{"id":5699,"date":"2016-08-04T18:08:58","date_gmt":"2016-08-04T18:08:58","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5699"},"modified":"2016-08-18T17:00:27","modified_gmt":"2016-08-18T17:00:27","slug":"5699","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5699","title":{"rendered":"Para que serve a mem\u00f3ria"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5709\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1-724x1024.jpg\" alt=\"para que serve a mem\u00f3ria - pequeno\" width=\"550\" height=\"778\" srcset=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1-724x1024.jpg 724w, http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1-212x300.jpg 212w, http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1-768x1086.jpg 768w, http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/para-que-serve-a-mem\u00f3ria-pequeno-1.jpg 1000w\" sizes=\"(max-width: 550px) 100vw, 550px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 o tema que nos vai ocupar na \u00faltima semana de Agosto. Lembrando <strong><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=4890\">MK<\/a><\/strong> (Ma\u00e7ariku , Vitor Ribeiro &#8211; <a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5026\">ver mais aqui<\/a>)\u00a0 que est\u00e1 ao centro da grande rela\u00e7\u00e3o com a <strong><a href=\"http:\/\/www.legadicultura.it\/\">Lega di Cultura di Piadena<\/a><\/strong>, nascida h\u00e1 quase 50 anos, que alguns de n\u00f3s conhecem quase h\u00e1 20, que vai estar connosco uma vez mais na Casa da Achada &#8211; Centro M\u00e1rio Dion\u00edsio, um grupo para quem a mem\u00f3ria foi sempre, de uma forma ou de outra, um tema.<\/p>\n<p>\u00c9 um tema que nos preocupa tamb\u00e9m. Uns dir\u00e3o \u00abn\u00e3o serve para nada\u00bb, outros \u00abpara tudo\u00bb. Mas o que nos parece importante tratar \u00e9: <strong>que e quem lembrar? que e quem \u00e9 esquecido? Como fazer das nossas cabe\u00e7as \u00abarquivos\u00bb sem cotas mas vivos? E para fazer o qu\u00ea com eles? Por exemplo, ser\u00e1 poss\u00edvel pegar em dram\u00e1ticos e controversos problemas como o trabalho ou as fronteiras, como se fosse pela primeira vez?<\/strong><\/p>\n<p><strong>A fotografia<\/strong> \u00e9 entre muitas outras coisas mais, um trabalho de mem\u00f3ria \u2013 durante ou depois.<\/p>\n<p><strong>GIUSEPPE MORANDI<\/strong> fotografa h\u00e1 60 anos talvez. Come\u00e7ou pelos camponeses da sua terra, na plan\u00edcie do P\u00f3, It\u00e1lia, que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1. Foi parar nos \u00faltimos tempos aos imigrantes de v\u00e1rios continentes que agora l\u00e1 vivem e cumprem no mesmo lugar os poucos trabalhos que ainda restam. Irrita-se porque hoje as pessoas dizem gostar mais das suas fotografias do passado do que das do presente\u2026<\/p>\n<p>No dia 25 de Agosto, \u00e0s 18h, inaugura, com visita guiada, uma <strong>exposi\u00e7\u00e3o antol\u00f3gica<\/strong> deste fot\u00f3grafo, autodidacta, que exp\u00f5e em Portugal desde 1996. \u00c9 a sua segunda exposi\u00e7\u00e3o na Casa da Achada. T\u00edtulo da primeira: \u00ab<strong>Deus no telhado e os novos anjos\u00bb, <\/strong>com que festej\u00e1mos o 25 de Abril de 2012.<\/p>\n<p>\u00c0s dezenas de fotografias a preto e branco por ele escolhidas e por <strong>Paolo Barbaro<\/strong> (professor de Hist\u00f3ria da Fotografia na Universidade de Parma e que tem acompanhado o trabalho de Giuseppe Morandi sobre o qual muito escreveu), acrescentam-se, por proposta deste (para ver claro, para pensar), 6 fotos a cores de <strong>Nancy Goldring <\/strong>(Urban Amnesia), conhecida fot\u00f3grafa americana, desconhecida em Portugal.<\/p>\n<p>E vamos projectar <strong>os dois \u00faltimos document\u00e1rios<\/strong> de Giuseppe: uma encomenda (o que \u00e9 raro na sua obra),\u00a0<strong><em>Il fal\u00f3 di Pescarolo<\/em>,<\/strong> sobre o <strong>Carnaval<\/strong> que ainda se faz em<strong> Pescarolo <\/strong>(26 de Agosto, \u00e0s 17h); um document\u00e1rio sobre <strong>Peto<\/strong> (que estar\u00e1 connosco) \u2013 e o seu trabalho, o seu lazer, o canto (27 de Agosto, \u00e0s 17h).<\/p>\n<p>Com Giuseppe Morandi, e do seu insepar\u00e1vel c\u00famplice, <strong>Gianfranco Azzali (Micio),<\/strong> ambos fundadores da Lega di Cultura di Piadena, estar\u00e3o c\u00e1 outros fundadores da Lega (<strong>Peto, Bianca<\/strong>), colaboradores permanentes e amigos (<strong>Bruno Fontanella, Leo, Jagjit, Mario Agostinelli, Peter Kammerer, Graziella Galvani, <\/strong>e outros).