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Zé d’Almeida ou Zé Dalmeida

Não mais oficinas de barro ou de cartoons, de papagaios que voam, de amigos em cada esquina, imaginadas e feitas por ele, aqui na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, sempre com vontade de ir para a rua e encontrar outras gentes. Mesmo quando já estava doente. Mas gostava e insistia, sempre que lhe era possível.

Sem falar na colaboração na Leitura Furiosa, onde as ilustrações que fez foram várias vezes em barro. Por isso, em 2013, foi ele que, precisamente em barro, imaginou, a pedido, aquilo a que se chamou o «logotipo» dessa invenção internacional e que durou uns anos.

Com a sua morte, pelo menos para alguns, o deserto aumenta de dimensões. Sobretudo para quem o conheceu e às suas invenções gráficas na Gazeta da Semana, dirigida por João Martins Pereira, e no fabrico do boletim do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, na segunda metade dos anos 70 – coisa esquecida, como outras.

Para ele e para nós, o humor era um trunfo. Sempre pouco preocupados com aquilo que se tem chamado o «politicamente correcto». É que quer ele quer nós queríamos mesmo que o mundo mudasse.

O Zé d’Almeida ofereceu tempo, trabalho, ideias e obras suas à Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, porque achava que era normal que ela pudesse existir e sobreviver.

Só podemos dizer agora: obrigado (de verdade) e até sempre, é claro.

E agradecer que tenha sido escolhida esta Casa para umas tristes horas de velório, das 16h às 22h de 30 de Maio de 2018.

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017