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Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

Atingimos os mínimos!

26 de Janeiro de 2021

Caros amigos, nem queremos acreditar! Chegámos ao objectivo da nossa campanha para a Kantata do Tecto Incerto! Os tais 13.000€, o tal mínimo que nos permitirá pôr esta ideia de pé.

Obrigada a todos os que apoiaram esta ideia até agora.

Todos aqueles que ainda queiram dar um contributo para este projecto podem ainda fazê-lo até dia 2 de Fevereiro (até às 18h) na plataforma ppl.pt/causas/kantata. Se preferirem podem fazer também transferência para a nossa conta (0036 0000 9910 5869 2830 8) para apoiar a Kantata, ou para pagar quotas de Amigos ou fazer donativos para a sobrevivência e a actividade da Casa da Achada em geral (por favor, enviem-nos um mail a dizer a que se refere a vossa transferência).

 

A campanha para a Kantata do Tecto Incerto aproxima-se do fim

18 de Janeiro de 2021

A campanha de financiamento colaborativo (crowdfunding) para a realização da Katanta do Tecto Incerto, lançada pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio no passado dia 4 de Dezembro já só poderá receber apoios até ao dia 2 de Fevereiro.

Pedimos a todos os que querem ver esta ideia de pé que façam um último esforço na divulgação da campanha e àqueles que deixaram para o fim que se apressem a contribuir.

Para contribuir e ver as recompensas que te esperam,
clica no botão abaixo e segue os passos:

Tal como em 2013 com a Kantata d’Algibeira, pretende-se juntar pessoas que habitualmente escrevem, encenam ou fazem música, com outras pouco habituadas às luzes da ribalta, seja em cima do palco seja na plateia. Vizinhos de perto e de longe, gente que sente na pele as garras da especulação imobiliária, que vem partilhar as suas inquietações e as suas propostas e construir colectivamente a Kantata do Tecto Incerto: um espectáculo que quer intervir com vozes e vontades na discussão sobre o direito à habitação e à cidade.

A campanha de crowdfunding tem a duração de 2 meses e desenvolve-se na plataforma PPL. Pretende atingir os 13 000 euros, quantia mínima necessária para que possa realmente acontecer. Sempre na corda bamba económica e sem ter conseguido apoios institucionais para esta Kantata, a CA-CMD conta agora apenas com a sua comunidade de amigos, felizmente tão alargada. Mãos capazes de apoiar.

A plataforma PPL permite que as contribuições sejam feitas por Multibanco, MBWay, cartão de crédito, transferência bancária ou Paypal.

Por favor, contribui e/ou divulga esta campanha!

 

Aviso: sessões adiadas

14 de Janeiro de 2021

Na sequência do anúncio do confinamento geral por parte do Governo, e tendo em conta as regras que decretam o encerramento dos equipamentos culturais, suspendemos e adiamos as sessões programadas para sexta-feira 15 de Janeiro de 2021 (Estes livros por alguma razão: Judite Canha Fernandes fala de A queda de Albert Camus) e segunda-feira 18 de Janeiro de 2021 (Leitura colectiva d’A Paleta e o Mundo e sessão de cinema Still life de Jia Zhangke). Adiamento para data a anunciar oportunamente, no momento em que seja anunciada pelas autoridades responsáveis a data de reabertura.Sobre as outras sessões e actividades de Janeiro e Fevereiro daremos mais notícias em breve.

 

Dezembro, presentes com um pé no futuro!

7 de Janeiro de 2021

Este ano, o fim-de-semana «diferente» que costuma acontecer na Casa da Achada nas vésperas das festas, estendeu-se por todo o mês de Dezembro. Decidimos que o vírus não iria encostar-nos e demos-lhe a volta, prolongando por vários dias o que habitualmente fazemos em dois ou três. Estivemos presentes com um pé no futuro!

O pretexto da quadra serviu para ajudar a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio a ficar aqui por mais uns tempos: havia presentinhos para todos os gostos – livros, calendários, crachás, até coisas doces! Todos presentes com um pé no futuro.

Iniciámos o mês com o lançamento do crowdfunding (que ainda vai decorrer até dia 2 Fevereiro de 2021) para realizar um espectáculo chamado «A Kantata do Tecto Incerto» onde se quer dar voz a quem a não tem para que cante o seu direito a ter casa.

Depois do lançamento, aproveitamos para conversar sobre os problemas ligados à habitação com Ana Gago (HABITA) e João Eça (STOP DESPEJOS).

