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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Ciclo A Paleta e o Mundo’

 

24 a 28 de Maio: Oficina de tradução; leituras da polémica do neo-realismo; cinema com ‘Stavisky, o grande jogador’; fim da exposição «Deus no telhado e os novos anjos»; Mário Dionísio, social e político, em Alhos Vedros; lançamento da AJA

21 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 27 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Depois das sessões orientadas por Miguel Serras Pereira e João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir com Regina Guimarães.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira,  28 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começamos a leitura comentada, por Marta Raposo e Susana Baeta, de textos da polémica do neo-realismo, em particular dos artigos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva na revista Vértice em 1952.

Numa nota de Mário Dionísio na sua Autobiografia (1987) está enumerada uma lista de textos sobre esta polémica:

«Entretanto, ao leitor interessado na vulgarmente cha­mada “polémica interna do neo-realismo”, será indispensável conhecer estes dois grupos de textos, todos eles publicados na revista Vértice, de Coimbra:
I. polémica António José Saraiva – João José Cochofel: Cochofel, «Notas soltas acerca da arte, dos artistas e do público» (Vol. XII, N.° 107, Julho de 52, pp. 343-349); Saraiva, «Problema mal posto» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 495-499); Cochofel, «Problema falseado» (Vol. XII, N.° 109, Setembro de 52, pp. 500-504); Saraiva, «Comentários — A propósito dum lugar comum» (Vol. XIV, N.° 128, Maio de 54, pp.286-288); Cochofel, «Uma carta» (Vol. XIV, N.° 130, Julho de 54, pp. 421-422); «Uma carta do nosso co­laborador António José Saraiva» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, p. 569); Redacção, «Encerramento duma polémica» (Vol. XIV, N.° 135, Dezembro de 54, pp. 726-727). II. Mário Dionísio, «O Sonho e as Mãos» (Vol. XIV, N.° 124, Janeiro de 54, pp. 33-37 e N.° 125, Fevereiro de 54, pp. 93-101); António Vale (aliás Álvaro Cunhal), «Cinco no­tas sobre forma e conteúdo» (Vol. XIV, N.° 131-132, Agosto-Setembro de 54, pp. 466-484); «Uma carta do nosso colabo­rador Mário Dionísio» (Vol. XIV, N.° 133, Outubro de 54, pp. 566-568); «Uma carta do nosso colaborador Fernando Lo­pes Graça» (Vol. XIV, N.° 134, Novembro de 54, pp. 645-646).»

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 28 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos Stavisky – O grande jogador (1974, 120 min.) de Alain Resnais. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

EXPOSIÇÃO «DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS»

Na segunda-feira, 28 de Maio, é o último dia em que poderá ser visitada a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana.

OUTRAS ACTIVIDADES:

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS
Mário Dionísio – Social e Político
com Eduarda Dionísio
Quinta-feira, 24 de Maio, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio. Nesta última conferência Eduarda Dionísio fala sobre a intervenção social e política de Mário Dionísio.

APRESENTAÇÃO: DESTA CANÇÃO QUE APETEÇO
Sábado, 26 de Maio, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

O núcleo de Lisboa da AJA – Associação José Afonso organiza o lançamento do catálogo Desta canção que apeteço, sobre a obra discográfica de José Afonso entre 1953 e 1985, já apresentado em Grândola com a participação do Coro da Achada. Esta edição é apresentada por Miguel Gouveia e conta com um momento musical pelo Coro da Achada.

 

20 a 21 de Maio: Oficina de tradução; leitura de Abel Salazar; cinema com ‘A linha geral’ de Eisenstein

19 de Maio de 2012

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 20 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores. Na anterior sessão, Miguel Serras Pereira pôs os participantes a traduzir, do francês, um livro de Diderot, e comparar as suas traduções com uma tradução editada em português. Nesta sessão, com João Paulo Esteves da Silva, vamos traduzir a partir do hebraico.

A oficina é para todos a partir dos 16 anos. Não é necessário conhecer a língua da qual se vai traduzir.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 21 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Em Maio começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro Que é arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 21 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo projectamos A linha geral (1929, 121 min.) de Sergei Eisenstein, sobre a colectivização da agricultura na URSS. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Sinopse:

Há muito tempo que não chove. Com barómetros escondidos nas mangas, os sacerdotes ortodoxos decidem organizar uma procissão para «chamar a chuva». Em vão. Perante a miséria do mundo camponês, submetido à autoridade dos sacerdotes, à estupidez dos costumes e à superstição, Marfa e alguns outros decidem agir. Graças ao dinheiro poupado colectivamente (portanto, dificilmente) pelos camponeses, Marfa compra um touro para a reproução de vitelos. Grande cena de acasalamento em que as vitelas se encontram com o touro. Mas o touro é envenenado pelos ricos kulaks. Marfa vai então à cidade, para pedir ajuda. Da fábrica, parte um grupo de operários desejosos de desenvolver a agricultura; um sovhoze próximo entrega-lhe uma desnatadeira e um conjunto de tractores. Primeiro, a desnatadeira e os tractores não funcionam, mas tudo acaba por se resolver: longas sequências que glorificam as máquinas. A fábrica e o sovkhoze deram provas aos camponeses do interesse geral pela entreajuda colectiva e a mecanização. Marfa pode finalmente sorrir.

 

14 de Maio: Leitura de ‘Que é arte?’ de Abel Salazar, cinema com ‘LIP – Imaginação ao poder’

14 de Maio de 2012

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 14 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão continua a leitura de «Determinação de (R)», 2º capítulo do livro Que é arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 14 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, a propósito de Maio de 68 – e o que se passou a seguir -, projectamos LIP – Imaginação ao poder (2007, 118 min.) Christian Rouaud, sobre as greves operárias na LIP. Quem apresenta é João Rodrigues.

 

5 a 7 de Maio: Mário Dionísio, professor; oficina de tradução; leitura de Abel Salazar; cinema com ‘Até breve, espero’ e ‘Um filme como os outros’

3 de Maio de 2012

MÁRIO DIONÍSIO, PROFESSOR
Sábado, 5 de Maio, 16h

Nesta 4ª sessão sobre as várias facetas da obra de Mário Dionísio, acontece um encontro sobre o seu papel como professor, e quem nos vem falar disso é Rui Canário, também professor e investigador na área das ciências da educação. Rui Canário realizou uma palestra sobre Mário Dionísio e a Educação, «Criar e viver», na abertura da Casa da Achada, em 2009, que pode ser consultada aqui.

