materiais; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘Humberto D’

5 de Fevereiro de 2013

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VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 9 de Fevereiro, 16h

Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa» por Eduarda Dionísio.

A exposição reconstitui as paredes da casa de Mário Dionísio e Maria Letícia, com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

Cartaz Oficina FEV 13_cartaz paleta

APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS
Oficina
Domingo, 10 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos de Fevereiro vamos, com Irene van Es, aproveitar objectos e materiais à volta de tecidos. «A vida é feita de pequenos nadas» e «quem tem duas mãos tem tudo. E ter uma é mais que nada».

Depois de na sessão passada termos construído móbils a partir de feltro, nesta sessão vamos construir pequenos bonecos a partir de tecidos e outros materiais.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos dias 17 e 24 de Fevereiro.

CARTAZ SEGUNDA 11 FEV 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 11 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 11 de Fevereiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Humberto D (1952, 80 min.) de Vittorio de Sica. Quem apresenta é João Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

2 a 4 de Fevereiro: Francisco Castro Rodrigues entrevistado por Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares; Oficina de aproveitar materiais; leitura de ‘A arte de pintar’ de Klingsor; cinema com ‘Aves de rapina’ de von Stroheim.

30 de Janeiro de 2013

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FRANCISCO CASTRO RODRIGUES
Amigos de Mário Dionísio
Sábado, 2 de Fevereiro, 16h

É a 9ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio», e a 2ª com a participação do próprio amigo, Francisco Castro Rodrigues, que será entrevistado por Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares.

Castro Rodrigues, arquitecto nascido em Lisboa em 1920. Pertenceu ao MUD Juvenil. Esteve preso no Aljube. Viveu no Lubito mais de 30 anos, antes e depois da Independência de Angola, onde está grande parte da sua obra.

Autor do livro Um cesto de cerejas, editado pela Casa da Achada em 2009, em que conta a sua longa vida, de onde retirámos estes excertos:

«Agora há doutoramentos em Arquitectura. Tenho um colega que assinou um trabalho assim: Professor Doutor Arquitecto Fulano de tal…
Eu cá tenho muita honra em ser arquitecto só. Já cega para o trabalhinho que tenho…»

«Quando eu ia visitá-lo [Mário Dionísio], ele costumava mostrar-me as suas últimas obras, que tinha lá no seu atelier.
E eu, ao olhar para este quadro: “Olha, as Azenhas do Mar!” E ele: “Azenhas do mar? Não tem nada a ver com as Azenhas do Mar.”
E até deve ter ficado melindrado, “então este tipo não sabe que eu não sou naturalista nem gostaria de o ter sido?”
Chamei a Lourdes: “Anda cá ver!” E ela: “Olha as Azenhas do Mar!” Ele ficou um bocado atrapalhado.
Mais tarde telefona-me: “Gostava de ir aí ter consigo. Queria oferecer-lhe um quadro.” “Então porquê?” “Esteve aqui há uns tempos o Pomar e, ao ver os quadros, olha para um e diz: ‘Olha, as Azenhas do Mar…’ Então vou-lhe oferecer esse quadro.”»

«E comecei assim: “Eu nasci em 1947; quando entrei para os cárceres da PIDE, onde contactei com uma série de rapaziada, o Mário Soares, aquela malta toda…”
Nascer, nascer, eu nasci “por favor”… Nasci foi em 47, quando estive no Aljube e em Caxias.»

«Há quem diga: “Se é para pobre, o terreno é mais pequenino…” Eu digo: “Não, não. O terreno é o que for essencial para uma família, quer ela seja pobre ou rica.” Se ela quer comprar um terreno ao lado, que o faça, se o regulamento da câmara permitir. Agora, no tecido da cidade que o urbanista faz, não tem de estar preocupado com a riqueza ou não riqueza de cada um. A célula inicial é “uma casa, uma família” – ou um homem. Aqui é família.»

«Lá em Angola é que nunca [pus o chapéu colonial]. O sol é para todos e é a fonte da vida, de acordo com o meu pai…
Também fui controntado, logo à chegada, com outras realidades. Por exemplo: ao ouvir insólitos “ais”, ritmados e pungentes cuja origem descobri partirem da esquadra da polícia, a cívica, onde um agente, beata ao canto da boca, displicente e metodicamente assentava fortes palmatoadas na mão empolada de um… “indígena”.
As donas de casa, para se “distraírem”, mandavam à esquadra o “criado” com um recado para lhe darem palmatoadas…
Logo ali virei “angolano”.»

Cartaz Oficina FEV 13_cartaz paleta

APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS
Oficina
Domingos, das 15h30 às 17h30

Nos domingos de Fevereiro vamos, com Irene van Es, aproveitar objectos e materiais à volta de tecidos. «A vida é feita de pequenos nadas» e «quem tem duas mãos tem tudo. E ter uma é mais que nada».

Para todos a partir dos 6 anos.

CARTAZ SEGUNDA 4 FEV  13-pdf

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 4 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 4 de Fevereiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Aves de rapina (1924, 140 min.) de Erich von Stroheim. Quem apresenta é António Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

26 a 29 de Janeiro: Obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo; Oficina de BD; Leitura de ‘A arte de pintar’; Cinema com ‘Tráfico’; Caso República; revista Golpe d’Asa

24 de Janeiro de 2013

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A OBRA LITERÁRIA DE MÁRIO DIONÍSIO
por Maria Alzira Seixo
Sábado, 26 de Janeiro, 16h

É neste sábado que acontece a primeira sessão, inserida no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão, «Autobiografia, crítica e ensaio», vamos falar sobre as Fichas, o estudo sobre Guilherme de Azevedo (1946), o caso Redol, os prefácios (anos 50 a 70), e a Autobiografia (1986).

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Nos outros meses trataremos a poesia, o conto, o conhecimento da arte, o romance; e por fim, em Junho, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«Dizer, na relação de criar, foi, parece-nos, o essencial da actividade deste escritor, que sempre lidou com imagens, as da visão do mundo e as da sua expressão, as da configuração alienante e as de uma possível abertura de horizontes bloqueados. Daí que a sua preocupação cultural fosse sempre constante, e que o seu trabalho da palavra arriscasse sentidos que a procura do rigor e da nitidez não afastavam da perplexidade e da dúvida.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

Cartaz Oficina BD JAN 13_cartaz paleta

OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 27 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. Última sessão desta oficina.

Segunda 28

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 28 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 28 de Janeiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Tráfico (1998, 112 min.) de João Botelho, que vem apresentar o filme.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

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PROJECÇÃO E DEBATE
CASO REPÚBLICA
Terça-feira, 29 de Janeiro, 21h30

Nesta noite projectamos o documentário Caso República (República: journal du peuple, 1998, 55 min.) de Ginette Lavigne. Após a projecção há debate com a presença da realizadora e dos jornalistas Adelino Gomes e Margarida Silva Dias.

Sinopse: Portugal 1975. Há um ano que a «revolução dos cravos» faz sonhar. Em nome do poder popular, fábricas, terras e casas são ocupadas. Em Maio de 1975, o jornal diário República é ocupado pela comissão de trabalhadores. Este acontecimento cristaliza de súbito tudo o que está em jogo na revolução portuguesa: a luta já não é entre a direita e a esquerda, mas entre a esquerda revolucionária e a esquerda parlamentar. Os media internacionais percebem claramente o que está em causa: durante dois meses, o «caso República» está nas primeiras páginas. Portugal 1998. Alguns actores desta história: administrativos, jornalistas, tipógrafos, recordam o sucedido.

