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Próximas actividades na Casa da Achada – 24 a 26 de Abril

Sábado, 24 de Abril, às 16:00h

«Itinerários – 1» com Sebastião de Lima Rego

Cartaz Itinerários 1

Eduarda Dionísio entrevista Sebastião Lima Rego sobre o seu percurso: do direito e da intervenção política e cívica à poesia. Leitura de poemas de Sebastião Lima Rego, autor de Poemas Sem Abrigo e Sem Castigo (2008) e As bandeiras paradas (2009), por Cecília Mendonça e Manuela Leitão.

o direito. a faculdade. a associação de estudantes. o diário de lisboa. o mrpp. o tempo e o modo. a livrelco. as prisões. o ministério da saúde. a associação de telespectadores. a alta autoridade para a comunicação social. a poesia.

«Reescrever a História em lume frio
redescobrir os nomes sem lhes dar gente
redesenhar as margens longe do rio
ressuscitar a morte impunemente
destruir refazer recomeçar
desencantar os encantamentos proibidos
lá onde eles jazem entorpecidos
atabaíados em húmus milenar
voltar atrás desenterrar
as bandeiras cicatrizes
e coser com o seu pano os galardões
das batalhas infelizes
vencendo-as apesar dos cronicões
demolir sem constrangimentos
pedra a pedra palavra a palavra
os monumentos da antiquíssima lavra
reerguê-los com aquela virgindade
que preexiste ao escopo da verdade.»

Sebastião de Lima Rego, As bandeiras paradas

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Domingo, 25 de Abril, 18:30h

Música de Zeca Afonso todo o dia e canta o Coro da Achada

25 Abril

Música de Zeca Afonso durante todo o dia. O Coro da Achada canta a partir das 18:30h.

1974
«Dias impossíveis de contar. Não há tempo para isso. A multidão misturada com os soldados e marinheiros. Cravos (onde nasceram tantos cravos?) nas espingardas e nas mãos de toda a gente. Telefonemas, abraços, o “viva Portugal” por toda a parte. Um país diferente. Toda a gente fala com toda a gente, esfusiante, sem medo. A caça aos Pides. A libertação dos presos de Caxias, o regresso dos emigrados (Mário Soares, primeiro, Álvaro Cunhal depois, Piteira Santos, tantos mais).
Começam as reuniões por todo o lado. No Liceu de Camões realizamos a primeira reunião de apoio ao Movimento. Vamos entregar à Junta de Salvação Nacional o nosso documento. Começamos a organizar-nos. Não paro mais.
(30.4.74)»

Mário Dionísio, Passageiro Clandestino

1980
«Celebrar o 25 de Abril este ano, seis anos depois do derrube do fascismo e já tão longe, obriga a repensar tudo isto e a concluir, a sublinhar, que só a unidade não retórica, autêntica, decidida, uma unidade bem consciente do perigo indiscutível que dia a dia cresce, evitará o pior. Mas agora. Desde já. Antes de ser tarde de mais.»

Mário Dionísio, «Seis anos depois e antes de»

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Segunda-feira, 26 de Abril, às 18:30h

Leitura da 2ª parte de A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio

Cartaz-ciclo-paleta-2-245x300

Leitura colectiva, com projecção de imagens, do capítulo «Os sortilégios da luz», sobre o Impressionismo, por Margarida Lélis.

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Segunda-feira, 26 de Abril, às 21:30h

Ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril»: A Religiosa de Jacques Rivette

Cartaz filmes proibidos

Continuação do ciclo «Filmes proibidos antes do 25 de Abril» com a projecção de A Religiosa de Jaques Rivette (1966, 135 min.). Quem apresenta é Eduarda Dionísio. Legendado em português.

Uns 3500 filmes foram proibidos em Portugal durante a ditadura, desde a criação da Inspecção dos Espectáculos, em 1928, até ao 25 de Abril de 1974. Por razões políticas. E também por razões «morais». Muitos outros não chegaram a ser proibidos porque os distribuidores nem sequer os apresentavam a «exame», uma vez que de antemão sabiam que eles não «passariam». Nem com os cortes habituais.
Qualquer filme russo (entre 1936 e 1970), qualquer filme de um país de leste (entre 1947 e 1970), qualquer filme indiano (entre 1953 e 1973) estava impedido de ser exibido, fosse ele qual fosse.
Com pequenas excepções, todos os filmes de Eisenstein, de Vertov, de Buñuel, de Pasolini, muitos filmes neo-realistas italianos e da «nova vaga» francesa, vários filmes de Chaplin, de Renoir, de Bergman, entre outros não «passaram na censura» e só puderam ser vistos nas salas portuguesas depois do 25 de Abril.
Nos ciclos anteriores, incluímos alguns deles. Por exemplo, Roma, Cidade Aberta de Rossellini, Hiroshima meu amor de Resnais, Os Olvidados e Um Cão Andaluz de Buñuel, O couraçado Potemkin de Eisenstein, Jaime de António Reis.

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Continua no horário de abertura
50 anos de pintura e de desenho

A exposição inaugural da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio, com perto de 40 obras de desenho e pintura de Mário Dionísio, muitas delas desconhecidas, e 18 obras de vários artistas pertencentes ao seu espólio

Ver aqui a programação de Abril de 2010.

Todas as actividades são de entrada livre. Ao chegar pergunte o que são os Amigos da Achada.

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O Coro da Achada canta:

Sexta-feira, 23 de Abril, às 23:30h
no Largo do Carmo em Lisboa

Arraial do 25 de Abril

Arraial Carmo

Ver aqui a programação completa do Arraial do Carmo.

Organização: Associação Abril.

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Sábado, 24 de Abril, a partir das 21:30h
no
Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar
na Lourinhã

Lembrar Abril
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Lembrar Abril

Com a denominação “Lembrar Abril”, decorrerá no dia 24 deste mês, no Auditório Maestro Manuel Maria Baltazar – sede da Associação Musical e Artística Lourinhanense, um concerto comemorativo da revolução dos cravos.

Com início agendado para as 21h30, o espectáculo – de entrada livre – conta com a actuação de três formações corais: o Coro do Ministério da Educação – Educ(ant)are, o Coro d’Achada, de Lisboa, e o Coro Municipal da Lourinhã.

A música de intervenção – associada, no imaginário colectivo, à revolução de Abril – ocupará grande parte do reportório deste espectáculo.

Organização: Câmara Municipal da Lourinhã.

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Domingo, 25 de Abril, às 18:30h
na Casa da Achada – Centro Mário Dionísio

Música de Zeca Afonso todo o dia e o Coro da Achada canta ao fim da tarde

(ver acima)

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André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017