«As linhas gerais da reforma da educação portuguesa só podem ser as que conduzam à real democratização da sociedade portuguesa e a consolidem. Não há democratização possível sem que se dêem a todos os portugueses (sublinhar bem todos) condições iguais de acesso à cultura, visando, simultaneamente, o processo de descoberta e realização das tendências e aptidões de cada um e a sua integração num plano geral de desenvolvimento de todo o povo português. E nada disto é possível sem que as medidas de carácter pedagógico e didáctico, que urge tomar, se articulem com profundas alterações de carácter económico, social e político. Falar em reforma da educação é falar em reforma de todas as estruturas, ou, mais honestamente, em revolução.»
Mário Dionísio, «”Sinais & circunstâncias”: Depoimento de Mário Dionísio» (Junho de 1974), Entrevistas (1945-1991).

OFICINA DE TRADUÇÃO
Domingo, 6 de Maio, das 15h30 às 17h30

Em três sessões orientadas por três pessoas diferentes – Miguel Serras Pereira (6 de Maio), João Paulo Esteves da Silva (20 de Maio) e Regina Guimarães (27 de Maio) – vamos aprender e partilhar técnicas de tradução: como escrever, os sentidos das palavras, problemas e pormenores.

Para todos a partir dos 16 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 7 de Maio, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura do capítulo «Determinação de (R)» do livro O que é a arte? (1940) de Abel Salazar, com projecção de imagens, por Carla Mota e Helena Barradas.

«E, no entanto, o cuidado com aquilo a que, por grosseira mas forçosa aproximação, chamamos forma, a invenção apaixonada da forma, a honesta construção da forma, o entranhado amor da forma não é mais que a consciência aguda do problema da expressão. Não é um entrave para o pensamento, um inimigo do pensamento. Inventar formas – sinal glorioso do poder do homem – é, bem pelo contrário, tornar o mais precioso possível o que, só por elas, se revela ser o nosso pensamento. “Na escolha de uma forma”, escreveu Pius Servien, “alguma coisa é ainda investigação de fundo (…). É ainda como que uma des coberta no seio da descoberta, alguma coisa que se passa no plano do conteúdo positivo.”
Isto mesmo terá levado Abel Salazar a concluir que “criar e compor em arte são termos quase sinónimos”. Isto mesmo nos levará a compreender que os vícios (que os há) do chamado «formalismo» não estão no zelo desta invenção constantemente recomeçada de uma nova realidade que é o próprio corpo da arte. Que a doença está noutro lado.»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos – II», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 7 de Maio, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, a propósito de Maio de 68 – e o que lhe antecedeu -, projectamos Até breve, espero (1967, 44 min.) Chris Marker e Um filme como os outros (1968, 100 min.) de Jean-Luc Godard. Quem apresenta é António Rodrigues.

 

29 a 30 de Abril: Oficina de berimbaus; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Torre bela’ e ‘Nós operárias da Sogantal’

28 de Abril de 2012

UMA OFICINA MUSICAL – CONSTRUIR E TOCAR BERIMBAUS
Domingo, 29 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril temos oficinas onde «quem tem duas mãos tem tudo» . Com Irene van Es, fizémos pequenos objectos com missangas; e iniciámos ilustrações com Pierre Pratt. Nesta última sessão, com João Rodrigues, vamos construir berimbaus e aprender a usá-los e a dar-lhes música.

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO «A PALETA E O MUNDO III»
Segunda-feira, 30 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues conclui a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA «POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA»
Segunda-feira, 30 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta sessão deste ciclo, entre o 25 de Abril e o 1º de Maio, projectamos Torre bela (1977, 88 min.) – documentário sobre a ocupação, por camponeses, desta propriedade ribatejana de exploração agrícola em 1975 – de Thomas Harlen e Nós operárias da Sogantal (2008, 58 min.) – onde são entrevistadas, 30 anos depois, as operárias que participaram nas lutas da Sogantal – de Nadejna Tilhou. Quem apresenta é Sérgio Tréfaut.

 

 

19 a 25 de Abril: Quem é Maria Letícia; projecção de ‘Zumbidos da Mouraria’ e ‘Ouvir (ou)ver’; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘A coisa’ de Nanni Moretti; inauguração da exposição ‘Deus no telhado e os novos anjos’ de Giuseppe Morandi

19 de Abril de 2012

QUEM É MARIA LETÍCIA
Sábado, 21 de Abril, 16h

Neste sábado organizamos uma sessão sobre Maria Letícia Clemente da Silva (1915 – 2010), companheira de sempre de Mário Dionísio.

Maria Letícia Clemente da Silva foi professora de Português e Latim no ensino secundário, tradutora, autora de livros escolares, trabalhou na Comissão para a Reforma do Ensino, logo a seguir ao 25 de Abril. Em 1947 foi expulsa, por razões políticas, do ensino – afastamento que durou oito anos. Pertenceu a organizações de mulheres, como o Conselho Nacional de Mulheres Portuguesas (encerrado pelo Estado Novo em 1947) e a Associação Feminina Portuguesa para a Paz. Depois da morte de Mário Dionísio, iniciou, com a arquivista Natércia Coimbra, o inventário do seu espólio, actualmente acessível na Casa da Achada.

Participam na sessão quatro fundadoras da Casa da Achada que conheceram e trabalharam com Maria Letícia: Diana Dionísio (neta de Maria Letícia), Natércia Coimbra (arquivista que organizou o espólio de Mário Dionísio e Maria Letícia), Maria Helena Carvalho e Maria Emília Dinis (professoras, amigas de Maria Letícia) e todos os que a conheceram, principalmente ex-alunos e ex-alunas, que quiserem dar o seu contributo.

A conversa é acompanhada por uma exposição de livros e documentos.

à Maria Letícia

chapelinho de quadrados
de vagar pela rua frenética
com uma fímbria de sol no laço
e uma saudade solta

desce um ar de natal sobre os passeios
sobre as pessoas sobre os carros
e um olhar sem palavras que flutua
põe-se a dizer de manso
antigamente

sinto surpreso que há momentos
em que as próprias rugas sabem bem
a ao nosso lado
numa alegria de cabelos soltos
o passado e o futuro correm de mãos dadas

Mário Dionísio, O riso dissonante, 1950

 

UMA TARDE DE PROJECÇÕES NA ACHADA
Domingo, 22 de Abril, 17h

Esta tarde será diferente no Centro Mário Dionísio: vamos projectar dois vídeos que estão relacionados com a Casa da Achada e com a zona envolvente: São Cristóvão, Socorro, Martim Moniz, Baixa.

Voltamos a mostrar o documentário Zumbidos da Mouraria, montado pelo projecto identibuzz e filmado com telemóveis por pessoas que vivem na Mouraria. O filme conta com uma entrevista a Eduarda Dionísio e com banda sonora do Coro da Achada.

