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Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

8 a 10 de Junho: Oficina de tapeçaria tecida; leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘A grande pecadora’; Coro da Achada canta no arraial da associação Renovar a Mouraria

3 de Junho de 2013

Cartaz Oficina MAIO 13_cartaz paleta

TAPEÇARIA TECIDA
Oficina com Carla Mota
Domingo, 9 de Junho, das 15h30 às 17h30

Última sessão da oficina de tapeçaria tecida com Carla Mota.

Para todos a partir dos 12 anos. Número máximo de participantes: 10.
Confirmar participação pelo e-mail casadaachada@centromariodionisio.org.

Cartaz 10 de Junho 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 10 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, do 5º capítulo de Modos de ver de John Berger.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
A grande pecadora de Jacques Demy
Segunda-feira, 10 de Junho, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos A grande pecadora (1963, 90 min.) de Jacques Demy. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

arraial

O CORO DA ACHADA CANTA EM «HÁ ARRAIAL NA MOURARIA»
Sábado, 8 de Junho, 19h
Beco do Rosendo (Lisboa)

O Coro da Achada canta no arraial organizado pela associação Renovar a Mouraria, «Há arraial na Mouraria», nossa vizinha aqui no bairro. Nessa noite, às 22h, segue-se o concerto dos Cabace.

Como foi o 3º dia da Leitura Furiosa

30 de Maio de 2013

No 3º dia da Leitura Furiosa apresentámos publicamente os textos escritos em Lisboa, Porto, Beja, Guimarães e Amiens. Para além de uma brochura com 64 páginas, onde se podem ler os textos ilustrados, tivemos leitura de vários textos para os participantes e toda a gente que os quis vir conhecer. Os actores Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira e Sofia Ortolá leram os textos, Diana Dionísio e Pedro Rodrigues musicaram alguns excertos. Também os participantes da Escola Gil Vicente fizeram um rap com o seu texto e apresentaram-no.

Os textos foram escritos pelos escritores Miguel Castro Caldas com o grupo do Centro de Apoio Social dos Anjos; Hélia Correia com o Centro Social da SéJosé Mário Silva com o Centro Social de S. Cristóvão; Margarida Vale de Gato com o Conselho Português para os Refugiados; Nuno Milagre com a Escola do Castelo; Filomena Marona Beja com a Escola Secundária Gil VicenteMiguel Cardoso com o Recolhimento da Encarnação; Rosa Alice Branco com o Recolhimento de S. Cristóvão; Raul Malaquias Marques com o Centro de Dia do Socorro. Estes textos foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas, Nadine Rodrigues, Marta Caldas, Nuno Saraiva, Pierre Pratt e Zé d’Almeida.

No fim fomos para o jardim da Casa da Achada lanchar e conviver.


Fotografias por Marta Raposo.

E aqui fica a brochura da Leitura Furiosa em Amiens!

1 a 3 de Junho: Oficina de tapeçaria tecida; Grupo Zero e Teatro da Cornucópia; leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘Os ricos e os pobres’; Coro da Achada canta na Mostra das Associações de Lisboa

28 de Maio de 2013

Cartaz Oficina MAIO 13_cartaz paleta

TAPEÇARIA TECIDA
Oficina com Carla Mota
Domingos, 2 e 9 de Junho, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de Maio, de tapeçaria tecida com Carla Mota.

Para todos a partir dos 12 anos. Número máximo de participante: 10.
Confirmar participação pelo e-mail casadaachada@centromariodionisio.org.

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COOPERATIVA GRUPO ZERO
E O TEATRO DA CORNUCÓPIA
Ciclo de cinema
Organização: Confederação

Sábado, 1 de Junho
18h30
Novas perspectivas (1980, 45 min.) de Solveig Nordlund
Viagem para a felicidade (1978, 37 min.) de Solveig Nordlund
22h00
Música para si (1978, 54 min.) de Solveig Nordlund

Domingo, 2 de Junho
18h00
E não se pode exterminá-lo? (1979, 135 min.) de Jorge Silva Melo e Solveig Nordlund

Entre os anos de 1975 e 1983, duas estruturas partilhavam as mesmas instalações no Teatro do Bairro Alto (Lisboa). O Teatro da Cornucópia que se mantém como companhia residente desse mesmo teatro desde 1975 até à presente data, e o Grupo Zero, cooperativa fundada pós-25 de Abril de 1974. Durante este período de grande actividade, e com apoio da RTP, foram transpostos para a tela, três textos dramáticos escritos por F. X. Kroetz, e vários textos curtos escritos por Karl Valentin. A transposição destes textos resultou num tríptico realizado por Solveig Nordlund (Viagem para a Felicidade/78; Música para Si/78; Novas Perspectivas/83), e numa série de 5 episódios assinados em conjunto com Jorge Silva Melo no filme de 1979 a partir de textos do alemão Karl Valentin – E Não Se Pode Exterminá-lo? – obra que havia estreado a 24 de Março desse mesmo ano pelo Teatro da Cornucópia. Nele vemos a histórica e maravilhosa levada à cena das curtas peças de Karl Valentin, com encenação do mesmo Jorge Silva Melo e dedicado ao colectivo do Contraponto e ao colectivo do Diário Popular. É um filme que repega no espectáculo da Cornucópia (1979) mas que não é exactamente uma mera filmagem do espectáculo.

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 3 JUNHO  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 3 de Junho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Os ricos e os pobres de John Landis
Segunda-feira, 3 de Junho, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos os ricos e os pobres (1983, 116 min.) de John Landis. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

CORO DA ACHADA CANTA NA MOSTRA DE ASSOCIAÇÕES DE LISBOA
2 de Junho, 14h15
Cinema São Jorge, Lisboa

Organização: Assembleia Municipal de Lisboa

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A Comissão Permanente de Cultura, Juventude, Educação e Desporto da Assembleia Municipal de Lisboa deliberou, no âmbito das suas competências temáticas e tendo em vista a promoção das coletividades da Cidade de Lisboa e das atividades por aquelas desenvolvidas, promover uma “Mostra Cultural”, a realizar no próximo dia 2 de Junho, apartir das 14:30 horas, no Cinema São Jorge.

O referido evento contará, nesta primeira edição, com a participação de agrupamentos especialmente dedicados à música e à dança, que oferecerão aos presentes excertos dos respetivos repertórios, num espectáculo que se pretende participado, variado e potenciador da cultura. Estarão presentes agremiações previamente identificadas pelas freguesias da Cidade pela sua relevante actividade e seleccionadas em função da sua disponibilidade e situação actual.

2.º dia da Leitura Furiosa

25 de Maio de 2013

Depois do 1.º dia da Leitura Furiosa , os escritores encontraram-se com os grupos «zangados» com a leitura, na Casa da Achada, para discutirem os textos que foram escritos na véspera.

Nesta manhã encontraram-se os grupos do Centro de Apoio Social dos Anjos com Miguel Castro Caldas; do Centro Social da Sé com Hélia Correia; do Centro Social de S. Cristóvão com José Mário Silva, do Conselho Português para os Refugiados com Margarida Vale de Gato; da Escola do Castelo com Nuno Milagre; da Escola Secundária Gil Vicente com Filomena Marona Beja; do Recolhimento da Encarnação com Miguel Cardoso; do Recolhimento de S. Cristóvão com Rosa Alice Branco; do Centro de Dia do Socorro com Raul Malaquias Marques.

