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Áreas Principais

Arquivo para a categoria ‘Amigos de Mário Dionísio’

 

5 a 9 de Julho: A Guerra Civil de Espanha na fronteira; Carlos de Oliveira; oficina das palavras às músicas; leituras da polémica do neo-realismo; cinema ao ar livre com ‘Orgia dourada’; homenagem a Constante Augusto Cardanha; ‘Caruma’ de Manuel Cintra

4 de Julho de 2012

HISTÓRIAS DA HISTÓRIA
A Guerra Civil de Espanha
Sexta-feira, 6 de Julho, 18h

Neste ciclo, «histórias da História», conversaremos sobre efemérides da História, contemporâneas de Mário Dionísio, pensando sempre também no que se passa hoje. Porque há coisas de que se fala hoje – como a tão badalada «crise» – que não são coisas novas, algumas nunca deixaram de existir, outras ressurgiram em sítios e alturas diferentes. Já falámos sobre a ascenção de Hitler ao poder, sobre a Comuna de Paris e sobre as «aparições» de Fátima.

Nesta sessão vamos falar sobre a Guerra Civil de Espanha vivida nas populações de fronteira em Julho de 1936, com Paula Godinho.

AMIGOS DE MÁRIO DIONÍSIO: CARLOS DE OLIVEIRA
Sábado, 7 de Julho, 16h

Nesta 7ª sessão de «Amigos de Mário Dionísio» vamos falar sobre Carlos de Oliveira.

Sobre a sua vida e obra literária vão falar Gastão Cruz, Manuel Gusmão, Nuno Júdice e Rosa Maria Martelo. Haverá leituras de textos de Carlos de Oliveira por Antonino Solmer, Diogo Dória, Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra. O Coro da Achada cantará canções com letra de Carlos de Oliveira e outras.

Haverá também uma pequena exposição biográfica com livros e pinturas.

«Quem alguma vez leu a poesia de Carlos de Oliveira passou a ser certamente um seu assíduo leitor. Já uma vez lhe chamei rico herdeiro de Raul Brandão. E é-o muitas vezes. Mas, visto o problema com maior latitude, o caso de Carlos de Oliveira é o de uma autêntica vocação literária. Com um pouco de tinta e de papel põe de pé uma personagem, cria uma assombração, desencadeia uma tempestade. Há mais meia dúzia de casos des tes entre nós, de hábeis dominadores da palavra atravessando a mesma facilidade prodigiosa de erguer florestas nas pontas dos dedos e o mesmo perigo de não chegarem a dar às suas belas construções mais consistência e duração que a das maravilhosas bolas de sabão da nossa infância. Não considero isto um atributo certo, mas apenas um perigo com que temperamentos manifestamente favorecidos pela fortuna literária, como o de Carlos de Oliveira, têm de contar. Carlos de Oliveira faz o que quer das palavras (vejam-se os seus versos) e produz verdadeiras páginas de antologia – no sentido positivo, sempre que certo automatismo estilístico o não atraiçoa, o que felizmente é raro. É preciso, contudo, que elas não façam dele o que ele não quiser.»
Mário Dionísio, «Pequenos burgueses, romance de Carlos de Oliveira» (Vértice, 1949)

OFICINA DAS PALAVRAS ÀS MÚSICAS
Domingo, 8 de Julho, das 15h30 às 17h30

Nos domingos do mês de Julho, com excepção do dia 15, com Cristina Mora, vamos partir das palavras para chegar à música.

Trata-se de estimular a percepção auditiva e a prática musical. Os instrumentos preferenciais de trabalho são a voz e as palavras (palavras isoladas, sequências de palavras, pequenos textos) e trabalhar o ritmo, a melodia a harmonia, o timbre, a textura…

Para todos a partir dos 6 anos.

CICLO A PALETA E O MUNDO III
Segunda-feira, 9 de Julho, 18h30

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos.

Nesta sessão começa a leitura comentada, por Miguel Cardoso e Miguel Castro Caldas, de textos da polémica do neo-realismo publicados na revista Vértice em 1952-54. Após a leitura de textos publicados por João José Cochofel e António José Saraiva , vamos ler «O sonho e as mãos» de Mário Dionísio, «Cinco notas sobre forma e conteúdo» de António Vale (aliás Álvaro Cunhal) e duas cartas, uma de Mário Dionísio e outra de Fernando Lopes-Graça.

