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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Coro da Achada’

 

21 a 26 de Março: Encontro de leitores; a Casa da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena; exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» na Escola Secundária José Gomes Ferreira

19 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 23 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritor Jacinto Lucas Pires.

A CASA DA ACHADA NA FESTA DA LEGA DI CULTURA DI PIADENA

Nestes dias, de 23 a 25 de Março, a Casa da Achada vai para Itália, participar na festa da Lega di Cultura di Piadena.

Por esse motivo a Casa da Achada encerra no domingo, 25 de Março. Nos restantes dias a porta estará aberta para receber quem vier ver a exposição ou consultar a biblioteca. A projecção do filme Os grandes aldrabões e a leitura semanal foram adiadas de 26 de Março para 2 de Abril.

A Lega di Cultura di Piadena é uma associação cultural com mais de 40 anos e sede numa pequena localidade no norte de Itália. A Casa da Achada e o Coro da Achada têm participado na sua festa anual desde 2010. O tema da festa deste ano são os 50 anos do novo cancioneiro italiano.

Na Casa da Achada, no dia 25 de Abril, inaugura, com a colaboração da Lega di Cultura di Piadena, a exposição de fotografia «Deus no telhado e os novos anjos» de Giuseppe Morandi.

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA»
Quarta-feira, 21 de Março, 13h
Escola Secundária José Gomes Ferreira, Lisboa

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra», composta por 13 painéis biográficos, vários documentos e livros, desta vez passa pela Escola Secundária José Gomes Ferreira, em Benfica, Lisboa. Inaugura a 21 de Março, dia em que cantará o Coro da Achada, às 13h.

A exposição poderá ser visitada até ao dia 4 de Abril.

 

16 a 19 de Março: A Comuna de Paris vista por Maria Emília Dinis; oficina de stop motion; leitura de Lopes-Graça; cinema com ‘As noites loucas do dr. Jerryll’; a Casa da Achada na Livraria Sá da Costa

12 de Março de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA: A COMUNA DE PARIS
Sexta-feira, 16 de Março, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes.

Em Janeiro falámos, com Sebastião Lima Rego, sobre a ascensão de Hitler ao poder – agora vamos falar sobre a Comuna de Paris, em Março de 1871, com Maria Emília Dinis.

OFICINA DE STOP MOTION – com fotografias fazer um filme
Domingo, 18 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme.

Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos»; na 2ª sessão demos vida aos livros e objectos da Biblioteca da Achada; nesta 3ª e última sessão vamos montar os filmes, dar-lhes música e falar sobre o que correu bem e o que correu mal.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 19 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão, Pedro Rodrigues continua a leitura, com projecção de imagens e audição de peças musicais, de Introdução à música moderna (1941) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 19 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos As noites loucas do dr. Jerryll (1963, 107 min.) de Jerry Lewis. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

 

A CASA DA ACHADA NA LIVRARIA SÁ DA COSTA
Sábado, 17 de Março, das 16h às 19h
Livraria Sá da Costa (Rua Garrett, 100 – Lisboa)

O que é a Casa da Achada? Quem é Mário Dionísio?
Conversa sobre a Casa da Achada – o que se pode ver e consultar, as nossas actividades – e sobre Mário Dionísio – a sua obra e vida, no ensino, na escrita, na pintura, sempre ligada ao mundo que o rodeia.

Leitura de poemas e música
Depois da conversa, lêem-se poemas de Mário Dionísio e canta o Coro da Achada – cantando várias canções do seu reportório, umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

Por este motivo a Casa da Achada encerra às 15h.

 

9 a 12 de Março: Encontro de leitores; ‘O vermelho e negro’ de Stendhal por Saguenail; oficina de stop motion; leitura de Fernando Lopes Graça; cinema com ‘O quinteto era de cordas’; leituras e Coro da Achada em Coimbra

6 de Março de 2012

ENCONTRO DE LEITORES
Sexta-feira, 9 de Março, 15h

É dia do encontro quinzenal com os nossos leitores, que se realiza desde que foi inaugurado o serviço de empréstimos da Biblioteca da Achada. Os leitores devolvem, renovam ou requisitam livros da biblioteca, conversamos sobre livros, lemos em voz alta, com a participação da escritora Filomena Marona Beja.

LIVROS DAS NOSSAS VIDAS
O vermelho e o negro de Stendhal
Sexta-feira, 9 de Março, 18h

O vermelho e o negro, de Stendhal, é o livro de que nos vem falar Saguenail. É 22ª sessão sobre livros que Mário Dionísio referiu em depoimentos como sendo os da sua predilecção, pelos mais diversos motivos.

OFICINA DE STOP MOTION
com fotografias fazer um filme
Domingo, 11 de Março, das 15h30 às 17h30

Nesta oficina, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva, aprendemos esta técnica de fotografia – juntando várias fotografias constrói-se um pequeno filme. Na 1ª sessão montámos uma visita de comboio, com várias peripécias, à exposição «Sonhar com as mãos». Nesta 2ª sessão vamos continuar a filmar na zona pública da Casa da Achada.

Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 12 de Março, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão Pedro Rodrigues lê e comenta, com projecção de imagens e audição de peças musicais, Introdução à música moderna (1942) de Fernando Lopes-Graça.

«O esforço de Fernando Lopes Graça e de todos os seus colaboradores tem sido de uma importância primordial e decisiva nesta luta pela seriedade da actividade musical. O compositor que se desdobra em regente de orquestra e em organizador de coros, em executante e em ensaiador, em conferencista e em autor de livros de divulgação, e o grupo de colaboradores que ele próprio tem sabido fazer nascer à sua volta, são pedras fundamentais dessa mesma luta que, abrindo a sensibilidade e a inteligência do público para a arte dos sons, está evitando, pelos seus próprios meios e no escalão que lhe compete, a possibilidade monstruosa de uma vida sem música.»
Mário Dionísio, «Contra uma vida sem música», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA
Segunda-feira, 12 de Março, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos O quinteto era de cordas (1955, 91 min.) de Alexander Mackendric. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

 

NA EXPOSIÇÃO «MÁRIO DIONÍSIO – VIDA E OBRA» EM COIMBRA
NAVEGANDO À BOLINA PELA VIDA E PELA OBRA DE MÁRIO DIONÍSIO
Sábado, 10 de Março, 16h
Biblioteca Municipal de Coimbra

Mário Dionísio contado por Mário Dionísio
Trata-se de uma leitura, a várias vozes, de textos autobiográficos de Mário Dionísio – boa parte da sua Autobiografia (1987) -, com projecção de imagens. Esta leitura já foi feita em em Alhos Vedros e na Casa da Achada.

Canta o Coro da Achada
Depois da leitura, o Coro da Achada fará a sua intervenção, cantando várias canções do seu reportório – umas partem de poemas de Mário Dionísio, outras com textos de outros autores e sítios do mundo.

