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Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
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Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

1 de Dezembro de 2021

Para consultar a programação para este mês

da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

clicar AQUI

Ouvido de Tísico nº 26

17 de Janeiro de 2022

O próximo Ouvido de Tísico é já o número 28 (vamos ouvir o programa DO SILÊNCIO no domingo 23 de Janeiro às 15h30), mas a verdade é que estava prometido (já desde o ano passado!) publicar o Ouvido de Tísico nº 26: RÁDIO CABUL – A RESISTÊNCIA É A LIBERDADE DE TODOS, um programa feito por André Luís Alves, que ouvimos na Casa da Achada em Novembro. Aqui está ele:

https://archive.org/details/ot-26

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

6 de Janeiro de 2022

Este poema de «Le feu qui dort» levou-nos a Joan Miró: uma pintura intitulada A cobra com papoilas andando sobre um campo de violetas povoado por lagartos enlutados


54.
Por muito que gritemos vitória
sobre as fraquezas pretensamente
irrisórias

Sob as flores cilada da curva da estrada
a nossa víbora
torturada torcionária
aguarda

(trad. de Regina Guimarães)

Fronteiras de resistência – notícia de uma viagem a Cambedo da Raia

30 de Dezembro de 2021

Nos dias 18 e 19 de Dezembro de 2021 o coro da Achada deslocou-se a Cambedo da Raia (concelho de Chaves) e a Campobecerros, terras de fronteira onde se homenagearam resistentes aos fascismos ibéricos. A história oficial repete que os vizinhos de Cambedo abrigaram criminosos. Ali ouviu-se uma história bem diferente.

O coro deslocou-se de autocarro, transporte garantido pelo Museu do Aljube, que se associou às duas acções de homenagem organizadas por Paula Godinho, antropóloga da Universidade Nova que realizou trabalhos de investigação naquela região durante vários anos. O fim-de-semana foi organizado em colaboração com várias pessoas e entidades interessadas na memória histórica da resistência anti-franquista e anti-salazarista, do lado de cá e do lado de lá da fronteira. Eram antropólogos, arqueólogos, historiadores, membros de movimentos cívicos e grupos políticos, associações locais e museus, de associações e grupos musicais, amigos e amigas dos dois lados da raia.

No dia 18 realizou-se no centro da aldeia de Cambedo da Raia um acto de homenagem aos “vizinhos de Cambedo”, terra que albergou resistentes anti-fascistas e que foi atacada violentamente (e bombardeada!) por uma acção conjunta da Guardia Civil, do exército e da GNR portuguesa (com a colaboração da PIDE). Dois dos resistentes foram assassinados. Um terceiro foi preso e enviado para o campo do Tarrafal, em Cabo Verde. Isto aconteceu em 1946, bem depois do fim da Guerra Civil Espanhola e já terminada a Segunda Guerra Mundial.

Cambedo servia de apoio a vários refugiados e guerrilheiros galegos que se opunham às forças franquistas e procuravam escapar aos fuzilamentos, ao terror e à repressão. No entanto, muitos deles eram descritos pelas autoridades simplesmente como malfeitores, criminosos ou contrabandistas. A «Guerra do Cambedo», em que habitações foram destruídas, pessoas feridas e dois guerrilheiros mortos, foi encoberta pela censura.

A GNR e a PIDE farão dezenas de detenções na região, prendendo famílias inteiras, acusadas de acolher «bandos de malfeitores». No dia 21 de dezembro de 1946, há 75 anos, estavam refugiados em Cambedo três guerrilheiros galegos: Demetrio García Alvarez, Juan Salgado Ribero e Bernardino Garcia y Garcia.

A repressão feroz foi lembrada nesta ocasião, ao mesmo tempo que foi elogiada a coragem e a solidariedade dos vizinhos de Cambedo que esconderam e ajudaram os perseguidos pelos regimes totalitários português e espanhol. Houve pequenos discursos de organizações locais (Centro Desportivo Cultural e Recreativo de Cambedo da Raia), da Junta de Freguesia de Vilarelho da Raia, de resistentes e ex-presos políticos, de membros de organizações anti-fascistas ou que lutam pelo “direito à memória histórica” (como a URAP ou o movimento Não Apaguem a Memória).

Depois das intervenções, ouviu-se um poema de Louis Aragon relacionado com a Guerra Civil de Espanha e o coro da Achada lançou canções alusivas à Guerra Civil Espanhola e à luta anti-franquista. Santo Cristo de Fisterre, em galego, En el pozo María Luisa, em castelhano, Só ouve o brado da terra (de Zeca Afonso), em português, foram algumas delas.