<\/p>\n<p><strong>BRUNO FONTANELLA<\/strong>, pedreiro reformado, vive em Piadena, s\u00f3 fala dialecto e canta desde que nasceu: can\u00e7\u00f5es de trabalho e de festa, can\u00e7\u00f5es populares de luta (anarquistas, socialistas, comunistas). Muitas delas desaparecer\u00e3o com ele. Por proposta de Peto, registaremos (em boa qualidade) o seu \u00abcancioneiro\u00bb que n\u00e3o \u00e9 igual a todos os outros. Ser\u00e3o <strong>3 concertos, <\/strong>todos diferentes (26 de Agosto, \u00e0s 22h, 27 e 28 de Agosto, \u00e0s 18h30) em que <strong>Peto<\/strong> e <strong>Leo<\/strong> o acompanhar\u00e3o e tamb\u00e9m ouviremos outras vozes: de <strong>Jagjit<\/strong> (indiano, mungidor de vacas em Piadena, como foi Micio noutros tempos, muito fotografado por Morandi), do <a href=\"http:\/\/centromariodionisio.org\/casadaachada_coro.php\"><strong>Coro da Achada<\/strong><\/a>, das <strong><a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/AdufeeAlguidar\/?fref=ts\">Adufe &amp; Alguidar<\/a><\/strong> e dos <strong>Frente Popular<\/strong>, cada um \u00e0 sua maneira, na mem\u00f3ria e na interven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas, se calhar, s\u00f3 a falar \u00e9 que a gente se entende. O que n\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil com estes \u00abparceiros\u00bb.<\/p>\n<p>Est\u00e3o agendadas <strong>tr\u00eas conversas<\/strong>, com gente da <strong>Lega di Cultuta di Piadena<\/strong> ou trazida por ela, e gente de c\u00e1 para quem a mem\u00f3ria (mas que mem\u00f3ria?) conta e se preocupa com o presente:<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Para que serve a mem\u00f3ria?<\/strong> Com respostas de quem a \u00abarquiva\u00bb ou de quem vive dela ou com ela (26 de Agosto, \u00e0s 18h): participam <strong>Claudia Cavatorta<\/strong>,\u00a0<strong>Nancy Goldring<\/strong>, <strong>Paolo Barbaro<\/strong>, <strong>Pedro Prista Monteiro<\/strong> e outros.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Outro trabalho, trabalho outra vida<\/strong>, continua\u00e7\u00e3o de um debate iniciado este ano em Piadena, partindo n\u00f3s aqui de um texto fabricado na <strong>Casa da Achada<\/strong> e das ideias de <strong><a href=\"http:\/\/www.marioagostinelli.it\/?page_id=286\">Mario Agostinelli<\/a>, <\/strong>ex-secret\u00e1rio geral da CGIL-Lombardia que abandonou, fundador do movimento Unaltralombardia, etc. Como \u00e9 que a mem\u00f3ria pode ou n\u00e3o pode entrar aqui? (27 de Agosto, \u00e0s 15h): participam <strong>Mario Agostinelli<\/strong>, <strong>Micio<\/strong>,<strong> Peto<\/strong> e outros.<\/p>\n<p>&#8211; <strong>Abolir fronteiras, separar as \u00e1guas<\/strong>, pe\u00e7a importante do actual ciclo de 3 meses da Casa da Achada, <strong>Fronteiras fora e dentro<\/strong>, a que <strong>Peter Kammerer<\/strong>, alem\u00e3o que escolheu viver em It\u00e1lia, depois de 1968, professor aposentado de sociologia da Universidade de Urbino, que muitas vezes esteve connosco, dar\u00e1 o pontap\u00e9 de sa\u00edda. Como \u00e9 que a mem\u00f3ria pode ou n\u00e3o pode entrar aqui? (28 de Agostom \u00e0s 15h): participam <strong>Mario Agostinelli<\/strong>, <strong>Peter Kammerer<\/strong> e outros.<\/p>\n<p>E, no dia 29, \u00e0s 21h30, segunda-feira, ser\u00e1<strong> Peter Kammerer <\/strong>a apresentar o filme <em><strong>Una vita violenta <\/strong><\/em>(1962, 106&#8242;), de Paolo Heucsh e Brunello Rondi, com argumento de Pasolini, inclu\u00eddo no nosso ciclo de cinema ao ar livre sobre <strong>Fronteiras. <\/strong>Pasolini, muito lido, visto e estudado por ele e grande refer\u00eancia para a Lega di Cultura di Piadena<\/p>\n<p>Ser\u00e3o distribu\u00eddos textos e folhas de sala e uma cronologia das rela\u00e7\u00f5es com a Lega e estas pessoas que nasceram antes de a Casa da Achada existir (<a href=\"http:\/\/www.centromariodionisio.org\/casa_da_achada_pequenacronologia.php\">dispon\u00edvel aqui<\/a>).<\/p>\n<p>Estar\u00e3o em exposi\u00e7\u00e3o algumas m\u00e1quinas fotogr\u00e1ficas de colec\u00e7\u00e3o de V\u00edtor Ribeiro (Ma\u00e7ariku), um esp\u00f3lio que a Claudia Cavaroria e o Paolo Barbaro se dispuseram a catalogar.<\/p>\n<p><strong>PARA QUE SERVE A MEM\u00d3RIA \u00e9 para n\u00f3s uma oportunidade \u00fanica: ver, ouvir, falar, debater com pessoas com experi\u00eancias completamente diferentes das nossas e com quem durante 20 anos, nalguns casos, temos feito trocas raras. Ter\u00e1 sido uma forma simples de abolir fronteiras. O que foi muito alimentado e facilitado por MK que agora j\u00e1 n\u00e3o poder\u00e1 participar. <a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=4890 e http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5026\">Esta ser\u00e1 tamb\u00e9m uma maneira de manter viva a sua mem\u00f3ria<\/a>.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00c9 o tema que nos vai ocupar na \u00faltima semana de Agosto. 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