Ligações rápidas

Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

JÚLIO POMAR

23 de Maio de 2018

Faltam-nos as palavras para deixar aqui uma nota sobre partida do sócio fundador Júlio Pomar, que já em 1945 Mário Dionísio adivinhava vir a ser um grande pintor. Um abraço aos mais próximos.

A décima quinta Leitura Furiosa: 18, 19 e 20 de maio

22 de Maio de 2018

Este ano a Leitura Furiosa aconteceu nos dias 18, 19 e 20 de Maio na Casa Achada e, ao mesmo tempo, na cidade de Amiens (em França), onde nasceu, e no Porto.

Na sexta-feira 18 de Maio, cada um dos grupos se reuniu com um escritor, conviveram, almoçaram juntos e conversaram durante horas. Um momento especial onde os grupos, de pessoas zangadas com a leitura, não leitores habituais, se divertiram e se aproximaram da magia da escrita. À noite, os escritores escreveram em casa um pequeno texto, a partir do encontro.

No sábado 19 de Maio, os grupos voltaram a encontrar-se, desta vez na Casa Achada, leram o texto, falaram sobre ele, e mudaram o que quiseram. Entretanto os desenhadores ilustraram os textos, à vista de todos. A seguir, houve um grande almoço no quintal com todos os participantes e depois alguns deles foram a visitar uma livraria ou biblioteca.

No domingo 20 de Maio, distribuíram-se as brochuras com os textos ilustrados (os de França foram traduzidos para português) e fez-se a sua leitura pública em voz alta por actores, e alguns deles foram musicados e cantados, perante uma muito boa assistência de público. O encerramento do encontro furioso teve lugar com um animado lanche no quintal.

Este ano participaram na Leitura Furiosa: pessoas do Centro de Apoio Social de São Bento, do Conselho Português para os Refugiados, da Escola do Castelo, da Escola Gil Vicente, do GAT/IN-Mouraria e da Rádio Aurora, os escritores Alexandra Lucas Coelho, Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires, Miguel CardosoMiguel Castro Caldas e Nuno Milagre, os ilustradores Almeida GarcezCatarina SobralJoão Cabaço, Marta CaldasNadine RodriguesPierre Pratt, os actores e músicos Diogo DóriaF. Pedro OliveiraFernanda Neves, Inês Nogueira, Isabel Pinto, Margarida RodriguesPedro RodriguesRubina Oliveira, Rui Rodrigues, Sofia Marques e Susana Baeta.

Como foi o 25 de Abril / 25 Aprile na Casa da Achada

14 de Maio de 2018

Este ano festejámos um duplo 25 de Abril, entre Itália e Portugal. 25 de Abril em Itália também é feriado. Foi em 1945, como em Portugal em 1974, o princípio do fim de uma ditadura e de uma guerra. Em Itália, a Segunda Guerra Mundial. Juntar portugueses e italianos e contar como foi contraria o esquecimento e faz pensar.

No sábado 21 de Abril inaugurámos a exposição de fotografia O DONNA DONNA (Ó MULHER MULHER), de Giuseppe Morandi, e lançámos um DVD com o documentário de Peter Kammerer e Hans Goetze Oxenius, CONHECES ESTA TERRA?, de 1977, sobre a intervenção de associações urbanas e campesinas no norte de Itália: as suas práticas, as suas ideias, as suas canções nos finais dos anos 70 do século XX, na altura em que em Portugal se estava a sair do «PREC». Uma ideia diferente de Veneza e da Planície do Pó para quem as vê apenas como destinos turísticos.

À projecção seguiu-se uma conversa sobre o filme e as questões que pôs: o papel das associações, os instrumentos de intervenção, o conceito de cultura, o que vem a ser «mudar o mundo», o que mudou e não mudou em 40 anos. Na conversa estiveram Gianfranco Azzali (Micio) e Giuseppe Morandi, fotógrafo e autor da exposição de fotografia, ambos da Lega di Cultura de Piadena (uma das associações que é tratada no filme) e também alguns amigos da CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Na segunda-feira 23 de Abril ao fim da tarde, em vez da habituais leituras do ciclo «Paleta e o Mundo», Mariana Pinto dos Santos deu-nos pistas para ver a exposição de Morandi.

No dia 24 estivemos «à mesa com Peter Kammerer», autor do posfácio da última edição de MANUSCRITOS de Marx (1844). Kammerer falou-nos sobre os MANUSCRITOS, sobre a sua actualidade singular e urgente, e sobre o fio vermelho que percorre e une este livro com toda a obra de Marx.

No 25 de Abril houve uma grande festa com actuação do coro da Achada e conversa sobre o 25 de Abril português e italiano, nas vozes de cá e de lá (com Micio, Morandi, Tamino, Auretta, Kammerer, Graziella, etc.).

Nesse dia inaugurou-se também a exposição que dedicámos a Ângelo Teixeira (E ASSIM PERSPECTIVEI O SENTIDO DOS DIAS), com fotografias, cartazes, letreiros, os mais variados objectos e a edição de um livro seu de poemas, e lançámos ainda uma colecção de autocolantes ARTE E REVOLUÇÃO feitos por 25 artistas diferentes: Alain Campos, Amarante Abramovici, André Ruivo, Banlieue Banlieue, Bárbara Assis Pacheco, Beatriz Bagulho, Cristina Reis, dan, Dedo Mau, Francisca Lima, Joana Rodrigues, João Alves, João Bonito, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marxa, Nadine Jacinto Rodrigues, PAM, Paulo Barrosa, Pedro R, Pedro Zamith, Pierre Pratt, Sara e André, Sónia Gabriel e Tinta Crua.

A terminar a semana, no dia 29 de Abril, projectámos o documentário NÓS, OPERÁRIAS DA SOGANTAL de Nadejda Tilhou e conversámos sobre o que mudou na vida das mulheres depois do 25 de Abril…

25 Aprile / 25 de Abril

23 de Abril de 2018

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017