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Como foi o 25 de Abril / 25 Aprile na Casa da Achada

Este ano festejámos um duplo 25 de Abril, entre Itália e Portugal. 25 de Abril em Itália também é feriado. Foi em 1945, como em Portugal em 1974, o princípio do fim de uma ditadura e de uma guerra. Em Itália, a Segunda Guerra Mundial. Juntar portugueses e italianos e contar como foi contraria o esquecimento e faz pensar.

No sábado 21 de Abril inaugurámos a exposição de fotografia O DONNA DONNA (Ó MULHER MULHER), de Giuseppe Morandi, e lançámos um DVD com o documentário de Peter Kammerer e Hans Goetze Oxenius, CONHECES ESTA TERRA?, de 1977, sobre a intervenção de associações urbanas e campesinas no norte de Itália: as suas práticas, as suas ideias, as suas canções nos finais dos anos 70 do século XX, na altura em que em Portugal se estava a sair do «PREC». Uma ideia diferente de Veneza e da Planície do Pó para quem as vê apenas como destinos turísticos.

À projecção seguiu-se uma conversa sobre o filme e as questões que pôs: o papel das associações, os instrumentos de intervenção, o conceito de cultura, o que vem a ser «mudar o mundo», o que mudou e não mudou em 40 anos. Na conversa estiveram Gianfranco Azzali (Micio) e Giuseppe Morandi, fotógrafo e autor da exposição de fotografia, ambos da Lega di Cultura de Piadena (uma das associações que é tratada no filme) e também alguns amigos da CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Na segunda-feira 23 de Abril ao fim da tarde, em vez da habituais leituras do ciclo «Paleta e o Mundo», Mariana Pinto dos Santos deu-nos pistas para ver a exposição de Morandi.

No dia 24 estivemos «à mesa com Peter Kammerer», autor do posfácio da última edição de MANUSCRITOS de Marx (1844). Kammerer falou-nos sobre os MANUSCRITOS, sobre a sua actualidade singular e urgente, e sobre o fio vermelho que percorre e une este livro com toda a obra de Marx.

No 25 de Abril houve uma grande festa com actuação do coro da Achada e conversa sobre o 25 de Abril português e italiano, nas vozes de cá e de lá (com Micio, Morandi, Tamino, Auretta, Kammerer, Graziella, etc.).

Nesse dia inaugurou-se também a exposição que dedicámos a Ângelo Teixeira (E ASSIM PERSPECTIVEI O SENTIDO DOS DIAS), com fotografias, cartazes, letreiros, os mais variados objectos e a edição de um livro seu de poemas, e lançámos ainda uma colecção de autocolantes ARTE E REVOLUÇÃO feitos por 25 artistas diferentes: Alain Campos, Amarante Abramovici, André Ruivo, Banlieue Banlieue, Bárbara Assis Pacheco, Beatriz Bagulho, Cristina Reis, dan, Dedo Mau, Francisca Lima, Joana Rodrigues, João Alves, João Bonito, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marxa, Nadine Jacinto Rodrigues, PAM, Paulo Barrosa, Pedro R, Pedro Zamith, Pierre Pratt, Sara e André, Sónia Gabriel e Tinta Crua.

A terminar a semana, no dia 29 de Abril, projectámos o documentário NÓS, OPERÁRIAS DA SOGANTAL de Nadejda Tilhou e conversámos sobre o que mudou na vida das mulheres depois do 25 de Abril…

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017