Estava uma centena de pessoas presentes. E alguns ausentes lembrados: por exemplo António Loja Neves, jornalista, escritor e documentarista, que correalizou com José Manuel Alves Pereira o filme «O Silêncio», precisamente sobre o silenciamento deliberado destes acontecimentos (este filme foi projectado na Casa da Achada em 2012 numa série de sessões realizadas sobre estes assuntos).

Seguiu-se mais música e festa, com acordeão, violino, gaita de foles e muitos adufes, com malta vinda do Porto (alguns dos «Bugalhos» e de vários grupos amigos) que cantou canções populares dos dois lados da fronteira. Vizinhas ofereceram uma jeropiga e ainda se esteve por ali até ao fim da tarde de Sábado, cantando e dançando ali no centro da aldeia, junto à igreja de Cambedo.

No Domingo de manhã foi a vez de se homenagear, num lugar na serra, do lado galego, perto de Campobecerros, outros homens: carrilanos que resistiram, depois do golpe franquista de 1936, à instauração da ditadura. Eram homens que trabalhavam na construção do caminho-de-ferro (daí o nome “carrilanos”) e que resistiram (até à morte) ao avanço dos falangistas.

Homenagem sentida e emocionada, junto a uma placa onde se lia «Em memória dos carrilanos portugueses, veciños do Concello de Castrelo do Val asasinados por forzas fascistas o 20 de Agosto de 1936/ O esquecemento leva a que feitos como estes se poidan repetir (3 Junho 2012)».

Primeiro, palavras de Pepe (“é preciso dizer que a Guerra Civil não foi uma ‘guerra civil’, foi um golpe!”) lembrando também que não foram só os antifascistas que foram atacados, presos e assassinados, mas todo o povo galego. Houve ainda agradecimentos finais feitos por Paula Godinho, com vários amigos e amigas galegas ali presentes. Depois do coro cantar algumas canções («pueblo que canta no morirá…»), cantámos juntos a inevitável «Grândola, Vila Morena».

Seguiu-se uma visita à campa não identificada de dois dos assassinados no cemitério de Campobecerros. E depois houve almoço num restaurante local e familiar, onde se comeu cozido galego e truta, enquanto se cantaram mais canções de luta e se trocaram histórias. E leram-se ali palavras da Autobiografia de Mário Dionísio sobre a Guerra Civil:

«A guerra de Espanha, aqui ao lado, vivida dia a dia e hora a hora com o ouvido colado aos aparelhos de TSF, por causa das interferências meticulosamente provocadas, por causa dos vizinhos (fossem eles quem fossem), com projectos ansiosos de ir lá ter («Partir./Partir para a pátria instável onde o grito salta das veias», versos meus de 38) e o remorso de ficar. As notícias diárias dos bombardeamentos, dos fuzilamentos, das aldeias destruídas, sem pão, sem armas. E o «no pasarán!». O não passarão vibrando no nosso desespero, ainda antes de gritado nas barricadas de Madrid, sentido em silêncio e lágrimas, neste país agrilhoado, esvaziado, com os amigos perseguidos, presos, torturados, muitos deles mortos não se sabia onde. Houve um tempo em que nem saber onde estavam se podia.»

Achada na Rádio – 29º programa

26 de Dezembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo nono programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 24 de Dezembro às 21h e no sábado 25 de Dezembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias da actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-29

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Contreiras, Adelino Gomes, Amigos da Casa da Achada, Antonino Solmer, António Ramos Rosa, Catherine Dumas, Clara Boléo, Cláudia Oliveira, Coro da Achada, Diana Dionísio, DJionísio, Eduarda Dionísio, Eupremio Scarpa, Filomena Marona Beja, Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, Ian “Lemmy” Kilmister, Inês Nogueira, Isabel da Nóbrega, João B. Serra, João Rodrigues, Lena Bragança Gil, Luca Argel, Luís Bigotte Chorão, Luis Miguel Cintra, Luísa Duarte Santos, Mário Dionísio, Miguel Ângelo, Motörhead, Nat King Cole, Pedro Rodrigues, Rádio Paralelo, Regina Guimarães, Rubina Oliveira, Sofia Ortolá, Toni, Ursula K. Le Guin, Xutos & Pontapés, Zé Mário Branco, Zeca Afonso.

Fez frio, esteve quente e a Achada cheia de gente

16 de Dezembro de 2021

O sol ajudou, mas o frio de fim de tarde não foi suficiente para desmobilizar quem se deslocou à Casa da Achada no passado fim de semana, 11 e 12 de Dezembro, quando se iniciaram os dias Faça frio ou esteja quente, Achada com a gente! E foram centenas de pessoas que acolhemos de coração cheio e a quem, agora, agradecemos.