«O lugar do espectador só pode ser o do mal-estar: o que lhe é dado a ver é precisamente o que historicamente foi riscado como presença, olhar, escuta, desejo, amor, revolta. Mas acontece que o povo ausente hoje, cuja ausência as nossas três personagens marcam, esse povo estava presente ontem – foi filmado, os arquivos mostram-no, a despedir os patrões, a ocupar as mansões, a tomar conta dos jornais… a fazer a revolução. O cinema rasga o tempo. A presença tornou-se ausência: a ausência, presença. Como diz um dos senhores, um jornalista socialista, o caso República é inimaginável hoje. Ele seria impossível, impensável. Pensemos nisso.»
Jean-Louis Comolli

golpedasa

APRESENTAÇÃO DA REVISTA
GOLPE D’ASA nº 2
Sábado, 26 de Janeiro, 18h30

A Casa da Achada recebe a apresentação do nº 2 da revista de poesia Golpe d’Asa, proposta pela sua direcção.

O poeta convidado do caderno central, José-Alberto Marques (autor do 1.º poema concreto português), fará uma performance com hino pessoal.

19 a 21 de Janeiro: ‘Quarteto de Alexandria’ de Durrell por Francisco Louçã; Oficina de BD; leitura de ‘A arte de pintar’ de Klingsor; cinema com ‘Esplendor na relva’; Exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Amadora; apresentação ‘Em trânsito, em morte’

15 de Janeiro de 2013

Livros das nossas vidas JAN 13_Layout 1

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O quarteto de Alexandria de Durrell
Sabádo, 19 de Janeiro, 16h

Nesta sessão Francisco Louçã vem falar-nos de Quarteto de Alexandria de Lawrence Durrell.

31.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

Cartaz Oficina BD JAN 13_cartaz paleta

OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 20 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. A oficina continua no domingo 27 de Janeiro.

CARTAZ SEGUNDA 21 JAN 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 21 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 21 de Janeiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Esplendor na relva (1961, 124 min.) de Elia Kazan. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

Cartaz M. Dionísio

EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» NA AMADORA
na Biblioteca Piteira Santos (Reboleira, Amadora)
de 18 de Janeiro a 2 de Março de 2013

A exposição itinerante «Mário Dionísio – Vida e Obra» vai inaugurar na Amadora, na Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos.

A exposição, que esteve patente na Casa da Achada em 2011 – e que entretanto já passou por muitos sítios diferentes do país -, é composta por 13 painéis biográficos com textos, excertos de jornais, fotografias, reproduções de obras de arte, e outras informações sobre a vida e a obra de Mário Dionísio, nas suas mais diversas áreas.

Inauguração: 18 de Janeiro, 18h

A inauguração conta com intervenções de Eduarda Dionísio e do presidente da Câmara Municipal da Amadora, Joaquim Moreira Raposo. Também acontecem um conjunto de leituras de textos autobiográficos com projecção de imagens, «Mário Dionísio contado por Mário Dionísio», e canta o Coro da Achada.

No dia 2 de Março, a partir das 14h30, também acontece um ciclo de palestras sobre as várias facetas de Mário Dionísio (professor, escritor, pintor e cidadão), onde participam Rui Canário, Cristina Almeida Ribeiro, Regina Guimarães e Eduarda Dionísio.

CARTAZ EM TRANSITO, EM MORTE_LISBOA

APRESENTAÇÃO DO LIVRO
EM TRÂNSITO, EM MORTE DE IVO MARTINS
Sábado, 19 de Janeiro, 18h

A Casa da Achada recebe a apresentação do livro Em trânsito, em morte, de Ivo Martins, proposta pela editora 7Nós.

7 Nós acaba de publicar o título Em trânsito, em morte, de Ivo Martins, um autor que tem vindo a escrever regularmente sobre arte e jazz em diferentes publicações, mas que conhece com este livro a sua estreia editorial.

Uma luz branca, branca e densa, atravessa a todo o momento a leitura desta obra, não nos deixando escapar à ferida da lucidez.

Em trânsito, em morte é uma recolecção e justaposição de impressões, ideias, pequenas ficções, narrativas e digressões reunidas por contaminação num corpo discursivo de estatuto indefinido: nem “ensaio”, nem “romance”, nem “autobiografia”, nem “diário”. O tema deste livro é volátil e difuso – estamos perante uma escrita “sem assunto” e “sem tópico” que, profusa e expansiva, se ocupa de todos os grandes assuntos e grandes tópicos da hipercontemporaneidade (política, arte, sociedade) ao mesmo tempo que faz correr, em linhas paralelas, movimentos subterrâneos pelo interior de um espaço privado feito da solidão, dos impasses e micro-eventos da vida íntima e interior. O seu discurso surge-nos como a dissecação crítica, violenta e desassombrada, da realidade actual, elaborada a partir das fronteiras exíguas e claustrofóbicas de um apartamento suburbano, olhando para o exterior através das molduras das suas janelas e dos ecrãs de televisão. O sentimento específico do autor em relação ao real é, assim, perturbado e amplificado pela luz dos néons e da electricidade estática – símbolos de uma representação mediada (e, por conseguinte, não original) do mundo, que o distorce e submete a estratégias mitologizantes de alienação e a lógicas corruptas de comércio e mercado. A narrativa contida nesta obra desenha o mapa de uma viagem pela paisagem mental do contemporâneo, marcada pela devastação e, por vezes, por clarões pontuais e inesperados de beleza.

A publicação de Em trânsito, em morte apresenta aos leitores uma voz literária singular e introduz na frágil paisagem do pensamento crítico português, um inesperado exemplo de seiva crítica, exuberante e quase selvagem, impossível de ser catalogada ou enquadrada em qualquer corrente intelectual ou sistémica (académica, política ou literária).

«Começámos a aceitar servilmente este estado de coisas e, quando já não somos capazes de esboçar o mais pequeno gesto de recusa sobre a participação no lento processo de destruição em massa em que estamos envolvidos, encontramo-nos prontos a ser vítimas da exploração e de um esmagamento da individualidade, acompanhados da maior de todas as farsas. A democracia relativiza todas as formas de exploração que se assumem como a maior ignomínia do nosso tempo.»

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DIÁLOGOS URBANOS: RISCO E RESILIÊNCIA
Diálogo 2 – Espaços e Urbanidades – Os Silos do Intendente
Terça-feira, 22 de Janeiro, das 14h às 19h30

O IN+ – Centro de Estudos em Inovação, Tecnologia e Políticas de Desenvolvimento do Instituto Superior Técnico, inserido no projecto Laboratórios na RUA, organiza este encontro onde pretende apresentar e discutir os projectos dos estudantes de Arquitectura do IST.

Consultar programa aqui.

13 a 14 de Janeiro: Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio»; oficina de BD; leitura de Klingsor; cinema com ‘Capitalismo – uma história de amor’ de Michael Moore

8 de Janeiro de 2013

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28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Visita guiada
Domingo, 13 de Janeiro, 11h

Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa» por Eduarda Dionísio.

A exposição reconstitui as paredes da casa de Mário Dionísio e Maria Letícia, com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

Cartaz Oficina BD JAN 13_cartaz paleta

OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 13 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. A oficina continua nos domingos 20 e 27 de Janeiro.

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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 14 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens e exercícios de desenho, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 14 de Janeiro, 21h30

Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Capitalismo – uma história de amor (2009, 127 min.) de Michael Moore. Quem apresenta é António Loja Neves.

Para ver a restante programação do ciclo de cinema ver aqui.

6 a 7 de Janeiro: Oficina de BD; leitura de Klingsor; cinema com ‘O dinheiro’

6 de Janeiro de 2013

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OFICINA DE BANDA DESENHADA
Domingo, 6 de Janeiro, das 15h às 18h

Nos domingos de Janeiro acontece mais uma oficina, desta vez de Banda Desenhada, com José Smith Vargas.

Experimentar um meio de expressão simples, eficaz e com possibilidades infinitas, unindo texto e imagem, mesmo para quem pensa que não sabe desenhar.

Para todos a partir dos 12 anos. Continua nos domingos 13, 20 e 27 de Janeiro.

