Ligações rápidas

Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

MARIA EMÍLIA DINIZ

5 de Novembro de 2019

No passado dia 1 de Novembro de 2019, faleceu, aos 85 anos, Maria Emília Diniz, fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Licenciada em Ciências Histórico-Filosóficas pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, foi professora de História, em vários liceus de Lisboa, como o Pedro Nunes, Rainha Dona Leonor e Maria Amália Vaz de Carvalho. Foi também metodóloga e orientadora de estágios e autora de manuais escolares.

Foi colega e amiga de Mário Dionísio e de Maria Letícia e colaborou com eles em questões relacionadas com o ensino e a pedagogia. Entre Março de 1968 e Julho de 1969, Maria Emília Diniz e Maria Letícia mantiveram no jornal A capital a coluna «Consultório Escolar», em que respondiam a questões postas pelos leitores. Assinavam com o pseudónimo Dinis da Silva, uma vez que os professores do ensino oficial só podiam, nesta época, escrever nos jornais sobre ensino depois de superiormente autorizados. Imediatamente a seguir ao 25 de Abril, Maria Emília Diniz pertenceu, com Mário Dionísio e Maria Letícia, à Comissão de docentes encarregada de rever e actualizar os programas do Ensino Básico e Secundário e de elaborar os respectivos materiais de apoio.

Foi sócia fundadora da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e participou em várias sessões de vários tipos. Por exemplo, conversou connosco sobre a Comuna de Paris (na rubrica «histórias da História»), apresentou o filme A tomada do poder por Luís XIV, de Rossellini, participou em sessões sobre Mário Dionísio e a reforma do ensino em 1974 e também sobre Maria Letícia.

SEBASTIÃO LIMA REGO – MAIS UMA GRANDE FALTA

24 de Outubro de 2019

Sebastião Lima Rego – mais uma grande falta

na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio

no nosso país e (porque não dizer) no mundo, que é grande e pequeno, como as coisas que lhe interessavam, diziam.

Formado em direito, habituado a associações e organizações, à intervenção ali onde estava, e também poeta, morreu.

Desde 2012, por proposta sua, manteve na Casa da Achada, uma rubrica que começou em 2012, a que se chamou «histórias da História» – e as minúsculas e maiúsculas na mesma palavra fazem todo o sentido. Efemérides do mês em que se estava, tratadas no tempo de hoje, raramente por historiadores encartados, mas por quem sabia disso (com ou sem diplomas) ou por quem tinha vivido o que aconteceu.

Que é o futuro sem uma certa memória? – voltou a repetir-se por vozes várias nos «10 anos da Casa da Achada», em Setembro 2019, onde ele infelizmente não esteve.

Em 7 anos, raríssimas sessões desta rubrica falharam e nunca por culpa de Sebastião Lima Rego.

Foram mais de 40 sessões. Ver aqui.

Agora, sem ele não se repetirão nem poderão continuar.

Sebastião Lima Rego fez ele próprio uma dúzia sessões – todas sobre as 1ª e 2ª guerras mundiais, de que sabia tanto, associando coisas que quase não nos passam pela cabeça. E a gente que quis aprendeu. Quem não quis perdeu. Há gravações que podem ser editadas.

Isto começou quando, em 2010, Sebastião Lima Rego veio apresentar na Casa da Achada a sua poesia, sessão que foi a primeira de uma rubrica a que chamámos «Itinerários» e que durou até 2015. Nessa sessão ele falou desse tempo em que estava preso em Peniche quando o 25 de Abril aconteceu. Ver aqui.

Ao centro destes «Itinerários», a vida de pessoas que começaram por uma ponta e descobriram outra, desfazendo pela vida que viveram ,as «caixinhas» de que o saber de hoje se faz.

Por isso, e muitas outras coisas, obrigada, Sebastião (já não podes ouvir) e até sempre.

Casa da Achada- Centro Mário Dionísio

10 anos da Casa da Achada!

12 de Setembro de 2019

Entre 26 de Setembro e 1 de Outubro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio vai comemorar 10 anos de abertura. Este ano a festa prolonga-se por seis dias com um programa intenso cheio de actividades. Venham todos!

