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Não há uvas sem parras

21 de Dezembro de 2016

E chegámos a Dezembro! Fim de mais um ano de actividades, sessões, festas e convívio na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Neste mês aproveitámos para fazer um fim-de-semana alargado um pouco diferente dos restantes, em que concentrámos actividades que normalmente fazemos ao longo da semana e aproveitámos para umas vendas de edições da Casa, outros livros, discos, objectos curiosos, etc., e assim angariar alguns fundos.

Aqui fica uma pequena foto-reportagem destes dias.

Na quinta-feira, dia 15 de Dezembro, o Grupo de Teatro do Centro de Apoio Social de São Bento apresentou a sua peça «Coisas da Vida».

Na sexta-feira, 16, tivemos leituras de diversos textos de Mário Dionísio, incluindo correspondência vária entre amigos. Chamou-se a sessão «E quanto ao sal da vida», título de um capítulo da Autobiografia de Mário Dionísio, sobre amizades, rupturas e a vida. Participaram nesta sessão Diana Dionísio, Isabel Lopes Cardoso, Lara Afonso, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Rubina Oliveira, Susana Baeta, Youri Paiva, entre outros.

No sábado, logo pela manhã, houve uma visita guiada à exposição «Mário Dionísio – Correspondências» pela mão e pela palavra de Eduarda Dionísio.

À tarde, por volta das 16h, foi altura para o lançamento do nosso Livreco Pés de Página, uma colecção de palavras e expressões, com sentido figurado, da Autobiografia de Mário Dionísio, algumas delas ilustradas. Uma edição caseira, nascida das vontades e curiosidades de um punhado de gente que por aqui costuma andar.

A apresentação do Livreco esteve a cargo de Diana Dionísio, tendo a seu lado nesta fotografia, uma das autoras das ilustrações Marisca Soares.

Logo a seguir, ainda no sábado, pudemos assistir à leitura de poemas de Mário Dionísio por alunos do Liceu Camões. Nesta fotografia, o seu director João Jaime Pires, dá o mote para o início da sessão, dedicando-a ao Teatro da Cornucópia.

A solo, em grupo, com ou sem o ritmo de um ajudante de percussão, muitos foram os jovens que participaram nesta concorrida sessão.

E, claro, o dia não podia acabar sem uma actuação do Coro da Achada, em que, entre outras canções, apresentou a música «Chora a Videira», ensinada pelo coro Cramol, em honra do fim-de-semana «Não há uvas sem parras».

Casa cheia até às escadas.

Mas o fim de sábado, foi, como é hábito em qualquer festa digna desse nome, à volta das mesas no quintal da Casa da Achada,  com uns petiscos, acompanhados de muito convívio e algum frio.

O domingo, dia 18, começou com a apresentação da Gazeta da Achada, o resultado da oficina deste mês «Fazer um jornal», coordenada por Alexandra Correia.

Qualquer bom jornal tem de ter obrigatoriamente uma secção de palavras cruzadas. Principalmente se é para se ler a um domingo! E claro que a nossa Gazeta da Achada não podia faltar à regra, como se pode ver nesta fotografia, em que Eupremio Scarpa, seu autor, as preenche com a ajuda do público.

Aqui temos dois dos três momentos de teatro pelo Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, com textos de Mário Dionísio.

A meio da tarde houve uma conversa animada e interessante com Catherine Dumas e Luis Miguel Cintra, moderada por Pedro Rodrigues sobre «Mário Dionísio: questões de ética num percurso de vida».

E claro, no fim da festa há que sortear os três cabazes que a Casa da Achada conseguiu reunir (fruto da muito boa vontade de um punhado de gente amiga e colaboradora). E assim foi: André Silva, Francisca Soares e Inês Nogueira cumpriram a função. Parabéns aos premiados.

E pronto, este foi o nosso fim-de-semana alargado, «Não há uvas sem parras», onde, além das actividades que já se descreveram, ainda houve tempo, oportunidade e vontade para se fazer compras, ver a exposição e até aproveitar para pôr as quotas de Amigo da Achada em dia.

 

7 setes desvendei

6 de Outubro de 2016

Os aniversários são alturas complicadas. Tempo de balanços e perspectivas, mas também de troca de memórias e, se tudo correr bem, de festa. A Casa da Achada fez sete anos de abertura ao público e assinalou-os, a 1 de Outubro, com uma tarde de actividades onde apareceram várias caras novas e outras que fazem já, felizmente, parte da mobília ao longo destes sete anos de participações e entusiasmos mais ou menos regulares, mas que nos têm permitido manter as portas abertas e acreditar que ainda faz todo o sentido procurar um espaço comum de intervenção cultural (que não se separa da política nem é hierarquizável), onde às vezes até nos podemos queixar de falta de braços mas ainda não de falta de ideias.

Continuando o que se tem feito este ano, que assinala esse outro aniversário, o dos cem anos do nascimento de Mário Dionísio, abriu-se a tarde com a inauguração de uma exposição peculiar, onde se lê as paredes e «as obras de arte são notas de rodapé». Assim, percorremos uma colecção da correspondência trocada por Mário Dionísio com amigos, inimigos, gente próxima ou mais distante ao longo dos anos. Não era, no entanto, como nos explicou a Eduarda Dionísio durante a visita guiada possível a uma exposição destas, uma colecção sem critérios: ali estarão, até dia 17 de Abril de 2017, postais enviados por amigos em viagem, por exemplo, a correspondência trocada sobre a saída de Mário Dionísio do PCP, sobre as polémicas do neo-realismo, ou outras coisas que tenham parecido relevantes fosse para dar a ideia de uma época antes dos e-mails, fosse para esclarecer aspectos menos conhecidos de polémicas em que Mário Dionísio se envolveu, ou mesmo de alturas da sua vida de que ainda assim vamos falando pouco, como os tempos que passou no Sanatório do Caramulo.

