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Segunda, Quinta e Sexta
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Áreas Principais

QUEM QUER TUDO POR FORÇA TER CANUDO com o GRUPO DE TEATRO DA ACHADA

28 de Março de 2015

Ontem, o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada apresentou a leitura quase encenada de «Quem quer tudo quer por força ter canudo» de Renato Roque.
Qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência.

As escolhas de Maria João Brilhante, Luis Miguel Cintra e Sílvia Chicó para a sessão sobre a luz na pintura

28 de Março de 2015

Na sessão sobre a luz na pintura, a Maria João Brilhante trouxe o Júlio Resende nos anos 50 e 90, o Luis Miguel Cintra falou-nos do toureiro morto e dos Cristos do Manet, a Sílvia Chicó mostrou-nos as enormes aquarelas de Morris Louis.

Como foi conversar sobre CANTAR DE DIA, CANTAR DE NOITE com JANITA SALOMÉ

28 de Março de 2015

Na sessão com Janita Salomé, organizada pelo Coro da Achada para o ciclo «A luz da sombra», falámos sobre o cante alentejano – e a «música portuguesa», que passaria mais pelo José Afonso do que pelo fado -, sobre o acto de cantar ser um acto subversivo, sobre estórias e história da música, sobre cantar em palcos e fora deles, e muitas coisas mais. O Coro da Achada cantou o «Coro da Primavera» de José Afonso e a «Canção da jorna», poema de Carlos de Oliveira musicado pelo Coro da Achada. Aqui ficam algumas fotografias.

OS SORTILÉGIOS DA LUZ, como foi?

22 de Fevereiro de 2015

Foi uma bela sessão na Casa da Achada. Uma leitura, pela Inês Nogueira e pelo João Rodrigues, de excertos de A Paleta e o MundoO drama de Vicente van Gogh. de Mário Dionísio. Excertos esses que foram escolhidos não ao acaso, mas pelo olhar cuidado da Carla Mota e do Pedro Rodrigues, a pensar na luz e na sombra, o «assunto» a que a Casa da Achada se dedica nos meses de Fevereiro e Março. Como se vê a luz? E como é que ela inside nos objectos e nas paisagens? Como é que os impressionistas percebiam a luz e a aplicavam na sua pintura? E o van Gogh, não o fez de outras maneiras?

MEMÓRIA DUMA COR DESCONHECIDA, como foi?

21 de Fevereiro de 2015

As fotografias da sessão MEMÓRIA DUMA COR DESCONHECIDA, com leitura de poemas, discussão de cores e uma pequena experiência de física.

OFICINA RODAGEM DE SOMBRAS

5 de Fevereiro de 2015

No domingo passado, dia 1 de Fevereiro, aconteceu o a primeira sessão da oficina «Rodagem de sombras», orientada pela Marta Caldas. A partir de um excerto do conto «A figura de proa» de Mário Dionísio, vamos criar sombras densas e translúcidas e projectá-las, fotografá-las e montar um pequeno filme.

Estivemos a fazer sombras com projectores e candeeiros que projectavam a luz num pano branco, mas também com um retroprojector (e de pensar que usávamos isto para projectar assetados nas aulas) e com um projector de slides – e sim, andámos a fazer slides.

Continua no próximo domingo, dia 8, às 15h30, com a Marta Caldas e quem mais quiser. Depois, nos restantes domingos de Fevereiro e Março, vamos fotografar sombras (com Youri Paiva), fazer paisagens sonoras (com Pedro Rodrigues e Olivier Blanc) e fazer um filme (com Regina Guimarães).

COM UM V NA VOLTA – Concertos

5 de Fevereiro de 2015

Na passada sexta-feira, dia 30 de Janeiro, novos e velhos amigos juntaram-se, na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, para lembrar lembrar o Maçariku, teimando – como ele – na construção de outra cultura, de partilha, liberdade e resistência.

O Coro da Achada preparou uma canção dos Sitiados, «Soldado»; os Peste & Sida lembraram os concertos no Palmeiras e o Movimento Tropa Não!, as dUAS sEMI cOLCHEIAS iNVERTIDAS mostraram como se faz um concerto de vontades ruidosas, uma parte das Cramol lançou canções da plateia, amigos juntaram-se para fazer No Mínimo K, com canções e situações do Maçariku, Ernestro Rodrigues e amigos juntaram-se à Margarida Guia para improvisarem, a Margarida Guia depois juntou-se ao João Paulo Esteves da Silva para novas improvisações, e a Diana Dionísio, o João Morais, o Rui Lucena e o Filipe Brito tocaram canções que lembravam o Maçariku: «Era de noite e levaram» de José Afonso, «Eh! Companheiro» de José Mário Branco, «Lua» dos Lulu Blind e «Adivinha» dos Sitiados.

COM UM V NA VOLTA – TANTA COISA em fotografias

18 de Janeiro de 2015

No sábado, dia 17, começaram as sessões a pensar no Maçariku. Vão continuar até ao dia 30 na Casa da Achada, na Cinemateca e na Guilherme Cossoul. Tanta coisa. Tanta gente.

COM UM V NA VOLTA

29 de Dezembro de 2014

Em Janeiro a Casa da Achada estará aberta no seu horário normal de funcionamento*, mas não haverá nenhuma das actividades a que estamos habituados. Não existirão sessões de cinema, nem leituras d’A Paleta e o Mundo, nem oficinas, nem as sessões das diversas rubricas organizadas pelo Centro Mário Dionísio.
A Zona Pública estará aberta, sendo possível visitar a exposição «10 artistas de que Mário Dionísio falou» e utilizar a Biblioteca Pública para ler ou requisitar livros.
As únicas sessões que se realizarão serão as dedicadas ao Vítor Ribeiro, o Maçariku, nosso companheiro e sócio fundador da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, nos dias 17, 18, 23 e 24. Estas sessões estão incluídas num programa maior, que contará também com a apresentação de filmes na Cinemateca Portuguesa e um concerto na Sociedade Guilherme Cossoul (ver programa abaixo).

