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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Diversos’

 

Achada na Rádio – 5º programa

6 de Março de 2021

Aqui publicamos o quinto programa ACHADA NA RÁDIO, que passou no dia 5 de Março, às 17h e às 21h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito neste confinamento pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-5_20210306

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Ana Baltazar, Ana Lopo, Ana Queijo, Anna Marly, Antonino Solmer, Ariana Furtado, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Fatumata Djabula, Francisca Soares, François Béranger, Frederico Mira George, Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, Ilda Fèteira, Inês Nogueira, João Rodrigues, Laura Lemos, Lena Bragança Gil, Luca Argel, Luís de Camões, Madalena Furtado, Mamadou Ba, Manuel João Croca, Maria Letícia, Mário Dionísio, Miguel Basto, Morgane Masterman, Otis Redding & Carla Thomas, Patrícia Machado, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Regina Guimarães, Rui Marques, Santos Fernando, Serena Cacchioli, Rubina Oliveira, Susana Baeta, Toni e Zeca Afonso

Estejam atentos aos próximos programas e deixem-nos os vossos comentários!

 

Fevereiro na Casa da Achada

3 de Março de 2021

Depois de um mês de Janeiro, cortado a meio pelo confinamento, dedicado a acabar (e com sucesso!) a nossa campanha de financiamento participativo para realizarmos o espectáculo da Kantata do Tecto Incerto, a actividade pública da Casa da Achada no mês de Fevereiro decorreu quase por completo online.

Inventámos um programa para ouvir, Achada na Rádio, composto pelas vozes das pessoas que habitam e fazem viver habitualmente a Casa da Achada. Uma forma de ficarmos próximos, embora separados fisicamente. O desafio foi, pensando nos objectivos da Casa e nas sessões regulares que aí se costumam passar, recriar um pouco disso em formato áudio, para nos acompanhar no confinamento.

Em cada programa há uma voz que propõe a leitura de um pequeno excerto d’A Paleta e o Mundo (o ensaio de Mário Dionísio sobre arte e sociedade), cuja leitura dantes se fazia na Achada à roda de uma mesa, com projecção de imagens, todas as segundas-feiras. Acompanhando um dos trabalhos de bastidores que se está a fazer neste período – a edição do diário inédito de Mário Dionísio, Passageiro Clandestino – também uma voz se dedica à leitura de alguns trechos que nos deixam saborear um pouco do que será o diário publicado, cujo primeiro volume deverá sair em Abril. Há ainda uma voz que se dedica às efemérides e que em cada semana nos fala de algum acontecimento interessante. E há canções comentadas, há frases «achadas» nos textos escritos e publicados pela associação ao longo dos anos, há receitas encontradas do caderno de Mária Letícia, companheira de vida de Mário Dionísio, há cenas interpretadas pelo Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, e até há uma visita sonora à exposição que estava patente na Casa quando fomos obrigados a fechar.

No grande caldeirão do programa de rádio cabem ainda exercícios de escuta que nos preparam para os próximos «Ouvidos de tísico», desafios poético-criativos para os nossos ouvintes, uma história por episódios de uma turista fechada num hotel abandonado que usa o programa de rádio para pedir ajuda, e notícias da actualidade comentadas por pessoas diferentes, músicas, «agulhas no palheiro» e outras coisas no mínimo surpreendentes. 

Com cerca de uma hora de vozes, sons e músicas, o programa tem sido semanal.
Passa todas as sextas-feiras às 17h (com repetição às 21h) na Rádio Paralelo.
Podem voltar a ouvir todos os episódios que já passaram aqui.

Para além do programa Achada na Rádio, que é uma novidade, há uma outra rubrica de sessões que não parou neste confinamento. Os Leitores Achados, que se reúnem para ler textos em conjunto e falar sobre eles, continuam a encontrar-se, agora por videoconferência, uma vez por mês. Em Fevereiro, lemos dois contos de Francisco Keil do Amaral. A próxima sessão é no dia 28 de Março. Quem quiser participar, envie-nos um email para se inscrever e receber o link de acesso.

Como sabem, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio está fechada ao público neste período de confinamento obrigatório, mas continuamos a trabalhar no arquivo de Mário Dionísio, a recolher e catalogar livros da Biblioteca Pública, a preparar novas edições e novos projectos e a enviar pelo correio as vossas encomendas. Se precisarem de digitalizações de documentos do Centro de Documentação (ver aqui lista do espólio), de comprar livros nossos (ver aqui o catálogo das nossas edições) ou simplesmente de pedir emprestados livros ou DVDs da nossa Biblioteca e Mediateca Públicas (ver aqui o catálogo da Biblioteca e Mediateca), escrevam-nos um email (centromariodionisio@gmail.com). Encontraremos a forma de entregar livros e documentos (por correio, em mão, etc.).

Ter as portas fechadas dificulta-nos muito a recolha dos fundos necessários para pagar as contas e manter viva a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Por isso apelamos a todos os que possam que paguem as suas quotas de Amigo da Casa da Achada ou façam os donativos que quiserem por transferência bancária (NIB 0036 0000 9910 5869 2830 8). Obrigada. 