Podem ver aqui alguns testemunhos sobre a importância de falar destes temas e de realizar este projecto artístico:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=oDu49tyUTcg
  2. https://www.youtube.com/watch?v=I6X8jYTjg88
  3. https://www.youtube.com/watch?v=HdXP57XulLE

Também no Ouvido de Tísico do mês falou-se de histórias de habitação entre músicas e palavras…

Em dois fins-de-semana, em duas manhãs de pré-confinamento, tivemos duas oficinas de pintura para crianças até aos 10 anos em que, a partir dos quadros de Van Gogh, demos azo à imaginação e tivemos oportunidade de aprender diferentes técnicas de pintura com Cristina Basto.

No dia 10 de Dezembro, no âmbito do Ciclo dedicado a Van Gogh – que sonhou de fazer uma cooperativa de pintores – organizamos uma conversa/debate com vários colectivos das artes para falarmos dos porquês de se juntarem. Ouvimos as vozes de: Oficina do Cego, Toupeiras, Pizz-Buin e outros…

No dia 11, Sara Barbosa veio fazer uma sessão de «Estes livros por alguma razão» e falou e do livro de poesia «Um dia e outro dia…» de Irene Lisboa com várias incursões na obra de Mário Dionísio.

No dia 18 de Dezembro houve o lançamento do livro «AQUI ESTAMOS LADO A LADO, COMO SEMPRE. E ASSIM CONTINUAREMOS – JOAQUIM NAMORADO E MÁRIO DIONÍSIO: CORRESPONDÊNCIA» editado pela Lápis de Memórias e pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Houve apresentação de António Pedro Pita – que organizou o volume e escreveu as notas – em conversa com Eduarda Dionísio.

E não faltou uma pequena actuação do coro da Achada, com três canções de Lopes-Graça com poemas de Mário Dionísio e Joaquim Namorado.

O livro está à venda na Casa da Achada. Pode ser comprado também por encomenda aqui ou escrevendo para: centromariodionisio@gmail.com

Continuaram também as actividades regulares da Casa: o ciclo de cinema dedicado a Van Gogh e outros pintores (mudou o horário para as 20h30 por causa do recolher obrigatório às 23h), as leituras d’«A Paleta e o Mundo» (todas as Segundas às 18h30) e os Leitores Achados (que este mês leram, em videochamada, o conto «Entre profissionais» de Mário Dionísio).

A exposição continua aberta e visitável nos seguintes horários: segunda e sexta-feira das 15h às 20h e sábado das 10h às 13h.

 

GABRIELA DIAS

16 de Dezembro de 2020

Mais uma grande falta na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio: morreu Gabriela Dias, sócia fundadora, com 90 anos acabados de fazer. Amiga de Mário Dionísio, com quem privou sobretudo no Liceu Camões onde fez o estágio e foi longos anos professora de filosofia, e também de Maria Letícia, companheira de Mário Dionísio.

Fez uma intervenção sobre essa relação na sessão de abertura desta associação, em 2009, e foi frequentando regularmente a Casa da Achada durante mais de 10 anos, nomeadamente as leituras semanais de A Paleta e o Mundo e sessões semanais de cinema, e assegurando a orientação de outras sessões: visita ao bairro (Lisboa era uma das suas paixões), leitura de Montanha mágica (era uma grande, grande leitora).

Era professora militante. Esteve com alguns de nós durante 10 anos na associação cultural Abril em Maio. Os mesmos (e outros) lembrar-se-ão sempre dela no Movimento de Esquerda Socialista, na Contra a Escola Capitalista, na campanha do Otelo de 1976, no SPGL – delegada sindical do Camões, da Escola do Laranjeiro (quando este sindicato era outro). Era militante por natureza e não por obediência ou conveniência.

Um depoimento de Gabriela Dias, gravado por Regina Guimarães em 2009, dirá bastante do que ela foi, mas evidentemente pouco do que ela fez:

E assim nos despedimos «até sempre», com muitas e muitas saudades já.

 

Presentes à venda…

9 de Dezembro de 2020

Aqui vos deixamos uns cheirinhos do que está à venda, durante o mês de Dezembro (até dia 28).
Passem por cá para levar prendas e ajudar a Casa da Achada!
Podemos também fazer envios pelo correio, contra transferência bancária
(acresce o valor dos portes de envio; não nos responsabilizamos pela mora dos CTT…)
Lembramos também que está a decorrer o crowdfunding para a Kantata do Tecto Incerto:
VER AQUI COMO APOIAR

Calendário 2021
que está lindo! para um 2021 diferente de 2020
5 €

Pins, ímans, marcadores de livros, brincos e penduricalhos
com frases e quadros de Mário Dionísio e outros
ímans em cerâmica (reverte para o crowdfunding da Kantata) – 4 €
ímans de madeira – 3 €
marcadores de livros em madeira – 1, 5 €
pins e ímans pequenos – 1 €
brincos de madeira – 3 € (um) / 5 € (par)
penduricalhos – 3 €