Logo a abrir, no sábado, 11, o Coro da Achada juntou-se ao Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada para, em conjunto, apresentarem a nossa agenda para 2022. Trata-se da primeira agenda editada pelo Centro Mário Dionísio e baseia-se (sem se limitar a ele) no primeiro volume do diário inédito do próprio Mário Dionísio, chamado Passageiro Clandestino I, que lançáramos no 25 de Abril passado. Uma agenda que, para além da sua imensa utilidade e extraordinária beleza (isto falando com a proverbial modéstia de Mário Dionísio), nos lembra que, depois de tanto tempo com as nossas vidas entregues a peritos e especialistas, em 2022 «é preciso criar os dias».

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A Agenda para 2022 «É preciso criar os dias» está à tua espera na Casa da Achada, no seu horário de abertura. Também pode ir ter contigo a casa, se a pedires para centromariodionisio@gmail.com

Findo o espectáculo do Coro e do Grupo de Teatro, as pessoas que se tinham espalhado pelo Largo da Achada para assistirem foram-se dirigindo para o interior da Casa da Achada, onde, para além da Agenda, puderam ver as mil coisas que preparámos para preencher as nossas bancas: muitos livros, entre os quais todas as nossas edições, t-shirts, doces, palavras cruzadas, cadernos, pechinchas vintage, CDs, K7s, serigrafias e um sem fim de lembranças. Quem quis pôde até habilitar-se a um cabaz (na verdade eram dois) daqueles de fazer o pai natal chorar de inveja sobre coca-cola derramada.

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No próximo dia 19, há o sorteio de mais dois cabazes. Apressa-te a apetrechar-te com o papel habilitador! Dirige-te à Casa da Achada no seu horário de abertura para o adquirires!

Nas bancas, a grande novidade destes dias ainda largava um cheiro a gráfica, o odor inconfundível de «livro acabado de sair do forno» (em sentido figurado, claro): o segundo volume de Passageiro Clandestino, o diário inédito de Mário Dionísio, devidamente acompanhado, talvez não casado mas, pelo menos, em união de facto, com as respectivas Notas, obra de Eduarda Dionísio. A própria lançou a sessão, onde essa ideia de inseparabilidade entre «Diário» e «Notas» foi dita e repetida.

A abrir tudo, um inesperado e extraordinário acontecimento: a «devolução» do quadro Ave oculta, uma pintura abstracta de 1992 que Mário Dionísio oferecera a Isabel da Nóbrega. Esta, entre outras coisas, incumbiu a filha (também Isabel) de, à sua morte, «devolver» o quadro à filha de quem o pintou. Esse momento aconteceu ali, é irrepetível, e surgiu como uma 1103ª nota, esta apresentada ao vivo e a cores (agora diz-se «em tempo real»). O quadro Ave oculta pode agora ser visto na Casa da Achada.

Para a ajudarem a explicar o que se passa neste segundo volume do diário de Mário Dionísio, Eduarda Dionísio convidou várias pessoas que tinham tido o privilégio de ler estes documentos antes de estarem disponíveis para o comum dos mortais.

Tal como no lançamento do primeiro volume, a abordagens mais filosóficas ou antropológicas, de investigadores e curiosos, juntaram-se testemunhos de quem esteve com o(s) livro(s) em trabalhos de bastidores, nomeadamente quem o(s) ajudou a rever e a existir enquanto objecto. E assim ouvimos as impressões de Clara Boléo, Cláudia Oliveira, Catherine Dumas, João Rodrigues, João B. Serra, Luísa Duarte Santos, Adelino Gomes, Luís Miguel Cintra, Luís Bigotte Chorão.

Entre leituras de excertos deste segundo volume do Passageiro Clandestino – seleccionadas e lidas por Inês Nogueira e Lena Bragança Gil -, muitas coisas foram ditas, muitas citações lidas, muitos sorrisos trocados, muitas cumplicidades criadas ou reforçadas. Tantas, que a sessão, apesar de ter começado, como previsto, pelas 16h30, não permitiu que toda a gente convidada conseguisse falar e transbordou ainda para as conversas informais que aconteceram depois no jardim, deixando a vontade de se voltar, em breve, a esta conversa à volta do Passageiro Clandestino II e suas notas.

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O inédito Volume II do diário de Mário Dionísio Passageiro Clandestino está disponível na Casa da Achada. Visita-nos no nosso horário de abertura.

O convívio no jardim, regado a comes&bebes, foi aveludado pelo DJ set temático de DJionísio, que ajudou a aguentar o acentuado arrefecimento nocturno e que, se não fez dançar todos os esqueletos, chegou a abanar alguns bem improváveis.