 

Poema/Quadro 5.

3 de Março de 2021

Um poema de «Memória de um pintor desconhecido», um livro de poesia de Mário Dionísio de 1965, fez-nos encontrar um quadro de René Magritte, uma das suas duas pinturas chamadas «La condition humaine» (A condição humana), dos anos 30.
Um pergunta pela inspiração, o outro pelo quadro. Onde estão ambos, afinal?


72.

Entrou aqui a inspiração
pela janela aberta
apanhou o artista de surpresa
que não cria nela

Entrou num turbilhão
de incerteza
e oferta

Entrou saiu
e só deixou
no vazio que encontrou

um quarto um cavalete uma janela

 

Achada na Rádio – 4º programa

27 de Fevereiro de 2021

Aqui publicamos o quarto programa ACHADA NA RÁDIO, que passou no dia 26 de Fevereiro, às 17h e às 21h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito neste confinamento pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-4_20210226

Entre outros ingredientes, este programa tem dentro: Ana Baltazar, Ana Queijo, Anabela Cardoso, Antoine Renard, Antonino Solmer, Catarina Carvalho, Carlos Mendonça, Diana Dionísio, Estraca, Eupremio Scarpa, Georg Grosz, Gianfranco Azzali (Micio), Hans Leip, Inês Nogueira, Jacques Prévert, Jean Lurçat, Jean-Baptiste Clément, João Dias, João Rodrigues, John Berger, Käthe Kollwitz, Lale Anderson, Lena Bragança Gil, Léo Ferré, Lucio Dalla, Maria Letícia, Marianne Oswald, Mário Dionísio, Max Aub, Mónica Amaral Santos, Morgane Masterman, O Dini Projekt, Pablo Hazél, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Priolo, Regina Guimarães, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Sónia Gabriel, Susana Baeta, Toni, Victor Hugo e Yves Montand.

Estejam atentos aos próximos programas e deixem-nos os vossos comentários!

 

Poema/Quadro 4.

24 de Fevereiro de 2021

OS  GALOS DE LURÇAT

Num turbilhão de folhas e de sóis
entre nuvens peixes pedras luas estrelas
cantam os galos de Lurçat

Bom dia corações de girassol e astros com cabelos
Bom dia homens com raízes

Pairam na lã os ares
do Loire e do Garona
meiga luz de velhíssimos teares
cheiro a cachos do Beaune
meiga luz dos mil matizes do aroma
da doce terra de França

Entre troncos caídos em clareiras virgens
graves galos garbosos
de esporões floridos
com a manhã nas cristas

Que outras horas são estas
Que outros sítios e olhos? Que mendigos em festa?
Que serenidades imprevistas?

Galos negros e azuis
entre o presente e o futuro
traçam nos túneis absurdos
esguias figuras mudas

Galos verdes e castanhos
rasgam na alma os lanhos
da poeira dos anos

Galos vermelhos brancos amarelos
no ponto robusto de ásperas lãs
soltam clarins nas ruínas ermas dos castelos
de que se erguem amanhãs

Oh universos suspensos de Lurçat nos nevoeiros densos
da doce terra de França
Oh fanfarras desgrenhadas nas auroras dúbias e ousadas
na doce terra de França

Teus galos cantam fúria e eu oiço amor
teus galos cantam dor e luto e noite e eu oiço
esperança


 

Mário Dionísio admirava muito as tapeçarias de Jean Lurçat.

Em 1950 escreveu este poema que acompanhamos com a imagem de um dos seus muitos galos tecidos em lã.

 

Achada na Rádio – 3º programa

20 de Fevereiro de 2021

Aqui publicamos o terceiro programa ACHADA NA RÁDIO, que passou no dia 19 de Fevereiro, às 17h e às 21h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito neste confinamento pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-3_20210219

Entre outros ingredientes, este programa tem lá dentro: Ana Baltazar, Ana Queijo, Antonino Solmer, Bárbara Assis Pacheco, Bruno Fontanella, Chica, Collette Magny, Diana Dionísio, F. Pedro Oliveira, Filomena Marona Beja, Francisco Keil do Amaral, Grupo de Teatro Comunitário da Casa da Achada, Inês Nogueira, José Gomes Ferreira, José Smith Vargas, Lega di Cultura di Piadena, Lena Bragança Gil, Madalena Ávila, Margarida Guia, Maria Letícia, Mário Dionísio, Morgane Masterman, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Peinture Fraîche, Priolo, Regina Guimarães, Rubina Oliveira, Santos Fernando, Serena Cacchioli, Seroli Cacchiena, Susana Baeta, Tom Zé, Tomás Dominguez Basto, Toni.

Estejam atentos aos próximos programas e deixem-nos os vossos comentários!

 

Poema/Quadro 3.