* Segundas, quintas e sextas-feiras das 15h às 20h; sábados e domingos das 11h às 18h.

Cartaz_MK

Maçariku, aliás Vítor Ribeiro, fez de tudo no cinema, no teatro, em associações culturais e organizações políticas. Lutou pela liberdade dentro e fora da cabeça, contra o racismo, o militarismo, a exploração. Trocava artes, coisas e ideias, fazia com e para os outros e coleccionava amigos no meio disso. Organizou centenas de encontros e concertos, participou em grandes e pequenos combates, fez de tudo com rebeldia, resistiu até não mais poder. Maçariku cultivou as amizades como quem semeia desobediência, entusiasmo, internacionalismo. Morreu em Agosto passado, e deixou tanta coisa, tanta gente.

A Casa da Achada e amigos propõem e convidam a participar numa série de sessões a partir dele, com uma diversidade de actividades que nunca será capaz de dar conta de uma vida tão rica e intensa, mas tenta pelo menos pegar nas suas coisas, nas suas ideias, nos seus modos de ser e passar as coisas aos outros.

Amigos e conhecidos intervêm, mostram-se máquinas velhas e outras a funcionar, há músicas, conversas, poemas e ferramentas, mostram-se filmes feitos por ele e filmes com ele lá dentro (na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio), e ainda uma série de filmes da sua colecção (na Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema). Para terminar, um concerto resistente a pensar no que vibra ainda da sua presença atenta e livre para os combates futuros. Bebe mais um copo, Maçariku.

Sábado, 17 de Janeiro, 15h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
TANTA COISA
Intervenções livres, filmes, ideias, escadotes, músicas, objectos, luzes, som, câmara, poemas, andaimes, instrumentos… e tudo o mais que desaprendemos e aprendemos com o Maçariku.

Domingo, 18 de Janeiro, 17h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
MODOS DE FAZER E PENSAR

Filmes e conversa com Ângela Luzia, João Carlos Louçã e outros.
Projecção de Viver, Aprender e Trabalhar na Península de Setúbal (1997), de Eduarda Dionísio, João Carlos Louçã e Vítor Ribeiro + excertos de entrevistas a Francisco Castro Rodrigues, feitas por Eduarda Dionísio e Vítor Ribeiro

Segunda-feira, 19 de Janeiro, 21h30
Cinemateca Portuguesa
La Bandera (1935), de Julien Duvivier

Terça-feira, 20 de Janeiro, 19h
Cinemateca Portuguesa
Milou en mai (1990), de Louis Malle

Quarta-feira, 21 de Janeiro, 21h30
Cinemateca Portuguesa
Sois belle et tait-toi (1958), de Marc Allégret

Quinta-feira, 22 de Janeiro, 19h
Cinemateca Portuguesa
A propos d’une rivière (1955), de Georges Franju
Portugal’s men of the sea (1968), de George Sluizer

Sexta-feira, 23 de Janeiro, 21h30
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Filmes:
As Sereias (2001), de Paulo Rocha
António Palolo: ver o pensamento a correr (1995), de Jorge Silva Melo
A piscina (2004), de Iana Ferreira e João Viana

Sábado, 24 de Janeiro, 16h
Casa da Achada – Centro Mário Dionísio
Oficina de projecção em 16mm.
Filme: Pas de deux (1968), de Norman McLaren

Segunda-feira, 26 de Janeiro, 19h
Cinemateca Portuguesa
A greve (1925), de Sergei Eisenstein

Sexta-feira, 30 de Janeiro, 22h
Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul
COM UM V NA VOLTA
Um concerto com velhos e novos amigos que teimam na construção de outra cultura, de partilha, liberdade e resistência: Coro da Achada + dUAS sEMI cOLCHEIAS iNVERTIDAS + Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues e Carlos Santos + João Morais, Rui Lucena, Filipe Brito e Diana Dionísio + João Paulo Esteves da Silva + No Mínimo K + outros a confirmar.

Entrada gratuita nas sessões na Casa da Achada e no concerto na Guilherme Cossoul. Preços habituais para as sessões na Cinemateca.

3 DIAS ÚTEIS na Casa da Achada

5 de Dezembro de 2014

3diasuteis

São três dias úteis num fim-de-semana. Três dias para apoiar a Casa da Achada, em que vamos ter à venda as nossas edições (sete da colecção Mário Dionísio, com críticas, entrevistas, prefácios, ideias, questões, pinturas e desenhos, e outras fora do baralho), outros livros (de muitos autores portugueses e alguns estrangeiros, livros de arte, histórias e enciclopédias), CDs e vinis (de músicas de vários cantos do mundo) e obras de arte (de ideias, estéticas e preços muito variados). Vamos, também, sortear uma gravura de Júlio Resende, da colecção «Ribeira Negra», e um quilt fabricado a partir da pintura «Maternidade camponesa» de Mário Dionísio. E como a Casa da Achada não é um mercado, os preços são muito abaixo dessa lógica.

São três dias para ver, ouvir, fazer e dar ideias. Há lançamentos de coisas novas: um livro feito pelos participantes das últimas oficinas, uma brochura sobre a actividade da casa nos últimos 5 anos, e um disco de canções com poemas de Mário Dionísio. Canta o Coro da Achada. Um jogo de palavras para continuar. Teatro com o Teatro de Ferro, que vem do Porto, e o Grupo de Teatro Comunitário da Achada. Uma visita à exposição. Uma oficina de miniaturas. E conviver, claro.

