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CRUZAR MUNDOS, BUSCAR FUNDOS

9 de Dezembro de 2019

De 12 a 16 de Dezembro na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

5 dias de actividades e prendas, com conversas, músicas, leituras, debates e filmes.

Nestes dias, as nossas edições mais recentes, novas edições que dão boas prendas de Natal, um livro de contos de Mário Dionísio, um calendário para 2020, um poster especial, outras edições mais antigas, livros usados, obras de arte em papel e pinturas, sacos pintados por várias mãos, saem das prateleiras e gavetas, de trás do balcão, e saltam para a entrada, lembrando a quem entra que a Casa da Achada precisa de apoio para viver e fazer o que faz.

Na quinta-feira 12 abrimos as portas e na sexta-feira 13 estamos à escuta do programa sonoro «O absurdo do Natal», em mais uma sessão da rubrica «Ouvido de Tísico».

No sábado 14 as artes cruzam-se numa conversa sobre criação artística, poesia e pintura, com pintores e poetas (Hélia Correia, Augusto Meneghin, João Paulo Esteves da Silva, Regina Guimarães, Saguenail, Sofia Areal e outros) a partir de «Pinto», um poema de Mário Dionísio do livro Memória dum pintor desconhecido que dá mote à exposição que até Abril se pode ver na Casa da Achada: (pintura sem assunto dirão os visitantes).

A meio da tarde, Diogo Dória lê um conto de Mário Dionísio, e depois há música e poesia com Pedro e Diana e o coro da Achada.

No domingo 15 enfrentamos, com sentido de humor (mas a sério!), os problemas de carcanhol dos tempos que correm numa conversa natalícia: afinal, «o que é o dinheiro?», perguntamos a gente que intervém na cultura e a economistas, enquanto tentamos angariar fundos para ajudar a Casa da Achada a manter-se aberta e viva por mais um ano. Sorteamos um cabaz de livros e diversas iguarias, a que estão habilitados todos os Amigos que tiverem paga a quota de 2020. Depois, tempo ainda para um belo filme do holandês Johan van der Keuken.

Na segunda 16 temos a programação habitual, com leitura d’A paleta e o mundo de Mário Dionísio ao fim da tarde e cinema à noite, com um filme do ciclo «Quem conta um conto…», e ainda dá para vir comprar uma daquelas prendinhas de última hora.

Para continuar a cruzar mundos, artes, pessoas, fazeres e ideias.

programa:

Sexta-feira, 13 de Dezembro, às 18h30

Ouvido de Tísico nº 9: O absurdo do Natal -um programa sonoro-musical adequado à época

Na Galileia está um menino deitado nas palhas da miséria, adoptado por um carpinteiro e aquecido por um burro e uma vaca, e é por isso que um velho bem alimentado com pinta de norte da Europa, vestido pela coca cola, vem por esta altura a Lisboa, que está cheia de neve e trenós puxados por renas, tentar esgueirar-se pelas casas que têm chaminé para deixar prendas de última geração a quem se portou bem. Ouvem-se, ao longe e ao perto, as missas e as moedas, os anjos e os pecados, os jingles e os bells. Tornamo-nos agora surdos e absurdos.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Com Diana Dionísio


Sábado, 14 de Dezembro às 15h30

Eu e a tela frente a frente nos medimos

Conversa com pintores e poetas a partir do poema «Pinto» de Mário Dionísio. Com João Paulo Esteves da Silva, Regina Guimarães, Saguenail, Augusto Meneghin, Sofia Areal e outros.


Às 17h30

A morte é para os outros

Leitura do conto de Mário Dionísio por Diogo Dória.


Às 18h30

Concerto de Pedro e Diana

com música e poesia

e canções do Coro da Achada

Domingo, 15 de Dezembro, às 15h30

O que é o dinheiro?

Conversa de Natal a brincar e a sério sobre problemas de carcanhol. 

Com Pitum Keil do Amaral, Luiz Rosas e outros.


Às 18h30

Lucebert, tempo e adeus

de J. Van Der Keuken. (52’)

Documentário holandês da autoria de Johan Van der Keuken acerca do poeta e pintor do grupo COBRA. Trata-se um tríptico, composto de três curtas metragens, rodadas em 1962, 1966 e 1994.

MARIA EMÍLIA DINIZ

5 de Novembro de 2019

No passado dia 1 de Novembro de 2019, faleceu, aos 85 anos, Maria Emília Diniz, fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora de História, em vários liceus de Lisboa, como o Pedro Nunes, Rainha Dona Leonor e Maria Amália Vaz de Carvalho. Foi também metodóloga e orientadora de estágios e autora de manuais escolares.