16 de Fevereiro de 2021

O poema 61 do livro “Le feu qui dort”, de Mário Dionísio, lembrou-nos um quadro de Turner, “Waves breaking against the wind”… porque diz assim:

61.
Já não há navio
nem mastro nem remo
Só vagas em redor à direita e à esquerda

Sê pois o grão a chama
que à tona mantém
a jangada da musa onde naufrago

É a tradução portuguesa de Regina Guimarães do poema que Mário Dionísio escreveu em francês:

61.
Y a plus de navire
plus de mât plus de rame
À droite à gauche tout autour rien que des flots

Sois le grain et la flamme
qui tient à fleur de l’eau
ce radeau de la muse où je chavire

 

Achada na Rádio – 2º programa

13 de Fevereiro de 2021

Aqui publicamos o segundo programa ACHADA NA RÁDIO, que passou no dia 12 de Fevereiro, às 17h e às 21h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito neste confinamento pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/2020-02-12-achada-na-radio-2

Entre outros ingredientes, este programa tem lá dentro: Alberto Péssimo, Ana Baltazar, Ana Queijo, André Silva, Coro da Achada, Diana Dionísio, Fernando Pessoa, Inês Nogueira, João Cabaço, José Carlos Vasconcelos, Lena Bragança Gil, Luca Argel, Manuela Porto, Maria Letícia, Mário Dionísio, Marisa Monte, Morgane Masterman, Norton de Matos, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Regina Guimarães, Ricardo Pita, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Susana Baeta, Toni.

Estejam atentos aos próximos programas e deixem-nos os vossos comentários!

 

Poema/Quadro 2.

11 de Fevereiro de 2021

Esta semana lembrámo-nos de um quadro de Kazimir Malevich, Quadrado branco sobre fundo branco, um óleo sobre tela, de 79,4 × 79,4 cm, pintado em 1918.
Uma pintura conservada no Museum of Modern Art, em Nova Iorque, nos EUA.
A propósito deste belo poema de Mário Dionísio, incluído no livro Memória de um pintor desconhecido, de 1965.

Branco de neve
branco de leite
 
branco de cal
branco de lua
 
Contra branco outro branco
Um outro branco ainda sobre um novo branco
de espuma
com areia quase branca
 
Toda a ternura a fadiga a mágoa imensa
do branco contra branco sobre branco
na brancura mergulha branca flui
 
Branco entre limos
Branco entre mastros
 
Por túneis brancos ruas brancas sombras brancas
maciamente o branco longamente inventa branco
na crua branca amargura dos anos cegos Brancos

 

Achada na Rádio – 1º programa

6 de Fevereiro de 2021

Aqui publicamos o primeiro programa ACHADA NA RÁDIO, que passou no dia 5 de Fevereiro, às 17h e às 21h, na Rádio Paralelo.

Um programa para ouvir feito neste confinamento pelas vozes que frequentam e compõem a Casa da Achada, com notícias de actualidade, divulgação da obra de Mário Dionísio e não só, leituras e releituras, invenções, efemérides, canções e até uma rubrica de cozinha! Ouçam!

https://archive.org/details/ar-1_20210205

Entre outros ingredientes, este programa tem lá dentro: Adão Contreiras, Ana Queijo, Ângelo Teixeira, Birds on a Wire, Charlot, Coro da Achada, Diana Dionísio, Eupremio Scarpa, Inês Nogueira, João Cabaço, Lena Bragança Gil, Maria Letícia, Mário Dionísio, Miguel Serrano e José Jorge Letria, Morgane Masterman, Paula Loura Baptista, Pedro Rodrigues, Pedro Soares, Regina Guimarães, Rubina Oliveira, Serena Cacchioli, Susana Baeta, Toni, Vera Baeta.

Estejam atentos aos próximos programas e deixem-nos os vossos comentários!

 

Poema/Quadro 1.

3 de Fevereiro de 2021


Aqui vai um dos poemas de O riso dissonante, que nos fez lembrar um quadro de Fernand Léger (uma das versões de Les constructeurs), um pintor que Mário Dionísio admirava. E, curiosamente, quadro e poema são os dois de 1950…

27.
um boné de pala sobre o mundo
hirto de sombra iluminada
lança uma flor de arremesso nítida
erguendo bairros de frescor

sobre máquinas novas homens velhos
mudam a pele às horas oleosas
canta atrevido entre o fumo denso
das chaminés um pássaro invisível

com as blusas manchadas com as mãos manchadas
com o riso e a voz para sempre manchados
homens áfonos soltam o prenúncio
da alegria do tempo inevitável

 

Atingimos os mínimos!

26 de Janeiro de 2021

Caros amigos, nem queremos acreditar! Chegámos ao objectivo da nossa campanha para a Kantata do Tecto Incerto! Os tais 13.000€, o tal mínimo que nos permitirá pôr esta ideia de pé.

Obrigada a todos os que apoiaram esta ideia até agora.

Todos aqueles que ainda queiram dar um contributo para este projecto podem ainda fazê-lo até dia 2 de Fevereiro (até às 18h) na plataforma ppl.pt/causas/kantata. Se preferirem podem fazer também transferência para a nossa conta (0036 0000 9910 5869 2830 8) para apoiar a Kantata, ou para pagar quotas de Amigos ou fazer donativos para a sobrevivência e a actividade da Casa da Achada em geral (por favor, enviem-nos um mail a dizer a que se refere a vossa transferência).