O outro filme apresentado, Ouvir (ou)ver, acompanha o Coro da Achada a cantar pelas ruas da Mouraria e da Baixa e as reacções – muito variadas – das pessoas que passam.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 23 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 23 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos A coisa (1990, 59 min.) de Nanni Moretti. O filme é apresentado por Peter Kammerer, seguido de debate com Gianfranco Azzali e Giuseppe Morandi.

 

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO: DEUS NO TELHADO E OS NOVOS ANJOS
Fotografias de Giuseppe Morandi
Quarta-feira, 25 de Abril, 19h

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, em colaboração com a Lega di Cultura di Piadena, apresenta a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

A inauguração conta com a presença do autor e o Coro da Achada canta algumas canções do seu repertório. Há comes e bebes, mas tragam um farnel para ajudar.

A exposição é constituída por meia centena de retratos – feitos ao longo de meio século – de homens, mulheres, crianças, gente vulgar – italianos, africanos, indianos -, que, uma vez fotografada, deixa de ser vulgar e nos faz pensar. São cenas de quotidiano e cenas de festa na Baixa Padana. O título nasceu dum poema de Lise Rouillard, escrito em 1986, «que, ao ver um pedreiro a trabalhar em cima dum telhado, exclama «é um deus!».

A actual exposição, «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», pode ser vista até ao dia 22 de Abril.

OUTRAS ACTIVIDADES

CICLO DE CONFERÊNCIAS E EXPOSIÇÃO: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Quinta-feira, 19 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

Continua o ciclo de conferências sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros, organizado em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta sessão Maria Alzira Seixo fala sobre Mário Dionísio, o escritor.

Este ciclo de conferências é acompanhado pela exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», que se tem encontrado em itinerância desde que foi mostrada na Casa da Achada.

O CORO DA ACHADA CANTA NO CONCERTO DE HOMENAGEM A ZECA AFONSO E A ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA
Sábado, 21 de Abril, 22h
Jardim de São Pedro de Alcântara, Lisboa

O Coro da Achada canta no Festival dos Cravos de Abril, organizado pela Associação Abril, na noite de homenagem a José Afonso e a Adriano Correia de Oliveira, no Jardim de São Pedro de Alcântara, em Lisboa. Esta sessão está inserida no projecto «Amigos maiores que o pensamento».

Participam, também, a partir das 20h, Couple Coffee, Helena Sarmento e Ana Ribeiro, João Nogueira, Jorge Jordan, Jorge Mendes, Tiago Fernandes e Vítor Sarmento.

 

12 a 16 de Abril: ‘A casa grande de Romarigães’ de Aquilino Ribeiro; encontro de leitores; visita guiada à exposição; oficina de ilustração; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Reds’

9 de Abril de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
Quinta-feira, 12 de Abril, 18h

Cristina Almeida Ribeiro fala de A casa grande de Romarigães de Aquilino Ribeiro.

Esta é a 23.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida».

 

ENCONTRO DE GRUPO DE LEITORES
Sexta-feira, 13 de Abril, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação do escritor Miguel Castro Caldas.

ÚLTIMA VISITA GUIADA À EXPOSIÇÃO
SONHAR COM AS MÃOS – O DESENHO NA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 14 de Abril, 16h

É a última oportunidade de participar numa visita guiada à exposição «Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio», que termina no dia 21 de Abril.

Os desenhos, na sua maioria dos anos 40 e 50, são de várias dimensões, suportes e técnicas: retratos e auto-retratos, paisagens, cenas de trabalho, figuras, maquetes de murais, esboços de quadros, etc.

Os desenhos de Mário Dionísio foram restaurados para esta exposição, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, com apoio da Fundação Montepio, e também do Departamento de Conservação e Restauro da FCT/UNL e do AHU.

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO: OFICINA DE ILUSTRAÇÃO
Domingo, 15 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril há três oficinas de fabricos diferentes. Na primeira sessão montámos missangas com a ajuda de Irene van Es.

Neste domingo, com Pierre Pratt, vamos fazer ilustrações.

Número máximo de participantes: 10. A partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 16 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA: POLÍTICA UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 16 de Abril, 21h30

Agora que parece que temos pouco que ver com política, embora ela nos determine a vida quotidianamente, apresentamos o ciclo de cinema «Política uma vez por semana». A política não é só a do poder, ou as vias mais ou menos legais para o alcançar, mas também levantamentos populares, lutas pequenas (ou grandes), revoltas e revoluções, de que a História e as nossas vidas se fazem. É impossível separar a Política da História. E a arte – o cinema incluído – tem política dentro.

Nesta segunda sessão deste ciclo, projectamos Reds (1981, 194 min.) de Warren Beatty. Quem apresenta é João Rodrigues.

CICLO DE CONFERÊNCIAS EM ALHOS VEDROS: MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA
Sexta-feira, 13 de Abril, 21h30
Biblioteca Municipal José Afonso, Alhos Vedros

A Casa da Achada, em colaboração com o CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, organiza um ciclo de conferências sobre Mário Dionísio na Biblioteca Municipal José Afonso. Nesta primeira sessão Rui Canário vai falar sobre Mário Dionísio, o professor.

 

31 de Março a 2 de Abril: Entrelinhas – o desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos; oficina de missangas; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘Os grandes aldrabões’

29 de Março de 2012

ENTRELINHAS
O desenho em Mário Dionísio e seus contemporâneos
Sábado, 31 de Março, 16h

Neste encontro, da série «Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais», vamos falar sobre o desenho na obra de Mário Dionísio e de outros artistas seus contemporâneos, incidindo sobre vários aspectos do desenho dos anos 30 a 50 do século XX.

Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição «Sonhar com as mãos», e organizadora desta sessão, vem falar-nos sobre o desenho na obra de Mário Dionísio. Sobre o desenho neo-realista fala David Santos, director do Museu do Neo-Realismo. O desenho surrealista em Portugal será tratado por Bruno Marques. Também analisaremos o desenho em dois artistas em particular: Almada Negreiros por Filomena Serra, e Maria Helena Vieira da Silva por Marina Bairrão Ruivo.

«Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.»
Paula Ribeiro Lobo, «A necessidade de ver claro», Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio (2011)

QUEM TEM DUAS MÃOS TEM TUDO
Oficinas de fabricos vários
Domingo, 1 de Abril, das 15h30 às 17h30

No mês de Abril as oficinas serão diferentes em cada domingo. Nesta primeira sessão, com Irene van Es, vamos construir objectos com missangas: brincos, colares e outras coisas que se tenha vontade de fazer.