Logo a seguir, porque a memória conta, repetiu-se uma leitura que já se tem feito às vezes, sempre a várias vozes que vão variando, de excertos da Autobiografia de Mário Dionísio, acompanhada pela projecção de algumas imagens.

Das polémicas e costumes ligeiramente mais antigos, passou-se ao mundo de hoje (assim tão diferentes?). Tínhamos proposto a uma série de associações que se juntassem a nós para uma conversa sobre as coisas que fazemos todos os dias, as batalhas que travamos enquanto colectivos que queremos que sobrevivam, as dificuldades, as soluções encontradas por uns que podem servir para outros, as coisas que podemos fazer em conjunto, as razões que nos fazem continuar, apesar de alguns dissabores, a querer intervir no mundo. Estiveram connosco pessoas de muitos sítios, entre eles, do Le Monde Diplomatique, da Recreativa dos Anjos, da Cicloficina dos Anjos, do GAIA, do Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros, da Associação Terapêutica do Ruído, da Fábrica de Alternativas, da Unipop, do Mob, do SOS Racismo, da Associação de Residentes do Alto do Lumiar, da Association Cardan (França). Não é todos os dias que nos juntamos, por muito que a maior parte de nós tenha sempre na cabeça o desejo de participar nos eventos uns dos outros. Que um aniversário sirva de desculpa para uma ocasião destas!

Como não podia deixar de ser (ou podia, claro, que deixar de ser é o mais fácil, mas não queremos que deixe), seguiram-se as cantigas do Coro da Achada, da mais velhinha, a primeira cantada pelo Coro, à mais recente, feita há uns meses para o espectáculo de 16 de Julho, passando por uma interpretação de «Sete fadas me fadaram» do Zeca Afonso, de onde roubámos o título para esta tarde de sábado.

E do convívio no jardim, ao cair da noite, terá saído a vontade renovada de nos voltarmos a encontrar. Venham mais sete!

 

Congresso Internacional Mário Dionísio

3 de Outubro de 2016

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O Projecto «Sinestesia» do Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, em colaboração com a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, o Museu do Neo-Realismo e a Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo, vai levar a efeito um congresso internacional sobre a vida e a obra de Mário Dionísio.

O objectivo principal deste congresso consiste em promover um debate tão alargado quanto possível em torno das diversas manifestações e vertentes da obra deste autor, trazendo um novo impulso à reflexão em torno de uma figura ímpar no panorama da cultura portuguesa. Tratar-se-á assim de aprofundar o estudo da intervenção literária, artística, pedagógica, política e teórico-crítica de Mário Dionísio, numa perspectiva comparatista, tirando partido da multifacetada rede de relações que esta permite estabelecer entre diferentes áreas de investigação.

Comissão organizadora:
Kelly Basílio (Centro de Estudos Comparatistas – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa); Paula Mendes Coelho (Centro de Estudos Comparatistas – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa; Universidade Aberta); Diana Dionísio, Pedro Rodrigues (Casa da Achada – Centro Mário Dionísio); António Pedro Pita (Museu do Neo-Realismo; Universidade de Coimbra); António Mota Redol (Associação Promotora do Museu do Neo-Realismo); Maria Alzira Seixo (Centro de Estudos Comparatistas  – Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa).

Coordenação científica:
Kelly Basílio (Presidente); Paula Mendes Coelho (Vice-presidente)

Datas e locais de realização do Congresso:
Dias 27 e 28 de Outubro: Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
Dia 29: Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira
Dia 30: Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, Lisboa

O programa definitivo pode ser consultado aqui.

 

Ciclo «Autobiografia» – Outubro 2016

3 de Outubro de 2016

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Em 1987, Mário Dionísio escreveu uma Autobiografia, a pedido das edições O Jornal. É em torno deste pequeno livrinho que propomos o próximo ciclo na Casa da Achada, de Outubro a Dezembro, a encerrar o ano do centenário do nascimento de Mário Dionísio. «1916 havia de carregar-se deste pe­so todo nos meus ombros, confundindo, para mim, esse ano dos princípios do século com o começo do Mundo».

Voltamos a querer lembrar que foi pintor, escritor, professor, fez crítica de arte e literatura, interveio na pedagogia e na política, deu-se com este e com aquele, paginou jornais, saiu do partido, foi membro de júris, esteve doente, voltamos a querer lembrar que respirava. É para o conjunto da sua vida que queremos olhar. E para a forma de a contar – «contar a nossa vida é impossível».

Em Outubro, inauguramos uma exposição a partir da correspondência de Mário Dionísio. No Congresso Internacional Mário Dionísio, Como uma pedra no silêncio, ouviremos mais de cinquenta intervenções sobre a sua vida e a sua obra. Nos meses seguintes lemos mais de perto a Autobiografia, em conversas com pessoas que vão ver o que lhes diz, ainda hoje, este livro, estas vida e a forma de a contar. «Contar a minha vida. Sempre que me falam nisso, imagino-me sentado num banco de cozinha, com um grosso camisolão, ombros caídos, a olhar por uma janela alta e estreita o que ela deixa ver da floresta».

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017