Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00
Sábados e Domingos
11:00 / 18:00
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Veio de longe e foi para muito longe a conversa com Cláudio Torres, um dos fundadores da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Histórias sem fim que não couberam nas três horas de conversa e hão-de continuar um dia destes. Quem estava (infelizmente poucos) também contou e completou, perguntou. Não foi difícil perceber porque é que o Campo Arqueológico de Mértola (de que Cláudio Torres ainda falou pouco na Casa da Achada) é o que é.
E um pedido de desculpa: no último e-mail enviado dizíamos que a conversa era às 19h. Mas não era. Foi às 16h, como o cartaz e a outras informações anteriores indicavam. Talvez também por isso ter havido menos presenças do que esta espantosa sessão merecia.
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No sábado de manhã, a visita inesperada de uma dúzia de pessoas que andavam a conhecer melhor Lisboa: pararam, entraram pela mão de quem já tinha entrado, olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
No domingo à tarde, a visita de cerca de 20 pessoas vindas do Porto, frequentadoras da Universidade do Autodidacta e Terceira Idade, acompanhadas por Irene Ferreira. Foi a ultima etapa de uma visita que passou pelo Museu Irene Lisboa, pelo Museu do Neo-Realismo e pelo Parque dos Poetas. Também olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
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Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia, terminou a oficina de Fotografia. O trabalho foi montar a exposição do trabalho realizado nas duas sessões anteriores. Assim se achou a Achada, assim mostrou a quem quis ver, o achamento da Achada.
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Vários elementos do Coro da Achada foram a Coimbra participar na festa da pintura do mural da história do Bairro da Relvinha, na Cooperativa Semear Relvinhas.
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Quem vier amanhã (segunda 21 de Junho) ao fim da tarde à leitura colectiva de A Paleta e o Mundo – é João Paulo Esteves da Silva que continua a ler o o capítulo «Nos umbrais da solidão», sobre os inícios da pintura moderna – e quem vier à noite ver ou rever Jules et Jim de François Truffaut, apresentado por Saguenail. Poderá ainda ver algumas imagens pelas portas e jardim: caricaturas de Salazar feitas por Cláudio Torres em 1966 (e recentemente editadas num pequeno álbum), assim como os resultados da oficina de fotografia.
Poemas lidos por Manuel Cintra, com a participação de Pedro e Diana, das obras de Mário Dionísio: Poesia incompleta, Poemas, As solicitações e emboscadas, O riso dissonante, Memória dum pintor desconhecido, Le feu qui dort, Terceira idade.
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Conversa com Cláudio Torres:
Tondela. Flausino Torres. Exílio. Bucareste. Uma máquina de escrever. História de Arte. Rádio Bucareste. Desenhos. Praga 68. Lisboa. 25 de Abril. Faculdade de Letras. Mértola. Guadiana. Arqueologia. Museus. Islamismo. Unesco. Prémios.
Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc.
Exposição de desenhos de Cláudio Torres: «Salazar 40 anos?»
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Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia.
Exposição «Achar a Achada»
Em conjunto, construir e inaugurar a exposição «Achar a Achada».
A partir dos 8 anos.
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Com orientação de Saguenail.
Sessões: 3 horas por dia, de 21 de Junho a 2 de Julho. Sábado, dia 26, e domingo, dia 27, todo o dia. Inscrições: 218877090 ou casadaachada@centromariodionisio.org.
Dos 11 aos 14 anos. Máximo de participantes: 10.
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Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Nos umbrais da solidão» . Quem lê é João Paulo Esteves da Silva.
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Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Jules e Jim de François Truffaut (1962, 105 min.). Legendado em português.
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Ver aqui a programação de Junho de 2010.
Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
Horário de abertura: 2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h; sábados e domingos das 11h às 18h.
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Programa:
10:00h – 19:00h: Pintura do Mural
21:00h – 21:30h: Rebimbómalho
21:30h – 22:00h: Coro da Achada
22:00h – 22:30h: GEFAC – Grupo Etnográfico e Folclore da Academia de Coimbra
Durante o dia vai-se pintar um mural com a história do bairro da Relvinha e à noite o Rebimbómalho, Coro da Achada e a Tocata do GEFAC juntam-se aos vários grupos que se solidarizaram com o bairro na luta por condições condignas de habitabilidade nesta iniciativa que visa lembrar a história deste bairro.