A exposição «Mário Dionísio – Vida e Obra» pode ser visitada na Biblioteca Municipal de Coimbra até ao dia 15 de Março.

Organização: Centro de Documentação 25 de Abril da Universidade de Coimbra e Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.
Apoios: Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX, Universidade de Coimbra, Câmara Municipal de Coimbra e Biblioteca Municipal de Coimbra.

Por este motivo a Casa da Achada estará encerrada nesta data, sábado, 10 de Março.

 

24 a 27 de Fevereiro: Encontro de leitores; oficina de desenho; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘Gangsters falhados’; Coro da Achada em encontro sobre José Afonso

23 de Fevereiro de 2012

ENCONTRO DE LEITORES

Sexta-feira, 24 de Fevereiro, 15h

Na sequência da sessão «Contar, escrever e ler» que teve lugar na Casa da Achada no dia 10 de Fevereiro, um grupo de alunos da Escola do Castelo, por proposta da professora Ariana Furtado, irá ler um texto de Miguel Castro Caldas, escrito com eles.

Estarão presentes escritores que têm animado os vários grupos de leitura e também ilustradores. Quem requisitou livros – grandes e pequenos – na biblioteca há 15 dias virá devolvê-los e, se possível, falar sobre o que leu. E veremos também como continuarão os grupos até à próxima Leitura Furiosa que se realiza em Maio.

É também mais uma possibilidade de conhecer a Biblioteca Pública da Casa da Achada, onde o serviço de empréstimos começou a funcionar (consultar aqui as condições de empréstimo).

OFICINA DE DESENHO

Domingo, 26 de Fevereiro, das 15h30 às 17h30

Continuação da oficina de desenho de técnicas mistas – lápis, grafite, carvão, pincéis, canetas, aguarelas –, iniciada em Novembro, com a orientação de Carla Mota, a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››.

Para confirmação da participação na oficina contactar a Casa da Achada nos dias anteriores (218 877 090 ou casadaachada@centromariodionisio.org).

A partir dos 6 anos. Número máximo de participantes: 10.

CICLO A PALETA E O MUNDO III

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou de obras de autores seus contemporâneos. Por esse motivo já lemos O elogio da mão e A vida e as formas de Henri Focillon, «Conflito e unidade da arte contemporânea» de Mário Dionísio, «A arte e a cultura popular» de Bento de Jesus Caraça. Quem lê a conferência deste último autor, «A cultura integral do indivíduo», com projecção de imagens, é José Smith Vargas.

«Tenho para mim, contudo, que a sua militância mais permanente, mais profunda e mais fecunda, aquela que o conserva vivo entre nós ainda hoje e vivo o conservará entre as gerações que hão-de vir, foi a que, sem repouso, exerceu no domínio da cultura: a sua acção pedagógica no sentido mais amplo da palavra – divulgando, dinamizando, despertando a necessidade de saber, a fome de saber, lutando sem descanso contra a acção pertinazmente obscurantista do fascismo, com a perfeita consciência da força revolucionária que a cultura em si mesma tem e sem a qual seria impossível “despertar a alma colec tiva das massas”, esse despertar co lectivo interior para que apelava e a que chamou “problema central do nosso tempo”.»
Mário Dionísio, «Bento de Jesus Caraça – Um sonhador de realidades futuras», Entre palavras e cores – alguns dispersos (1937-1990)

CICLO DE CINEMA RIR UMA VEZ POR SEMANA

Segunda-feira, 27 de Fevereiro, 21h30

Em tempos sombrios como estes que vivemos, rir é já alguma coisa. Estes filmes, para além de fazerem rir, fazem pensar. No modo como vivemos, na sociedade em que vivemos, e até nos instrumentos para a transformar.

Nesta noite projectamos Gangsters falhados (1958, 106 min.) de Mario Monicelli. Quem apresenta é Gabriel Bonito.

ZECA – 25 ANOS DEPOIS

Quinta-feira, 23 de Fevereiro, 21h
Academia de Santo Amaro, Lisboa

A Associação José Afonso organiza uma sessão de homenagem a Zeca Afonso, 25 anos após a sua morte. A sessão, que é apresentada por Hélder Costa, conta com a participação do Coro da Achada, entre vários outros músicos e grupos musicais: Carlos Carranca, Coro do Instituto de Emprego e Formação Profissional, Coro Lopes-Graça da Academia de Amadores de Música, Couple Coffee Duo, Grupo de Cavaquinhos da Junta de Freguesia da Charneca da Caparica, Francisco Fanhais, Francisco Naia, Jorge Jordan, Jorge Mendes, José Manuel Ésse, José Manuel Santos e Teresa Bispo, Pedro Branco, Quarteto Sons de Gente, Rogério Charraz, Vítor Sarmento, Zeca Medeiros. A entrada é de 3€.

Mais informações aqui.

ZUMBIDOS E IDENTIDADES HÍBRIDAS

Sábado, 25 de Fevereiro, 15h30

A identibuzz organiza a projecção de dois documentários desenvolvidos nos bairros de São Cristóvão e do Socorro e no bairro de San Francisco (Bilbau), em que a Casa da Achada também colaborou:
Zumbidos da Mouraria: realizado com imagens gravadas pelos participantes no Workshop da Mouraria (30 min.);
Zumbidos da Mouraria e San Francisco: este video é um exercício por parte de Úbiqa que se constrói por um lado como um olhar externo sobre a temática das identidades híbridas nos bairros da Mouraria (Lisboa) e San Francisco (Bilbau), e por outro de documentação do desenvolvimento do próprio projecto identibuzz (56 min.).

Mais sobre os documentários aqui.

LANÇAMENTO/DEBATE
DO LIVRO O PASSADO, MODOS DE USAR

Sábado, 25 de Fevereiro, 18h30

A UNIPOP organiza o lançamento do livro O passado, modos de usar do historiador Enzo Traverso, com a presença do autor, Elisa Silva e Manuel Deniz Silva.

 

O Coro da Achada vai cantar na exposição «A voz das vítimas»

20 de Dezembro de 2011

Na próxima quinta-feira, dia 22 de Dezembro, às 19h, o Coro da Achada vai cantar na exposição A voz das vítimas, na antiga cadeia do Aljube (Rua Augusto Rosa, 42, ao pé da Sé de Lisboa).

O coro da Achada interpretou o ‹‹Hino de Caxias›› expressamente para ser reproduzido na exposição, que foi prolongada até 31 de Dezembro.

 

A Casa da Achada em Alhos Vedros

11 de Dezembro de 2011

No passado 6 de Dezembro a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio viajou até Alhos Vedros, a convite do CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros.

Depois de um convívio na Casa Amarela, sede do CACAV, seguimos para o Moinho de Maré, onde iria decorrer a sessão ‹‹Mário Dionísio – Dedicatória››. A sessão começou com a leitura a várias vozes de textos de Mário Dionísio, na sua maioria retirados da Autobiografia (1987), com projecção de fotografias, pinturas e documentos.