É verdade. Foi há 10 anos que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio abriu ao público, em Lisboa, em 29 de Setembro de 2009. Desde essa data, tem feito conversas, edições, exposições, oficinas, discussões sobre filmes, livros, quadros, sobre a cidade e a vida, a paleta e o mundo, mantém uma Biblioteca e Mediateca Públicas com um largo horário de abertura e tem tratado e disponibilizado o arquivo de Mário Dionísio e Maria Letícia, composto por milhares de documentos. Ainda antes de a Casa abrir nascia o Coro da Achada, uns anos depois o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, que ensaiam semanalmente e têm feito inúmeras apresentações.

Para assinalar os 10 anos, porque não estamos sozinhos e isto anda tudo ligado, convidámos vários amigos de outras associações e terras para virem discutir o fazer das artes, a política e a vida, as palavras, os arquivos, as associações.

Inaugura uma nova exposição de pintura de Mário Dionísio, lançamos uma edição que reúne todos os seus contos, haverá leituras e convívio, o Coro da Achada apresenta um espectáculo sobre os porquês de cantar.

A Leitura Furiosa em 2019

11 de Julho de 2019

A Leitura Furiosa é um acontecimento extraordinário de três dias, em que pessoas «zangadas com a leitura» se encontram com escritores. Dos encontros nascem textos que são ilustrados, paginados numa brochura, lidos em voz alta, por vezes musicados.

A Leitura Furiosa acontece anualmente há mais de 25 anos em Amiens (França), levada a cabo pela associação Cardan, e tem-se realizado desde há vários anos em Lisboa e no Porto (para além de outros sítios, mais pontualmente). Acontece exactamente no mesmo fim-de-semana em todos os sítios, o que implica também que os textos, franceses e portugueses, sejam traduzidos nos primeiros dois dias para poderem integrar a brochura final que sai no domingo.

Ainda a Casa da Achada não tinha aberto ao público (estava ainda em obras…) e já a sua porta se abria extraordinariamente para a Leitura Furiosa, em Maio de 2009. E não mais a deixámos de fazer.

Contudo, este ano estivemos para não fazer a Leitura Furiosa na Casa da Achada. Não porque parecesse pouco pertinente ou a ideia tivesse perdido alguma pincelada de brilho, mas sim por razões muito práticas. Por motivos diversos, três pessoas, que nos anos anteriores foram fundamentais para a realização da Leitura Furiosa (desde os contactos com Amiens e Porto e com os grupos de Lisboa, o envio e recepção de textos, até a questões de organização logística), anunciaram que não poderiam este ano meter mãos à obra. E a Leitura Furiosa (felizmente!) não é só uma ideia: precisa de mãos para que aconteça. Daí termos pensado muito bem como havíamos de nos organizar e se seria possível ou não entrarmos este ano nesta aventura.

Sim. A Leitura Furiosa tinha de acontecer! É um momento único em que se misturam classes, mundos, diversos saberes e artes, entusiasmos e palavras em várias línguas. É um momento em que a Casa da Achada se liga não só a Amiens e ao Porto, mas a muitos mais lados, físicos ou não. Como havia que ser realista, tendo em conta as «baixas» importantes na organização e realização de tudo isto, decidimos não fazer mais do que três grupos.

Os escritores Filomena Marona Beja, José Mário Silva e Nuno Milagre encontraram-se com pessoas do Centro de Apoio Social de S. Bento, do Conselho Português para os Refugiados e da Escola nº 10 do Castelo. Os textos foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, Pierre Pratt e Rita Dias. No domingo, foi lançada uma brochura com os textos e as ilustrações de Lisboa, do Porto e de Amiens e muitos foram lidos pelos actores Carla Bolito, F. Pedro Oliveira, Fernanda Neves, Inês Nogueira e Margarida Rodrigues e musicados por Pedro e Diana, numa sessão final com todos os participantes e muita outra gente.

Obrigada a todos os grupos, escritores, ilustradores, cozinheiros e lavadores de loiça, tradutores, paginadores, revisores, actores e demais participantes que tornaram possível fazer a Leitura Furiosa.

Aqui fica a brochura em PDF com todos os textos e ilustrações. Ainda há também brochuras em papel disponíveis na Casa da Achada. Passem por cá!

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017