Ao mesmo tempo, no jardim da Casa da Achada, os ilustradores Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas, Nadine Rodrigues, Marta Caldas, Nuno Saraiva, Pierre Pratt e Zé d’Almeida iam desenhando as ilustrações para os textos. Depois fomos todos almoçar a restaurantes aqui do bairro – o Eurico, o Alcaide e o Trigueirinho.

Durante a tarde os escritores com os grupos foram visitar vários locais com livros: a livraria Fábula-Urbis, a Biblioteca Municipal de São Lázaro, a Feira do Livro e a Feira do Livro Anarquista.

Amanhã, no domingo, às 15h, na Casa da Achada, estes e outros textos (das Leituras Furiosas no Porto, Beja, Guimarães e Amiens) serão lidos e cantados para toda a gente.

Começou a Leitura Furiosa

24 de Maio de 2013

Começou a Leitura Furiosa! Neste primeiro dia os escritores participantes foram encontrar-se, logo de manhã, com os grupos de «zangados» com a leitura nas instituições que frequentam. Depois almoçaram juntos e continuaram pela tarde o tempo que entenderam. Neste momento os escritores devem estar a terminar os seus textos a partir dos encontros, que amanhã de manhã serão discutidos com os grupos na Casa da Achada, ao mesmo tempo que serão ilustrados para serem publicados.

Nesta manhã encontraram-se os grupos do Centro de Apoio Social dos Anjos com Miguel Castro Caldas; do Centro Social da Sé com Hélia Correia; do Centro Social de S. Cristóvão com José Mário Silva, do Conselho Português para os Refugiados com Margarida Vale de Gato; da Escola do Castelo, no Centro Social Menino de Deus, com Nuno Milagre; da Escola Secundária Gil Vicente com Filomena Marona Beja; do Recolhimento da Encarnação com Miguel Cardoso; do Recolhimento de S. Cristóvão com Rosa Alice Branco; do Centro de Dia do Socorro com Raul Malaquias Marques.

No domingo, às 15h, na Casa da Achada, estes e outros textos (das Leituras Furiosas no Porto, Beja, Guimarães e Amiens) serão lidos e cantados.

26 a 27 de Maio: Leitura Furiosa; leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘Erro do banco a vosso favor’

20 de Maio de 2013

No domingo, 26 de Maio, às 15h
apresentamos os textos
da Leitura Furiosa 2013
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E na segunda-feira, 27 de Maio
há leituras e cinema
Cartaz 27 Maio 13

18 a 20 de Maio: O romance na obra de Mário Dionísio com Maria Alriza Seixo; Oficina de tapeçaria tecida; leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘A cor do dinheiro’ de Scorsese; lançamento de ‘Lápis desafiado’

13 de Maio de 2013

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O ROMANCE NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
COM MARIA ALZIRA SEIXO
Sábado, 18 de Maio, 16h

Continuam em Maio as sessões mensais, inseridas no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão vamos falar sobre o único romance na obra de Mário Dionísio: Não há morte nem princípio, 1969. Herança literária, técnica narrativa e textualização da experiência modernista. Um relato singular. Convergências estéticas e inovação.

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Depois de já termos falado sobre a Autobiografia, a crítica e o ensaio; sobre a poesia; sobre o conto; e por fim, no próximo mês, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«Mas em Não há Morte nem Princípio, o social emerge como uma estruturação de convergência do económico com o intelectual, e este romance importante, que conduz o confronto da ideia com a sua prática, na relação entre a luta pessoal e o convívio, é um texto fundamental para o pensamento da nossa estética dos anos sessenta, nos planos ideológico, artístico e narrativo.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

Cartaz Oficina MAIO 13_cartaz paleta

TAPEÇARIA TECIDA
Oficina
Domingo, 19 de Maio, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina em Maio, que se prolonga até Junho, com Carla Mota, vamos fazer tapeçaria tecida.

Para todos a partir dos 12 anos. Número máximo de participantes: 10.

cartaz segunda 20 de Maio 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 20 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Gonçalo Lopes.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
A cor do dinheiro de Martin Scorsese
Segunda-feira, 20 de Maio, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos A cor do dinheiro (1986, 119 min.) de Martin Scorsese. Quem apresenta é Youri Paiva.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

lapisdesafiado

LANÇAMENTO: LÁPIS DESAFIADO 1
Domingo, 19 de Maio, 18h

15 não escritores de Lisboa e do Porto foram desafiados a escrever. Deu um livro. A mostrar e a ler.

Será uma rotina algo digno de ser contado?
Junto ao rio devorei encontros não planeados e a vida tornou-se um sorriso.
Já sentia o cheiro a maresia.
Perdeu-se o chamamento da ordem.
Seguimos, vivos, para o cemitério vizinho.
Duas mãos.
Falas sempre tão baixinho.
A lagarta da Alice podia aparecer e falava ao telefone.
Merda! Já é tarde.
Pessoas andavam com as suas vidas às costas.
De molas nos pés.
Deu por si sentado a olhar-se ao espelho.
Sabia dos sentimentos.
Vestiu-se e pegou no telefone.
E então? É por isto?

Quinze citações, uma de cada texto que compõem este Lápis Desafiado 1. Quinze formas de dar forma a um desafio inicial. Quinze não escritores que desafiam a sua não condição e escrevem com a condição de respeitarem o desafio. Escreveram para esta edição: A Empregada, Clara, Toni, Pedro R., Selene e Endymion, Maria, Marta, Diana, Daniela, Ana da Palma, Artemísia Baco, Lois, Paulo, Carlota Joaquina e Youri.

Na quarta-feira, 15 de Maio, às 21h, o Lápis Desafiado 1 é lançado no Porto, na Casa Viva.

12 a 13 de Maio: Oficina de tapeçaria tecida; leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘As bodas de Deus’ de César Monteiro

6 de Maio de 2013

Cartaz Oficina MAIO 13_cartaz paleta

TAPEÇARIA TECIDA
Oficina
Domingo, 12 de Maio, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina em Maio, que se prolonga até Junho, com Carla Mota, vamos fazer tapeçaria tecida.

Para todos a partir dos 12 anos. Número máximo de participantes: 10.

Cartaz segunda 13 Maio 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 13 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
As bodas de Deus de João César Monteiro
Segunda-feira, 13 de Maio, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos As bodas de Deus (1999, 150 min.) de João César Monteiro. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Feira de Auto

FEIRA DE AUTO-GESTÃO E COOPERATIVISMO ADIADA PARA 1 DE JUNHO
Sábado, 11 de Maio, das 17h às 21h
Organização: Tertúlia Liberdade

No terreno em frente à Casa da Achada acontece esta feira com bancas de associações e cooperativas em auto-gestão, música ao vivo e gastronomia diversa.

6 de Maio: leitura de ‘Modos de ver’; cinema com ‘Tempos modernos’ de Chaplin

5 de Maio de 2013

Cartaz SEGUNDA 6 DE MAIO 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 5 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Tempos modernos de Charles Chaplin
Segunda-feira, 5 de Maio, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Tempos modernos (Modern times, 1936, 87 min.) de Charles Chaplin. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

3 a 5 de Maio: José Júlio Andrade dos Santos; Oficina de Tapeçaria Tecida; Feira de Auto-Gestão e Cooperativismo; Coro da Achada em Vila Franca de Xira

2 de Maio de 2013

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JOSÉ JÚLIO ANDRADE DOS SANTOS
Amigos de Mário Dionísio
Sábado, 4 de Maio, 16h

Nesta 10ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» aproveitamos a exposição inaugurada no passado 25 de Abril, «José Júlio – pintura e gravura», para conversar sobre José Júlio Andrade dos Santos. Recebemos familiares, ex-alunos, críticos de arte e conhecedores da sua obra, entre os quais Filomena Marona Beja, José-Augusto França, Rui-Mário Gonçalves, António Rebelo.
«Ora é em 49, aos trinta e três anos, que José Júlio, apaixonado professor de Matemática, que nunca deixou de ser, descobre as artes plásticas. Pintando, com um afinco que nada tinha do do simples amador. Mas, simultaneamente, desenvolvimento uma actividade pedagógica sobre arte e artistas que logo deixou a minha a perder de vista.»Mário Dionísio

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TAPEÇARIA TECIDA
Oficina
Domingo, 5 de Maio, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina em Maio, que se prolonga até Junho, com Carla Mota, vamos fazer tapeçaria com tecidos.

