Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00
Sábados e Domingos
11:00 / 18:00
No sábado 21 de Novembro, às 15h, antes da segunda sessão do Clube de Leitura, far-se-á uma visita à Biblioteca da Achada. Esta sessão é destinada a todos os futuros leitores e colaboradores da biblioteca pública em formação, com livros de literatura, ciência, sobre literatura e arte, história, sociedade, etc., muitos deles difíceis de encontrar, nem todos em português. Existe também uma secção para crianças.
Às 16h a escritora Filomena Marona Beja continuará a percorrer a Autobiografia de Mário Dionísio, associando-a a outras obras, do autor e de outros, no Clube de Leitura da Achada, que se destina a quem costuma ler e também a quem não costuma.
Às 18h30, os Livros Cotovia farão na Casa da Achada o lançamento de Quatro ensaios à boca de cena – para uma política teatral e da programação, com textos de Fernando Mora Ramos, Américo Rodrigues, José Luís Ferreira e Manuel Portela e prefácio de José Gil. A obra será apresentada por Rui Vieira Nery.
Na próxima quinta-feira dia 19 de Novembro, realiza-se no Museu do Neo-Realismo, em Vila Franca de Xira (perto da estação de comboios), uma sessão em torno do livro Um cesto de cerejas – conversas, memórias, uma vida, recentemente lançado na Semana de Abertura do Centro Mário Dionísio.
A sessão, organizada pela Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, está marcada para as 21h30 e conta com a presença dos autores Francisco Castro Rodrigues e Eduarda Dionísio, e ainda de Vítor Silva Tavares (que apresentará a obra) e do arquitecto José Manuel Fernandes ( a confirmar).
Ver aqui biografia de João Martins Pereira.
A Casa da Achada tem agora um horário de abertura ao público e tem sido visitada por muita gente. Aqui podem ver a exposição de pintura (obras de Mário Dionísio e de outros), visitar a biblioteca pública ainda em catalogação, comprar alguns dos livros de Mário Dionísio e as edições do Centro Mário Dionísio, estar um pouco no quintal.
Para além disso, tem havido actividades.
O ciclo de cinema neo-realista italiano, que começou durante a Semana de Abertura, continua. No dia 19 de Outubro, 20 pessoas viram Arroz Amargo de Giuseppe de Santis (1949); no dia 26 de Outubro 30 pessoas viram Ladrões de Bicicletas de Vittorio de Sica (1948). Nas próximas segundas-feiras, sempre às 21h30, passarão ainda os filmes Roma Cidade Aberta, Paisà, Rocco e os seus irmãos, Milagre em Milão, A estrada, Mamma Roma e O grito.
No dia 24 de Outubro mais de cem pessoas estiveram presentes na primeira sessão do ciclo A Paleta e o Mundo. Esta primeira sessão foi pensada e orientada por Luís Miguel Cintra, que convidou José Manuel Mendes para ler o primeiro capítulo de A Paleta e o Mundo, “Chamemos-lhe divórcio”, e Margarida Alfacinha, João Nicolau, Marco Martins, Gonçalo M. Tavares, Miguel Castro Caldas, Bernardo Sassetti, Vasco Mendonça, Beatriz Batarda e Gonçalo Amorim para discutirem o problema do divórcio entre a arte e o público. A próxima sessão será no dia 28 de Novembro, pelas 15h, com Rui Mário Gonçalves, sobre arte e ciência. No dia 26 de Outubro começaram as sessões de leitura colectiva de A Paleta e o Mundo com João Rodrigues que leu o primeiro capítulo da segunda parte enquanto eram projectadas as imagens dos quadros referidos no texto. As sessões de leitura prosseguem todas as segundas-feiras às 18h30.
No dia 7 de Novembro começa o Clube de Leitura orientado por Filomena Marona Beja. O primeiro livro será a Autobiografia de Mário Dionísio.
1ª sessão do Ciclo A Paleta e o Mundo
Tem início no sábado 24 de Outubro às 16h, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, o Ciclo A Paleta e o Mundo que se prolongará por vários meses.