No domingo, dia 12 de Dezembro, o nosso jardim albergou a 27ª sessão da rubrica Ouvido de tísico, que nos presenteou com a audição integral do recém editado CD duplo Zé Mário Pirata, um conjunto de mais de 20 versões de músicas e canções de José Mário Branco que a Rádio Paralelo coordenou e lançou. Seguiu-se uma conversa animada que aproveitou a presença de alguns dos artistas envolvidos para se espalhar dos pormenores da participação ou da produção até questões prático-filosóficas relacionadas com direitos de autor e propriedade intelectual. Ainda temos alguns exemplares do Zé Mário Pirata para quem quiser.

Ah, e a fechar o domingo, ainda oferecemos dois cabazes!

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Os dias «Faça frio ou esteja quente, Achada com a gente!» continuam até 23 de Dezembro. Passa por cá para te lambuzares com as nossas bancas.

Achada na Rádio – 28º programa

15 de Dezembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo oitavo programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 10 de Dezembro às 21h e no sábado 11 de Dezembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias da actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-28

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Adão Contreiras, Antonino Solmer, Clara Boléo, Claudio Mur, Diana Dionísio, Eduarda Dionísio, Eupremio Scarpa, Ferro Rodrigues, Inês Nogueira, Mário Dionísio, Miguel Cardoso, Otis Redding, Pedro e Diana, Pedro Rodrigues, Rubina Oliveira, Sérgio Godinho, Toni.

O próximo programa será na sexta-feira 24 de Dezembro às 21h, para acompanhar a consoada, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Faça frio ou esteja quente, Achada com a gente!

6 de Dezembro de 2021

A partir de 11 de Dezembro e até ao dia 23 de Dezembro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio põe à venda as suas mais recentes edições, incluindo muitas novidades e realiza uma série de actividades fora do baralho. Entre as mais recentes edições estão o volume II de «Passageiro Clandestino» (diário inédito de Mário Dionísio), uma agenda para 2022 e outras surpresas. Serão dias com espectáculos musicais, com livros e leituras, encontros e debates. Coisas bonitas, ideias e gente para continuar pelo próximo ano fora: por outras formas de fazer e pensar a cultura, faça chuva ou faça sol.

Programa de sessões:

11 de DEZEMBRO – 15H30
LANÇAMENTO DA AGENDA «É PRECISO CRIAR OS DIAS»
Este ano, pela primeira vez, a Casa da Achada lança uma original e prática agenda para 2022, com citações do primeiro volume do diário de Mário Dionísio, PASSAGEIRO CLANDESTINO, e outras reproduções de materiais do seu espólio. O lançamento terá leituras e canções pelo Coro e pelo Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada.
LANÇAMENTO DO 2º VOLUME DO PASSAGEIRO CLANDESTINO
Depois do lançamento em Abril passado do 1º volume do diário de Mário Dionísio, PASSAGEIRO CLANDESTINO, escrito entre 1950 e 1957, lançamos agora o 2º volume, escrito entre 1959 e 1967. Tal como aconteceu com o 1º volume, publicamos em conjunto um outro tomo de Notas ao diário, da autoria de Eduarda Dionísio.
O volume será apresentado por Adelino Gomes, António Pedro Pita, Catherine Dumas, Clara Boléo, João Rodrigues, João B. Serra e Luísa Duarte Santos e haverá leituras por Inês Nogueira e Lena Bragança Gil. Seguir-se-á uma conversa com a participação destes e doutros convidados.

12 de DEZEMBRO – 15h30
OUVIDO DE TÍSICO – ZÉ MÁRIO PIRATA
Vamos ouvir uma antologia de versões de canções de Zé Mário Branco acabada de sair: o disco duplo «Zé Mário Pirata», editado pela Rádio Paralelo. Ouviremos mais de uma dezena de artistas e bandas que responderam ao desafio de fazer uma versão de uma música e podemos conversar com alguns deles no fim.

13 de DEZEMBRO – 18h30
ARTES PÚBLICAS E PRIVADAS – CICLO A PALETA E O MUNDO
Leitura de «Artes públicas e privadas» de Eduarda Dionísio. Por Pedro Rodrigues.
Em Dezembro, interrompemos o ciclo «A Paleta pergunta e o Mundo responde» para ler um ensaio/conferência de Eduarda Dionísio publicado em 1997.
Podem as artes (públicas e privadas) ser uma alavanca do mundo?

