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«Agora falo outra língua»

9 de Março de 2018
Está quase a acabar o ciclo «Agora falo outra língua» que pôs a Casa da Achada e quem por aqui passou a reflectir sobre a língua, a tradução, a questão da comunicação e da incomunicabilidade…

Tivemos o prazer de conversar com João Ferreira Duarte sobre o tema da ideologia em tradução e com Frei Bento Domingues e João Paulo Esteves da Silva sobre a Torre de Babel,

falámos de actualidade e de Catalunha a partir da língua catalã num sábado animado por um grande debate,
tivemos oficinas de tradução (traduções intraduzíveis, tradução sem língua oficial, tradução para legendagem e  para dobragem),
passámos pelas oficinas de introdução às línguas mais exóticas (mirandês, chinês, hebraico…) para chegarmos ao português e às suas técnicas de expressão explicadas e comentadas por Maria João Brilhante, que se inspirou nos apontamentos das aulas de Mário Dionísio.

Em Março divertimo-nos a ler contos nos vários sotaques de Portugal e assistimos a um concerto do Coro da Achada, que cantou canções em muitas línguas diferentes. Até numa língua inventada.
Às segundas-feiras temos visto filmes de vários autores e épocas, reunidos no ciclo «Línguas de perguntador». E, até ao fim de Março, ainda vai haver mais sessões de cinema, leitura, conversas, neste ciclo «Agora falo outra língua».

Por estranhas línguas corre o mundo, e é nesse mundo que as pessoas dão às suas línguas em ruidosa confusão (de engano), à procura da palavra exacta, à procura da mentira justa. Línguas que separam, constroem, pensam, são pensadas, unem; línguas que são a representação do poder, mas também da resistência. Falas quotidianas, as mesmas onomatopeias de cansaço ou surpresa, músicas e proclamações, pregões, ameaças e afagos, essa linguagem de quem fala todas as línguas.
Mas, se pior que não gritar é gritar só porque um grito algures se levanta, é preciso pensar o grito, e gritar o pensamento. A língua pode ser pensada, debatida, experimentada, traduzida, cantada, falada.  Foi a isso que nos propusemos nestes três primeiros meses do ano na Casa da Achada.

Além das actividades relacionadas com o ciclo, tivemos também alguns extras.
Por exemplo, uma hilariante conversa com o matemático José Paulo Viana que trouxe uma pitada de ciência a esta casa de artes e que falou de «alguns números pela vida fora, incluindo um porco fardado de almirante».
 
Inaugurámos também a «Caça do Livro» com Ariana Furtando – que acontece todos os domingos de manhã, durante a qual convidamos crianças de todas as idades a usufruir da Biblioteca Pública da Casa da Achada, caçando livros e inventando histórias…

RAÚL HESTNES FERREIRA

15 de Fevereiro de 2018

Morreu Raul Hestnes Ferreira, arquitecto, um dos fundadores da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, filho do grande amigo de Mário Dionísio, José Gomes Ferreira. Antifascista como o pai, fez sobre ele inúmeros e importantes trabalhos, preocupado com a preservação da sua memória.

Pertenceu à primeira direcção da Casa da Achada e fez um belíssimo projecto para a remodelação do edifício da Casa da Achada, que apresentou na reunião de fundação de 29 de Setembro de 2008, mas que não pôde ser executado por falta de meios financeiros.

Grande, grande perda.

Para saber mais sobre essa grande perda, para nós e para toda a gente, ler:  https://www.publico.pt/2018/02/12/culturaipsilon/noticia/morreu-o-arquitecto-raul-hestnes-ferreira-1802865

ÂNGELO TEIXEIRA

5 de Fevereiro de 2018

Ângelo Teixeira deixou-nos no passado dia 29 de Janeiro. Grande amigo da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, Ângelo Teixeira foi também um incansável divulgador das actividades desta associação, para além de ter sido desde o início membro do coro da Achada. Apaixonado amador das artes gráficas, fazedor de cartazes, inventor de palavras, entusiasta da Casa da Achada e companheiro de sempre, Ângelo Teixeira faleceu no hospital das Caldas da Rainha com uma infecção pulmonar na sequência de problemas ligados à doença de Alzheimer. Ficam as saudades da sua energia, do seu sentido de humor, do seu trabalho, da sua amizade.

Tanto de tudo um pouco

30 de Novembro de 2017
Na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio faz-se de tudo um pouco: ler, escrever, pintar, olhar, ver, escutar, teatrar, experimentar, fazer, conversar, debater, cantar, expor, lembrar, aprender. 
De quinta-feira 14, a segunda-feira 18 de Dezembro fazemos um fim de semana bem alargado com uma série de actividades e muita coisa à venda, a bom preço. Vai haver discos e livros raros, roupas e objectos, novas edições e um calendário bonito para 2018. E outras prendas com ideias…
Ao mesmo tempo aproveitamos para mostrar um pouco do tanto que passa pela Casa da Achada. Vai haver cantorias e teatro, uma visita à exposição, filmes feitos em oficinas da Achada, poesia, comida, música e tempo para conviver e beber um refresco.
Para além de tudo isto, lançamos uma nova edição da Autobiografia de Mário Dionísio prefaciada por Luis Miguel Cintra.
Para ver e descobrir amigos e fazer umas comprinhas a preços bem módicos, que também ajudam esta Casa a continuar a fazer tanto de tudo um pouco.

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017