Nos domingos seguintes vamos fazer ilustrações e construir berimbaus.

Para todos a partir dos 6 anos.
Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 2 de Abril, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

 

CICLO DE CINEMA
RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 2 de Abril, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite, a última deste ciclo de cinema, projectamos Os grandes aldrabões (1933, 68 min.) de Leo McCarey com os Irmãos Marx. Quem apresenta é João Rodrigues.

 

 

Na segunda-feira seguinte, 9 de Abril, começa um novo ciclo de cinema: «Política uma vez por semana».

 

21 a 26 de Março: Encontro de leitores; a Casa da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Escola Secundária José Gomes Ferreira

19 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 23 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritor Jacinto Lucas Pires.

A CASA DA ACHADA NA FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

Nestes dias, de 23 a 25 de Março, a Casa da Achada vai para Itália, participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

Por esse motivo a Casa da Achada encerra no domingo, 25 de Março. Nos restantes dias a porta estará aberta para receber quem vier ver a exposição ou consultar a biblioteca. A projecção do filme Os grandes aldrabões e a leitura semanal foram adiadas de 26 de Março para 2 de Abril.

A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade no norte de Itália. A Casa da Achada e o Coro da Achada têm participado na sua festa anual desde 2010. O tema da festa deste ano são os 50 anos do novo cancioneiro italiano.

Na Casa da Achada, no dia 25 de Abril, inaugura, com a colaboração da Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Quarta-feira, 21 de Março, 13h
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficos, vários documentos e livros, desta vez passa pela Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Inaugura a 21 de Março, dia em que cantará o Coro da Achada, às 13h.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de Abril.

 

16 a 19 de Março: A Comuna de Paris vista por Maria Emília Dinis; oficina de stop motion; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘As noites loucas do dr. Jerryll’; a Casa da Achada na Livraria Sá da Costa

12 de Março de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: A COMUNA DE PARIS
Sexta-feira, 16 de Março, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes.

Em Janeiro falámos, com Sebastião Lima Rego, sobre a ascensão de Hitler ao poder – agora vamos falar sobre a Comuna de Paris, em Março de 1871, com Maria Emília Dinis.

OFICINA DE STOP MOTION – com fotografias fazer um filme
Domingo, 18 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme.

Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos»; na 2ª sessão demos vida aos livros e objectos da Biblioteca da Achada; nesta 3ª e última sessão vamos montar os filmes, dar-lhes música e falar sobre o que correu bem e o que correu mal.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 19 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos As noites loucas do dr. Jerryll (1963, 107 min.) de Jerry Lewis. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

 

A CASA DA ACHADA NA LIVRARIA SÁ DA COSTA
Sábado, 17 de Março, das 16h às 19h
Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, 100 – Lisboa)

O que é a Casa da Achada? Quem é Mário Dionísio?
Conversa sobre a Casa da Achada – o que se pode ver e consultar, as nossas actividades – e sobre Mário Dionísio – a sua obra e vida, no ensino, na escrita, na pintura, sempre ligada ao mundo que o rodeia.

Leitura de poemas e música
Depois da conversa, lêem-se poemas de Mário Dionísio e canta o Coro da Achada – cantando várias canções do seu reportório, umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

Por este motivo a Casa da Achada encerra às 15h.

 

9 a 12 de Março: Encontro de leitores; ‘O vermelho e negro’ de Stendhal por Saguenail; oficina de stop motion; leitura de Fernando Lopes Graça; cinema com ‘O quinteto era de cordas’; leituras e Coro da Achada em Coimbra

6 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 9 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritora Filomena Marona Beja.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O vermelho e o negro de Stendhal
Sexta-feira, 9 de Março, 18h

O vermelho e o negro, de Stendhal, é o livro de que nos vem falar Saguenail. É 22ª sessão sobre livros que Mário Dionísio referiu em depoimentos como sendo os da sua predilecção, pelos mais diversos motivos.

OFICINA DE STOP MOTION
com fotografias fazer um filme
Domingo, 11 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme. Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos». Nesta 2ª sessão vamos continuar a filmar na zona pública da Casa da Achada.

Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 12 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Pedro Rodrigues lê e comenta, com projecção de imagens e audição de peças musicais, Introdução à música moderna (1942) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 12 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos O quinteto era de cordas (1955, 91 min.) de Alexander Mackendric. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

 

NA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» EM COIMBRA
NAVEGANDO À BOLINA PELA VIDA E PELA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 10 de Março, 16h
Biblioteca Municipal de Coimbra

Mário Dionísio contado por Mário Dionísio
Trata-se de uma leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos de Mário Dionísio – boa parte da sua Autobiografia (1987) -, com projecção de imagens. Esta leitura já foi feita em em Alhos Vedros e na Casa da Achada.

Canta o Coro da Achada
Depois da leitura, o Coro da Achada fará a sua intervenção, cantando várias canções do seu reportório – umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Coimbra até ao dia 15 de Março.

Organização: Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Apoios: Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Biblioteca Municipal de Coimbra.

Por este motivo a Casa da Achada estará encerrada nesta data, sábado, 10 de Março.

 

3 a 5 de Março: um encontro sobre João José Cochofel; oficina de stop motion; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘O mundo é um manicómio’

1 de Março de 2012

No sábado, 3 de Março, às 16h, acontece o sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio». Nesta sessão vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Começa no domingo, 4 de Março, às 15h30, a oficina de stop motion, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva. Inventando uma pequena história na Casa da Achada, com pessoas e objectos, vamos construir um pequeno filme juntando fotografias. E ainda vamos ver cinema feito desta maneira.

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Na segunda-feira, 5 de Março, às 18h30, continua a leitura de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

No mesmo dia, à noite, pelas 21h30, projectamos um filme inserido no ciclo «Rir uma vez por semana»: O mundo é um manicómio (1944, 118 min.) de Frank Capra. Quem apresenta é Luís Miguel Oliveira.

 

24 a 27 de Fevereiro: Encontro de leitores; oficina de desenho; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘Gangsters falhados’; Coro da Achada em encontro sobre José Afonso

23 de Fevereiro de 2012

ENCONTRO DE LEITORES

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 15h

Na sequência da sessão «Contar, escrever e ler» que teve lugar na Casa da Achada no dia 10 de Fevereiro, um grupo de alunos da Escola do Castelo, por proposta da professora Ariana Furtado, irá ler um texto de Miguel Castro Caldas, escrito com eles.

Estarão presentes escritores que têm animado os vários grupos de leitura e também ilustradores. Quem requisitou livros – grandes e pequenos – na biblioteca há 15 dias virá devolvê-los e, se possível, falar sobre o que leu. E veremos também como continuarão os grupos até à próxima Leitura Furiosa que se realiza em Maio.