13 de DEZEMBRO – 21h30
CINEMA: DOROGOY TSENOY / O CAVAVO QUE CHORA
Nesta sessão do ciclo «A cor no cinema» projectamos o filme «Dorogoy Tsenoy/ O cavalo que chora» (1957, 98′) de Mark Donskoi.

19 de DEZEMBRO – 16h
LEITORES ACHADOS
Os Leitores Achados encontram-se na Casa da Achada para ler em conjunto e comentar um conto.

20 de DEZEMBRO – 18h30
ARTES PÚBLICAS E PRIVADAS – CICLO A PALETA E O MUNDO
Leitura de «Artes públicas e privadas» de Eduarda Dionísio. Por Pedro Rodrigues.
Em Dezembro, interrompemos o ciclo «A Paleta pergunta e o Mundo responde» para ler um ensaio/conferência de Eduarda Dionísio publicado em 1997.
Podem as artes (públicas e privadas) ser uma alavanca do mundo?

20 de DEZEMBRO – 21h30
CINEMA: SESSÃO DE CURTAS METRAGENS
Nesta sessão do ciclo «A cor no cinema» projectamos projectamos curtas metragens de Normal McLaren, Walt Disney, Fernando Lopes e Manuel de Oliveira.

O 2º volume do diário de Mário Dionísio

29 de Novembro de 2021

Está no prelo o 2º volume de Passageiro clandestino, o diário inédito de Mário Dionísio. Este volume foi escrito entre 1959 e 1967.
Tal como o primeiro volume, é acompanhado de um grosso volume de notas, feitas por Eduarda Dionísio.
O lançamento será no próximo sábado 11 de Dezembro às 15h30, na Casa da Achada. O volume será apresentado por Adelino Gomes, António Pedro Pita, Catherine Dumas, Clara Boléo, João Rodrigues, João B. Serra e Luísa Duarte Santos e haverá leituras por Inês Nogueira e Lena Bragança Gil. Seguir-se-á uma conversa com a participação destes e doutros convidados.
No mesmo dia, lançamos também a agenda para 2022 «É preciso criar os dias», com citações do 1º volume de Passageiro Clandestino.

É preciso criar os dias – Agenda 2022

28 de Novembro de 2021

Achada na Rádio – 27º programa

28 de Novembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo sétimo programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 26 de Novembro às 21h e no sábado 27 de Novembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-27

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Adão Contreiras, André Luís Alves, Antonino Solmer, Coro da Achada, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Grupo de Teatro Comunitário, Inês Nogueira, Isabel Lopes Cardoso, Jean-Luc Godard, Jorge de Sena, Lena Bragança Gil, Mário Cesariny, Mário Dionísio, Mário Viegas, Nancy Sinatra, Nina Hagen, Northern Cree, Pedro e Diana, Pedro Rodrigues, Toni, Ursula Le Guin

O próximo programa será na sexta-feira 10 de Dezembro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Achada na Rádio – 26º programa

15 de Novembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo sexto programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 12 de Novembro às 21h e no sábado 13 de Novembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-26

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Contreiras, Alexandre, Ana Baltazar, Antonino Solmer, António Mota Redol, Carlos de Oliveira, Clara Boléo, Clarice Lispector, Claudio Mur, Clelia Bettini, Los Chikos del Maíz, David Bowie, Diana Dionísio, Djuna Barnes, Dolores Ibárruri, Domingos Lobo, Eupremio Scarpa, F. Pedro Oliveira, GAC, Inês Nogueira, João César Monteiro, José Cardoso Pires, Lena Bragança Gil, Luís de Camões, Luísa Duarte Santos, Margarida Gil, Mariana Varela, Mário Dionísio, Otelo, Pedro Rodrigues, Serena Cacchioli, Sérgio Godinho & Xana, Sérgio de Sousa, Sofia Ortolá, Teia Campos, Victor Jara.

O próximo programa será na sexta-feira 26 de Novembro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Achada na Rádio – 25º programa

31 de Outubro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo quinto programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 29 de Outubro às 21h e no sábado 30 de Outubro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-25

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Conteiras, Alexandre O’Neil, Aline Frazão, Antonino Solmer, Antonio Catalano, Diana Dionísio, Djuna Barnes, Elza Soares, Eupremio Scarpa, F. Pedro Oliveira, Filipe Almeida, Francisca Sarmento, Inês Nogueira, Jacqueline Fortes, Joana Guerra, João Paulo Esteves da Silva, Jorge de Sena, Lena Bragança Gil, Margarida Rodrigues, Mariana Varela, Otelo, Mário Dionísio, Paulo Barrosa, Pedro Augusto, Pedro Rodrigues, Raúl Seixas, Serena Cacchioli, Sofia Ortolá, Toni.