Para todos a partir dos 12 anos.

Feira de Auto

FEIRA DE AUTO-GESTÃO E COOPERATIVISMO
Sábado, 4 de Maio, das 15h às 21h
Organização: Tertúlia Liberdade

No terreno em frente à Casa da Achada acontece esta feira com bancas de associações e cooperativas em auto-gestão, música ao vivo e gastronomia diversa.

A feira continua nos sábados 11 de Maio, 1 e 15 de Junho.

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CORO DA ACHADA EM VILA FRANCA DE XIRA
Ateneu Artístico Vilafranquense
3 de Maio, 21h30

O Coro da Achada canta nesta noite no encontro de coros organizado pela associação, por ocasião do seu 122º aniversário. A entrada é 3€ para sócios da AAV e 5€ para o público em geral.

Como foi o 25 de Abril na Casa da Achada

2 de Maio de 2013

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O 25 de Abril foi bem passado na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Ao fim da tarde, depois do fim do desfile, onde o Coro da Achada também cantou, abrimos as portas para inaugurar a exposição «José Júlio – pintura e gravura». Eduarda Dionísio foi quem falou primeiro, para dar as boas-vindas a toda a gente, que era muita; Rui-Mário Gonçalves falou da obra do pintor e das sessões que seguirão nos próximos meses sobre a sua vida e obra; João Carlos Andrade dos Santos, filho de José Júlio, referiu a diversidade das suas áreas de intervenção. A exposição, com cerca de 30 obras, constitui uma homenagem a um grande pintor português, infelizmente bastante esquecido, amigo de Mário Dionísio e sobre o qual este escreveu vários textos, chamando a atenção para a importância e originalidade da sua obra.

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Depois destas intervenções em torno da exposição, o Coro da Achada cantou várias canções, mais antigas e mais recentes, sobre poemas de Mário Dionísio e de outros, e em várias línguas. Abriram-se então as portas do jardim para as pessoas comerem e beberem, conviverem e cantarem, debaixo da nespereira.

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Mas não foi só – e não foi pouco! – neste dia que aconteceram coisas na Casa da Achada. Durante as oficinas deste mês, «O 25 de Abril que tenho na cabeça», construímos 15 grandes amigos de papel e arame, que o Coro da Achada colocou em casa esquina do bairro, na noite de 24 para 25, enquanto ensaiava pelas ruas.

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No sábado recebemos o militar de Abril Carlos Matos Gomes para conversar sobre os derrotados no 25 de Abril. E no domingo fomos fotografar os amigos que ainda estavam nas esquinas, resistentes ao vento.

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27 de Abril: leitura de ‘Modos de ver’ de John Berger; cinema com ‘O Tónio e a Toninhas’ de Jacques Becker

28 de Abril de 2013

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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 29 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O Tónio e a Toninhas de Jacques Becker
Segunda-feira, 29 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos O Tónio e a Toninhas (Antoine et Antoinette, 1947, 127 min.) de Jacques Becker. Quem apresenta é Filomena Marona Beja.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

Os derrotados no 25 de Abril – sessão com Carlos Matos Gomes

27 de Abril de 2013

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Nesta sessão vamos falar sobre os derrotados no 25 de Abril de 1974 com Carlos Matos Gomes.

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris, sobre as «aparições» de Fátima, sobre a Guerra Civil de Espanha e o franquismo nas populações de fronteira e sobre a Independência da Guiné, sobre o golpe em Espanha em 1981.

No domingo, às 15h30, é a última sessão da oficina O 25 de Abril que tenho na cabeça. Vamos fotografar, com Youri Paiva, os amigos que andámos a espalhar pelas esquinas.

25 de Abril: Inauguração da exposição «José Júlio – pintura e gravura»; canta o Coro da Achada; convívio

22 de Abril de 2013

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Quinta-feira, 25 de Abril, 18h30

No 25 de Abril a Casa da Achada abre as portas ao final da tarde para receber quem quiser aparecer. Inauguramos uma nova exposição, «José Júlio – pintura e gravura», o Coro da Achada vai cantar várias canções, e há convívio com comes e bebes (e podem trazer um farnel para ajudar).

José Júlio Andrade dos Santos (que assinava José Júlio) iniciou a sua actividade de pintor em 1949. Expôs pela primeira vez individualmente em 1951, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. A partir desse ano, participou em numerosas exposições colectivas, incluindo as Exposições Gerais de Artes Plásticas (até 1956) e as 2 primeiras Exposições de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1957 e 1961). Participou na criação da Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses e foi membro dos corpos directivos da SNBA.

Foi muito importante a sua função de divulgador, montando exposição «didácticas» centradas em pintores e gravadores, sobretudo modernos (van Gogh, Cézanne, Klee…) em associações de estudantes, na SNBA, e outros locais, e fazendo também palestras sobre pintura e gravura.
Licenciado em Matemática e Ciência Geofísica pela Faculdade de Ciências de Lisboa, foi professor de Matemática e de Desenho no Liceu Charles Lepierre.
Filho de um trombonista, José Júlio também se dedicou à música, chegando a realizar uma pequena composição de canto popularizada por Maria de Lourdes Resende, com versos extraídos de um poema de António Nobre, «O Sono do João».

A exposição com cerca de 30 obras de José Júlio na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio (entre 25 de Abril e 19 de Agosto) constitui uma homenagem a um grande pintor português, infelizmente bastante esquecido, amigo de Mário Dionísio e sobre o qual este escreveu vários textos, chamando a atenção para a importância e originalidade da sua obra.

Não é por acaso que escolhemos o 25 de Abril para inaugurar a exposição de obras de um grande pintor que se opôs à ditadura e que gostaria de ter visto este dia chegar. Sobre este dia e os que se seguiram, Mário Dionísio escreveu o seguinte:

«Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)»
Mário Dionísio, Passageiro clandestino

Neste final de tarde o Coro da Achada canta várias canções do seu repertório e há convívio – tragam um farnel para ajudar – como apetecer, que em cada esquina há um amigo. Não é mentira, durante a oficina «O 25 de Abril que tenho na cabeça» construímos muitos amigos para colocar em cada esquina no bairro.

20 a 24 de Abril: O conhecimento da arte de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo; oficina «O 25 de Abril que tenho na cabeça»; leitura de ‘Modos de ver’ de John Berger; cinema com ‘A golpada’ de Roy Hill; encontro de leitores com Filomena Marona Beja

17 de Abril de 2013

(M341rio Dion355sio, escritor etc ABR 13_Layout 1)

O CONHECIMENTO DA ARTE
COM MARIA ALZIRA SEIXO
A obra de Mário Dionísio apresentada em 6 sessões mensais
Sábado, 20 de Abril, 16h

Continuam em Abril as sessões mensais, inseridas no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão vamos falar sobre o conhecimento da arte de Mário Dionísio: Os estudos sobre van Gogh, 1947 e 53, e Júlio Pomar, 1948. A Paleta e o Mundo, anos 50 e 60. Do saber à problematização. Da prática à pedagogia. Artes plásticas e artes literárias. A fruição da obra de arte em sequência de conhecimento.