É também mais uma possibilidade de conhecer a Biblioteca Pública da Casa da Achada, onde o serviço de empréstimos começou a funcionar (consultar aqui as condições de empréstimo).

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 26 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

Para confirmação da participação na oficina contactar a Casa da Achada nos dias anteriores (218 877 090 ou casadaachada@centromariodionisio.org).

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos. Por esse motivo já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça. Quem lê a conferência deste último autor, «A cultura integral do indivíduo», com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos Gangsters falhados (1958, 106 min.) de Mario Monicelli. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

ZECA – 25 ANOS DEPOIS

Quinta-feira, 23 de Fevereiro, 21h
Academia de Santo Amaro, Lisboa

A Associação José Afonso organiza uma sessão de homenagem a Zeca Afonso, 25 anos após a sua morte. A sessão, que é apresentada por Hélder Costa, conta com a participação do Coro da Achada, entre vários outros músicos e grupos musicais: Carlos Carranca, Coro do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música, Couple Coffee Duo, Grupo de Cavaquinhos da Junta de Freguesia da Charneca da Caparica, Francisco Fanhais, Francisco Naia, Jorge Jordan, Jorge Mendes, José Manuel Ésse, José Manuel Santos e Teresa Bispo, Pedro Branco, Quarteto Sons de Gente, Rogério Charraz, Vítor Sarmento, Zeca Medeiros. A entrada é de 3€.

Mais informações aqui.

ZUMBIDOS E IDENTIDADES HÍBRIDAS

Sábado, 25 de Fevereiro, 15h30

A identibuzz organiza a projecção de dois documentários desenvolvidos nos bairros de São Cristóvão e do Socorro e no bairro de San Francisco (Bilbau), em que a Casa da Achada também colaborou:
Zumbidos da Mouraria: realizado com imagens gravadas pelos participantes no Workshop da Mouraria (30 min.);
Zumbidos da Mouraria e San Francisco: este video é um exercício por parte de Úbiqa que se constrói por um lado como um olhar externo sobre a temática das identidades híbridas nos bairros da Mouraria (Lisboa) e San Francisco (Bilbau), e por outro de documentação do desenvolvimento do próprio projecto identibuzz (56 min.).

Mais sobre os documentários aqui.

LANÇAMENTO/DEBATE
DO LIVRO O PASSADO, MODOS DE USAR

Sábado, 25 de Fevereiro, 18h30

A UNIPOP organiza o lançamento do livro O passado, modos de usar do historiador Enzo Traverso, com a presença do autor, Elisa Silva e Manuel Deniz Silva.

 

16 a 21 de Fevereiro: ‘Peregrinação’ visto por Maria Alzira Seixo; o desenho na obra de Mário Dionísio por Paula Lobo; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O homem da manivela’; Ó Prima – encontro de teatro do oprimido

13 de Fevereiro de 2012

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS

Quinta-feira, 16 de Fevereiro, 18h

Nesta 21.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros e autores referidos por Mário Dionísio num depoimento sobre «Os livros da minha vida», Maria Alzira Seixo fala de Peregrinação de Fernão Mendes Pinto.

MÁRIO DIONÍSIO, ESCRITOR E OUTRAS COISAS MAIS

Sábado, 18 de Fevereiro, 16h

Após uma primeira sessão desta rubrica – em que foram lidos, a várias vozes, textos autobiográficos -, nesta 2ª sessão vamos saber mais sobre uma faceta pouco conhecida da obra de Mário Dionísio: o desenho.

Quem vem falar sobre o desenho na obra de Mário Dionísio é Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição ‹‹Sonhar com as mãos››, patente na Casa da Achada até ao dia 20 de Abril.

      ‹‹Autodidacta, Mário Dionísio reteve das leituras de André Lhote um “conselho” que influenciaria toda a sua produção pictórica e gráfica: “desenhar é preparar de antemão o lugar para a cor”. Desta concepção do desenho como meio para alcançar a pintura nunca conseguiu libertar-se. Mesmo na fase abstracta, a mão fugia para o traço colorido e contrariava a vontade de partir para as telas com grandes manchas de tinta: “O desenho prende-me e grande parte do esforço posterior será o de alterá-lo, disfarçá-lo, destruí-lo, esquecer-me dele o mais depressa possível”, escreveria num diário de 1983.››

Paula Ribeiro Lobo, ‹‹A necessidade de ver claro››, Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 19 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 20 de Fevereiro, 18h30

Depois da leitura de ‹‹Conflito e unidade da arte contemporânea›› de Mário Dionísio, agora seguimos para a leitura de um autor seu contemporâneo – e seu conhecido -, Bento de Jesus Caraça. Quem lê e comenta a conferência ‹‹A arte e cultura popular›› (1936), com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 20 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite temos uma sessão especial para novos e menos novos em férias escolares: projectamos O homem da manivela (1928, 69 min.) de Edward Sedgwick, com Buster Keaton. Quem apresenta é António Rodrigues.

Ó PRIMA!

De 16 a 21 de Fevereiro

O Ó Prima! – Encontro de Teatro do Oprimido e Activismo, organizado por várias associações e grupos diferentes, decorre em vários locais de Lisboa, um deles é na Casa da Achada. Durante estes dias haverá formação em teatro do oprimido, sendo as noites e o último dia dedicados à projecção de filmes, peças de teatro e debates. Deixamos aqui a programação que vai passar na Casa da Achada:

Quinta-feira, 16 de Fevereiro, 21h
Projecção do documentário Metaxis

Sexta-feira, 17 de Fevereiro, 21h
Sessão de Teatro-Fórum: Estudantes por Empréstimo

Sábado, 18 de Fevereiro, 21h
Projecção do documentário Jana Sanskriti, um Teatro em Campanha

Domingo, 19 de Fevereiro, 21h
Sessão de Teatro-Fórum: Quem decide as tempestades?

Terça-feira, 21 de Fevereiro, a partir das 15h
Apresentação da peça resultante da formação Ó Prima! 2012
Mesa redonda: Teatro do Oprimido e movimentos sociais

A programação completa pode ser consultada aqui: http://oprima.wordpress.com/programa/

 

10 a 13 de Fevereiro: Encontro de grupos de leitura e inauguração do serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘A missa acabou’

6 de Fevereiro de 2012

Vai haver uma tarde muito especial na Casa da Achada. É na sexta-feira, dia 10 de Fevereiro, às 15h.

Será lançada a brochura Escrever devagar, haverá leituras, conversas, canções, uns petiscos e a inauguração dos empréstimos da biblioteca pública da Casa da Achada.

