Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00
Sábados e Domingos
11:00 / 18:00
No próximo domingo, 31 de Outubro, acontece a última sessão da Oficina de Teatro organizada por Mariana Goes. Será das 15h30 às 17h30. Lembramos que a oficina de Novembro será de Fantoches.

Na segunda-feira, 1 de Novembro, continua a leitura do capítulo «Sorrir e gritar» de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Quem lê é João Rodrigues às 18h30. À noite, pelas 21h30, projectamos Honeymoon Killers (Lua de mel de assassinos, 1969, 108 min.), o único filme do compositor de ópera Leonard Kastle. Quem apresenta é Regina Guimarães e Saguenail.

Esta terça-feira, 2 de Novembro, voltamos a abrir para a sessão Antes do Inverno, uma mostra de livros e de filmes de 2010 da Hélastre. Fica aqui o programa:
18h30, Projecção dos filmes:
– A última fita de Regina Guimarães (3’15’’)
– Rés-do-chão de Regina Guimarães (7’)
– Estudo de mercado de Regina Guimarães & Saguenail (11’)
– Ângulo Morto de Regina Guimarães (30’)
21h30, Lançamento dos livros:
– Caderno do Regresso de Regina Guimarães
– Poisson noyé de Saguenail
– La patiencede Saguenail
22h00, Apresentação dos filmes:
– Preto e branca de Saguenail (50′)
– L’éternel Départ de Saguenail (33′)

Esperam-nos quatro dias preenchidos na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Este sábado, dia 23 de Outubro, acontecem duas coisas:
Às 16h inauguramos a exposição de fotografia «Maria Helena Vieira da Silva e Arpad Szenes vistos por Ursula Zangger», com a presença da autora. A exposição continua até o dia 8 de Novembro.
Depois, às 17h, acontece a 4ª sessão de Itinerários. Desta vez é Jorge Valadas que nos falará do seu percurso: de Lisboa a Paris, nos anos 60; hoje entre Paris e Tavira; do trabalho manual ao trabalho intelectual; mudar a vida, mudar o mundo – o emigrante, o imigrado, o militante, o autor de livros em francês, com ou sem pseudónimo, também sobre Portugal.
Nesse mesmo dia, em Paris, o Coro da Achada canta na Fête de Chorales no Les Condensateurs d’Idées (Montreuil).
No domingo, dia 24 de Outubro, às 15h30, continua a Oficina de Teatro. É a 3ª sessão coordenada por Mariana Goes.
No dia seguinte, segunda-feira, 25 de Outubro há a sessão habitual de leitura de A Paleta e o Mundo às 18h30. João Rodrigues e Sónia Gabriel lêem o capítulo «Sorrir e gritar».
À noite, às 21h30, projectamos o filme Espoir, a única longa-metragem de André Malraux. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.
Terça-feira a Casa da Achada abre excepcionalmente à noite. Pelas 21h30 há a apresentação e projecção do filme De Caras de Tiago Afonso, a partir de uma longa entrevista com Camilo Mortágua, com a presença do realizador e do entrevistado. Aqui deixamos o que diz Tiago Afonso sobre o filme e a apresentação:
«Arrasta-se há mais de três anos aquilo a que eu chamava o projecto LUAR. Hoje apresento-o na Casa da Achada com o título “De Caras”. O que começou por ser uma investigação e conjunto de entrevistas à volta da Liga Unida de Acção Revolucionária centrou-se numa só personagem: Camilo Mortágua.
Filme de enorme simplicidade formal, trata-se de um depoimento montado no qual a personagem fala sobre o seu percurso desde o início dos anos sessenta até aos dias de hoje tendo como momentos essenciais as acções da organização antifascista e a aventura da Torre Bela, ocupação e consequente autogestão da herdade dos duques de Lafões, que se transformou num dos ícones do PREC por ter sido registado em filme pelo recém falecido realizador alemão Thomas Harlan.
A segunda dimensão do filme, ao nível da imagem, são desenhos feitos por PAM a partir do depoimento, sendo que apenas um ou outro tem características de ilustração. A maioria tende para a dispersão. Trata-se de interpretações subjectivas de palavras bastante objectivas.
Desde o início que entendo que o sítio ideal para apresentar pela primeira vez este projecto é a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, não só por certas afinidades políticas, mas também por ter sido com estas pessoas (Mário Dionisenses) que dei os meus primeiros passos na descoberta da história recente, mas forçosamente esquecida por muitos deste nosso malfadado país à beira mar encostado.»
Sábado, 16 de Outubro, 18:00h
Direis que não é poesia – com Bárbara Assis Pacheco
Desenhos, leitura e música a partir de poemas de Mário Dionísio. Participam Bárbara Assis Pacheco, dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, João Pacheco, Miguel-Manso e os meninos da escola do Castelo com a professora Ariana.
Domingo, 17 de Outubro, 15:30h às 17:30h
Oficina de Teatro com Marina Goes
Para todos. Máximo de participantes: 15.
Segunda-feira, 18 de Outubro, 18:30h
Ciclo A Paleta e o Mundo
Leitura, com projecção de imagens, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. João Rodrigues e Sónia Gabriel continuam a leitura do capítulo «Sorrir e gritar» sobre a arte da primeira metade do século XX.
21:30h
Realizadores de uma só longa-metragem – A sombra do caçador de Charles Laughton
Projecção do filme A sombra do caçador (1955, 92min.) de Charles Laughton. Quem apresenta é João Pedro Bénard.
Na quinta-feira, 16 de Setembro, às 18h, acontece a 4ª edição de «Livros das nossas vidas»: Ensaios de Montaigne por Cristina Almeida Ribeiro.