UTILIDADE

Só as mãos que se estendem para a frente interessam.
Só os olhos que vêem para além do que se vê,
só o que vai para o que vem depois,
só o sacrifício por uma realidade que ainda não existe,
só amor o por qualquer coisa que ainda não se vê e ainda, nem nunca, será nossa
interessa.

Mário Dionísio

PROGRAMA:
Sexta-feira, 19 de Dezembro, das 15h às 20h

// 17h30
Lançamento de Os 10 anõezinhos da Tia Verde-Água, numa nova versão de Filomena Marona Beja, ilustrada, paginada e encadernada nas oficinas da Casa da Achada.

Sábado, 20 de Dezembro, das 11h às 20h

// 14h30
O Coro da Achada canta
pelo bairro de São Cristóvão e da Mouraria até à Casa da Achada, faça chuva ou faça sol.

// 15h30
Visita guiada à exposição «10 artistas de que Mário Dionísio falou»
por José Luís Porfírio. Esta exposição reúne obras de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira, Abel Salazar, Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.

// 16h30
Lançamento de 5 anos úteis
, brochura sobre o que se fez nestes cinco anos (e uns meses) da Casa da Achada, com textos de muita gente que por cá anda e participa, e do disco Eu canto e cantarei o que tiver a cantar, uma compilação de músicas feitas por diversos autores a partir de poemas de Mário Dionísio.

// 17h30
O que diz sim e O que diz não. Brecht para principantes II pelo
Teatro de Ferro e Qualificar para Incluir.
«Ao longo de vários meses, numa base de alguns encontros por semana, este grupo composto por técnicos e utentes da Qualificar Para Incluir e pela equipa do Teatro de Ferro pôs em cena estas duas pequenas, embora exigentes, peças.
A fala e o canto, o corpo no espaço e o olhar são as principais  ferramentas com  que voltamos a tornar presentes as intrigantes e lúcidas palavras deste mestre alemão.
Depois de uma incursão na obra poética de Bertolt Brecht, este é um primeiro passo  no seu teatro. Começamos por duas pequenas peças que são dedicadas ao público, como é costume, mas também aos intérpretes. A coragem e o altruísmo, as boas intenções, a observação das regras e dos costumes e a necessidade de os colocar em causa são algumas das questões com que nos debatemos neste processo de criação e aprendizagem.
Como pensar o tempo de hoje a partir do teatro de Brecht? Tem sido este o nosso mote para a criação nestes projectos Brecht Para Principiantes.
Pensar de novo. Sim, é isso. Também é isso.»

// 18h30
Jogo de palavras para continuar
que nos traz a Regina Guimarães.

Domingo, 21 de Dezembro, das 11h às 20h

// 15h30
Oficina de miniaturas.
Vamos moldar e pintar miniaturas em formato de algibeira que podem ser prendas contra a crise. Com Irene van Es e Lena Bragança Gil.

// 18h30
O Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada
apresenta uma leitura quase encenada de «Quem tudo quer por força ter canudo» de Renato Roque, seguida do espectáculo «Mãos com inquietações».
«Desta vez abraçamos o desafio de ler o texto criado por Renato Roque, Quem Tem Tudo Quer por Força Ter Canudo. Desafio lançado a vários elementos do grupo que, com as suas dificuldades e qualidades, o mostram de uma forma quase encenada, com os nervos e receios de quem faz pela primeira vez, de quem acha que não sabe fazer, mas mesmo assim arrisca e faz.
Depois repegamos em Mãos ou as Inquietações e aos dois poemas de Mário Dionísio (Pior que não cantar e Solidariedade), ao texto (Mãos cheias) de Conceição Lopes e a um excerto do texto “A MÃE” da Comuna Teatro de Pesquisa, de 1977 (a partir de Bertolt Brecht), juntamos algumas inquietações e outras ideias à volta das mãos (e dos pés), passando e sendo contagiados também pelo poema de Regina Guimarães (Mãos vazias às Mãos cheias) e pelo poema de José Frade (Poder), continuando tudo a ser pautado pela música do Balanescu Quartet. Desta vez chamamos-lhe Mãos com Inquietações.
Continuamos a ideia de fazer um trabalho coletivo que vive das presenças e das ausências daqueles que lhe dão corpo, das suas necessidades e dificuldades, das suas raivas e angústias, das suas alegrias e tristezas, mas sobretudo da sua vontade de querer fazer.»

// 19h30
Sorteios!
Durante estes três dias podem participar no sorteio duma gravura de Júlio Resende, da colecção «Ribeira Negra»

ao comprar esta rifa
apoiei a casa da achada
um lugar onde se acha
um livro que nos abre o mundo
um quadro que nos move os olhos
uma carta antiga a um amigo
um filme que nos desmonta
um fazer que nos desperta
um cantar que nos prende
e uma gravura do Resende
por apenas 5 euricos
e se não ganharmos também não ficamos menos ricos
porque a casa é para todos
de diferentes modos

… e de um quilt, fabricado por Irene van Es e Lena Bragança Gil, a partir do quadro «Maternidade camponesa» de Mário Dionísio.

Quando duas raparigas descobrem
que têm duas grandes paixões em comum
– o quilting e a Casa da Achada –
toca de pôr as mãos à obra!
Ou seja de trapinho em trapinho,
tal como um puzzle,
faz-se uma manta.

