Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00
Sábados e Domingos
11:00 / 18:00
No suplemento do Diário de Notícias e do Jornal de Notícias, o Notícias Magazine, foi publicado um artigo sobre a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: «Todo o Dionísio», pela jornalista Sarah Adamopoulos e a fotografia por Rui Coutinho. Deixamos aqui a versão completa impressa (cliquem nas imagens para aumentar) e o link para a versão on-line da notícia que tem menos informação.
9 de Maio, domingo, às 15:30h
A oficina do mês de Maio será de leitura. Irá ler-se As Aventuras de João Sem Medo de José Gomes Ferreira com a escritora Filomena Marona Beja.
Para crianças a partir dos 10 anos. Número máximo de particantes: 20. Sessões nos dias 9, 16 e 23 de Maio.
.
10 de Maio, segunda-feira, às 18:30h
Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Desencontros» . Quem lê é Susana Baeta.
.
10 de Maio, segunda-feira, às 21:30h
Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de Outubro de Sergei Eisenstein (1928, 75 min.). Quem apresenta é Alberto Seixas Santos. Legendado em português.
Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.
.
Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho
A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio
Ver aqui a programação de Maio de 2010.
.
Outras actividades:
8 de Maio, sábado, às 18:00h
Mostra a história dum colectivo: as mulheres raianas, que atravessavam a fronteira entre os dois países para ganhar a vida nuns tempos onde nada era fácil. E assim, por baixo das saias traziam sabão, arroz ou café, comida para os ‘tempos de fome’, no entanto passavam na frente dos polícias.
Organização: Centro de Estudos Galegos da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa.
.
Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.
A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio esteve presente na Feira do Livro de Lisboa.
O encontro realizou-se ontem pelas 18:30h na Praça Amarela. Eduarda Dionísio apresentou a Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e falou das edições do centro e explicou como está estruturada a página da internet da associação. Inês Nogueira leu quatro textos de Regina Guimarães sobre a pintura de Mário Dionísio. Ainda várias pessoas leram poemas do escritor e pintor.
Houve ainda duas apresentações musicais: Pedro e Diana e o Coro da Achada cantaram músicas com letra de Mário Dionísio e outras.
A Associação Alagamares, com quem temos colaborado, irá participar 1ª Mostra de PAACS (Plataforma de Associações e Agentes Culturais de Sintra) que irá decorrer no dia 2 de Maio, das 10h às 20h, no Largo da Feira em Sintra.
Haverá teatro, workshops, debate, artesanato, concertos, recitais, marionetas, associativismo, danças, e outras coisas mais.
Comemorou-se na Casa da Achada o 36º aniversário do 25 de Abril de 1974.
Durante todo o dia ouviu-se Zeca Afonso. Após o desfile da Avenida da Liberdade muita gente se juntou para conversar e ouvir o Coro da Achada.
Chamados à atenção que foram publicados dois textos a Um Cesto de Cerejas, livro de conversas com Francisco Castro Rodrigues, organizado por Eduarda Dionísio. É uma das três primeiras edições do Centro Mário Dionísio.
Ler aqui a crítica de José Carlos Vasconcelos no Jornal de Letras e a de José Manuel Fernandes no Expresso.
O Coro da Achada participou, nos dias 19, 20 e 21 de Março, na festa anual da Lega di Cultura di Piadena em Itália. A festa este ano tinha como tema de debate a Imigração/Emigração.
A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural italiana amiga da Casa da Achada e que participou na Semana de Abertura em Setembro de 2009.
O coro teve uma participação na noite do dia 19, no Teatro Gallerani em San Giovanni in Croce, onde se homenageou Eugenia Arnoldi, conhecida por Genia, fundadora da Lega que morreu este ano.
No sábado houve um debate sobre o tema das migrações no Teatro Gallerani. Nesse dia e nos dias anteriores ajudámos a preparar a festa.
O coro cantou também no domingo na sede da Lega di Cultura di Piadena, em Pontirolo, em conjunto como muitos outros coros de Itália, da França, da Andaluzia e da Hungria. O Coro da Achada cantou várias músicas portuguesas de Mário Dionísio e outras de luta em português, italiano, francês, castelhano, catalão e inglês.
Nestes dias da festa participaram também, entre outros, o Coro Si Bémol et 14 demis (de Paris), Le Vie del Canto (de Génova), La Sarabanda (de Roma), o Coro Dominguero (de Sevilha), Suonatori Terra Terra (de Florença), Colori di Maggio di Marsiglia, Banda degli Ottoni (de Milão), Istituto Ernesto di Martino, Nuovo Canzoniere Bresciano, I Giorni Cantati (de Calvatone e Piadena), Fiati Sprecati (de Florença), Cenciallegre (de Modena), Circolo Gianni Bosio (de Roma), Coro di Micene, Voci di Mezzo e L’Hard Coro de Marchi (de Bolonha).
