{"id":5555,"date":"2016-06-08T12:43:32","date_gmt":"2016-06-08T12:43:32","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5555"},"modified":"2016-06-08T12:43:32","modified_gmt":"2016-06-08T12:43:32","slug":"leitura-furiosa-duma-cidade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=5555","title":{"rendered":"Leitura Furiosa duma cidade"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/LF2016.jpg\" rel=\"attachment wp-att-5556\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5556 size-full\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/LF2016.jpg\" alt=\"LF2016\" width=\"650\" height=\"919\" srcset=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/LF2016.jpg 650w, http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/LF2016-212x300.jpg 212w\" sizes=\"(max-width: 650px) 100vw, 650px\" \/><\/a><\/p>\n<p>A <strong>Leitura Furiosa<\/strong> destina-se aos que, sabendo ler, est\u00e3o zangados com a leitura \u2013 crian\u00e7as e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, portugueses e estrangeiros.<\/p>\n<p>A <strong>Leitura Furiosa<\/strong> \u00e9 um acontecimento especial que acontece anualmente h\u00e1 v\u00e1rios anos em Lisboa e, ao mesmo tempo, noutras cidades. Uma dela \u00e9 Amiens, em Fran\u00e7a, onde nasceu.<\/p>\n<p>Para a <strong>Associa\u00e7\u00e3o Cardan<\/strong>, de Amiens, que imaginou a <strong>Leitura Furiosa<\/strong> e a trouxe at\u00e9 Lisboa, e para a <strong>Casa da Achada<\/strong> o saber deve ser acess\u00edvel \u00e0queles que dele normalmente s\u00e3o exclu\u00eddos, o saber e a cultura devem nascer de uma liga\u00e7\u00e3o com o conjunto da sociedade e a cultura pode e deve ser analisada por aqueles que habitualmente n\u00e3o a praticam ou pouco se ocupam dela. Por a\u00ed passa uma outra integra\u00e7\u00e3o na sociedade daqueles que vivem com mais dificuldades e problemas v\u00e1rios que os afastam dessa cultura. Que pode ser menos aborrecida do que \u00e0s vezes parece.<\/p>\n<p>A <strong>Leitura Furiosa<\/strong> dura tr\u00eas dias. \u00c9 um momento especial: quem \u00e9 (ou que a vida tornou) zangado com a leitura, a escrita (e at\u00e9 o mundo) encontra-se com escritores! \u00c9 um momento \u00fanico que permite a um n\u00e3o-leitor aproximar-se da magia da escrita, por interm\u00e9dio de uma pessoa que escreve literatura. Cada um faz ouvir a sua voz e at\u00e9 pode seguir depois um novo caminho, ao descobrir pessoas, coisas, frases, palavras que t\u00eam a ver com a sua vida e podem fazer pensar. Em si e nos outros. E na cidade, como propomos este ano na Casa da Achada, por estarmos no ciclo \u00abEstas cidades\u00bb: <strong>Leitura Furiosa de uma cidade<\/strong>.<\/p>\n<p>Alguns pequenos grupos de gente zangada com a leitura (entre 4 e 6 pessoas) convivem durante um dia (<strong>sexta-feira<\/strong> 10 de Junho), com um escritor, convidando-o para um passeio pelo bairro onde se encontram e conversando, de p\u00e9 ou sentados. Pelo caminho, almo\u00e7am. E continuam a conversar.<\/p>\n<p>\u00c0 noite, o escritor escrever\u00e1 em casa um pequeno texto, a partir do encontro, que oferecer\u00e1 ao grupo com quem esteve, quando, no dia seguinte (<strong>s\u00e1bado<\/strong> 11 de Junho), voltarem a encontrar-se, desta vez na Casa da Achada. L\u00ea-se o texto, fala-se do texto, muda-se o texto. E os textos dos v\u00e1rios grupos s\u00e3o ilustrados por desenhadores convidados, \u00e0 vista de toda a gente.<br \/>\nDepois do almo\u00e7o, em que zangados com a leitura, escritores e ilustradores se re\u00fanem, todos os grupos visitar\u00e3o, com o seu escritor, a Casa da Achada e a sua biblioteca e a exposi\u00e7\u00e3o \u00abLisboa acima Lisboa abaixo \/ Lisbonne, lecture d&#8217;une ville\u00bb.<\/p>\n<p>No <strong>domingo<\/strong> (12 de Junho, \u00e0s 15h), os textos s\u00e3o tornados p\u00fablicos (os que v\u00eam de Fran\u00e7a s\u00e3o traduzidos para portugu\u00eas) numa sess\u00e3o de leitura em voz alta feita por actore. Ser\u00e1 distribu\u00edda uma brochura ilustrada, com os textos escritos nas v\u00e1rias cidades, onde cada um, de uma maneira ou de outra, estar\u00e1: mesmo quem est\u00e1 zangado com a leitura pode entrar, querendo ou n\u00e3o querendo, na literatura que os leitores costumam ler e que os zangados com ela poder\u00e3o ler tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Em Lisboa, os escritores <strong>Jo\u00e3o Paulo Esteves da Silva<\/strong>,<strong> Miguel Cardoso<\/strong>, <strong>Miguel Castro Caldas<\/strong> e <strong>Nuno Milagre<\/strong> encontram-se com grupos de pessoas da <strong>Associa\u00e7\u00e3o Espa\u00e7o Mundo<\/strong>, do <strong>Centro Social de S\u00e3o Bento<\/strong>, do <strong>Conselho Portugu\u00eas para os Refugiados<\/strong> e da <strong>Escola n.\u00ba 10 do Castelo<\/strong> e escrevem textos que ser\u00e3o ilustrados por <strong>B\u00e1rbara Assis Pacheco<\/strong>, <strong>Marta Caldas<\/strong>, <strong>Nadine Rodrigues<\/strong>, <strong>Pierre Pratt<\/strong> e <strong>Z\u00e9 d&#8217;Almeida<\/strong> e lidos por <strong>Andresa Soares<\/strong>, <strong>Bruno Humberto<\/strong>, <strong>F. Pedro Oliveira<\/strong>, <strong>Jo\u00e3o Cabral<\/strong>, <strong>Sofia Ortol\u00e1<\/strong> e outros.<\/p>\n<p>E mais tarde nascer\u00e1 disto tudo um livro, de dezenas de grupos, de escritores e ilustradores que \u00e0s mesmas horas falaram, ouviram, contaram, perguntaram, responderam, leram, desenharam, em v\u00e1rias partes do pa\u00eds e do mundo. Coisas iguais e coisas diferentes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Leitura Furiosa destina-se aos que, sabendo ler, est\u00e3o zangados com a leitura \u2013 crian\u00e7as e adultos, homens e mulheres, empregados e desempregados, portugueses e estrangeiros. A Leitura Furiosa \u00e9 um acontecimento especial que acontece anualmente h\u00e1 v\u00e1rios anos em Lisboa e, ao mesmo tempo, noutras cidades. Uma dela \u00e9 Amiens, em Fran\u00e7a, onde nasceu. [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[19],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5555"}],"collection":[{"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5555"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5555\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5557,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5555\/revisions\/5557"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}