CICLO DE CINEMA – TRIBUNAIS

10 de Outubro de 2014

Ciclo tribunais

Os tribunais aparecem-nos hoje como a «solução» para o que a política é incapaz de resolver. Transformaram-se (para quem não tem poder) numa «sede de esperança»: os OGEs (e não só) vão parar ao tribunal (constitucional); os «corruptos» importantes são às vezes julgados; é nos tribunais que os sindicatos passaram a tratar de despedimentos, carreiras, encerramentos de empresas; abundam as «providências cautelares». E as mesmas «queixas» têm resultados diferentes conforme o tribunal que as «atende».

Que a injustiça continua a imperar por esse mundo fora é uma evidência. Sobre isso toda a gente está de acordo. Justiça económica, social, política, doméstica, «privada»…
Mas há quem acredite que ela pode ser combatida em «sede própria» – os tribunais. Regidos por leis, comportamentos, relações dos regimes que os criam e onde a injustiça vive. Castigando ou ilibando. Prendendo, multando, indemnizando…
São muitos os que, por vontade própria ou alheia, pagando ou sem pagar, têm passado por tribunais e também muitos os que trabalham neles ou para eles – «profissionais da justiça» se chamam.
É natural que esses tribunais – os seus ambientes, a sua encenação, os seus dramas – sejam um tema recorrente do cinema, sobretudo do ocidental. E que os muitos filmes onde eles aparecem falem mais de injustiça do que de justiça. Com excepções.
Os 13 filmes deste ciclo tentam variar épocas, países, situações, maneiras de filmar. Muitos outros caberiam nele, nomeadamente dois que já passámos noutros ciclos: Julgamento em Nuremberga e Liberdade para José Diogo.
E se falássemos a sério depois de cada filme? Sobre cinema e o resto.

Segunda-feira, 6 de Outubro, 21h30
O juiz Roy Bean
(1972, 120 min.)
de John Huston
apresentação por João Rodrigues

Segunda-feira, 13 de Outubro, 21h30
O processo de Joana d’Arc (1962, 65 min.)
de Robert Bresson
apresentação por António Rodrigues

Segunda-feira, 20 de Outubro, 21h30
Anatomia de um crime (1960, 160 min.)
de Otto Preminger
apresentação por João Pedro Bénard

Segunda-feira, 27 de Outubro, 21h30
O processo (1962, 118 min.)
de Orson Welles
apresentação por Gabriel Bonito

Segunda-feira, 3 de Novembro, 21h30
O caso Paradine
(1947, 112 min.)
de Alfred Hitchcock

Segunda-feira, 10 de Novembro, 21h30
Caso de vida ou de morte (1946, 104 min.)
de Michel Powell

Segunda-feira, 17 de Novembro, 21h30
Doze homens em fúria (1957, 96 min.)
de Sidney Lumet

Segunda-feira, 24 de Novembro, 21h30
Close-up (1990, 98 min.)
de Abbas Kiarostami

Segunda-feira, 1 de Dezembro, 21h30
Testemunha de acusação
(1957, 118 min.)
de Billy Wilder

Segunda-feira, 8 de Dezembro, 21h30
Sacco e Vanzetti (1971, 120 min.)
de Giuliano Montaldo

Segunda-feira, 15 de Dezembro, 21h30
O sol nasce para todos (1953, 90 min.)
de John Ford

Segunda-feira, 22 de Dezembro, 21h30
1871 (1990, 100 min.)
de Ken McMullen

Segunda-feira, 29 de Dezembro, 21h30
La poison (1951, 85 min.)
de Sacha Guiltry

Os 5 anos da Casa da Achada em fotografias

4 de Outubro de 2014

MÃOS OU AS INQUIETAÇÕES
pelo Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada
26 de Setembro

ABERTURA, INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «10 ARTISTAS AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO» e APRESENTAÇÃO DO LIVRO MÁRIO DIONÍSIO – PREFÁCIOS
27 de Setembro
Ler aqui o texto de abertura

COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO
Intervenções
27 de Setembro

CORO DA ACHADA
no Largo da Achada
27 de Setembro

COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO
Oficinas de colagens, escrita, fotografia, música e pintura com as mãos
28 de Setembro

A CASA DA ACHADA FAZ 5 ANOS

10 de Setembro de 2014

5º-Aniversário-

Sexta-feira, 26 de Setembro

– às 21h30:

AS MÃOS OU AS INQUIETAÇÕES. É mais um momento em que o Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada mostra um pouco do seu percurso, do seu fazer.
Desta vez um trabalho à volta de dois poemas de Mário Dionísio («Pior que não cantar» e «Solidariedade») e de um texto («Mãos cheias») de Conceição Lopes com um apontamento do texto «A Mãe» da Comuna Teatro de Pesquisa, de 1977 (a partir de Bertolt Brecht), tudo isto pautado pela música do Balanescu Quartet.
Trabalho colectivo que vive das presenças e das ausências daqueles que lhe dão corpo, das suas necessidades e dificuldades, das suas raivas e angústias, das suas alegrias e tristezas, mas sobretudo da sua vontade de querer fazer.
Falamos e mostramos as nossas mãos como quem dá e interroga. Tudo podemos fazer e desfazer com as nossas mãos.
Escolhemos fazer, dando as mãos!

Sábado, 27 de Setembro

– das 11h às 15h:

FILMES DA ACHADA. Projecção de diversos filmes que foram sendo feitos ao longo destes cinco anos, por várias mãos, sobre Mário Dionísio e sobre a Casa da Achada e as suas actividades.