O CICLO A PALETA E O MUNDO é constituído por duas partes distintas:
– sessões mensais aos sábados à tarde, sobre os vários temas que a introdução da obra levanta e de que se encarregarão 11 fundadores da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: Luís Miguel Cintra, Rui Mário Gonçalves, Margarida Acciaiuoli, Manuel Gusmão, Regina Guimarães, Rui Canário, Jorge Silva Melo, Vítor Silva Tavares, Pedro Rodrigues, Manuel Augusto Araújo, António Pedro Pita;
– sessões semanais de uma hora, às segundas-feiras pelas 18h30, a partir de 26 de Outubro, onde será feita a leitura colectiva e integral da obra, a partir do 1º capítulo, com projecções, e onde participarão, entre outros: João Rodrigues, Eduarda Dionísio, Eugénio Castro Caldas, Pedro Rodrigues, José Manuel Mendes, Diana Dionísio, Manuela Torres, Antonino Solmer, Margarida Lélis, Isabel da Nóbrega, Filomena Marona Beja, Manuel Videira, Joaquim Beja, Paulo Barreto, Carla Mota.
Assim, logo após a primeira sessão que se realizará no dia 24 com Luís Miguel Cintra e os seus convidados, haverá na segunda-feira, dia 26 de Outubro, às 18h30, a primeira leitura colectiva.
João Rodrigues lerá em voz alta o capítulo «A própria substância dos objectos» (sobre a pintura do século XVIII), pertencente à segunda parte da obra – «Prestígio e fim de uma ilusão» – que se segue à Introdução (2º volume da edição da Europa-América). Serão projectadas reproduções dos quadros referidos na obra e a leitura será interrompida para comentários, explicações, notas, opiniões.
Pede-se a quem tiver em casa A Paleta e o Mundo que traga o livro para as sessões para poder acompanhar a leitura.
Fotos de Clara Boléo, Irene van Es, Joaquim Beja, Regina Guimarães e Sofia Trincão.
Terça 29 Set 18h-23h
Luís Miguel Cintra leu um longo poema de Mário Dionísio publicado em 1965 no livro Memória dum pintor desconhecido. Foi projectado o vídeo de Regina Guimarães A Memória da Casa, sobre a casa onde Mário Dionísio viveu. Algumas pessoas puxaram pela memória e falaram de Mário Dionísio. Eduarda Dionísio fez a apresentação da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Cristina Almeida Ribeiro apresentou o primeiro volume da Colecção Mário Dionísio Entre Palavras e Cores – alguns dispersos (1937-1990) e Rui Mário Gonçalves o segundo, Mário Dionísio – pintor. Regina Guimarães guiou uma visita à exposição de pintura de Mário Dionísio com leitura de alguns textos seus.
Quarta 30 Set 18h e 21h30
À tarde Jorge Silva Melo leu a Conclusão de A Paleta e o Mundo. Leitores de várias gerações (Carlos Veiga Pereira, Raul Gomes, Eduarda Dionísio, Mariana Pinto dos Santos, Miguel Castro Caldas e Pedro Rodrigues) conversaram sobre a obra. Vítor Silva Tavares apresentou o Ciclo A Paleta e o Mundo. À noite foi projectado um filme pouco conhecido, O Mistério Picasso de Georges Henri Clouzot, apresentado por Rui-Mário Gonçalves.