História breve do bairro da Relvinha: Em 1954, 28 famílias foram desalojadas na zona da Estação Velha. Entre 1954 e 1974 estas famílias foram realojadas num bairro de barracas de madeira construído de raíz que procurava resolver de forma provisória a situação relativa à habitação destes moradores. As barracas de madeira, pouco tempo depois de serem estreadas, começaram a ter problemas de insalubridade. A pobreza e a fome marcavam a vida destes moradores. No final da década de 60 os moradores levam a cabo algumas acções radicais e criam uma comissão de moradores onde começam a discutir os problemas que os moradores enfrentavam, chegando a reivindicar junto da Câmara Municipal melhores condições de habitabilidade. Após 25 de Abril de 1974, com a adesão ao projecto SAAL, iniciou-se a construção de casas novas em auto-construção e substituiram-se as barracas de madeira, marcando o início de um novo tempo. Um tempo que é lembrado pelos moradores como um tempo denso em que está presente a “espoir”, conceito desenvolvido por Luísa Tiago Oliveira (2004) ao considerar que a “espoir” descrita por Malraux acerca da guerra civil espanhola se tratava de uma esperança idêntica à que se viveu e sentiu em Portugal nos dois ou três anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974. Neste processo de auto-construção houve uma intensa participação dos moradores do bairro da Relvinha. Os moradores, na execução da Operação SAAL da Relvinha, contaram com a colaboração de vários grupos que se solidarizaram com a luta destes moradores pelo direito a uma habitação condigna. Entre os mesmos, contam-se um grupo de estudantes de medicina, grupos culturais, grupos de jovens voluntários estrangeiros, empresas, pessoas a título individual que deram um contributo imenso para a consecução dos objectivos dos moradores.
Domingo, 6 de Junho, das 15:30h às 17:30h
Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia.
– Sessões:
6 de Junho: Passeio fotográfico onde todos os caminhos vão dar à Achada
Brincar com a cor, textura e planos.
13 de Junho: «Light Painting» – Pintar com a luz
Experimentar uma nova forma de fotografia.
20 de Junho: Exposição «Achar a Achada»
Em conjunto, construir e inaugurar a exposição «Achar a Achada».
A partir dos 8 anos. Número máximo de participantes: 10.
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Segunda-feira, 7 de Junho, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Nos umbrais da solidão» . Quem inicia a leitura é Miguel Castro Caldas, com continuação de João Paulo Esteves da Silva.
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Segunda-feira, 7 de Junho, às 21:3oh
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Irma la douce de Billy Wilder (1963, 147 min.). Filme apresentado por João Pedro Bénard. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
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Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Junho de 2010.
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Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
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Outras actividades:
Sábado, 5 de Junho, das 15:30h às 19:00h
PEQUENO é BOM! é um encontro mensal sobre edição independente que pretende ser um espaço de reflexão e divulgação destas “coisas pequenas” que andam por aí a maior parte das vezes longe do olho público: zines, CD-R’s, k7’s, vinil, graphzines, livros de autor, etc…
Para o mês de Junho o tema da programação será “música – formas de edição independente” com Fernando Cerqueira (Thisco), Filipe Cruz (Enough), Manuel Santos (Narcolepsia), Bráulio Amado (Sleep City), Miguel Caetano (Remixtures) e Ricardo Martins (Lobster, I Had Plans, etc…) como convidados e moderados por uma dupla de Marcos, um é Marado e o outro é Farrajota.
Para além disso, acontece também uma apresentação da Feira Laica (que acontece nesse mês entre 26 e 27 de na Bedeteca de Lisboa) e de novidades editoriais.
Programa:
– Apresentação da Feira Laica
– Exibição dos vídeo-clipes Carbage Goma (26m, EUA, 2009) de David Lee Price (do disco Journey Into Amazing Caves dos Zanzibar Snails) e Reject’zine #3 de Andreia Rechena
– Lançamentos de novos zines
– Conversa “música – formas de edição independente”
Feira de edições com discos, CD’s e K7’s da Thisco, Narcolepsia, Sleep City, Noori e outras edições nacionais e estrangeiras (Finlândia, França, Espanha, Itália, Suécia, Eslovénia, Bélgica) – e de todos os géneros: Crust, Punk, Electrónica, Metal, Pop, Experimental, Rock, Black, Hardcore,… E ainda alguns zines e livros da Chili Com Carne e associados (MMMNNNRRRG, Imprensa Canalha,…)
novidades editoriais :
– Apupópapa, CD+zine colectivo contra o “Papa Ratazana Nazi Pedófilo”
– Reject’zine #3, de Andreia Rechena
– Seitan Seitan Scum (Chili Com Carne + El Pep), antologia luso-brasileira de bd e ilustração
– s/t, graphzine de Inês Silva
– Woods Of Eternity (Noori) CD de Betray-Ed
22 de Maio, sábado, às 16:00h
«Num convés batido pelo vento. É noite. Uma mulher ainda bastante nova, de vestido até ao chão, vem do lado da proa a correr e aos tropeções. Enrodilham-se-lhe as saias nas pernas pouco seguras. E ela avança pelo convés, amparando-se à parede, que tem portas, janelas, tudo fechado por dentro. Parece perseguida. Mas será só a grande ventania que a molesta e assusta.
