{"id":3721,"date":"2012-07-15T16:33:11","date_gmt":"2012-07-15T16:33:11","guid":{"rendered":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=3721"},"modified":"2012-07-15T16:33:11","modified_gmt":"2012-07-15T16:33:11","slug":"16-julho-leituras-da-polemica-do-neo-realismo-cinema-ao-ar-livre-com-serenata-a-chuva","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/?p=3721","title":{"rendered":"16 Julho: leituras da pol\u00e9mica do neo-realismo; cinema ao ar livre com &#8216;Serenata \u00e0 chuva&#8217;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/20120710102221229_0001.jpg\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-large wp-image-3722\" title=\"20120710102221229_0001\" src=\"http:\/\/noticias.centromariodionisio.org\/wp-content\/uploads\/20120710102221229_0001-669x1024.jpg\" alt=\"\" width=\"314\" height=\"434\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">CICLO A PALETA E O MUNDO III<\/span><br \/>\nSegunda-feira,\u00a016 de Julho, 18h30<\/strong><\/p>\n<p>Na 3\u00aa parte do ciclo \u00abA Paleta e o Mundo\u00bb lemos obras que foram citadas em <em><a href=\"http:\/\/centromariodionisio.org\/paleta_mundo_1_edicao.php\">A Paleta e o Mundo<\/a><\/em> de M\u00e1rio Dion\u00edsio, ou obras de autores seus contempor\u00e2neos.<\/p>\n<p>Nesta sess\u00e3o come\u00e7a a leitura comentada, por <strong>Miguel Cardoso<\/strong> e <strong>Miguel Castro Caldas<\/strong>, de textos da <strong>pol\u00e9mica do neo-realismo <\/strong>publicados na revista <em><strong>V\u00e9rtice <\/strong><\/em>em 1952-54. Ap\u00f3s a leitura de textos publicados por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Cochofel e Ant\u00f3nio Jos\u00e9 Saraiva, e da leitura de <strong>\u00abO sonho e as m\u00e3os\u00bb<\/strong> de <strong>M\u00e1rio Dion\u00edsio<\/strong>, nesta sess\u00e3o vamos ler <strong>\u00abCinco notas sobre forma e conte\u00fado\u00bb<\/strong> de <strong>Ant\u00f3nio Vale<\/strong> (ali\u00e1s <strong>\u00c1lvaro Cunhal<\/strong>)<\/p>\n<blockquote><p>\u00abQuando arrumamos (n\u00e3o fazendo mais afinal que desarrum\u00e1-los&#8230;) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos j\u00e1 em pleno falseamento da vida. J\u00e1 aceit\u00e1mos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. J\u00e1 esvazi\u00e1mos do seu rico conte\u00fado a vida e a arte. J\u00e1 partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera t\u00e3o permanente e \u00edntima da cria\u00e7\u00e3o do homem que por ela \u00e9 poss\u00edvel reconstituir \u00e9pocas, regi\u00f5es de que todo o resto se perdeu, dessa voz incans\u00e1vel com a qual, pelos s\u00e9culos fora, atrav\u00e9s de todas as circunst\u00e2ncias e apesar de todas as circunst\u00e2ncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem \u00e9 j\u00e1 ac\u00e7\u00e3o, desse calor humano t\u00e3o essencialmente resistente que permanece e progride at\u00e9 nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eug\u00e9nio de Castro, do lampad\u00e1rio de cristal de Jer\u00f3nimo Ba\u00eda. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e s\u00e3o tantos, t\u00e3o variados e aut\u00eanticos), porque vimos ent\u00e3o lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos dom\u00ednios da sua problem\u00e1tica e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?\u00bb<br \/>\n<strong>M\u00e1rio Dion\u00edsio, \u00abO sonho e as m\u00e3os\u00bb (<em>V\u00e9rtice<\/em>, vol. XIV, n.\u00b0 124, Janeiro de 54 e n.\u00b0125, Fevereiro de 54)<\/strong><\/p><\/blockquote>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\">CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE \u00abQUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA\u00bb<\/span><br \/>\nSegunda-feira, 16 de Julho, 21h30<\/strong><\/p>\n<p>Os tempos v\u00e3o maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque \u00e9 ver\u00e3o e ao ar livre, tem muita m\u00fasica \u2013 que a m\u00fasica \u00e9 uma boa forma de dizer coisas. \u00c9 bom ouvir m\u00fasica ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve m\u00fasica. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas \u2013 as de cada um e tamb\u00e9m na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um al\u00edvio uma vez por semana, quando o cerco \u00e9 grande..<\/p>\n<p>Nesta segunda sess\u00e3o deste ciclo projectamos<em><strong> Serenata \u00e0 chuva <\/strong><\/em>(<em>Singin&#8217; in the rain<\/em>, 1952, 103 min.) de <strong>Stanley Donen <\/strong>e <strong>Gene Kelly<\/strong>. Quem apresenta \u00e9<strong> Jo\u00e3o Rodrigues<\/strong>.<\/p>\n<blockquote><p><strong>Sinopse<\/strong>: Hollywood, 1927. Don Lockwood e Lina Lamont s\u00e3o a dupla mais famosa do cinema mudo. Os seus filmes s\u00e3o um sucesso e as revistas apostam numa rela\u00e7\u00e3o \u00edntima entre os dois, o que n\u00e3o existe na realidade. Com a chegada do cinema sonoro, que se torna a nova moda, o par rom\u00e2ntico \u00e9 confrontado com a realia\u00e7\u00e3o de um musical, onde \u00e9 necess\u00e1rio ter um bom desempenho vocal. Mas Lina tem um problema grave: a sua voz \u00e9 demasiado aguda para os filmes sonoros. Kathy Selden, uma corista que se cruza na vida de Don, \u00e9 ent\u00e3o contratada para dobrar a voz da popular actriz.<br \/>\nDepois da sa\u00edda triunfal do filme, Don quer fazer de Kathy a sua parceira, mas Lina, ciumenta, obriga o est\u00fadio a deixar a rapariga na sombra. No dia da estreia, o p\u00fablico pede a Lina que cante. Kathy, escondida atr\u00e1s da cortina, canta em vez dela, enquanto Lina faz movimentos com os l\u00e1bios. Sobe a cortina, levantada por Don, Cosmo e Simpson: Lina fica at\u00f3nita. Don confessa o seu amor a Kathy. E juntos ser\u00e3o felizes.<\/p><\/blockquote>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/D1ZYhVpdXbQ\" frameborder=\"0\" width=\"560\" height=\"315\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>CICLO A PALETA E O MUNDO III Segunda-feira,\u00a016 de Julho, 18h30 Na 3\u00aa parte do ciclo \u00abA Paleta e o Mundo\u00bb lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de M\u00e1rio Dion\u00edsio, ou obras de autores seus contempor\u00e2neos. 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