Escrever devagar reúne os textos e ilustrações que resultaram dos encontros regulares de três grupos de leitura ao longo dos últimos meses. Foi na sequência da «Leitura Furiosa», em Maio passado, que se formaram estes grupos com pessoas «zangadas com a leitura», escritores e ilustradores.

Na sexta-feira, os participantes desta aventura contarão como foi a sua experiência, ler-se-ão os textos e será lançada a brochura. Ouviremos os escritores Filomena Marona Beja, Jacinto Lucas Pires e Miguel Castro Caldas, os grupos de leitura do Centro Polivalente de S. Cristóvão, do Centro Social da Sé e do Recolhimento de São Cristóvão e os ilustradores Pierre Pratt, Bárbara Assis Pacheco e José Smith Vargas.

A sessão vai também contar com outros participantes da «Leitura Furiosa», como as crianças da Escola do Castelo, que nos trazem umas surpresas ditas e cantadas.

Depois, será inaugurado o sistema de empréstimos da Biblioteca Pública da Casa da Achada – com mais de 4000 volumes de literatura, arte, filosofia, história, ciência, livros infantis e juvenis, etc. e algumas centenas de publicações periódicas. Visitaremos as duas mezzanines e poderão ser requisitados os primeiros livros.

No domingo, das 15h30 às 17h30, acontece a 2ª sessão da oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

No dia seguinte há leitura e cinema à tarde e à noite na Casa da Achada.

Às 18h30, na segunda-feira, 13 de Fevereiro, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserida no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, vamos ao cinema. Projectamos o filme A missa acabou (1985, 94 min.) de Nanni Moretti. Quem apresenta é Pedro Rodrigues.

 

5 e 6 de Fevereiro: Oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘E não se pode exterminá-lo?’

3 de Fevereiro de 2012

No domingo, 5 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina. Continuando a 1ª oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››, realizada em Novembro, regressamos agora este mês com técnicas mistas de desenho. Nesta primeira sessão, por impossibilidade da presença da orientadora Carla Mota, esta sessão será com Emanuel Faustino.

Na segunda-feira, à tarde, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957), inserida no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê esta conferência de Mário Dionísio para a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Nessa noite, às 21h30, temos uma sessão especial, inserida no ciclo ‹‹Rir uma vez por semana››, de um filme difícil de encontrar e nunca estreado no circuito comercial: E não se pode exterminá-lo? (1979, 135 min.) de Solveig Nordlund e Jorge Silva Melo. Este filme, realizado a partir do espectáculo com o mesmo nome do Teatro da Cornucópia, com texto de Karl Valentim, foi estreado em cinco episódios, em 1979, na televisão. Quem apresenta é Jacinto Lucas Pires.

Informamos, também, que já se encontra disponível a totalidade do historial de actividades, desde 2008 até ao fim de 2011, da Casa da Achada na nossa página: http://centromariodionisio.org/historia.php

 

14 a 16 de Janeiro: Mário Dionísio contado por Mário Dionísio; reunião dos Amigos da Achada; oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Polícias e ladrões’

9 de Janeiro de 2012

No próximo sábado, 14 de Janeiro, pelas 16h, damos início a uma nova rubrica: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta primeira sessão vamos pôr Mário Dionísio a contar-se a si próprio com a leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos, acompanhados por projecção de imagens. Este conjunto de textos e imagens foi já apresentado numa sessão sobre Mário Dionísio em Alhos Vedros.

Nessa tarde, às 18h, acontece o encontro anual dos Amigos da Casa da Achada. Este encontro serve para ter ideias, críticas, sugestões vindas daqueles que a frequentam ou nela trabalham ou que simplesmente vão seguindo, mesmo de longe, o que se vai fazendo. E que ajudam a manter a casa, até do ponto de vista financeiro.

No domingo, das 15h30 às 17h30, voltamos à oficina de Teatro Comunitário. Nesta 2ª sessão, orientada por Rita Wengorovius e pelo Teatro Umano, vamos fazer um chá comunitário: beber palavras, engolir pontos de exclamação, procurar vírgulas, adoçar frases, ritmar parágrafos, ouvir o que as chávenas nos contam dos seus habitantes, escrever as nossas histórias na toalha, rodeados de hortelã e ervas doces. Tragam uma chávena.

Na segunda-feira, 16 de Janeiro, às 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea (1957) de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, projectamos o segundo filme inserido no ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››. Nesta sessão projectamos Polícias e ladrões (1951, 109 min.) de Mario Monicelli e Sceno. Quem apresenta é Sónia Gabriel.

 

7 a 9 de Janeiro: Itinerários com Jacinto Rego de Almeida; Oficina de Teatro Comunitário; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Boudu querido’ de Renoir

2 de Janeiro de 2012

O primeiro fim-de-semana do ano será de actividades várias na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado, 7 de Janeiro, pelas 16h, acontece a 12ª sessão de ‹‹Itinerários›› – uma rubrica onde convidamos alguém com um percurso de vida invulgar que nos conta a sua história. Desta vez é Jacinto Rego de Almeida que nos explica como foi desertar da guerra colonial em Moçambique, sendo oficial da Armada de carreira; o que foi ser exilado, antes do 25 de Abril, em Paris e no Brasil e, depois do 25 de Abril, Conselheiro Económico da Embaixada de Portugal no Brasil; e como se escolhe ser escritor, publicar livros e escrever sobre literatura, vivendo em Alcanhões.

No dia seguinte, domingo, 8 de Janeiro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: Teatro Comunitário. Todos os domingos de Janeiro serão ocupados por esta oficina de teatro, orientada por Rita Wengorovius, pelo Teatro Umano, e outros mais. Nesta primeira sessão vamos fazer um estendal de poesia do bairro: partilhar poemas que os participantes trouxerem, estender ideias e ensaiar formas de dizer e intervir. Tragam um poema de que gostem muito. Para todos a partir dos 10 anos.

Na segunda-feira, pelas 18h30, continua a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea de Mário Dionísio, inserido no ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Eduarda Dionísio.

Nessa noite, às 21h30, acontece a 2ª noite de cinema do ciclo ‹‹Rir uma vez por semana››. Projectamos Boudu querido (1932, 85 min.) de Jean Renoir. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

 

2 de Janeiro: leitura de ‘Conflito e unidade da arte contemporânea’; ciclo de cinema ‹‹Rir uma vez por semana››: ‘A quimera do ouro’ de Chaplin

29 de Dezembro de 2011

O ano de 2012 começa com duas novidades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Na segunda-feira, 2 de Janeiro, pelas 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III›› com novas leituras. Depois de termos lido O elogio da mão e A vida das formas de Henri Focillon, vamos começar a leitura de Conflito e unidade da arte contemporânea de Mário Dionísio. Esta intervenção na conferência da Sociedade Nacional de Belas Artes, durante a I Exposição de Artes Plásticas da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1957, é posterior à edição de A Paleta e o Mundo; mas vem no seguimento da mesma e por esse motivo considerámos pertinente a sua leitura. Quem lê e comenta, com projecção de imagens, é Eduarda Dionísio.