Cadernos
com desenhos de Regina Guimarães e frases de Mário Dionísio (na capa e contracapa)
A5 – 4 €
A6 – 3 €

Cebola caramelizada
Doce de tomate
3 € / 5 €

Conjunto de autocolantes 25 de Abril
feitos por Alain Campos, Amarante Abramovici, André Ruivo, Banlieue Banlieue, Bárbara assis Pacheco, Beatriz Bagulho, Cristina Reis, dan, Dedo Mau, Francisca Lima, Joana Boléo, João Alves, João Bonito, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marxa, Nadine Rodrigues, PAM, Paulo Barrosa, Pedro R, Pedro Zamith, Pierre Pratt, Sara e André, Sónia Gabriel e Tinta Crua
5 €

Sacos de pintados à mão
por Diana Dionísio, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marta Raposo, Nadine Rodrigues, Olga Pavlovski, Pedro Rodrigues, Pierre Pratt, Regina Guimarães, Rita Oliveira Dias, Sónia Gabriel e outros…
7 €

As nossas edições
várias muito variadas!
as mais recentes: Contos completos e Sobre Van Gogh, ambas com textos de Mário Dionísio
no dia 19 será lançada uma nova edição, que já podem comprar: a correspondência entre Mário Dionísio e Joaquim Namorado, com organização de António Pedro Pita
ver aqui o catálogo das nossas edições (livros), com descontos para os Amigos da Casa da Achada
e ainda (para além do catálogo acima):
CDs do coro – 5 €
CD Negro em chão de sangue verde – 5€
CD Bruno Fontanella – 10 €
DVD Conheces esta terra? – 7€ / 5 € (para Amigos da Casa da Achada)
DVD Kantata d’Algibeira – 10 €

Edições de outros
várias variadíssimas, venham ver!
vários preços
incluindo, algumas edições referentes a Mário Dionísio, como:
Poesia Completa de Mário Dionísio (ed. Imprensa Nacional – Casa da Moeda): 30 €
Nova Síntese com intervenções do Congresso Internacional Mário Dionísio – 8 €
A morte é para os outros, contos de Mário Dionísio (ed. O Jornal) – 5 €

Livros em 2ª mão
variadíssimas…
preços variados, muuuito baratinhos!

Serigrafias com desenhos de Mário Dionísio
40 € (cada) / 170 € (as cinco)

 

Fundos para a Kantata do Tecto Incerto

4 de Dezembro de 2020

Esta sexta-feira, dia 4 de Dezembro às 18h30, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio (CA-CMD) lançamos uma campanha de financiamento colaborativo (crowdfunding) que lhe permita levar a cabo a Katanta do Tecto Incerto.

Tal como em 2013 com a Kantata d’Algibeira, pretende-se juntar pessoas que habitualmente escrevem, encenam ou fazem música, com outras pouco habituadas às luzes da ribalta, seja em cima do palco seja na plateia. Vizinhos de perto e de longe, gente que sente na pele as garras da especulação imobiliária, que vem partilhar as suas inquietações e as suas propostas e construir colectivamente a Kantata do Tecto Incerto: um espectáculo que quer intervir com vozes e vontades na discussão sobre o direito à habitação e à cidade.

A campanha de crowdfunding tem a duração de 2 meses e desenvolve-se na plataforma PPL. Pretende atingir os 13 000 euros, quantia mínima necessária para que possa realmente acontecer. Sempre na corda bamba económica e sem ter conseguido apoios institucionais para esta Kantata, a CA-CMD conta agora apenas com a sua comunidade de amigos, felizmente tão alargada. Mãos capazes de apoiar.

Para contribuir e ver as recompensas que te esperam,
clica no botão abaixo e segue os passos:

A plataforma PPL permite que as contribuições sejam feitas por Multibanco, MBWay, cartão de crédito, transferência bancária ou Paypal.

Na Casa da Achada há também um «canto da Kantata» com mais informações e alguém para ajudar quem tiver mais dificuldades com as ferramentas electrónicas.

Por favor, contribui e/ou divulga esta campanha!

 

PRESENTES com um pé no futuro

2 de Dezembro de 2020

Este ano, o fim-de-semana “diferente” que costuma acontecer na Casa da Achada nas vésperas das festas estende-se por todo o mês de Dezembro. Decidimos que o vírus não iria encostar-nos e demos-lhe a volta, prolongando por vários dias o que habitualmente fazemos em dois ou três. Estamos presentes com um pé no futuro!