– a partir das 15h:

MÁRIO DIONÍSIO – PREFÁCIOS. Lançamento do livro que reúne 14 textos de Mário Dionísio: 6 prefácios a obras literárias de Manuel da Fonseca, Carlos de Oliveira, Alves Redol, José Gomes Ferreira e José Cardoso Pires; 3 introduções a álbuns de arte de Júlio Pomar e Cândido Portinari; 5 textos introdutórios a catálogos de exposições de Portinari, José Júlio, Júlio Resende, Manuel Filipe e Sá-Nogueira.
Este é o 7º volume da Colecção Mário Dionísio, editada pela Casa da Achada.

EXPOSIÇÃO «10 ARTISTAS DE QUE MÁRIO DIONÍSIO FALOU». Inauguração da exposição que reúne obras (grande parte delas pertencentes ao acervo da Casa da Achada) de 10 artistas sobre os quais Mário Dionísio escreveu em livros, prefácios, álbuns, catálogos, artigos: Cândido Portinari, Júlio Pomar, Júlio, Manuel Ribeiro de Pavia, Carlos de Oliveira (um grande escritor que também pintou), Abel Salazar (um grande cientista que também pintou), Júlio Resende, Manuel Filipe, Vieira da Silva e José Júlio.

COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO. Quando o recuperado é irrecuperável, quando o possível nos esmaga, que sonho se solta em nós? Que sobressaltos desejamos? Que possíveis mundos novos impossíveis?
Uma espécie de speakers corner. Série de intervenções a muitas vozes, em todos os cantos da casa.

o irrecuperável
recuperado ei-lo aqui sorrindo
com a boca torcida mas feliz

com os braços esmagados mas feliz
o que não volta eis volta
por ignoradas mãos
numa hora esquecida
entre as horas marcadas

possível  o recomeço
possível  o sobressalto
possível  o sonho solto
possível  um mundo novo
possível  o impossível

outro é o destino do homem

Mário Dionísio

CORO DA ACHADA. O coro da Achada participa no quinto aniversário da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio com uma série de novas canções e textos zangados com a exploração e o desemprego, denunciando as guerras que têm a cor do dinheiro e os racismos do ano inteiro. Juntamos criações originais e outras canções mais antigas, que vão regressando quando precisamos delas, porque «não há machado que corte a raiz ao pensamento». E porque, como faz a Casa da Achada, queremos trocar palavras e ideias, artes e saberes, histórias e resistências. Neste caso, com vozes e música.

Domingo, 28 de Setembro

– das 11h às 18h:

OFICINAS – COM QUE MUNDO SONHO QUANDO ESTOU ACORDADO. Uma série de oficinas de diversas áreas, materiais e fabricos, com gente variada, para fazer o mundo que sonhamos. Fabricar um texto com Regina Guimarães, fotografia com Youri Paiva, fazer uma canção com Pedro Rodrigues, pintura com Pierre Pratt, colagens com José Smith Vargas.

Segunda-feira, 29 de Setembro

– das 16h às 18h30:

FILMES DA ACHADA. Projecção de diversos filmes que foram sendo feitos ao longo destes cinco anos, por várias mãos, sobre Mário Dionísio e sobre a Casa da Achada e as suas actividades.

às 18h30:

CICLO A PALETA E O MUNDO III. Leitura comentada, com projecção de imagens, de O drama de Vicente van Gogh de Mário Dionísio por Lena Bragança Gil.

– às 21h30:

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE – CIDADES DE CERTAS MANEIRAS. Projecção do filme Alphaville (1965, 99 min.) de Jean-Luc Godard. Quem apresenta é Saguenail.

Vive quem vive

7 de Agosto de 2014

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Morreu no dia 1 de Agosto Vítor Ribeiro (Maçariku), sócio fundador e membro da direcção da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Esta casa só existe por sua causa. Muito do que se aqui se tem feito a ele se deve. Todos aqueles que colaboram nesta casa e que dela têm usufruído muito lhe devem. Era uma pessoa com ideias e saberes que mais ninguém tinha e que produziram outras ideias e saberes. Tantos aprendemos tanto com ele. Por todo o lado. Em Lisboa, que dizia conhecer como a palma da sua mão, nos Olivais, em São Bento, no Passos Manuel, no PREC, no PSR, no Tropa Não, no SOS Racismo, nas manifs, no Palmeiras, na Feira da Ladra, nos respigos de lixos e velharias, na Abril em Maio, na Cinemateca, na Casa da Achada, nos bastidores dos teatros, dos cinemas e dos colectivos. Vive quem vive. Há, de facto, pessoas insubstituíveis.

Resultados do concurso de fotografia e fim da construção do mural

27 de Julho de 2014
Mural «Maternidade camponesa»

Mural «Maternidade camponesa»

No sábado, 27 de Julho, mostrámos as imagens do concurso de fotografia da Feira da Achada, enquanto se terminava o fabrico do mural, feito com tecidos e objectos, que reproduz o quadro «Maternidade camponesa» de Mário Dionísio.

Alexandre Oliveira - 1º lugar

Alexandre Oliveira – 1º lugar

Irene van Es - 2º lugar

Irene van Es – 2º lugar

 

Como foi a Feira da Achada

19 de Julho de 2014

No passado sábado, 12 de Julho, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio organizaou a sua VI Feira da Achada para angariação de fundos da associação. É um momento importante onde muita gente contribuiu para ajudar à continuação da abertura e das actividades da Casa da Achada, onde tudo o que é feito é gratuito para todos.

Na feira vendemos livros e discos, obras de arte de hoje,  objectos de ontem – com especial destaque para muito material de projecção, fotografia e vídeo -, roupa e tecidos, e mobilia de muitos tamanhos.

Apesar de ser uma feira de angariação de fundos, as ideias da Casa da Achada não passam propriamente pelo mercado, por isso fomos tendo muitas actividades durante o dia.