À noite, pelas 21h30, começa um novo ciclo de cinema: ‹‹Rir uma vez por semana››. Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Dá vontade, às vezes. Servirá para alguma coisa? Há várias maneiras de rir. E os filmes cómicos não fazem todos rir da mesma maneira. Por isso, começamos o ciclo com A quimera do ouro (1925/1942, 74 min.) de Charles Chaplin, complementado com a projecção de uma curta-metragem do mesmo realizador, O imigrante (1917, 20 min.). Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

 

 

Até ao fim do ano na Casa da Achada…

19 de Dezembro de 2011

Até ao fim do ano ainda há um dia de actividades na Casa da Achada, mas nos restantes dias de abertura – com excepção dos próximos domingos 25 de Dezembro e 1 de Janeiro, em que estaremos encerrados -, é possível visitar a exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› e consultar a nossa biblioteca pública.

Na próxima segunda-feira, 26 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Nesta sessão Manuela Torres concluí a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de A vida das formas de Henri Focillon. Nos próximos meses, de Janeiro a Março, vamos ler, entre outros, Mário Dionísio, Bento de Jesus Caraça, Fernando Lopes-Graça e João José Cochofel.

À noite, pelas 21h30, termina o ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood›› com a projecção de Reflexos num olho dourado (1967, 108 min.) de John Huston, com Marlon Brando e Elizabeth Taylor. Quem apresenta é Jorge Silva Melo. Em Janeiro começa um novo ciclo de cinema: ‹‹Rir uma vez por semana››.

 

15 a 19 de Dezembro: Fim de Semana Diferente; ‘Dr. Jivago’ por João Rodrigues; leitura de Focillon; cinema com ‘Que teria acontecido a Baby Jane’

12 de Dezembro de 2011

O próximo fim de semana na Casa da Achada será diferente – terá vendas e actividades várias -, mas antes disso, na quinta-feira, 15 de Dezembro, às 18h, acontece a 19ª sessão de ‹‹Livros das nossas vidas››. Nesta sessão João Rodrigues vem falar-nos sobre O Doutor Jivago de Boris Pasternak.

Chamamos ‹‹Fim de semana diferente›› a estes três dias, sexta-feira, 16, sábado, 17 e domingo, 18 de Dezembro, porque porque comprar e vender é importante, ao contrário do que costuma acontecer aqui, para angariarmos fundos para podermos continuar sem grandes ‹‹sobressaltos››. Estarão à venda livros, CDs, vinis, e outros objectos, alguns raros ou difíceis de encontrar. Podem vir para ver o que nem sempre se vê. Conviver como nem sempre se faz. Ouvir o que nem sempre se ouve. Falar com quem nem sempre se está. Comprar (barato) o que nem sempre se encontra. Petiscar o que houver.

  • Programa:Todos os dias:
    Exposição-venda de desenhos e cartoons
    Exposição ‹‹Estrelas de Hollywood››
  • Sábado, 17 de Dezembro:
    16h – Visita guiada
    à exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio›› por Paula Ribeiro Lobo, curadora da exposição.
    17h – Ante-estreia do vídeo de André Spencer, Entre sons, palavras e cores, sobre Mário Dionísio e a Casa da Achada.
    18h – Canções cantadas pelo Coro da Achada
  • Domingo, 18 de Dezembro:
    16h – Oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço – 3››. De sacos de plástico fazer tapetes.

Os horários no sábado e no domingo também serão diferentes: abrimos às 11h e fechamos as portas às 20h.

Na segunda-feira, 19 de Dezembro, pelas 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Manuela Torres que lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o 5.º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: ‹‹As formas no tempo››.

À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: Que teria acontecido a Baby Jane (1962, 134 min.) de Robert Aldrich, com Bette Davis e Joan Crawford. Quem apresenta o filme é Amarante Abramovici.

 

 

10 a 12 de Dezembro: Manuel da Fonseca, amigo de Mário Dionísio; oficina «Prendas sou eu que as faço»; leitura de ‘A vida das formas’ de Focillon; cinema com ‘Os inadaptados’

5 de Dezembro de 2011

No sábado, 10 de Dezembro, às 15h, acontece a 5ª sessão sobre amigos de Mário Dioníso, desta vez sobre Manuel da Fonseca (cujo centenário de comemora este ano). A sessão, realizada com a colaboração da Casa do Alentejo, conta com a participação do irmão, Artur da Fonseca, e do amigo, Vítor Silva Tavares.

Serão lidos contos e poemas de Manuel da Fonseca por Antonino Solmer, Diogo Dória, Fernanda Neves, Inês Nogueira, F. Pedro Oliveira e pelos alunos da Escola Nº 10 do Castelo. A abrir e a fechar canta o Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de S. Domingos. Vão ser projectados imagens e sons de Manuel da Fonseca e canções com letras suas, haverá pão, azeitonas e vinho do Alentejo e mostraremos uma pequena exposição de livros e documentos.

No dia seguinte, domingo, 11 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina «Prendas sou eu que as faço». Depois de termos pintado azulejos na passada sessão, nesta vamos pintar e colar em sacos e cartuchos.

Na segunda-feira12 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo «A Paleta e o Mundo III», que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Miguel Castro Caldas que continua a leitura comentada, com projecção das imagens citadas, do 4º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: «As formas no espírito».

Nessa noite, pelas 21h30, projectamos mais um filme inserido no ciclo «Estrelas de Hollywood»: Os inadaptados (1961, 124 min.) de John Huston, com Clark Gable e Marilyn Monroe. Quem apresenta o filme é Miguel Castro Caldas.

Aqui pode consultar a restante programação de Dezembro.

 

2 a 5 de Dezembro: ‘Memória dum pintor desconhecido’ com Morgane Masterman; Casa da Achada em Alhos Vedros; oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço››; leitura de Focillon; cinema com ‘O homem do braço de ferro’

30 de Novembro de 2011

Na sexta-feira, 2 de Dezembro, pelas 18h, acontece a 18ª e última sessão de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Em Janeiro começa uma rubrica nova: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta sessão Morgane Masterman fala sobre Memória dum pintor desconhecido (1965), o 4º livro de poesia de Mário Dionísio. A escolha dos poemas lidos também é de Morgane Masterman, que escreveu recentemente a sua tese de mestrado sobre Le feu qui dort. Quem lê é Rafael Martins.

