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6º aniversário da Casa da Achada

No dia 3 de Outubro, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio comemorou o seu sexto aniversário de abertura ao público. Dedicámos o dia ao Vítor Silva Tavares, sócio fundador e companheiro de lutas mais antigas, que nos deixou no fim de Setembro. Foi com a memória dos amigos ausentes, do Maçariku, do Francisco Castro Rodrigues, do Vitor Silva Tavares, que fizemos, pelas palavras da Diana Dionísio, o balanço deste ano, mais difícil do que os outros e que obrigou a uma redefinição do funcionamento da CA-CMD. Mas foi também com os olhos no que aí vem e com a vontade que temos de continuar a estar uns com os outros que se comemorou este aniversário e o início do novo ciclo trimestral, desta vez sobre a escola.

A tarde abriu com uma pequena actuação do Coro da Achada, a que se seguiu a apresentação, feita a quatro mãos pela Eduarda Dionísio e pela Maria João Brilhante, da nova exposição, «Escolas: reaprender e ensinar», sobre o percurso de Mário Dionísio e de Maria Letícia Clemente da Silva nas escolas em que estiveram, como alunos e professores. A exposição pode ser visitada até dia 18 de Abril e esperamos que desafie conversas e reflexões sobre o estado do ensino actual, pensando que a experiência destes dois professores possa interessar a quem hoje ensina e é ensinado.

Seguiu-se o lançamento de dois livros com textos de Mário Dionísio e de uma bibliografia. O primeiro, O quê? Professor?!, apresentado por Rui Canário, reúne o que MD escreveu sobre o ensino para jornais vários, bem como o primeiro capítulo do livro inacabado Reflexões de um professor sobre a escola e socialismo. Sobre este volume (o oitavo da Colecção Mário Dionísio), a que voltaremos certamente muitas vezes durante os próximos três meses do ciclo «Escola, para que te quero?», haverá ainda uma sessão na Casa da Achada no dia 5 de Dezembro.

O segundo livro, Conflito e unidade da arte contemporânea, é a reedição do texto de uma palestra dada na Sociedade Nacional de Belas Artes, em 1957, altura em que Mário Dionísio trabalhava na escrita de A paleta e o mundo. Na nova edição, feita com o apoio da Fondation luso-française Elise Senyarich, publica-se o texto em português e também a versão francesa, encontrada no espólio de Mário Dionísio e por ele corrigida.

Finalmente, apresentámos o conjunto de cadernos a que se chamou Para uma bibliografia Mário Dionísio. O material foi preparado pela Eduarda Dionísio e dedicado ao Maçariku, «(…) pensando sobretudo nos que não são eruditos nem candidatos a sê-lo. Mas que têm curiosidade por aquilo que não sabem e usam o que descobrem, como ele usava, com vontade de o transmitir aos outros». Acreditamos que esta recolha possa servir de ponto de partida para quem se interesse não só pelo trabalho literário e artístico de MD, mas também pela sua intervenção política, pelas suas críticas e recensões, pelas polémicas em que se envolveu, ou pelo que sobre ele foi dito por outros a propósito de todas estas coisas. Impresso desta vez em papel, esta bibliografia estará em breve disponível online na página da CA-CMD.

Apresentadas as novas edições, foi a vez do Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada nos presentear com uma pequena encenação de dois poemas de Mário Dionísio, preparada para a ocasião.

E, como é tradição na CA-CMD e nas aldeias gaulesas, seguiu-se a festa e o convívio no jardim, com cantigas, comidas e conversas.

 

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020