O próximo programa será na sexta-feira 12 de Novembro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Achada na Rádio – 24º programa – especial aniversário

16 de Outubro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo quarto programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 15 de Outubro às 21h e no sábado 16 de Outubro às 17h, na Rádio Paralelo e que é um especial aniversário, em que podemos ouvir alguns registos do que se passou nos seis dias A ACHADA NO 12º ANO. Lançamos também um novo desafio COM TRÊS PALAVRINHAS APENAS…

https://archive.org/details/ar-24

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Contreiras, Adelina Precatado, Alfred Hitchcock, Aline Frazão, André Silva, Aníbal Raposo, Antonino Solmer, Bento de Jesus Caraça, Cantacronache, Coro da Achada, Diana Dionísio, Diogo Dória, DJionísio, Eduarda Dionísio, Emilio Jona, Eupremio Scarpa, Francesco Bertelli, Inês Nogueira, Joana Bagulho, João Rodrigues, Lena Bragança Gil, Luis Pastor, Margarida Guia, Mário Dionísio, Paula Silva, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Raymond Queneau, Regina Guimarães, Relâmpago, Rocco Rosignoli, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Susana Queijo, Tiago Afonso e todas as outras pessoas que estiveram na Casa da Achada nos seis dias A ACHADA NO 12º ANO.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

O próximo programa será na sexta-feira 29 de Outubro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

A CASA DA ACHADA NO SEU 12º ANO

7 de Outubro de 2021

Que bom que foi passar o 12.º ano do Centro Mário Dionísio com a Casa da Achada cheia de amigos e amigas! Foi uma meia d´úzia de dias cheios de actividades e com muitas «disciplinas»: da matemática à hist´ória do século XX, da música à política, da educação visual à sociologia do quotidiano, da teoria da arte ao cinema, com uma última lição (que na verdade foi um debate…) sobre educar e aprender. E até houve uma visita de estudo e, claro, muito tempo para recreio. Também andámos em busca de fundos para ajudar a casa a continuar: houve comes e bebes, venderam-se edições da casa e muitos objectos com ideias dentro.

Esteve muita gente na Casa e no Largo da Achada durante estes seis dias…

Na tarde de domingo houve uma oficina de «Técnicas de expressão» a partir dos «Exercícios de estilo» do Raymond Queneau. E leram-se os textos hilariantes que daí resultaram!
No fim da tarde de domingo houve uma conversa bem viva com gente que leu (ou anda a ler) o «Passsageiro Clandestino», diário de Mário Dionísio com notas de Eduarda Dion´´ísio.
Numa das manhãs houve uma oficina em que se reutilizaram tintas para fazer paninhos com mensagens sobre o direito à habitação. Estas são as mãos da Rubina Oliveira, que orientou a oficina…
No domingo houve também uma sessão dedicada à Margarida Guia, uma grande amiga falecida este verão. Momentos de emoção e de improvisos com música e poesia, com uma pontinha de loucura, como imaginamos que ela gostaria. E usámos a sua biblioteca ambulante, a «Bibliambule», que ela deixou à Casa da Achada, porque tantas vezes aqui em Lisboa a usou… Que saudades, Margarida!
No sábado, depois de uma interessantíssima conversa com Emilio Jona, Rocco Rosignoli e João Rodrigues sobre música, política e sociedade, o coro da Achada fez um espectáculo a propósito dos 150 anos da Comuna de Paris. «Vive la commune!»
No convívio de Sábado à noite, houve Djionísio «in the house», com canções para (quase) todos os gostos. E até se dançou!

Podes encontrar aqui fotos de outras sessões e de muitos momentos…

Achada na Rádio – 23º programa

19 de Setembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo terceiro programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 17 de Setembro às 21h e no sábado 18 de Setembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-23

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Contreiras, Adelina Precatado, Alfred Hitchcock, Aline Frazão, Amigos da Casa da Achada, Ana Queijo, Antonino Solmer, Cantacronache, Carlos Paião, Célia Correia Loureiro, Chico Buarque, Clara Amaro, Clara Boléo, Claudio Mur, Coro da Achada, David Perlov, Delacroix, Diana Dionísio, Diogo Dória, DJionísio, Egberto Gismonti, Emilio Jona, Eupremio Scarpa, Ferreira de Castro, Goya, Inês Nogueira, João Dias, João Rodrigues, José Smith Vargas, Lena Bragança Gil, Luca Argel, Margarida Guia, Margot, Mariana Varela, Mário Dionísio, MC5, Pedro Rodrigues, Picasso, Pignon, Regina Guimarães, Rob Tyner, Rocco Rosignoli, Rubina Oliveira, Tiago Afonso.