Mais informações:
Sítio da Lega di Cultura di Piadena
Galeria de Imagens – Coro da Achada (em actualização)
Antes disto na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio:
– domingo, 14 de Fevereiro, às 15h30: Fazer o que presta a partir do que não presta – oficina para crianças e suas famílias orientada por Eupremio Scarpa
– segunda-feira, 15 de Fevereiro, às 18h30: leitura colectiva d’A Paleta e o Mundo – capítulo «Outros homens, outros temas», lido por Diana Dionísio
– segunda-feira, 15 de Fevereiro, às 21h30: projecção de Oito e meio, de Federico Fellini. Ciclo Filmes de que Mário Dionísio falou. Entrada livre.
Na próxima segunda-feira, tal como em todas as segundas-feiras, às 18h30, continua a leitura colectiva d’A Paleta e o Mundo, de Mário Dionísio. Acabámos o 5º capítulo da 2ª parte, que foi lido por José Manuel Mendes, e avançamos agora para o 6º – «Outros homens outros temas», sobre Daumier -, que será lido por Diana Dionísio.
As leituras, que duram sensivelmente uma hora em cada sessão, são interrompidas por comentários e explicações, e são projectadas as reproduções das obras referidas no texto.
pintura de Daumier
SOBRE A PALETA E O MUNDO
Desta obra que levou mais de dez anos a escrever e que, publicada em fascículos, deu origem a dois grossos volumes ilustrados, com arranjo gráfico de Maria Keil, cuja publicação acabou em 1962, disse o autor: «não é uma história, não é um tratado, nem se dirige a especialistas. Quereria antes ser uma longa conversa».
A Associação Cultural Alagamares já deu notícia da sessão em torno de Um cesto de cerejas – conversas, memórias, uma vida, de Francisco Castro Rodrigues e Eduarda Dionísio, que organizou, com a nossa colaboração, no passado dia 2 de Fevereiro na Casa de Teatro de Sintra. Para além dos dois autores, falaram a escritora Filomena Marona Beja e o presidente da Alagamares. Na ocasião foi também assinado o acordo de cooperação entre as duas associações.
TERÇA-FEIRA, 26 de JANEIRO, 19h
Terça-feira (26 de Janeiro) às 19h a Casa da Achada acolherá o lançamento do livro Combate Ilustrado, uma selecção de ilustrações e bandas desenhadas publicadas pelo jornal Combate. A coordenação e o design é de Jorge Silva. As ilustrações e bandas desenhadas são de Alain Corbel, Alice Geirinhas, André Ruivo, Ângelo Ferreira de Sousa, Carlos Marques, Catarina Carneiro de Sousa, Cristina Sampaio, Diniz Conefrey, Francisco Vaz da Silva, Fernando Torres, Fonte Santa, Frederico Mira, Gonçalo Pena, Isabel Carvalho, Joanna Latka, João Fazenda, Jonas, Jorge Silva, Jorge Varanda, José Cerqueira, José Feitor, Luís da Silva, Miguel Cabral, Nicolau Tudela, Nuno Costa, Nuno Gonçalves, Nuno Neves, Nuno Saraiva, Patrícia Garrido, Paulo Cintra, Pedro Amaral, Pedro Burgos, Pedro Cavalheiro, Pedro Pousada, Pedro Zamith, Relvas, Renato, Richard Câmara, Rui Silvares e Vasco.
Mais informações aqui.
QUINTA-FEIRA, 28 de JANEIRO, 18h
Na quinta-feira (28 de Janeiro) às 18h será lançada na Casa da Achada a obra editada pela Angelus Novus Finisterra: O Trabalho do Fim: reCitar a Origem, de Manuel Gusmão, sobre Finisterra. Paisagem e povoamento de Carlos de Oliveira (1978).
Mais informações aqui.
E não há só livros novos na Casa da Achada.
A biblioteca pública, que continua a ser catalogada, já pode ser consultada.
A próxima sessão do Clube de Leitura, orientado pela escritora Filomena Marona Beja, terá lugar no sábado 30 de Janeiro, às 16h. O livro que estamos a discutir é Um prego no coração de Paulo José Miranda, sobre Cesário Verde.
Às segundas-feiras às 18h30 continuamos a leitura colectiva, comentada e com projecção de imagens d’ A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio.
As três edições do Centro Mário Dionísio e outras estão à venda na Casa da Achada.
Está disponível na internet o texto de Mário Dionísio ao propor a candidatura de Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, ao Prémio Nacional de Leitura (1963), objecto de uma comunicação do fundador da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio João Marques Lopes no II Colóquio Internacional Relações Literárias Luso-Brasileiras, «Textos e Fronteiras», na Faculdade de Letras, no dia 14 de Abril de 2009. O texto, com introdução do investigador, foi publicado na revista Navegações, Porto Alegre, v.2, n.2, pp. 167-170, Julho – Dezembro de 2009.
A Casa da Achada-Centro Mário Dionísio
+
Regina Guimarães e Saguenail
vêm por este meio convidar-vos
a aparecer no Centro Mário Dionísio – Casa da Achada
Rua da Achada nº11,
no sábado, dia 16 de Janeiro, às 18 horas.