 

A campanha para a Kantata do Tecto Incerto aproxima-se do fim

18 de Janeiro de 2021

A campanha de financiamento colaborativo (crowdfunding) para a realização da Katanta do Tecto Incerto, lançada pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio no passado dia 4 de Dezembro já só poderá receber apoios até ao dia 2 de Fevereiro.

Pedimos a todos os que querem ver esta ideia de pé que façam um último esforço na divulgação da campanha e àqueles que deixaram para o fim que se apressem a contribuir.

Para contribuir e ver as recompensas que te esperam,
clica no botão abaixo e segue os passos:

Tal como em 2013 com a Kantata d’Algibeira, pretende-se juntar pessoas que habitualmente escrevem, encenam ou fazem música, com outras pouco habituadas às luzes da ribalta, seja em cima do palco seja na plateia. Vizinhos de perto e de longe, gente que sente na pele as garras da especulação imobiliária, que vem partilhar as suas inquietações e as suas propostas e construir colectivamente a Kantata do Tecto Incerto: um espectáculo que quer intervir com vozes e vontades na discussão sobre o direito à habitação e à cidade.

A campanha de crowdfunding tem a duração de 2 meses e desenvolve-se na plataforma PPL. Pretende atingir os 13 000 euros, quantia mínima necessária para que possa realmente acontecer. Sempre na corda bamba económica e sem ter conseguido apoios institucionais para esta Kantata, a CA-CMD conta agora apenas com a sua comunidade de amigos, felizmente tão alargada. Mãos capazes de apoiar.

A plataforma PPL permite que as contribuições sejam feitas por Multibanco, MBWay, cartão de crédito, transferência bancária ou Paypal.

Por favor, contribui e/ou divulga esta campanha!

 

Aviso: sessões adiadas

14 de Janeiro de 2021

Na sequência do anúncio do confinamento geral por parte do Governo, e tendo em conta as regras que decretam o encerramento dos equipamentos culturais, suspendemos e adiamos as sessões programadas para sexta-feira 15 de Janeiro de 2021 (Estes livros por alguma razão: Judite Canha Fernandes fala de A queda de Albert Camus) e segunda-feira 18 de Janeiro de 2021 (Leitura colectiva d’A Paleta e o Mundo e sessão de cinema Still life de Jia Zhangke). Adiamento para data a anunciar oportunamente, no momento em que seja anunciada pelas autoridades responsáveis a data de reabertura.Sobre as outras sessões e actividades de Janeiro e Fevereiro daremos mais notícias em breve.

 

Dezembro, presentes com um pé no futuro!

7 de Janeiro de 2021

Este ano, o fim-de-semana «diferente» que costuma acontecer na Casa da Achada nas vésperas das festas, estendeu-se por todo o mês de Dezembro. Decidimos que o vírus não iria encostar-nos e demos-lhe a volta, prolongando por vários dias o que habitualmente fazemos em dois ou três. Estivemos presentes com um pé no futuro!

O pretexto da quadra serviu para ajudar a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio a ficar aqui por mais uns tempos: havia presentinhos para todos os gostos – livros, calendários, crachás, até coisas doces! Todos presentes com um pé no futuro.

Iniciámos o mês com o lançamento do crowdfunding (que ainda vai decorrer até dia 2 Fevereiro de 2021) para realizar um espectáculo chamado «A Kantata do Tecto Incerto» onde se quer dar voz a quem a não tem para que cante o seu direito a ter casa.

Depois do lançamento, aproveitamos para conversar sobre os problemas ligados à habitação com Ana Gago (HABITA) e João Eça (STOP DESPEJOS).

Podem ver aqui alguns testemunhos sobre a importância de falar destes temas e de realizar este projecto artístico:

  1. https://www.youtube.com/watch?v=oDu49tyUTcg
  2. https://www.youtube.com/watch?v=I6X8jYTjg88
  3. https://www.youtube.com/watch?v=HdXP57XulLE

Também no Ouvido de Tísico do mês falou-se de histórias de habitação entre músicas e palavras…

Em dois fins-de-semana, em duas manhãs de pré-confinamento, tivemos duas oficinas de pintura para crianças até aos 10 anos em que, a partir dos quadros de Van Gogh, demos azo à imaginação e tivemos oportunidade de aprender diferentes técnicas de pintura com Cristina Basto.

No dia 10 de Dezembro, no âmbito do Ciclo dedicado a Van Gogh – que sonhou de fazer uma cooperativa de pintores – organizamos uma conversa/debate com vários colectivos das artes para falarmos dos porquês de se juntarem. Ouvimos as vozes de: Oficina do Cego, Toupeiras, Pizz-Buin e outros…

No dia 11, Sara Barbosa veio fazer uma sessão de «Estes livros por alguma razão» e falou e do livro de poesia «Um dia e outro dia…» de Irene Lisboa com várias incursões na obra de Mário Dionísio.