O próximo programa será na sexta-feira 15 de Outubro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

A Casa da Achada no 12º ano

13 de Setembro de 2021

É verdade, faz quase 12 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está aberta ao público, na Rua da Achada, em Lisboa! Uma dúzia de anos de porta aberta a divulgar a obra de Mário Dionísio e a fazer mil outras actividades.

A CASA DA ACHADA NO 12º ANO serão seis dias para nos encontrarmos, convivermos, recheados de sessões variadas – oficinas, conversas, música, cinema… que nos farão passar pela Matemática, a História do Séc. XX, a Educação Visual… até pela Introdução à Utopia, para nos perguntarmos sobre aprendizagens e liberdade.

Dias em que esperamos a vossa visita à exposição e às novas edições, a vossa participação nas sessões e o vosso apoio para continuar.

ISABEL DA NÓBREGA

5 de Setembro de 2021

No passado dia 2 de Setembro, morreu Isabel da Nóbrega, escritora e colaboradora regular de numerosas publicações periódicas e de programas de rádio. Grande amiga de Mário Dionísio e de Maria Letícia, sua companheira.

Foi Mário Dionísio que fez o discurso da entrega do Prémio Camilo Castelo Branco da Sociedade Portuguesa de Escritores em 1965 a Isabel da Nóbrega, que o ganhou com o romance Viver com os outros, quando ainda havia poucos prémios literários. Há correspondência sua no Espólio de Mário Dionísio e é várias vezes referida em Passageiro Clandestino, o diário de Mário Dionísio, actualmente em publicação pela Casa da Achada-Centro Mário Dionísio.

A forte relação de Isabel da Nóbrega com Mário Dionísio é bem visível num depoimento seu, gravado por Regina Guimarães, na Casa da Achada ainda em obras, e que podem ver aqui:

É uma grande perda. Também para a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, de que foi uma fundadora e colaboradora das mais empenhadas, enquanto a saúde lho permitiu. Vamos, evidentemente, sentir muito a sua falta.

Achada na Rádio – 22º programa

4 de Setembro de 2021

Aqui publicamos o vigésimo segundo programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 3 de Setembro às 21h e no sábado 4 de Setembro às 17h, na Rádio Paralelo.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-22

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Adão Contreiras, Ana Queijo, Antonino Solmer, Carlos de Oliveira, Clara Boléo, Diana Dionísio, Eduardo Galeano, Eupremio Scarpa, F. Pedro Oliveira, Gal Costa, Inês Nogueira, João Rodrigues, Lena Bragança Gil, Mano Negra, Maria Letícia, Mário Dionísio, Morgane Masterman, Pedro e Diana, Pedro Rodrigues, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Tom Zé.

O próximo programa será na sexta-feira 17 de Setembro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Achada na Rádio – 21º programa

21 de Agosto de 2021

Aqui publicamos o vigésimo primeiro programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 6 de Agosto às 21h e no sábado 7 de Agosto às 17h, na Rádio Paralelo.

Por lapso, o programa que foi transmitido na Rádio Paralelo deixou de fora a rubrica «O que é que aconteceu hoje?» do nosso querido Eupremio Scarpa. O programa aqui publicado já inclui essa rubrica.

ACHADA NA RÁDIO é um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-21-final

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Adão Contreiras, Ana Queijo, Antonino Solmer, António Gedeão, Colette Magny, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Inês Fraga, Inês Nogueira, Lena Bragança Gil, Maria Letícia, Mário Dionísio, Regina Guimarães, Rejães Guimarina, Rolling Stones, Toni e Woody Guthrie.

O próximo programa será na sexta-feira 3 de Setembro às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

Achada na Rádio – 20º programa

7 de Agosto de 2021

Aqui publicamos o vigésimo programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 6 de Agosto às 21h e no sábado 7 de Agosto às 17h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-20

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Adão Contreiras, Ana Queijo, Antonino Solmer, António Barrento, Clara Boléo, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Inês Nogueira, Klaus Nomi, Lena Bragança Gil, Maria Letícia, Mário Dionísio, Nunes Zarelleci, Pedro Soares, Regina Guimarães, Toni, Viviane Ascensão, Zeca Afonso.

O próximo programa será na sexta-feira 20 de Agosto às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai estar fechada na quinta-feira, 5 de Agosto. Reabrimos na sexta-feira 6, às 15h, como sempre.

2 de Agosto de 2021

Poema / Quadro 14

2 de Agosto de 2021

Este poema de Le feu qui dort, que Mário Dionísio escreveu em francês, foi traduzido pela Regina Guimarães e fez-nos encontrar uma litografia de Georg Grosz, artista de duras sátiras.