‹‹Caminhamos para onde? Para a destruição total, aqui e no Planeta inteiro? Ou, computadorizadamente, para um mundo inteiramente novo (novas linguagens, novos sentimentos) que não posso, e isso me desespera, prever sequer como será?

Desprezível, entretanto, me parece o sorriso fe­liz dos que, no meio da tempestade e das matas em chamas, fingem não dar por elas. Há os que igno­ram (a fome, a poluição, a droga, a sida, o trabalho de menores à vista de toda a gente, a subversão da democracia democraticamente feita por dentro em nome dela, a agressividade, a ameaça nuclear), há os que simulam ignorar. Em qualquer dos casos: desprezível. Nisto insisto. É preciso insistir. Um antiquíssimo espelho põe-se-me na frente: É preci­so? Essa é boa! É preciso? Ou serás mesmo incu­rável?

E, no entanto, tímidas esperanças se aproximam (sou incurável, sim, não deixarei de sê-lo!): certos aspectos do poder local, um alegre formigar de ac­tividades culturais de jovens que se alarga, de den­tro, por esse país fora e que era impossível antes, não esquecer: e que era impossível antes.››

Após a leitura, foi a vez do Coro da Achada cantar várias canções do seu reportório, entre as quais algumas com letra de Mário Dionísio.

 

2 a 5 de Dezembro: ‘Memória dum pintor desconhecido’ com Morgane Masterman; Casa da Achada em Alhos Vedros; oficina ‹‹Prendas sou eu que as faço››; leitura de Focillon; cinema com ‘O homem do braço de ferro’

30 de Novembro de 2011

Na sexta-feira, 2 de Dezembro, pelas 18h, acontece a 18ª e última sessão de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Em Janeiro começa uma rubrica nova: ‹‹Mário Dionísio, escritor e outras coisas mais››. Nesta sessão Morgane Masterman fala sobre Memória dum pintor desconhecido (1965), o 4º livro de poesia de Mário Dionísio. A escolha dos poemas lidos também é de Morgane Masterman, que escreveu recentemente a sua tese de mestrado sobre Le feu qui dort. Quem lê é Rafael Martins.

Num pingo de verniz
o mundo inteiro cabe

O que se sabe e não sabe
o que se diz e não diz
luz um momento só

que enquanto o brilho escorre
e se cobre de pó
o encanto desfaz-se
dir-se-ia que morre

Mas o que ali floresce
não mais se apaga ou esquece

E o que se diz e não diz
o que se sabe e não sabe
na baça luz do verniz
enquanto morre renasce

Mário Dionísio

No sábado a Casa da Achada sai do bairro de São Cristóvão para visitar Alhos Vedros, a convite da CACAV – Círculo de Animação Cultural de Alhos Vedros. Às 21h30, no Moinho da Maré, no Cais do Descarregador, em Alhos Vedros, acontece uma sessão em duas partes: a primeira parte, ‹‹Mário Dionísio sobre Mário Dionísio››, consiste na leitura de textos autobiográficos com projecção de imagens; seguindo-se a actuação do Coro da Achada.

No domingo, 4 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: ‹‹Prendas sou eu que as faço››. A partir do que não presta vamos fazer o que presta, e nesta sessão, com Eduarda Dionísio, vamos pintar azulejos.

Na segunda-feira, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, a partir de textos e referidos em A Paleta e o Mundo  de Mário Dionísio. Miguel Castro Caldas lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, o capítulo ‹‹As formas no espírito››, de A vida das formas de Henri Focillon.

À noite, pelas 21h30, continua o ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Desta vez projectamos O homem do braço de ouro (1955, 119 min.) de Otto Preminger, com Frank Sinatra e Kim Novak. Quem apresenta é João Paulo Boléo.

 

O Coro da Achada na Greve Geral

28 de Novembro de 2011

O Coro da Achada cantou pelas ruas de Lisboa no dia da greve geral, a 24 de Outubro. Começou às 11h nas Amoreiras, passando pelo Rato, até ao Chiado. No início da tarde cantou pelas ruas da Baixa, juntando-se às manifestações no Rossio até São Bento. Aqui ficam algumas fotografias.

 

24 a 29 de Novembro: Greve Geral; ‘O riso dissonante’ de Mário Dionísio por Anna Cortils; oficina de desenho; leitura de Focillon; cinema com ‘A condessa descalça’; lançamento ‘Na Escada de Ferro’

21 de Novembro de 2011

Na quinta-feira, 24 de Novembro, dia da Greve Geral, a Casa da Achada estará encerrada até às 18h. O Coro da Achada irá cantar pelas ruas de Lisboa pela manhã e a tarde, e às 18h abrimos portas para a 17ª sessão de «Mário Dionísio, um escritor».

Nesta sessão Anna Cortils apresenta e lê poemas de O riso dissonante (1950), n.º 4 da colecção do Cancioneiro Geral.

Sobre a obra, Óscar Lopes escreveu: «No Riso Dissonante sente-se […] uma compenetração que só muita luta e muita experiência permitem, num mundo que, pela sua desarticulação, nos abre constantes hiatos na nossa sinceridade e nos forma segundo vários estratos, despegados, de reacções psicológicas.»

o irrecuperável
recuperado ei-lo aqui sorrindo
com a boca torcida mas feliz

com os braços esmagados mas feliz

o que não volta eis volta
por ignoradas mãos
numa hora esquecida
entre as horas marcadas

possível  o recomeço
possível  o sobressalto
possível  o sonho solto
possível  um mundo novo
possível  o impossível

outro é o destino do homem

Mário Dionísio, O riso dissonante

No domingo, 27 de Novembro, das 15h30 às 17h30, acontece a última sessão da oficina de desenho a partir da exposição «Sonhar com as mãos – o desenho na obra de Mário Dionísio». Nesta sessão, orientada por Carla Mota, vamos utilizar técnicas mistas para fazer desenhos.

Na segunda-feira, 28 de Novembro, às 18h30, acontece mais uma sessão de leitura inserida no ciclo «A Paleta e o Mundo III». Continua a leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de A vida das formas de Henri Focillon. Quem lê o capítulo «As formas na matéria» é José Smith Vargas.

À noite, pelas 21h30, projectamos o filme A condessa descalça (1954, 128 min.), inserido no ciclo de cinema «Estrelas de Hollywood». O filme realizado por J. L. Mankiewicz, conta com a participação de Humphrey Bogart e Ava Gardner​, e será apresentado por Gabriel Bonito.

No dia seguinte, terça-feira, 29 de Novembro, abrimos excepcionalmente às 18h30 para uma apresentação de um livro, Na Escada de Ferro de Paulo Madeira Rodrigues, organizado pela Zeugma Edições.