Num pingo de verniz
o mundo inteiro cabe

O que se sabe e não sabe
o que se diz e não diz
luz um momento só

que enquanto o brilho escorre
e se cobre de pó
o encanto desfaz-se
dir-se-ia que morre

Mas o que ali floresce
não mais se apaga ou esquece

E o que se diz e não diz
o que se sabe e não sabe
na baça luz do verniz
enquanto morre renasce

Mário Dionísio

No sábado a Casa da Achada sai do bairro de São Cristóvão para visitar Alhos Vedros, a convite da CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros. Às 21h30, no Moinho da Maré, no Cais do Descarregador, em Alhos Vedros, acontece uma sessão em duas partes: a primeira parte, ‹‹Mário Dionísio sobre Mário Dionísio››, consiste na leitura de textos autobiográficos com projecção de imagens; seguindo-se a actuação do Coro da Achada.

No domingo, 4 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: ‹‹Prendas sou eu que as faço››. A partir do que não presta vamos fazer o que presta, e nesta sessão, com Eduarda Dionísio, vamos pintar azulejos.

Na segunda-feira, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, a partir de textos e referidos em A Paleta e o Mundo  de Mário Dionísio. Miguel Castro Caldas lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o capítulo ‹‹As formas no espírito››, de A vida das formas de Henri Focillon.

À noite, pelas 21h30, continua o ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Desta vez projectamos O homem do braço de ouro (1955, 119 min.) de Otto Preminger, com Frank Sinatra e Kim Novak. Quem apresenta é João Paulo Boléo.

 

24 a 29 de Novembro: Greve Geral; ‘O riso dissonante’ de Mário Dionísio por Anna Cortils; oficina de desenho; leitura de Focillon; cinema com ‘A condessa descalça’; lançamento ‘Na Escada de Ferro’

21 de Novembro de 2011

Na quinta-feira, 24 de Novembro, dia da Greve Geral, a Casa da Achada estará encerrada até às 18h. O Coro da Achada irá cantar pelas ruas de Lisboa pela manhã e a tarde, e às 18h abrimos portas para a 17ª sessão de «Mário Dionísio, um escritor».

Nesta sessão Anna Cortils apresenta e lê poemas de O riso dissonante (1950), n.º 4 da colecção do Cancioneiro Geral.

Sobre a obra, Óscar Lopes escreveu: «No Riso Dissonante sente-se […] uma compenetração que só muita luta e muita experiência permitem, num mundo que, pela sua desarticulação, nos abre constantes hiatos na nossa sinceridade e nos forma segundo vários estratos, despegados, de reacções psicológicas.»

o irrecuperável
recuperado ei-lo aqui sorrindo
com a boca torcida mas feliz

com os braços esmagados mas feliz

o que não volta eis volta
por ignoradas mãos
numa hora esquecida
entre as horas marcadas

possível  o recomeço
possível  o sobressalto
possível  o sonho solto
possível  um mundo novo
possível  o impossível

outro é o destino do homem

Mário Dionísio, O riso dissonante

No domingo, 27 de Novembro, das 15h30 às 17h30, acontece a última sessão da oficina de desenho a partir da exposição «Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio». Nesta sessão, orientada por Carla Mota, vamos utilizar técnicas mistas para fazer desenhos.

Na segunda-feira, 28 de Novembro, às 18h30, acontece mais uma sessão de leitura inserida no ciclo «A Paleta e o Mundo III». Continua a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de A vida das formas de Henri Focillon. Quem lê o capítulo «As formas na matéria» é José Smith Vargas.

À noite, pelas 21h30, projectamos o filme A condessa descalça (1954, 128 min.), inserido no ciclo de cinema «Estrelas de Hollywood». O filme realizado por J. L. Mankiewicz, conta com a participação de Humphrey Bogart e Ava Gardner​, e será apresentado por Gabriel Bonito.

No dia seguinte, terça-feira, 29 de Novembro, abrimos excepcionalmente às 18h30 para uma apresentação de um livro, Na Escada de Ferro de Paulo Madeira Rodrigues, organizado pela Zeugma Edições.

Lisboa, dos anos 30 a 50, surge inesperada, vista pelos olhos de um menino a crescer numa rua habitada por alta burguesia. Na Escada de Ferro reporta para uma realidade, aparentemente tranquila, onde a ingenuidade dos dias que passam se alimenta de apontamentos políticos, sociais e económicos, bem mais duros.
Consciência de um grupo sem nome o menino é o guardião de experiências, cumplicidades, brincadeiras, de medos e afastamentos.
É impossível ler Na Escada de Ferro sem iniciar uma viagem ao que há de semelhante em cada um.

Chamamos a atenção para o colóquio, que tem lugar nos dias 25 e 26 de Novembro, organizado pelo CES, sobre João Martins Pereira, sobre quem foi realizada na Casa da Achada um sessão evocativa, um ano depois da sua morte. Ver programa em: http://www.ces.uc.pt/eventos/jmp/pages/pt/apresentacao.php.

 

19 a 21 de Novembro: apresentação de ‘O Caracol’ de Renato Roque; oficina de desenho; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘O comboio apitou três vezes’

17 de Novembro de 2011

No sábado, 19 de Novembro, pelas 16h, acontece uma sessão diferente: é apresentado o livro O Caracol, escrito por Renato Roque e ilustrado por Sérgio Ribeiro, das Edições Afrontamento. A apresentação e conversa é feita por Eduarda Dionísio e conta com a presença do autor. Há também uma leitura de um diálogo entre o caracol e um leitor do livro, por Daniela Gama e Youri Paiva.

No domingo, das 15h30 às 17h30, continua a oficina de desenho a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio››. Depois de já se terem experimentado vários materiais e técnicas, nesta sessão vamos desenhar a tinta da china com a orientação de Emanuel Faustino.

Na segunda-feira à tarde, 21 de Novembro, pelas 18h30, continuamos as leituras comentadas, com projecção de imagens das obras citadas, de textos referidos por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão, Inês Dourado termina a leitura do 2º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon, ‹‹As formas no espaço››.

À noite, às 21h30, projectamos mais um filme do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››: O comboio apitou três vezes (1952, 85 min.) de Fred Zinnemann, com Gary Cooper e Grace Kelly. Quem apresenta o filme é João Rodrigues.

Informamos que a Ficha 3 e o suplemento sobre Maria Keil já estão disponíveis para descarregar em PDF. Quem quiser uma versão em papel mais bonita, é passar cá na Casa da Achada.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020