No dia 18 de Dezembro houve o lançamento do livro «AQUI ESTAMOS LADO A LADO, COMO SEMPRE. E ASSIM CONTINUAREMOS – JOAQUIM NAMORADO E MÁRIO DIONÍSIO: CORRESPONDÊNCIA» editado pela Lápis de Memórias e pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio. Houve apresentação de António Pedro Pita – que organizou o volume e escreveu as notas – em conversa com Eduarda Dionísio.

E não faltou uma pequena actuação do coro da Achada, com três canções de Lopes-Graça com poemas de Mário Dionísio e Joaquim Namorado.

O livro está à venda na Casa da Achada. Pode ser comprado também por encomenda aqui ou escrevendo para: centromariodionisio@gmail.com

Continuaram também as actividades regulares da Casa: o ciclo de cinema dedicado a Van Gogh e outros pintores (mudou o horário para as 20h30 por causa do recolher obrigatório às 23h), as leituras d’«A Paleta e o Mundo» (todas as Segundas às 18h30) e os Leitores Achados (que este mês leram, em videochamada, o conto «Entre profissionais» de Mário Dionísio).

A exposição continua aberta e visitável nos seguintes horários: segunda e sexta-feira das 15h às 20h e sábado das 10h às 13h.

 

GABRIELA DIAS

16 de Dezembro de 2020

Mais uma grande falta na Casa da Achada-Centro Mário Dionísio: morreu Gabriela Dias, sócia fundadora, com 90 anos acabados de fazer. Amiga de Mário Dionísio, com quem privou sobretudo no Liceu Camões onde fez o estágio e foi longos anos professora de filosofia, e também de Maria Letícia, companheira de Mário Dionísio.

Fez uma intervenção sobre essa relação na sessão de abertura desta associação, em 2009, e foi frequentando regularmente a Casa da Achada durante mais de 10 anos, nomeadamente as leituras semanais de A Paleta e o Mundo e sessões semanais de cinema, e assegurando a orientação de outras sessões: visita ao bairro (Lisboa era uma das suas paixões), leitura de Montanha mágica (era uma grande, grande leitora).

Era professora militante. Esteve com alguns de nós durante 10 anos na associação cultural Abril em Maio. Os mesmos (e outros) lembrar-se-ão sempre dela no Movimento de Esquerda Socialista, na Contra a Escola Capitalista, na campanha do Otelo de 1976, no SPGL – delegada sindical do Camões, da Escola do Laranjeiro (quando este sindicato era outro). Era militante por natureza e não por obediência ou conveniência.

Um depoimento de Gabriela Dias, gravado por Regina Guimarães em 2009, dirá bastante do que ela foi, mas evidentemente pouco do que ela fez:

E assim nos despedimos «até sempre», com muitas e muitas saudades já.

 

Presentes à venda…

9 de Dezembro de 2020

Aqui vos deixamos uns cheirinhos do que está à venda, durante o mês de Dezembro (até dia 28).
Passem por cá para levar prendas e ajudar a Casa da Achada!
Podemos também fazer envios pelo correio, contra transferência bancária
(acresce o valor dos portes de envio; não nos responsabilizamos pela mora dos CTT…)
Lembramos também que está a decorrer o crowdfunding para a Kantata do Tecto Incerto:
VER AQUI COMO APOIAR

Calendário 2021
que está lindo! para um 2021 diferente de 2020
5 €

Pins, ímans, marcadores de livros, brincos e penduricalhos
com frases e quadros de Mário Dionísio e outros
ímans em cerâmica (reverte para o crowdfunding da Kantata) – 4 €
ímans de madeira – 3 €
marcadores de livros em madeira – 1, 5 €
pins e ímans pequenos – 1 €
brincos de madeira – 3 € (um) / 5 € (par)
penduricalhos – 3 €

Cadernos
com desenhos de Regina Guimarães e frases de Mário Dionísio (na capa e contracapa)
A5 – 4 €
A6 – 3 €

Cebola caramelizada
Doce de tomate
3 € / 5 €

Conjunto de autocolantes 25 de Abril
feitos por Alain Campos, Amarante Abramovici, André Ruivo, Banlieue Banlieue, Bárbara assis Pacheco, Beatriz Bagulho, Cristina Reis, dan, Dedo Mau, Francisca Lima, Joana Boléo, João Alves, João Bonito, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marxa, Nadine Rodrigues, PAM, Paulo Barrosa, Pedro R, Pedro Zamith, Pierre Pratt, Sara e André, Sónia Gabriel e Tinta Crua
5 €

Sacos de pintados à mão
por Diana Dionísio, José Smith Vargas, Marta Caldas, Marta Raposo, Nadine Rodrigues, Olga Pavlovski, Pedro Rodrigues, Pierre Pratt, Regina Guimarães, Rita Oliveira Dias, Sónia Gabriel e outros…
7 €