Lisboa, dos anos 30 a 50, surge inesperada, vista pelos olhos de um menino a crescer numa rua habitada por alta burguesia. Na Escada de Ferro reporta para uma realidade, aparentemente tranquila, onde a ingenuidade dos dias que passam se alimenta de apontamentos políticos, sociais e económicos, bem mais duros.
Consciência de um grupo sem nome o menino é o guardião de experiências, cumplicidades, brincadeiras, de medos e afastamentos.
É impossível ler Na Escada de Ferro sem iniciar uma viagem ao que há de semelhante em cada um.

Chamamos a atenção para o colóquio, que tem lugar nos dias 25 e 26 de Novembro, organizado pelo CES, sobre João Martins Pereira, sobre quem foi realizada na Casa da Achada um sessão evocativa, um ano depois da sua morte. Ver programa em: http://www.ces.uc.pt/eventos/jmp/pages/pt/apresentacao.php.

 

4 a 7 de Novembro: Oficina de desenho; ciclo ‘A Paleta e o Mundo III’; cinema com ‘A rainha africana’; o Coro da Achada canta no Chapitô

4 de Novembro de 2011

Oficina Desenho NOV 11

No dia 6 de Novembro, domingo, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina. Desta vez vamos desenhar a partir da exposição ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››. Esta sessão é orientada por Carla Mota e destina-se a todos com idade a partir dos 6 anos.

Na segunda-feira, às 18h30, continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››. Depois da leitura de O Elogio da Mão e do primeiro capítulo de A Vida das Formas de Henri Focillon, começamos agora a leitura do segundo capítulo, ‹‹As formas no espaço››. Quem lê e comenta, com projecção de imagens das obras citadas, é Inês Dourado.

À noite, pelas 21h30, acontece mais uma sessão do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Nesta segunda-feira projectamos A rainha africana (1951, 105) de John Huston, com Humphrey Bogart e Katharine Hepburn. Quem apresenta é Vítor Silva Tavares.

Na sexta-feira, 4 de Novembro, pelas 22h, o Coro da Achada sobe a rua da Costa do Castelo até ao Chapitô para cantar no Bartô, a convite da Zona Franca.

 

15 a 17 de Outubro: Itinerários com Filomena Marona Beja; oficina de fazer um livro; ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››; cinema com ‘Ninotchka’; o Coro da Achada canta em Grândola

13 de Outubro de 2011

cartaz_itinerarios

No dia 15 de Outubro, sábado, pelas 16h, acontece a 11ª sessão de ‹‹Itinerários››, uma série que se realiza de dois em dois meses onde uma pessoa com um itinerário pouco vulgar conta a sua história. Para esta sessão convidámos Filomena Marona Beja.

Como se escolhe fazer estudos de biologia. Como da biologia se vai parar à função pública como documentalista e o que se pode ter aprendido sobre construções escolares. O que é investigar. O que faz começar a publicar romances e contos quando já se tem mais de 50 anos. O que é ser escritora. O que é ser premiada. E participar há mais de 10 anos na Leitura Furiosa com «zangados com a leitura». Haverá uma exposição de livros e leitura de textos de Filomena Marona Beja.

2011-10 Fazer um livro

No domingo, 16 de Outubro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina ‹‹Fazer um livro››. Depois de Vítor Silva Tavares ter contado como se faziam livros à mão, nesta sessão Pedro Serpa vai ensinar-nos como se pagina um livro num computador.

SEGUNDA 17 out 11

No dia 17, segunda-feira, às 18h30 continua o ciclo ‹‹A Paleta e o Mundo III››, onde se analisam textos e obras que foram citadas por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Eduarda Dionísio continua leitura comentada, com projecção de imagens das obras citadas, de O Elogio da Mão de Henri Focillon.

Nessa noite, acontece a 3ª sessão do ciclo de cinema ‹‹Estrelas de Hollywood››. Pelas 21h30 projectamos o filme Ninotchka de Ernst Lubitsch, com Greta Garbo (1939, 110 min.). Quem apresenta é António Rodrigues.

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OUTRAS ACTIVIDADES:

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Está patente a exposição ‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes›› na Escola Secundária Camões, em Lisboa, de 13 a 27 de Outubro, com várias actividades relacionadas com Mário Dionísio e com a Casa da Achada. Pode consultar aqui o programa.

2011-10-15 Grândola AJA

No dia 15 de Outubro, pelas 21h30, o Coro da Achada canta em Grândola, no Cineteatro Grandolense, no lançamento do catálogo da exposição ‹‹Desta canção que apeteço, obra discográfica de José Afonso 1953/1985››, a convite da AJA – Associação José Afonso.

 

‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes›› no Liceu Camões

10 de Outubro de 2011

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Inaugura na próxima quinta-feira, 13 de Outubro, pelas 18h00, na Biblioteca da Escola Secundária Camões, a exposição ‹‹Mário Dionísio – Retrato a várias vozes››. A exposição é composta pelos 13 painéis biográficos da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››, por documentação do espólio do Centro Mário Dionísio e dos arquivos da escola onde Mário Dionísio foi professor..

A acompanhar estas duas semanas em que a exposição estará patente, de 13 a 27 de Outubro, existe uma vasta programação composta por conversas e espectáculos variados. A inauguração tem um momento musical com Pedro e Diana; mais tarde, às 20h, nas Caves, acontece o espectáculo ‹‹Negro em chão de sangue verde››, a partir da poesia de Mário Dionísio, de Inês Nogueira (voz) e Carlos “Zíngaro” (violino, electrónica), já apresentado na Casa da Achada e no Teatro Maria Matos. O espectáculo tem a entrada de 3€.

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Na quarta-feira, 19 de Outubro, com início às 10h, há a conferência ‹‹Mário Dionísio, Professor de Artes e Letras›› com Rui Canário. No dia 24 de Outubro, segunda-feira, pelas 15h, acontece uma mesa-redonda com alunos e professores contemporâneos de Mário Dionísio no Liceu Camões, conduzida pela jornalista e escritora Sarah Adamapoulus (também autora de um artigo sobre a Casa da Achada para o Notícias Magazine).

O dia de encerramento, quinta-feira, 27 de Outubro, terá espectáculos de poesia e música a partir das 17h. O Grupo de Teatro e Coral da Escola Secundária Camões lerá poemas e cantará canções; seguindo-se João Caldas e Mariana Nunes com o seu espectáculo apresentado numa sessão na Casa da Achada (ver aqui como foi), com poemas musicados do primeiro livro de poesia de Mário Dionísio, Poemas (escrito entre 1936 e 1938, editado em 1941); terminando com uma actuação do Coro da Achada que cantará várias canções do seu reportório, com poemas de Mário Dionísio, José Gomes Ferreira, Carlos de Oliveira, José Afonso, entre outros.