 CICLO

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 7 de Janeiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Janeiro começa a leitura comentada de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 7 de Janeiro, 21h30

Na primeira segunda-feira deste ano damos início a este novo ciclo de cinema sobre o dinheiro. Começamos com O dinheiro (1983, 85 min.) de Robert Bresson. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

Abre-se um jornal – quando ainda se faz esse gesto antigo – e parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora. Créditos e débitos. Dívidas. Bolsas, subsídios, descontos, taxas, impostos.
Greves e manifestações até pertencem agora às páginas de «economia». O preço pelo qual se compra e vende o quadro mais ou menos célebre – ou então o seu roubo – pode ser manchete, assim como o vencedor da lotaria, do totobola, do totoloto, do euromilhões.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
Muitos – pobres e ricos – vivem para ter dinheiro, para o dividir ou multiplicar – e, os mesmos ou outros, para o gastar. Não se pode viver sem dinheiro. Pelo menos nesta nossa sociedade.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores. E não veremos tudo o que valeria a pena ver. Alguns filmes que neste ciclo caberiam (por exemplo, A quimera do ouro, O quintero era de cordas, Stavisky) não os passamos agora porque entraram em ciclos anteriores.
Era impossível a 7.ª arte (a literatura, o teatro, antes dela…) não se ocupar do dinheiro. O dinheiro está no centro do mundo e no centro de muitas tragédias e de muitas comédias. Este ciclo vai, assim, percorrer quase um século de cinema: Aves de rapina de Erich von Stroheim é de 1924, Capitalismo – uma história de amor de Michael Moore e Erro do banco a vosso favor de Gérard Bitton e Michel Munz (não passou nos cinemas em Portugal) são de 2009. Do mudo ao sonoro, do preto e branco à cor. São 24 filmes de 24 realizadores, produzidos em países vários: EUA, França, Itália, Alemanha, Espanha, Portugal…
E que, aliás, preciaram de dinheiro para serem feitos, distribuídos, vistos, transformados em DVD – independentemente dos seus maiores ou menores orçamentos e das muitas ou poucas receitas de bilheteira.
Chamados à atenção para uma sessão difícil de que não podíamos prescindir: um filme mudo de mais de três hors – Dinheiro de Marcel L’Herbier. E para todos os outros filmes, evidetemente, que nos farão (re)descobrir cinematografias sempre a (re)descobrir e nos farão pensar sobre aquilo em que vale a pena pensar.
Filmes que, ao longo de seis meses, nos farão rir e chorar.

Ver aqui o restante programa do ciclo de cinema.

21 a 29 de Dezembro: Oficina «O natal está nas nossas mãos»; o que Mário Dionísio escreveu nos jornais depois do 25 de Abril; o Coro da Achada em Setúbal

20 de Dezembro de 2012

OFICINA
O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Domingo, 23 de Dezembro, das 15h30 às 17h30

Nesta última oficina deste ano, com Irene van Es e Lena Bragança Gil, vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…

Para todos a partir dos 6 anos.

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS
Sábado, 29 de Dezembro, 16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Eduarda Dionísio vem falar-nos de o que Mário Dionísio escreveu nos jornais depois do 25 de Abril. Mário Dionísio foi presença habitual em vários jornais – O Jornal, Diário de Lisboa, A Capital, Expresso, Jornal de Letras e Artes, Vértice, etc – sobre vários assuntos: a arte e a cultura, a política e a sociedade, o ensino e a educação.

«Ponham-se então as coisas no seu verdadeiro pé: nem a arte muda se o homem que a produz não mudou já ou está mudando, nem tal mudança rapidamente se opera, nem a sua expressão estética se produz mecanicamente e de chofre.»
Mário Dionísio, em «Ir ao povo», publicado em O Jornal em 1975.

«Enquanto os partidos de esquerda (onde começará e acabará hoje a esquerda?) se desentendem e brincam à Unidade, que é o mais perigoso dos jogos se não se toma a sério, o fascismo, não interessa com que nome ou nomes, organiza-se, infiltra-se, cresce, aceita a mão que lhe estendem, instala-se civilizadamente ou ataca selvaticamente na rua com a protecção das «forças da Ordem» chamada «democrática».
Entretanto, um jovem de 18 ou 19 anos caiu para sempre por repelir o fascismo e porque, nas circunstâncias dadas, defender o fascismo era «legal» e ilegal atacá-lo.
Não foi o primeiro, não será o último. Teremos bem a consciência do que isto significa – no nosso presente e no nosso futuro?»
Mário Dionísio, em «Legalmente assassinado», sobre o assassinato de José Jorge Morais, publicado no Diário de Lisboa em 1978.

Nas segundas-feiras 24 e 31 de Dezembro não se realizam as leituras inseridas no ciclo «A Paleta e o Mundo III» nem as projecções de cinema.
O ciclo de leituras continua em Janeiro com a leitura de A arte de pintar de Tristan Klingsor e nas segundas-feiras à noite vamos ter um novo ciclo de cinema: «Dinheiro para que te querem».

O CORO DA ACHADA CANTA EM SETÚBAL
Sexta-feira, 21 de Dezembro, 21h30
Casa da Cultura, Setúbal
entrada: 3€

O Coro da Achada canta, a convite da AJA – Associação José Afonso e da Câmara Municipal de Setúbal, na Casa da Cultura dessa cidade. A actuação está inserida no Ciclo de Música Popular Portuguesa.

O Coro da Achada nasceu em Junho de 2009. Quando se pensava em convidar um coro para cantar na abertura da Casa da Achada, alguém provocou «Porque não fazemos nós um coro?». E fizemos mesmo. Começou a funcionar todas as quartas-feiras às 21h30.

Avançámos com a ideia de um coro que cantasse canções com textos do Mário Dionísio e outras: canções de luta de todo o mundo e de épocas diferentes (na língua original ou traduzidas), algumas canções populares portuguesas, canções pouco cantadas, canções que por alguma razão nos entusiasmam e nos libertam.

IV FIM-DE-SEMANA DIFERENTE – 3 dias de vendas e não só – LIXO NA COZINHA; MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES; BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?; 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO; O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS; CORO DA ACHADA; ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA

10 de Dezembro de 2012

FIM-DE-SEMANA DIFERENTE
3 dias de vendas e não só
Sexta-feira, 14 de Dezembro, das 15h às 20h

Sábado, 15 de Dezembro, das 11h às 20h
Domingo, 16 de Dezembro, das 11h às 20h

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 14 e 16 de Dezembro, o IV Fim-de-semana diferente: três dias de vendas (obras de arte, livros, discos, objectos) para angariação de fundos para a continuidade da Casa da Achada. E é diferente porque comprar e vender é, neste fim-de-semana, importante.

São três dias com muitas coisas diferentes a acontecer: lançamentos, conversas, visitas e oficinas.

Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

Programa (ver abaixo programa detalhado):
Sexta-feira, 14 de Dezembro
18h: LIXO NA COZINHA
– Lançamento do livro O lixo da cozinha, resultado da oficina «Inventar fabricando ou as mãos sujas», orientada por Pierre Pratt, com textos de Filomena Marona Beja.

Sábado, 15 de Dezembro
15h: MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
– Lançamento e debate das intervenções no 3º aniversário da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.
18h: BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?
– Reunião anual dos Amigos da Casa da Achada, aberta ao público.

Domingo, 16 de Dezembro
11h: 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– Visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.
15h30: O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Oficina orientada por Irene van Es e Lena Bragança Gil.
18h: CORO DA ACHADA
– actuação com novas e menos novas canções.

Exposições:
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX, contemporâneos de Mário Dionísio.
ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA
(últimos dias), exposição de fotografia documental organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

Programa detalhado:

Sexta-feira, 14 de Dezembro
18h: LIXO NA COZINHA – Lançamento do livro O lixo da cozinha, resultado da oficina «Inventar fabricando ou as mãos sujas», orientada por Pierre Pratt, com textos de Filomena Marona Beja.