«Quando arrumamos (não fazendo mais afinal que desarrumá-los…) os homens para um lado e os artistas para outro, estamos já em pleno falseamento da vida. Já aceitámos o pobre paradoxo de uma arte sem vida e de uma vida sem arte. Já esvaziámos do seu rico conteúdo a vida e a arte. Já partimos vergonhosamente ao ataque dessa esfera tão permanente e íntima da criação do homem que por ela é possível reconstituir épocas, regiões de que todo o resto se perdeu, dessa voz incansável com a qual, pelos séculos fora, através de todas as circunstâncias e apesar de todas as circunstâncias, o homem se recusa a desistir, desse espelho precioso, cuja imagem é já acção, desse calor humano tão essencialmente resistente que permanece e progride até nos brinquedos das cornamusas e crotalos de Eugénio de Castro, do lampadário de cristal de Jerónimo Baía. Se o fazemos, se barulhentamente queremos afastar do nosso caminho os problemas da arte (e são tantos, tão variados e autênticos), porque vimos então lepidamente, por outra porta, a querer criar uma nova arte, fora dos domínios da sua problemática e da sua linguagem, como se ela pudesse sair das mangas de um ilusionista?»
Mário Dionísio, «O sonho e as mãos» (Vértice, vol. XIV, n.° 124, Janeiro de 54 e n.°125, Fevereiro de 54)

CICLO DE CINEMA AO AR LIVRE: QUEM CANTA SEUS MALES ESPANTA
Segunda-feira, 9 de Julho, 21h30

Os tempos vão maus. Uns choram e outros cantam. Por aqui, continuamos a mostrar o que alguns fizeram nas vidas que foram tendo. Este ciclo de cinema, porque é verão e ao ar livre, tem muita música – que a música é uma boa forma de dizer coisas. É bom ouvir música ao ar livre. E ver o mundo enquanto se ouve música. E pensar. Nas vidas dos outros e nas nossas – as de cada um e também na da Casa da Achada. E falar depois de ter ouvido cantar. Um alívio uma vez por semana, quando o cerco é grande..

Nesta segunda sessão deste ciclo projectamos Orgia dourada (Gold diggers of 1933, 1933, 97 min.) de Mervin LeRoy.
Quem apresenta é João Pedro Bénard.

OUTRAS ACTIVIDADES:

 

HOMENAGEM A CONSTANTE AUGUSTO CARDANHA
Quinta-feira, 5 de Julho, 18h

Nesta sessão de homenagem a Constante Augusto Cardanha, organizada por Leonor Abecassis e pelo editor José Frade (Lusociência), acontece o lançamento de Constante Augusto Cardanha – Um homem de Trás-os-Montes e artista improvável e uma pequena exposição de suas obras.

A exposição pode ser visitada até ao dia 10 de Julho.

CARUMA DE MANUEL CINTRA
Domingo, 8 de Julho, 18h30

Nesta sessão de divulgação de Caruma de Manuel Cintra, o seu mais recente livro de poemas, haverá leituras por Maria d’Aires e Manuel Cintra, com a banda sonora, de Alberto Iglesias, do filme Hable con ella de Pedro Almodovar, e uma sessão de autógrafos.

 

3 a 5 de Março: um encontro sobre João José Cochofel; oficina de stop motion; leitura de Bento de Jesus Caraça; cinema com ‘O mundo é um manicómio’

1 de Março de 2012

No sábado, 3 de Março, às 16h, acontece o sexto encontro de uma série de sessões intituladas «Amigos de Mário Dionísio». Nesta sessão vamos falar de João José Cochofel.

Esta sessão, que pretende dar a conhecer o poeta e ensaísta João José Cochofel e chamar a atenção para a necessidade da leitura da sua obra, é organizada pelo fundador desta associação e professor catedrático António Pedro Pita, contando com a participação de Arquimedes da Silva Santos e Maria Eugénia Cochofel. Haverá uma pequena exposição de fotografias e livros do autor, originários do espólio de Mário Dionísio, que se encontra na Casa da Achada.

João José Cochofel e Mário Dionísio frequentaram as mesmas tertúlias, estiveram do mesmo lado nas polémicas do neo-realismo nos anos 50, colaboraram nos mesmos projectos, como a Vértice e a Gazeta Musical e de Todas as Artes.

