Ligações rápidas

Horário de Funcionamento:
Segunda, Quinta e Sexta
15:00 / 20:00

Sábados e Domingos
11:00 / 18:00

 

 

Áreas Principais

»

«

 

 

«Agora falo outra língua»

Está quase a acabar o ciclo «Agora falo outra língua» que pôs a Casa da Achada e quem por aqui passou a reflectir sobre a língua, a tradução, a questão da comunicação e da incomunicabilidade…

Tivemos o prazer de conversar com João Ferreira Duarte sobre o tema da ideologia em tradução e com Frei Bento Domingues e João Paulo Esteves da Silva sobre a Torre de Babel,

falámos de actualidade e de Catalunha a partir da língua catalã num sábado animado por um grande debate,
tivemos oficinas de tradução (traduções intraduzíveis, tradução sem língua oficial, tradução para legendagem e  para dobragem),
passámos pelas oficinas de introdução às línguas mais exóticas (mirandês, chinês, hebraico…) para chegarmos ao português e às suas técnicas de expressão explicadas e comentadas por Maria João Brilhante, que se inspirou nos apontamentos das aulas de Mário Dionísio.

Em Março divertimo-nos a ler contos nos vários sotaques de Portugal e assistimos a um concerto do Coro da Achada, que cantou canções em muitas línguas diferentes. Até numa língua inventada.
Às segundas-feiras temos visto filmes de vários autores e épocas, reunidos no ciclo «Línguas de perguntador». E, até ao fim de Março, ainda vai haver mais sessões de cinema, leitura, conversas, neste ciclo «Agora falo outra língua».

Por estranhas línguas corre o mundo, e é nesse mundo que as pessoas dão às suas línguas em ruidosa confusão (de engano), à procura da palavra exacta, à procura da mentira justa. Línguas que separam, constroem, pensam, são pensadas, unem; línguas que são a representação do poder, mas também da resistência. Falas quotidianas, as mesmas onomatopeias de cansaço ou surpresa, músicas e proclamações, pregões, ameaças e afagos, essa linguagem de quem fala todas as línguas.
Mas, se pior que não gritar é gritar só porque um grito algures se levanta, é preciso pensar o grito, e gritar o pensamento. A língua pode ser pensada, debatida, experimentada, traduzida, cantada, falada.  Foi a isso que nos propusemos nestes três primeiros meses do ano na Casa da Achada.

Além das actividades relacionadas com o ciclo, tivemos também alguns extras.
Por exemplo, uma hilariante conversa com o matemático José Paulo Viana que trouxe uma pitada de ciência a esta casa de artes e que falou de «alguns números pela vida fora, incluindo um porco fardado de almirante».
 
Inaugurámos também a «Caça do Livro» com Ariana Furtando – que acontece todos os domingos de manhã, durante a qual convidamos crianças de todas as idades a usufruir da Biblioteca Pública da Casa da Achada, caçando livros e inventando histórias…

Deixe um comentário

 

voltar às notícias

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017