Ela corre, tropeça, tacteia com desespero. E acaba por (…)»
Mário Dionísio, «A sul do Equador», A morte é para os outros, 1988
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23 de Maio, domingo, às 15:30h
Última sessão da oficina do mês de Maio. Irá ler-se As Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira com a escritora Filomena Marona Beja.
Para crianças a partir dos 10 anos. Número máximo de particantes: 20.
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24 de Maio, segunda-feira, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Desencontros» . Quem lê é Susana Baeta.
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24 de Maio, segunda-feira, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de A Guerra Acabou de Alain Resnais (1966, 121 min.). Filme apresentado, comentado e discutido. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
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Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Maio de 2010.
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Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
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Outras actividades:
21 de Maio, sexta-feira, às 21:00h
no Auditório Nuno Teotónio Pereira (Ordem dos Arquitectos, Lisboa)
Apresentação do livro por Francisco Castro Rodrigues, Eduarda Dionísio e Vítor Silva Tavares.


15 de Maio, sábado, às 15:00h
8ª sessão da análise da 1ª parte de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Apresentação do 8º capítulo, «A beleza é difícil», por Vítor Silva Tavares.
«Agora um paradoxo? Alguma vez um produto directo da emoção poderá não ser fácil?»
«Não podemos explicar um quadro, um soneto, uma máscara. Temos de contentar-nos com o trabalho muito mais modesto e certamente muito mais demorado de, por meios diferentes e simultâneos, forjar condições de aproximação. É tudo. E é muito.»
Mário Dionísio
Estas são as primeiras e últimas frases do capítulo «A beleza é difícil». E pelo meio?
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16 de Maio, domingo, às 15:30h
A oficina do mês de Maio será de leitura. Irá ler-se As Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira com a escritora Filomena Marona Beja.
Para crianças a partir dos 10 anos. Número máximo de particantes: 20. Sessões nos dias 9, 16 e 23 de Maio.
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17 de Maio, segunda-feira, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Desencontros» . Quem lê é Susana Baeta.
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17 de Maio, segunda-feira, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de La vie est à nous de J. Becker, J. B. Brunius, H. Cartier-Bresson, J.-P. Le Chanois, M. Lime, P. Unik, A. Zwoboda, J. Renoir (1936, 66 min.). Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
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Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Maio de 2010.
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Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
Na passada oficina «Obrigatório Afixar» fizeram-se cartazes da oficina de leitura a realizar-se nos dias 9, 16 e 23 de Maio (domingos). A oficina de leitura do livro As Aventuras de João Sem Medo será feita com a escritora Filomena Marona Beja.
A oficina de cartazes continua no próximo domingo, dia 18 de Abril, com José Smith Vargas e Nadine Rodrigues, a partir das 15:30h.
Quinta-feira, dia 15 de Abril, às 18:00h
Quem hoje se interessa pela Leitura Pública não se limita a conservar livros nas estantes e a pôr-lhes as referências nas bases de dados. Muito menos a emprestá-los, exigindo boletins de requisição correctamente preenchidos.
Os livros partilham-se. E de preferência, com um sorriso.
O Clube de Leitura da Achada é o encontro regular de pessoas que se irão tornando leitores/utilizadores da Biblioteca da Achada.
Os encontros, abertos a toda a gente, são destinados principalmente à população que mora perto, a crianças não muito pequenas, a estrangeiros com algum conhecimento da língua portuguesa.
Sábado, dia 17 de Abril, às 15:00h
Continuação do ciclo A Paleta e o Mundo. Leitura e debate do capítulo «Não se pode copiar» da obra de Mário Dionísio com Jorge Silva Melo.
«Entre a natureza e a arte há o homem e a sua permanente recusa a renunciar. Entre o homem e a obra há a força indomável e transformadora que o caracteriza. O mundo é para ele uma realidade maravilhosa que ele próprio sente, ele próprio interpreta, ele próprio transforma. Mesmo que em certos momentos passageiros de dolorosa depressão e aparente abulia o queira ou julgue querê-lo, o homem não pode submeter-se nunca à desumana condição de reflexo mecânico. Está aí a sua força. O seu itinerário é de luta e de risco. Esta limitação é um sinal de glória. O homem não pode copiar. O homem cria.»