Começa no domingo, 4 de Março, às 15h30, a oficina de stop motion, orientada por Emanuel Faustino e Youri Paiva. Inventando uma pequena história na Casa da Achada, com pessoas e objectos, vamos construir um pequeno filme juntando fotografias. E ainda vamos ver cinema feito desta maneira.

Na 3ª parte do ciclo «A Paleta e o Mundo» lemos obras que ou foram citadas em A Paleta e o Mundo de Mário Dionísio, ou obras de autores seus contemporâneos. Na segunda-feira, 5 de Março, às 18h30, continua a leitura de uma conferência de Bento de Jesus Caraça, «Algumas reflexões sobre a arte», com projecção de imagens, por José Smith Vargas.

No mesmo dia, à noite, pelas 21h30, projectamos um filme inserido no ciclo «Rir uma vez por semana»: O mundo é um manicómio (1944, 118 min.) de Frank Capra. Quem apresenta é Luís Miguel Oliveira.

 

Como foi a sessão sobre Manuel da Fonseca

11 de Dezembro de 2011

No passado sábado, 10 de Dezembro, aconteceu a 5ª sessão de ‹‹Amigos de Mário Dionísio››, desta vez sobre Manuel da Fonseca.

A tarde começou com o canto alentejano do Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de São Domingos, seguindo-se a visualização e audição de excertos de entrevistas feitas a Manuel da Fonseca. Artur da Fonseca falou sobre o seu irmão e os actores Antonino Solmer, Diogo Dória, Inês Nogueira e os alunos da Escola n.º 10 do Castelo com a professora Ariana leram poemas.

No intervalo ouviu-se poemas de Manuel da Fonseca cantados por Adriano Correia de Oliveira enquanto se comia pão, azeitonas e bebia vinho do Alentejo. Voltámos à sessão com novas projecções e com mais cantos do coro alentejano. F. Pedro Oliveira e Fernanda Neves leram dois contos e, no fim, Vítor Silva Tavares – amigo de Manuel da Fonseca – e Artur da Fonseca contaram-nos histórias da sua vivência com Manuel da Fonseca.

 

10 a 12 de Dezembro: Manuel da Fonseca, amigo de Mário Dionísio; oficina «Prendas sou eu que as faço»; leitura de ‘A vida das formas’ de Focillon; cinema com ‘Os inadaptados’

5 de Dezembro de 2011

No sábado, 10 de Dezembro, às 15h, acontece a 5ª sessão sobre amigos de Mário Dioníso, desta vez sobre Manuel da Fonseca (cujo centenário de comemora este ano). A sessão, realizada com a colaboração da Casa do Alentejo, conta com a participação do irmão, Artur da Fonseca, e do amigo, Vítor Silva Tavares.

Serão lidos contos e poemas de Manuel da Fonseca por Antonino Solmer, Diogo Dória, Fernanda Neves, Inês Nogueira, F. Pedro Oliveira e pelos alunos da Escola Nº 10 do Castelo. A abrir e a fechar canta o Grupo Coral da Liga dos Amigos das Minas de S. Domingos. Vão ser projectados imagens e sons de Manuel da Fonseca e canções com letras suas, haverá pão, azeitonas e vinho do Alentejo e mostraremos uma pequena exposição de livros e documentos.

No dia seguinte, domingo, 11 de Dezembro, das 15h30 às 17h30, continua a oficina «Prendas sou eu que as faço». Depois de termos pintado azulejos na passada sessão, nesta vamos pintar e colar em sacos e cartuchos.

Na segunda-feira12 de Dezembro, às 18h30, continua o ciclo «A Paleta e o Mundo III», que consiste na leitura e análise de textos e obras que foram citados por Mário Dionísio em A Paleta e o Mundo. Nesta sessão é Miguel Castro Caldas que continua a leitura comentada, com projecção das imagens citadas, do 4º capítulo de A vida das formas de Henri Focillon: «As formas no espírito».

Nessa noite, pelas 21h30, projectamos mais um filme inserido no ciclo «Estrelas de Hollywood»: Os inadaptados (1961, 124 min.) de John Huston, com Clark Gable e Marilyn Monroe. Quem apresenta o filme é Miguel Castro Caldas.

Aqui pode consultar a restante programação de Dezembro.

André Spencer e F. Pedro Oliveira para Casa da Achada - Centro Mário Dionísio | 2009-2017