Quinta 1 Out 18h
Natércia Coimbra apresentou a Biblioteca da Achada (em formação, que já conta com mais de 3000 livros) e Filomena Marona Beja apresentou o Clube de Leitura da Achada. Francisco Castro Rodrigues, Eduarda Dionísio, Luisa Irene Dias Amado, Fernando Pulido Valente e os arquitectos Nuno Teotónio Pereira e José Manuel Fernandes falaram a propósito de Um Cesto de Cerejas – conversas, memórias, uma vida de Francisco Castro Rodrigues, editado pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Sexta 2 Out 18h e 21h30
À tarde Rui Canário fez uma palestra sobre «Mário Dionísio e a educação – criar e viver», a que se seguiu um debate e que será em breve publicada. À noite, um sarau com poemas e música: Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Rodrigues, Margarida Guia e Sofia Marques leram textos de Mário Dionísio escolhidos por Antonino Solmer; Pedro e Diana cantaram poemas de Mário Dionísio por eles musicados; o Coro da Achada, que se apresentou em público pela primeira vez, cantou canções com letra de Mário Dionísio e outras (ouvir aqui); o grupo italiano I Giorni Cantati (Piadena e Calvatone) e uma cantora de Brescia cantaram música popular italiana.
Sábado 3 Out 11h, 15h e 21h30
De manhã, começaram as oficinas para os mais novos: «Quadros dentro de quadros», oficina de vídeo em que também se pintou, orientada por Regina Guimarães, com a participação de Tiago Afonso. À tarde andou-se «À volta do realismo»: Peter Kammerer falou sobre o realismo italiano; foi projectado o último documentário de Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali I colore della bassa, e houve uma conversa com os autores. À noite começou o ciclo de cinema neo-relista italiano com La terra trema de Luchino Visconti, apresentado por Graziella Galvani.
Domingo 4 Out 11h e 15h
De manhã, oficina de voz para os mais novos «Falar, gritar, cantar», orientada por Margarida Guia. À tarde, depois da projecção do vídeo de Regina Guimarães A História dum mural, visita ao bairro da Mouraria, orientada por Gabriela Dias e Inês Valsinha (Associação Renovar a Mouraria), com leitura de poemas por Margarida Guia, que levou a sua Bibliambule. O passeio começou no Largo dos Trigueiros junto ao mural com desenho de Mário Dionísio e acabou no Largo da Achada.
Segunda 5 Out 10h30, 11h e 16h
De manhã Pitum Keil Amaral explicou a sua exposição dos projectos de bandeiras republicanas (1910) que concorreram a bandeiras nacionais, montada no terraço da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio. Réplicas impressas em pano estiveram penduradas às janelas do Largo da Achada. A seguir, Carla Mota orientou a oficina para os mais novos «Bandeiras e não bandeiras». À tarde, numa tertúlia com António Reis, João B. Serra e Filomena Marona Beja na mesa, falou-se de República. A semana encerrou com cantos republicanos italianos e de luta por I Giorni Cantati e pelo Coro da Achada.
Obras de Mário Dionísio
1. O rapaz da guitarra
1950, óleo, 68 x 61
2. Reunião clandestina
1947, óleo s/ tela, 97 x 130
3. Ribeira do Tejo
1950-1952, tapeçaria, 138 x 167
4. O menino e a pomba
1953, óleo s/ tela, 130 x 97
5.Maternidade camponesa
1950, óleo s/ platex, 142 x 75
6. Do outro lado do talude
1973, óleo s/tela, 37 x 46
7. Monólogo a muitas vozes
1976, óleo s/ tela, 45 x 34
8. Dez horas e meia da manhã depois da chuva
1989, acrílico s/ platex, 52 x 45
9. O impulso
1988, óleo s/ tela, 61 x 54
10. Cabra-cega
1989, acrílico s/ tela, 81 x 100