 

Como foi a inauguração da exposição ‹‹Sonhar com as mãos››

6 de Outubro de 2011

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Na passada quinta-feira, dia 29 de Setembro, assinalámos os 2 anos de abertura ao público da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio com a inauguração de uma nova exposição: Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio.

Às 18h30, piscando o olho ao título da exposição, o coro da Achada cantou «Mãos», uma canção com música de Pedro Rodrigues e letra de Regina Guimarães, que a fez há uns meses propositadamente para o coro.

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Falou depois Eduarda Dionísio, que contou um pouco do caminho que trilhámos nestes dois anos – um caminho tão cheio de actividades e questões que não pode ser resumido nuns minutos. Anunciou que a página electrónica do Centro Mário Dionísio foi alterada para mais facilmente se encontrarem as informações acerca da casa e das sessões programadas. Por fim, apresentou a nova exposição e o seu catálogo e passou a palavra à curadora, Paula Ribeiro Lobo.

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O coro voltou depois a cantar várias canções, umas com letra de Mário Dionísio, outras com letras de outros e em várias línguas. No fim, houve petiscos e bebidas e puderam todos ver com mais calma as duas exposições – a de desenhos (na Zona Pública) e a que dava conta de tudo o que o centro Mário Dionísio fez durante este último ano (na varanda) – e as três edições lançadas no dia – o catálogo Sonhar com as mãos, a Ficha nº 3 (boletim da Casa da Achada) e o primeiro disco do coro da Achada.
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Inauguração de uma nova exposição: ‹‹Sonhar com as mãos – O desenho na obra de Mário Dionísio››. Mas antes há ainda outras actividades…

22 de Setembro de 2011

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Assinalando 2º aniversário da Casa da Achada-Centro Mário Dionísio, inaugura no próximo dia 29 de Setembro às 18h30 uma exposição de desenhos de Mário Dionísio, na sua quase totalidade desconhecidos, com curadoria de Paula Ribeiro Lobo, da Universidade Nova de Lisboa. A exposição «Sonhar com as mãos: o desenho na obra de Mário Dionísio» estará patente ao público até Abril de 2012.

Trata-se de um conjunto de 90 desenhos a carvão, grafite, tinta-da-china, lápis de cera, de diversas dimensões, realizados por Mário Dionísio entre os inícios dos anos 40 e os anos 60 do século passado, escolhidos entre cerca de 300 obras gráficas que fazem parte do seu espólio artístico, que se encontra reunido na Casa da Achada.

Todos os desenhos de Mário Dionísio foram previamente tratados por uma equipa de conservadoras da FCT/UNL, com apoio da Fundação do Montepio e também do AHU, onde o trabalho foi realizado.

No dia da inauguração acontece também o lançamento do catálogo da exposição, que para além da reprodução de mais de 30 desenhos de Mário Dionísio, inclui uma introdução por Paula Ribeiro Lobo, ‹‹A necessidade de ver claro››, e vários textos de Mário Dionísio sobre desenho e pintura. Será também lançada a terceira edição do boletim da Casa da Achada, a Ficha 3 (pode consultar aqui a e a edição do boletim). Por fim, o Coro da Achada cantará para toda a gente canções do seu reportório.

Mas antes ainda há outras actividades…

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Na sexta-feira, dia 23 de Setembro, às 18h, acontece uma sessão diferente de ‹‹Mário Dionísio, um escritor››. Tendo como base o primeiro livro de poesia de Mário Dionísio, Poemas (1941), João Caldas escolheu e musicou alguns dos poemas da obra. Serão cantados por Mariana Nunes e lidos por várias vozes.

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No dia seguinte, sábado, pelas 16h, acontece a última visita guiada à exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra›› por Eduarda Dionísio. A exposição, que poderá ser visitada até domingo, apresenta várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, e é constituída por 13 painéis biográficos, por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

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O domingo é dia de oficina. Neste mês já fizemos envelopes e postais para mandar pelo correio com José Smith Vargas e Diana Dionísio. Em cada uma das sessões houve recortes, colagens e desenhos. No dia 25 de Setembro, das 15h30 às 17h30, vamos ver o que nos preparou Marta Caldas, que orienta esta sessão.

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Na segunda-feira, 26 de Setembro, pelas 18h30, termina o ciclo A Paleta e o Mundo II. Manuela Torres conclui a leitura da obra com o último capítulo da 1ª parte, ‹‹Olhar e ver››. A leitura terá a projecção das obras citadas no livro. No fim haverá tempo para uma conversa sobre a obra e o ciclo de leitura seguinte.

Nessa noite acontece também a última sessão de cinema ao ar livre do ciclo ‹‹Filmes das nossas vidas››. Projectamos o filme O homem sem passado (2002, 97 min.) de Aki Kaurismäki, proposto por Manuel Mozos, que apresenta o filme. Em Outubro o cinema regressa para dentro da Casa da Achada.



 

11 a 12 de Setembro: Oficina de arte postal; leitura de ‘A Paleta e o Mundo’; cinema ao ar livre com ‘Gente ao domingo’; o Coro da Achada canta na Festa da Catalunha

8 de Setembro de 2011

No próximo domingo, 11 de Setembro, das 15h30 às 17h30 começa a primeira das três oficinas de arte postal. Desenhando, pintando e colando vamos fazer postais para mandar pelo correio em vários formatos. Esta primeira sessão é orientada por José Smith Vargas e destina-se a todos com mais de 6 anos.

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Na segunda-feira, 12 de Setembro, às 18h30, lê-se A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. É Inês Dourado que continua a leitura do penúltimo capítulo da primeira parte, «Visita à oficina».

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À noite do mesmo dia, pelas 21h30, acontece mais uma projecção do ciclo de cinema ao ar livre «Filmes das nossas vidas». Desta vez mostramos o filme Gente ao domingo (1930, 74 min.) de Robert Siodmak. A escolha é de Miguel Castro Caldas, que apresenta o filme.

No domingo, pelas 18h, o Coro da Achada canta na Festa da Catalunha, depois de já ter cantado na edição de 2010. A Festa da Catalunha é organizada pela associação Catalunyapresenta e decorre no Largo do Carmo, em Lisboa. Para além da actuação do coro há uma actuação do grupo catalão La Carxofa i la Ceba, um recital de poesia catalã, um espectáculo de cabeçudos e outras actividades.

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20 a 23 de Maio: oficina Gravar Maio, leitura de ‘A Paleta e o Mundo’, cinema com ‘A nova Babilónia’, o Coro da Achada na Lourinhã e um debate da UNIPOP

19 de Maio de 2011

No domingo, 22 de Maio, das 15h30 às 17h30 continua ‹‹Gravar Maio››, oficina de gravura e impressão, orientada por Carla Mota. Ainda há lugares disponíveis e é para todos com mais de 6 anos.