Dezembro é uma altura em que o pretexto da quadra serve para ajudar a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio a ficar aqui por mais uns tempos: há presentinhos para todos os gostos – livros, calendários, crachás, até coisas doces! – e os Amigos podem aproveitar para pagar as suas quotas e trazer outros amigos que façam o mesmo. Serão presentes com um pé no futuro!

Este ano, Dezembro é também o início de um crowdfunding que, esperamos nós, irá ajudar a Casa da Achada a concretizar um projecto que quer intervir com vozes e vontades na discussão de uma questão que não é alheia a ninguém. A Kantata do Tecto Incerto será um encontro de vozes que sofrem na pele o problema da habitação. Contará com elementos do Coro e do Grupo de Teatro Comunitário da Achada, de pessoas que ainda são vizinhas do bairro e de outras que por aqui habitam de várias formas. E queremos trazer amigos que vivem em paragens mais longínquas mas que nos são muito próximos, como a Margarida Guia e o Luiz Rosas, para nos ajudarem a dar forma a este coro de vozes faladas. Dezembro é o ponto de partida desta campanha de angariação de fundos para este projecto e toda a ajuda será muito bem-vinda! Mãos capazes de apoiar.

Pelo meio, o ciclo Van Gogh continua com filmes, conversas e uma oficina (já tínhamos saudades!) e continuam as rubricas habituais em torno de livros e de sons.

Com excepção dos dias 26 e 27 de Dezembro, estamos abertos às sextas-feiras e às segundas-feiras das 15h às 20h e também aos sábados das 10h às 13h. Quase sempre há sessões – o melhor é ver o programa!

PROGRAMA de sessões:

4 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Lançamento da campanha de crowdfunding Kantata do Tecto Incerto e conversa sobre os problemas da habitação com Ana Gago, João Eça e outros.

5 DEZ – sábado
– 10h: Ouvido de Tísico nº 21 (sessão de escuta) – Os três porquinhos ou Histórias de habitação (versão curta)

6 DEZ – domingo
– 10h: Ciclo Van Gogh – Oficina CONHECES O VINCENT? com Cristina Basto (idealizada para pessoas dos 5 aos 10 anos; com inscrições)

7 DEZ – segunda-feira
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – NIKIAS SKAPINAKIS – O TEATRO DOS OUTROS, de Jorge Silva Melo

10 DEZ – quinta-feira
– 18h: Ciclo Van Gogh – Conversa com colectivos das artes sobre o porquê de se juntarem.

11 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Estes livros por alguma razão – Sara Barbosa fala de UM DIA E OUTRO DIA de Irene Lisboa.

13 DEZ – domingo
– 10h: Ciclo Van Gogh – Oficina «Conheces o Vincent?» com Cristina Basto (idealizada para pessoas dos 5 aos 10 anos; com inscrições)

14 DEZ – segunda-feira
– 18h30: Leituras colectivas A paleta e o mundo, com projecção de imagens – Capítulo «Visita à oficina»
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – CARAVAGGIO, de Derek Jarman

18 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Lançamento do livro, co-editado pela Lápis de Memórias e pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, AQUI ESTAMOS LADO A LADO, COMO SEMPRE. E ASSIM CONTINUAREMOS – JOAQUIM NAMORADO E MÁRIO DIONÍSIO: CORRESPONDÊNCIA, com leitura, apresentação e notas de António Pedro Pita, que estará presente na sessão.

20 DEZ – domingo
– 16h: Encontro de Leitores Achados

21 DEZ – segunda-feira
– 18h30: Ciclo Van Gogh – Leitura comentada do capítulo d’A PALETA E O MUNDO sobre Van Gogh com projecção de imagens.
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – BASQUIAT, de Julian Schnabel

Lotação na Zona Pública: 5 pessoas
Lotação durante as sessões: 20 pessoas, com máscara.

 

Novembro na Achada

27 de Novembro de 2020

Em Novembro a Casa da Achada foi obrigada a dar prova de flexibilidade para adaptar-se às inúmeras mudanças de dias e horários das sessões por causa dos recolheres obrigatórios e proibições de circulação.

Conseguimos, ainda assim, manter quase tudo o que tínhamos previsto…

O cinema passou a ser às 20h30, o que dificultou o jantar, mas que nos permitu ainda ver filmes juntos e irmos para casa antes da hora estabelecida.

Iniciámos o mês com uma conversa fulcral do nosso ciclo dedicado a Van Gogh e à pintura, sobre loucura e obra. Saguenail falou do texto de Artaud sobre o pintor holandês, Van Gogh, o suicidado da sociedade e guiou-nos no relato da sua vida, seguindo o fil rouge da relação ambígua entre saúde mental e produção artística.