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No fim-de-semana, 18 e 19 de Setembro, a Biblioteca da Casa da Achada abre ao Festival Todos durante o seu horário de abertura habitual, das 11h às 18h.

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No domingo, às 15h, realiza-se a 1ª sessão da Oficina de Pinhole com Luís Rocha e Tânia Araújo.
«Fotografar o seu quotidiano e o seu bairro através da fotografia pinhole. Introdução teórica e construção de máquinas pinhole, saídas fotográficas, revelação e impressão de fotografias num laboratório preto e branco.»
Para crianças, jovens e famílias. Máximo de participantes: 15. Inscrições: 218877090 ou casadaachada@centromariodionisio.org.
Organizado pelo MEF – Movimento de Expressão Fotográfica.

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No mesmo dia, às 17h, canta o Coro da Achada no Largo da Achada, inserido na rubrica «Vozes do Bairro» do Festival Todos.
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Na segunda-feira lê-se A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio às 18:30h. O capítulo «French-cancan e música de câmara» é lido por Clara Boléo. Serão projectadas imagens das obras referidas no texto.
À noite, às 21:30h, há cinema ao ar livre. Projectamos Mortu Negra de Flora Gomes (1988, 92min.). Quem apresenta é António Loja Neves.

Este sábado, dia 28 de Agosto, às 16h, acontece a 3ª sessão de Itinerários. Desta vez é Vítor Silva Tavares que nos irá falar do seu percurso: Ir e vir da Madragoa ao Bairro Alto e ao Chiado; ir de Lisboa a Benguela e voltar; ir e vir de Lisboa ao Fundão. Ler, escrever e desenhar. Fazer jornais, fazer livros, fazer capas. Descobrir, inventar, contar, ajudar, viver. &etc &etc &etc…
Haverá também uma exposição de livros da &etc.
No domingo, dia 29, haverá mais uma oficina. Carla Mota fará gravura no jardim da Casa da Achada, das 15:30h às 17:30h. Para toda a gente a partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.
Na segunda-feira, dia 30 de Agosto, como habitualmente, há a leitura de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Às 18:30h Filomena Marona Beja continua a leitura do capítulo ‹‹Para mais longe que os cavalos do Partenón›› sobre Gauguin.
Às 21:30h há cinema ao ar livre frente à Casa da Achada. Projectamos Os verdes anos (1963) de Paulo Rocha, com a presença do realizador. Se as condições atmosféricas não permitirem a projecção ao ar livre, esta realiza-se na Casa da Achada. Ver aqui a restante programação do ciclo de cinema assim começaram 13 grandes realizadores.
Todas as actividades são de entrada livre.