A partir das 11h fomos projectando vários filmes da Achada. Ao início da tarde tivémos uma visita guiada à exposição «Mário Dionísio – Pintura a partir de 1974» com Sílvia Chicó.

Às 17h o Grupo de Teatro Comunitário da Achada apresentou a sua peça «As mãos ou as inquietações».

Ao final da tarde cantou o Coro da Achada.

 

E mais coisas ainda: comes e bebes e convívio, rifas, fabrico dum mural com objectos, concurso de fotografia, xadrez e outros jogos.

 

 

O Diabo na Biblioteca da Achada

17 de Julho de 2014

Temos o maior prazer em dar-vos a notícia de que foi oferecida à Biblioteca Pública da Casa da Achada uma colecção do jornal O Diabo de 1934 a 1940. Os volumes já estão catalogados e disponíveis para consulta na biblioteca da Achada. Agradecemos a quem se dispôs a oferecer-nos esta importante e útil colecção, que, assim, fica consultável por todos os que o desejarem e não fechada numa casa particular ou esquecida num museu.

FEIRA DA ACHADA

30 de Junho de 2014

Cartaz VI Feira da Achada(1)

A Casa da Achada – Centro Mário Dionísio organiza a VI Feira da Achada para angariação de fundos da associação. Aqui, desde há cinco anos, a entrada e tudo o que é feito é gratuito para todos. Por isso, a participação nesta feira é importante.

Na feira vamos vender livros e discos, obras de arte de hoje, edições especiais de ontem, objectos de antes de ontem – muita coisa diferente.

Porque uma feira da Casa da Achada não pode ser só comércio vai haver, para além do convívio, várias actividades durante o dia:
11h: Projecção de Filmes da Achada;
15h: Visita guiada à exposição «Mário Dionísio – Pintura a partir de 1974» por Sílvia Chicó;
17h: «Mãos ou as inquietações» pelo Grupo de Teatro Comunitário da Achada;
19h: Canta o Coro da Achada.

Há comes e bebes a partir das 12h. Durante a feira vamos fabricar um mural com tecidos e objectos, há um concurso de fotografia no qual toda a gente pode participar, rifas, xadrez e outros jogos para jogar.

CIDADES DE CERTAS MANEIRAS – CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE

27 de Junho de 2014

Ciclo cinema Cidades(2)Durante os 3 meses de Verão, o Cinema da Casa da Achada volta ao ar livre. Eram os meses em que, quando havia «férias grandes», aqueles que as tinham partiam das cidades para as praias e para os campos e às vezes também aproveitavam para visitar cidades de outros países.
Este ciclo propõe, sobretudo aos que ficam em Lisboa durante o Verão, viagens semanais, através do cinema, a várias cidades do mundo, vistas de certas maneiras, onde acontece o esperado e também o inesperado.
Melhor, uma longa viagem, com partida de uma cidade imaginada por Fritz Lang (Metropolis) e chegada a outra cidade imaginada, esta por Godard (Alphaville).
Não é um percurso linear e nalguns filmes ou sessões passaremos por mais do que uma cidade. Começaremos por algumas mais distantes (Los Angeles, Nova Iorque, Tóquio, Rio de Janeiro…) e só em fins de Setembro, quando as escolas já começaram, chegaremos a Lisboa, depois de espreitar Alexandria e terras de Europas várias.
Percorreremos assim, além dumas partes do mundo, setenta e cinco anos de cinema e muitas maneiras de o fazer: do cinema mudo dos anos 20 (do século xx) aos primeiros anos do século que estamos a viver.
Pelo menos, 15 cidades existentes (além de 2 imaginadas), que conhecemos ou não conhecemos, que reconheceremos ou não, vistas por 20 olhares de gente que usa a câmara de filmar para olhar, para ver, para descobrir, para inventar, para dizer que sim, para dizer que não. Para existir. Para fazer viver.

Segunda-feira, 7 de Julho, 21h30
Metropolis (1927, 145 min.)
de Fritz Lang
apresentação por António Rodrigues

Segunda-feira, 14 de Julho, 21h30
Fuga de Los Angeles
(1996, 101 min, em Los Angeles)
de John Carpenter
apresentação por João Pedro Bénard

Segunda-feira, 21 de Julho, 21h30
Viagem a Tóquio (1953, 136 min., em Tóquio)
de Yasujiro Ozu

Segunda-feira, 28 de Julho, 21h30
Alexandria… Porquê? (1979, 133 min., em Alexandria)
de Youssef Chahine
quem apresenta é João Rodrigues

Segunda-feira, 4 de Agosto, 21h30
Nova Iorque fora de horas (1985, 97 min., em Nova Iorque)
de Martin Scorsese
apresentação por Youri Paiva

Segunda-feira, 11 de Agosto, 21h30
Cidade de Deus
(2002, 130 min., no Rio de Janeiro)
de Fernando Meirelles

Segunda-feira, 18 de Agosto, 21h30
A sinfonia de uma capital (1927, 65 min., em Berlim)
de Walter Ruttmann
O homem da câmara de filmar (1929, 68 min., em Leningrado)
de Dziga Vertov

Segunda-feira, 25 de Agosto, 21h30
Perigo na noite (1972, 116 min., em Londres)
de Alfred Hitchcock

Segunda-feira, 1 de Setembro, 21h30
Roma (1972, 128 min., em Roma)
de Federico Fellini

Segunda-feira, 8 de Setembro, 21h30
Paris mange son pain (1958, 17 min., em Paris)
de Pierre Prévert
Paris visto por… (1965, 95 min., em Paris)
de Chabrol, Godard, Rohmer, Rouch, Douchet e Pollet

Segunda-feira, 15 de Setembro, 21h30
A propósito de Nice (1930, 25 min., em Nice)
de Jean Vigo
Um quarto na cidade(1982, 90 min., em Nantes)
de Jacques Demy

Segunda-feira, 22 de Setembro, 21h30
António, um rapaz de Lisboa
(2002, 116 min., em Lisboa)
de Jorge Silva Melo

Segunda-feira, 29 de Setembro, 21h30
Alphaville (1965, 99 min.)
de Jean-Luc Godard

RITMO E COR – Oficina de animação

21 de Junho de 2014

Oficina animação JUL 14
Abordagem aos princípios fundamentais de animação através da exploração da cadência de movimentos e do valor interpretativo da cor, combinando a expressão gráfica com o domínio sensorial e emotivo.