E diz o Pierre, sobre o livro: As imagens e os textos deste livro foram criados num atelier dominical dirigido por Pierre Pratt na Casa da Achada durante os meses de Agosto e Outubro de 2012.
O encontro da tarde chamou-se «Sujar as mãos» e todos sujaram todas as mãos como devia ser para chegar a este resultado inspirado, bonito e nada sujo.
Pierre agradece a todos os participantes que passaram por lá sem medo, e especialmente a Filomena Marona Beja que aceitou logo sujar também as teclas do seu computador. Obrigado também ao Youri que também sujou as lentes da sua máquina com com muito talento.

para crianças e não só, 36pp. preço: 5€

Sábado, 15 de Dezembro
15h: MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
– Lançamento da brochura e debate das intervenções no 3º aniversário da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.

Os textos aqui reunidos correspondem a 20 intervenções feitas no dia 29 de Setembro de 2012, numa sessão a que muita gente assistiu e que assinalou o 3º ano de abertura ao público da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Durou das três e meia às sete e meia da tarde. A ordem em que aparecem aqui é a mesma que aconteceu na sessão. Cada um dos convidados foi pedindo a palavra.
Estava prevista a publicação das intervenções. A tentativa de um «primeiro manifesto». A várias vozes.
Os textos são agora ponto de partida para um debate de questões que nos afligem e que se estenderá a todos os que quiserem entrar nele, tenham ou não intervindo na «maratona» de 29 de Setembro.

Participaram: Ariana Furtado, João Rodrigues, Miguel Serras Pereira, Pedro Rodrigues, Regina Guimarães, Luís Miguel Cintra, Miguel Castro Caldas, Luiz Rosas, António Loja Neves, Rui Canário, Maria Alzira Seixo, Pitum Keil do Amaral, Diana Dionísio, Pedro Soares, Youri Paiva, Saguenail, Rui-Mário Gonçalves, Natércia Coimbra, Maria João Brilhante, Vítor Silva Tavares.

para continuar a pensar e a falar pelos meses fora
preço: o que cada comprador entender que deve dar

Sábado, 15 de Dezembro
18h: BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?
– Reunião anual dos Amigos da Casa da Achada, aberta ao público.

A reunião de Amigos está convocada – e é aberta a todos, mesmo aos que não se fizeram (ainda) Amigos da Casa da Achada mas que por cá apareçam.
É importante para a sobrevivência da Casa da Achada, falarem e proporem os que estão mais ligados a ela: sobre o que se fez (e não fez) e sobre o que se poderá continuar a fazer com os poucos meios que temos. E são também importantes, é claro, as ajudas.
Por isso, apelamos às vossas (boas) vontades, e saberes, e experiências, e desejos.
Gostaríamos muito que todos os Amigos da Casa da Achada pudessem aparecer no Fim-de-Semana Diferente, pelo menos para participar nesta reunião anual, com ideias, com críticas, com sugestões, com opiniões.

Ler aqui o texto completo da convocatória.

Domingo, 16 de Dezembro
11h: 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– Visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.

A exposição reconstitui as paredes da casa de Mário Dionísio e Maria Letícia, com obras de pintura, desenho e escultura, pertencentes ao espólio de Mário Dionísio, da autoria de vários artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

 

 

 


Domingo, 16 de Dezembro
15h30: O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Oficina orientada por Irene van Es e Lena Bragança Gil.

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…


 

 

 

 

 

 

 

Domingo, 16 de Dezembro
18h: CORO DA ACHADA
– actuação com novas e menos novas canções.

O Coro da Achada nasceu em Junho de 2009. Quando se pensava em convidar um coro para cantar na abertura da Casa da Achada, alguém provocou «Porque não fazemos nós um coro?». E fizemos mesmo. Começou a funcionar todas as quartas-feiras às 21h30.

Avançámos com a ideia de um coro que cantasse canções com textos do Mário Dionísio e outras: canções de luta de todo o mundo e de épocas diferentes (na língua original ou traduzidas), algumas canções populares portuguesas, canções pouco cantadas, canções que por alguma razão nos entusiasmam e nos libertam.

Exposições:
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX, contemporâneos de Mário Dionísio.

ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA (últimos dias), exposição de fotografia documental organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

7 a 10 de Dezembro: Joaquim Namorado por António Pedro Pita; oficina «o natal está nas nossas mãos»; leitura de Schmidt; cinema com ‘Os irmãos Karamazov’, lançamento ‘Capicua’

3 de Dezembro de 2012

LANÇAMENTO DE CAPICUA SOBRE MÁRIO DIONÍSIO
Sexta-feira, 7 de Dezembro, 18h

A associação cultural Catalunyapresenta faz a apresentação do quarto número da revista Capicua – uma ponte entre as letras catalãs e portuguesas.

Este quarto número da revista foca com destaque especial os autores Mário Dionísio e Montserrat Roig. Conta, também, com narrativas breves, poesia e ensaio de jovens autores e de outros mais clássicos.

A apresentação estará a cargo de Eduarda Dionísio e Sebastià Bennasar. Ler-se-ão, nas duas línguas, alguns dos textos editados na revista, o Coro da Achada cantará poemas de Mário Dionísio, e para terminar faremos un brinde à literatura com cava (espumante) da Catalunha.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Joaquim Namorado
Sabádo, 8 de Dezembro, 16h

Nesta 8ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Joaquim Namorado com António Pedro Pita.

«Este Joaquim Namorado que aqui temos de onde veio? Ele mesmo disse na “Invenção do poeta”. Veio da luta: “E, pouco a pouco, surgi / da luta / um outro que agora sou”. A sua vida e o sentimento dela foram para sempre transformados, enformados, recriados pela luta a que para sempre se entregou. Mas acaso esse outro, que a luta redimensionou, deixou de ser um poeta e um escritor? Acaso esse outro poderá furtar-se, sem mutilação indesejável, às responsabilidades que a poesia implica, as quais, se não devem abafar as do homem comum, não devem também por este ser abafadas?»
Mário Dionísio

 

OFICINA O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Domingo, 9 de Dezembro, das 15h30 às 17h30

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…
Nesta segunda sessão, com Irene van Es e Lena Bragança Gil, vamos continuar a fabricar prendas.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 16 e 23 de Dezembro.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 10 de Dezembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Após os comentários de Rui-Mário Gonçalves, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, Helena Barradas conclui a sua leitura.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 10 de Dezembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Os irmãos Karamazov (1958, 145 min.) de Richard Brooks, a partir da obra de Fiódor Dostoiévski. Quem apresenta é Manuel Wiborg

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros (sobretudo romances de todos os tempos, daqueles tempos em que houve – ou há – romances) transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.

Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas. Os filmes estão ordenados por ordem cronológica dos livros donde partiram e não da realização dos filmes. Dos mais recentes para os mais antigos. Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.

Recordamos que Mário Dionísio, homem de literatura, se interessou muito pelo cinema. Escreveu sobre filmes. Daí termos feito um ciclo que se chamou «Filmes de que Mário Dionísio falou». Entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Ver aqui a programação completa do ciclo.

FIM-DE-SEMANA DIFERENTE – 3 dias de venda e não só… tanta coisa, tanta coisa!

30 de Novembro de 2012

FIM-DE-SEMANA DIFERENTE
3 dias de vendas e não só
Sexta-feira, 14 de Dezembro, das 15h às 20h

Sábado, 15 de Dezembro, das 11h às 20h
Domingo, 16 de Dezembro, das 11h às 20h

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 14 e 16 de Dezembro, o IV Fim-de-semana diferente: três dias de vendas (obras de arte, livros, discos, objectos) para angariação de fundos para a continuidade da Casa da Achada. E é diferente porque comprar e vender é, neste fim-de-semana, importante.

São três dias com muitas coisas diferentes a acontecer: lançamentos, conversas, visitas e oficinas.

Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

– Programa:

Sexta-feira, 14 de Dezembro
18h: LIXO NA COZINHA
– Lançamento do livro O lixo da cozinha, resultado da oficina «Inventar fabricando ou as mãos sujas», orientada por Pierre Pratt, com textos de Filomena Marona Beja.

Sábado, 15 de Dezembro
15h: MÁSCARAS, PRISÕES, LIBERDADES E CIFRÕES
– Lançamento e debate das intervenções no 3º aniversário da Casa da Achada sobre a sociedade, a actividade cultural e a arte que temos, não temos, desejamos ou sofremos.
18h: BALANÇO DE 2012. COMO FAZER EM 2013?
– Reunião anual dos Amigos da Casa da Achada, aberta ao público.

Domingo, 16 de Dezembro
11h: 28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– Visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.
15h30: O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS –
Oficina orientada por Irene van Es e Lena Bragança Gil.
18h: CORO DA ACHADA
– actuação com novas e menos novas canções.

Exposições:
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
– A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX, contemporâneos de Mário Dionísio.
ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA
(últimos dias), organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

1 a 3 de Dezembro: Oficina «O natal está nas nossas mãos»; leitura de Georg Schmidt; cinema com

29 de Novembro de 2012

OFICINA O NATAL ESTÁ NAS NOSSAS MÃOS
Domingo, 2 de Dezembro, das 15h30 às 17h30

Nesta última oficina deste ano vamos meter as mãos à obra e fazer prendas, brincar com os materiais que há à nossa volta: frascos, tintas, cartões, tecidos, botões, caixas de ovos, madeiras, e por aí fora…
Nesta primeira sessão, com Irene van Es e Lena Bragança Gil, vamos pintar pequenos objectos de gesso.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 9, 16 e 23 de Dezembro.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 3 de Dezembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia. Quem lê é Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 3 de Dezembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Morte em Veneza (1978, 117 min.) de Luchino Visconti, a partir da obra de Thomas Mann.
Quem apresenta é Gabriel Bonito.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» NO PORTO
de 1 a 15 de Dezembro | inauguração: 1 de Dezembro, 16h
Duas de Letra, Porto

A Casa da Achada vai pela primeira vez ao Porto! Na galeria café Duas de Letra apresenta a exposição itinerante «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficas com reprodução de documentos, obras de arte e várias informações. Na inauguração canta o Coro da Achada.

23 a 26 de Novembro: O 25 de Novembro; Mário Dionísio e o ensino; oficina da música às palavras; leitura de «Lições do passado» de Schmidt; cinema com ‘Gente de Dublin’

21 de Novembro de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
O 25 de Novembro
Sexta-feira, 23 de Novembro, 18h

Nesta sessão vamos falar sobre a o 25 de Novembro de 1975 com Duran Clemente.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a independência da Guiné.

MÁRIO DIONÍSIO E O ENSINO
Sábado, 24 de Novembro, 16h

Nesta sessão, do ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», Maria Emília Diniz vem falar-nos de Mário Dionísio e o ensino, em particular sobre o seu papel na reforma educativa de 1974.

«Não chegou a ser [um papel] na reforma [do ensino após o 25 de Abril]. Eu presidia a uma grande comissão de estudo da reforma educativa, isto é, nós – eu com os meus cem colegas, deviam ser aproximadamente cem professores – conseguimos, num curto prazo de dois ou três meses, remendar – não foi mais do que remendar – os programas e introduzir já algumas alterações. Mas não chegou a ser uma reforma… Depois, eu saí do Ministério, os ministros mudaram, seguiu-se por outros caminhos. De facto, não tenho qualquer responsabilidade no que se passa hoje no ensino, excepto no ter contribuído para a criação de uma cadeira, como por exemplo Educação Visual, e doutra, Música, que infelizmente me parece que continua a não existir no ponto com que sonhavam os meus colaboradores. Mas o problema é realmente muito complicado, muito complexo, e eu, que na faculdade fui professor de pessoas que já estão a ser professores – muitos deles, uma grande quantidade deles… Apavora-me um pouco e dá-me um pouco a impressão de que é quase irreversível.»
Mário Dionísio, numa entrevista no programa «De mãos dadas» de Maria Júlia Guerra, na RDP, emitida a 1 de Maio de 1986 (disponível em Entrevistas (1945-1991))

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS
Domingo, 25 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 26 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia. Quem lê é Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 26 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Gente de Dublin (1987, 83 min.) de John Huston, a partir da obra de James Joyce.
Quem apresenta é João Rodrigues.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Reportagem do Câmara Clara sobre a exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio»

21 de Novembro de 2012

O Diário Câmara Clara visitou a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para conhecer e mostrar a exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa».

A reportagem, que passou na RTP2 no passado 19 de Novembro, pode ser vista aqui: http://www.rtp.pt/play/p213/e99528/diario-camara-clara

O coro da Achada cantou na greve geral

18 de Novembro de 2012

Na quarta-feira 14 de Novembro, dia de greve geral em Portugal, Espanha, França, Grécia, Itália, Chipre, Malta, o coro da Achada cantou pelas ruas de Lisboa e entrou em algumas catedrais da exploração laboral e do consumo. Para além de Encontrei um banqueiro, o coro não se cansou desta:

Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Ai, não, não, hoje não vou trabalhar
Na segunda, corte nas pensões
Na terça, adeus subsídio

Na quarta, aumento do horário
E já sou supranumerário
Na quinta, trabalho a mais
Na sexta, marioneta
É ver no sábado os preços a subir
E no domingo é de fugir!

O coro saiu do Largo da Achada e as primeiras músicas ouviram-se na Rua de São Cristóvão. Seguiu depois rumo ao supermercado onde sabe bem pagar tão pouco aos empregados e onde se fazem promoções em primeiros de maios. Quando foi expulso do lado de lá das caixas, o coro continuou a cantar do lado de cá.

  

Depois de passar pelo Largo do Caldas, onde se ouviram as últimas estrofes de Semana sangrenta, o coro desceu a Rua da Madalena e seguiu pela Rua da Conceição, entoando «Paguem, paguem, paguem, eles que paguem a crise, eles que paguem a crise deles» e chegou à Rua Augusta, onde cantou o mais recente êxito, Bardamerkel, na esquina com a Rua de São Nicolau.

En la plaza de mi pueblo ecoou dentro da sucursal de uma cadeia de lojas de roupa cujos trabalhadores, segundo se soube, foram intimidados para não fazerem esta greve.

 

Na esquina com a Rua da Assunção, novos transeuntes foram mais uma vez presenteados com Bardamerkel.

O coro da Achada resolveu depois entrar no centro comercial do Chiado. Percorreu todos os andares, desde o rés-do-chão ao andar da restauração, cantando «Hoje eu não vou trabalhar…», Encontrei um banqueiro, etc. Um dos seguranças, quiçá apaixonado pelas músicas, acompanhou o coro a partir de certa altura, mas não cantou, ia apenas falando pelo intercomunicador…

  

Bardamerkel e outras ouviram-se outra vez à porta do centro comercial, já do lado de fora, na Rua do Carmo. E outras tantas subindo a Rua Garrett e em frente à Brasileira. Fernando Pessoa não aplaudiu nem pateou. Já outras pessoas, faladores de várias línguas, perguntavam ao coro onde era a manifestação.

Quando chegámos ao Rossio, já lá estava muita gente. Ao mesmo tempo chegava a manifestação que vinha do Cais do Sodré. As pessoas do coro continuaram na manifestação, que rumou até à Assembleia da República, e várias ficaram até à carga policial, mas chegaram todas inteiras ao ensaio da noite.