As nossas edições
várias muito variadas!
as mais recentes: Contos completos e Sobre Van Gogh, ambas com textos de Mário Dionísio
no dia 19 será lançada uma nova edição, que já podem comprar: a correspondência entre Mário Dionísio e Joaquim Namorado, com organização de António Pedro Pita
ver aqui o catálogo das nossas edições (livros), com descontos para os Amigos da Casa da Achada
e ainda (para além do catálogo acima):
CDs do coro – 5 €
CD Negro em chão de sangue verde – 5€
CD Bruno Fontanella – 10 €
DVD Conheces esta terra? – 7€ / 5 € (para Amigos da Casa da Achada)
DVD Kantata d’Algibeira – 10 €

Edições de outros
várias variadíssimas, venham ver!
vários preços
incluindo, algumas edições referentes a Mário Dionísio, como:
Poesia Completa de Mário Dionísio (ed. Imprensa Nacional – Casa da Moeda): 30 €
Nova Síntese com intervenções do Congresso Internacional Mário Dionísio – 8 €
A morte é para os outros, contos de Mário Dionísio (ed. O Jornal) – 5 €

Livros em 2ª mão
variadíssimas…
preços variados, muuuito baratinhos!

Serigrafias com desenhos de Mário Dionísio
40 € (cada) / 170 € (as cinco)

 

Fundos para a Kantata do Tecto Incerto

4 de Dezembro de 2020

Esta sexta-feira, dia 4 de Dezembro às 18h30, a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio (CA-CMD) lançamos uma campanha de financiamento colaborativo (crowdfunding) que lhe permita levar a cabo a Katanta do Tecto Incerto.

Tal como em 2013 com a Kantata d’Algibeira, pretende-se juntar pessoas que habitualmente escrevem, encenam ou fazem música, com outras pouco habituadas às luzes da ribalta, seja em cima do palco seja na plateia. Vizinhos de perto e de longe, gente que sente na pele as garras da especulação imobiliária, que vem partilhar as suas inquietações e as suas propostas e construir colectivamente a Kantata do Tecto Incerto: um espectáculo que quer intervir com vozes e vontades na discussão sobre o direito à habitação e à cidade.

A campanha de crowdfunding tem a duração de 2 meses e desenvolve-se na plataforma PPL. Pretende atingir os 13 000 euros, quantia mínima necessária para que possa realmente acontecer. Sempre na corda bamba económica e sem ter conseguido apoios institucionais para esta Kantata, a CA-CMD conta agora apenas com a sua comunidade de amigos, felizmente tão alargada. Mãos capazes de apoiar.

Para contribuir e ver as recompensas que te esperam,
clica no botão abaixo e segue os passos:

A plataforma PPL permite que as contribuições sejam feitas por Multibanco, MBWay, cartão de crédito, transferência bancária ou Paypal.

Na Casa da Achada há também um «canto da Kantata» com mais informações e alguém para ajudar quem tiver mais dificuldades com as ferramentas electrónicas.

Por favor, contribui e/ou divulga esta campanha!

 

PRESENTES com um pé no futuro

2 de Dezembro de 2020

Este ano, o fim-de-semana “diferente” que costuma acontecer na Casa da Achada nas vésperas das festas estende-se por todo o mês de Dezembro. Decidimos que o vírus não iria encostar-nos e demos-lhe a volta, prolongando por vários dias o que habitualmente fazemos em dois ou três. Estamos presentes com um pé no futuro!

Dezembro é uma altura em que o pretexto da quadra serve para ajudar a Casa da Achada – Centro Mário Dionísio a ficar aqui por mais uns tempos: há presentinhos para todos os gostos – livros, calendários, crachás, até coisas doces! – e os Amigos podem aproveitar para pagar as suas quotas e trazer outros amigos que façam o mesmo. Serão presentes com um pé no futuro!

Este ano, Dezembro é também o início de um crowdfunding que, esperamos nós, irá ajudar a Casa da Achada a concretizar um projecto que quer intervir com vozes e vontades na discussão de uma questão que não é alheia a ninguém. A Kantata do Tecto Incerto será um encontro de vozes que sofrem na pele o problema da habitação. Contará com elementos do Coro e do Grupo de Teatro Comunitário da Achada, de pessoas que ainda são vizinhas do bairro e de outras que por aqui habitam de várias formas. E queremos trazer amigos que vivem em paragens mais longínquas mas que nos são muito próximos, como a Margarida Guia e o Luiz Rosas, para nos ajudarem a dar forma a este coro de vozes faladas. Dezembro é o ponto de partida desta campanha de angariação de fundos para este projecto e toda a ajuda será muito bem-vinda! Mãos capazes de apoiar.

Pelo meio, o ciclo Van Gogh continua com filmes, conversas e uma oficina (já tínhamos saudades!) e continuam as rubricas habituais em torno de livros e de sons.

Com excepção dos dias 26 e 27 de Dezembro, estamos abertos às sextas-feiras e às segundas-feiras das 15h às 20h e também aos sábados das 10h às 13h. Quase sempre há sessões – o melhor é ver o programa!

PROGRAMA de sessões:

4 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Lançamento da campanha de crowdfunding Kantata do Tecto Incerto e conversa sobre os problemas da habitação com Ana Gago, João Eça e outros.