Aqui vão os poemas e o desenho.
 
 
23.
Qui dort dîne
Alors dormons

pendant qu’ils dînent pour de bon
et nous dînons-dormons

cette soupe madame est un chef-d’oeuvre

nous voyons écoeurés le ballet des pieds-plats
nous apprenons à nous coucher sur des épines
nous savourons les mille façons d’avaler des couleuvres

avez-vous essayé ce beau pâté de foie

bercés nourris par la sagesse des nations
nous dormons que tout est calme nous dormons



23.
Quem dorme come
Durmamos então
Enquanto eles jantam de verdade
e nós comemos-dormimos

minha senhora, esta sopa é uma obra-prima

agoniados assistimos ao bailado dos pés chatos
aprendemos a deitar-nos sobre espinhos
saboreamos as mil maneiras de engolir sapos

já provou esta pasta de fígado divinal

a sabedoria das nações dá-nos embalo e sustento
e nós dormimos oh que calma nós dormimos

Achada na Rádio – 19º programa

24 de Julho de 2021

Aqui publicamos o décimo nono programa ACHADA NA RÁDIO, que passou na sexta-feira 23 de Julho às 21h e no sábado 24 de Julho às 17h, na Rádio Paralelo, e que desta vez teve um tema: os amigos, a amizade.

Um programa para ouvir feito pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-19

Entre outros ingredientes este programa tem dentro: Adão Contreiras, Amadou et Mariam, Ana Queijo, Antonino Solmer, Arlo Guthrie, Carlos de Oliveira, Clara Boléo, Claude Tillier, Cláudia Oliveira, Diana Dionísio, Étienne de La Boétie, Eugénia Cochofel, Eupremio Scarpa, F. Pedro Oliveira, Georges Brassens, Giulia Ferrari, Inês Nogueira, Ivone Azevedo, João Rodrigues, Joaquim Namorado, José Cardoso Pires, José Gomes Ferreira, José Smith Vargas, Júlio do Carmo Gomes, Lena Bragança Gil, Manuel da Fonseca, Margarida Guia, Maria Letícia, Mário Dionísio, Montaigne, Paula Montez, Pedro Rodrigues, Peinture Fraîche, Pete Seeger, Regina Guimarães, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Susana Baeta, Toni, Zeca Afonso

O próximo programa será na sexta-feira 6 de Agosto às 21h, na Rádio Paralelo (com repetição no sábado seguinte às 17h). Não percam!

MARGARIDA GUIA

23 de Julho de 2021

Morreu-nos uma grande amiga. Estava doente de cancro há alguns meses e deixou-nos na segunda-feira, dia 19 de Julho, num hospital de Bruxelas, cidade onde residia há anos, vinda de Paris.

Margarida Guia era uma pessoa de excepção, uma artista de rara sensibilidade e de múltiplas facetas. Actriz, bailarina, cantora, encenadora, criadora de paisagens sonoras, inventora da Bibliambule, uma pequena biblioteca com rodas com a qual percorria ruas do mundo lendo versos a quem passava e girando as manivelas de várias caixinhas de música.

Solidária de muitas causas pelos direitos dos mais segregados (sem-abrigo, migrantes, idosos, pobres) colaborou assiduamente com a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, desde a sua abertura.

Muitos de nós conheceram a Margarida na associação Abril em Maio onde fez desabrochar um espectáculo a muitas vozes (e corpos) em torno de Jacques Prévert, “Para rir em sociedade“. Várias vezes nos encontrámos na Abril em Maio e depois na Casa da Achada, onde fez oficinas de voz, leituras de poemas (às vezes pelas ruas), músicas improvisadas, participações em diferentes projectos. Um deles foi a “Kantata de Algibeira”, em 2013, com a música de João Paulo Esteves da Silva e as palavras de Regina Guimarães, projecto comunitário inesquecível para todos os que nele participaram. Não foi só a “encenadora” da Kantata, mas a pessoa que foi capaz de reunir vontades, congregar vozes, ser um potente motor de entusiasmos. A juntar gente com gente. A descobrir sons, vozes, palavras, a sugerir ideias, a inspirar-nos com a sua atenção, o seu sorriso, a sua solidariedade imensa.

Nos últimos tempos enviou-nos leituras de poemas de Mário Dionísio para o programa “Achada na Rádio”. E estávamos à espera de nos poder voltar a encontrar para pôr de pé uma nova kantata, a “Kantata do Tecto Incerto”.

É um desgosto profundo para todos os seus amigos e amigas. Uma perda enorme. Uma grande saudade já.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020