No dia 8 de Novembro – na sessão da rubrica «Não deixarei que me separem de ti mundo» – conversámos com três colectivos que, durante a pandemia, criaram cantinas solidárias em Lisboa e Almada: o RDA, a Seara e o AMA. A conversa, sobre temas relacionados com a diferença entre caridade e solidariedade, activismo e política, prolongou-se por quase duas horas e pode ainda ser vista aqui.

Na sexta-feira 13 tivemos sorte: houve mais uma sessão do Ciclo Van Gogh, uma palestra preparada por Manuel Nunes sobre a correspondência entre Vincent Van Gogh e seu irmão Théo. Pudemos, assim, mergulhar na vida e nas palavras do pintor.

A comunidade de leitura dos Leitores Achados, na sexta-feira 20, divertiu-se bastante na discussão de um conto surrealista e satírico de Alberto Moravia, chamado «A rosa», uma história de liberdade e de não conformismo narrada a partir da vida de dois insectos.

O Ouvido de Tísico n.º 20 de Novembro, seguindo a temática do mês, dedicou-se à exploração dos significados de loucura e de normalidade através de palavras, diálogos, canções e músicas. Tudo narrado pela voz inconfundível de Diana Dionísio.

Agora estamos a preparar um Dezembro cheio de actividades… fiquem atentos à programação!

 

Solidariedades durante a pandemia – sessão online

8 de Novembro de 2020

AQUI ESTÁ O LINK PARA VER A SESSÃO:
https://www.youtube.com/watch?v=xJawww6ck-o
ATENÇÃO! NOVO LINK PARA A CONTINUAÇÃO:
https://www.youtube.com/watch?v=IufmqV1VPys
Podem também ver pelo facebook: https://fb.watch/1DQTOERUBb/

Podem fazer comentários e deixar questões, comentando esta notícia.

 

Outubro #2

30 de Outubro de 2020

O mês de Outubro findou com duas sessões bem distintas.

Na sexta-feira 23, Joana Cabral veio falar-nos de um livro que de alguma forma lhe mudou a vida. Uma obra que ela própria traduziu e que será editada em breve. Um clássico esquecido, Notre-Dame de Paris de Victor Hugo.

No sábado 24 foi a vez do Ouvido de Tísico dedicado ao concerto de Zeca Afonso no Teatro Avenida de Coimbra em 1968. Diana Dionísio falou-nos dos bastidores, do processo de gravação e de outras curiosidades à volta deste concerto pouco conhecido.

Sessão de escuta do Ouvido de Tísico

No domingo 25, os Leitores Achados leram e conversaram animadamente sobre um conto de Luísa Costa Gomes chamado Oir ese río, do livro «Império do amor».

Em Novembro continuará o nosso ciclo dedicado ao Van Gogh com filmes variados e conversas vivas. Consultem a programação aqui e no facebook da Casa da Achada.

 

Outubro na Achada

22 de Outubro de 2020

A Casa da Achada tem estado bem viva neste Outono. Iniciámos um «Ciclo Van Gogh», que terá sessões várias a partir do que nos sugeriram os ensaios de Mário Dionísio editados pela CA-CMD há alguns meses atrás. E começou um novo ciclo de cinema, também dedicado a Van Gogh, um pintor cuja vida e obra inspirou muitos filmes.

Também recomeçaram as leituras d’A Paleta e o Mundo, todas as segundas-feiras às 18h30 e os encontros dos «Leitores Achados», que costumam calhar no último domingo de cada mês.

O Grupo de Teatro Comunitário está a fazer ensaios às terças-feiras às 20h30 e está a fazer um trabalho novo a partir de um conto de Mário Dionísio. Está aberto a quem se queira juntar.
O coro da Achada tem ensaiado ao ar livre às 21h de quarta-feira. Basta ter vontade para vir cantar também!

Avizinham-se outras sessões do ciclo Van Gogh e não só! Vejam a programação aqui.

 

A Casa da Achada fez 11 anos!

6 de Outubro de 2020

Já não cabemos nos dedos das mãos! São 11 anos de porta aberta e já uma dúzia desde que a associação foi criada.  São 11 anos a ler, arquivar, ouvir, ver filmes, cantar, fazer teatro, fotocopiar, debater, expor, editar, intervir, abrir horizontes, escrever, traduzir, descobrir, inventar, perguntar…

Este ano festejámos o aniversário no fim-de-semana de 26 e 27 de Setembro, apesar das estranhas circunstâncias em que nos encontramos…

Inaugurámos uma nova exposição chamada AS PASSADAS PROLONGADAS NOUTROS PASSOS, cujo fio condutor é o diálogo entre alguns pintores convidados e poemas de Mário Dionísio em torno da temática da resistência, tendo estes últimos servido de ponto de partida para os quadros expostos, todos eles originais.