15 a 19 de Novembro: «Direis que não é poesia» com Nuno Moura e João Manso; oficina da música às palavras; leitura de «Lições do passado» de Schmidt; cinema com ‘Assassinos’; exposição de fotografia «Encontro com uma cidade quase esquecida»; UNIPOP na Achada

16 de Novembro de 2012

DIREIS QUE NÃO É POESIA
um improviso à volta de Mário Dionísio
Sexta-feira, 16 de Novembro, 18h

Neste improviso à volta de Mário Dionísio vamos contar com as leituras de Nuno Moura acompanhadas pelo baixo de João Manso.

«Direis que não é poesia» é uma rubrica de espectáculos que já teve seis sessões na Casa da Achada. Desafiámos e desafiaremos pessoas e grupos de pessoas para não fazerem, a partir da poesia de Mário Dionísio, simples recitais mas sim criarem novos objectos: música, dança, vídeo, leituras encenadas, pintura…

O meu galope é em frente

Direis que não é poesia
e a mim que importa?

Eu canto porque a voz nasce e tem de libertar-se.
E grito porque respondo
às lanças que me espetam
e aos braços que me chamam
E porque, dia e noite, minhas mãos e meus olhos,
por estranhas telegrafias,
dos cantos mais ignotos
e das ilhas perdidas
e dos campos esquecidos
e dos lagos remotos,
e dos montes,
recebem longas mensagens e comunicações:
para que grite e cante.

O meu grito e meu canto é a voz de milhões.

Por isso que me importa?
Eu canto e cantarei o que tiver a cantar
e grito e gritarei o que tiver a gritar
e falo e falarei o que tiver a falar.

Direis que não é poesia.
E a mim que importa
se eu estou aqui apenas para escancarar a porta
e derrubar os muros?
E a mim que importa
se vós sois afinal o que hei-de ultrapassar
e esmigalhar
em nome
de todos os futuros?

Eu sigo e seguirei.
como um doido ou um anjo,
obstinado e heróico a caminho de nós
em palavras e acções
Por todos os vendavais
e temporais
e multidões
nos cantos mais ignotos
e nas ilhas perdidas
e nos campos esquecidos
e nos lagos remotos
e nos montes
– por terra, mar e ar.

Direis que não é poesia
e a mim que importa!
Convosco ou não, meu galope é em frente.
Pertenço a outra raça, a outro mundo, a outra gente.

É andar, é andar!

Mário Dionísio, 1943

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS
Domingo, 18 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 19 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Assassinos (1946, 103 min.) de Robert Siodmak, a partir da obra de Ernest Hemingway.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

e nesta semana também recebemos duas actividades organizadas por duas associações:

 

EXPOSIÇÃO «ENCONTRO COM UMA CIDADE QUASE ESQUECIDA»
12 de Novembro a 15 de Dezembro

O terraço da Casa da Achada recebe esta exposição de fotografia documental, organizada pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica, com fotografias do bairro da Mouraria. Participam os fotógrafos Luís Rocha, Anna de Amorim, Tânia Araújo, Bitina Santos, João Carlos Neves, Nuno Morais e Rute Martins.

Pode-se considerar fotografia documental a que constitui uma relação com a realidade, a que documenta as condições e o meio em que se desenvolve o homem, tanto de uma forma individual como social.
Através da realização de um workshop de fotografia documental, o Movimento de Expressão Fotográfica lançou o desafio para uma interpretação de um bairro de Lisboa, o Bairro da Mouraria foi o eleito. Este desafio surge com a intenção de construir uma equipa de fotógrafos para realizarem um documentário fotográfico sobre o bairro e constituírem a apresentação final do trabalho, realizada em local público, devolvendo desta forma as imagens à população que foi registada.
A exploração fotográfica em que consiste «Encontro Com Uma Cidade Quase Esquecida» aponta directamente para um documentário sócio-cultural ilustrando o modo de vida da população local.

A exposição está integrada 12ª Bienal de Vila Franca de Xira.

 

UNIPOP NA ACHADA
Sábado, 17 de Novembro, a partir das 15h

Durante a tarde e a noite deste sábado recebemos várias sessões organizadas pela UNIPOP.

Programa:
15h-16h45: Conversa sobre Memória e Historiografia, em torno do livro O passado, modos de usar, de Enzo Traverso (edições Unipop, 2012)
Com Sérgio Campos Matos, Ângela Cardoso, Mariana Pinto dos Santos e moderação de José Neves

16h45: Apresentação do novo website da Unipop

17h-18h45: Conversa sobre Globalização, Migrações e Estado-nação, em torno dos livros Direito de fuga, de Sandro Mezzadra (edições Unipop, 2012), e Quem canta o Estado-nação?, de Judith Butler e Gayatri Spivak (edições Unipop, 2012)
Com Nuno Dias, Manuela Ribeiro Sanches, Nuno Nabais e moderação de Bruno Peixe Dias

21h30: Debate sobre «Futuro», pela ocasião do lançamento do n.º 2 da revista Imprópria (Unipop + Tinta-da-China)
Com Golgona Anghel, António Guerreiro, Nuno Ramos de Almeida, José Bragança de Miranda, Tiago Carvalho, José Luís Garcia e moderação de Miguel Cardoso

Ver aqui mais informações.

Como foi o encontro «Pensamentos & Achados na Achada»

12 de Novembro de 2012

Foram 5 DIAS de CONVERSAS, INFORMAÇÕES, PEGUNTAS, RESPOSTAS e DEBATES na Casa da Achada sobre 5 TEMAS:
● EMPREGO
● MOBILIDADE
● OFERTA CULTURAL
● CIDADANIA
● APRENDIZAGENS.

Em cada dia um tema, temas sempre difíceis de separar uns dos outros. Duas sessões de duas horas em cada dia. 

Pontos de partida de cada sessão: os textos colectivos escritos por três grupos duma «Recherche-Action» («Pesquisa-Acção»), organizada pelo Cardan de Amiens, associação com a qual todos os anos a Casa da Achada faz a Leitura Furiosa.

Títulos dos textos:
● A oferta cultural pela mobilidade
● A cidadania pelo emprego
● As aprendizagens pela oferta cultural
● Associação-empregador
● O dia cidadão
● O emprego pelas aprendizagens
● A oferta cultural pelo emprego
● A mobilidade do ponto de vista do emprego
● O emprego pela aprendizagem

 Os três grupos, constituídos por gente (sobretudo mulheres) sem trabalho e com uma formação escolar muito reduzida, foram empregados (com salário) durante seis meses pelo Cardan. Para pensar. Pesquisaram, reuniram, discutiram, escreveram.

E até visitaram uma exposição do pintor Manessier (da região de Amiens) e sobre quadros escolhidos também escreveram textos – estes individuais.

E porque começaram a pensar (20 horas por semana) sobre estes temas que escolheram, com o acompanhamento de outros (que incluem um professor de filosofia), aconteceu-lhes sentirem que ficaram com muita coisa por saber. E dúvidas. E curiosidade sobre quem é diferente deles – outras situações, outros países. E vontade de ir mais longe.

Foi assim que chegaram a Lisboa, à Casa da Achada, 14 elementos destes grupos com conclusões e perguntas e desejo de conhecer o que não conheciam. Com eles vieram mais 11 pessoas (acompanhantes, reguladores, outros elementos do Cardan) que têm seguido este projecto, que é para continuar.

Participaram nas sessões convidados que vivem cá e que responderam a perguntas, deram informações baseadas nas suas experiências e expuseram o que pensavam sobre as questões postas – além de elementos da assistência:
● Sobre EMPREGO: Cláudio Torres, Joana Louçã, Joana Veloso e Manuel Brandão Alves
● Sobre MOBILIDADE: Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Jorge Falcato e Raul Moura
● Sobre OFERTA CULTURAL: António Loja Neves, Joaquim Pais de Brito e Miguel Honrado
● Sobre CIDADANIA: António Pedro Dores, Diana Andringa, Helena Roseta e Mirna Montenegro
● Sobre APRENDIZAGENS: Ariana Furtado, David Rodrigues, Isabel Galvão

Ao fim de cada dia, sínteses feitas pelos grupos. No dia seguinte, textos de Regina Guimarães (com a qual mantiveram correspondência antes de chegar) sobre a sessão do dia anterior. Saguenail sempre a fazer circular a palavra entre quem estava e queria falar.

