{"id":6144,"date":"2018-08-05T14:53:32","date_gmt":"2018-08-05T14:53:32","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=6144"},"modified":"2018-08-05T14:53:32","modified_gmt":"2018-08-05T14:53:32","slug":"exposicao-dissimulazioni","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=6144","title":{"rendered":"Exposi\u00e7\u00e3o DISSIMULAZIONI"},"content":{"rendered":"\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-1 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 100%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-1 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-1' class='gallery galleryid-6144 gallery-columns-1 gallery-size-large'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon portrait'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/expo-dissimulazioni.jpg'><img width=\"316\" height=\"448\" src=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/expo-dissimulazioni.jpg\" class=\"attachment-large size-large\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/expo-dissimulazioni.jpg 316w, https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/expo-dissimulazioni-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 316px) 100vw, 316px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Esta exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos fala da arqueologia culta que j\u00e1 estamos habituados a apreciar por ser um resto silencioso do passado, mas antes da ru\u00edna que data de ontem como um tempo nosso. As paredes rasgadas dos pr\u00e9dios, os rebocos fragmentados evocam, aludem, dizem-nos que arqueologia \u00e9 palavra de hoje, \u00e9 a arqueologia do quotidiano sobre a qual desatentamente caminhamos e que as belas fotos de Paolo nos devolvem, dando-nos consci\u00eancia disso.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\">Franco Guerzoni, 2018<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Franco Guerzoni e Paolo Barbaro \u2013 o primeiro est\u00e1 entre os mais importantes artistas italianos da pesquisa conceptual, o segundo \u00e9 conservador e historiador de fotografia \u2013 conhecem-se desde a segunda metade dos anos 70.\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Em 2012 Paolo Barbaro est\u00e1 em Lisboa, reencontra na cidade em muta\u00e7\u00e3o (a gentrifica\u00e7\u00e3o, as ru\u00ednas, as superf\u00edcies que contam uma mem\u00f3ria urbana) imagens como que vistas pelos olhos dos amigos Ghirri, Guerzoni, Bizzarri. Manda ao artista estas fotografias que parecem quadros dele, coisa que continua a fazer todas as vezes que viaja. Guerzoni e Bizzarri tornam-se afectuosos organizadores ou ensa\u00edstas. Desenvolve-se assim uma hist\u00f3ria de que esta exposi\u00e7\u00e3o mostra alguns vislumbres provis\u00f3rios.<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n\n\t\t<style type=\"text\/css\">\n\t\t\t#gallery-2 {\n\t\t\t\tmargin: auto;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-item {\n\t\t\t\tfloat: left;\n\t\t\t\tmargin-top: 10px;\n\t\t\t\ttext-align: center;\n\t\t\t\twidth: 50%;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 img {\n\t\t\t\tborder: 2px solid #cfcfcf;\n\t\t\t}\n\t\t\t#gallery-2 .gallery-caption {\n\t\t\t\tmargin-left: 0;\n\t\t\t}\n\t\t\t\/* see gallery_shortcode() in wp-includes\/media.php *\/\n\t\t<\/style>\n\t\t<div id='gallery-2' class='gallery galleryid-6144 gallery-columns-2 gallery-size-medium'><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/guerzoni.jpg'><img width=\"300\" height=\"203\" src=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/guerzoni-300x203.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/guerzoni-300x203.jpg 300w, https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/guerzoni.jpg 350w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><dl class='gallery-item'>\n\t\t\t<dt class='gallery-icon landscape'>\n\t\t\t\t<a href='https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/barbaro.jpg'><img width=\"300\" height=\"218\" src=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/barbaro-300x218.jpg\" class=\"attachment-medium size-medium\" alt=\"\" decoding=\"async\" loading=\"lazy\" srcset=\"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/barbaro-300x218.jpg 300w, https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/barbaro-768x558.jpg 768w, https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/barbaro.jpg 