Esta oficina propõe 14 horas de formação ao longo de quatro sessões de 3 horas e meia, a realizar nas tardes de domingo na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
As aulas iniciam-se no primeiro domingo de Julho e terminam no final do mesmo mês, sendo a inscrição e participação gratuita.
Tem a capacidade para 10 participantes e propõe uma formação eminentemente prática, assente em exercícios de desenho e pintura de iniciação à animação. A introdução aos exercícios será complementada com a apresentação de algumas imagens ou animações associadas ao âmbito da sessão de trabalho.

Coordenação: Associação de Realizadores de Cinema de Animação
Formadores: Leonor Pacheco, Luís Soares, Renato Rosa e Sara Boiça

INSCRIÇÕES:
As inscrições estão abertas até 4 de Julho através do e-mail casadaachada@centromariodionisio.org. Os pedidos de esclarecimento e dúvidas podem ser dirigidos para o e-mail luisfpsoares@gmail.com.
Destinatários: Qualquer pessoa interessada em animação de desenho a partir dos 13 anos.

PROGRAMA:
1ª sessão: COR , GRAFISMO E ANIMAÇÃO;
Introdução às noções básicas de animação através de jogos ópticos, trabalhando o ritmo e a cor de forma a transmitir sensações e emoções em concordância com a exploração gráfica de formas orgânicas, incentivando-se a criatividade e a espontaneidade do movimento.

2ª sessão: TRAJECTO, POSE E EXPRESSIVIDADE;
Abordagem à animação enquanto mecanismo de expressão narrativa. Variação dramatúrgica e plástica no planeamento e estruturação da acção de uma personagem ao longo de um trajecto pré-determinado.

3ª sessão: SOM E IMAGEM ANIMADA;
Exploração sincrónica entre elementos textuais, gráficos e sonoros, trabalhando questões rítmicas e cromáticas na criação de um extracto de animação abstracta, que apele a uma sensibilidade visual e auditiva.

4ª sessão: FORMA, REGISTO E COMPOSIÇÃO ANIMADA;
Criação de uma animação a partir de um excerto de uma música, recorrendo às suas características rítmicas e melódicas enquanto qualidades expressivas e sensoriais para a exploração plástica do desenho em movimento.

– Materiais e equipamentos disponíveis:
Videoprojector e tela; 1 Mesa de Luz por participante; barras de animação; 2 câmaras, 2 tripés e 2 computadores; materiais diversos de pintura e desenho assim como papel.
Os participantes que assim o desejarem poderão trazer material próprio mas não é obrigatório para o bom funcionamento da oficina.

Como foi a Leitura Furiosa

29 de Maio de 2014

A Leitura Furiosa é um acontecimento anual que dura três dias. Um momento de encontro de pessoas «zangadas com a leitura» com escritores. O momento único que permite a um não-leitor aproximar-se, com um escritor, da escrita. Cada um faz ouvir a sua voz e segue um outro caminho. E isto acontece ao mesmo tempo em Lisboa (na Casa da Achada), no Porto (em Serralves), em Beja (na Biblioteca Municipal) e em Amiens (França).

Este ano a Leitura Furiosa aconteceu de 23 a 25 de Maio. Na sexta-feira, os pequenos grupos de «gente zangada com a leitura» conviveram um escritor. À noite os escritores escreveram um pequeno texto.

Em Lisboa, a escritora Filomena Marona Beja encontrou-se com um grupo do Centro Social da Sé, José Mário Silva com um grupo da Escola Gil Vicente, Margarida Vale de Gato com um grupo do Centro de Apoio Social dos Anjos, Miguel Cardoso com um grupo do Conselho Português para os Refugiados e Miguel Castro Caldas com um grupo de alunos da Escola EB1 da Madalena.

No sábado, os escritores encontraram-se com os grupos para discutirem os textos. Depois de serem discutidos, foram ilustrados por Bárbara Assis Pacheco, José Smith Vargas, Marta Caldas e Pierre Pratt, foram sendo traduzidos para o francês (para seriem enviados para Amiens) e paginados na brochura que será editada no dia seguinte. Ao mesmo tempo fomos recebendo textos em francês de Amiens que iam sendo traduzidos para o português. Toda a gente almoçou em restaurantes – o Alcaide e o Eurico – aqui na zona. Durante a tarde os escritores e os seus grupos foram visitar ou a Livraria Fábula Urbis ou a Biblioteca de São Lázaro. Foi no domingo que os textos de Lisboa, do Porto, de Beja e de Amiens foram apresentados às muitas pessoas que vieram à Casa da Achada. Houve leituras pelos actores Antonino Solmer, F. Pedro Oliveira, Inês Nogueira e Sofia Ortolá e canções por Diana Dionísio e Pedro Rodrigues.

Ver textos e ilustrações:

– ‹‹Chegámos de Charrete›› por Filomena Marona Beja com Maria Luísa, Amália, Silvina e Ermelinda no Centro Social da Sé. Ilustração por Pierre Pratt.