Do programa constaram outras actividades, para além das conversas, facultativas mas que quase todos seguiram:
Visita ao espólio artístico de Mário Dionísio, que deu origem a produção de textos sobre quadros escolhidos
Visitas a museus com escritores, que acabaram também com produção de textos: ao Museu do Azulejo com Filomena Marona Beja, ao Museu do Teatro Romano e ao Museu de Arte Antiga com Miguel Castro Caldas
Participação nas actividades habituais da Casa da Achada: sessão de cinema, ensaio do Coro da Achada, Livros das Nossas Vidas (Condessa de Ségur), e também a apresentação de livros e de vídeos de Regina Guimarães e Saguenail.
Prova de Vinhos do Porto, acompanhadas por explicações sobre o seu fabrico, dadas por João Rodrigues.

Infelizmente tudo teve de se passar em francês por não ter havido meios financeiros para o aluguer do equipamento necessário à tradução simultânea. O que reduziu a assistência.

Em breve sairá um livro resultante deste encontro. Em francês também.

10 a 12 de Novembro: Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio»; oficina da música às palavras; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘Os indiferentes’.

9 de Novembro de 2012

VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 10 de Novembro, 16h

Após ter sido inaugurada no passado 29 de Setembro, vamos ter a primeira visita guiada, por Eduarda Dionísio, à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa».

A exposição junta mais de quarenta obras plásticas de vários artistas do século XX: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Resende, Lima de Freitas, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS – II
Domingo, 11 de Novembro, das 15h30 às 17h30

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 12 de Novembro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 12 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos Os indiferentes (1964, 84 min.) de Francesco Maselli, a partir da obra de Alberto Moravia.
Quem apresenta é Gabriel Bonito.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

6 a 9 de Novembro: Pensamentos & Achados na Achada; lançamentos da Hélastre; Condessa de Ségur por Saguenail

5 de Novembro de 2012

PENSAMENTOS & ACHADOS NA ACHADA
de Amiens para Lisboa, um colóquio popular em francês
5 a 9 de Novembro

consultar programa completo

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 5 e 9 de Novembro, um encontro, promovido pela Associação Cardan (Amiens, França), de pessoas com dificuldades sociais, desempregados e de reduzida formação escolar, com a participação de pessoas que vivem em Portugal.

Em cada dia será abordado um tema diferente, com diversos participantes.

PROGRAMA:

– 2ª feira, 5 Novembro
tema: Emprego
10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Cláudio Torres, Joana Louçã, Joana Veloso, Manuel Brandão Alves.

– 3ª feira, 6 de Novembro
tema: Mobilidade
14h – Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Jorge Falcato, Raul Moura.

– 4ª feira, 7 de Novembro
tema: Cultura

10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: António Loja Neves, Joaquim Pais de Brito, Miguel Honrado.

– 5ª feira, 8 de Novembro
tema: Cidadania

14h – Trabalhos de trocas teóricas e práticas, com convidados: António Pedro Dores, Diana Andringa, Helena Roseta, Mirna Montenegro.

– 6ª feira, 9 de Novembro
tema: Aprendizagens

10h – Trabalhos de trocas teóricas
14h – Trabalhos de trocas práticas, com convidados: Ariana Furtado, David Rodrigues, Isabel Galvão, Manuel Arnaut.

Este encontro é a continuação do projecto «Recherche-Action» que aconteceu durante seis meses em territórios vizinhos da cidade de Amiens: 16 pessoas desempregadas ou que nunca tiveram emprego foram contratadas (20 horas semanais) para pensar, com o acompanhamento de animadores culturais e um filósofo, sobre emprego, mobilidade, oferta cultural, aprendizagens, cidadania.

Estas pessoas chegaram a conclusões que querem expor a outros. Querem confrontá-las com as ideias de outros, uns mais institucionais e outros menos. Querem fazer perguntas, umas mais concretas e outras menos, e ter respostas. Por exemplo: em que medida tivemos nós experiências semelhantes? Quais os meios de mobilidade dos portugueses? Quais os preços dos passes sociais? Como são processadas as ofertas de emprego? Há pólos de emprego como em França? A segurança social é extensível a todas as pessoas? Como se passam as visitas a museus e a edifícios históricos? Quantos monumentos estão inscritos na UNESCO? Como vivem os jovens detidos em centros de reabilitação? Porque é que foram detidos? Que ajudas lhes poderão ser dadas? Como é que se produz o vinho do Porto?

Durante o Encontro serão produzidos textos, quer pelos trabalhadores-pensadores da «Recherche-Action», quer por Regina Guimarães, «relatora» das sessões.

As sessões são abertas ao público. A língua do encontro será só o francês, dado que não há meios financeiros para a tradução simultânea.

MEIO CAMINHO ANDADO
A Hélastre marca encontro na Casa da Achada
Quarta-feira, 7 de Novembro, 18h

Nesta sessão a Hélastre vem apresentar vários livros recentemente editados:

da autoria de Saguenail:
Chatteries appuyées (com ilustrações de Regina Guimarães);
(Se) debattre (com ilustrações de JAS e João Alves);
Se trahir (com capa de Regina Guimarães);
Un cantique des cantiques (com ilustrações de Alberto Péssimo);
Ce que l’arbre cache (com ilustrações de Sandra Neves);
Mots couverts (com ilustrações de JAS, João Alves, Abi Feijó e Regina Guimarães).

da autoria de Regina Guimarães:
Caderno do poço e da gaveta (com ilustrações de Maio Afonso e João Alves).

Serão também projectados estes filmes produzidos pela Hélastre:
Grand teint e Sans tain; ambos de Regina Guimarães.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Os romances da Condessa de Ségur
Sexta-feira, 9 de Novembro, 18h

Nesta sessão Saguenail vem falar-nos dos romances da Condessa de Ségur.

30.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

4 a 9 de Novembro: Oficina da música às palavras; cinema com ‘A estrada do tabaco’; Pensamentos & Achados na Achada

1 de Novembro de 2012

OFICINA DA MÚSICA ÀS PALAVRAS – II
Domingo, 4 de Novembro, das 15h30 às 17h30
* continua todos os domingos do mês

Nos domingos deste mês, com Cristina Mora, acontece a 2ª parte desta oficina, em que a partir da música chegamos às palavras.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

A oficina é aberta a todos, quer tenham participado na 1ª parte ou não. A partir dos 6 anos.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 5 de Novembro, 21h30

Nesta sessão projectamos A estrada do tabaco (1941, 84 min.) de John Ford, a partir da obra de Erskin Caldwell.
Quem apresenta é Regina Guimarães.
O filme é legendado em português, como é costume, e também em francês para os participantes do encontro «Pensamentos & Achados na Achada» vindos de Amiens.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

 

PENSAMENTOS & ACHADOS NA ACHADA
de Amiens para Lisboa, um colóquio popular em francês
5 a 9 de Novembro

consultar programa

Acontece na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, entre 5 e 9 de Novembro, um encontro, promovido pela Associação Cardan (Amiens, França), de pessoas com dificuldades sociais, desempregados e de reduzida formação escolar, com a participação de pessoas que vivem em Portugal.

Em cada dia será abordado um tema diferente, com diversos participantes. No dia 5 de Novembro, o tema é o Emprego; dia 6, a Mobilidade; dia 7, a Cultura; dia 8, a Cidadania; dia 9, as Aprendizagens. Convidámos diversas pessoas para participarem neste encontro: António Loja Neves, António Pedro Dores, Ariana Furtado, Cláudio Torres, David Rodrigues, Diana Andringa, Fernando Nunes da Silva, Filipe Moura, Filomena Marona Beja, Helena Roseta, Isabel Galvão, Joana Veloso, Joaquim Pais de Brito, Jorge Falcato, José Quitério, Manuel Brandão Alves, Miguel Castro Caldas, Miguel Honrado, Mirna Montenegro, Raul Moura, Regina Guimarães, Serge Abramovici, entre outros.