5 DEZ – sábado
– 10h: Ouvido de Tísico nº 21 (sessão de escuta) – Os três porquinhos ou Histórias de habitação (versão curta)

6 DEZ – domingo
– 10h: Ciclo Van Gogh – Oficina CONHECES O VINCENT? com Cristina Basto (idealizada para pessoas dos 5 aos 10 anos; com inscrições)

7 DEZ – segunda-feira
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – NIKIAS SKAPINAKIS – O TEATRO DOS OUTROS, de Jorge Silva Melo

10 DEZ – quinta-feira
– 18h: Ciclo Van Gogh – Conversa com colectivos das artes sobre o porquê de se juntarem.

11 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Estes livros por alguma razão – Sara Barbosa fala de UM DIA E OUTRO DIA de Irene Lisboa.

13 DEZ – domingo
– 10h: Ciclo Van Gogh – Oficina «Conheces o Vincent?» com Cristina Basto (idealizada para pessoas dos 5 aos 10 anos; com inscrições)

14 DEZ – segunda-feira
– 18h30: Leituras colectivas A paleta e o mundo, com projecção de imagens – Capítulo «Visita à oficina»
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – CARAVAGGIO, de Derek Jarman

18 DEZ – sexta-feira
– 18h30: Lançamento do livro, co-editado pela Lápis de Memórias e pela Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, AQUI ESTAMOS LADO A LADO, COMO SEMPRE. E ASSIM CONTINUAREMOS – JOAQUIM NAMORADO E MÁRIO DIONÍSIO: CORRESPONDÊNCIA, com leitura, apresentação e notas de António Pedro Pita, que estará presente na sessão.

20 DEZ – domingo
– 16h: Encontro de Leitores Achados

21 DEZ – segunda-feira
– 18h30: Ciclo Van Gogh – Leitura comentada do capítulo d’A PALETA E O MUNDO sobre Van Gogh com projecção de imagens.
– 20h30: Ciclo de cinema Van Gogh – BASQUIAT, de Julian Schnabel

Lotação na Zona Pública: 5 pessoas
Lotação durante as sessões: 20 pessoas, com máscara.

 

Novembro na Achada

27 de Novembro de 2020

Em Novembro a Casa da Achada foi obrigada a dar prova de flexibilidade para adaptar-se às inúmeras mudanças de dias e horários das sessões por causa dos recolheres obrigatórios e proibições de circulação.

Conseguimos, ainda assim, manter quase tudo o que tínhamos previsto…

O cinema passou a ser às 20h30, o que dificultou o jantar, mas que nos permitu ainda ver filmes juntos e irmos para casa antes da hora estabelecida.

Iniciámos o mês com uma conversa fulcral do nosso ciclo dedicado a Van Gogh e à pintura, sobre loucura e obra. Saguenail falou do texto de Artaud sobre o pintor holandês, Van Gogh, o suicidado da sociedade e guiou-nos no relato da sua vida, seguindo o fil rouge da relação ambígua entre saúde mental e produção artística.

No dia 8 de Novembro – na sessão da rubrica «Não deixarei que me separem de ti mundo» – conversámos com três colectivos que, durante a pandemia, criaram cantinas solidárias em Lisboa e Almada: o RDA, a Seara e o AMA. A conversa, sobre temas relacionados com a diferença entre caridade e solidariedade, activismo e política, prolongou-se por quase duas horas e pode ainda ser vista aqui.

Na sexta-feira 13 tivemos sorte: houve mais uma sessão do Ciclo Van Gogh, uma palestra preparada por Manuel Nunes sobre a correspondência entre Vincent Van Gogh e seu irmão Théo. Pudemos, assim, mergulhar na vida e nas palavras do pintor.

A comunidade de leitura dos Leitores Achados, na sexta-feira 20, divertiu-se bastante na discussão de um conto surrealista e satírico de Alberto Moravia, chamado «A rosa», uma história de liberdade e de não conformismo narrada a partir da vida de dois insectos.

O Ouvido de Tísico n.º 20 de Novembro, seguindo a temática do mês, dedicou-se à exploração dos significados de loucura e de normalidade através de palavras, diálogos, canções e músicas. Tudo narrado pela voz inconfundível de Diana Dionísio.

Agora estamos a preparar um Dezembro cheio de actividades… fiquem atentos à programação!

 

Solidariedades durante a pandemia – sessão online

8 de Novembro de 2020

AQUI ESTÁ O LINK PARA VER A SESSÃO:
https://www.youtube.com/watch?v=xJawww6ck-o
ATENÇÃO! NOVO LINK PARA A CONTINUAÇÃO:
https://www.youtube.com/watch?v=IufmqV1VPys
Podem também ver pelo facebook: https://fb.watch/1DQTOERUBb/

Podem fazer comentários e deixar questões, comentando esta notícia.

 

Outubro #2

30 de Outubro de 2020

O mês de Outubro findou com duas sessões bem distintas.

Na sexta-feira 23, Joana Cabral veio falar-nos de um livro que de alguma forma lhe mudou a vida. Uma obra que ela própria traduziu e que será editada em breve. Um clássico esquecido, Notre-Dame de Paris de Victor Hugo.