Às 21:30h, iremos projectar o filme Accatone de Pier Paolo Pasolini (1961, 120min.). Quem apresenta é Eupremio Scarpa e a entrada é livre.
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Durante quatro dias a Casa da Achada terá várias actividades para toda a gente.
Na sexta-feira, dia 13, a partir das 18h, haverá duas sessões em torno de duas obras de Mário Dionísio: Saguenail falará de Le feu qui dort, livro de poemas em francês; e Regina Guimarães falará do último livro de poesia do autor, Terceira Idade.

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No sábado, dia 14, a partir das 15h, acontece a apresentação com debate do 11º e último capítulo da introdução de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, «Olhar e Ver», um resumo do que foi sendo dito nos capítulos anteriores, com António Pedro Pita, autor entre muitas obras de Conflito e Unidade no Neo-Realismo Português, coordenador da colecção «A Paleta e o Mundo» da Editora Ariadne, um dos fundadores da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

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Já no domingo, 15 de Agosto, entre as 15:30h e as 17:30h, realiza-se a Oficina de Tecidos com Irene van Es. A partir de tecidos com quadros de Mário Dionísio quem quiser poderá vir aprender a fabricar pequenos objectos.




No sábado a Chili Com Carne organiza a 5ª sessão do Pequeno é bom – encontros sobre edição independente. O tema desta sessão é «Cinema de Animação DIY» e terá várias projecções. Das 16h às 19h.

A PALETA E O MUNDO
Sábado, 26 de Junho às 15:00h
«Conteúdo e forma»
(9º capítulo da Introdução)
com Pedro Rodrigues