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No dia seguinte, segunda-feira, 23 de Maio acontecem dois ciclos na Casa da Achada. Às 18h30 iniciamos um novo capítulo de A Paleta e o Mundo: ‹‹A ciência contra a arte?››. Quem lê este capítulo, o 2º da 1ª parte do livro de Mário Dionísio, com projecção das obras citadas, é Helena Barradas. À noite, pelas 21h30, continua o ciclo de cinema ‹‹Revoltas e Revoluções›› com a projecção de A nova Babilónia (1929, 120 min.), um filme de Grigori Kozintsev e de Leonid Trauberg sobre a Comuna de Paris. Quem apresenta o filme é Tiago Afonso.

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No sábado, 21 de Maio, o Coro da Achada canta na Lourinhã a convite da Câmara Municipal, inserido no ciclo ‹‹Cantar a Diversidade››. A sessão acontece às 21h30 na Associação Musical e Artística Lourinhanense e conta também com a participação do Grupo Etnográfico da Ucrânia – OBERIG.

Informamos também que a 20 de Maio há mais uma sessão na Casa da Achada organizada pela UNIPOP e pela revista imprópria. Pelas 21h30 realiza-se o debate ‹‹Rebeldes contra o futuro? 200 anos depois do ludismo›› e conta com a participação de José Luís Garcia, Gualter Baptista e José Neves.

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Como foi o 25 de Abril na Casa da Achada

29 de Abril de 2011

Foi no final de tarde de 25 de Abril que inaugurou a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››.

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Pouco faltava para as 19h e abriram-se as portas da zona pública da Casa da Achada. Já muita gente esperava na rua para poder ver a exposição, pessoas que vieram do desfile da Avenida da Liberdade, pessoas que souberam da inauguração pelos jornais ou pela nossa página, pessoas que vieram conhecer um pouco mais da vida e da obra de Mário Dionísio, conversar com outros e ouvir o Coro da Achada.

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Enquanto ainda chegava gente, o Coro da Achada começou a actuação no Largo da Achada – onde cantou várias canções com letras de poemas de Mário Dionísio: ‹‹Que tu es fort››, ‹‹Pior que não cantar››, ‹‹Limões››, para além de outras -, seguindo depois para o terreno em frente à Casa onde se cantou ‹‹La bande à Riquiqui›› e ‹‹A Semana Sangrenta›› (ambas da Comuna de Paris) e poemas de José Gomes Ferreira (‹‹Dulcineia››), Carlos de Oliveira (‹‹Canção da Jorna››) e Mário Dionísio (‹‹Canto de Esperança››, musicado por Fernando Lopes-Graça). Despediram-se com ‹‹Tiro-no-liro›› de José Mário Branco e ‹‹De não saber o que me espera›› de José Afonso.

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‹‹Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo! A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos virá depois, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais. (30.4.74)››
Mário Dionísio, Passageiro Clandestino (inédito)

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Na Casa da Achada começava então a apresentação da exposição e de dois novos lançamentos: do livro-catálogo Mário Dionísio – Vida e Obra e do boletim Ficha 2. Eduarda Dionísio deu a primeira razão para ser nesse dia que se inaugurava esta exposição: o 25 de Abril cortou a meio, em duas metades ‹‹desiguais››, a vida de Mário Dionísio. E por isso vale a pena notar a ‹‹pobreza›› daquela zona entre 1974-1979: poucas fotografias (não havia tempo para isso), nem um livro (não havia vontade para isso). ‹‹Pobreza›› se compararmos com os seus 58 anos anteriores de luta contra o fascismo ou os 13/14 anos seguintes (painéis, vitrinas e tantos quadros nas paredes). A segunda razão por se ter escolhido esta data é a situação de hoje não ser muito diferente desta anotada por Mário Dionísio:

‹‹3.12.76
Comecei a evitar as palavras “democracia” e “democraticamente”. Acabarei talvez por riscá-las do meu vocabulário. Em todas as reuniões em que tenho participado, no liceu, verifico que o emprego dessas palavras é cada vez mais frequente por pessoas ineludivelmente reaccionárias, para as quais ainda há pouco tinham o diabo no corpo. Quando alguém se levanta e, em tom protestativo, clama “em qualquer assembleia democrática”, “isto assim não é democracia”, etc., digo para comigo: “já sei quem és”. Porque se trata de reivindicar na prática a adopção da alteração que pouco a pouco se tem dado no conceito de Democracia: regime em que a liberdade seja total para os que não querema liberdade e crescentes as restrições aos que sempre se bateram por ela. Democraticamente, devem deixar-se os seus lugares aos fascistas, por mais notórios que sejam, e permitir que se primam tão amplamente quanto o desejarem. Pelo contrário, deve-se manter a rédea curta a todos os que querem efectivamente transformar a sociedade, acabando com exploradores e explorados, o que seria evidentemente cortar a liberdade aos pobres dos exploradores, com tanto direito a existirem como aqueles que exploram…
É uma comédia sem dúvida, que se tinge de tragédia quando se verifica que a isto veio dar o 25 de Abril. Tenhamos, pelo menos, o cuidado de não participar nela, usando palavras que provocam, aumentam, generalizam despuridamente a confusão em curso, que só aproveita, como todas as confusões, aos pescadores de águas mais que turvas››
Mário Dionísio, Diário (inédito)

Esta exposição decorre dos estatutos da associação cultural Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: divulgar a obra de Mário Dionísio. Também por isso foi concebida para ser itinerante. A sua concepção , execução e montagem não foi feita por técnicos, mas por pessoas que ‹‹prepararam e montaram esta exposição com os saberes e os prazeres que trouxeram das suas variadas artes e ciências, ofícios e militâncias, vidas e saberes. (E espero que tenham aprendido mais enquanto foram fazendo para poderem fazer outras coisas depois – aqui ou noutros lados.) – É para isto que serve a Casa da Achada››, disse Eduarda.

Mas talvez a maior razão para se ter inaugurado a exposição no 25 de Abril é por continuar a haver pessoas que gostam de estar umas com as outras nessa data.

No fim abriu-se o jardim ao público e começou o convívio com comes e bebes, continuaram os cantos, e muito se foi conversando e estando.

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Lembramos que no dia 30 de Abril, sábado, às 16h haverá uma visita guiada à exposição por Eduarda Dionísio.

Ver aqui as fotografias da actuação do coro e da inauguração.

 

27 a 30 de Abril: Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio, com acompanhamento musical; visita guiada à exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››; o Coro da Achada canta no Liceu Camões; Catalunyapresenta projecta ‘El Mar’; e um colóquio organizado por O Beco

27 de Abril de 2011

Os próximos dias serão preenchidos na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Na sexta-feira, 29 de Abril às 18h, inserido na rúbrica ‹‹Mário Dionísio, um escritor››, Manuel Cintra lê poemas de Mário Dionísio escolhidos por si. A leitura tem o acompanhamento musical de Bruno Brôa.