No sábado 24 foi a vez do Ouvido de Tísico dedicado ao concerto de Zeca Afonso no Teatro Avenida de Coimbra em 1968. Diana Dionísio falou-nos dos bastidores, do processo de gravação e de outras curiosidades à volta deste concerto pouco conhecido.

Sessão de escuta do Ouvido de Tísico

No domingo 25, os Leitores Achados leram e conversaram animadamente sobre um conto de Luísa Costa Gomes chamado Oir ese río, do livro «Império do amor».

Em Novembro continuará o nosso ciclo dedicado ao Van Gogh com filmes variados e conversas vivas. Consultem a programação aqui e no facebook da Casa da Achada.

 

Outubro na Achada

22 de Outubro de 2020

A Casa da Achada tem estado bem viva neste Outono. Iniciámos um «Ciclo Van Gogh», que terá sessões várias a partir do que nos sugeriram os ensaios de Mário Dionísio editados pela CA-CMD há alguns meses atrás. E começou um novo ciclo de cinema, também dedicado a Van Gogh, um pintor cuja vida e obra inspirou muitos filmes.

Também recomeçaram as leituras d’A Paleta e o Mundo, todas as segundas-feiras às 18h30 e os encontros dos «Leitores Achados», que costumam calhar no último domingo de cada mês.

O Grupo de Teatro Comunitário está a fazer ensaios às terças-feiras às 20h30 e está a fazer um trabalho novo a partir de um conto de Mário Dionísio. Está aberto a quem se queira juntar.
O coro da Achada tem ensaiado ao ar livre às 21h de quarta-feira. Basta ter vontade para vir cantar também!

Avizinham-se outras sessões do ciclo Van Gogh e não só! Vejam a programação aqui.

 

A Casa da Achada fez 11 anos!

6 de Outubro de 2020

Já não cabemos nos dedos das mãos! São 11 anos de porta aberta e já uma dúzia desde que a associação foi criada.  São 11 anos a ler, arquivar, ouvir, ver filmes, cantar, fazer teatro, fotocopiar, debater, expor, editar, intervir, abrir horizontes, escrever, traduzir, descobrir, inventar, perguntar…

Este ano festejámos o aniversário no fim-de-semana de 26 e 27 de Setembro, apesar das estranhas circunstâncias em que nos encontramos…

Inaugurámos uma nova exposição chamada AS PASSADAS PROLONGADAS NOUTROS PASSOS, cujo fio condutor é o diálogo entre alguns pintores convidados e poemas de Mário Dionísio em torno da temática da resistência, tendo estes últimos servido de ponto de partida para os quadros expostos, todos eles originais.

Além de professor e crítico, Mário Dionísio foi escritor, pintor e resistente. Quer datem de anos anteriores ou posteriores à revolução de Abril, os  textos que escreveu e as telas que pintou espelham, amplificando-as, as suas preocupações políticas e o seu desejo de participar no parto dum mundo menos infame, mas também as terríveis decepções de alguém que se recusa a asfixiar a esperança. Textos e telas são não menos rasto duma conversa ininterrupta com a literatura e a pintura.

Viajar na poesia de Mário Dionísio através do olhar de Adão Contreiras, Alberto Péssimo, Bárbara Assis Pacheco, Carlos Mendonça, Frederico Mira George, Gonçalo Pena, Isabel Amaral, João Alves, José Smith Vargas, Margarida Alfacinha, Miguel Carneiro e Sofia Areal foi a nossa afoita proposta.

No sábado 26 de Setembro, às 17h, depois da inauguração da exposição, tivemos uma maratona de 3 leituras do conto «Assobiando à vontade» de Mário Dionísio. Com a voz de Inês Nogueira e o som de Artur Pispalhas.

Às 19h, o Grupo de Teatro Comunitário da Achada e alguns outros participantes especiais decidiram ocupar o Largo da Achada e mandar mensagens das janelas… ora lançadas aos gritos, ora lançadas em faixas.

A festa continuou no domingo, 27 de Setembro, com uma leitura a várias vozes d’O DRAMA DE VICENTE VAN GOGH de Mário Dionísio…

Ao fim da tarde, acabámos os festejos com o inevitável: o espectáculo do coro, distanciado mas feliz, no Largo da Achada.

 

Agosto 2020

28 de Agosto de 2020

As sessões da Casa da Achada não foram de férias em Agosto…

No sábado passado, dia 22, continuaram os jogos de escrita online propostos por Regina Guimarães e, à tarde, tivemos uma sessão de Ouvido de Tísico onde cada palavra puxava uma canção e fazia um caminho de canções.

Ilse Losa – escritora Foto:arquivo jn 01/04/1983

No domingo, a comunidade de leitura dos Leitores Achados reuniu-se no quintal para ler dois contos de Ilse Losa, falando também da sua amizade com Mário Dionísio e fazendo algumas incursões na sua correspondência.

Segunda-feira voltou o cinema ao ar livre com uma sessão de curtas à volta da Casa da Achada…

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2020