{"id":4108,"date":"2013-01-30T12:32:53","date_gmt":"2013-01-30T12:32:53","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=4108"},"modified":"2013-01-30T12:34:13","modified_gmt":"2013-01-30T12:34:13","slug":"2-a-4-de-fevereiro-francisco-castro-rodrigues-entrevistado-por-eduarda-dionisio-e-vitor-silva-tavares-oficina-de-aproveitar-materiais-leitura-de-a-arte-de-pintar-de-klingsor-cinema-com-aves","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=4108","title":{"rendered":"2 a 4 de Fevereiro: Francisco Castro Rodrigues entrevistado por Eduarda Dion\u00edsio e V\u00edtor Silva Tavares; Oficina de aproveitar materiais; leitura de &#8216;A arte de pintar&#8217; de Klingsor; cinema com &#8216;Aves de rapina&#8217; de von Stroheim."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/amd_fev_13.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-4109\" alt=\"amigos MD9 FCR_Layout 1\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/amd_fev_13.jpg\" width=\"300\" height=\"424\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>FRANCISCO CASTRO RODRIGUES<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #800000;\"><strong> Amigos de M\u00e1rio Dion\u00edsio<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>S\u00e1bado, 2 de Fevereiro,\u00a016h<\/strong><\/p>\n<p>\u00c9 a 9\u00aa sess\u00e3o de \u00abAmigos de M\u00e1rio Dion\u00edsio\u00bb, e a 2\u00aa com a participa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio amigo, <strong>Francisco Castro Rodrigues<\/strong>, que ser\u00e1 <strong>entrevistado<\/strong> por <strong>Eduarda Dion\u00edsio<\/strong> e <strong>V\u00edtor Silva Tavares<\/strong>.<\/p>\n<p>Castro Rodrigues, arquitecto nascido em Lisboa em 1920. Pertenceu ao MUD Juvenil. Esteve preso no Aljube. Viveu no Lubito mais de 30 anos, antes e depois da Independ\u00eancia de Angola, onde est\u00e1 grande parte da sua obra.<\/p>\n<p>Autor do livro <em><strong><a href=\"http:\/\/centromariodionisio.org\/edicoes.php\">Um cesto de cerejas<\/a><\/strong><\/em>, editado pela Casa da Achada em 2009, em que conta a sua longa vida, de onde retir\u00e1mos estes excertos:<\/p>\n<blockquote><p>\u00abAgora h\u00e1 doutoramentos em Arquitectura. Tenho um colega que assinou um trabalho assim: Professor Doutor Arquitecto Fulano de tal&#8230;<br \/>\nEu c\u00e1 tenho muita honra em ser arquitecto s\u00f3. J\u00e1 cega para o trabalhinho que tenho&#8230;\u00bb<\/p>\n<p>\u00abQuando eu ia visit\u00e1-lo [M\u00e1rio Dion\u00edsio], ele costumava mostrar-me as suas \u00faltimas obras, que tinha l\u00e1 no seu atelier.<br \/>\nE eu, ao olhar para este quadro: &#8220;Olha, as Azenhas do Mar!&#8221; E ele: &#8220;Azenhas do mar? N\u00e3o tem nada a ver com as Azenhas do Mar.&#8221;<br \/>\nE at\u00e9 deve ter ficado melindrado, &#8220;ent\u00e3o este tipo n\u00e3o sabe que eu n\u00e3o sou naturalista nem gostaria de o ter sido?&#8221;<br \/>\nChamei a Lourdes: &#8220;Anda c\u00e1 ver!&#8221; E ela: &#8220;Olha as Azenhas do Mar!&#8221; Ele ficou um bocado atrapalhado.<br \/>\nMais tarde telefona-me: &#8220;Gostava de ir a\u00ed ter consigo. Queria oferecer-lhe um quadro.&#8221; &#8220;Ent\u00e3o porqu\u00ea?&#8221; &#8220;Esteve aqui h\u00e1 uns tempos o Pomar e, ao ver os quadros, olha para um e diz: &#8216;Olha, as Azenhas do Mar&#8230;&#8217; Ent\u00e3o vou-lhe oferecer esse quadro.&#8221;\u00bb<\/p>\n<p>\u00abE comecei assim: &#8220;Eu nasci em 1947; quando entrei para os c\u00e1rceres da PIDE, onde contactei com uma s\u00e9rie de rapaziada, o M\u00e1rio Soares, aquela malta toda&#8230;&#8221;<br \/>\nNascer, nascer, eu nasci &#8220;por favor&#8221;&#8230; Nasci foi em 47, quando estive no Aljube e em Caxias.\u00bb<\/p>\n<p>\u00abH\u00e1 quem diga: &#8220;Se \u00e9 para pobre, o terreno \u00e9 mais pequenino&#8230;&#8221; Eu digo: &#8220;N\u00e3o, n\u00e3o. O terreno \u00e9 o que for essencial para uma fam\u00edlia, quer ela seja pobre ou rica.&#8221; Se ela quer comprar um terreno ao lado, que o fa\u00e7a, se o regulamento da c\u00e2mara permitir. Agora, no tecido da cidade que o urbanista faz, n\u00e3o tem de estar preocupado com a riqueza ou n\u00e3o riqueza de cada um. A c\u00e9lula inicial \u00e9 &#8220;uma casa, uma fam\u00edlia&#8221; &#8211; ou um homem. Aqui \u00e9 fam\u00edlia.\u00bb<\/p>\n<p>\u00abL\u00e1 em Angola \u00e9 que nunca [pus o chap\u00e9u colonial]. O sol \u00e9 para todos e \u00e9 a fonte da vida, de acordo com o meu pai&#8230;<br \/>\nTamb\u00e9m fui controntado, logo \u00e0 chegada, com outras realidades. Por exemplo: ao ouvir ins\u00f3litos &#8220;ais&#8221;, ritmados e pungentes cuja origem descobri partirem da esquadra da pol\u00edcia, a c\u00edvica, onde um agente, beata ao canto da boca, displicente e metodicamente assentava fortes palmatoadas na m\u00e3o empolada de um&#8230; &#8220;ind\u00edgena&#8221;.