Desta obra que levou mais de dez anos a escrever e que, publicada em fascículos, deu origem a dois grossos volumes ilustrados, com arranjo gráfico de Maria Keil, cuja publicação acabou em 1962, disse o autor: «não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa».
De A Paleta e o Mundo disse José-Augusto França: «é uma proposta de cultura no domínio das artes picturais em que a crítica das obras e os factos biográficos se encadeiam com abundantes referências e citações de crónica especializada, revelando vastíssima bagagem de leitura. Trabalho de largo fôlego, de uma envergadura ensaística nunca antes pretendida nas suas quase mil páginas, a obra de Mário Dionísio marca uma época».
A primeira parte do livro coloca e discute um conjunto de questões sobre a Arte e a sua relação com a Sociedade. Foi mais tarde publicada separadamente com o título Introdução à pintura.
As segunda, terceira e quarta partes percorrem a pintura ocidental desde o século XVIII até meados do século XX, altura em que o livro foi escrito.
Existe ainda no mercado uma edição em cinco volumes sem ilustrações, publicada no início dos anos 70, também pelas Publicações Europa-América.
Domingo, dia 18 de Abril, das 15:30h às 17:30h
Partilhar o gosto e experimentar as possibilidades do cartaz como forma de comunicar no espaço público. Por José Smith Vargas e Nadine Rodrigues.
Para crianças a partir dos 6 anos e famílias. Número máximo de participantes: 20. Entrada livre.
Segunda-feira, dia 19 de Abril, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Os sortilégios da luz», sobre o Impressionismo, por Margarida Lélis.
Segunda-feira, dia 19 de Abril, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Viridiana de Luis Buñuel (1961, 90 min.). Quem apresenta é João Pedro Bernard. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Abril de 2010.
Quarta-feira, dia 14 de Abril, às 18:00h no Largo da Achada
Apresentação por Francisco Louçã.
Organização: Sextante Editora
Sexta-feira, dia 16 de Abril, às 18:00h

A fronteira entre Trás-os-Montes e a Galiza foi sendo ajustada ao longo dos séculos. Existia entre estes dois territórios uma terra autónoma, pequena mas muito próspera: o Couto Misto. Actualmente, a prosperidade do Couto é apenas uma recordação e as aldeias do lado de cá e do lado de lá da fronteira padecem do mesmo mal: a desertificação.
Organização: Centro de Estudos Galegos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
Próximas actividades na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio:
Sábado, dia 10 de Abril, a partir das 15:30h.
Pequeno é bom – Encontros de edição independente
– Fanzines: continuação da aventura por Daniel Seabra Lopes
– Exibição de excerto sobre fanzines da série de tv Ver BD (de Pedro Moura)
– Conferência de imprensa sobre a comemoração dos 10 anos da MMMNNNRRRG
– Feira de Fanzines
Alguns títulos disponíveis nesta sessão: vários da Chili Com Carne, Imprensa Canalha, MMMNNNRRRG e Opuntia Books, zines do Rodolfo, Latrina do Chifrudo, Alçapão – zine de arquitectura dura, Cospe Aqui, Reject’zine, King Cat entre vários títulos estrangeiros vindos de França, Itália, Sérvia, Brasil, Bélgica, EUA, Inglaterra, Suécia e Noruega.
Entrada livre.
Organização: Chili Com Carne
Domingo, dia 11 de Abril, das 15:30h às 17:30h
Obrigatório Afixar – Oficina de cartazes
Partilhar o gosto e experimentar as possibilidades do cartaz como forma de comunicar no espaço público. Por José Smith Vargas e Nadine Rodrigues.
Para crianças a partir dos 6 anos e famílias. Número máximo de participantes: 20. Entrada livre.
Segunda-feira, 12 de Abril, às 18:30h
Leitura colectiva da 2ª parte de A Paleta do Mundo

Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Os sortilégios da luz», sobre o Impressionismo, por Margarida Lélis.
Entrada livre.
Segunda-feira, 12 de Abril, às 21:30h
Filmes proibidos antes do 25 de Abril: As Vinhas da Ira de John Ford
Início do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de As Vinhas da Ira de John Ford. Quem apresenta é Henrique Espírito Santo. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
Entrada livre.
Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Em Janeiro, aos domingos, das 15h30 às 17h30 vai haver uma oficina de expressão plástica para crianças, a partir de quadros de Mário Dionísio em exposição, orientada por Carla Mota: ENTRE LINHAS E CORES.
A partir dos 6 anos. Máximo de participantes: 10. Inscrições abertas. Entrada livre.
Dias: 3, 10, 17, 24, 31 de Janeiro.
André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020