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Depois de já termos falado sobre a Autobiografia, a crítica e o ensaio; sobre a poesia; sobre o conto; no mês seguinte abordaremos o romance; e por fim, em Junho, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«[…] se pensarmos no seu ensaio a muitos títulos determinante, A Paleta e o Mundo, que tem um alcance que em muito ultrapassa o domínio das artes plásticas para ser uma longa, informada, completa e original meditação sobre as condições e a natureza da criação artística de uma maneira geral. Penso mesmo que se trata de um texto essencial no que respeita à consideração da problemática da evolução do modernismo para a contemporaneidade na cultura portuguesa, e que certos aspectos que parecem hoje estranhos na maneira nacional de lidar com a sensibilidade pós-moderna estão, de certo modo, contidos em reflexões e em perplexidades aí equacionadas pelo autor.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

Sobre estas sessões tem escrito Manuela Degerine no blogue A viagem dos argonautas: «Novas viagens na minha terra – série II – caítulo 93».

Cartaz Oficina ABRIL 13_cartaz paleta

O 25 DE ABRIL QUE TENHO NA CABEÇA
Oficina
Domingo, 21 de Abril, das 15h30 às 17h30

E se em cada esquina houvesse outra vez um amigo? E se, com a ajuda de Zé d’Almeida, José Smith Vargas e Marta Caldas, com papel, cartão, cola, pincéis, lápis, tintas os fizéssemos e colocássemos em cada esquina? E se no fim, com a ajuda de Youri Paiva, fossemos fotografar as ruas e as esquinas cheias de amigos?
Quase 40 anos depois de uma data que às vezes se esquece

Neste domingo vamos continuar a sua construção.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua no domingo, 28 de Abril.

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 22 ABR  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Modos de ver de John Berger
Segunda-feira, 22 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão é termina a leitura comentada, com projecção de imagens, de Modos de ver de John Berger por Inês Dourado.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
A golpada de George Roy Hill
Segunda-feira, 22 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos A golpada (1973, 129 min.) de George Roy Hill. Quem apresenta é João Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

Cartaz Encontros de Leitores3_Layout 1

ENCONTRO DE LEITORES
com Filomena Marona Beja
Quarta-feira, 24 de Abril, 14h30

Acontece nesta quarta-feira mais um encontro de leitores com a escritora Filomena Marona Beja, inserido no projecto «Palavras que o vento não levará».

Nas últimas quartas-feiras de cada mês acontece um encontro de leitores com um escritor, tendo a Biblioteca da Achada como sítio onde se podem encontrar livros para ler e falar, ouvir, ler e contar, dizer da sua justiça. Procurar nas estantes, livros para ler em casa. Passar aos outros o que sim, o que não.

25 de Abril na Casa da Achada: Inauguração da exposição «José Júlio – pintura e gravura»; canta o Coro da Achada; convívio

17 de Abril de 2013

Microsoft Word - 25 ABRIL 13

O 25 de Abril na Casa da Achada
INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO
JOSÉ JÚLIO – PINTURA E GRAVURA
Quinta-feira, 25 de Abril, 18h30

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio apresenta esta nova exposição de pintura e gravura de José Júlio.

José Júlio Andrade dos Santos (que assinava José Júlio) iniciou a sua actividade de pintor em 1949. Expôs pela primeira vez individualmente em 1951, na Sociedade Nacional de Belas-Artes. A partir desse ano, participou em numerosas exposições colectivas, incluindo as Exposições Gerais de Artes Plásticas (até 1956) e as 2 primeiras Exposições de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian (1957 e 1961). Participou na criação da Gravura – Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses e foi membro dos corpos directivos da SNBA.

Foi muito importante a sua função de divulgador, montando exposição «didácticas» centradas em pintores e gravadores, sobretudo modernos (van Gogh, Cézanne, Klee…) em associações de estudantes, na SNBA, e outros locais, e fazendo também palestras sobre pintura e gravura.
Licenciado em Matemática e Ciência Geofísica pela Faculdade de Ciências de Lisboa, foi professor de Matemática e de Desenho no Liceu Charles Lepierre.
Filho de um trombonista, José Júlio também se dedicou à música, chegando a realizar uma pequena composição de canto popularizada por Maria de Lourdes Resende, com versos extraídos de um poema de António Nobre, «O Sono do João».

A exposição com cerca de 30 obras de José Júlio na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio (entre 25 de Abril e 19 de Agosto) constitui uma homenagem a um grande pintor português, infelizmente bastante esquecido, amigo de Mário Dionísio e sobre o qual este escreveu vários textos, chamando a atenção para a importância e originalidade da sua obra.

Não é por acaso que escolhemos o 25 de Abril para inaugurar a exposição de obras de um grande pintor que se opôs à ditadura e que gostaria de ter visto este dia chegar. Sobre este dia e os que se seguiram, Mário Dionísio escreveu o seguinte:

«Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)»
Mário Dionísio, Passageiro clandestino

Neste final de tarde o Coro da Achada canta várias canções do seu repertório e há convívio – tragam um farnel para ajudar – como apetecer, que em cada esquina há um amigo.

13 a 15 de Abril: ‘Viagens na minha terra’ de Garrett por Eduarda Dionísio; oficina «O 25 de Abril que tenho na cabeça»; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘Os homens preferem as loiras’; o Coro da Achada canta em Alcochete; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» em Salvaterra de Magos

8 de Abril de 2013

Livros das nossas vidas ABRIL 13_Layout 1

VIAGENS NA MINHA TERRA DE GARRETT
Livros das nossas vidas
Sábado, 13 de Abril, 16h

Nesta sessão, Eduarda Dionísio vem falar-nos de Viagens na minha terra de Almeida Garrett.

33.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida», que começa assim: «Um homem lê, esquece, volta a ler, volta a esquecer ou não. De tudo isso que lhe fica? Deixem-me ver: D. Quixote, Os Lusíadas, Guerra e Paz, O Vermelho e o Negro? Ou, antes: A Divina Comédia, A Peregrinação, Viagens na Minha Terra, Ulysses, o Quarteto de Alexandria

Cartaz Oficina ABRIL 13_cartaz paleta

O 25 DE ABRIL QUE TENHO NA CABEÇA
Oficina
Domingo, 14 de Abril, das 15h30 às 17h30

E se em cada esquina houvesse outra vez um amigo? E se, com a ajuda de Zé d’Almeida, José Smith Vargas e Marta Caldas, com papel, cartão, cola, pincéis, lápis, tintas os fizéssemos e colocássemos em cada esquina? E se no fim, com a ajuda de Youri Paiva, fossemos fotografar as ruas e as esquinas cheias de amigos?
Quase 40 anos depois de uma data que às vezes se esquece

Depois de desenhados os amigos, vamos começar a construí-los.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 21 e 28 de Abril

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 15 ABR  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A arte de pintar de Tristan Klingsor
Segunda-feira, 15 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão é termina a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Manuela Torres.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O dinheiro de Marcel L’Herbier
Segunda-feira, 15 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Os homens preferem as loiras (1953, 91 min.) de Howard Hawks. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

O CORO DA ACHADA CANTA EM ALCOCHETE
Casa do Povo, Alcochete
Sábado, 13 de Abril, das 15h

O Coro da Achada canta na Casa do Povo de Alcochete a convite desta associação.