Foi colega e amiga de Mário Dionísio e de Maria Letícia e colaborou com eles em questões relacionadas com o ensino e a pedagogia. Entre Março de 1968 e Julho de 1969, Maria Emília Diniz e Maria Letícia mantiveram no jornal A capital a coluna «Consultório Escolar», em que respondiam a questões postas pelos leitores. Assinavam com o pseudónimo Dinis da Silva, uma vez que os professores do ensino oficial só podiam, nesta época, escrever nos jornais sobre ensino depois de superiormente autorizados. Imediatamente a seguir ao 25 de Abril, Maria Emília Diniz pertenceu, com Mário Dionísio e Maria Letícia, à Comissão de docentes encarregada de rever e actualizar os programas do Ensino Básico e Secundário e de elaborar os respectivos materiais de apoio.

Foi sócia fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e participou em várias sessões de vários tipos. Por exemplo, conversou connosco sobre a Comuna de Paris (na rubrica «histórias da História»), apresentou o filme A tomada do poder por Luís XIV, de Rossellini, participou em sessões sobre Mário Dionísio e a reforma do ensino em 1974 e também sobre Maria Letícia.

SEBASTIÃO LIMA REGO – MAIS UMA GRANDE FALTA

24 de Outubro de 2019

Sebastião Lima Rego – mais uma grande falta

na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio

no nosso país e (porque não dizer) no mundo, que é grande e pequeno, como as coisas que lhe interessavam, diziam.

Formado em direito, habituado a associações e organizações, à intervenção ali onde estava, e também poeta, morreu.

Desde 2012, por proposta sua, manteve na Casa da Achada, uma rubrica que começou em 2012, a que se chamou «histórias da História» – e as minúsculas e maiúsculas na mesma palavra fazem todo o sentido. Efemérides do mês em que se estava, tratadas no tempo de hoje, raramente por historiadores encartados, mas por quem sabia disso (com ou sem diplomas) ou por quem tinha vivido o que aconteceu.

Que é o futuro sem uma certa memória? – voltou a repetir-se por vozes várias nos «10 anos da Casa da Achada», em Setembro 2019, onde ele infelizmente não esteve.

Em 7 anos, raríssimas sessões desta rubrica falharam e nunca por culpa de Sebastião Lima Rego.

Foram mais de 40 sessões. Ver aqui.

Agora, sem ele não se repetirão nem poderão continuar.

Sebastião Lima Rego fez ele próprio uma dúzia sessões – todas sobre as 1ª e 2ª guerras mundiais, de que sabia tanto, associando coisas que quase não nos passam pela cabeça. E a gente que quis aprendeu. Quem não quis perdeu. Há gravações que podem ser editadas.

Isto começou quando, em 2010, Sebastião Lima Rego veio apresentar na Casa da Achada a sua poesia, sessão que foi a primeira de uma rubrica a que chamámos «Itinerários» e que durou até 2015. Nessa sessão ele falou desse tempo em que estava preso em Peniche quando o 25 de Abril aconteceu. Ver aqui.

Ao centro destes «Itinerários», a vida de pessoas que começaram por uma ponta e descobriram outra, desfazendo pela vida que viveram ,as «caixinhas» de que o saber de hoje se faz.

Por isso, e muitas outras coisas, obrigada, Sebastião (já não podes ouvir) e até sempre.

Casa da Achada- Centro Mário Dionísio

10 anos da Casa da Achada!

12 de Setembro de 2019

Entre 26 de Setembro e 1 de Outubro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai comemorar 10 anos de abertura. Este ano a festa prolonga-se por seis dias com um programa intenso cheio de actividades. Venham todos!

É verdade. Foi há 10 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu ao público, em Lisboa, em 29 de Setembro de 2009. Desde essa data, tem feito conversas, edições, exposições, oficinas, discussões sobre filmes, livros, quadros, sobre a cidade e a vida, a paleta e o mundo, mantém uma Biblioteca e Mediateca Públicas com um largo horário de abertura e tem tratado e disponibilizado o arquivo de Mário Dionísio e Maria Letícia, composto por milhares de documentos. Ainda antes de a Casa abrir nascia o Coro da Achada, uns anos depois o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, que ensaiam semanalmente e têm feito inúmeras apresentações.

Para assinalar os 10 anos, porque não estamos sozinhos e isto anda tudo ligado, convidámos vários amigos de outras associações e terras para virem discutir o fazer das artes, a política e a vida, as palavras, os arquivos, as associações.

Inaugura uma nova exposição de pintura de Mário Dionísio, lançamos uma edição que reúne todos os seus contos, haverá leituras e convívio, o Coro da Achada apresenta um espectáculo sobre os porquês de cantar.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017