Este encontro é a continuação do projecto «Recherche-Action» que aconteceu durante seis meses em territórios vizinhos da cidade de Amiens: 16 pessoas desempregadas ou que nunca tiveram emprego foram contratadas (20 horas semanais) para pensar, com o acompanhamento de animadores culturais e um filósofo, sobre emprego, mobilidade, oferta cultural, aprendizagens, cidadania.

Estas pessoas chegaram a conclusões que querem expor a outros. Querem confrontá-las com as ideias de outros, uns mais institucionais e outros menos. Querem fazer perguntas, umas mais concretas e outras menos, e ter respostas. Por exemplo: em que medida tivemos nós experiências semelhantes? Quais os meios de mobilidade dos portugueses? Quais os preços dos passes sociais? Como são processadas as ofertas de emprego? Há pólos de emprego como em França? A segurança social é extensível a todas as pessoas? Como se passam as visitas a museus e a edifícios históricos? Quantos monumentos estão inscritos na UNESCO? Como vivem os jovens detidos em centros de reabilitação? Porque é que foram detidos? Que ajudas lhes poderão ser dadas? Como é que se produz o vinho do Porto?

A arte e a cultura entram nesta sua «nova vida» (precária). Daí as várias actividades (facultativas) que constam do programa (visitas a museus, cinema, participação num ensaio do Coro da Achada).

Sairá para o encontro uma publicação bilingue com os textos que os participantes escreveram sobre quadros de Manessier, pintor abstracto da Escola de Paris dos anos 50.

Durante o Encontro serão produzidos textos, quer pelos trabalhadores-pensadores da «Recherche-Action», quer por Regina Guimarães, «relatora» das sessões.

As sessões são abertas ao público. A língua do encontro será só o francês, dado que não há meios financeiros para a tradução simultânea.

Como foi a sessão com o padre Mário de Oliveira

29 de Outubro de 2012

No sábado passado conversámos com Mário de Oliveira. Um dos participantes filmou a sessão inteira e colocou-a à disposição de toda a gente:

27 a 29 de Outubro: Itinerários com Padre Mário da Lixa; oficina «Inventar fabricando»; leitura de ‘Lições do passado’; cinema com ‘São Bernardo’

22 de Outubro de 2012

ITINERÁRIOS: MÁRIO DE OLIVEIRA
Sábado, 27 de Outubro, 16h

Nesta 14ª sessão de «Itinerários», em que uma pessoa conta a sua história pouco vulgar, vamos conversar com Mário de Oliveira, conhecido por Padre Mário da Lixa, que já participou numa sessão sobre as «aparições» de Fátima em Maio.

Como foi nascer no campo há mais de sete décadas. Como se vai parar a padre. Como foi ser professor, ser capelão na Guerra Colonial e voltar depois a Macieira da Lixa. O que é ser preso. O que é ser padre sem paróquia. O que é manter um jornal chamado Fraternizar e uma página na internet. O que o Barracão da Cultura. O que tem sido pensar por si e ir publicando dezenas de livros. Pela vida fora e pela estrada fora. Em que deus se pode crer no meio disto tudo.

OFICINA «INVENTAR FABRICANDO»
Domingo, 28 de Outubro, das 15h30 às 17h30

Em Outubro continuamos a oficina «Inventar fabricando»que não se destina só aos que participaram nela em Agosto, mas também a novas mãos que se queiram juntar.

A partir de objectos de cozinha fizeram-se outros objectos, muitos, que serão antes personagens. Foram nascendo quase histórias. E ainda mais histórias nascerão em Outubro. E se delas fizéssemos livros?
Mais invenções, mais fabricos, mais aprendizagens. Pierre Pratt, desenhador, volta a convidar Filomena Marona Beja, escritora, que já se meteu ao barulho.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 29 de Outubro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas ou que estão relacionadas com A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.

Nesta sessão continuamos a leitura comentada, com projecção de imagens, de Lições do passado de Georg Schmidt, que foi director do Museu de Belas-Artes da Basileia, por Rui-Mário Gonçalves.

«O texto de Georg Schmidt liga este volume ao primeiro da nossa Histoire de la Peinture Moderne, de Baudelaire à Bonnard, de Maurice Raynal. Para o leitor que não tenha seguido os desenvolvimentos que apresentávamos nessa última obra, ele constitui uma introdução indispensável ao estudo que dedicaremos mais especificamente ao Fauvismo e ao Expressionismo, visto que toda a história da pintura do século XIX se encontra aí resumida numa síntese sugestiva, com as suas correntes principais, as suas tendências, as suas escolas e as personalidades excepcionais que o marcaram, desde Ingres a Bonnard, passando por Delacroix, Courbet, Manet, Monet, Cézanne, Gauguin, Van Gogh e Toulouse-Lautrec.
É só nessa perspectiva que surge o verdadeiro significado dos dois movimentos, o Fauvismo e o Expressionismo, sobre os quais nos debruçamos aqui.»
Texto introdutório de Histoire de la peinture moderne: Matisse, Munch, Rouault, fauvisme et expressionnisme, editado pela Skira em 1950.

CICLO LITERATURA E CINEMA
Segunda-feira, 29 de Outubro, 21h30

Nesta sessão projectamos São Bernardo (1972, 113 min.) de Leon Hirzman, a partir do romance de Graciliano Ramos.
Quem apresenta é António Rodrigues.

Sinopse: No interior de Alagoas, um filho de camponeses, Paulo Honório, é um vendedor ambulante que anda pelo sertão a negociar redes, gado, imagens, rosários e miudezas. Fica com uma obsessão: arrancar a fazenda São Bernardo das mãos do dono, o endividado Luiz Padilha, fazendo dele seu empregado. Paulo Honório alcança finalmente o seu objectivo e faz prosperar a fazenda. Sente então que tem de constituir uma família e pensa na professora Madalena, que convida a visitar a fazenda. Casam-se, mas o humanismo e a sensibilidade da professora entra em choque com a rudeza de Paulo Honório. Nasce a suspeita que ela o trai. Paulo Honório tem ciúmes, que vêm da sua imaginação. Um dia, descobre uma folha de papel em que reconhece a letra de Madalena. Pensa que é parte de uma carta para um amante. Discutem e Madalena suicida-se. Honório passa a ser um homem arrasado, torturado pela dúvida, solitário. E escreve as suas memórias.

O cinema é (ou já foi) mais popular que a literatura. O facto é que muito cinema se foi fazendo com a literatura, a partir dela. São muitos e muitos os livros transformados em cinema. Uns terão sido desfeitos pelo cinema, outros refeitos. Há quem ache que o cinema pode levar à literatura (e pôr mais gente a ler) e quem ache que é o cinema que a mata.
Este ciclo é uma selecção de filmes feitos a partir de obras literárias, umas mais famosas do que outras, e de várias épocas.  Tentamos assim fazer pensar sobre estas duas linguagens e a sua relação.
Mário Dionísio, que muito pensou e escreveu sobre a literatura e o cinema, entendeu que a linguagem da literatura é uma e a do cinema é outra. E é isso que enriquece o mundo e nos enriquece. Só assim se pode continuar a ler romances e a ver filmes com gosto. Mesmo quando o «assunto» é o mesmo.

Pensamentos & Achados na Achada

22 de Outubro de 2012

Um encontro diferente com gente curiosa de Amiens, em que se vai conversar sobre emprego, mobilidade, cultura, cidadania e aprendizagens.

Ver aqui o programa deste colóquio popular em francês.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020