A Hélastre lança sete novos livros
– Le peu de chose
– Le Repas de famille ou Le vieux monde
– Ne carpti dies
– Exils
de Saguenail
– Orbe
– Lady Boom
– Cantigas de Amigo
de Regina Guimarães
e mostra em ante-estreia
o filme-duelo
de Saguenail e Regina Guimarães
nus
dans
la cage
d’escaliers
A palavra corpo tem essa força de evocação junto dos sonhadores impenitentes que se impõe ao nosso imaginário, como lisura, pontuada de pregas, rugas, linhas e pilosidades, interrompida por bocas, ângulos e curvas, de uma paisagem matinal e exterior; mas, ao mesmo tempo, sugere, um secreto labirinto de canais, poços, bolsas, camadas fibrosas, membranas diáfanas, líquidos espessos e infinitas circunvoluções, que compõem uma paisagem crepuscular e interior. O corpo é o nosso interior e o nosso exterior. Portáteis. Nele se escrevem marcas das dores e dos prazeres, dos ímpetos e dos recalcamentos, mal conhecidos dos detentores da ciência, mas matéria de erro e errância dos amantes.
A superabundância de apelos, mais ou menos publicitários – nunca inofensivos – à conservação patrimonial do corpo em estado de perpétua juventude – sob o signo da máxima, vagamente tingida de eugenismo, mente sã em corpo são – camufla um paradoxo que as paisagens terrestres nos ajudam a desvendar, por vezes quase a decifrar. É que, em boa verdade, quanto mais velho, desgastado, trabalhado pela erosão um corpo parece, mais nele comparece a corporalidade, interna ou externa. Em poucas palavras, quanto mais antigo é um corpo, mais corpo é.
…
(escrito no Alentejo)
A partir de agora quem quiser pode fazer-se Amigo da Casa da Achada e contribuir assim para a sua existência e para a continuação da sua actividade.
Entre aqueles que às quartas-feiras vêm cantar, os espectadores das sessões de cinema, os que seguem a leitura semanal de A Paleta e o Mundo, os participantes das oficinas para crianças aos domingos que começaram este mês e todos aqueles que por aqui têm passado, vários têm perguntado como poderão ajudar e ligar-se mais à Casa da Achada.
A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio foi fundada em 29 de Setembro de 2008 por cerca de 60 pessoas com vários tipos de relação com Mário Dionísio e a sua obra. Foi inaugurada, depois das obras de recuperação e adaptação necessárias, custeadas pela família de Mário Dionísio, em 29 de Setembro de 2009. Passou a abrir ao público, com um horário provisório, em 15 de Outubro de 2009.
Além de um Centro de Documentação, onde está depositado o espólio literário e parte do espólio artístico de Mário Dionísio e o seu arquivo pessoal e de Maria Letícia Clemente da Silva, que inclui a biblioteca privada dos dois, já acessíveis a quem os queira consultar, enquanto o trabalho de catalogação continua, a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio tem uma zona pública onde está exposta grande parte do espólio artístico de Mário Dionísio e está em organização uma biblioteca de características populares, onde semanalmente ensaia o Coro da Achada e onde se realizam actividades com entrada livre: leituras, conversas, lançamentos de livros, sessões de cinema, oficinas.
Os apoios estatais, autárquicos e de outras instituições até ao momento foram diminutos, não são regulares e são difíceis de prever. Há despesas correntes e outras que é necessário pagar e que não podem esperar por decisões de outros.
Propomos agora que os Amigos da Casa da Achada – colaboradores, frequentadores, visitantes – contribuam para o pagamento das despesas correntes, permitindo assim que as entradas continuem a ser livres em todas as actividades, através do pagamento de uma pequena quota mensal, semestral ou anual.
Os benefícios para os Amigos da Casa Achada serão desde já descontos nas futuras edições da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Em breve, descontos em museus, teatros e cinemas, com os quais pensamos poder fazer acordos.
Será preciso ser Amigo da Casa da Achada para usufruir da leitura domiciliária que a Biblioteca proporcionará daqui a poucos meses, mas não para participar nas actividades da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio.
Sem o peso da burocracia associativa, os Amigos da Casa da Achada reunirão anualmente para discutir, dar ideias, corrigir o que está mal e que pode ser melhor.
Quem quiser fazer-se Amigo da Casa da Achada só tem de passar por cá, preencher uma ficha de inscrição e pagar a quota que decidir que quer pagar: quota mensal – mínimo 2€; quota semestral – mínimo 10€; quota anual – mínimo 20€.
Chamamos a atenção para o texto publicado pela Associação Alagamares no seu site, sobre as férias de Mário Dionísio em Galamares nos anos 50, que inclui algumas fotografias desses tempos. Agradecemos à Alagamares o interesse e a ideia. De pequenos pormenores se vai fazendo a história.
André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020