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EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» EM SALVATERRA DE MAGOS
Centro de Interpretação e Educação Ambiental do Cais da Vala, Salvaterra de Magos
5 a 30 de Abril

A exposição itinerante «Mário Dionísio – Vida e Obra» vai inaugurar em Salvaterra de Magos, no Centro de Interpretação e Educação Ambiental do Cais da Vala.

A exposição, que esteve patente na Casa da Achada em 2011 – e que entretanto já passou por muitos sítios diferentes do país -, é composta por 13 painéis biográficos com textos, excertos de jornais, fotografias, reproduções de obras de arte, e outras informações sobre a vida e a obra de Mário Dionísio, nas suas mais diversas áreas.

6 a 8 de Abril: Bichos, bichinhos e bicharocos; o 25 de Abril que tenho na cabeça; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘O dinheiro’

1 de Abril de 2013

conviteBichinhos

BICHOS, BICHINHOS E BICHAROCOS
Sábado, 6 de Abril, 15h

Inaugura neste dia a exposição dos trabalhos da turma do 2.º ano, da professora Ariana Furtado, da Escola EB1 n.º 10 do Castelo a partir do livro Bichos, bichinhos e bicharocos de Sidónio Muralha, ilustrado por Júlio Pomar e com músicas de Francine Benoît.

Na inauguração há poemas ditos e cantados pelos alunos da Escola do Castelo. A exposição pode ser visitada até ao dia 16 de Abril.

O papagaio é como muitas pessoas. Mas, como são as pessoas?

As pessoas são perigosas, más, queridas, simpáticas, estúpidas, preguiçosas e ainda por cima são mentirosas. Ser mentiroso é feio. Temos de respeitar os adultos e os mais pequenos, porque os mais pequenos podem magoar-se. – Carolina

As pessoas são estranhas… gostam muito de brincar com os sentimentos dos outros. – Inês

Algumas pessoas são pretas, outras brancas e também castanhas. Algumas pequenas, outras grandes. As pessoas são sempre amigas umas das outras. Do fundo do coração. – Beatriz Alexandre

As pessoas são corajosas, por dentro. Amigas? Algumas são. – Francisco

Algumas pessoas são altas, outras baixas. Umas simpáticas, boas e amigas e por fora bonitas. Outras nem por isso. As pessoas são todas diferentes: brancas, pretas, gordas, magras, de cabelo encaracolado e outras de cabelo liso. – Rodrigo

As pessoas são boas e más, bonitas e divertidas. Existem pessoas que nos servem de exemplo pelas coisas boas que fazem ao longo da vida. Também existem outras pessoas que são tão más que só sabem fazer mal a todos os que as rodeiam. Existem também aquelas pessoas que são muito divertidas. – Soraia

As pessoas são, por dentro, bonitas e amigas. As pessoas por fora, são inimigas, muito altas e muito baixas. Também podem ser egoístas. – André

Os meus amigos são todos pessoas muito simpáticas. – Pedro

As pessoas são amigas. Às vezes más, às vezes boas. – Catarina

As pessoas, por dentro, podem ser más, boas, amigas, amorosas. Por fora podem ser conversadoras, podem ser de todos os jeitos. Algumas pessoas portam-se mal, são atrasadas, preguiçosas e desajeitadas. – Gabriel

As pessoas por dentro são bonitas. Por fora são altas! – Beatriz Esteves

As pessoas são pequenas, médias, altas, grandes. Podem ser muito simpáticas, mas também egoístas, gulosas, mentirosas e maldosas. – Mariana Santos

As pessoas são boas por fora e algumas por dentro. Algumas são boas por dentro e por fora. – Alec

As pessoas são más por fora e são boas por dentro. Eles fazem mal aos animais. As pessoas são todas diferentes. Umas têm o cabelo amarelo, outras têm o cabelo castanho, preto ou vermelho. Algumas têm a pele branca. – Madalena

As pessoas são leoas! – Rafael

Algumas pessoas são alegres e outras tristes. Algumas são trabalhadoras, outras não. Algumas são carpinteiras. Umas divertidas e outras não. Algumas más, algumas boas por dentro e por fora. – Tomás

As pessoas são simpáticas e gostam de brincar. – Jorge

As pessoas são bonitas, fofinhas, queridas. São lindas. Comem carne, peixe, maçã, ovos. Adoram brincar. Às vezes metem-se nos computadores, mas são queridas… Assim são as pessoas. – Mariana Gomes

Já foi apresentada esta exposição na Escola do Castelo, para verem como foi vejam aqui.

Cartaz Oficina ABRIL 13_cartaz paleta

O 25 DE ABRIL QUE TENHO NA CABEÇA
Oficina
Domingo, 7 de Abril, das 15h30 às 17h30

E se em cada esquina houvesse outra vez um amigo? E se, com a ajuda de Zé d’Almeida, José Smith Vargas e Marta Caldas, com papel, cartão, cola, pincéis, lápis, tintas os fizéssemos e colocássemos em cada esquina? E se no fim, com a ajuda de Youri Paiva, fossemos fotografar as ruas e as esquinas cheias de amigos?
Quase 40 anos depois de uma data que às vezes se esquece

Nesta primeira sessão vamos começar a construir os amigos com Zé d’Almeida.

Para todos a partir dos 6 anos. A oficina continua nos domingos 14, 21 e 28 de Abril

Cartaz segunda 8 Abril 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A arte de pintar de Tristan Klingsor
Segunda-feira, 8 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Manuela Torres.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O dinheiro de Marcel L’Herbier
Segunda-feira, 8 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos O dinheiro (L’argent, 1928, 195 min.) de Marcel L’Herbier, baseado no romance de Émile Zola. Quem apresenta é António Rodrigues.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

22 de Março a 1 de Abril: Festa da Lega di Cultura di Piadena; Encontro de leitores; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘O cadillac de oiro’

19 de Março de 2013

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FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio estará fechada no sábado, 23, domingo, 24, e segunda-feira, 25 de Março para participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

A festa anual da Lega di Cultura di Piadena, associação formada em 1978 numa pequena vila no norte de Itália, na zona de Cremona, com o qual colaboramos há muito tempo e muitas vezes, acontece nos dias 22, 23 e 24 de Março. No dia 22, no Teatro Comunale em Casalmaggiore, ouvimos o Coro del Testaccio di Roma, dirigido por Giovanna Marini; no dia 23 debate-se o tema da festa, «O papel da internet para nos organizarmos, a crise da organização política e a nova terra prometida», no Teatro Parrocchiale em Piadena; no dia 24 há lançamentos, cantos de muitos sítios diferentes – também canta o Coro da Achadacomes e bebes, conversas várias, em Pontirolo.

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ENCONTRO DE LEITORES
com Miguel Castro Caldas

Quarta-feira, 27 de Março, 14h30

Acabados de regressar de Itália, começam logo as actividades da Casa da Achada: o encontro de leitores com o escritor Miguel Castro Caldas, inserido no projecto «Palavras que o vento não levará».

Nas últimas quartas-feiras de cada mês acontece um encontro de leitores com um escritor, tendo a Biblioteca da Achada como sítio onde se podem encontrar livros para ler e falar, ouvir, ler e contar, dizer da sua justiça. Procurar nas estantes, livros para ler em casa. Passar aos outros o que sim, o que não.

Podem ver aqui como foi a sessão do mês passado com a escritora Margarida Vale de Gato.