11. Sem título nº1
1991, acrílico s/ tela, 72 x 60
12. Paisagem deslizante
1989, acrílico s/ tela, 81 x 65
13. Greenpeace
1989, acrílico s/ tela, 89 x 116
14. Dia cinzento
1989, acrílico s/ tela, 92 x 73
15. Sem título nº 21
1993, acrílico s/ tela, 92 x 73
16. Espaço povoado
1990, Acrílico s/ tela, 116 x 89
17. La joie de vivre
1990, acrílico s/ tela, 100 x 81
18. Puberdade
1991, acrílico s/ tela, 65 x 50
19. 19. Torvelinho
1990, acrílico s/ platex, 50 x 65
20. Nasce uma flor de pranto
1989, acrílico e pastel-óleo s/ tela, ~
116 x 89
21. Recordando a praia
1990, acrílico e colagem s/ tela,
81 x 100
22. Recanto silvestre
1991, acrílico s/ tela, 100 x 100
23. Dia de Maio / 1º de Maio
1990, acrílico s/ tela, 97 x 130
24. Transparência nocturna
1991, acrílico s/tela, 100 x 100
25. Ribeira do Tejo
[1950], cartão para tapeçaria, 29,5 x 35,5
26. 4 desenhos de 1945
27. Maria [Letícia]
1948, Desenho a carvão, 36 x 28
28. A Eduarda com seis anos
1952, óleo sobre tela, 49 x 39
29. [Sem título]
último quadro (inacabado)
1993, acrílico s/ tela, 90 x 100
30. Sem título nº 22 [1]
1993, acrílico s/ tela, 100 x 81
31. A derrocada III
1991, Acrílico s/ tela, 89,5 x 116,5
32. O regresso
1989, acrílico s/ tela, 92 x 73
33. O dentro e o fora
1989, acrílico e pastel-óleo s/ tela,
100 x 81
34. [Unhais da Serra]
1944, óleo s/ tela, 43 x 48
Obras de artistas amigos oferecidas a Mário Dionísio
a- Raul Perez
1967, pintura s/ papel, 15,5 x 16,5
b- Júlio [Reis Pereira]
1976, desenho a tinta da china, 26,5 x 15
c – Avelino Cunhal
1942, óleo s/ madeira, 36 x 44,5
d – António Cunhal
s.d. [anos 40], aguarela, 25,5 x 22
e – Álvaro Cunhal
1942, desenho a lápis, 25 x 41
f – Abel Salazar
s.d., desenho a tinta da china, 20,5 x 26
g- Manuel Ribeiro de Pavia
s.d., desenho, 31,5 x 24
h – Manuel Ribeiro de Pavia
1948, desenho a tinta da china, 40 x 25
i – Júlio Resende
1977, aguarela, 69 x 49
j – Carlos Scliar
[Auto-retrato]
1951, gravura (PA), 25,5 x 18,5
k – Cândido Portinari
[ilustração de A Selva de Ferreira de Castro]
1955; desenho a lápis de cera; 32 x 30
l – Júlio Pomar
[Retrato de MD]
1950; desenho a tinta da china; 49 x 37
m – Júlio Pomar
Ribeira do Tejo / Ribeira
1949, óleo s/ madeira, 72,5 x 125
n – Germano Santo
Espectadores (nº 24)
1989, acrílico e pastel s/ cartão, 37,5 x 29,5
o – Carlos de Oliveira
S.d., lápis de cera, 42 x 30,5
p – Maria Helena Vieira da Silva
s.d., guache, 27 x 24,5
publicado em Le feu qui dort de Mário Dionísio
q – José Júlio [Andrade dos Santos]
2ª variação sobre um tema de Braque
1952, óleo s/ madeira, 61 x 80,5
r – Manuel Filipe
Mastros
1968, pintura s/ platex, 84 x 67
O Catálogo da Biblioteca Mário Dionísio – Maria Letícia Clemente da Silva, instalada no Centro de Documentação da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio começou a poder ser consultado localmente e via Internet.
Esta biblioteca tem mais de 6 000 livros, além de um conjunto muito significativo de colecções completas e exemplares avulsos de jornais e revistas.
Todos os livros foram registados e têm quota. Em breve começarão a ser tratadas as publicações periódicas.
A indexação far-se-á numa fase seguinte.
Três estantes (cerca de 1000 livros) já foram catalogados: obras de Mário Dionísio e obras com textos de Mário Dionísio (Estante 1 da Sala A), obras com referências a Mário Dionísio e traduções e edições feitas por Maria Letícia Clemente da Silva (Estante 2 da Sala A), uma pequena parte da secção «Literatura» (Estante 3 da Sala A).