802w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a>\n\t\t\t<\/dt><\/dl><br style=\"clear: both\" \/>\n\t\t<\/div>\n\n<p style=\"text-align: left;\">Alguns de n\u00f3s conheceram Paolo Barbaro ainda no outro mil\u00e9nio, em 1996, quando a associa\u00e7\u00e3o Abril em Maio organizou duas exposi\u00e7\u00f5es bem diferentes de Giuseppe Morandi: \u00abQuem trabalha a terra na Baixa Padana\u00bb (na Galeria da Mitra), e \u00abVig\u00e9simo Primeiro Ver\u00e3o\u00bb (na ZDB, ent\u00e3o para os lados do Cais do Sodr\u00e9). Foram as duas primeiras exposi\u00e7\u00f5es de Morandi em Lisboa. Paolo Barbaro j\u00e1 tinha escrito sobre a obra de Morandi, fot\u00f3grafo n\u00e3o profissional de origem camponesa. Veio participar em col\u00f3quios, em conversas e um texto seu est\u00e1 no cat\u00e1logo. Chama-se \u00abHist\u00f3rias de um corpo\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Entre muitas outras coisas, diz: \u00abAssim, uma vez acabada, para Morandi, a legibilidade existencial do campo, restam as pessoas, os seus espa\u00e7os e as suas representa\u00e7\u00f5es, finalmente os seus corpos a contar\u00bb.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Alguns de n\u00f3s encontraram-no (\u00e0s vezes tocava guitarra), na festa anual da Lega di Cultura de Piadena, na casa do Micio e no seu pequeno bosque. Trabalhava na Universidade de Parma, precisamente no departamento de fotografia, que veio a instalar-se na Cartuxa de Parma (n\u00e3o \u00e9 a do Stendhal\u2026, mas fica no meio do campo), que tamb\u00e9m alguns de n\u00f3s visitaram, maravilhados pelo trabalho de recolha, arquivo, pensamento que l\u00e1 se constr\u00f3i.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O Paolo tem vindo v\u00e1rias vezes a Lisboa, quase sempre com o Morandi e o Micio, a prop\u00f3sito de exposi\u00e7\u00f5es de fotografia, que agora t\u00eam sido na Casa da Achada. A sua vinda em 2012 marcou (quase em sil\u00eancio, diga-se &#8211; \u00abdissimula\u00e7\u00f5es\u00bb?) o arranque dum trabalho que foi continuando, sempre com Franco Guerzoni na cabe\u00e7a, um interlocutor, e a partir de Lisboa.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Num breve encontro com Franco Guerzoni, h\u00e1 uns tempos j\u00e1, no seu atelier de Modena, fal\u00e1mos desta exposi\u00e7\u00e3o e foi dif\u00edcil escolher qual seria a quest\u00e3o central que ela poria: \u00abTrabalho (art\u00edstico)\u00bb (que seria tema de um ciclo que se fez na Casa da Achada-Centro M\u00e1rio Dion\u00edsio)? \u00abRu\u00ednas\u00bb? Nos dois casos: \u00abtransforma\u00e7\u00f5es\u00bb, \u00abmuta\u00e7\u00f5es\u00bb se se quiser. Que incluem (via Paolo Barbaro) a de Lisboa. Estas duas quest\u00f5es talvez se juntem na exposi\u00e7\u00e3o. E provavelmente de maneiras inesperadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u00c9 para n\u00f3s imposs\u00edvel n\u00e3o referir isto a prop\u00f3sito (\u00abisto anda tudo ligado\u00bb, de facto) \u2013 e n\u00e3o agradecer (se \u00e9 que estas coisas se agradecem): o Paolo e a Claudia Cavatorta (que tamb\u00e9m faz a sua vida na Cartuxa de Parma), vieram semanas antes do ciclo \u00abPara que serve a mem\u00f3ria\u00bb para trabalhar, por proposta sua. Catalogaram umas centenas de m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas do Ma\u00e7ariku, fundador da Abril em Maio e da Casa da Achada, desaparecido dois anos antes. Passaram assim essas suas f\u00e9rias.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Foi, da parte deles, um trabalho (especializado) de mem\u00f3ria, resultado da preocupa\u00e7\u00e3o \u2013 que tamb\u00e9m \u00e9 nossa \u2013 com o \u00abpara que serve\u00bb e com o ligar pontas, pessoas, ideias, objectos e fortalecer as rela\u00e7\u00f5es que aconteceram e v\u00e3o acontecendo. Mesmo quando n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o f\u00e1cil como pode parecer.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Casa da Achada-Centro M<\/strong><strong>a<\/strong><strong>rio Dion<\/strong><strong>i<\/strong><strong>sio<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Esta exposi\u00e7\u00e3o n\u00e3o nos fala da arqueologia culta que j\u00e1 estamos habituados a apreciar por ser um resto silencioso do passado, mas antes da ru\u00edna que data de ontem como um tempo nosso. 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