Microsoft Word - CARTAZ SEGUNDA 1 ABR  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A arte de pintar de Tristan Klingsor
Segunda-feira, 1 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O cadillac de oiro de Richard Quine
Segunda-feira, 1 de Abril, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos O cadillac de oiro (1956, 99 min.) de Richard Quine. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

16 a 18 de Março: O conto de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo; Leitura de ‘A arte de pintar’; Cinema com ‘O diabólico dr. Mabuse’ de Fritz Lang; 375 desenhos de Margarida Alfacinha

12 de Março de 2013

Cartaz MD Março 13

O CONTO DE MÁRIO DIONÍSIO
COM MARIA ALZIRA SEIXO
A obra de Mário Dionísio apresentada em 6 sessões mensais
Sábado, 16 de Março, 16h

Continuam em Março as sessões mensais, inseridas no ciclo «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», sobre a obra literária de Mário Dionísio por Maria Alzira Seixo.

Nesta sessão vamos falar sobre os livros de contos de Mário Dionísio: O dia cinzento (1944) e O dia cinzento e outros contos (1967), neo-realismo de expressão urbana, ambientes, acção e linguagem; Monólogo a duas vozes (1986), autonímia narrativa, conflito e sátira; A morte é para os outros (1988), realismo reflexivo e formas de alteridade.

Em seis sessões mensais, Maria Alzira Seixo, professora catedrática da Faculdade de Letras de Lisboa, apresenta a obra literária de Mário Dionísio. Depois de em Janeiro termos falado sobre a Autobiografia, a crítica e o ensaio; em Fevereiro sobre a poesia; nos meses seguintes abordaremos, o conhecimento da arte, o romance; e por fim, em Junho, serão discutidas conclusões, dissenções e aberturas.

«Isso mesmo se verifica nos seus contos, que ficarão, desde O Dia Cinzento, de 1944, a marcar uma data na efabulação desse género tão difícil de caracterizar e de construir; versando sobretudo a matéria citadina, Mário Dionísio organiza os seus textos dos volumes de contos em torno de uma personagem central, que em geral acompanha com focalização interna em terceira pessoa narrativa, e que são por vezes as personagens de sensibilidade erradamente conduzida, segundo a mundividência do narrador, que procura compreendê-las, ver o mundo com os seus olhos e os seus preconceitos alienantes, detectar os movimentos exteriores de oscilações e dúvidas, de inquietações e de comodismos […]; outras vezes, simples atitudes do quotidiano, de incidência social mitigada, que dizem apenas respeito a condições mínimas do bem-estar e da felicidade que as convenções gerais contrariam, como no celebrado conto Assobiando à vontade, mas as atitudes pungentes de desespero sóbrio e calado, em situações-limite da dignidade e mesmo da sobrevivência humana, […] dão conta de uma variedade de enfoques de uma temática geral do desalento humano e da impossibilidade.
Não há Morte nem Princípio e Monólogo a Duas Vozes retomam, no fundo, esta questão, aprofundando as seduções do acomodamento confortável, ou a redução das aspirações humanas mais nobres mediante a satisfação da necessidade íntima e urgente, e regressando, no segundo, ao conto, que agora se alarga a situações mais diversificadas, desenvolvendo por vezes um modo irónico que não lhe era habitual, e, talvez por isso mesmo, relativamente mais pacificado na relação com o mundo.»
Maria Alzira Seixo, no texto «Mário Dionísio, cultor de imagens», publicado em «Não há Morte nem Príncipio» – a propósito da vida e obra de Mário Dionísio (Biblioteca-Museu República e Resistência, 1996)

Sobre a primeira sessão escreveu Manuela Degerine no blogue A viagem dos argonautas.

CARTAZ SEGUNDA 18 MAR 13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A arte de pintar de Klingsor
Segunda-feira, 18 de Março, 18h30

Na 3.ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Eduarda Dionísio.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
O diabólico dr. Mabuse de Fritz Lang
Segunda-feira, 18 de Março, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos O diabólico dr. Mabuse (1960, 103 min.) de Fritz Lang. Quem apresenta é Alberto Seixas Santos.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

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375 DESENHOS DE MARGARIDA ALFACINHA
Quando uma dívida se torna uma dávida
Sábado, 16 de Março, das 18h30 às 00h / Domingo, 17 de Março, das 18h30 às 21h

Margarida Alfacinha é Artista Plástica, Gerente de Loja, Mãe de 2 e uma cidadã ainda com muito para aprender sobre a cidadania.

«375 desenhos» é um projecto que nasce duma dívida (duma dor no estômago), de um problema, para o qual não parecia haver saída e sobre construção dessa saída.

Margarida tem uma dívida à Segurança Social e quer pagá-la com o seu trabalho criativo através da venda de 375 desenhos. Acredita que com o pagamento desta dívida para além de melhorar a sua vida, melhora a das pessoas que contam com as contribuições para as suas reformas e pensões.

375 desenhos com 24 x 15 cm, serão vendidos pelo valor simbólico de 20€ cada com o objectivo de pagar esta dívida e contribuir para uma sociedade melhor, mais justa e comunitária. Estas obras são assinadas e numeradas pela autora. Esta ideia assenta na premissa de que juntos e com pouco, poderemos fazer muito e de que através da criatividade, podemos mudar o mundo à nossa volta.

Este projecto surge como um acto de resistência à paralisação pelo medo, à vergonha e ao isolamento das pessoas, face a uma adversidade.

Quando deparada com um problema real e ao perceber que não tinha nada a perder, soube que a única saída seria usar as ferramentas com as quais nasceu: a força, a coragem em usar os seus dotes para ajudar construir um presente e um futuro próprios ao serviço da liberdade.

Margarida vive em Lisboa há 37 anos.

PALAVRAS QUE O VENTO NÃO LEVARÁ – Mais duas visitas para o Novo Guia Cultural

9 de Março de 2013

Na quinta-feira passada, 7 de Março, aconteceram mais duas visitas para o Novo Guia de Lisboa, inseridas no projecto «Palavras que o vento não levará».

Para esta componente do projecto, pequenos grupos provenientes de Centros Sociais e Escolas, visitam lugares culturais e turísticos de Lisboa que, em princípio, não conhecem ou viram há muito tempo, na companhia de um escritor. Após a visita organizam textos sobre esses lugares, na perspectiva de quem não sendo «culto» nem turista habita a cidade. No fim os textos serão ilustrados e publicados.

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Nestas duas visitas, um grupo do Centro de Dia da N.ª Sr.ª do Socorro, acompanhado pelo escritor José Mário Silva, visitou o MUDE – Museu do Design e da Moda, nomeadamente a sua exposição permanente, «Único e multiplo», e a exposição «Com esta voz me visto»; ao mesmo tempo que a turma da 4.º ano da Escola N.º 10 do Castelo, acompanhada por Filomena Marona Beja, visitou a Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva, em particular sua exposição permanente e a exposição «Os desastres da guerra» de Graça Morais.

Após as visitas almoçaram no restaurante O Eurico, aqui ao pé da Casa da Achada, para onde depois se dirigiram para passar a tarde a escrever, com apoio dos escritores, sobre o que viram na manhã.

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Estas visitas são mensais, e vão continuar todos os meses até Novembro. Neste projecto ainda há mais três componentes: Encontros de Leitores mensais, na Casa da Achada, com leitura de textos e visita à biblioteca; um espectáculo encenado com vozes de não-artistas; e Idade Terceira, a realização de um filme sobre a velhice.