Os registos bibliográficos de cada livro contêm anotações pormenorizadas sobre a edição e o exemplar que se encontra na biblioteca. Entre elas, quando é possível, data de aquisição, proveniência, dedicatória, existência de anotações manuscritas, etc.
Achámos que poderíamos começar a dar acesso desde já ao que está feito e irá sendo feito. O que existe pode ser consultado no catálogo em linha na Internet em http://sirius.bookmarc.pt/cmd/script/sirius.exe
Todas as informações estão sujeitas a novas revisões, sendo corrigidas, a qualquer momento, eventuais incorrecções.
Pedimos a todos os que utilizem o início desta base de dados que nos façam chegar a notícia de erros ou imprecisões que detectem.
As três primeiras edições da Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio estarão prontas no dia 29 de Setembro, dia da inauguração da Casa da Achada.
MÁRIO DIONÍSIO
ENTRE PALAVRAS E CORES – alguns dispersos (1937-1990)
54 textos de Mário Dionísio. 340 pp.
Selecção e organização: Clara Boléo, Cristina Almeida Ribeiro, Eugénia Leal, Jorge Silva Melo, Maria das Graças Moreira de Sá, Pedro Rodrigues, Regina Guimarães. Coordenação: Cristina Almeida Ribeiro.
Col. Mário Dionísio 1
Edição Casa da Achada – Centro Mário Dionísio / Livros Cotovia
Apoio: Direcção-Geral do Livro e das Biblotecas
PVP – 18 € Venda directa: 14 € Venda directa por correio: 16€
RUI-MÁRIO GONÇALVES
MÁRIO DIONÍSIO PINTOR
Álbum. 64 pp.
Texto de Rui Mário Gonçalves ilustrado, 30 reproduções de quadros de Mário Dionísio de tamanho de página, cronologia ilustrada.
Col. Mário Dionísio 2
Edição Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
PVP – 14 € Venda directa: 10 € Venda directa por correio: 11€
FRANCISCO CASTRO RODRIGUES
UM CESTO DE CEREJAS – conversas, memórias, uma vida
Organização, introdução e notas de Eduarda Dionísio
Volume cartonado. 200 imagens. 480 pp.
Edição Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Apoio: Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo
PVP – 22 € Venda directa: 18 € Venda directa por correio: 20€
Os 3 volumes:
Venda directa: 40 €
Venda directa por correio: 45€
Para pré-comprar estes livros, envie um e-mail para casadaachada@centromariodionisio.org.
(clicar na imagem para ver maior)
ABERTURA DA CASA DA ACHADA-CENTRO MÁRIO DONÍSIO
29 de Setembro a 5 de Outubro
2009
PROGRAMA
ter 29 set • 18H – 23H sessão inaugural
Leitura por Luís Miguel Cintra de «Pinto…», poema de Mário Dionísio (Memória dum pintor desconhecido, 1965) • «A Memória da Casa» (vídeo de Regina Guimarães, 7 min,, sobre a casa onde Mário Dionísio viveu) • Puxar pela memória – depoimentos curtíssimos de quem quiser falar de Mário Dionísio • Apresentação da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio por Eduarda Dionísio • Apresentação do primeiro volume da Colecção Mário Dionísio: Entre Palavras e Cores – alguns dispersos (1937-1990) por Cristina Almeida Ribeiro (coordenadora da antologia co-editada com os Livros Cotovia) e do segundo volume Mário Dionísio – pintor por Rui-Mário Gonçalves (autor do álbum) • Visita à exposição de pintura de Mário Dionísio guiada por Regina Guimarães (com leitura de alguns textos seus sobre quadros de Mário Dionísio).