<br \/>\nAs donas de casa, para se &#8220;distra\u00edrem&#8221;, mandavam \u00e0 esquadra o &#8220;criado&#8221; com um recado para lhe darem palmatoadas&#8230;<br \/>\nLogo ali virei &#8220;angolano&#8221;.\u00bb<\/p><\/blockquote>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/o_fev_13.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-4110\" alt=\"Cartaz Oficina FEV 13_cartaz paleta\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/o_fev_13.jpg\" width=\"300\" height=\"424\" \/><\/a><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong>APROVEITAR OBJECTOS E MATERIAIS<\/strong><\/span><br \/>\n<span style=\"color: #800000;\"><strong> Oficina<\/strong><\/span><br \/>\n<strong>Domingos, das 15h30 \u00e0s 17h30<br \/>\n<\/strong><\/p>\n<p>Nos domingos de Fevereiro vamos, com <strong>Irene van Es<\/strong>, <strong>aproveitar objectos e materiais \u00e0 volta de tecidos<\/strong>. \u00abA vida \u00e9 feita de pequenos nadas\u00bb e \u00abquem tem duas m\u00e3os tem tudo. E ter uma \u00e9 mais que nada\u00bb.<\/p>\n<p>Para todos a partir dos 6 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/CARTAZ-SEGUNDA-4-FEV-13-pdf.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-4111\" alt=\"CARTAZ SEGUNDA 4 FEV  13-pdf\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/CARTAZ-SEGUNDA-4-FEV-13-pdf.jpg\" width=\"300\" height=\"424\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">CICLO A PALETA E O MUNDO III<\/span><br \/>\nSegunda-feira, 4 de Fevereiro, 18h30<\/strong><\/p>\n<p>Na 3\u00aa parte do ciclo \u00abA Paleta e o Mundo\u00bb lemos obras que foram citadas em <em><a href=\"http:\/\/centromariodionisio.org\/paleta_mundo_1_edicao.php\">A Paleta e o Mundo<\/a><\/em> de M\u00e1rio Dion\u00edsio, ou obras de autores seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Nesta sess\u00e3o continua a leitura comentada, com projec\u00e7\u00e3o de imagens e exerc\u00edcios de desenho, de <em><strong>A arte de pintar<\/strong><\/em> de <strong>Tristan Klingsor<\/strong>, traduzido e anotado por <strong>M\u00e1rio Dion\u00edsio<\/strong>, por <strong>Jos\u00e9 Smith Vargas<\/strong>.<\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">CICLO DE CINEMA \u2013 DINHEIRO PARA QUE TE QUEREM<\/span><br \/>\nSegunda-feira, 4 de Fevereiro, 21h30<\/strong><\/p>\n<p>Nesta segunda-feira deste novo ciclo de cinema sobre o dinheiro, projectamos <strong><em>Aves de rapina<\/em><\/strong> (1924, 140 min.) de <strong>Erich von Stroheim<\/strong>. Quem apresenta \u00e9 <strong>Ant\u00f3nio Rodrigues<\/strong>.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/mGrLtFrFtZA\" height=\"315\" width=\"420\" allowfullscreen=\"\" frameborder=\"0\"><\/iframe><\/p>\n<p>Parece que o centro do mundo \u00e9 o dinheiro. A falta de dinheiro, o pouco dinheiro, o muito dinheiro, o demasiado dinheiro, o dinheiro guardado \u2013 a poupan\u00e7a at\u00e9 tem direito a dia mundial -, o dinheiro usado, o dinheiro roubado, o dinheiro emprestado, oferecido ou por oferecer, ou bem ou mal distribu\u00eddo, e por a\u00ed fora.<br \/>\nSe todos tiv\u00e9ssemos dinheiro, n\u00e3o havia Banco Alimentar. Se todos tiv\u00e9ssemos dinheiro, n\u00e3o se morria \u00e0 fome, nem havia miseric\u00f3rdias, nem ONGs de caridade, nem IPSSs, nem subs\u00eddios de desemprego e de reinser\u00e7\u00e3o (quando os h\u00e1), etc., etc. Nem nasceriam zonas francas nem casinos. Nem quase seriam precisos tribunais que julgam assassinatos, roubos, heran\u00e7as, partilhas, limites de propriedades\u2026 com o dinheiro ao centro.<br \/>\nO dinheiro \u00e9 mesmo o centro do mundo. E, porque parece s\u00ea-lo cada vez mais, e sempre de outras maneiras, organiz\u00e1mos este ciclo de filmes, maior que os anteriores.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/centromariodionisio.org\/programacao.php\">Ver aqui a restante programa\u00e7\u00e3o do ciclo<\/a>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>FRANCISCO CASTRO RODRIGUES Amigos de M\u00e1rio Dion\u00edsio S\u00e1bado, 2 de Fevereiro,\u00a016h \u00c9 a 9\u00aa sess\u00e3o de \u00abAmigos de M\u00e1rio Dion\u00edsio\u00bb, e a 2\u00aa com a participa\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio amigo, Francisco Castro Rodrigues, que ser\u00e1 entrevistado por Eduarda Dion\u00edsio e V\u00edtor Silva Tavares. Castro Rodrigues, arquitecto nascido em Lisboa em 1920. Pertenceu ao MUD Juvenil. 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