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GABRIELA DIAS

Mais uma grande falta na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio: morreu Gabriela Dias, sócia fundadora, com 90 anos acabados de fazer. Amiga de Mário Dionísio, com quem privou sobretudo no Liceu Camões onde fez o estágio e foi longos anos professora de filosofia, e também de Maria Letícia, companheira de Mário Dionísio.

Fez uma intervenção sobre essa relação na sessão de abertura desta associação, em 2009, e foi frequentando regularmente a Casa da Achada durante mais de 10 anos, nomeadamente as leituras semanais de A Paleta e o Mundo e sessões semanais de cinema, e assegurando a orientação de outras sessões: visita ao bairro (Lisboa era uma das suas paixões), leitura de Montanha mágica (era uma grande, grande leitora).

Era professora militante. Esteve com alguns de nós durante 10 anos na associação cultural Abril em Maio. Os mesmos (e outros) lembrar-se-ão sempre dela no Movimento de Esquerda Socialista, na Contra a Escola Capitalista, na campanha do Otelo de 1976, no SPGL – delegada sindical do Camões, da Escola do Laranjeiro (quando este sindicato era outro). Era militante por natureza e não por obediência ou conveniência.

Um depoimento de Gabriela Dias, gravado por Regina Guimarães em 2009, dirá bastante do que ela foi, mas evidentemente pouco do que ela fez:

E assim nos despedimos «até sempre», com muitas e muitas saudades já.

2 comentários a “GABRIELA DIAS”

  1. Manuela Vasconcelos diz:

    Saudades
    Tão presente sempre na Achada!

  2. Frederico Mira Veorge diz:

    …da Abril em Maio (que ainda existirá na memória de algumas cabeças e no coração de outras), fica a memória de uma primeira longa e doce conversa depois da projeção de um filme. Quando acabou a projeção, ficámos cá em baixo a ouvir-nos uns aos outros. E eu a desenhar para manter os olhos focados em alguma coisa, no papel, nas canetas de feltro. Então a Gabriela disse: «Que bonitos!». E sorriu. Ela tinha um sorriso tão doce quanto a força de lutar. E ficámos a falar, falar das coisas que nos fazem sentir serenos e calmos. Das coisas que nos assaltam as lágrimas e as raivas e de como havíamos de viver com isso.
    Já perdi a noção do tempo. Tudo me parece ontem ou há cem anos. Não sei quantos são hoje, nem que dia foi ontem. Mas sei o que foi e o que não foi. O que queria que fosse e o que não queria que fosse. Não sei em que dia isto se passou. Passou-se e ela ficou presente numa estima enorme. Amanhã gostava que ela continuasse a fazer tudo o que gostava, nos novos locais que descobriu e onde queria estar. A Abril em Maio foi uma das três coisas mais importantes que vivi. A Casa da Achada aconteceu num momento de distância e eu não conseguia forças para lá ir, mas não foi isso que me afastou da estima e memória dela.
    Todos os dias, vive quem vive!

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020