9 a 11 de Março: Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio»; Oficina «Make war with cartoons»; Leitura de ‘A arte de pintar’; Cinema com ‘Vigaristas de bairro’ de Woody Allen; Debate «Niemeyer, Brasília e a cidade moderna» da Unipop

5 de Março de 2013

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VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
28 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado,  9 de Março, 16h

Visita guiada à exposição «28 artistas amigos de Mário Dionísio – reconstituição das paredes duma casa» por Eduarda Dionísio.

Com esta exposição quisemos continuar a pôr à disposição das pessoas o espólio de Mário Dionísio. Desta vez, obras de arte que lhe foram oferecidas, quase todas por quem as fez. Juntam-se, assim, 28 artistas de características muito diferentes, disponibilizando uma «fatia» da arte portuguesa (e não só) do século XX, nem toda bem conhecida e parte dela esquecida.

A exposição reconstitui as paredes da casa de Mário Dionísio e Maria Letícia, com obras de pintura, desenho e escultura, da autoria de desses 28 artistas: Abel Salazar, Álvaro Cunhal, António Augusto de Oliveira, António Cunhal, Avelino Cunhal, Betâmio de Almeida, Boris Taslitsky, Cândido Costa Pinto, Cândido Portinari, Carlos de Oliveira, Carlos Scliar, Cipriano Dourado, Germano Santo, João Bailote, Joaquim Arco, Jorge de Oliveira, José Huertas Lobo, José Joaquim Ramos, José Júlio, Júlio, Júlio Pomar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Manuel Ribeiro de Pavia, Maria Barreira, Raul Perez, Rogério de Freitas e Vieira da Silva.

Cartaz Oficina MAR 13-1_cartaz paleta

MAKE WAR WITH CARTOONS
Oficina
Domingo, 10, das 15h30 às 17h30

Continua neste domingo esta oficina para fazer cartoons combativos, com Zé d’Almeida.

Para todos a partir dos 16 anos. A oficina continua no domingo 17 de Março.

CARTAZ SEGUNDA 11 MAR  13

CICLO A PALETA E O MUNDO III
A arte de pintar de Tristan Klingsor

Segunda-feira,  11 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Manuela Torres.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Vigaristas de bairro de Woody allen

Segunda-feira, 11 de Março, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Vigaristas de bairro (2000, 94 min.) de Woody Allen. Quem apresenta é Youri Paiva.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

E a Casa da Achada abre portas e cede a sua zona pública para…

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NIEMEYER, BRASÍLIA E A CIDADE MODERNA
Sábado, 9 de Março, 18h
Organizado pela Unipop

Com a participação de Ana Vaz Milheiro, Bruno Lamas, Jorge Figueira, Manuel Graça Dias e Tiago Mota Saraiva.

O nome de Óscar Niemeyer, recentemente desaparecido, é universalmente reconhecido como figura incontornável da arquitectura moderna. Esse reconhecimento deve-se sobretudo às obras projectadas para a cidade de Brasília no final da década de 1950. Brasília, por sua vez, pode ser considerada como o mais amplo e completo exemplo concretizado dos princípios funcionalistas do urbanismo e da arquitectura modernos, tal como foram estabelecidos pelos Congrès Internationaux d’Architecture Moderne (CIAM) nos anos 1920/30 e fixados na chamada «Carta de Atenas» (1933) por Le Corbusier.

Em conjunto, a obra e o percurso de Niemeyer, o plano e a construção de Brasília e os princípios do urbanismo e arquitectura modernos, podem de certo modo ser vistos como diferentes níveis de análise sobre o complexo papel social e político da teoria e prática arquitectónica moderna na história do século XX: as suas contradições e aporias, convergências e divergências, apologias e críticas. Se por um lado o movimento moderno tentou apresentar-se a maioria das vezes como um projecto exclusivamente técnico, por outro lado, sempre procurou fundamentar-se na ideia de uma transformação social total através da simples construção de novas formas urbanas e arquitectónicas, onde o exercício de arquitectura aparece como um exercício de «engenharia social». Ao mesmo tempo que se apresenta como um projecto apolítico e um «estilo internacional», vê-se progressivamente a participar na consolidação e auto-representação de diversos Estados-nação através de projectos-símbolo de modernização social. Se começa por ser uma síntese progressista entre as vanguardas artísticas e os avanços técnico-industriais da Europa Ocidental entreguerras, será apenas a partir da destruição da Segunda Guerra Mundial que terá oportunidade de execução prática e será nas fases de modernização atrasada dos países de passado colonial das décadas de 1950 e 1960 que realizará os projectos mais ambiciosos (Brasília, Chandigarh, Islamabad, etc).

No urbanismo e na arquitectura modernistas, e naturalmente também em Niemeyer e Brasília, cruzam-se assim de forma ambígua diversos temas do pensamento social, político e cultural moderno (utopia e ideologia, capitalismo e socialismo, revolução e reformismo, poder e dinheiro, política e arte, etc.), cruzamentos que observados retrospectivamente revelam problemáticas fundamentais, porventura ainda hoje longe de terem sido verdadeiramente ultrapassadas.

Mais do que uma evocação de Niemeyer ou uma discussão sobre o exemplo concreto de Brasília, a Unipop e a revista Imprópria propõem um debate que, partindo daí, aborde esses diversos cruzamentos sob a perspectiva da cidade moderna.

Primeiro Encontro de Leitores com a escritora Margarida Vale de Gato

2 de Março de 2013

Foi na passada quarta-feira, 27 de Fevereiro, que aconteceu o primeiro Encontro de Leitores na Casa da Achada, inserido no projecto «Palavras que o vento não levará». Nesta sessão coube à escritora Margarida Vale de Gato receber três grupos muito diferentes, as crianças do 2.º ano da Escola n.º 10 do Castelo, dos estudantes do 11.º ano da Escola Secundária Gil Vicente, e os frequentadores dos vários Recolhimentos existentes em Lisboa.

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E os meninos da Escola do Castelo escreveram este texto a muitas mãos:

Saímos do Castelo e fomos para baixo…para baixo…para baixo… Descemos as escadas e à direita subimos. Lá está a Casa da Achada! Lá está a Eduarda Dionísio (Beatriz Alexandre). Fomos ao primeiro encontro de leitores no Centro Mário Dionísio, ouvir a escritora Margarida Vale de Gato que gosta muito de poesia. (Alec)

Estavam lá alunos do 11.º ano da Escola Gil Vicente. Os meninos do 11.º ano são engraçados… A Patrícia não gosta de poesia, porque não percebe poesia… A Margarida leu um poema de coelhos. (Tomás)

A poesia é a língua da imaginação e da criatividade. A senhora Margarida Vale de Gato perguntou se gostávamos de poesia. Todos disseram que sim. Menos a Patrícia…(Pedro)

Nós cantámos poemas para os meninos da Escola Gil Vicente e eles adoraram! Eu gosto de poesia, porque é uma palavra bonita. (Gabriel)

Gosto de poesia, porque me faz feliz. (Mariana Santos)

Gosto muito de poesia, porque às vezes faz-me pensar e sorrir. (Rodrigo)

Gosto muito de poesia, porque as pessoas são livres a escrever, podem inventar coisas.

A poesia é livre de fazer o que quiser, a poesia obriga-nos a pensar e a imaginar. (Íris)

Os poemas andam nos livros e eu gosto de lê-los. (Madalena)

Há uns que são engraçados. E outros que não são. (André)

A Margarida inspirou-nos dizendo tantas palavras que nós não conhecíamos.

