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A Leitura Furiosa em 2019

11 de Julho de 2019

A Leitura Furiosa é um acontecimento extraordinário de três dias, em que pessoas «zangadas com a leitura» se encontram com escritores. Dos encontros nascem textos que são ilustrados, paginados numa brochura, lidos em voz alta, por vezes musicados.

A Leitura Furiosa acontece anualmente há mais de 25 anos em Amiens (França), levada a cabo pela associação Cardan, e tem-se realizado desde há vários anos em Lisboa e no Porto (para além de outros sítios, mais pontualmente). Acontece exactamente no mesmo fim-de-semana em todos os sítios, o que implica também que os textos, franceses e portugueses, sejam traduzidos nos primeiros dois dias para poderem integrar a brochura final que sai no domingo.

Ainda a Casa da Achada não tinha aberto ao público (estava ainda em obras…) e já a sua porta se abria extraordinariamente para a Leitura Furiosa, em Maio de 2009. E não mais a deixámos de fazer.

Contudo, este ano estivemos para não fazer a Leitura Furiosa na Casa da Achada. Não porque parecesse pouco pertinente ou a ideia tivesse perdido alguma pincelada de brilho, mas sim por razões muito práticas. Por motivos diversos, três pessoas, que nos anos anteriores foram fundamentais para a realização da Leitura Furiosa (desde os contactos com Amiens e Porto e com os grupos de Lisboa, o envio e recepção de textos, até a questões de organização logística), anunciaram que não poderiam este ano meter mãos à obra. E a Leitura Furiosa (felizmente!) não é só uma ideia: precisa de mãos para que aconteça. Daí termos pensado muito bem como havíamos de nos organizar e se seria possível ou não entrarmos este ano nesta aventura.

Sim. A Leitura Furiosa tinha de acontecer! É um momento único em que se misturam classes, mundos, diversos saberes e artes, entusiasmos e palavras em várias línguas. É um momento em que a Casa da Achada se liga não só a Amiens e ao Porto, mas a muitos mais lados, físicos ou não. Como havia que ser realista, tendo em conta as «baixas» importantes na organização e realização de tudo isto, decidimos não fazer mais do que três grupos.

Os escritores Filomena Marona Beja, José Mário Silva e Nuno Milagre encontraram-se com pessoas do Centro de Apoio Social de S. Bento, do Conselho Português para os Refugiados e da Escola nº 10 do Castelo. Os textos foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Pierre Pratt e Rita Dias. No domingo, foi lançada uma brochura com os textos e as ilustrações de Lisboa, do Porto e de Amiens e muitos foram lidos pelos actores Carla Bolito, F. Pedro Oliveira, Fernanda Neves, Inês Nogueira e Margarida Rodrigues e musicados por Pedro e Diana, numa sessão final com todos os participantes e muita outra gente.

Obrigada a todos os grupos, escritores, ilustradores, cozinheiros e lavadores de loiça, tradutores, paginadores, revisores, actores e demais participantes que tornaram possível fazer a Leitura Furiosa.

Aqui fica a brochura em PDF com todos os textos e ilustrações. Ainda há também brochuras em papel disponíveis na Casa da Achada. Passem por cá!

Nova data para «Absurdíssimo»

13 de Maio de 2019

O Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada vai apresentar o seu novo espectáculo «ABSURDÍSSIMO» de Santos Fernando também no dia 18 de Maio às 18h00.


Entrada livre.

É preciso reservar. Indiquem o dia em que querem assistir à peça e o número de pessoas: 218 877 090

LEITURA FURIOSA: sessão pública

10 de Maio de 2019

Este ano, em Lisboa, os escritores Filomena Marona Beja, José Mário Silva e Nuno Milagre encontram-se com pessoas do Centro de Apoio Social de S. Bento, do Conselho Português para os Refugiados e da Escola do Castelo e escrevem os textos que serão ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Pierre Pratt e Rita Dias e lidos e musicados, na sessão pública, por F Pedro Oliveira, Fernanda Neves, Inês Nogueira, Margarida Rodrigues, Pedro Diana Pedro Diana e outros.

A Leitura Furiosa dura três dias. É um momento especial: quem é (ou que a vida tornou) zangado com a leitura, a escrita (e até o mundo) encontra-se com escritores! É um momento único que permite a um não-leitor aproximar-se da magia da escrita, por intermédio de uma pessoa que escreve literatura. Cada um faz ouvir a sua voz e até pode seguir depois um novo caminho, ao descobrir pessoas, coisas, frases, palavras que têm a ver com a sua vida e podem fazer pensar. Em si e nos outros.

Alguns pequenos grupos de gente zangada com a leitura convivem durante um dia com um escritor. Almoçam. E continuam a conversar.
À noite, o escritor escreverá em casa um pequeno texto, a partir do encontro, que oferecerá ao grupo com quem esteve, quando, no dia seguinte, voltarem a encontrar-se, desta vez na Casa da Achada. Lê-se o texto, fala-se do texto, muda-se o texto.
E os textos dos vários grupos são ilustrados por desenhadores convidados, à vista de toda a gente.
Depois do almoço, em que zangados com a leitura, escritores e ilustradores se reúnem, todos os grupos visitarão, com o seu escritor, uma biblioteca ou livraria.

SESSÃO PÚBLICA:


No domingo (26 de Maio, às 15h), os textos são tornados públicos (os que vêm de França são traduzidos para português) numa sessão de leitura em voz alta feita por actores, e alguns deles serão musicados e cantados. Será distribuída uma brochura ilustrada, com os textos escritos nas várias cidades, onde cada um, de uma maneira ou de outra, estará: mesmo quem está zangado com a leitura pode entrar, querendo ou não querendo, na literatura que os leitores costumam ler e que os zangados com ela poderão ler também.

CANDIDO PORTINARI: DO CAFEZAL À ONU

10 de Maio de 2019

A palestra, de João Candido Portinari, se desdobra em três partes: a vida e obra de Portinari, o trabalho do Projeto Portinari e, sua mais recente iniciativa, o «Projeto Guerra e Paz».

«A coruscante trajetória artística de Portinari começa em um humilde povoado perdido nas imensas plantações de café do Estado de São Paulo. Após legar ao País um retrato emocionado e grandioso, em mais de 5 mil obras, do povo, da vida e da alma brasileira, ela vai atingir o seu ápice nos monumentais painéis «Guerra» e «Paz», presente do Brasil à Organização das Nações Unidas.

De fato Portinari pode bem ilustrar a famosa reflexão do escritor russo Tolstoi: se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia…

Se Portinari retratou abundantemente os meninos e meninas de Brodowski, ao final pinta crianças universais, como no coral de crianças de todas as raças, que se destaca no mural «Paz». Se antes suas «Pietás» — da clássica imagística católica, as mães com o filho morto ao colo — são retirantes nordestinas, no mural «Guerra» elas se transformam em mães universais.

Na segunda parte apresentamos o trabalho de 40 anos do Projeto Portinari, empenhado no levantamento, catalogação, pesquisa e disponibilização da obra e vida do pintor.

A última parte focaliza a sua iniciativa mais recente. Após obter da ONU a guarda dos originais «Guerra» e «Paz» durante o período 2010-2015, o Projeto Portinari trouxe a obra-prima do pintor para restauro e exposição no Brasil, e em Paris, reinaugurando-os depois no grande plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 8 de setembro último, com o discurso inaugural proferido pelo Secretário Geral da Organização das Nações Unidas, Ban-Ki-Moon, no grande plenário da Assembléia Geral da ONU.»

João Candido Portinari

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017