Além de professor e crítico, Mário Dionísio foi escritor, pintor e resistente. Quer datem de anos anteriores ou posteriores à revolução de Abril, os  textos que escreveu e as telas que pintou espelham, amplificando-as, as suas preocupações políticas e o seu desejo de participar no parto dum mundo menos infame, mas também as terríveis decepções de alguém que se recusa a asfixiar a esperança. Textos e telas são não menos rasto duma conversa ininterrupta com a literatura e a pintura.

Viajar na poesia de Mário Dionísio através do olhar de Adão Contreiras, Alberto Péssimo, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Mendonça, Frederico Mira George, Gonçalo Pena, Isabel Amaral, João Alves, José Smith Vargas, Margarida Alfacinha, Miguel Carneiro e Sofia Areal foi a nossa afoita proposta.

No sábado 26 de Setembro, às 17h, depois da inauguração da exposição, tivemos uma maratona de 3 leituras do conto «Assobiando à vontade» de Mário Dionísio. Com a voz de Inês Nogueira e o som de Artur Pispalhas.

Às 19h, o Grupo de Teatro Comunitário da Achada e alguns outros participantes especiais decidiram ocupar o Largo da Achada e mandar mensagens das janelas… ora lançadas aos gritos, ora lançadas em faixas.

A festa continuou no domingo, 27 de Setembro, com uma leitura a várias vozes d’O DRAMA DE VICENTE VAN GOGH de Mário Dionísio…

Ao fim da tarde, acabámos os festejos com o inevitável: o espectáculo do coro, distanciado mas feliz, no Largo da Achada.

 

Agosto 2020

28 de Agosto de 2020

As sessões da Casa da Achada não foram de férias em Agosto…

No sábado passado, dia 22, continuaram os jogos de escrita online propostos por Regina Guimarães e, à tarde, tivemos uma sessão de Ouvido de Tísico onde cada palavra puxava uma canção e fazia um caminho de canções.

Ilse Losa – escritora Foto:arquivo jn 01/04/1983

No domingo, a comunidade de leitura dos Leitores Achados reuniu-se no quintal para ler dois contos de Ilse Losa, falando também da sua amizade com Mário Dionísio e fazendo algumas incursões na sua correspondência.

Segunda-feira voltou o cinema ao ar livre com uma sessão de curtas à volta da Casa da Achada…

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

22 de Agosto de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

8 de Agosto de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

Julho na Achada

4 de Agosto de 2020

Cada vez mais desconfinados, tivemos um mês de Julho cheio!

No dia 11 de Julho Pedro Rodrigues apresentou-nos a sua pessoalíssima leitura do livro Memórias dum pintor desconhecido de Mário Dionísio, numa sessão cheia de música e poesia que proporcionou, no fim, um bom debate no quintal da Casa da Achada.

No dia do aniversário de Mário Dionísio, 16 de Julho, ouvimos, ainda online, o conto «Assobiando à vontade» na voz de Inês Nogueira e som de Artur Pispalhas. Um conto sobre liberdade em tempos semi-confinados.

No domingo 19 a comunidade de leitura da nossa Biblioteca Pública leu, numa sessão virtual e presencial ao mesmo tempo, um conto de Fernanda Botelho incluído no livro As contadoras de histórias.

No sábado 25 tivemos o Ouvido de Tísico n.º17 em que Diana Dionísio nos propôs um rol de muitas das coisas que as pessoas se puseram a fazer durante o confinamento. E na tarde de domingo, Saguenail veio apresentar, no quintal da Casa, a nova edição Sobre Van Gogh com dois textos de Mário Dionísio que se encontravam esgotados.
Sessões muito participadas que ocuparam todos os lugares disponíveis!

Acompanharam todo o mês os desafios poéticos de Regina Guimarães publicados aqui na nossa página. Jogos de escrita que se podem fazer em casa ou no quintal, sozinhos ou acompanhados, em que somos convidados a inventar a partir de um poema-matriz de Mário Dionísio.

Na segunda-feira 27 voltou o cinema ao ar livre numa sessão com filmes rodados na Casa e no bairro onde pudemos ver muito do que aqui mudou. Uma sessão com a presença de Regina Guimarães, realizadora do filme «Idade Terceira», com quem ficámos à conversa no final sobre questões de habitação e não só.

O Coro da Achada, que tem estado a cantar no Largo da Achada, interromperá os ensaios em Agosto e voltará à carga na quarta-feira, dia 2 de Setembro às 21h.
A Casa da Achada (exposição, mediateca, biblioteca, livraria e cafezinho) continua, para já, aberta às sextas-feiras das 15h às 20h e aos sábados das 11h às 18h. Apareçam!