                                                Os alunos do 2.º ano manhã da Escola do Castelo

Os encontros de leitores continuam todas as últimas quartas-feiras de todos os meses, excepto em Maio, até Dezembro. O próximo encontro é no dia 27 de Março, às 14h30, com o escritor Miguel Castro Caldas, e é aberto a quem se quiser juntar.

2 a 4 de Março: Oficina de cartoons; leitura de ‘A arte de pintar’; cinema com ‘Khule Wampe’; ciclo de palestas sobre Mário Dionísio na Amadora

26 de Fevereiro de 2013

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MAKE WAR WITH CARTOONS
Oficina
Domingo, 3, das 15h30 às 17h30

Nos três primeiros domingos de Março vamos, com Zé d’Almeida, fazer cartoons, que também se combate assim.

Para todos a partir dos 16 anos. A oficina continua nos domingos 10 e 17 de Março.

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CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 4 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura comentada, com projecção de imagens, de A arte de pintar de Tristan Klingsor, traduzido e anotado por Mário Dionísio, por Manuela Torres.

CICLO DE CINEMA – DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM
Segunda-feira, 4 de Março, 21h30

Nesta segunda-feira deste ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos Kuhle Wampe (1932, 71 min.) de Slatan Dudow, com argumento de Bertold Brecht e música de Hanns Eisler. Quem apresenta é Diana Dionísio.

Parece que o centro do mundo é o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado – a poupança até tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribuído, e por aí fora.
Se todos tivéssemos dinheiro, não havia Banco Alimentar. Se todos tivéssemos dinheiro, não se morria à fome, nem havia misericórdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subsídios de desemprego e de reinserção (quando os há), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heranças, partilhas, limites de propriedades… com o dinheiro ao centro.
O dinheiro é mesmo o centro do mundo. E, porque parece sê-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organizámos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.

Ver aqui a restante programação do ciclo.

Cartaz M. Dionísio
AS VÁRIAS FACETAS DE MÁRIO DIONÍSIO
Ciclo de Palestras
Sábado, 2 de Março, 14h30
Biblioteca Municipal Fernando Piteira Santos (Reboleira, Amadora)

No encerramento da exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Biblioteca Piteira Santos, na Amadora, acontece um ciclo de palestras em jeito de maratona: Rui Canário fala sobre Mário Dionísio, o professor; Cristina Almeida Ribeiro sobre o escritor; Regina Guimarães sobre o pintor; e Eduarda Dionísio sobre o cidadão.

‘Bichos, bichinhos e bicharocos’ na Escola do Castelo

23 de Fevereiro de 2013

A turma do 2º ano da professora Ariana, da Escola n.º 10 do Castelo, em colaboração com a Casa da Achada e com a Biblioteca do Castelo pela mão da professora Teresa Aurora, tem andado à volta do livro Bichos, bichinhos e bicharocos de Sidónio Muralha, ilustrado por Júlio Pomar. Podem saber mais aqui!

As crianças da turma têm ensaiado com Pedro Rodrigues e Susana Baeta as canções de Francine Benoit a partir dos textos do livrinho, e fizeram vários desenhos dos bichos, bichinhos e bicharocos, até construíram um cão em madeira. E se o papagaio é como muitas pessoas, como são as pessoas? Os meninos e meninas respondem.

A exposição dos desenhos foi inaugurada na quarta-feira, na Biblioteca da Escola do Castelo, onde Eduarda Dionísio leu o seu texto sobre o livro.

Queridos meninos da Escola do Castelo,

O sapo sapinho doutor, o papagaio que faz banzé, o grilo da perna torta, a menina da estrelinha miudinha a luzir, e mais uns quantos que vocês agora conhecem, ficaram meus amigos para toda a vida. E trago-os muitas vezes dentro da cabeça, mesmo quando não dou muito por isso. E outras vezes aparecem-me uns versos do Sidónio Muralha na ponta da língua. E os desenhos do Pomar na ponta das pestanas. E foi há tantos, tantos anos que fiz estes amigos. E muitos outros meninos também.

Tive a sorte que nem todos tiveram de conhecer quem escreveu, quem desenhou e quem inventou as músicas que estão neste livro. A Francine Benoit ainda me ensinou um bocadinho de piano… Vejam lá…

Quando a minha filha já lia, passei-lhe o livro e aconteceu-lhe, parece-me, uma coisa parecida. Até lhe comprei uma nova edição, acabada de sair – mas infelizmente muito mais feia – a ver se não se estragava ainda mais o belíssimo livro com que eu tinha andado para trás e para diante, e que até tem uma dedicatória do Sidónio Muralha e do Júlio Pomar …

Um livro cheio de verdes, vermelhos, azuis e amarelos e traços do Pomar que não coincidem com as cores – e era a isso que eu achava graça. E ainda acho. Vejam lá…

Lembro-me muito mais do livro, que me foi acompanhando, do que do Sidónio Muralha, que o escreveu, e que depois escreveu muitos outros livros para crianças. Eu era muito pequena quando ele foi para fora de Portugal – primeiro para África, depois para o Brasil, onde passou a viver e onde morreu. Só cá vinha às vezes.

O Sidónio Muralha saiu de cá porque não conseguia viver e escrever num país sem liberdade, como foi esta nossa terra até ao 25 de Abril de 1974. Eram perseguidos e mesmo presos aqueles que queriam que o mundo fosse de outra maneira e faziam coisas para isso acontecer.

Foi por quererem um mundo em que todos pudessem dizer o que pensavam e onde não houvesse pobres e ricos – os pobres a sofrerem e os ricos de perna estendida – que Mário Dionísio, o meu pai, e Sidónio Muralha (e muitos outros, como o Pomar e a Francine) se tornaram amigos para a vida inteira e fizeram coisas juntos.

Por exemplo, ainda antes de eu ter nascido, no sítio onde hoje é a Casa do Alentejo, ali em baixo, Mário Dionísio com muitos amigos (o Sidónio Muralha e a Francine Benoit estavam neste grupo), organizaram uma série de sessões sobre assuntos a que nem toda a gente ligava e de que as pessoas sabiam pouco, para elas ficarem a saber mais (arte, literatura, música, pintura…). Pois olhem, fez-se a primeira e a segunda foi interrompida pela polícia. E não pôde haver mais. E as pessoas ficaram sem saber o que podiam ter aprendido.

Alguns deles eram poetas. Também isso juntava Mário Dionísio a Sidónio Muralha. Muito novos ainda, pouco tempo antes dessas sessões na Casa do Alentejo, publicaram quase ao mesmo tempo, os seus segundos livros de poemas numa mesma colecção chamada «Novo Cancioneiro» que juntou muitos mais poetas além deles. Todos queriam escrever de uma maneira nova, para mais gente do que aqueles que costumavam de ler, e falar nos seus versos de coisas que então apareciam pouco na poesia.

«Poemas» chama-se o livro de Mário Dionísio que saiu nesta colecção, quando ele tinha 25 anos. «Passagem de Nível» era o nome do livro do Sidónio Muralha, tinha ele 22.

Foi aqui que começaram novas maneiras de escrever. A isso se chamou «Neo-realismo», de que uns gostam e outros não, e que mais tarde vocês virão a saber o que foi. Hoje digo só que, para todos eles, o povo era muito importante. E mudar o mundo ainda mais.

Grande abraço da
Eduarda Dionísio
Fevereiro de 2013

E a turma ainda cantou umas canções!

A Escola do Castelo tem colaborado várias vezes com a Casa da Achada, nomeadamente na «Leitura Furiosa» e, mais recentemente, no projecto «Palavras que o vento não levará».

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020