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No dia seguinte, 30 de Abril às 16h, haverá uma visita guiada por Eduarda Dionísio à exposição inaugurada no passado 25 de Abril, ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É a primeira visita guiada a esta exposição que para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens, vídeos e outros objectos.

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O Coro da Achada, após ter cantado na inauguração da nova exposição, irá participar nas comemorações do 25 de Abril na Escola Secundária Camões, onde Mário Dionísio leccionou. Será na quinta-feira, 28 de Abril às 17h, e também conta com uma apresentação do coro de professores e alunos da escola.

Há também duas actividades organizadas por outras associações:
A associação Catalunyapresenta projecta hoje, 27 de Abril, às 18h30 o filme El Mar de Agustí Villaronga. A projecção será seguida de debate com a escritora maiorquina Antònia Vicens que vai falar sobre a obra de Blai Bonet e vai analisar o universo narrativo de El Mar.

No sábado à noite, pelas 21h30, há um colóquio, organizado por O Beco, a partir dos textos de Robert Kurtz numa entrevista à revista Shift e ‹‹A teoria de Marx, a crise e abolição do capitalismo››.

 

Convite: Inauguração da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››

23 de Abril de 2011

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Convidamos todos para a inauguração, na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, no dia 25 de Abril às 19h, da exposição ‹‹Mário Dionísio – Vida e Obra››. É uma exposição diferente das duas que existiram neste ano e meio de abertura, ‹‹50 anos de pintura e desenho›› 1 e 2, porque, para além de apresentar várias obras de Mário Dionísio e de outros artistas seus amigos, é constituída por 13 painéis biográficos e por vários documentos, fotografias, imagens e outros objectos.

Para assinalar esta inauguração há dois lançamentos: do livro e catálogo da exposição, Mário Dionísio – Vida e Obra, que reproduz os 13 painéis e que inclui estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio; e da Ficha 2 – o nº 2 do boletim da Casa da Achada.

O Coro da Achada também canta várias canções do seu repertório.

 

No 25 de Abril inaugura uma nova exposição: Mário Dionísio – Vida e Obra

18 de Abril de 2011

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No 25 de Abril pelas 19h inaugura a nova exposição da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio: Mário Dionísio – Vida e Obra. A exposição é constituída por 13 painéis biográficos, documentos do espólio do autor, livros, fotografias, pinturas e desenhos de Mário Dionísio e de outros autores.

Na inauguração será lançado do Catálogo da Exposição (colecção Mário Dionísio nº 4), que, além de reproduzir os painéis cronológicos da exposição, inclui uma bibliografia sumária do Autor e um conjunto de estudos e opiniões críticas sobre a obra plurifacetada de Mário Dionísio – o artista (poeta, romancista, pintor), o pedagogo e, em tudo, o intelectual interventivo, ética e politicamente. São autores dos textos: Isabel da Nóbrega, Jorge Silva Melo, João Madeira, Luís Trindade, António Pedro Pita, Rui Canário, Maria Alzira Seixo, Rocha de Sousa, Regina Guimarães, Cristina Almeida Ribeiro, Nuno Júdice, Saguenail, Manuel Gusmão e Eugénia Leal.

Será ainda distribuído o 2º número do Boletim da Casa da Achada, Ficha 2, que apresenta, além de textos, o historial da Casa da Achada desde a publicação da Ficha 1, em Setembro 2010.

O Coro da Achada cantará várias canções, algumas das quais com letras de Mário Dionísio (musicadas por Fernando Lopes-Graça ou por elementos do coro), para além de outras canções de luta e resistência de vários sítios do mundo.

 

O Coro da Achada na festa da Lega di Cultura di Piadena

12 de Abril de 2011

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«Para que serve o canto popular?
A che cosa serve il canto popolare?

– Não sei.
– Não sabes?
– Não.
– Mas há-de server para alguma coisa, não?
– Queres dizer… a função que tem…
– Sim, há-de ter uma função, ou várias.
– Foi usado por compositores de músicas “clássicas”, por exemplo, a partir de recolhas… século XIX e XX… e ainda hoje
– Não, não é isso.
– Então o que é?
– Isso é indirectamente. Eu quero saber para que serve hoje, directamente.
– Canto?
– Canta.
– Popular?
– Isso eu sei o que é – é do povo.
– Então canto popular é o canto que o povo canta.
– Mas o povo canta tanta coisa diferente…
– Eu acho que não anda a cantar muito. O que queres dizer com isso?
– O povo canta música pop da moda. O povo assobia enquanto trabalha. O povo entoa cânticos de futebol, e de outras religiões… O povo canta nas festas por cima da aparelhagem…
– Eu quando penso em canto popular, penso em canto colectivo, principalmente. Mas o canto popular também pode server para controlar, disciplinar. Olha o canto da Mocidade Portuguesa…
– Pois, tivemos em Portugal 48 anos de fascismo.
– Havia o folklore do regime – “contrafacção folclórica”, como lhe chamava o Fernando Lopes Graça.
– E o que não é contrafacção?
– É folklore autêntico.
– Mas isso é assim fácil de distinguir?
– Hmmm… pois… na altura era, não sei, talvez… Havia a ideia de restituir ao povo (doutra maneira, é claro) aquilo que lhe tinha sido roubado.
– Há-de haver critérios, alguma maneira de separar o trigo do joio.
– Mas não é só uma questão de qualidade… de distinção.
– Pois, eu percebo.
– Por que é que te calaste?
– Estava a pensar melhor…
– Em quê?
– Estava a pensar nos conceitos de «povo» e «popular». Na verdade podem ser de tal modo amplos que não servem para nada. O de «povo» não tem mesmo salvação…
– Não tem salvação?!
– Mas o de «popular», se entendermos por isso (com todas as dificuldades que estes conceitos adjectivos também possam encerrar) o que tem raízes genuinas na história social regional ou nacional, o que encerra uma tradição experimentada e que teve sentido, função social e política, o que se conexiona com uma autoria colectiva (mesmo que inicialmente de um só criador) do povo «trabalhador» (acho que este adjectivo ainda faz sentido apesar de haver não-povo que trabalha, sem dúvida, creio que será o caso do Ricardo Espírito Santo, um banqueiro português), talvez possa ser usado. Quando se canta «popular» neste sentido age-se contra o gosto e as expectativas da maioria do «povo», que tem preferência pela coisa «popular» que vem de cima, da cultura dominante. Isso é outro canto, aí é que entram os que enchem o Pavilhão Atlântico.
– Canto popular junta gente de outra maneira.
– Isso também junta uma viagem de metro.
– Canto popular implica emissão vocal…
– Isso também um grande falatório…
– Oh, pá! É canto colectivo, participativo!
– E não devia ser libertador, cantar?
– Não sei. Acho que sim. Não é só para consumir, é para produzir!
– Se calhar não é cantado por especialistas…
– Sim, e passa oralmente…
– E em mp3… hahaha!
– Hahaha!
– Bom, então e o canto popular não serve para lutar?
– Lutar como?
– Lutar – cantar em manifestações, greves, contra a injustice (entoa el pueblo unido jamás sera vencido)
– Já serviu mais.
– Tens a certeza?
– Em Itália parece que sim.
– Mas eu não estou a falar só de Itália!
– Então mas isto não é uma pergunta italiana?
– É, mas toda a gente canta no mundo todo – há canto popular no mundo inteiro.
– “Nostra patria e il mondo intero…”
– Bem, queres converser ou só pores-te a gozar?
– Mas tu também estavas a cantar!… Vá está bem. Conversa lá então.
– Eu acho que o canto popular não são as modas e a música pop. Não é uma coisa toda produzida, arranjadinha. É produção voluntária, necessária, autónoma. Acho que tem um lado emancipador quando é dissonante.
– Dissonante?
– Rugosa, não limada, espontânea, crua, dura, não apoiada em almofadas, No disco das «Seeger Sessions» do Bruce Springsteen, em que canta canções do Pete Seeger, ele diz que estas canções que vão cantar vêm de muito longe, de cantos rudes de homens e mulheres rudes: «initially these were raw and wild songs sung by raw and wild people». Creio que o respeito por esta estética não-redondinha também faz parte do conceito positivo de «popular». Depois, claro, vem o de que lado estás e o cantar com. Tudo isto e mais uma pitada de sal dá provavelmente sentido ao canto «popular» hoje.
– Mas isto é uma grande caldeirada!
– Pois é, mas a caldeirada é um prato muito saudável, cheio de ómega 3!
– Eu acho é que tem de ser sentida, tem de ser sentida para ter sentido…
– És uma romântica!
– Sou?
– És.
– Porque dizes isso?
– Achas que o canto popular é puro e selvage, lalalalala…
– Não foi isso que eu disse. Eu disse dissonante.
– Hmmm, está bem. O melhor é ficarmos por aqui.
– Ficar por aqui?! Logo agora que isto estava a aquecer?!!»