Será servida uma refeição ligeira.
qua 30 set • 18H a paleta e o mundo – uma longa conversa
Leitura da conclusão de A Paleta e o Mundo por Jorge Silva Melo • Conversas de leitores do tempo em que a obra foi escrita (Carlos Veiga Pereira, Raul Gomes, Eduarda Dionísio e outros) e de leitores de agora (Mariana Pinto dos Santos, Miguel Castro Caldas, Pedro Rodrigues) • Apresentação do Ciclo A Paleta e o Mundo por Vítor Silva Tavares.
qua 30 set • 21H30 cinema
O Mistério Picasso de Georges Henri Ciouzot (1956), 80 min, legendado em português, apresentado por Rui-Mário Gonçalves.
qui 1 out • 18H livros e livros na biblioteca
«Esta Biblioteca é minha» – apresentação da Biblioteca da Achada por Natércia Coimbra e apresentação do Clube de Leitura da Achada por Filomena Marona Beja • Lançamento de Um Cesto de Cerejas – conversas, memórias, uma vida de Francisco Castro Rodrigues, editado pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com a participação do Autor, de Eduarda Dionísio e de algumas das pessoas referidas na obra (Luisa Irene Dias Amado, Fernando Pulido Valente, Nuno Teotónio Pereira e outros).
sex 2 out • 18H mário dionísio e a educação
Palestra de Rui Canário: Mário Dionísio e a educação – criar e viver. Seguida de debate.
sex 2 out • 21H30 sarau com leituras e canções
Leitura de textos de Mário Dionísio por Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira, João Rodrigues, Margarida Guia, Sofia Marques • Poemas de Mário Dionísio musicados e cantados por Pedro e Diana • Primeira actuação do Coro da Achada • Música popular italiana por I Giomi Cantati (Piadena e Calvatone) e cantores de Brescia.
sab 3 out • 11H oficina de vídeo para os mais novos
Enquadrar – oficina orientada por Regina Guimarães
sab 3 out • 15H o que eu andei pràqui chegar –1
À volta do realismo – intervenção de Peter Kammerer sobre os problemas do realismo • Projecção de i colore della bassa, último documentário de Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali, com a participação dos autores.
sab 3 out • 21H30 cinema
Inicio do 1o ciclo de cinema da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio (Neo-reallsmo italiano): La Terra Trema de Luchino Visconti (1948), 165 min, legendado em português, apresentado por Grazlella Galvani, Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali.
dom 4 out • 11H oficina de voz para os mais novos
Falar, gritar, cantar – oficina orientada por Margarida Guia
dom 4 out • 15H o que eu andei pràqui chegar – 2
Projecção do vídeo de Regina Guimarães A História dum mural (a história da maquete de Mário Dionísio para o café La Gare, em Lisboa) • Visita ao mural com desenho de Mário Dionísio pintado no Largo dos Trigueiros • Visita ao Bairro da Mouraria, com leituras de textos e a participação de Gabriela Dias, Associação Renovar a Mouraria e Margarida Guia (leituras na rua).
seg 5 out • 10H 30 exposição de bandeiras
Exposição de 46 projectos de bandeiras republicanas (1910) e de Centros Republicanos com réplicas impressas em pano no Largo da Achada, explicada por Pitum Keil do Amaral.
seg 5 out • 11 H oficina de pintura para os mais novos
Bandeiras e não bandeiras – oficina orientada por Carla Mota.
seg 5 out • 16H repúblicas
O que é uma República – tertúlia com António Reis, João B. Serra, Filomena Marona Beja e outros • Encerramento da semana: Cantos no Largo da Achada – Cantos republicanos Italianos por I Giorni Cantati (Calvatone e Piadena) e Cantos com História peio Coro da Achada, com a participação de elementos do Coro Si Bemol et 14/2 (Paris)
Uma dúzia de pessoas, muitas delas da Lega di Cultura di Piadena virá de Itália participar na Semana de Abertura da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Será projectado o último documentário de Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali, fundadores da Lega di Cultura, que participarão num debate sobre os problemas dos realismos, que partirá de um intervenção de Peter Kammerer, professor jubilado de sociologia da Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Urbino.