 

Ouvido de Tísico nº 17

2 de Agosto de 2020

Acabámos de pôr online o Ouvido de Tísico nº 17, que ouvimos no quintal da Casa da Achada no passado 25 de Julho e, ao mesmo tempo, na Rádio Paralelo: A QUEBRA DO RAMERRAME E DA LUFA-LUFA E AQUILO QUE AS PESSOAS, ENTRE OUTRAS COISAS, SE PUSERAM A FAZER.

https://archive.org/details/ot17

«Um dia vou compor uma música sobre o romper do dia no Alabama…» «Sim, sim, depois falamos disso melhor, mas agora não posso…» «Gosto tanto de pintar, mas nunca tenho tempo…» «Se eu soubesse fazer um vídeo, mas não sei como se faz…»

Em Março e Abril deste ano, para muitas pessoas (não todas…) aconteceu o impensável: os seus obrigatórios, inquestionáveis, imprescindíveis trabalhos pararam. E fecharam as lojas, acabaram os grandes espectáculos, fomos aconselhados a nem sair à rua. E de repente, nasceram rádios amadoras, multiplicaram-se na internet vídeos com pessoas a fazer leituras, a dar aulas de italiano ou a partilhar receitas recém-descobertas, colectivos descobriram como fazer música ou teatro, em conjunto, à distância. Em pessoas que eu julgava que conhecia, descobria agora surpreendentes actores, músicos videastas, radialistas, poetas, pintores… E adormeci várias noites a pensar na frase do Marx tantas vezes citada por Mário Dionísio: «Numa sociedade sem exploradores nem explorados não haverá pintores, mas pessoas que, entre outras coisas, pintam».

Neste Ouvido de Tísico vamos dar um passeio por algumas destas coisas que as pessoas, entre outras coisas, se puseram a fazer durante a quarentena.

Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.

Por Diana Dionísio.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

18 de Julho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
(casadaachada@centromariodionisio.org)
ou publiquem-nos nos comentários desta notícia.

Enunciado:

Para ver os desafios anteriores, clicar aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

 

ASSOBIANDO À VONTADE, por Inês Nogueira e Artur Pispalhas

16 de Julho de 2020

No dia do aniversário do autor, vamos ouvir o conto de Mário Dionísio «Assobiando à vontade», escrito em 1944 e re-escrito em 1965, na voz de Inês Nogueira e som de Artur Pispalhas. Nestes tempos confinados, um conto sobre liberdade.

A ilustração usada no vídeo é de Catarina Sobral.

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

4 de Julho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

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Enunciado:
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Em Julho…

1 de Julho de 2020

Para estar a par das nossas actividades e saber mais informações, o melhor é pedir para receber a newsletter por email ou consultar a secção Programação da nossa página.

 

Os poemas de Mário Dionísio a tantas vozes – Ouvido de Tísico 16

20 de Junho de 2020

Hoje é dia de Ouvido de Tísico. Aqui fica a sessão:

https://archive.org/details/ot16_20200620

OS POEMAS DE MÁRIO DIONÍSIO A TANTAS VOZES
Ouvido de Tísico nº 16

Em tempos de confinamento, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio lançou um desafio. Quem quis leu um poema de Mário Dionísio, gravou-o e enviou-nos. Uns fizeram vídeos, outros só gravaram som. Alguns fizeram músicas. Fomos publicando estas leituras diariamente na nossa página, mais de cinquenta vozes diferentes, e agora queremos ouvi-las outra vez e todas juntas. Só ouvir, ou não fosse esta uma sessão «Ouvido de Tísico».

Enviaram-nos leituras (e canções e …): Afonso Theias, Alfredo Pereira Nunes, Alice Carvalho, Amir Abbara, Ana Baltazar, Ana Queijo, Ana Reis, Aníbal Raposo, Ariana Furtado, B.Vol.T., Bertran Romero Sala, Carmo Gelpi, Catarina Vieira, Catherine Dumas, Clara Agapito, Clara Boléo, Cláudia Oliveira e Cristina Mora, Conceição Lopes, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Foco Litus, Francisco Raposo, Frederico Mira George, Ilda Feteira, Inês Fraga, Inês Nogueira e Carlos Zíngaro, Jacinto Lucas Pires, João Cabaço e Susana Baeta, João Luís Lisboa, João Tito Basto, Judite Canha Fernandes, Kate Falcão, Liziane Mangili, Luca Argel, Luís Caminha, Madalena Ávila, Maria João Brilhante, Mónica Amaral Santos, nat, Natércia Coimbra, Olga Germano, Patrícia Milhanas Machado, Paula Loura Batista, Paula Montez, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Rubina Oliveira, Rui Teigão, Sara Barbosa, Sara Silva, Serena Cacchioli, Morgane Mastermann e Dorothée Betz, Sofia Lisboa, Sónia Gabriel, Susana Baeta, Toni, Vanda Rodrigues, Viviane Ascensão, Xantão e Yorgen. Para ver os vídeos de todas as leituras de poemas, clicar aqui.