Diálogo que resultou das discussões do coro em três sessões públicas na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio sobre o tema da festa da Lega di Cultura di Piadena. Nestas ligações podem ver vídeos e imagens (em actualização).

 

25 a 28 de Março: Oficina de fantoches, cinema e pintura com Life Lessons e Corvos, leitura de A Paleta e o Mundo, Lega di Cultura di Piadena e Panorama

24 de Março de 2011

Este fim-de-semana a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio encerra dois ciclos.

No domingo, 27 de Março, às 15h30, haverá a última sessão da Oficina ‹‹Montar uma cena com fantoches›› orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas. Depois de se ter escrito a cena, ter montado o cenário e ter encenado a peça, é altura de a apresentar ao público.

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Na segunda-feira continua a leitura, com projecção de imagens das obras citadas, de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio às 18h30. Eduarda Dionísio termina a leitura do capítulo ‹‹Ao serviço de››. À noite, pelas 21h30, acontece a última sessão do ciclo Cinema e Pintura com a projecção de «Life Lessons» (episódio de Histórias de Nova Iorque, 1989, 45 min.) de Martin Scorsese e de «Corvos» (episódio de Sonhos, 1989, 10 min.) de Akira Kurosawa. Quem apresenta é João Pedro Bénard.

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Há ainda um debate de bloggers na sexta-feira, 25 de Março, às 19h30, inserida no festival Panorama organizado pela Apordoc, que tem como tema ‹‹O PREC e a actualidade››. Participam Tiago Mota Saraiva, Daniel Oliveira, Rodrigo Moita de Deus e João Villalobos com moderação de Pedro Mexia.

Durante o fim-de-semana o Coro da Achada canta em Itália, na festa da Lega di Cultura de Piadena, associação que colabora com a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. O tema da festa deste ano é ‹‹Para que serve o canto popular›› e foi discutido em três sessões públicas mensais por membros do Coro da Achada e várias outras pessoas que se quiseram juntar.

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5 a 7 de Março: Para que serve o canto popular, oficina para montar uma cena com fantoches, leitura de A Paleta e o Mundo e cinema, A bela impertinente

4 de Março de 2011

Mais três dias preenchidos e variados cá na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

Já no sábado, 5 de Março, às 15h30 acontece a terceira e última parte do debate «Para que serve o canto popular», tema da festa deste ano da Lega di Cultura di Piadena onde o Coro da Achada irá cantar (25 a 27 de Março). Após um primeiro debate a 15 de Janeiro, houve uma conversa a 5 de Fevereiro que contou com a presença de Carlos Guerreiro.

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No domingo começa uma nova oficina às 15h30: Montar uma cena com fantoches. Aproveitando os vários fantoches fabricados na oficina de Novembro, vai-se imaginar uma cena, escrevê-la, fazer o cenário e pôr os bonecos a funcionar. Esta oficina orientada por Diana Dionísio, Lena Bragança Gil e Marta Caldas destina-se a todos a partir dos 6 anos e tem um máximo de 10 participantes.

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Na segunda-feira, 7 de Março, às 18h30, inicia-se a leitura de mais um capítulo de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Eduarda Dionísio lê e comenta, acompanhada por projecção de imagens, o capítulo «Ao serviço de». À noite, pelas 21h30, aproveitando ser véspera de Carnaval, projectamos um filme de grande duração, A bela impertinente (1991, 236 min) de Jacques Rivette. Quem apresenta é Eduarda Dionísio.

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Programação de Março de 2011

28 de Fevereiro de 2011

Março 11

 

De sábado a segunda na Casa da Achada

3 de Fevereiro de 2011

Vão acontecer coisas variadas de sábado a segunda-feira na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio.

No sábado, 5 de Fevereiro, às 17h30, continua o debate «Para que serve o canto popular» proposto pela Lega di Cultura di Piadena aos participantes da sua festa anual. Como no ano passado, o Coro da Achada irá participar na festa de 2011 que se vai realizar no final de Março. Para continuar o debate que começou no passado dia de 15 de Janeiro, convidámos para se juntar a nós o músico Carlos Guerreiro, que desde 1974 tem participado em vários trabalhos de recolha de música portuguesa.

No domingo, das 15h30 às 17h30, começa uma nova oficina: Músicas com História(s). Manuel Videira mostra músicas – ditas clássicas e ditas menos clássicas – para se ouvir e conversar. Para toda a gente a partir dos 14 anos.

Oficina Músicas

Na segunda-feira, 7 de Fevereiro, inicia-se a leitura, com comentários e projecção de imagens, de um novo capítulo de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio. Cláudia Oliveira e Levina Valentim começam, às 18h30, a leitura de «A paz a preto e branco» da 5ª parte da obra. Às 21h30 projectamos mais um filme do Ciclo Cinema e Pintura: Cinco mulheres à volta de Utamaro (1946, 106 min.) de Kenzo Mizoguchi. Quem apresenta é Seixas Santos.

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020