– ‹‹Quem-Quers-Quem-Quers-Que-Sai-a-Con-Ti-Go›› por Miguel Castro Caldas com Purbina, Garcia, Marco (Marcovitch/Chico/Francisco), Maria João, Vera (Verusca Patusca/Veriguiness/Veríssima), Umaiya na Escola Básica do 1º ciclo da Madalena. Ilustração de José Smith Vargas.

– ‹‹Coro dos Adolescentes›› por José Mário Silva com Inês, Jonata, Liliana, Pedro, Ruben, Catarina, Tatiana e António na Escola Gil Vicente. Ilustração de Bárbara Assis Pacheco.

– ‹‹Não precisas de ir a Roma para ver o Papa:›› por Margarida Vale de Gato com José Carlos Novais, Ilídio Pagaimo, Luís Brandão e Vítor Duarte no Centro de Apoio Social dos Anjos. Ilustração de Bárbara Assis Pacheco.

– ‹‹A Migração dos Flamingos›› por Miguel Cardoso com Iftikhar Zeb, Alexandra, Amadou Tidiane, Koffi,
Margarita Sharapova, Mondher no Centro Português de Refugiados da Bobadela. Ilustração de Marta Caldas.

LEITURA FURIOSA 2014

23 de Maio de 2014

LF 14 Sessão Pública - convite-001

RUI-MÁRIO GONÇALVES

3 de Maio de 2014
Rui-Mário Gonçalves - Mário Dionísio, 50 anos de pintura

Rui-Mário Gonçalves – Mário Dionísio, 50 anos de pintura

Rui Mário Gonçalves, um dos fundadores mais participantes da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio e membro do seu Conselho Consultivo, morreu inesperadamente ontem, dia 2 de Maio.

Tinha estado connosco na tarde do dia 1 de Maio, observando mais uma vez os quadros de Mário Dionísio que ele tão bem conhecia, agora expostos na mostra «Mário Dionísio – pintura a partir de 1974», inaugurada em 25 de Abril.

Como aconteceu com grande parte das exposições realizadas na Casa da Achada, a escolha e a ordenação das obras foram propostas suas.

Nesta exposição, como noutras, figura o primeiro quadro abstracto de Mário Dionísio, de 1963, que este lhe ofereceu, e que Rui-Mário Gonçalves sempre emprestou com todo o gosto, transportando-o ele mesmo até cá.

E sempre achou normal que o seu nome não aparecesse como «curador» ou «comissário», termos que habitualmente não usamos para classificar este trabalho considerado especializado mas que aqui se insere na nossa actividade associativa e colectiva, que ele seguia com tanta atenção.

Rui-Mário Gonçalves deu, durante os 5 anos de funcionamento da Casa da Achada, uma preciosa ajuda. O seu trabalho e a sua forma de estar com quem sabe menos e quer saber mais são insubstituíveis.

Sem ele, não teria havido as várias exposições de pintura de Mário Dionísio que fomos fazendo ou, pelo menos, não teriam sido como foram; nem teria havido a importante retrospectiva de José Júlio, seu amigo e de Mário Dionísio, nem as actividades realizadas a partir dessa bela exposição; não teríamos editado o álbum «Mário Dionísio pintor», da sua autoria; o livro de Regina Guimarães «Ver agora melhor o mais distante» não teria contado com uma introdução sua; nem se teria aqui falado de pintura da maneira como se falou, ligando-a à sociedade e ao mundo.

Além de ter feito várias palestras – visitas a exposições patentes na Casa da Achada, Rui-Mário Gonçalves participou em todos os ciclos «A Paleta e o Mundo» – obra que conhecia melhor do que ninguém, desde a sua génese (palestras de Mário Dionísio nos anos 50 na Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências): tratou, ele que estudou Física e Química, antes de se dedicar à crítica de arte, do capítulo «A ciência contra a arte?»; leu, com projecção de imagens, o último capítulo da obra – «Na hora do abstracto»; fez 7 sessões de leitura comentada, no Ciclo (ainda em curso) «A Paleta e o Mundo III», dum dos seus textos «de cabeceira»: «Lições do passado» de Georg Schmidt – verdadeiro curso de História de Arte.

Iria falar-nos no dia 17 de Maio da pintura abstracta de Mário Dionísio, o que já não poderá acontecer.

Isto, lembrando aqui só o mais visível.

É com um grande, grande desgosto que deixamos aqui estas linhas.

A Direcção da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio

O 25 de Abril continua na Casa da Achada

26 de Abril de 2014

Não é por fazer 40 anos. Este 25 de Abril encontrámo-nos na Casa da Achada para ver, conviver, comer e cantar. Inaugurámos três exposições – uma de pintura abstracta de Mário Dionísio a partir de 1974, outra ao ar livre sobre o antes e o depois do 25 de Abril, e uma de cartazes e cartoons para angariação de fundos. E o coro apresentou um espectáculo especial, «Se aquela faca cortasse», que preparou a pensar no antes, no durante e no depois do 25 de Abril. E hoje? É andar! É andar!

Ficam aqui alguns momentos da Casa da Achada cheia de gente.

Mas o 25 de Abril na Casa da Achada continua. No dia 1 de Maio, às 18h30, o Coro da Achada encontra-se com o Coro el Canto de Madrid para um convívio aberto a todos. E…

1º de MaioE no 3 de Maio vamos conversar e perguntar sobre o 25 de Abril.

3 de Maio - Abril em Maio

19 a 21 de Abril

14 de Abril de 2014

Microsoft Word - 19- 21 ABR 14

 

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020