Nas sessões «Ouvido de Tísico» a proposta é escutar. Fácil? Difícil? Num mundo que nos quer entupir os ouvidos, nós queremos continuar a fazer cócegas ao caracol. Ouvir-se-ão textos de vários autores, saladas musicais, documentos desencantados do Centro de Documentação da Casa da Achada, discos do princípio ao fim, entrevistas, enfim, de tudo um pouco. Pode-se ouvir de pé ou sentado, sentado ou deitado. Pode ouvir-se de olhos fechados ou abertos, abertos ou semicerrados. Pode-se desenhar enquanto se ouve, ou escrever, ou não fazer mais do que… ouvir.
Por Diana Dionísio

 

Na mesa do poeta: jogos de escrita

20 de Junho de 2020

Hoje, Regina Guimarães propõe-nos
fazermos um jogo de escrita,
em casa ou no quintal,
sozinhos ou acompanhados.
Trata-se de escrever a partir de uma matriz.
Neste caso, partindo de um poema de Mário Dionísio.

Enviem-nos os vossos resultados por email
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Enunciado:
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Variações d’Uma mulher quase nova

19 de Junho de 2020

Desde 2 de Maio que temos andado a praticar reginástica. «Na mesa do poeta: jogos de escrita» é uma proposta de Regina Guimarães para nos pormos a escrever, partindo de poemas de Mário Dionísio.

A primeira proposta foi reescrever o poema «Uma mulher quase nova», trocando algumas palavras previamente marcadas e mantendo a métrica dos versos. Podem ver aqui o enunciado.

Hoje publicamos aqui alguns dos resultados:

Um tempo quase novo
Uma nuvem quase cinza
Uma terra quase seca

Chega e quase inunda o rio
Os sonhos quase flutuam
Quase molhados se despregam
Da rotina quase morta

Quase harmónico leito
Enche o espaço ausente
De ondas quase soltas
Claras quase revoltas

Margem quase bastante
Quase músculo embrutecido
Breve instante quase futuro
Quase presente embora outrora

Ana Baltazar

uma colher quase nova
com o cabo quase preto
numa mesa quase posta
com uns figos quase secos

cai e quase prova um pouco
do sonho quase queimado
quase presa se vê deste
peru quente quase morto

quase harmónica descida
enche o espaço quase quadro
de reflexos quase soltos
queda livre quase a tempo

a deixa quase bastante
quase músculo guloso
é o instante quase nada
quase tinta do poema

Diana Dionísio

uma imagem quase nova
o seu brilho quase azul
numa ilha quase ali
de caminhos quase secos

saltando quase penetra
no sonho quase perfeito
quase sombra se desfaz
no ideal quase morto

quase harmónica desperta
enche o espaço quase todo
com acordes quase soltos
de uma nota quase solta

soando quase bastante
quase músculo rasgado
num instante quase quase
quase agora quase aqui

Ilda Fèteira

uma canção quase nova
grita o medo quase pardo
numa noite quase tensa
com as unhas quase duras

salta e quase se transforma
num sonho quase pesado
quase muda se recalca
no juízo quase morto

quase harmónica aldrabice
enche o espaço quase nulo
de badalos quase soltos
inútil quase ofensiva

chicote quase bastante
quase músculo violento
no instante quase torpe
quase império em ruína

Pedro Rodrigues

uma virose quase nova
com uma roupa quase vermelha
numa época quase cara
com os bolsos quase vazios

Surge e quase toca as narinas
do sonho quase pesadelo
quase fria se alastra
no desprezo quase morto

quase harmónica polícia
enche o espaço quase preso
de banqueiros quase soltos
opaca quase fascista

o grito quase constante
quase músculo dorido
dum instante quase igual
quase morto quase logo

Toni

uma mulher quase nova
com um vestido quase branco
numa tarde quase clara
com os olhos quase secos

vem e quase estende os dedos
ao sonho quase possível
quase fresca se liberta
do desespero quase morto

quase harmónica corrida
enche o espaço quase alegre
de cabelos quase soltos
transparente quase solta

o riso quase bastante
quase músculo florido
deste instante quase novo
quase vivo quase agora

Mário Dionísio

Amanhã, às 11h, publicamos um novo enunciado. Para ver os desafios já feitos, clicar aqui, aqui e aqui.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020