Giuseppe Morandi e Gianfranco Azzali (que também estarão presentes numa sessão de documentários seus na Cinemateca na noite de 1 de Outubro), participarão ainda, assim como a actriz Graziella Galvani, na apresentação do 1º Ciclo de Cinema da Casa da Achada, o neo-realismo italiano, que se inicia com a projecção de «La Terra Trema» de Luchino Visconti.
O grupo coral da Lega di Cultura di Piadena, I Giorni Cantati, reforçado por dois cantores populares de Brescia, cantará num sarau de leituras de textos de Mário Dionísio e de cantos populares com História, assim como no encerramento da Semana de Abertura, no dia 5 de Outubro, dia em que a República portuguesa faz 99 anos.
Também está confirmada a vinda de Margarida Guia, actriz luso-francesa, que se encarregará de ler poemas de Mário Dionísio pelas ruas, alguns deles em francês, e de uma oficina para crianças do bairro.
O programa completo da Semana de Abertura (29 de Setembro a 5 de Outubro) será divulgado em breve.
O Boletim da Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço de Janeiro – Junho de 2009 chegou à Casa da Achada. Na primeira página, tem um editorial da Presidente da Junta, que fala do nascimento da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio e que conta quem foi Mário Dionísio. Para ler, basta clicar na imagem e ampliá-la.
O novo mural de Mário Dionísio, feito depois da demolição do primeiro, como já contámos, ainda está de pé e de boa saúde. Este segundo mural, pintado por José Vargas e Nadine Rodrigues a partir de um esboço de Mário Dionísio de cerca de 1949, e cuja realização contou com o apoio da Junta de Freguesia de São Cristóvão São Lourenço, encontra-se no Largo dos Trigueiros e pode ser visto do Poço do Borratém.
Enviaram-nos várias novas fotografias do dito, aqui ficam duas:
A página electrónica da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio tem duas novidades.
Foi feita uma nova ligação para um texto de um fundador do CMD sobre o livro de poemas de Mário Dionísio Le feu qui dort. O texto de Serge Abramovici, «Une autre langue – Il faut réveiller Mário Dionísio», foi publicado em 2008, no número 1 da 2ª série da revista Intercâmbio, uma edição do Instituto de Estudos Franceses da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, e está agora disponível na internet.
Para o encontrar no site, pode fazer os seguintes caminhos:
«Mário Dionísio» – «A obra – A escrita» – «Livros de Mário Dionísio» – «Poesia» – «Le feu qui dort».
ou
«Mário Dionísio» – «Sobre Mário Dionísio, escritor» – «Serge Abramovici»
A outra novidade é que já é possível a inscrição na newsletter, directamente a partir da página. Os visitantes da página podem assim, a partir de agora, deixar o seu e-mail e receberem a informação da Associação Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
A opção «Assinar Newsletter» encontra-se na coluna lateral esquerda do site.
Passou muita gente pela Primeira Feira da Achada. Gente simpática que mora por ali. Fundadores, colaboradores e amigos do Centro Mário Dionísio, e alguns deles moram longe. Curiosos. Turistas em rota para o Castelo. Até passou o Presidente da Câmara de Lisboa, a Presidente da Junta de Freguesia de S. Cristóvão e S. Lourenço e acompanhantes seus.
O Largo da Achada animou-se de uma maneira bastante especial durante uma manhã e uma tarde de Julho.
Venderam-se livros, discos, objectos datados e obras de arte. Tudo oferecido à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para angariar fundos, a pensar sobretudo na sua abertura em 29 de Setembro. Que os apoios não são muitos…
Houve jogos a funcionar: matraquilhos, jogo do burro, damas, xadrez e cartas, debaixo da grande árvore que resta no largo. O Coro Dissonante ensaiou à vista de quem por lá andava.
Fizeram-se pins e aprendeu-se com quem sabe fazer como se fazem, desenhando primeiro. Houve fotos à la minute. Pintou-se uma figura dum mural de Mário Dionísio num muro sujo e abandonado do Largo.