1. Mas que vem a ser o quadro?
As fronteiras da sua realidade. O problema da liberdade. O quadro, a arte, o conhecimento humano.
2. Que vida é a sua?
Movimento e paragem. Nem só absoluto, nem só relativo.
3. A hipótese de Sartre
O conceito de imaginário. A obra de arte é um irreal. Primeiras críticas a Sartre.
4. A resposta a Sartre
Imaginário é ainda mundo. Este mundo não é só fundo. “O ponto mais grave” da tese de Sartre.
5. Não só absoluto, nem só relativo
A obra é agente de conhecimento. Dentro do relativo há um absoluto. A dialéctica.
6. Conteúdo e forma
A falsa dualidade e a chave para compreender. “A minha propriedade é a forma”. Outras artes: a música. Um perigo e uma precipitação.
7. Um parêntese importante
Entre conteúdo e forma, “alguma coisa decisiva e bem complexa se passa”. É preciso explicar ainda melhor? (Uma polémica subjacente).
8. Uma luta de opostos
O espírito faz a mão, a mão faz o espírito. Vem Gorki e ajuda nesta luta.
9. Amor da forma e formalismo
Um “rótulo infamante” e a pobreza da forma.
10. Não basta estudar o que há de relativo numa obra
e uma citação de Marx que não vem por acaso.
mais sobre o Ciclo A Paleta e o Mundo
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Veio de longe e foi para muito longe a conversa com Cláudio Torres, um dos fundadores da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Histórias sem fim que não couberam nas três horas de conversa e hão-de continuar um dia destes. Quem estava (infelizmente poucos) também contou e completou, perguntou. Não foi difícil perceber porque é que o Campo Arqueológico de Mértola (de que Cláudio Torres ainda falou pouco na Casa da Achada) é o que é.
E um pedido de desculpa: no último e-mail enviado dizíamos que a conversa era às 19h. Mas não era. Foi às 16h, como o cartaz e a outras informações anteriores indicavam. Talvez também por isso ter havido menos presenças do que esta espantosa sessão merecia.
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No sábado de manhã, a visita inesperada de uma dúzia de pessoas que andavam a conhecer melhor Lisboa: pararam, entraram pela mão de quem já tinha entrado, olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
No domingo à tarde, a visita de cerca de 20 pessoas vindas do Porto, frequentadoras da Universidade do Autodidacta e Terceira Idade, acompanhadas por Irene Ferreira. Foi a ultima etapa de uma visita que passou pelo Museu Irene Lisboa, pelo Museu do Neo-Realismo e pelo Parque dos Poetas. Também olharam, ouviram, perguntaram. Descobriram.
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Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia, terminou a oficina de Fotografia. O trabalho foi montar a exposição do trabalho realizado nas duas sessões anteriores. Assim se achou a Achada, assim mostrou a quem quis ver, o achamento da Achada.
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Vários elementos do Coro da Achada foram a Coimbra participar na festa da pintura do mural da história do Bairro da Relvinha, na Cooperativa Semear Relvinhas.
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Quem vier amanhã (segunda 21 de Junho) ao fim da tarde à leitura colectiva de A Paleta e o Mundo – é João Paulo Esteves da Silva que continua a ler o o capítulo «Nos umbrais da solidão», sobre os inícios da pintura moderna – e quem vier à noite ver ou rever Jules et Jim de François Truffaut, apresentado por Saguenail. Poderá ainda ver algumas imagens pelas portas e jardim: caricaturas de Salazar feitas por Cláudio Torres em 1966 (e recentemente editadas num pequeno álbum), assim como os resultados da oficina de fotografia.
Poemas lidos por Manuel Cintra, com a participação de Pedro e Diana, das obras de Mário Dionísio: Poesia incompleta, Poemas, As solicitações e emboscadas, O riso dissonante, Memória dum pintor desconhecido, Le feu qui dort, Terceira idade.
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Conversa com Cláudio Torres:
Tondela. Flausino Torres. Exílio. Bucareste. Uma máquina de escrever. História de Arte. Rádio Bucareste. Desenhos. Praga 68. Lisboa. 25 de Abril. Faculdade de Letras. Mértola. Guadiana. Arqueologia. Museus. Islamismo. Unesco. Prémios.
Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc. Etc.
Exposição de desenhos de Cláudio Torres: «Salazar 40 anos?»
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Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia.
Exposição «Achar a Achada»
Em conjunto, construir e inaugurar a exposição «Achar a Achada».
A partir dos 8 anos.
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Com orientação de Saguenail.
Sessões: 3 horas por dia, de 21 de Junho a 2 de Julho. Sábado, dia 26, e domingo, dia 27, todo o dia. Inscrições: 218877090 ou casadaachada@centromariodionisio.org.
Dos 11 aos 14 anos. Máximo de participantes: 10.
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Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Nos umbrais da solidão» . Quem lê é João Paulo Esteves da Silva.
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Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Jules e Jim de François Truffaut (1962, 105 min.). Legendado em português.
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Ver aqui a programação de Junho de 2010.
Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
Horário de abertura: 2ª, 5ª e 6ª das 15h às 20h; sábados e domingos das 11h às 18h.
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Programa:
10:00h – 19:00h: Pintura do Mural
21:00h – 21:30h: Rebimbómalho
21:30h – 22:00h: Coro da Achada
22:00h – 22:30h: GEFAC – Grupo Etnográfico e Folclore da Academia de Coimbra
Durante o dia vai-se pintar um mural com a história do bairro da Relvinha e à noite o Rebimbómalho, Coro da Achada e a Tocata do GEFAC juntam-se aos vários grupos que se solidarizaram com o bairro na luta por condições condignas de habitabilidade nesta iniciativa que visa lembrar a história deste bairro.
História breve do bairro da Relvinha: Em 1954, 28 famílias foram desalojadas na zona da Estação Velha. Entre 1954 e 1974 estas famílias foram realojadas num bairro de barracas de madeira construído de raíz que procurava resolver de forma provisória a situação relativa à habitação destes moradores. As barracas de madeira, pouco tempo depois de serem estreadas, começaram a ter problemas de insalubridade. A pobreza e a fome marcavam a vida destes moradores. No final da década de 60 os moradores levam a cabo algumas acções radicais e criam uma comissão de moradores onde começam a discutir os problemas que os moradores enfrentavam, chegando a reivindicar junto da Câmara Municipal melhores condições de habitabilidade. Após 25 de Abril de 1974, com a adesão ao projecto SAAL, iniciou-se a construção de casas novas em auto-construção e substituiram-se as barracas de madeira, marcando o início de um novo tempo. Um tempo que é lembrado pelos moradores como um tempo denso em que está presente a “espoir”, conceito desenvolvido por Luísa Tiago Oliveira (2004) ao considerar que a “espoir” descrita por Malraux acerca da guerra civil espanhola se tratava de uma esperança idêntica à que se viveu e sentiu em Portugal nos dois ou três anos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974. Neste processo de auto-construção houve uma intensa participação dos moradores do bairro da Relvinha. Os moradores, na execução da Operação SAAL da Relvinha, contaram com a colaboração de vários grupos que se solidarizaram com a luta destes moradores pelo direito a uma habitação condigna. Entre os mesmos, contam-se um grupo de estudantes de medicina, grupos culturais, grupos de jovens voluntários estrangeiros, empresas, pessoas a título individual que deram um contributo imenso para a consecução dos objectivos dos moradores.
Domingo, 6 de Junho, das 15:30h às 17:30h
Com orientação de Catarina Costa Alves e Vera Correia.
– Sessões:
6 de Junho: Passeio fotográfico onde todos os caminhos vão dar à Achada
Brincar com a cor, textura e planos.
13 de Junho: «Light Painting» – Pintar com a luz
Experimentar uma nova forma de fotografia.
20 de Junho: Exposição «Achar a Achada»
Em conjunto, construir e inaugurar a exposição «Achar a Achada».
A partir dos 8 anos. Número máximo de participantes: 10.
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Segunda-feira, 7 de Junho, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Nos umbrais da solidão» . Quem inicia a leitura é Miguel Castro Caldas, com continuação de João Paulo Esteves da Silva.
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Segunda-feira, 7 de Junho, às 21:3oh
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Irma la douce de Billy Wilder (1963, 147 min.). Filme apresentado por João Pedro Bénard. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
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Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Junho de 2010.
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Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
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Outras actividades:
Sábado, 5 de Junho, das 15:30h às 19:00h
PEQUENO é BOM! é um encontro mensal sobre edição independente que pretende ser um espaço de reflexão e divulgação destas “coisas pequenas” que andam por aí a maior parte das vezes longe do olho público: zines, CD-R’s, k7’s, vinil, graphzines, livros de autor, etc…
Para o mês de Junho o tema da programação será “música – formas de edição independente” com Fernando Cerqueira (Thisco), Filipe Cruz (Enough), Manuel Santos (Narcolepsia), Bráulio Amado (Sleep City), Miguel Caetano (Remixtures) e Ricardo Martins (Lobster, I Had Plans, etc…) como convidados e moderados por uma dupla de Marcos, um é Marado e o outro é Farrajota.
Para além disso, acontece também uma apresentação da Feira Laica (que acontece nesse mês entre 26 e 27 de na Bedeteca de Lisboa) e de novidades editoriais.
Programa:
– Apresentação da Feira Laica
– Exibição dos vídeo-clipes Carbage Goma (26m, EUA, 2009) de David Lee Price (do disco Journey Into Amazing Caves dos Zanzibar Snails) e Reject’zine #3 de Andreia Rechena
– Lançamentos de novos zines
– Conversa “música – formas de edição independente”
Feira de edições com discos, CD’s e K7’s da Thisco, Narcolepsia, Sleep City, Noori e outras edições nacionais e estrangeiras (Finlândia, França, Espanha, Itália, Suécia, Eslovénia, Bélgica) – e de todos os géneros: Crust, Punk, Electrónica, Metal, Pop, Experimental, Rock, Black, Hardcore,… E ainda alguns zines e livros da Chili Com Carne e associados (MMMNNNRRRG, Imprensa Canalha,…)
novidades editoriais :
– Apupópapa, CD+zine colectivo contra o “Papa Ratazana Nazi Pedófilo”
– Reject’zine #3, de Andreia Rechena
– Seitan Seitan Scum (Chili Com Carne + El Pep), antologia luso-brasileira de bd e ilustração
– s/t, graphzine de Inês Silva
– Woods Of Eternity (Noori) CD de Betray-Ed
André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020