E quem quis comeu e bebeu. Conversou. Soube que a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está em construção e abrirá ao público em finais de Setembro.
Na sequência do Leilão d’Arte de Novembro de 2008 (ver http://leilaodartecmd.blogspot.com/), realiza-se no dia 11 de Julho próximo a primeira Feira da Achada, no Largo da Achada, um largo lisboeta que nem todos conhecem e que merece ser visitado. Fica atrás da Igreja de S. Cristóvão, a uns passos da Rua da Madalena e do ex-mercado do Chão do Loureiro, na encosta do Castelo. (ver localização)
O produto das vendas destina-se à Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, em fase de instalação, cuja sede aí se situa e que é quem organiza esta Feira.
É uma feira de obras de arte, de edições difíceis de encontrar e de velharias.
As obras de arte – serigrafias, desenhos e pinturas – foram quase todas oferecidas pelos seus autores à Casa da Achada – Centro Mário Dionísio para angariação de fundos. Estarão à venda neste dia obras de Ângelo de Sousa, Armando Alves, Carlos Calvet, Emerenciano, Eurico Gonçalves, Henrique Ruivo, João Vieira, Júlio Resende, Nikias Skapinakis, Raul Perez, Teresa Magalhães, entre outros. Os preços vão de 200 € a 3 600 €.
Também estarão à venda gravuras de Manuel Ribeiro de Pavia.
As edições e as velharias são igualmente ofertas de fundadores, colaboradores e amigos do Centro Mário Dionísio.
Durante a Feira, haverá música ao vivo, jogos (do burro ao dominó), fabricos (da fotografia aos pins), iniciação ao vídeo para os mais pequenos, comes e bebes e também uma banca de troca de brinquedos.
A abertura ao público da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está prevista para 29 de Setembro.
Em breve será divulgado o programa da abertura que durará uma semana. Serão lançados três edições da Casa da Achada, será apresentado o ciclo A Paleta e o Mundo (actualmente em fase de planificação), será inaugurada a Biblioteca da Achada (actualmente em fase de organização, a partir de ofertas), cantará o Coro Dissonante da Achada (nome provisório, que iniciou os seus ensaios), etc.
Por iniciativa da Junta de Freguesia de São Cristóvão e São Lourenço, foi pintado num muro do Largo dos Trigueiros a poucos metros da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio um mural com mais de 5m de comprimento com desenho de Mário Dionísio.
Concluído em finais de Junho, é possível ver parte dele a partir do Poço do Borratém.
O desenho para este mural, que faz parte do seu espólio, é presumivelmente de 1949. Destinava-se ao Café La Gare (actual Beira Gare) em frente da Estação do Rossio, em Lisboa. Tinha sido encomendado a Mário Dionísio pelos arquitectos Francisco Castro Rodrigues, José Huertas Lobo e João Simões, autores do projecto do café, que nunca se realizou por ter passado entretanto para as mãos de outros arquitectos.
A maquete colorida do desenho de Mário Dionísio foi iniciada mas não terminada. Como o projecto dos arquitectos não foi realizado, o mural também não.
Em 28 de Março, dia em que a Casa da Achada-Centro Mário Dionísio se apresentou à população do bairro – actividade integrada no 1º aniversário da Associação «Renovar a Mouraria – este mural foi pintado colectivamente, por pequenos e grandes, num muro abandonado em frente da Casa da Achada, sobre o desenho feito a partir da maquete, dias antes, por José Vargas e Nadine Rodrigues. (ver http://www.viveraltadelisboa.org/?p=3572)
Uma semana depois, a realização de obras da CML para suster um muro em perigo de ruir – obras que aguardavam há vários anos e foram interrompidas passados poucos dias – levou à demolição do muro e do mural.
Voltou a ser pintado, por proposta da Junta de Freguesia e com o seu apoio, agora com tintas de esmalte e só pelos que tinham feito o desenho em Março a partir da maquete de Mário Dionísio. É uma obra colectiva digna de se ver.
André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020